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19/11/2017
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Notícias(Janeiro/2010)

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O fator MST
Reproduzimos aqui post do blog de Leandro Fortes

A prisão de nove lideranças do MST, no interior de São Paulo, algumas das quais filiadas ao PT, foi o ponto de partida de uma estratégia eleitoral virtualmente criminosa e extremamente profissional, embora carente de originalidade. Trata-se de perseguição organizada, de inspiração claramente fascista, de líderes de um movimento que diz respeito à vida e ao futuro de milhões de brasileiros, que revela mais do que o uso rasteiro da política. Revela um tipo de crueldade social que se imaginava restrita a políticos do Brasil arcaico, perdidos nos poucos grotões onde ainda vivem, isolados em seus feudos de miséria, uns poucos coronéis distantes dos bons modos da civilização e da modernidade.

No entanto, o rico interior paulista, repleto de terras devolutas da União griladas por diversas gerações de amigos do rei, tem sido um front permanente dessa guerra patrocinada pela extrema direita brasileira perfilada hoje, mais do que nunca, por trás da bela fachada do agronegócio e sua propalada importância para a balança comercial brasileira. Falar-lhes mal passou a ser de mau alvitre, um insulto a uma espécie de cruzada dourada cujo efeito colateral tem sido a produção de miséria e cadáveres no campo e, por extensão, nas cidades. É nosso mais grave problema social e o mais claramente diagnosticável, mas nem Lula chegou a tanto.

Assim, na virada de seu último ano de mandato, o presidente parece ter afrouxado o controle sobre a aliança política que lhe permitiu colocar, às custas de não poucos danos, algumas raposas dentro do galinheiro do Planalto. Bastou a revelação do pacote de intenções do Plano Nacional de Direitos Humanos, contudo, para as raposas arreganharem os dentes sem medo, fortalecidos pela hesitação de Lula em enquadrá-los sob o pretexto de evitar crises inevitáveis. A reação do ministro Nelson Jobim, da Defesa, ao PNDH-3, nesse sentido, foi emblemática e, ao mesmo tempo, reveladora da artificialidade dessa convivência entre forças conservadoras e progressistas dentro do governo do PT, um nó político-ideológico a ser desatado durante a campanha eleitoral, não sem traumas para a candidata de Lula, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.

Com a ajuda de Jobim, a velha sanfona anticomunista voltou a soltar os foles e se engajou nesse desarranjo histórico que tem gerado crises artificiais e um consequente show de péssimo jornalismo. Tocou-se, então, o triste baião anti-Dilma das vivandeiras, a arrastar os pés nas portas dos quartéis e a atiçar as sentinelas com assombros de revanchismo e caça às bruxas, saudosos do obscurantismo de tempos idos – mas, teimosamente, nunca esquecidos –, quando bastava soltar bestas-feras fardadas sobre a sociedade para calá-la. Ao sucumbir à chantagem de Jobim e, por extensão, à dos comandantes militares que lhe devem subordinação e obediência, Lula piscou.

No lastro da falsa crise militar criada por Jobim, com o auxílio luxuoso de jornalistas amigos, foi a vez de soltar a voz o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, cujo arrivismo político iniciou-se na ditadura militar, à qual serviu como deputado da Arena (célula-tronco do DEM) e presidente do INPS no governo do general Ernesto Geisel, até fazer carreira de ministro nos governos Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula. Essa volatilidade, no entanto, sempre foi justificada por conta de um festejado “perfil técnico” de Stephanes. Trata-se de um mistério ainda a ser desvendado, não a capacidade técnica, mas as intenções de um representante político do agronegócio dentro governo Lula, uma posição institucional baseada em alinhamento incondicional à Confederação Nacional da Agricultura (CNA), comandada pelo senadora Kátia Abreu, do DEM de Tocantins.

