TIE-Brasil
19/11/2017
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Notícias(Janeiro/2009)

(clique para ver todas)

ADM-Joanes demite sindicalista
Transnacional americana demite Sindicalista em Ilhéus

A ADM-Joanes, transnacional norte-americana que atua no setor de moagem do cacau, em Ilhéus, demitiu o Trabalhador e sindicalista Reinaldo Badaró, que há 22 anos trabalha na empresa.

O Sindicacau realizou um ato de protesto contra a demissão do dirigente sindical em frente aos portões da ADM Joanes situado no Distrito Industrial de Ilhéus, contando com o apoio de diversos sindicatos da região.

Para o presidente do Sindicacau Luiz Fernandes, esta demissão trata-se de um ato da política anti-sindical da multinacional americana ADM-Joanes na tentativa de intimidar e enfraquecer a luta dos trabalhadores e da entidade sindical que vem denunciando esta empresa junto aos Ministérios Público e do Trabalho por várias injustiças praticadas contra os trabalhadores. Se a empresa não rever a reintegração do dirigente sindical iremos continuar realizando outras manifestações e paralisações.

O Sindicacau solicita o apoio e a solidariedade de sindicalistas, trabalhadores e outras organizações da sociedade civil, nacionais e internacionais, nesta luta pela reincorporação do dirigente sindical demitido e pelo fim de atos anti-sindicais cometidos pelas empresas nacionais e estrangeiras. Mensagens de Solideriedade Apoio podem ser enviadas para:

sindicacau@uol.com.br

Solicitamos ainda aos companheiros que trabalham em unidades da ADM em outros países ou em outros estados brasileiros que divulguem o ocorrido junto aos trabalhadores nestas fábricas e pressionem a empresa em favor da readmissão do companheiro Badaró.
Enviada por Sindicacau, às 13:58 23/01/2009, de Ilhéus, BA


FITIM vai à OEA em Washington para defender sindicato mexicano
Líderes sindicais solicitaram junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para que tomem medidas imediatas no México. Uma comitiva liderada pela FITIM e pelo Sindicato Mineiro do México se reuniu com a CIDH da OEA para pedir ações efetivas no caso dos mineiros mexicanos.

Líderes sindicais em representação do movimento sindical internacional se reuniram no dia 16 de janeiro em Washington DC, com Santiago Cantón, secretário da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), para que sejam tomadas medidas imediatas em relação aos trabalhadores mineiros no México. O que se pretende é que se investigue as violações aos direitos humanos levadas a cabo pelo governo mexicano contra o SNTMMSRM.

A comitiva foi encabeçada por Marcello Malentacchi, secretário-geral da Federação Internacional dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas (FITIM) e por Juan Luis Zuñiga, do Conselho Nacional do Sindicato Mineiro. Junto a eles, a delegação foi composta por representantes da United Auto Workers (UAW) e United Steelworkers (USW), Manfred Warda, secretário-geral da Federação Internacional dos Sindicatos da Química, Energia, Minas e Indústrias Diversas (ICEM); Stan Gacek (AFL-CIO), Victor Báezm secretário-geral da Confederação Sindical das Américas (TUCA-CSI); Marco Del Toro e Luis Chávez Del da Del Toro e Associados em representação legal do sindicato minero do México.

A delegação sindical solicitou à Comissão para que demande ao governo mexicano as seguintes ações:

- Devolver todos os fundos congelados ao SNTMMSRM, os que foram tomados em 2006 e 2008;

- Levantar todos os cargos pendentes contra Napoleón Gómez Urrutia e outros membros do SNTMMSRM;

- Ajuizar em um Tribunal de Justiça, de forma imediata e transparente, todos os responsáveis de corrupção de documentos e fatos;

- Reconhecer a Napoleón Gómez, eleito democraticamente, como o secretário-geral do sindicato minero.

Também pediram à Comissão que adote de imediato "medidas cautelares" em relação ao governo sobre a recente apropriação ilegal de todas as contas e fundos sindicais e a negativa do governo em reconhecer oficialmente a Napoleón Gómez Urrutia como secretário-geral eleito dos mineros do sindicato e, assim mesmo, em temas de saúde e segurança dos mineros em greve em três minas de propriedade do Grupo México, a maior companhia mineradora do país.

Por último, Santiago Cantón agradeceu a delegação por seu tempo e recebeu as recomendações e provas de violações dos direitos humanos apresentadas pela FITIM à delegação internacional.

Fonte: FITIM - tradução de Valter Bittencourt
Enviada por CNM-CUT, às 11:24 23/01/2009, de São Paulo, SP


Obama dá uma no cravo e outra na ferradura
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, começou o mandato dando um recadão sobre como deverá agir, sempre de acordo com os interesses da gringolândia, por supuesto. Afinal, acredita-se, foi para isso os gringos o elegeram!

No cravo

Obama confirmou o fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba.

A base militar americana localizada na Ilha da Liberdade foi transformada em prisão de suspeitos de terrorismo pelo governo de George W. Bush. O fechamento da prisão deve ocorrer em até um ano.

Obama assinou também decreto que proíbe a tortura e métodos coercitivos em interrogatórios de prisioneiros feitos pelos EUA.

"Fechar o centro de detenção de Guantánamo é parte da política externa, dos interesses dos EUA e dos interesses da Justiça", disse Obama, em entrevista coletiva.

Na ferradura

"Nós entendemos que Israel tem o direito de se defender pois nesses últimos anos o Hamas lançou diversos foguetes na região. Porém, os Estados Unidos estão comprometidos com a criação de dois Estados onde palestinos e israelenses poderão conviver juntos", afirmou Obama.

Desta forma, no mesmo dia ele ficou bem na fita com árabes e judeus...

Mas será que ele não sabe que o estado de Israel, desde a sua implantação, só fez jogar bombas em árabes e palestinos, promover guerras e genocídios???

É, ele e jovem, e desinformado, né? Engana que eu gosto, diz a sabedoria popular...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:15 22/01/2009, de Curitiba, PR


Programa da atividade de TIE-Brasil no FSM-2009
Companheir@s,

Confiram o novo programa da atividade de TIE-Brasil e seus parceiros da Argentina, Brasil, Chile, Espanha, Holanda, Marrocos, México e Rússia.

A idéia central desta atividade é mostrar, através de relatos de Trabalhador@s de vários países, que os movimentos Operário e Sindical e os Trabalhador@s tem papel fundamental na luta por transformações sociais e econômicas.

Temos que claro que só avançaremos na construção do outro mundo possível se as lutas populares, trabalhistas, sindicais e sociais estiverem coordenadas entre si.

É importante, muito importante mesmo, estimular este diálogo entre os diferentes tipos de organizações sociais e sindicais, porque, em últim instância, elas são respostas diversas de enfrentamento a uma mesma causa: um sistema explorador e excludente.

Precarização da Vida e do Trabalho:
Experiências Concretas d@s Trabalhador@s em luta por uma vida melhor

30 de janeiro de 2009
Belém, PA, Brasil

08:30 – 08:45 - Abertura:
a) objetivos da atividade
b) apresentação dos palestrantes

08:45 – 10:00 – Painel:
Experiência das Trabalhadoras em Luta por uma Vida Melhor
Paula Daniely - SINTTEL PE, Brasil
Tatiana Etmanova – Sind. dos Trab. na Ford, Rússia
Karima Erzini – Cerid, Marrocos
Guadalupe Camacho e Norma Ojeda – CJM – KSS, México
Marcelina Bautista – Trabalhadoras do Lar / CACEH, México

10:00 – 11:30 – Debate, Perguntas e Respostas

11:30 – 12:00 – Pausa

12:00 – 12:15 – Resumo dos debates no turno anterior
a) objetivos da atividade
b) apresentação dos palestrantes

12:15 – 14:00 – Painel:
Experiência dos Trabalhadores em Luta por uma Vida Melhor
Isaac Carmo – Sind. Metal. de Taubaté, Brasil
Aleksei Etmanov – SITIA (MPRA), Rússia
Aboubakr Elkhamlichi – Atawasoul, Marrocos
Nicolas Leon Laurent – Chile
Carlos Markevicius – Simeca (Motoboys), CTA, Argentina
Valdemir Correa – FTIA / RS, Brasil
Aroaldo Silva – Com. de Fáb. dos Trab. na Mercedes, Brasil

14:00 – 15:00 – Debate, Perguntas e Respostas

Local: UFPA Profissional
Pavilhão: Bp
Sala: Bp 03
Horários:
Turno 1: das 8h30 às 11h30; Turno 2: das 12h às 15h
Organizadores: TIE-Brasil
Parceiros: TIE-Chile. TIE-Iberico, TIE-Holanda, TIE-Moscou; TEL-Argentina; CJM - Coalizão por Justiça nas Maquiladoras e RMS- Rede de Mulheres Sindicalistas, do México; Atawasul e Cerid, do Marrocos; Sindicato dos Trabalhadores na Ford, Rússia; Rede dos Trabalhadores na Ford, Sind. dos Metalúrgicos de Taubaté, Sind. dos Metalúrgicos do ABC, FEM-CUT e CNM-CUT; SISMUC; SindCacau; NPC; STIA - Sind. Trab. Ind. De Alimentação de Erechim, STIA-São Borja e FTIA-RS; FITTEL e Sinttel RS, RJ, RN, PE, GO, TO, MG, AM, BA.
Enviada por TIE-Brasil, às 14:22 22/01/2009, de Curitiba, PR


FSM 2009: Atividade de TIE-Brasil e parceiros é dia 30 em novo auditório
A atividade
Precarização da Vida e do Trabalho: Experiências Concretas d@s Trabalhador@s em luta por uma vida melhor
organizada por TIE-Brasil e seus parceiros da Argentina, Brasil, Chile, Espanha, Holanda, Marrocos, México e Rússia srá no dia 30 de janeiro nos turno 1 e 2.

Local: UFPA Profissional
Pavilhão: Bp
Sala: Bp 03
Horários:
Turno 1: das 8h30 às 11h30; Turno 2: das 12h às 15h
Organizadores: TIE-Brasil
Parceiros: TIE-Chile. TIE-Iberico, TIE-Holanda, TIE-Moscou; TEL-Argentina; CJM - Coalizão por Justiça nas Maquiladoras e RMS- Rede de Mulheres Sindicalistas, do México; Atawasul e Cerid, do Marrocos; Sindicato dos Trabalhadores na Ford, Rússia; Rede dos Trabalhadores na Ford, Sind. dos Metalúrgicos de Taubaté, Sind. dos Metalúrgicos do ABC, FEM-CUT e CNM-CUT; SISMUC; SindCacau; NPC; STIA - Sind. Trab. Ind. De Alimentação de Erechim, STIA-São Borja e FTIA-RS; FITTEL e Sinttel RS, RJ, RN, PE, GO, TO, MG, AM, BA.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:48 22/01/2009, de Curitiba, PR


Começa na terça, 27, o maior evento da Democracia, da Diversidade e do Pluralismo Mundial
Começa no dia 27 de janeiro em Belém do Pará a nona edição do Fórum Social Mundial, o maior evento da Democracia, da diversidade e do pluralismo mundial realizado pela sociadade civil organizada.

Enquanto os capitalistas torram toneladas de combustíveis para se aquecer na gélida Davos, povos de todo o mundo se reúnem na tropical Belém para se confraternizar e debater soluções e alternativas para um desenvolvimento sustentável, que respeite o ser humano e a natureza, construindo um mundo de paz, justiça, ética, respeito as diversidades e livre de guerras e competição capitalista.

O FSM é um grande espaço de debates democráticos e pluralistas. Um contra-ponto aos debates de Davós, onde os capitalistas se esmeram em elaborar políticas para seguir explorando e destruindo o mundo. Enquanto em Davos eles discutem mais do mesmo, a Sociedade Civil Progressista discute em Belém como poderá ser o outro mundo possível.

Eles pararam no tempo! Nós avançamos na construção do futuro.

Mas Belém não pode ficar apenas nas idéias. Deve mostrar ao mundo, principalmente nesta época de crise criada pelos capitalistas, que há na diversidade soluções práticas, economicamente viáveis e socialmente importantes para o mundo que vivemos.

O neoliberalismo acabou! Belém mostrará ao mundo como é possível avançar sem destruir, crescer sem matar nem explorar ninguém, compartilhar recursos sem excluir.

Sem dúvida nenhuma o FSM 2009 terá um papel fundamental na unificação e coordenação das lutas dos povos do mundo todo, mostrará que só com unidade prática dos diversos movimentos da sociedade civil, poderemos construir um mundo livre da exploração e subjugação dos povos.

Participe, divulgue!

Se você não pode estar em Belém, realize atividades em sua cidade, estado ou país no âmbito do projeto Belém Expandida. Mostre toda sua indignação com a situação atual. Abra espaços democráticos para o debate.

Estimule o proceso de elaboração de alternativas populares.

Enfim! Faça a sua parte na construção do nosso mundo possível.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:23 22/01/2009, de Curitiba, PR


FIAT comprará participação na Chrysler
Em comunicado conjunto, Fiat e a Chrysler confirmaram nesta terça (20.01.2009) que a fabricante italiana pretende adquirir inicialmente 35% da montadora norte-americana

As duas transnacionais e o acionista majoritário da Chrysler, o fundo Cerberus Capital Management L.P, informaram ter assinado um acordo para estabelecer uma estratégia de aliança global.

O pacto proporcionaria à Chrysler veículos eficientes em termos de combustível, trens de força e outros componentes a ser produzidos nas fábricas da empresa. A Fiat ainda disponibilizaria sua rede de distribuidores nos principais mercados (Brasil e Itália) e teria acesso ao mercado norte-americano, onde a empresa italiana sempre enfrentou problemas.

Apesar da interrupção das negociações das ações da FIAT nos prinicpais mercados, os títulos da transnacional se valorizaram depois do anúncio da compra de participação na Chrysler.

Em 2008 a FIAT já havia comprado aqui no Brasil a antiga fábrica de Motores Tritec, em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, PR, que pertencia a um consórcio formado inicialmente por BMW e Chrysler e depois por BMW e Damiler-Chrsyler. Os motores da Tritec equiparam os modelos Mini Cooper da BMW, o PT Cruiser e o Neon da Chrysler.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:02 20/01/2009, de Curitiba, PR


Trabalhadores nas Autopeças de Taubaté fazem paralisação
Trabalhadores nas Autopeças de Taubaté fazem paralisação de 2 horas na defesa dos empregos, salários e direitos

Cerca de mil trabalhadores das empresas de Autopeças de Taubaté participaram na manhã desta terça-feira, dia 20, de uma paralisação de 2 horas em defesa dos empregos, manutenção dos salários e dos direitos da categoria.

O ato faz parte de uma série de mobilizações nacionais realizadas nesta terça-feira pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e teve como objetivo reforçar a posição da central na defesa dos empregos, dos salários e direitos trabalhistas como pontos primordiais da luta pelo crescimento em meio à crise econômica internacional.
Enviada por SindMeTau, às 18:41 20/01/2009, de Taubaté, SP


A crise internacional e as medidas do governo brasileiro
Por Luiz Rodrigues

Estou preocupado.

Pelo que li nos jornais, o governo está preparando medidas para o Brasil enfrentar a crise. Pelo que vi, vai dar mais do mesmo, ou seja, obrigar empresários a dar mais liquidez. Como escrevi anteriormente o barbante puxa mas não empurra.

Tudo bem que estas medidas sejam tomadas e são importantes, mas tem uma que é fundamental: o dinheiro precisa chegar à mão do trabalhador.

Para que isso aconteça, se faz necessário garantir emprego! Sem esta ponta não adianta oferecer dinheiro ao empresário, nem para os bancos. Os motivos são simples, mas de grande impacto:
- Primeiro por que o trabalhador sem garantia de emprego não vai comprar à vista e muito menos assumirá dívidas e crediários, pois se for mandado embora ficará mais vulnerável, sem falar no que já está desempregado;
- Segundo, o setor produtivo não ficou louco, não é socialista, não vai rasgar dinheiro e como que ele vai manter ou aumentar a produção se o mercado está retraindo? O setor bancário a mesma coisa, como vai emprestar dinheiro sem ter certeza que o tomador vai continuar empregado? Por outro lado o empresariado não irá garantir emprego e muito menos dar aumento para seus funcionários, na verdade irá demitir para reduzir custos, o mais breve possível.

Pois bem, para resolver a crise só resta um agente que pode interferir neste jogo e ele tem que entrar neste jogo trabalhando fatores que controla para mexer na variável renda com estabilidade para o trabalho e para isto não adianta discurso pedindo para o mercado reagir e dar liquidez.

Os governos de todas as esferas (municipal, estadual e federal) só controlam o que demandam:
- obras públicas que geram salários e empregos;
- construção e financiamento de casas próprias, através dos bancos estatais (diretamente);
- salário dos servidores públicos;
- aposentadorias e pensões.

Na economia de “mercado” não tem como o estado obrigar os agentes econômicos demandar, a não ser induzindo. Para isso, terá que investir diretamente em obras geradoras de emprego, reajustar salários do funcionalismo público, dar aumento para os aposentados, pensionistas, acabar com o fator previdenciário, aumentar o bolsa família e vale, numa situação de crise, até as famigeradas frentes de trabalho. Desta forma aumentaria o nível de emprego, renda e, consequentemente, a demanda.

Alguém pode gritar, por aí: Hei!!!? Isto vai gerar inflação no futuro. Pois bem, já estaremos em outro patamar, estaremos com escassez de oferta e as medidas serão outras. É preciso enfrentar um leão por dia. Além disso, de onde vem a crença de que economia é ciência, ciência exata, onde todas as formulas sempre dão o resultado esperado? E quem disse que o que acontece no vida no capitalismo é fácil?

As medidas podem gerar deficit público?

Até podem, mas na medida em que retomar a demanda o fator multiplicador gera novas receitas para cobrir o deficit. Lembrem-se da “cantinela” que se aumentasse o salário mínimo o Brasil iria quebrar? O salário mínimo mais que dobrou (em termos nominais e reais) nos últimos anos e o Brasil ainda está melhor que outros países que aplicaram o receituário néo-liberal em sua essência.

Não podemos esquecer que se o emprego aumentar, ou seja, o exército de reserva diminuir, muda a correlação de força dos trabalhadores. Isso é de conhecimento até do mundo mineral.

É necessário que o governo federal chame uma conferência, urgente, com todos os poderes para “implementação” dessas medidas, independente de credo político.

Ao povo resta fazer pressão e aumentar a demanda nas empresas e nos bancos, forçando-os a produzir e a emprestar. É necessário ir para cima de todos os governantes deste país, principalmente daqueles representantes do demo-tucanato (assim mesmo, com letras minúsculas), pois o nosso Brasil estaria muito melhor se não fosse suas “privatarias” e a entrega deste país ao neoliberalismo.

Observação: texto semelhante com algumas alterações foi originalmente escrito para um comentário que fiz no IG, ali publicado. O enviei também para os jornalistas Ricardo Kotsho, Luiz Nassif e Paulo Henrique Amorim, assim como para o economista Jefferson Conceição, do Dieese e para o Artur Henrique da Silva Santos, presidente nacional da CUT.

Trata-se de uma contribuição para o debate.

Luiz Rodrigues é membro do Departamento de Formação da CUT Estadual, São Paulo
Enviada por Luiz Rodrigues, às 18:18 20/01/2009, de São Paulo, SP


Prestigie a atividade de TIE-Brasil no FSM 2009
Car@s companheir@s,

Convidamos tod@s a participar da atividade:

Precarização da Vida e do Trabalho: Experiências Concretas d@s
Trabalhador@s em luta por uma vida melhor

Veja abaixo o programa da atividade organizada por TIE-Brasil e seus parceiros no Fórum Social Mundial 2009 em Belém do Pará.

A atividade está separada em dois dias, mas estamos negociando com outras organizações a troca de horário e datas para que possamos realizar uma atividade de 2 turnos no dia 30 de janeiro. Caso a negociação tenha êxito o programa de 30 de janeiro passará a ser o programa do primeiro turno e o programa de 31 de janeiro o do segundo turno de trabalho.

A idéia central desta atividade é mostrar, através de relatos de Trabalhadores de vários países, que os movimentos Operário e Sindical e os Trabalhadores tem papel fundamental na luta por transformações sociais e econômicas e que só avançaremos contra o capitalismo se as lutas populares, trabalhistas, sindicais e sociais estiverem coordenadas entre si.

Os casos apresentados durante a atividade mostrarão toda a capacidade de luta d@s Trabalhador@s e as respostas que el@s tem para o enfrentamento ao capital e à precarização da vida, o que é muito importante neste momento de morte do modelo neo-liberal e de uma rearticulação do capital em torno de saídas sociais-democratas.

Infelizmente, algumas organizações sociais não percebem que os Trabalhadores são os que mais sofrem com as políticas do sistema capitalista, que continuam vivos e lutando apesar de todo o esforço do sistema em demonstrar que a Luta de Classes e a própria Classe Trabalhadora são coisas do passado. Por outro lado, muitas organizações sindicais não conseguem perceber a riqueza que há na diversidade de organizações da sociedade civil e se fecham em reivindicações economicistas, voltadas para o próprio umbigo.

É importante, muito importante mesmo, estimular este diálogo entre os diferentes tipos de organizações sociais e sindicais, porque elas são respostas de enfrentamento de uma mesma causa: um sistema explorador e excludente.

Este FSM acontece em um dos mais importantes momentos da história da Humanidade, um momento de crise mundial sem precedentes, mas também de transformações enormes. Este é o momento para que a sociedade civil organizada e mobilizada em torno do FSM mostre suas alternativas ao sistema capitalista, suas saídas e formas de organização de um outro mundo possível. É um momento para unificação prática das lutas, respeitando-se toda a diversidade e autonomia dos movimentos presentes, mostrando porque estamos organizados e para onde queremos ir.

Se você não quer que os Trabalhadores paguem a conta da irresponsabilidade dos capitalistas e sua ciranda financeira, se você acredita que agora é a hora de fazer um outro mundo possível, presitigie as atividades do FSM - 2009 e não deixe de prestigiar a atividade de TIE-Brasil e seus parceiros da Argentina, Brasil, Chile, Holanda, Marrocos, México e Rússia

Esperamos ainda que nossa atividade contribua para:
1) Coordenação Internacional das lutas d@s Trabalhador@s;
2) Definir alternativas e estratégias de ações sindicais e laborais internacionais;
3) Recolocar o movimento laboral e sindical no papel de protagonistas das mudanças sociais e economicas.

Esta atividade conta com o apoio do Projeto Latinoamericano, de PSO e do Fundo de Solidariedade do FSM-2009

FSM 2009

Precarização da Vida e do Trabalho:
Experiências Concretas d@s Trabalhador@s em luta por uma vida melhor

30 de janeiro de 2009
Belém, PA, Brasil
UFPA Profissional, Bloco Kp, Sala Kp 12, Turno 2, 12:00-15:00 h

Abertura:
a) objetivos da atividade
b) apresentação dos palestrantes

Painel:
Experiência das Trabalhadoras em Luta por uma vida Melhor
Paula Daniely - SINTTEL PE
Tatiana Etmanova – Sind. d@s Trabalhador@s na Ford Rússia
Karima Erzini – Cerid Marrocos
Guadalupe Camacho – CJM – KSS
Marcelina Bautista – Trabalhadoras do Lar / CACEH

Debate
Perguntas e Respostas

FSM 2009

Precarização da Vida e do Trabalho:
Experiências Concretas d@s Trabalhador@s em luta por uma vida melhor

31 de janeiro de 2009
Belém, PA, Brasil
UFRA, Bloco Engenharia de Pesca, Sala EP 003, Turno 2, 12:00-15:00 h

Abertura:
a) objetivos da atividade
b) apresentação dos palestrantes

Painel:
Experiência dos Trabalhadores em Luta por uma vida Melhor
Isaac Carmo – Sind. Metal. de Taubaté
Aleksei Etmanov – Sind. d@s Trabalhador@s na Ford Rússia
Aboubakr Elkhamlichi – Atawasoul Marrocos
Nicolas Leon Laurent – Chile
Carlos Markevicius – Argentina
Valdemir Correa – FTIA / RS Aroaldo Silva – Comissão de Fábrica dos Trab. na Mercedes

Debate
Perguntas e Respostas
Enviada por TIE-Brasil, às 16:33 19/01/2009, de Curitiba, PR


Venezuela passa EUA em saldo comercial com Brasil
Recado aos dogmáticos a direita e a esquerda: Venezuela comprou do Brasil US$ 5,15 bi e só vendeu US$ 538 mi em 2008

No ano em que a balança comercial brasileira teve o pior resultado desde 2002, a Venezuela ultrapassou os EUA e se tornou o país responsável pelo maior superávit bilateral, com 18% do saldo comercial de 2008.

O grande desequilíbrio nas relações bilaterais, o bom relacionamento diplomático, os altos preços do petróleo e as dificuldades da produção venezuelana de atender à crescente demanda interna explicam o resultado.

A Venezuela adquiriu US$ 5,15 bilhões do Brasil no ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento.