Com Kátia, Stephanes ensaiou um animado jogral e conseguiu, até agora, boicotar a mudança dos índices de produtividade agrícola para fins de reforma agrária – um tiro certeiro no peito do latifúndio, infelizmente, ainda hoje não desferido por Lula. Depois, a dupla partiu para cima do PNDH-3, ambos procupadíssimos com a possibilidade de criação de comitês sociais a serem montados para mediar conflitos agrários deflagrados por ocupações de terra. Os ruralistas liderados por Kátia Abreu e Ronaldo Caiado se arrepiam só de imaginar o fim da tradicional política de reintegração de posse, tocada pelos judiciários e polícias estaduais, como no caso relatado nesta matéria de CartaCapital. A dupla viu na proposta um incentivo à violência no campo, quando veria justamente o contrário qualquer menino bem educado nas escolas geridas pelo MST. São meninos crescidos o suficiente para saber muito bem a diferença entre mediadores de verdade e os cassetetes da Polícia Militar.

O governo Lula já havia conseguido, em 2008, neutralizar um movimento interno, tocado pelo Gabinete de Segurança Institucional, interessado em criminalizar o MST taxando o ato de invasão de terra de ação terrorista. Infelizmente, coisas assimainda vêm da área militar. O texto do projeto foi engavetado pela Casa Civil por obra e graça da ministra Dilma Rousseff. Lula, contudo, não quer gastar o último ano de uma era pessoal memorável comprando briga com uma turma que, entre outros trunfos, tem uma bancada de mais de uma centena de congressistas e a simpatia declarada do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Assim, distraído, o presidente deixou que Jobim e Stephanes envenenassem o processo político às vésperas das eleições, com óbvios prejuízos para a candidatura Dilma, bem no começo da briga com José Serra, do PSDB, o governador que por ora se ocupa em prender militantes do MST e do PT enquanto toca terror em assentamentos cheios de mulheres e crianças, no interior de São Paulo, com seu aparato de segurança pública.

O MST existe há 25 anos e é o mais importante movimento social de base da história do Brasil. A crítica à sua concepção socialista e a eventuais desvios de conduta de alguns de seus participantes é, deliberadamente, ultradimensionada no noticiário para passar à sociedade, sobretudo à dos centros urbanos, a impressão de que seus militantes são vândalos nutridos pelo comunismo e outras reflexões sociológicas geniais do gênero.

A luta do MST é, basicamente, a luta contra o latifúndio e a concentração fundiária nas mãos de uma elite predatória, violenta e vingativa. Essa é a origem de todos os problemas da sociedade brasileira desde a sua fundação, baseada em capitanias hereditárias, em 1532. Nenhum governo teve a coragem necessária, até hoje, para tomar medidas efetivas para acabar com o latifúndio e, assim, encerrar com esse ciclo cruel de concentração de terras no campo brasileiro, responsável pelo inchaço das periferias e pela violência contra trabalhadores rurais, inclusive torturas e assassinatos, com o periódico beneplácito da Justiça e das autoridades constituídas, muitas das quais com campanhas eleitorais financiadas pelos grupos interessados em manter este estado de coisas.

A luta contra o latifúndio não é a luta contra a propriedade privada, essa relação também foi contruída de forma deliberada e tem como objetivo tirar o verdadeiro foco da questão. A construção desse discurso revelou-se um sofisma baseado na a inversão dos valores em jogo, como em uma charada de um mundo bizarro: a ameaça social seria a invasão (na verdade, a distribuição) de terras, e não a concentração no campo, o latifúndio. E isso é vendido, assim, cru, no horário nobre.

É uma briga dura, difícil. Veremos se Dilma Rousseff, em cima do palanque, será capaz de comprá-la de novo.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:44 31/01/2010, de Curitiba, PR


“Tripé da criminalização é inconstitucional”, denuncia jurista em ato
Por Igor Felippe Santos

O ato contra a criminalização dos movimentos sociais reuniu mais de 300 ativistas do movimento popular, sindical e estudantil, que lotaram a sala João Neves da Fontoura (Plenarinho), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na noite desta quinta-feira (28/1), durante o Fórum Social Mundial. A manifestação denunciou a ofensiva da direita contra as lutas de trabalhadores organizados por direitos sociais, que se intensificou nesta semana com a prisão de nove militantes do MST no interior de São Paulo.