Com apenas 28 milhões de habitantes, a Republica Bolivariana da Venezuela é o sexto maior comprador, ficando atrás apenas dos EUA, da China, da Argentina, da Alemanha e do Japão. Formalmente, a Holanda aparece com o principal importador de produtos brasileiros, mas quase todo o volume é redistribuído pela Europa, que tem em Rotterdam o principal porto marítimo.

Está aí um belo recado aos dogmáticos latinos e gringos, a direita e a esquerda. Integração não se faz só com discursos. Ela é muito mais ampla e estratégica do que muitos intelectualóides de direita e esquerda desenham em seus sonhos....
Enviada por Almir Américo, às 17:50 16/01/2009, de São Paulo, SP


Sindicato de Taubaté consegue efetivação de 650 Trabalhadores em plena "crise"
Sindicato dos Metalúrgicos garante 650 efetivações e redução de jornada sem redução de salários na VW de Taubaté

Após um longo período de negociações que teve início no dia 5 de janeiro, o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e a Comissão de Fábrica garantiram a efetivação de 650 trabalhadores contratados por tempo determinado em 2007 e a redução da jornada de trabalho sem a redução de salários na Volkswagen de Taubaté.

A proposta possibilita que a empresa reduza a jornada em até 25 dias durante o ano de 2009 sem a redução dos salários dos trabalhadores.

Para o Sindicato a proposta deixa claro que existem alternativas de combate à crise econômica internacional com a garantia de emprego dos trabalhadores, sem a redução de salários como prega a Fiesp (Federação das Industrias do Estado de São Paulo).

“Sem sombra de dúvidas, essa proposta que será apresentada para avaliação dos trabalhadores em assembléia, representa uma grande conquista dos metalúrgicos de Taubaté, da CUT, e da região”, afirmou o presidente do Sindicato, Isaac do Carmo.

Essa proposta mostra que a CUT (Central Única dos Trabalhadores) vem buscando medidas para a garantia dos empregos e dos salários dos trabalhadores.

A proposta será votada pelos trabalhadores na Volkswagen em assembléia na próxima segunda-feira, dia 19, às 14h30 pelos trabalhadores do 1º e 2º turnos e às 21h pelos trabalhadores do 3º turno.

A Volkswagen de Taubaté tem 5.800 trabalhadores e produz os modelos Gol e Voyage da montadora.

Nota desta Redação
Parabéns a companheirada que se organizou e garantiu o sucesso da negociação, pois negociação sem luta é negociata.

Este exemplo detona o discurso derrotista de algumas lideranças sindicais pelegas, daqueles que fazem corpo mole e tem medo do enfrentamento e da luta, assim como mostra a falácia do discurso terrorista do presidente da FIESP.

Quem Luta Vence!
Enviada por SindimeTau, às 15:53 15/01/2009, de Taubaté, SP


Frente à crise, nós vamos mostrar o novo modelo de desenvolvimento da Amazônia
Em entrevista ao site Carta Maior, Ana Júlia Carepa, governadora do Pará, sede do próximo Fórum Social Mundial, afirma que “é possível um novo modelo de desenvolvimento que nós, como governo, estamos fomentando no estado mais populoso da Amazônia". "Entendemos a importância de demonstrar nossas políticas públicas", acrescenta, "mas sabemos que é mais importante fortalecer essa discussão dos movimentos sociais, de organização, de escolha de modelos de sociedade que queremos".

BELÉM – A petista Ana Júlia de Vasconcelos Carepa começou na política como líder estudantil, na Universidade Federal do Pará. Arquiteta, passou a atuar no movimento sindical. Foi funcionária de carreira do Banco do Brasil e representante dos trabalhadores no Conselho Nacional da instituição. Em 1992, elegeu-se vereadora em Belém e quatro anos depois chegou à Câmara dos Deputados. Foi vice-prefeita de Belém do Pará em 1997 e depois deputada federal. Nas últimas eleições, Ana Júlia foi eleita governadora do Estado do Pará, depois de uma disputa acirrada. O Pará foi um dos Estados que recebeu auxílio de tropas federais para garantir a segurança da votação. Na última semana, surgiram denúncias de apreensão de cerca de 9.000 jornais apócrifos contra Ana Júlia,material que teria sido produzido pelo PSDB.

A algumas semanas da realização do Fórum Social Mundial 2009, na capital paraense, Carta Maior esteve em Belém e conversou com Ana Júlia. Para ela, a realização desta edição do encontro em um dos estados da Amazônia é “provar a sociedade que é possível sim um mundo mais justo, onde as pessoas possam realmente usufruir do produto da riqueza dos recursos naturais, mas sem precisar destruir o meio ambiente. Que a população possa se apropriar das nossas riquezas, até porque elas até então foram apropriadas por poucos”.

Carta Maior – Qual a importância do Fórum Social Mundial na visibilidade das políticas públicas realizadas pelo Governo do Pará?

Ana Júlia Carepa – Para nós, o Fórum é importante principalmente nesse momento em que se discute uma crise que tem origem exatamente nos países desenvolvidos. Para mostrar que é possível um novo modelo de desenvolvimento que nós, como governo, estamos fomentando na Amazônia. No estado mais populoso da Amazônia. Nós entendemos a importância de demonstrar nossas políticas públicas, mas sabemos que é mais importante fortalecer essa discussão dos movimentos sociais, de organização, de escolha de modelos de sociedade que queremos. Frente à crise, é importante discutir isso em plena Amazônia. O Fórum é fundamental politicamente também, porque nós sabemos que existe essa disputa de visão, principalmente para o governo que tem que trabalhar com toda a sociedade.
Muitas vezes nós sofremos críticas porque trabalhamos especialmente pra uma parcela da sociedade. Para que essa parcela tenha acesso a políticas públicas que faltaram durante muitos anos, e também para que essa parcela possa ter acesso à informação e conhecimento da melhor qualidade. Para fazer essa disputa em termos de modelo é importante que os movimento sociais estejam organizados e fortaleçam essa visão. Para provar à sociedade que é possível sim um mundo mais justo, onde as pessoas possam realmente usufruir do produto da riqueza dos recursos naturais, mas sem precisar destruir o meio ambiente. Que a população possa se apropriar das nossas riquezas, até porque elas, até então, foram apropriadas por poucos.
As nossas políticas públicas vão aparecer, como o Navega Pará, o Bolsa Trabalho que já recebeu prêmio como uma das melhores práticas em relação a nossa juventude. Segundo o Banco Mundial, é o melhor programa de capacitação de jovens em execução na América Latina. Nossa meta é atingir 120 mil jovens até 2010. E o outro aspecto é o de receber as milhares de pessoas que poderão conhecer as belezas da Amazônia. O turismo que ajuda a gerar emprego e a distribuir renda será importante também. Nós vamos mostrar que não vai ser um caos, que vamos ter uma cidade com segurança. Belém não vai, em dois anos, conseguir superar todas as carências históricas que ela tem nem, mas o Governo do Estado deu passos significativos para que todos os investimentos que estamos fazendo possam ser apropriados pelas pessoas.

CM – Em Porto Alegre, o Orçamento Participativo sempre foi um tema muito caro às discussões do Fórum. Quais experiências de democracia participativa o Pará tem para mostrar e debater durante este FSM?

Ana Júlia – O Pará vai demonstrar o Planejamento Territorial Participativo (PTP), que é uma iniciativa semelhante ao Orçamento Participativo, mas é uma realização característica aqui do nosso estado, com uma forma diferenciada. Até porque a participação popular é um processo que se aperfeiçoa e se adapta à realidade de um local. Aqui, nós fomos aos 143 municípios do Estado do Pará e decidimos prioridades para o Plano Plurianual, que vão ser feitas ao longo de todo governo. Foram eleitos conselheiros em todas as regiões, nós temos 12 conselhos regionais e um estadual. Esses encontros dentro do PTP que vão fortalecer a participação popular e o controle social, que é uma coisa na qual a gente acredita muito, na participação democrática da sociedade na definiç&atil de;odos rumos da gestão.

CM – Nas edições anteriores do FSM, em Porto Alegre, contou-se com o apoio da Prefeitura e, no primeiro ano, também do governo do Estado. Na Venezuela, o apoio era federal. Aqui, a realidade é nova. Como se dá essa relação entre o governo estadual, o governo federal e as outras prefeituras paraenses?

Ana Júlia – A relação com o governo federal é excelente, foi nosso parceiro na organização e na concepção dos projetos necessários para que a cidade tivesse condições de receber o Fórum e de que ele acontecesse da forma mais bem estruturada possível. Com os municípios, eu diria que não foi tão simples. Eu espero que aconteça um empenho maior da Prefeitura de Belém, principalmente nas ações para a realização do Fórum. O que eu acho importante, e isso eu ouvi de uma das pessoas do Comitê Internacional, é que esse Fórum tem uma característica fundamental. Reconhece-se todo o esforço feito em Porto Alegre, outros lugares do mundo não deram apoio nenhum. Na Venezuela, já foi o contrário, por pouco não se perde a autonomia. E o Comitê reconhece que aqui no Pará essa relação com os governos federal e estadual foi muito boa. Lógico, algumas tensões sempre acontecem, mas aqui existe um apoio sem necessariamente substituir a coordenação, até porque esse não é o nosso papel. Nós vamos participar do Fórum de Autoridades Locais e não abrimos mão de mostrar as políticas públicas do nosso governo como uma alternativa. O Fórum chegou num momento decisivo, inclusive da existência dele. O encontro precisa dizer a que veio, mostrar para a sociedade como as coisas acontecem de forma concreta, as propostas de rumos, de como nós achamos que a sociedade deve se organizar, como o Fórum pensa as políticas públicas. Nós queremos fazer uma demonstração clara das nossas políticas públicas.
O nosso Um Bilhão de Árvores, por exemplo, é o maior programa de reflorestamento e recomposição florestal do planeta. Mostrar que é possível agregarmos valor aos nossos recursos naturais, como queremos fazer com o nosso minério, transformando nosso ferro em emprego, em desenvolvimento, em distribuição de renda. Nós somos a maior província mineral do mundo, produzimos ferro, mas esses empregos são gerados em outros países. Ora, é mais do que justo fazer com que esses empregos sejam gerados aqui no Estado do Pará. Nós não vamos abrir mão de mostrar isso pro Brasil e pro mundo. Pro mundo todo e pro Brasil.

CM – Uma das grandes bandeiras deste governo é promover este desenvolvimento diferenciado. Como essa idéia se estrutura dentro das discussões do Fórum, ainda mais se pensarmos que a crise econômica será tema constante do encontro?

Ana Júlia – Isso reforça a nossa política, a nossa visão de sociedade e o que nós incentivamos de desenvolvimento. Um desenvolvimento que depende menos dos centros financeiros do mundo, que funciona a partir dos nossos recursos naturais e da valorização deles. É isso que temos que mostrar ao mundo. Eu particularmente já estive na Inglaterra, a convite do Príncipe Charles e nos Estados Unidos a convite do governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, para mostrar que é necessário aprovar uma compensação para que a população aqui possa fazer com que o desmatamento seja evitado. É a compensação pelo desmatamento evitado e isso é justo e legítimo. Porque as pessoas aqui precisam viver e precisam viver com dignidade, ter acesso à água, à habitação, saúde e moradi adigna.
É mais do que justo que para que a floresta seja mantida em pé, as pessoas que vivem na floresta recebam por isso. Eles estão cuidando de um patrimônio que beneficia não só o povo do Pará, mas o povo do mundo.
Nós estamos fomentando esse novo modelo de desenvolvimento, sabemos que precisamos ter muitos investimentos na área de infra-estrutura, transporte, saneamento e abastecimento de água. Mas não temos dúvida de que o caminho para termos um desenvolvimento com sustentabilidade social e ambiental é o melhor. A marca do nosso governo é a inclusão social. Estamos transformando esperanças e sonhos em realidade. Isso é fundamental e vamos mostrar que é possível.

CM – Nesse sentido, qual a importância do Fórum de Autoridades Locais?

Ana Júlia – A importância está na direção do próprio Fórum. Você realiza um evento como esse onde você traz autoridades municipais, estaduais, mas também do mundo inteiro. E essa troca de experiências entre quem tem identidade com os princípios do Fórum é ótima, porque o mundo precisa conhecer coisas positivas. É importante que a gente fomente isso no imaginário da população, que a gente ganhe corações e mentes para mostrar que é possível um novo mundo. Que não é só essa governadora mulher, ousada, do PT que está fazendo isso, são pessoas pelo mundo inteiro. E o Fórum de Autoridades Locais vai ajudar na troca de experiências de participação popular e de democracia que podem avançar mais ainda na execução das polítcas públicas.

CM – A imprensa tem publicado críticas sobre a organização do Fórum aqui. Alguns veículos da grande imprensa dizem, por exemplo, que o Governo Federal estaria “enterrando dinheiro” no Estado do Pará, como se o Fórum fosse um evento sem importância. O que a senhora pensa sobre a herança do FSM para a cidade?

Ana Júlia – Olha, dos R$ 129 milhões, grande parte disso é do Governo Federal. Deste total, um volume de apenas R$ 6 milhões não resultará em benefício direto para a população. São aqueles recursos para montar palco, fazer iluminação, ou seja, é uma parcela muito pequena. Todo o restante vai ficar para o povo do Pará e para a população que mais precisa. Talvez essa imprensa maledicente ache que não haja necessidade de investir no povo pobre. Para que enterrar dinheiro no Estado do Pará? Essa é uma concepção preconceituosa mesmo. Todo esse recurso vai ficar como saneamento, drenagem, pavimentação, iluminação pública, habitação. É um benefício imenso para a sociedade do entorno. Isso só o investimento direto no Fórum. Os recursos do PA C noentorno chega a R$ 368 milhões que vão mudar a vida de todas as pessoas que moram nessa região. Eu quero dizer que o povo do Pará agradece esses recursos e nós vamos mostrar ao Brasil e ao mundo como isso vai ser benéfico para a população que mais precisa.

Fonte: www.cartamaior.com.br
Enviada por Marilena Silva, às 12:32 15/01/2009, de Curitiba, PR


Os trabalhadores não pagarão pela crise !
CUT inicia mobilização nacional em defesa do emprego e renda

A Central Única dos Trabalhadores reafirma sua posição diante da crise financeira que assola a economia internacional e que começa a se refletir sobre as economias de países de quase todo o mundo.

Além de recusar o convite feito pela Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) para uma reunião com as centrais sindicais para negociar propostas de flexibilização, realizada nesta terça-feira (13), a CUT organiza uma grande mobilização nacional intitulada

"Os trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise!"

Confira aqui a integra do artigo, bem como as propostas da CUT para enfrentamento da crise.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:47 14/01/2009, de Curitiba, PR


"Acordo sem luta é inaceitável", diz presidente da CUT
"Acordo sem luta é inaceitável". Dessa forma, o presidente da CUT, Artur Henrique, resume o posicionamento da Central diante das negociações que a Fiesp está entabulando com a Força Sindical e que prevêem redução salarial, junto com redução da jornada.

"Para nós, o primeiro ponto de qualquer processo de negociação neste momento deve ser a garantia explícita de manutenção dos empregos", afirma Artur. "Um acordo guardachuva como esse que a Força quer construir cria uma generalização, como se todos os setores da economia estivessem na mesma condição, ou como se todas as empresas passassem pelo mesmo momento contábil. E isso não é verdade. Além disso, quando se aceita um diálogo em que já se começa perdendo, você só ajuda os setores que estão se aproveitando do momento para demitir ou reduzir direitos", completa.

"O que os nossos sindicatos devem fazer é em primeiro lugar resistir, realizar greves, processos de mobilização e de pressão para exigir que as empresas usem o estoque de capital, os lucros imensos que tiveram ao longo dos últimos anos, para manter os empregos", diz Artur.

Na opinião do presidente da CUT, os sindicatos, federações e confederações da CUT devem analisar caso a caso as contas das empresas, para saber realmente em que circunstâncias elas se encontram. "Não se pode embarcar facilmente na choradeira dos empresários. Nós sabemos que as empresas têm acumulado recordes de venda e de lucratividade, muitos setores continuam remetendo lucros para o exterior, então não dá pra acreditar que a primeira medida a tomar seja demissão, suspensão de contratos ou redução salarial".

Artur também contesta os números apresentados pela Força, que estima mais de 3 milhões de demissões a partir de segunda-feira. "Isso nos parece um número catastrofista, que serve para justificar acordos como esse que a Força quer empurrar para o conjunto da sociedade".

O desafio da CUT é lutar contra essas demissões, a partir de pressão e mobilização e, nos processos de negociação e nas campanhas, exigir cláusulas de manutenção do emprego e, em períodos de maior dificuldade como deve ser este primeiro trimestre, propor alternativas dignas para a manutenção das vagas. "E cobrar também dos governos federal, estaduais e municipais a manutenção dos investimentos programados para projetos que gerem emprego e renda, a redução drástica e imediata dos juros básicos da economia e o fim do superávit primário. Não vamos desistir também de cobrar do governo a exigência explícita de manutenção e geração de empregos como cláusula fundamental em todos os empréstimos e benefícios fiscais com dinheiro público".

Artur Henrique acrescenta ainda que suspensão temporária de contrato, outra das propostas que a Força/Fiesp ensaiam, é um mecanismo já previsto em lei e que só pode ser implementado se houver negociação com o sindicato de base e após aprovação em assembléia. Além disso, Artur considera que há outras maneiras de enfrentar a crise: limitação das horas extras, banco de horas ou férias coletivas, que devem ser discutidas caso a caso, à luz da real situação de cada empresa.

Fonte: www.cut.org.br
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:41 14/01/2009, de Curitiba, PR


Força Sindical entrega proposta a Fiesp
A Força Sindical entregou hoje (14 de janeiro) uma proposta de garantia de emprego para a Fiesp. O documento intitulado "Entendimento pelo Emprego" tem cinco itens.

São eles:
* Férias remuneradas – O trabalhador fica em casa e a empresa paga normalmente o seu salário integral;
* Licença Remunerada – O trabalhador fica de licença recebendo o salário normalmente;
* Banco de Horas – Acumulo ilimitado de horas, mas a reposição não pode exceder 12 horas semanais;
* Suspensão Temporária do Contrato de Trabalho – A empresa garante o dobro de estabilidade referente à suspensão do contrato. Ex: se a suspensão ocorrer por 3 meses, a emprega garante 6 meses de estabilidade. A empresa também deve complementar a diferença entre o valor do seguro-desemprego e o atual salário do trabalhador
* Redução da Jornada com redução de salário – A redução deve ser no máximo de 25% de jornada e 15% de salário.
A próxima reunião para discutir a proposta está marcada para a próxima terça-feira (dia 20).

"Queremos garantir o emprego, mas com mecanismos que já estão na Legislação. Nossa principal meta é garantir o emprego", afirmou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

Fonte: www.fsindical.org.br
Escrito por Assessoria de Imprensa da Força Sindical
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:36 14/01/2009, de Curitiba, PR


Paulo Skaf: portavoz de organização terrorista
Antes que alguns aloprados da direita levantem a saia e saiam pelas ruas de Sampa batendo panelas "Em nome de Deus, da Família e da Propriedade", deixamos claro que, segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, terrorismo é:
1. Modo de coagir, ameaçar ou influenciar outras pessoas ou de impor-lhes a vontade pelo uso sistemático do terror; 2. Forma de ação política que combate o poder estabelecido mediante o emprego da violência.

Ainda segundo o Aurélio, terror é 1. qualidade de terrível; 2. estado de grande pavor e apreensão; 3. grande medo ou susto ou pavor; 4. época da revolução francesa, da queda dos girondinos (31 de maio de 1793) até a queda de Robespierre (27 de julho de 1794); 5. Pessoa ou coisa que espanta, amendronta, aterroriza.

Portanto, podemos definir como terroristas todos aqueles que tentam impor a sua vontade ou a de seu grupo político, econômico e social à toda sociedade, semeando o medo e o pânico no seio desta, independentemente da forma como o faz, se através de palavras, discursos, ameaças ou declarações à imprensa, violência verbal, oral ou moral, ou através do uso de armas ou da violência física.

Estritamente de acordo com estas definições afirmamos que a FIESP - Federação das Industrias de São Paulo - é uma organização terrorista e Paulo Skaf seu portavoz! Exatamente porque estão a semear o pânico e medo no seio da população brasileira com ameaças de demissões em massa de Trabalhadores.

Além disso, tentam, através das demissões, deferir um duro golpe nos poderes estabelecidos, de forma a abrir caminho para a retomada do governo pela incompetencia capitalista e colonialista que desgraçou nosso povo durante 502 anos e ainda continua fazendo estragos.

As recentes declarações de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, deixam muito claro o grande objetivo dos senhores de engenho modernos, comandados pela organização sediada na Avenida Paulista.

"Nossa preocupação será com a manutenção do nível de emprego. Não estamos falando em estabilidade de emprego"

Como é que é o negócio? Eles demitem e dizem que a preocupação será com o nível de emprego???

Emprego de quem senhor Skaf?

O seu e dos coronéis de engenho modernos?

De vossos gerentinhos e cupinchas?

Ou estamos falando do emprego de demo-tucanos que tanto encantam a elite brazuca?

Não contente com a inteligente frase, Skaf tenta jogar a culpa pelo desemprego nas costas dos Trabalhadores, sindicalistas e do governo: "Quem é contra a redução da jornada e salários nesse momento está a favor do desemprego. Não adianta fazer média. Esse é o momento da verdade"

Nos sites dos principais jornalões da imprensa golpista, o presidente da Fiesp mostra os dentes e afirma que os empresários defendem, por unanimidade, a redução da jornada de trabalho com retração salarial, mas não se comprometem a paralisar as demissões.

Ou seja, mesmo que a pelegada safada e entreguista, venda os direitos dos Trabalhadores e assinem acordos de cúpula com os senhores de engenho modernos, estes não se comprometem a parar de demitir.

E, em entrevista ao Jornal da Record de 14/01/2009, Skaf ameaçou abertamente: "Se não houver redução de jornada com redução de salários vai haver demissões"

Ora, se eles querem negociar, porque não fazem propostas sem colocar a faca no pescoço de ninguém?

Mostrando toda sua capacidade de trator, antidemocrático, autoritário e portavoz da organização terrorista, Skaf disparou:
"Vamos fazer isso com ou sem a CUT"

Isso porque a CUT (Central Única dos Trabalhadores) não aceita abrir mão de parte dos salários dos empregados. Skaf disse que tem conversado com Arthur Henrique (presidente da central), mas garantiu que o acordo com a pelegada será fechado com ou sem a participação da entidade.

É assim que eles sempre trataram a democracia, cujo lema para eles é: "Converso com quem concorda comigo e abaixa a cabeça. Se está contra, passo o trator ou mando bala". É a famosa democracia sem povo, tão sonhada pela elite branca paulista e brazuca.

Além disso tudo, os empresários deixam claríssimo que não pretendem aceitar a exigência de contrapartidas, por parte do governo, que tenha como objetivo a manutenção dos empregos em troca das ações que beneficiaram as empresas neste momento de crise, como a desoneração de impostos e o aumento das linhas de crédito oferecidas pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Por que não metem a mão em seus próprios bolsos para mostrar que estão realmente dispostos a ajudar o país a sair da crise?

É muito fácil ser empresário no Brasil. Para investir pega dinheiro do Estado, do Povo, através de empréstimos dos Bancos oficiais, falcatruas ou corrupção de políticos. Quando tem lucro embolsam os resultados. Ao menor sinal de crise, transferem o prejuízo para o sociedade como um todo, demitindo Trabalhadores e fazendo com que estes paguem a conta da incompetencia capitalista nacional e internacional.

Por que não dividiram com os Trabalhadores e a sociedade seus gordos lucros durante estes seis anos de governo Lula?

Por que agora não podem se contentar com uma pequena redução em seus ganhos?

Porque esta é a escrota elite brasileira que não se conforma em ganhar pouco. Ela precisa esfolar todo mundo, ganhar 200% em cada operação sem o menor esforço. Eles querem que os Trabalhadores e o país se ferrem de verde-amarelo, pois creem que quando o barco afundar por aqui encontrarão porto seguro nos países do chamado primeiro mundo.

Enfim, Paulo Skaf não mais é que um ventríloquo do empresariado nacional a semear o medo e o pânico no seio da sociedade brasileira, configurando-se assim como o portavoz da maior organização terrorista em ação no Brasil.

Quem não concorda com isso que consulte o Novo Diconário Aurélio da Língua Portuguesa!
Enviada por Sergio Bertoni, às 23:27 14/01/2009, de Curitiba, PR


Irresponsabilidade social demite mais que crise, afirma Sérgio Nobre
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, voltou a criticar os empresários que estão propondo demitir ou flexibilizar direitos para superar a crise econômica.

"Esse pessoal passou os últimos cinco anos ganhando dinheiro e agora, no primeiro abalo, quer jogar a conta pra cima dos trabalhadores reduzindo os salários, ou em cima do Estado, usando os recursos do FAT", criticou.

Sérgio Nobre ressaltou que suspender o contrato de trabalho ou demitir não podem ser as primeiras alternativas diante dos problemas, e que isso só acontece porque é barato demitir no Brasil.

"Na Europa ou nos Estados Unidos, onde é caro demitir, esse recurso é usado só em último caso. Como aqui uma demissão custa pouco para o empresário, essa é uma das primeiras alternativas", prosseguiu.