O jurista Jacques Távora Alfonsin, procurador do Estado do Rio Grande do Sul aposentado, denunciou que o processo de criminalização se sustenta em um tripé inconstitucional, formado por vigilância, controle e correção. Segundo ele, as polícias e as grandes empresas andam de mãos dadas no processo de perseguição dos militantes sociais. “Nunca houve neste país uma ligação tão íntima entre o aparelho policial e o poder econômico”, afirmou. Depois do processo de vigilância, o Poder Judiciário passa a autorizar formas de controle, que são legitimados por uma campanha dos meios de comunicação de massa para tachar os militantes como criminosos.

Para o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, o ataque a uma série de organizações do movimento social, sindical e estudantil demonstra que o alvo da ofensiva dos setores conservadores é a classe trabalhadora. “Quando atacam um sem-terra, um pequena produtor ou um metalúrgico atacam a nossa classe”, disse Quintino. “Precisamos ter cada vez mais unidade para rechaçar esses ataques”.

O integrante da coordenação nacional do MST, João Pedro Stedile, acredita que as forças de direita passaram a utilizar com mais intensidade os instrumentos que têm maior controle, depois da eleição do presidente Lula. Para ele, os principais instrumentos da direita são o Poder Judiciário, o Poder Legislativo e os meios de comunicação de massa. “Querem criminalizar toda a luta social”, afirma.

“O presidente do STF [Gilmar Mendes] é o porta-voz do comitê central da direita brasileira”, disse João Pedro. Por isso, Mendes entra no cenário político para dar opiniões consideradas anti-populares fora dos autos sobre uma série de temas.

João Pedro avalia também que os meios de comunicação atuam para “criar uma influência na opinião pública para justificar a repressão”. Um exemplo é a cobertura da prisão de nove trabalhadores rurais ligados ao MST na região onde foi realizado um protesto contra grilagem de terras pela transnacional Cutrale.

Enquanto a Rede Globo vem fazendo matérias diariamente sobre as prisões, não deu atenção para os resultados da Operação Fanta, da Polícia Federal, que tem provas de que a Cutrale e outras empresas formaram um cartel e passaram a definir preços e datas de compra de laranja de produtores, desrespeitando as regras do mercado.

Participaram também do ato o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan (PT), o deputado estadual Dionilson Marcon (PT), o ativista da Via Campesina Daniel Pascual (Guatemala), a militante da Frente Nacional de Resistência Popular de Honduras Lorena Zelaya e o ativista francês Christophe Aguiton (ATTAC).
Enviada por MST, às 13:05 31/01/2010, de São Paulo, SP


Secretaria da Defesa Social tem pior desempenho na gestão Richa
Guardas Municipais de Curitiba realizaram vários protestos por melhores condições de trabalho

A culpa sempre será do mordomo. Esta é a máxima que vale na administração do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), que ontem divulgou a avaliação das metas estipuladas pelo sistema de contratos de gestão.

Esse modelo de contrato de gestão foi importado pelo “prefeitaço” da administração do governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido). A tarefa de implantar o sistema em Curitiba coube ao ex-secretário Municipal de Planejamento, deputado Alceni Guerra (DEM). Alceni era secretário da Educação no governo Arruda.

Pois bem. A Secretaria da Defesa Social, comandada pelo coronel Itamar dos Santos, foi o órgão que teve o pior desempenho dentre as demais secretarias. Pelo sistema demotucano a culpa é somente do secretário. O “prefeitaço” não tem responsabilidade alguma no pífio resultado na área de segurança.

É fato que a pasta do mordomo, digo, do coronel Itamar, passou por vários perrengues ao longo de 2009. A Guarda Municipal fez protestos porque perdeu homens para o crime e a corporação reivindica melhores salários, mais treinamentos e equipamentos, enfim, continua a pedir socorro à administração tucana.

No ano passado, a prefeitura de Curitiba não conseguiu celebrar o contrato do Pronasci (Programa Nacional de Segurança com Cidadania) com o Ministério da Justiça. Coisa de R$ 5,6 milhões para treinar a Guarda Municipal. Mas quem paga o pato é o mordomo, que nesta hora é quem está sendo fritado publicamente. Segundo dados da própria prefeitura da capital, o objetivo da Secretaria da Defesa Social era diminuir em 5% as ocorrências de danos ao patrimônio público. No entanto, esses números aumentaram. De 2008 para 2009, os atos de vandalismo subiram de 796 para 883.