"Isso permite que usem a crise como desculpa para demitir e depois contratar o mesmo trabalhador por metade do salário que recebia antes. Essa irresponsabilidade social acaba provocando mais demissões que a própria crise", concluiu Sérgio Nobre.

Fonte: Sindicato dos Metalúgicos do ABC
Enviada por CUT, às 23:16 14/01/2009, de São Paulo, SP


Demissões irritam governo e ministro promete medidas
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que vai sugerir ao presidente Lula que os bancos oficiais passem a exigir a manutenção de empregos como uma das condições para a liberação de crédito às empresas. Esta é uma velha reivindicação de CUT chamada de contrapartida social das empresas.

"O governo está dando isenções vultosas de impostos e abrindo financiamentos para salvar algumas empresas. Então, não é justo que elas continuem demitindo", afirmou o ministro.

Lupi anunciou a criação de um conselho tripartite para acompanhar contrapartidas sociais das empresas beneficiadas com financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

"As empresas têm de garantir emprego ou o governo terá de rever essas linhas de financiamento. Não há motivo para demitir", criticou.

É interessante notar que os únicos setores que registraram redução no custo unitário do trabalho foram os que já começaram a demitir empregados: vestuário, calçados, papel e gráfica, borracha, máquinas e equipamentos e meios de transportes. Ou seja, a crise não tem nada a ver com isso. Apenas os empresários se aproveitam da discursera da desgraça para aumentar seus lucros e ferrar a vida de milhões de Trabalhadores. Até o ministro Lupi observou "que tem muita gente querendo ganhar dinheiro na crise"...

Segundo vários ministros o presidente Lula está preocupado com a questão do emprego e pede medidas.

Resta ao governo deixar o discurso e partir para ação concreta com a mesma energia, rapidez e convicção com que tomou as medidas para estimular o crédito e salvar diversos setores da economia.

Tomadas as devidas medidas para preservar o emprego e a renda dos Trabalhadores, o governo, certamente, reconquistaria o apoio de todas as correntes e lideranças sindicais brasileiras e comprovaria seu compromisso com o "Brasil, um país de Tod@s".

Porém, independetemente das medidas que possam vir a ser tomadas, o movimento sindical não pode ficar de braços cruzados esperando por "bondades" superiores, nem muito menos ficar fazendo acordos sem lutar, ainda mais quando estes acordos são para reduzir direitos. Cabe ao movimento sindical se mobilizar, unificar taticamente bandeiras de luta e pressionar o governo e patronal, em favor do emprego e do desenvolvimento social e economico da Classe Trabalhadora.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:32 14/01/2009, de Curitiba, PR


Crise: Michelin investirá R$ 400 milhões no RJ
Enquanto algumas empresas se aproveitam da crise para aumentar seus índices de produtividade, reduzir a folha salarial e demitir Trabalhadores, outras se preparam para aumentar a capacidade produtiva.

A Michelin confirmou que vai investir R$ 400 milhões em uma nova fábrica de pneus para automóveis de passeio em Itatiaia, no sul do Rio de Janeiro, para atender o mercado doméstico e o Mercosul. O incício da produção está previsto para 2011.

A atual planta de Michelin em Itatiaia é dedicada a produção de pneus de automóveis, incluido os de alta performance, para a exportação.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:58 14/01/2009, de Curitiba, PR


Basf e Shell são condenadas por contaminação em SP
A Justiça do Trabalho de Paulínia condenou as transnacionais Basf, de capital alemão, e Shell, de capital anglo-holandes, a pagar planos de saúde vitalícios a trabalhadores expostos a risco de contaminação na produção de agrotóxicos.

A Basf diz não ter sido comunicada pela Justiça e a Shell, em nota, entrará com recurso e desqualifica a ação afirmando "serem infundadas as alegações do Ministério Público".

A pena, aparentemente, é leve. Porém, abre a possibilidade para novos processos e ações sindicais, políticas, jurídicas e ambientais contra empresas que contaminam o meio-ambiente, intoxicam seus Trabalhadores e envenenam a população com seus agrotóxicos.

A Shell enfrenta vários problemas com Trabalhadores e ambientalistas também na vizinha Argentina. A planta da empresa em Buenos Aires é alvo de investigações e fortes lutas sindicais e ambientais. A favela ao lado da planta da Shell chama-se Villa Inflamable, devido a enorme quantidade de combustíveis e outros produtos inflamáveis que foram jogados durante anos pela Shell nos terrenos que circundam a planta. Trabalhadores e ex-trabalhadores na empresa morrem de câncer e outras doenças graves provocadas por processos de produção inadequados, poluentes e desumanos.

Casos assim são exemplos típicos de lutas que exigem uma ação integrada entre as diversas formas de organização da sociedade civil. Sindicatos, ONGs, ambientalistas e Ministério Público, unindo forças para fazer com que as empresas pelo menos cumpram a legislação em vigor e respeitem todo o meio-ambiente, que passa pela proteção da terra, ar, água, plantas e animais e não se esquece dos Seres Humanos, principalmente dos Trabalhadores expostos a condições de trabalho precárias e degradantes.

Aliás, a integração de lutas entre as diversas formas de organização da sociedade civil e do debate ambiental com o debate laboral (sindical e trabalhista) e a defesa ampla dos direitos humanos, são temas transversais a serem debatidos durante o FSM 2009 que se realizará em Belém do Pará entre os dias 27 de janeiro e 01 de fevereiro de 2009.

A preservação do meio-ambiente passa também pela preservação do Ser Humano e vice-versa.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:47 14/01/2009, de Curitiba, PR


Trabalhadores na GM paralisam atividades em São José
Trabalhadores da GM de São José dos Campos fizeram, nesta terça-feira (dia 13), paralisações na entrada do 1º e 2º turnos em protesto às 802 demissões anunciadas pela montadora nos últimos dias

Os metalúrgicos pararam a produção por duas horas porque na última sexta-feira a GM dispensou 58 trabalhadores temporários que tiveram o contrato encerrado naquele dia. Na segunda, 12/01, a montadora anunciou ao sindicato a demissão de outros 744 trabalhadores que tem contratos por prazo determinado ainda a vencer.

Os metalúrgicos aprovaram por unanimidade as reivindicações de readmissão dos Trabalhadores dispensados e estabilidade no emprego a todos.

Os Trabalhadores reivindicaram ações fortes e claras por parte dos governos federal, estadual e municipal em defesa do emprego.

O sindicato buscará um canal de negociação com a empresa.

A readmissão de Trabalhadores demitidos em si não basta, apesar de resolver temporariamente o problema dos dispensados. Porém, a luta de classes exige que lutemos pelo fim destes vergonhosos contratos de trabalho a termo, instituídos no mandato do tucano FHC.

É inadmissível que os trabalhadores aqui no Brasil paguem a conta de uma crise criada pela incompetencia administrativa e pelo capital especulativo norte-americanos.

E este momento não pode ser usado para a prática de políticas conjunturais e paliativas.

É preciso uma forte articulação da Classe Trabalhadora em defesa dos seus interesses independentemente das opções político-partidárias que as direções sindicais possam ter ou não.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 22:30 13/01/2009, de Curitiba, PR


FSM-2009: recebe investimento estatal recorde
Para sanar vários problemas estruturais existentes em Belém, Pará, e capacitar a capital paraense de infraestrutura, segurança e atendimento médico adequado aos mais de 80 mil participantes já inscritos na edição 2009 do Fórum Social Mundial, os governos federal e estadual e a prefeitura investem cerca de R$ 145 milhões.

São investimentos permanentes que ajudarão a sanar uma série de falhas no serviço público de Belém - uma das capitais com pior índice de saneamento básico do país, altos índices de violência e caos crescente no trânsito.

Os participantes do FSM voltam para seus lares, o FSM será realizado em outras cidades, mas os investimentos públicos e as melhorias advindas deles ficam em Belém beneficiando sua população.

"O fórum se pauta pela lógica de não fugir desses problemas. Se não fosse assim, todas as edições teriam sido feitas em Paris", disse Moema Miranda, do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), uma das organizações fundadoras do encontro.

Muitos orgãos da imprensa dos coronéis da palavra, posando de vigilantes do erário público, tentam passar a idéia de que os investimentos em Belém são gastos desnecessários ou que o dinheiro público está sendo usado apenas para promover uma reunião de entidades de esquerda. Eles, obviamente, escondem as falcatruas praticadas por empresários nacionais e estrangeiros em seus negócios com orgãos públicos e evitam dizer que os investimentos em Belém levam a melhorias duradouras para a cidade e sua população.

Como bem lembra Moema, "O governo não vai gastar com passagem de avião de ninguém". Além disso, é praticamente impossível calcular o investimento feito por milhares de organizações sociais e sindicais de todo o mundo que participarão do FSM-2009 e deixarão muito dinheiro na economia local nos 7 dias de realização do evento.
Enviada por Sergio Bertoni, às 12:36 13/01/2009, de Curitiba, PR


CUT condena agressão de Israel na Faixa de Gaza
A Central Única dos Trabalhadores (CUT-Brasil),vem a público externar sua posição de solidariedade ao povo palestino diante dos criminosos ataques que vem sofrendo por parte do Estado de Israel desde 27 de dezembro passado.

A CUT exige o fim imediato da invasão terrestre da Faixa de Gaza, o fim dos bombardeios e do bloqueio que impede a chegada de ajuda humanitária e submete 1,5 milhão de palestinos residentes no enclave à falta de água, de luz e de alimentos.

A agressão sionista já provocou mais de 500 mortos na população civil, muitos deles crianças, mulheres e anciãos.

A CUT não aceita a versão do governo israelense, de que estaria agindo em defesa própria. Sob o pretexto de uma ação de caráter "defensivo", o exército de Israel destrói escolas, hospitais, residências, matando um sem-número de civis inocentes, num caso tipico de terrorismo de Estado.

O governo de Israel ocupa territórios palestinos, com apoio do governo dos Estados Unidos, que é assim cúmplice da política de exterminação do povo palestino, ao qual, desde 1947/48, com a partilha da Palestina e a criação do Estado de Israel, se nega o direito de viver em sua própria terra natal.

A Executiva Nacional da CUT orienta as CUTs estaduais e entidades cutistas a integrarem-se aos comitês existentes em diversos estados, e ajudar a que se constituam outros, e a se somarem aos atos e manifestações pelo fim imediato da invasão militar israelense da Faixa de Gaza, dos bombardeios e do bloqueio. Essas manifestações devem se realizar nos próximos dias e prosseguir até a retirada total das tropas israelenses e o cessar fogo.

A CUT reafirma sua posição histórica de apoio integral à causa legítima do povo palestino de se dotar de um Estado soberano e de condenação do sionismo como forma de racismo, e trabalhará juntamente com seus parceiros nacionais e internacionais também para ampliar a ajuda humanitária às vítimas do bárbaro ataque à Faixa de Gaza. Nossas entidades devem se engajar nesse esforço.
Enviada por CNM-CUT, às 11:55 13/01/2009, de São paulo, SP


Trabajador y sindicalista, se busca
La Confederación Sindical Internacional (CSI) ha publicado su informe anual sobre las violaciones de los derechos sindicales en el mundo. Asesinatos (91), arrestos y torturas siguen siendo la norma, y no la excepción, en gran parte del planeta

La Confederación Sindical Internacional (CSI), que representa a 168 millones de trabajadores en el mundo y de la que forman parte 311 organizaciones nacionales, acaba de publicar su informe anual, en el que denuncia las prácticas antisindicales que se producen a escala global.

Según este informe, durante 2007 hasta 91 trabajadores fueron asesinados por ejercer actividades sindicales. El estudio hace especial énfasis en la situación que sufren los inmigrantes.La CSI hace un relato general a partir de casos concretos -con nombres y apellidos en la mayoría de los casos- de prácticas antisindicales que van desde el asesinato a la tortura pasando por las amenazas o los despidos. Por continentes, el panorama descrito es el siguiente:

Africa

La CSI hace mención especial a la situación de Guinea y relata como, tras varias jornadas de protestas, el 22 de enero, durante una manifestación que reunió a miles de personas en Conakry -convocadas por la Intersindical y otras organizaciones de la sociedad civil-, las fuerzas de seguridad dispararon contra la multitud, asesinando a 40 participantes e hiriendo a otros 300.Decenas de sindicalistas fueron agredidos y arrestados.

En Zimbabue el régimen de Robert Mugabe mantuvo su política inflexible contra los sindicatos y, durante el pasado año, centenares de huelguistas fueron detenidos, golpeados o despedidos. Por ejemplo, 22 mujeres de mineros fueron arrestadas por intentar organizar una manifestación para solicitar un incremento salarial para sus maridos.