Os guardas municipais curitibanos, que mostraram personalidade e dignidade no ano que passou, desconfiam que essa “reprovação” pode ser uma espécie de retaliação à combatividade da tropa. Com a palavra o Sindicato dos Servidores Municipais (Sismuc).
Enviada por Vera Amrstrong, às 12:17 31/01/2010, de Curitiba, PR


Números do FSM 10 anos Grande Porto Alegre
DADOS GERAIS DO FSM 10 ANOS GRANDE PORTO ALEGRE

27.350 Inscritos (Geral)

35.000 participantes nas atividades

915 Atividades (Conferências, Seminários e Oficinas)

15,1% dos participantes estrangeiros

Total de 39 países presentes

59,3% de inscritos mulheres

40,7% de inscritos homens

34% com renda inferior a U$ 500

12% com renda acima de U$ 2.500

27 atividades culturais (shows, teatros, mostras, saraus)

112 músicos (nacionais e internacionais)

250 jornalistas credenciados – de 15 países

Vale lembrar que não se pode comparar os números deste evento comemorativo dos 10 anos do Fórum Social Mundial de Porto Alegre com as edições anteriores, que ocorriam anualmente de forma centralizada na capital gaúcha.

A partir de 2005 o evento centralizado do FSM passou a ser bi-anual. A última edição centralizada do FSM aconteceu em Belém em 2009 e a próxima será em Dakar, em janeiro de 2011.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:19 29/01/2010, de Curitiba, PR


O que Lula falou no FSM e a Big Mídia não ouviu
Por Renato Rovai

Estive no Gigantinho assistindo a intervenção do presidente Lula no Fórum Social Mundial que acontece em Porto Alegre. Fiz a cobertura ao vivo pelo meu twitter (renato_rovai). Hoje lendo a cobertura dos portais e de alguns jornais vi que só uma pequena parte do que foi dito ali está publicado. Então, complemento por aqui a cobertura, digamos, um tanto míope da nossa Big Mídia, filha adotiva da lógica Big Mac (todos os veículos que tratam informação como mercadoria são iguais em qualquer parte do mundo).

Para fazer diferente da Big Mídia, vou contar a história de traz pra frente. Começando pelas despedidas e terminando pela primeira fala do presidente.

Não, amigos, não busco imitar Machado em Memórias Póstumas de Brás Cubas, que começou o contar da novela pelo cabo e não pelo intróito. Sei que Machado é inimitável.

1 - Lula acabou o discurso agradecendo ao movimento social pela solidariedade que teve com ele e com o governo dele.

2 - Lula diz que o Fórum deve continuar lutando pela utopia do impossível. “Porque a única coisa impossível para quem crê em Deus é Ele pecar”

3 - Lula diz que vai tornar o processo das conferências em lei. “Farei isso para que a sociedade continue sendo ouvida. “Porque tem político que parece ter três bocas e um ouvido só. Eles não querem ouvir a sociedade.”

4 - Lula recorda de quando recebeu portadores de hanseniase no Paláciodo Planalto e da emoção que foi beijar cada um dos 100 que lá estavam.

5 - Lula diz que tem muito orgulho de ter colocado todos os movimentos sociais no Palácio do Planalto.

6 - Lula diz que no próximo FSM estará nele, como ex-presidente.

7 - Lula fala da Conferência da Comunicação e diz que teve empresário que não foi. Mas os que foram viram que “lá ninguém morde ninguém”.

8 - Lula pede que este FSM aprove como deliberação 1 ano inteiro de solidariedade do movimento altermundista ao Haiti.

9 – “Não vamos aceitar que ninguém mais coloque seu dedo sujo de óleo diesel no nosso combustível limpo para nos dizer o que devemos fazer.”

10 - Ninguém precisa nos ajudar a limpar a nossa sujeira. Cada um que trate de limpar a sua.”

11 – “Não é justo que um país que está poluindo o mundo há 200 anos pague da mesmo forma que outro que polui há 2 anos.”

12 - Lula diz delegação brasileira foi pra Copenhagem com a proposta mais séria de todas as delegações. E pegou países ricos de surpresa

13 - Lula lembra que a Embrapa foi para Gana, na África, e hoje já se sabe que o solo africano é semelhante ao do Centro Oeste brasileiro. Que pode produzir soja, por exemplo.

14 - Lula diz que a solidariedade brasileira não é só ao Haiti. Que o Brasil também tem hoje outra política com a África.

15 - Lula diz que é enorme o número de brasileiros querendo ir como voluntários ao Haiti. Mas que não há como liberar a ida deles por conta da situação.

16 –“No Haiti estamos ensinando ao mundo como uma força de paz deve atuar, sem ingerência no governo local.”

17 - Lula diz que vai a Davos dizer que depois de seu governo o país não deve mais pro FMI. Ao contrário, o FMI é que deve 14 bi ao Brasil

18 - Lula diz que Davos não tem o mesmo glamour, mas que vai lá pq tem o que dizer pra eles.

19 - Lula fala das conferências, cita a do LGBT e diz que tem gente que acha que democracia é um pacto de silêncio, quado é pra ouvir todos.

20 – “Quanto mais a gente fizer, mas as pessoas reivindicam. Tem gente que acha isso ruim. Eu acho que esse é o nosso papel no governo.”

21 - Lula diz que no primeiro FSM ele não sabia, mas hoje sabe que há grande diferença entre o sonho possível e o que é possível fazer no governo.
Enviada por Almir Américo, às 17:58 29/01/2010, de São Paulo, SP


Drenagens e desassoreamento do rio Tietê não são feitos desde 2005
Governo do PSDB/DEMo:
Drenagens e desassoreamento do rio Tietê não são feitos desde 2005

Por Luis Nassif (http://colunistas.ig.com.br/luisnassif)

A velha mídia foge o quanto pode do encontro com a verdade. Mas não haverá como fugir para sempre. Desde 2005 não são feitas dragagens ou desassoreamento no rio Tietê. O investimento de décadas, mais de um bilhão de dólares no rebaixamento da calha do Tietê, foi jogado fora nesses quatro anos sem desassorear o rio.

Um dado crucial para o bem estar, a segurança e a vitalidade econômica da cidade – manter o rio desassoreado – foi ignorado pelos governantes.

Pergunta-se: como é que fica?

Não se trata de um erro banal de planejamento, mas de descuido em relação a um ponto estratégico na vida da cidade: o rio Tietê.

Quantas vezes esses fato foi analisado nas reuniões de secretariado do governo? O que aconteceu com o processo de licitação, depois que foi interrompido por liminares dos concorrentes?

Se não constava do decreto a permissão para a empresa vencedora vender as areias do rio – o que alterava completamente o plano de negócios e a proposta financeira -, porque não se anulou e se procedeu a uma licitação de emergência? Foram quatro anos sem nada fazer, sabendo que a cada ano a situação se tornaria mais crítica.

O governo do Estado confiou na sorte, apostou na probabilidade de não haver chuvas maiores, para justificar sua inação frente o problema.

E agora?

Quem responde pelas mortes, pela paralisação da cidade, pelos bens perdidos, pelas casas inundadas?

De quem é a responsabilidade?

Do DAEE (Departamento de Água e Energiaa Elétrica) que não alertou o governo do Estado?

Do governo, que preferiu guardar o dinheiro para obras de maior visibilidade?

Houve alertas do DAEE que não foram considerados? Ou a equipe do DAEE não cumpriu com suas obrigações funcionais, deixando a população exposta?

" O homem contemporâneo precisa retomar a preguiça, como estratégia de resistência." - de Scarlett Marton, conceituada professora de Filosofia Contemporânea da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP)
Enviada por Almir Américo, às 17:53 29/01/2010, de São Paulo, SP


As centrais sindicais e o exemplo do Chile
Novo PAC vai prever parcerias para evitar enchentes

O novo Programa de Aceleração do Crescimento, que será anunciado em março, vai privilegiar a realização de obras nas regiões metropolitanas e criará oportunidades de parcerias para que os governos federal, estaduais e municipais combatam, por exemplo, a ocorrência de enchentes nas periferias, afirmou ontem o presidente Lula.