En Mozambique, un huelguista fue asesinado por guardias de seguridad en una plantación de caña de azúcar. En Chad, el Gobierno endureció la ley sobre el derecho de huelga para abortar una convocatoria en el sector público y en Marruecos numerosos activistas fueron detenidos y condenados por «atentar contra los valores sagrados» durante las manifestaciones del 1 de mayo. En Tanzania, debido a unas protestas laborales, 1.000 mineros fueron despedidos por el grupo canadiense Barrick. En Kenia, varios periodistas fueron despedidos por su pertenencia a un sindicato.

América

En Argentina, la brutal represión de la policía de la provincia de Neuquén se saldó, el 4 de abril, con la muerte de Carlos Fuentealba cuando participaba en una manifestación.En Chile, Rodrigo Alexis Cisternas, un obrero forestal subcontratado, murió el 3 de mayo como consecuencia de la violencia policial cuando participaba en una huelga. En cualquier caso, Colombia sigue siendo el país más peligroso para los sindicalistas, con 39 asesinatos.

En Guatemala, el 15 de enero, fue asesinado Pedro Zamora, secretario general del Sindicato de Trabajadores de la Empresa Portuaria Quetzal (STEPQ). En Brasil fue asesinado en el mes de octubre Aparecido Galvao, presidente del Sindicato de la Construcción en la localidad de Salto, después de haber criticado a las empresas constructoras por la precariedad de los trabajadores. En Monterrey, México, en abril, fue asesinado Santiago Cruz, dirigente del Foro Laboral del Obrero Campesino (FLOC), una organización que apoya a los trabajadores mexicanos que parten a Carolina del Norte para trabajar como jornaleros agrícolas.

El 12 de agosto fue asesinado en Nacozari, Sonora, el minero Reynaldo Hernández González. En Guatemala, precisa la CSI, el 23 de septiembre fue asesinado Marco Tulio Ramírez, del Sindicato de Trabajadores Bananeros de Izabal (SITRABI), organización que ha denunciado que en las fincas bananeras de Bendegua, subsidiaria de la transnacional Del Monte Fresh, «se pasean por la noche individuos en motocicletas disparando de manera intimidadora sus armas». En República Dominicana, denuncia el informe, «hay más trabajadores en la economía informal que en la formal, lo que impide a más de la mitad de los asalariados organizarse sindicalmente».

Asia y Pacífico

«Continuaron produciéndose asesinatos de sindicalistas en Filipinas», empieza el repaso de éste área geográfica. «En Pakistán, Malasia y Bangladesh las condiciones para el ejercicio de los derechos sindicales se han deteriorado considerablemente».El temido Batallón de Acción Rápida de Bangladesh intervino regularmente en disputas laborales.

Durante varios meses, trabajadores de la confección que se manifestaban en Camboya se enfrentaron a las agresiones y los gases lacrimógenos de la policía. En Nepal, 65 trabajadores, incluyendo mujeres y personas discapacitadas, resultaron heridos cuando la policía irrumpió en una protesta contra las privatizaciones. Además, la junta militar birmana «continuó violando flagrantemente los derechos laborales y condenó a seis trabajadores a más de 20 años de prisión».

El 11 de enero, el Gobierno de Bangladesh declaró el estado de excepción prohibiendo cualquier actividad sindical y autorizando arrestos sin necesidad de una orden formal ni de aportar pruebas.Pakistán declaró el estado de emergencia a principios de noviembre, suspendiendo la libertad sindical.

La suerte de los trabajadores extranjeros en esta zona es igual de complicada que en otras. En Malasia se utilizó un cuerpo de voluntarios civiles (RELA) para localizar a trabajadores inmigrantes ilegales, lo que desembocó en múltiples abusos contra los mismos.Los trabajadores migrantes de Tailandia, Singapur y Brunei no pueden crear o dirigir sindicatos.

Leyes restrictivas en varios países asiáticos, como China, prohíben la presencia de sindicatos independientes. La policía china empleó en muchas ocasiones la violencia para dispersar las protestas de los trabajadores, ocasionando heridos graves y arrestando a numerosos dirigentes sindicales.

Por su parte, gobiernos como los de Laos, Corea del Norte y Vietnam obligan a todos los sindicatos a afiliarse y a seguir estrictamente las directivas de la única federación sindical nacional, controlada por el Gobierno. Algunas de las zonas más agredidas en el Sur de Asia son las Zonas Francas Industriales (ZFI). En Pakistán, los sindicatos están sencillamente prohibidos en las zonas francas.

Oriente Medio

«Una característica generalizada en la región», dice la CSI, «es el elevado recurso a mano de obra inmigrante, así como las terribles condiciones y la denegación de derechos básicos que deben soportar estos trabajadores». En Kuwait, se alojan en campamentos donde tienen que vivir 10 personas en tres metros cuadrados. En Qatar, se han recibido informes de trabajadores de la construcción que fallecieron a causa de las condiciones de vida y de trabajo que soportaban.

En Bahrein, Jordania, Kuwait, Qatar o Siria hay implantado un sindicato único sobre el que el Gobierno suele tener jurisdicción.En Omán, la policía dispersó violentamente una huelga de trabajadores indios y nepalíes que protestaban por el impago de salarios; muchos de ellos fueron deportados. En Emiratos Arabes, numerosos empleados asiáticos fueron deportados por hacer huelga. Las empleadas del servicio doméstico se sitúan en los niveles más bajos de la mano de obra migrante y sufren una explotación extrema.

En Arabia Saudí, cuatro empleadas de origen indonesio recibieron tal paliza que dos de ellas murieron. En Irak -donde miles de trabajadores han perdido la vida en diversos ataques y los sindicatos se han convertido en blanco de las milicias iraquíes, grupos terroristas y del propio Gobierno iraquí- Hassan Hamza, presidente del sindicato de trabajadores de Hostelería y Turismo, fue brutalmente asesinado tras recibir varias amenazas por parte de extremistas islámicos suníes. Además, tropas del ejército saquearon las oficinas de la Federación General de Trabajadores Iraquíes. Najim Abd-Jasem, secretario general del sindicato de mecánicos, fue secuestrado y torturado hasta la muerte.

Tampoco fue mejor la situación en Irán, donde el Gobierno mantiene un estricto control sobre la actividad sindical. Mansor Osanloo, figura destacada y líder del sindicato de conductores de la compañía de autobuses de Teherán y suburbios, fue secuestrado.Su mujer y su hermana fueron igualmente detenidas.

Europa

Según la CSI -que preside Guy Ryder-, Europa tampoco se salva de las prácticas antisindicales. Así lo pone de manifiesto el informe respecto a países como Georgia, Turquía, la Federación Rusa, Bielorrrusia, Estonia o Bulgaria -en estos dos últimos sigue estando prohibida la huelga en la Administración Pública- o Albania, donde un grupo de sindicalistas fue despedido por facilitar información sobre el empleo de mano de obra infantil. En Georgia, precisa la CSI, el nuevo código penal «permite despedir a trabajadores en cualquier momento y por cualquier motivo».
Enviada por Eurococos, Eurococas, às 11:46 13/01/2009, de Barcelona, Espanha


En el Congreso de CCOO ha habido algo más que un cambio de secretario general
Por Litus Alonso

Cerca de millón de parados más que en 2007, un espectacular incremento anual del desempleo rayano en el 45%, el más alto de los países de la OCDE. En el país de décadas de prosperidad ilusoria, en el país que, bajo Felipe González, se convirtió oficialmente en un héroe empresarial al delincuente Mario Conde, en el país que, bajo Aznar y bajo Zapatero, se estimuló y hasta premió como modélica la gestión empresarial del procesado Francisco Briones –el Madoff español—, el movimiento obrero y los sindicatos tenían que empezar a reaccionar. El reciente Congreso de la mayor organización de los trabajadores del Reino de España, Comisiones Obreras, muestra que esa reacción, ya sea tímidamente, ha comenzado.

Los resultados del 9º Congreso Confederal de CCOO, celebrado en Madrid entre el 17 y el 20 de diciembre pasados, han tenido como nota más destacada la elección como secretario general de Ignacio Fernández Toxo, que se impuso por 512 votos a 484 a José Mª Fidalgo. Más ajustada fue aún la votación de la Comisión Ejecutiva, de 43 miembros, en que la candidatura encabezada por Toxo obtuvo 509 votos frente a los 488 de la de Fidalgo. La nueva Ejecutiva la integran 22 y 21 personas de cada candidatura, respectivamente.

Un dato aparentemente anecdótico puede dar idea del clima de expectación generado por la posibilidad del relevo en la secretaría general: por primera vez en la historia de los congresos de CCOO, no faltó ni uno de los 1.001 delegados y delegadas convocados al Congreso (11 substituciones de las ausencias de última hora lo hicieron posible).

Explicar las razones de este cambio, primero, y atisbar las consecuencias que pueda tener para el futuro de CCOO, después, requiere hacer un poco de historia.

La llegada de Fidalgo a la secretaría general

Antes del 7º Congreso, celebrado en el año 2000, Antonio Gutiérrez propone como sucesor a Fidalgo. Toxo, entonces secretario general de la Federación del metal (la principal organización de rama de CCOO) se postula también para el cargo. Pero esta confrontación no se lleva al congreso. Acatando el criterio de Gutiérrez, la decisión no se toma en ningún órgano del sindicato, sino en reuniones de "notables": miembros de la Ejecutiva y secretarios/as generales de ramas y territorios pertenecientes a la corriente mayoritaria del sindicato. Este procedimiento impide medir los apoyos reales de cada candidato, excluye del debate a todo el sector crítico (corriente de izquierda con una representación, entonces, del 25%) e impone un funcionamiento ajeno a la organicidad y a la confrontación democrática.

Fidalgo sale victorioso de este irregular proceso de designación y, en el congreso, es elegido con el 75% de los votos.

Durante ese mandato, Fidalgo continúa la política de exclusión de los sectores discrepantes, ya practicada por Gutiérrez, y provoca una nueva ruptura: alegando pérdida de confianza en el secretario de organización, Rodolfo Benito, lo cesa y envía a la oposición a una parte de la corriente mayoritaria. En el 8º Congreso, Fidalgo es reelegido con el 59%.

La dirección del sindicato y la lógica "gobierno-oposición"

En CCOO, cualquier candidatura avalada por un 10% de apoyos tiene derecho a presentarse a los órganos de dirección, y la composición de éstos refleja el porcentaje de votos obtenidos en la votación correspondiente. Así se garantiza, en teoría, que la pluralidad de opiniones, corrientes o sensibilidades existentes en el sindicato esté presente y participe en las tareas de dirección. En la práctica, esta norma estatutaria es habitualmente conculcada. Las responsabilidades efectivas se eligen individualmente, a propuesta del secretario general, por mayoría simple. Así, hace más de 15 años que quienes son elegidos por candidaturas alternativas o, simplemente, no son completamente afines al secretario general, se ven privados del ejercicio de responsabilidades efectivas de dirección.

Tras esta práctica excluyente encontramos la idea de que el sindicato se ha de regir por la lógica de "gobierno-oposición" (1). Llevada al extremo, esta lógica implicaría que cualquier discrepante no pudiera ejercer responsabilidades ni tan sólo en el ámbito de la sección sindical de su empresa. En una organización de carácter confederal, y con la dimensión y complejidad de CCOO (más de 1.200.000 afiliados y afiliadas), la aplicación de dicha lógica es paralizante, porque prescinde de la aportación de muchas y muchos buenos sindicalistas, y autodestructiva, porque genera una cultura de la sumisión ajena a la esencia de un sindicato: organización de la que se dotan los trabajadores/as para defender sus intereses y ejercer como sujeto del conflicto social.

Los nuevos conflictos en la dirección confederal

Tras el 8º Congreso (2004), Fidalgo ha visto como se resquebrajaba su ya limitada mayoría. Por un lado, ha tenido enfrentamientos con algunas federaciones: por ejemplo, oponiéndose a la proyectada fusión entre la Federación de Comunicación y Transporte y la de Administración Pública. Por otro, ha llevado su empuje nacionalista español al terreno interno, generando un conflicto de enormes proporciones con la CONC (Comissió Obrera Nacional de Catalunya, segunda organización territorial de CCOO con más de 180.000 cotizantes). Para entender este conflicto, hay que recordar que la CONC se autodefine como "sindicato nacional y de clase" y que, en sus estatutos, establece su soberanía organizativa.