“Não é possível que a cada mês de janeiro, fim de dezembro e Carnaval a gente veja cidades inteiras ruírem por conta d”água”, observou Lula, em São Paulo, durante a inauguração da nova sede do Sindicato estadual dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação.

Lula evitou responsabilizar prefeitos ou governadores pelas tragédias que assolaram centenas de cidades do Sudeste e do Sul nos últimos dois meses, mas afirmou que é preciso que os governantes assumam responsabilidades.

“Não sou daqueles que culpam as pessoas com facilidade. Muitas vezes, existe culpa gerencial, porque se sabe onde vai encher e se poderia resolver, mas a gente sabe também que é uma coisa que custa muito caro e, portanto, não vou jogar pedra em nenhum prefeito ou governador. Eu acho que é uma coisa em que se tem que assumir compromissos conjuntos. Não é um problema de ninguém. É um problema nosso”, afirmou.

Ao fim de uma tarde em que ele e a ministra Dilma Rousseff se encontraram com o governador paulista e pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, durante evento em Campinas, Lula evitou qualquer referência direta à sucessão de ataques que o comando do PSDB vem fazendo ao PAC. Preferiu reagir veladamente a uma das críticas tucanas – a de que o PAC é improvisado.

“Eu penso que a cara do Brasil vai mudar muito com o PAC 2. E quem vier depois de mim - e eu, por questões legais, não posso dizer quem é, e espero que vocês adivinhem – já vai encontrar um programa pronto com dinheiro no orçamento”, disse Lula.

UNIDADE POR DILMA

A ministra Dilma Rousseff foi saudada pelos sindicalistas como sucessora do presidente. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados, Antonio Neto, ladeado pelos presidentes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, e da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), disse que os trabalhadores não vão permitir um retrocesso nas eleições deste ano.

“Nós não recuaremos do momento em que estamos. Não cederemos um milímetro”, afirmou Neto. E prosseguiu:

”O exemplo do Chile nos alertou: a esquerda dividida perde a eleição; a esquerda unida ganha a eleição. Nós vamos fazer uma unidade ímpar e vamos eleger o sucessor do presidente da República que possa dar continuidade ao compromisso que ele tem. E as centrais já têm um nome, presidente, e esse nome é Dilma Rousseff. Isso é unânime nas centrais. As centrais já decidiram. Não vamos permitir o retrocesso.”
Enviada por Almir Américo, às 17:35 29/01/2010, de São Paulo, SP


Lula chama todo mundo na xinxa e cobra seriedade dos usineiros
O presidente Lula criticou hoje, em Campinas (SP), os usineiros pelos recentes aumentos no preço do etanol

"Quero dizer que não pode ser assim. O álcool quase acabou nesse País porque não houve seriedade e não houve ajuste de conduta entre empresários, governo e a indústria automobilística. Se quisermos fazer do etanol a matriz energética deste País, precisamos ter seriedade."

A declaração foi dada durante evento que marcou a assinatura de convênio entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE).

"É no momento em que o álcool está subindo de preço que os empresários argumentam que, como houve excesso de chuvas, houve impossibilidade de cortar 60 milhões de toneladas de cana plantada", disse.

"Quando o álcool está com bom preço, vocês são empresários energéticos, e quando o açúcar fica com bons preços, viram empresários da agricultura", criticou.

Lula disse "que a história vai mostrar que quem levantou a frota verde foram os trabalhadores, quando, em 1990, incentivamos que os governantes comprassem carros a álcool".

"Hoje não existe no mundo ninguém que venha dar lição no Brasil sobre questão ambiental e clima. Se quiser dar, primeiro faça a lição de casa", concluiu.
Enviada por Almir Américo, às 21:33 22/01/2010, de São Paulo, SP


SEAT: Sindicatos divulgam manifesto conjunto a tod@s @s trabalhador@s
Comunicado Conjunto de todos os Trabalhadores

O plano lançado pelo novo presidente da SEAT é um ponto de interrupção da paz social nas relações de trabalho nesta empresa, termine como termine o conflito e, portanto, está errado do começo ao fim.

A empresa mentiu com o propósito de dividir a sociedade e os trabalhadores, aumentando o medo que, infelizmente, arraigou-se entre os trabalhadores e que, entre nós, vamos erradicar.