La CONC siempre ha celebrado sus congresos poco antes de los confederales. Esta vez, un nuevo reglamento determina que las organizaciones de rama y territorio han de tener sus congresos con posterioridad al confederal. A pesar de ello, siguiendo la costumbre y en ejercicio de su soberanía, la CONC convocó su congreso para el 4 y 5 de diciembre. La reacción de Fidalgo fue proponer a la Ejecutiva confederal que impugnara el congreso de la CONC; como la Ejecutiva no aprobó la propuesta, presentó la impugnación a título individual, pero ésta fue desestimada por la comisión de garantías.

Fidalgo perdió, pero enconó un conflicto que jamás había adquirido tal dimensión. Hay que sumar, además, su falta de sintonía con CCOO de Euskadi, poco proclives a identificarse con el ideario españolista de Fidalgo.

Junto a estos conflictos, y aunque sea de forma secundaria, han pesado también otros aspectos más puntuales: desde la asistencia de Fidalgo a seminarios de la FAES de Aznar, considerada ofensiva por algunas personas, hasta su actitud comprensiva con las grandes empresas eléctricas partidarias de la energía nuclear.

Los mimbres de la candidatura de Toxo

De forma esquemática, tres son los sectores que han dado su apoyo a Toxo. Uno, las diversas variantes del sector crítico tradicional, partidarias de un giro a la izquierda del sindicato y víctimas veteranas de la exclusión interna. Dos, la corriente "rodolfista", mayoritaria en Madrid y en diversas federaciones, sin grandes diferencias en política sindical cotidiana pero partidaria de reafirmar el lugar de CCOO dentro de la izquierda social, amén de deseosa de superar su condena al ostracismo. Tres, una parte de la anterior mayoría confederal (en especial, la gente más cercana al propio Toxo y la dirección de la CONC), convencida de la necesidad del cambio para superar los conflictos existentes y evitar crear otros nuevos.

Aunque la candidatura se presenta formalmente a dos meses escasos del Congreso, hacía ya tiempo que se trabajaba en ella. A favor, tenía la coincidencia de esos tres sectores en proponer un candidato alternativo a Fidalgo y que dicho candidato proviniera de la mayoría. En contra, diversos factores: el riesgo de trasladar la confrontación hacia "abajo" (a las organizaciones de rama y territorio que aún han de celebrar sus congresos); la dificultad de explicar que el secretario de acción sindical fuera la alternativa al secretario general; las presiones del aparato cercano a Fidalgo, que argumentaba que la candidatura de Toxo suponía romper el sindicato y, último pero no menos importante, la infausta lógica de "gobierno-oposición", que pretendía que no era legítimo que el secretario general de CCOO fuera elegido con los votos de los sectores discrepantes de la mayoría.

A pesar de todo ello, Toxo ganó, y ésa es la noticia. Que lo hiciera por poco corresponde a lo difícil que era ganar a un secretario general en ejercicio que quería seguir siéndolo.

¿Hasta dónde va a cambiar CCOO?

Eso está por ver, pero hay que partir de algunos hechos. Primero, el programa de acción aprobado en el Congreso ha contado con casi el 95% de apoyo; cierto es que en su elaboración sí participaron gentes de todas las corrientes y recoge enunciados que, hace 25 años, sólo eran patrimonio de los sectores más de izquierda (como que no ha de ser la clase trabajadora quien pague esta crisis). Segundo, no hay un balance autocrítico compartido de la etapa anterior; aunque el informe-balance de Fidalgo se aprobó con sólo el 54%, eso tiene más que ver con la situación interna que con un replanteamiento de la política del sindicato. Tercero, el "diálogo social" (la negociación permanente e institucionalizada con gobierno y patronal) sigue siendo considerado mayoritariamente como un eje prioritario de la actividad sindical, al margen de los pobres, cuando no negativos, resultados que ha comportado.

A tener en cuenta también tres elementos que destacan en las declaraciones de Toxo, particularmente en sus dos intervenciones en el Congreso. Uno, la voluntad de que la pluralidad existente en CCOO recupere la normalidad, acabando con las exclusiones y reclamando la participación de todos los sectores en la dirección del sindicato (con invitación expresa a los partidarios de Fidalgo). Dos, el reconocimiento del carácter plurinacional del Estado y su traducción en la práctica externa e interna del sindicato. Tres, la afirmación de CCOO como un componente de la izquierda social, manteniendo su independencia política y organizativa pero lejos de la pretendida equidistancia de PP y PSOE.

Con todo ello, no está a la vista un gran cambio en la política sindical de CCOO, pero sí parece razonable esperar algunas mejoras en la situación interna: que se debatan las diversas opiniones y posturas con mayor normalidad y sin tantos votos predecididos, que los órganos de dirección jueguen más su papel (en detrimento de las reuniones sólo de la mayoría en las que, además, se imponía la disciplina de voto), que se respete más el carácter confederal del sindicato, aumentando la participación de federaciones y territorios en la elaboración de la política global. Si es así, ya tendrá valor en sí mismo. Además, esa nueva situación dejaría abierta la posibilidad de otros cambios más profundos: no sólo de cultura interna, sino también del papel de CCOO en la sociedad capitalista globalizada y precarizada que nos toca vivir.

El futuro inmediato tras el Congreso

Entre las muchas incógnitas, una de especial trascendencia: ¿qué actitud tomará la gente que ha apoyado a Fidalgo? Es obvio que el sindicato no puede, ni quiere, funcionar sin el 48% de su activo. La voluntad de integración y de superar trincheras y exclusiones ha de empezar por la dirección confederal y llegar a todos los procesos congresuales pendientes, pero esa voluntad no se convertirá en realidad sin el concurso de todas las partes. Los congresos de federaciones y territorios se harán durante los próximos tres meses y permitirán clarificar las cosas.

Es de esperar que Fidalgo, y alguna persona más del núcleo dirigente anterior, se retire en breve de la Ejecutiva. Lo relevante será la posición que adopten quienes vayan a continuar. ¿Querrán o no aceptar las secretarías que se les ofrezcan?

Las críticas ácidas y descalificatorias hacia la candidatura de Toxo, presentándolo como un cajón de sastre sin proyecto que llevaría el sindicato al desastre, tenían una parte de lógica electoral, pero quizás algunos y algunas las hayan interiorizado hasta el punto de no querer comprometerse con la nueva, y muy plural, mayoría confederal. Y el correlato de tal actitud sería que, en las organizaciones donde el "fidalguismo" es mayoritario, se lanzara una doble guerra: contra la discrepancia interna y contra la dirección confederal.

Cabe esperar que no sea ésta la actitud predominante. Esa doble guerra sería una apuesta segura por el fracaso colectivo, y no sería una opción de futuro sino una reacción de despecho. Más normal sería que las grandes tensiones vividas se apacigüen con el tiempo, y se imponga el criterio de tomar nota de la nueva situación y seguir trabajando.

En todo caso, lo deseable es que sea así, porque, con lo que está cayendo, una situación de crisis en CCOO sería una muy mala noticia para la clase trabajadora.

Litus Alonso, veterano sindicalista con más de 30 años de militancia en CCOO, es actualmente miembro de las Ejecutivas estatal y de Catalunya de Comfia-CCOO (Federación de Servicios Financieros y Administrativos); también es delegado sindical en el BBVA.
Enviada por Eurococos, Eurococas, às 11:37 13/01/2009, de Barcelona, Espanha


Detroit pierde el derecho a la huelga
Las concesiones exigidas por George W. Bush, presidente de Estados Unidos, a las empresas del motor y a los sindicatos para rescatar al sector empiezan a materializarse

Los préstamos que el Gobierno ha firmado ya con General Motors y Chrysler incluyen distintos escenarios que, si se cumplen, obligarán al Departamento del Tesoro a declarar que el crédito está fallido de forma inmediata, pudiendo forzar así la quiebra de las empresas.

Una de las causas que provocará que el préstamo se califique como fallido es cualquier huelga realizada por la plantilla de las compañías y por el sindicato UAW.

Esta restricción al derecho de huelga ya está en vigor, desde el pasado 31 de diciembre, y se mantendrá hasta el 17 de febrero, fecha en que el primer y el tercer fabricante de coches de Estados Unidos deben remitir al Congreso un nuevo plan de viabilidad a largo plazo.

El Tesoro asegura que con esta cláusula busca proteger el dinero aportado por el Gobierno y, por consiguiente, los intereses de los contribuyentes de EEUU.

Los préstamos obligan a las empresas y al sindicato a reducir sus costes salariales a los mismos umbrales que pagan Toyota y Nissan en EEUU. Para lograrlo, las dos partes comenzarán a negociar el lunes. Un grupo de afiliados del sindicato UAW se opone a estas conversaciones y tiene previsto protestar por esta imposición en el Salón del Automóvil de Detroit, que se celebra en esta ciudad desde mañana hasta el día 25.

El Tesoro temía que una posible falta de acuerdo en las negociaciones para rebajar los costes pudiera desembocar en una huelga, poniendo en peligro la viabilidad de las dos compañías. Con la introducción de la cláusula, el paro está descartado, ya que, si éste se realizara, las empresas se quedarían sin el dinero del Gobierno, que asciende a 17.400 millones de dólares (12.695 millones de euros).

Precedentes

El temor a la huelga y a su coste económico se apoya en el hecho de que en los últimos quince meses trabajadores asociados a UAW han realizado paros intermitentes en General Motors mientras se producían negociaciones para modificar las condiciones laborales de los empleados. La industria auxiliar del automóvil también se vio afectada el año pasado por varios paros, que afectaron a la compañía American Axle & Manufacturing.

Fonte: G. Martínez, Expansion
Enviada por Eurococos, Eurococas, às 11:30 13/01/2009, de Barcelona, Espanha


Produção de veículos em 2008 cresceu 8%
Mesmo com a redução da produção de veículos no mês de dezembro de 2008 devido às férias coletivas generalizadas no setor, o resultado do ano terminou acima do anotado em 2007 e atingiu patamar recorde, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

De acordo com a entidade, no mês de dezembro foram produzidos 102.053 veículos, ante 193.062 mil em novembro, queda de 47,1%. Em relação ao mesmo mês de 2007 (222.132), a queda foi de 54,1%.

No acumulado de 2008, a produção atingiu 3,214 milhões de veículos e ficou 8% maior que no acumulado no mesmo período de 2007.

Vale notar que muitas empresas se aproveitaram do discurso da crise internacional, deram férias coletivas e ajustaram suas linhas de produção a novos modelos que serão lançados nos próximos meses. O mercado espera uma série de lançamentos a partir das próximas semanas...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:17 08/01/2009, de Curitiba, PR


Lula irá ao FSM em Belém e descarta Davos
O Fórum Econômico Mundial de Davos não vai contar com a presença do presidente Lula neste ano

Lula considera que algumas teses defendidas em Davos durante anos foram responsáveis pela atual crise econômica.

O presidente brasileiro optou por participar apenas do Fórum Social Mundial, em Belém, nos dias 29 e 30.

Sua ausência em anos anteriores havia recebido críticas de movimentos sociais e até de organizadores.

Desde 2005, quando foi realizado pelo última vez no Brasil, Lula não ia ao fórum social.
Enviada por Almir Américo, às 11:53 08/01/2009, de São Paulo, SP


Trabalhadores na Cargill Cacau aprovam proposta do Sindicacau
No dia 5 de Janeiro de 2009, na Rodovia Ilhéus Uruçuca Km 08 s/n em frente aos portões da empresa o Sindicacau realizou uma Assembléia Geral com todos os trabalhadores da Cargill Cacau aonde aconteceu uma votação com escrutínio secreto para definir se a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) seria discutido em comissão como queria a empresa ou no acordo coletivo como já é feito atualmente na data base no mês de Junho pelo sindicato, não só com a Cargill com a ADM Joanes, Barry Callebaut e a Delfi Cacau Brasil em Itabuna.

A grande maioria dos trabalhadores cerca de 80% aprovou a proposta de continuidade de discussão da PLR no acordo coletivo, pois no entender dos trabalhadores esta é a melhor forma de negociação.
Enviada por Sindicacau, às 12:29 07/01/2009, de Ilhéus, BA


NPC no Fórum Social Mundial
O Núcleo Piratininga de Comunicação promoverá duas oficinas no Fórum Social Mundial: “A criminalização da pobreza na mídia” e “Comunicação Sindical: a arte de falar para milhões”.

Da primeira, participarão como expositores a editora do Boletim NPC, Claudia Santiago; Gizele Martins, do Jornal Cidadão, do Complexo da Maré; Márcia Jacintho, mãe de vítima da violência policial; e José Jorge Santos de Oliveira, morador da Vila Recreio, no Rio de Janeiro.

Na segunda mesa estarão Claudia Santiago, Sheila Jacob e Vito Giannotti.

Giannotti participa também de atividades promovidas pelo MST, pelo TIE-Brasil e pela revista Lutas Sociais, da PUC-SP.

O NPC participa do Fórum Social Mundial com o apoio recebido da Fundação Rosa Luxemburgo para passagens e hospedagem.

As datas e horários das atividades estarão na página web do NPC na próxima semana.
Enviada por NPC, às 13:12 06/01/2009, de Rio de Janeiro, RJ


Venda de carros bate recorde em 2008
Fenabrave - Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores - registra crescimento nas vendas de 10% em dezembro, sobre novembro, e setor fecha ano com 14% sobre 2007

As vendas de veículos no Brasil em 2008 superaram em 14,15% o resultado verificado um ano antes, que já havia sido recorde. Em 2008 foram comercializadas 4,85 milhões de unidades.

A venda de carros no país registrou um crescimento de 10,1% em dezembro, interrompendo uma trajetória de queda no comércio de veículos novos no país. Em dezembro de 2008 as vendas foram de 345,45 mil veículos.

Em meados de dezembro de 2008, a Fenabrave previu um recuo de 19% nas vendas em 2009 sobre 2008, mas na primeira terça-feira de 2009 alterou a estimativa para uma alta de 3,13% com a possibilidade de atingir 4,89 milhões de unidades.

Segundo o presidente da Fenabrave, Sergio Reze, o crescimento foi resultado da política de redução de juros para o setor, adotada pelo governo federal como medida de combate à crise financeira internacional.
Enviada por CNM-CUT, às 12:43 06/01/2009, de São Paulo, SP


Las 10 peores transnacionales del 2008
Por Robert Weissman

¡Menudo año para la criminalidad y el mal comportamiento corporativos! Qué fácil hubiera sido limitar los premiados a las empresas de Wall Street cuando preparábamos la lista de las 10 peores corporaciones del 2008 para Multinational Monitor [Observatorio de las Multinacionales]. Pero el resto del sector tampoco es que haya tenido un buen comportamiento durante el 2008, y no queremos que escapen a nuestro ojo escrutador. Así que, manteniendo nuestra tradición de arrojar luz sobre las diversas formas de fechorías corporativas, incluimos en esta lista a sólo una compañía financiera.

Hete aquí, presentadas en orden alfabético, las 10 peores corporaciones del 2008:

AIG: dinero a cambio de nada

Seguramente no se puede culpar a un único responsable por la crisis financiera mundial que está desarrollándose. Pero si se tuviera que escoger a una sola compañía, esa sería muy probablemente American International Group (AIG), que se ha chupado ya más de 150 mil millones de dólares en ayudas pagadas con dinero de todos los contribuyentes. Mediante los "credit default swaps", AIG básicamente iba recogiendo primas de seguros mientras aseguraba, ridículamente, que jamás padecería una bancarrota, y no digamos ya el desplome del mercado todo que estaba asegurando. Cuando la realidad se presentó a las puertas de la compañía, el techo se les vino encima.

Cargill: especulando con los alimentos

Cuando los precios de los alimentos alcanzaron sus máximos a finales del 2007 y principios del 2008, países enteros y consumidores pobres se vieron a merced del mercado mundial y los gigantes corporativos que lo dominan. A medida que aumentaba la hambruna y estallaban disturbios en todo el mundo, Cargill vio como subían sus beneficios, llevándose solamente en el segundo cuatrimestre del 2008 más de mil millones de dólares.

En un mercado competitivo, ¿haría increíbles beneficios un intermediario en el comercio del grano? ¿Ampliaría su margen de beneficios con el alza de precios? Pues bien, el comercio mundial del grano no es competitivo, y las normas legales de la economía mundial -creadas a la medida de Cargill y compañía- asegura que los países pobres sean dependientes, y estén a merced de, los comerciantes mundiales de grano.

Chevron: "no podemos permitir que los países pequeños estorben a las grandes compañías"

En el 2001 Chevron se comió Texaco. Estaba feliz, porque se llevaba con ella sus flujos de ingresos. Lo que no estaba tan dispuesta era a cargar con la responsabilidad de Texaco en su violación de los derechos humanos y el medioambiente.

En 1993 treinta mil indígenas ecuatorianos presentaron una demanda conjunta en los tribunales estadounidenses, alegando que, durante más de veinte años, Texaco había envenado las tierras en las que viven y los ríos de los que dependen, permitiendo que se viertan miles de millones de litros de petróleo en ellos, y dejando cientos de fosas repletas desechos abandonadas al descubierto, sin protección alguna. Chevron consiguió que los tribunales estadounidenses rechazasen el caso con el argumento de que debía ser litigado en Ecuador, más cerca de donde ocurrieron los daños alegados. Pero ahora el caso no le está yendo bien a Chevron en Ecuador, donde puede que acabe teniendo que pagar más de 7 mil millones de dólares. Así que la compañía está cabildeando en la Cámara de Comercio Estadounidense para imponer sanciones comerciales a Ecuador si el gobierno ecuatoriano no archiva el caso.

"No podemos dejar que los países pequeños estorben a las grandes compañías como la nuestra, compañías que han hecho grandes inversiones en todo el mundo", declaró un miembro del lobby de Cheveron a Newsweek el pasado mes de agosto. (Poco después Chevron afirmó no aprobar sus comentarios.)

Constellation Energy: operadores nucleares

Aunque es muy peligrosa, muy cara y está demasiado centralizada como para ser útil como fuente energética, la energía nuclear no desaparece del mapa gracias a que los fabricantes de equipos e instalaciones nucleares encuentran el modo de hacer que la población les siga pagando.

Constellation Energy Group, el operador de la planta nuclear de Calvert Cliffs, Maryland, -una compañía parcialmente involucrada en un increíble esquema, parcialmente desbaratado, para extorsionar a los consumidores de Maryland- planea construir un nuevo reactor en Calvert Cliffs, el primero construido en los Estados Unidos después de que el reactor nuclear de Three Mile Island tuviese a punto de sufrir una fusión accidental en 1979.

CE ya se ha puesto en fila para obtener una posición ventajosa en los préstamos garantizados por el gobierno estadounidense para la construcción de nuevas centrales nucleares, disponibles bajo los términos de la Ley de la Energía de 2005. La compañía reconoce que no continuará con la construcción sin la garantía del gobierno.

CNPC: alimentando la violencia en Darfur

Sudán ha sido capaz de reírse de las sanciones existentes y las que amenazan con presentarse por la carnicería que ha perpetrado en Darfur gracias al enorme apoyo que recibe de China, canalizado sobre todo a través de la relación del país con la Chinese National Petroleum Corporation (CNPC).

"La relación entre la CNPC y Sudán es simbiótica", observa la organización Human Rights First, con sede en Washington D.C., en "Invirtiendo en la Tragedia", un informe de marzo del 2008. "No sólo la CNPC es el mayor inversor en el sector petrolífero sudanés, sino que Sudán es el mayor mercado para las inversiones a ultramar de la CNPC."

Los petrodólares han alimentado la violencia en Darfur. "La rentabilidad del sector petrolífero en Darfur se ha desarrollado cronológicamente al mismo paso que la violencia en Darfur", escribe Human Rights First.

Dole: la acidez de la piña

La reforma agraria filipina de 1988 demostró ser todo un fraude. Los terratenientes ayudaron a redactar la ley e inventaron maneras de sortear sus objetivos declarados. Los trabajadores de Dole están entre quienes pagaron el precio.

Con la reforma agraria, las tierras de Dole fueron divididas entre sus trabajadores y otros que tenían derechos sobre la tierra antes de la aparición del gigante productor de piñas. Los terratenientes ricos, sin embargo, maniobraron para tomar el control de las cooperativas y los sindicatos, según explica International Labor Rights Forum (ILRF), con sede en Washington D.C., en su informe del pasado mes de octubre. Dole ha despedido a la que hasta ahora era su fuerza de trabajo y la ha reemplazado con trabajadores contratados. Estos trabajadores reciben un salario inferior al sistema de cuotas, y ganan aproximadamente 1'85 dólares a diario, de acuerdo con ILRF.

General Electric: contabilidad creativa

En junio, el antiguo reportero del New York Times David Cay Johnston informó de la aparición de documentos internos de General Electric que parecían demostrar que la compañía llevaba desde hacía tiempo intentando evadir impuestos en Brasil. En un detallado informe de Tax Notes International, Johnston informó de la existencia de un esquema empresarial, subsidiario de GE, para facturar ventas sospechosamente elevadas de electrodomésticos en regiones del Amazonas escasamente pobladas. Estas ventas evitarían el pago del IVA en los estados urbanos, donde se esperaba que las ventas fuesen mayores.

Johnston escribió, basándose en los documentos internos que había consultado, que la cantidad de dinero que había evadido en impuestos era de menos de 100 millones de dólares, pero especulaba que, teniendo en cuenta todo el esquema contable, la cantidad tuvo que ser mucho mayor.

Johnston no identificó a la fuente que le proporcionó los documentos internos de GE, pero GE ha declarado que se trató de una antigua abogada de la compañía, Adriana Koeck. GE despidió a Koeck en enero de 2007 alegando como motivo su "comportamiento".

Imperial Sugar: 14 muertos

El 7 de febrero una explosión sacudió la refinería de Imperial Sugar en Port Wentworth, Georgia, cerca de Savannah. Días después, cuando se extinguió por completo el fuego, y se habían completado las operaciones de búsqueda y de rescate, se conoció la cifra definitiva de víctimas: 14 muertos, y docenas de trabajadores heridos con quemaduras graves.

Como ocurre con casi todas las catástrofes industriales, resulta que esta tragedia se hubiera podido evitar. La causa fue la acumulación del polvo procedente del azúcar que, como otro tipo de polvo, es altamente combustible.

Un mes después de la explosión en Port Wentworth, inspectores de la Occupational Safety and Health Administration (OSHA) acudieron a otra factoría de Imperial Sugar en Gramercy, Louisiana. Descubrieron acumulaciones de polvo de hasta dos pulgadas en la maquinaria y el cableado eléctrico. En los suelos de las factorías descubrieron hasta 48 pulgadas de acumulación de polvo.

Imperial Sugar, obviamente, sabía de las condiciones en estas factorías. De hecho, había tomado algunas medidas para limpiarlas antes de la explosión. La compañía encargó a un nuevo vicepresidente las operaciones de limpieza en noviembre del 2007 y tomó algunas medidas importantes para mejorar las condiciones. Pero no fueron las suficientes. El vicepresidente explicó al comité del Congreso que la dirección le había dicho que moderase sus peticiones para emprender una acción inmediata.

Philip Morris International: liberándose de los grilletes públicos

La vieja Philip Morris ya no existe. En marzo, la compañía se dividió formalmente en dos entidades separadas: Philip Morris USA -que forma parte de la familia de la compañía Altria- y Philip Morris International. Philip Morris USA vende Marlboro y otros cigarrillos en los EE.UU. Philip Morris International va por ahí pisoteando al resto del mundo.

Philip Morris International ya ha mostrado señales de sus primeros planes para invertir los avances en las políticas para reducir el tabaquismo y las muertes relacionadas con su consumo (que alcanzan los 5 millones anuales). La compañía ha anunciado planes de desplegar por todo el planeta una nueva batería de productos, paquetes más atractivos y otros esfuerzos de marketing. Todos ellos diseñados para socavar las normas de puestos de trabajo libres de humo, derrotar los impuestos sobre el tabaco, segmentar mercados con productos específicos, ofrecer cigarrillos con sabores lo suficientemente atractivos para atraer a la juventud y superar las restricciones actuales del mercado.

Roche: "salvar vidas no es nuestro negocio"

La empresa suiza Roche fabrica un abanico de medicamentos para tratar el VIH. Uno de ellos es enfuvirtid, que vende con el nombre de Fuzeon. Fuzeon proporcionó a Roche 266 millones de dólares en el 2007, a pesar del declive general en sus ventas. Roche cobra a los estados 25.000 dólares al año por proporcionarles Fuzeon. Y no ofrece ningún descuentos a los países en desarrollo.

Como la mayoría de los países industrializados, Corea mantiene un mecanismo de control sobre los precios: un programa nacional de sanidad fija los precios para las medicinas. El Ministro de Sanidad, Bienestar y Asuntos Familiares puso Fuzeon en la lista a un precio de 18.000 dólares al año. El ingreso per capita de Corea es prácticamente la mitad que el de los EE.UU. En vez de proporcionar Fuzeon al precio estipulado por Corea y obtener beneficios, Rocher rechazó ofrecer el medicamento a Corea.

Activistas coreanos informan de que el presidente de Roche Corea les respondió lo siguiente: "No estamos en este negocio para salvar vidas, sino para hacer dinero. Salvar vidas no es nuestro negocio."

Robert Weissman es editor de Multinational Monitor y director de Essential Action
Enviada por Eurococos, Eurococas, às 12:37 06/01/2009, de Barcelona, Espanha


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