Queremos expressar a todos os trabalhadores que ninguém deve se confundir, a direção da empresa, utilizando-se de uma forma maquiavélica, está demitindo trabalhadores protegidos por nossa convenção coletiva (sendo uma grande minoria gestores) para logo depois recrutar outras pessoas em seus lugares. Que ninguém dúvide de que agora mesmo somos o laboratório da ANFAC e da Patronal, afetando o próximo pacto social que parece inevitável e necessário para a patronal. Estamos vivendo a transformação da livre demissão em demissão mais livre ainda.

Os trabalhadores afetados são da manutenção, processos, ferramenteiros na Zona Franca, logística, qualidade e pessoal TAS e até onde sabemos até agora, apenas cinco diretores.

Sendo em si duro o que aconteceu em 2005, desta vez não há opções de retorno. O argumento para a demissão é o "baixo rendimento", algo que constatamos ser falso, fechará muitas possiblidades de encontrar um novo emprego.

Até o presente momento, a direção, descumpre vários aspectos da legislação em vigor. Aspectos denunciados pela Representação Social. -Demitir um Trabalhador por um suposto baixo rendimento sem provas.

- Não informar ao Comitê nem às Seções Sindicais sobre as pessoas afetadas pela decisão da empresa.

- Colocar em risco a segurança dos trabalhadores, como os acontecimentos no prédio corporativo na segunda-feira, quando fecharam o acesso ao mesmo, tanto de entrada como saída. Portas acorrentadas e pessoal de segurança nelas.

- Colocar em risco a saúde dos trabalhadores ao fazê-los pensar durante 10 dias que serão demitidos.

Na Zona Franca, depois de 2 dias de greve, na tarde de terça-feira, houve uma reunião entre a Comissão dos Trabalhadores nesta planta e o presidente da SEAT, onde se chegou ao compromisso de reintegração imediata dos demitidos e a paralização imediata de qualquer outra medida traumática.

Em Martorell, fizemos mobilizações durante 2 dias com o pessoal afetado, que espontaneamente e com o respaldo unitário dos sindicatos respondeu ao ataque empresarial, o que levou à reuniões com direção da empresa, onde a posição da mesma continua a ser a de manter as demissões apresentadas. Por isso temos que manter nossa luta até que consigamos a retirada de todas as demissões. Neste momento que redigimos este comunicado a Representação Social está reunida com o presidente da empresa para continuar a negociação. Ainda que esperemos um resultado favorável, manteremos nossas mobilizações e convocações, que são:

- Greve de 24h, com piquetes informativos na segunda-feira.

- Concentração em frente ao Departamento de Trabalho. (Rua Sepulveda, 146-148), às 10h
, para envolver o governo da mesma forma que esteve na negociação do congelamento de salários na "conquista" da produção do modelo Audi Q3 pela SEAT.

O Comite Sindical exige a a reintegração dos trabalhadores demitidos; o congelamento do restante das demissões; e que se abra, em todo caso, um processo de negociação onde nós possamos discutir aposentadorias, não só para o grupo de trabalhadores indiretos, mas também para os diretos.

Estamos diante de um atentado a todos os Trabalhadores que pode criar um precedente. Caso saia de acordo ao planejado, todos os trabalhadores estarão expostos às demissões e a empresa terá mais facilidades para pressionar e demitir.Se a empresa não readmitir os Trabalhadores demitidos, devemos avançar com ações mais contundentes e mais unitárias.

UGT - Comissão Executiva, Seção Sindical, Fábrica de Martorell

CC.OO. - Seção Sindical de CC.OO, Grupo SEAT

CGT - Seção Sindical, Grupo SEAT, Fábrica de Martorell
Enviada por Pedro Jimenez, às 18:32 22/01/2010, de Barcelona, Cataluña


SEAT: Sindicatos divulgan manifesto conjunto a tod@s l@s trabajador@s
COMUNICADO CONJUNTO A TODA LA PLANTILLA

El plan iniciado por el nuevo presidente supone un punto de ruptura de la paz social en las relaciones laborales en esta empresa, termine como termine el conflicto, y por tanto se equivoca de principio a fin.

La empresa mintió a propósito para dividir a la sociedad y a la plantilla, aumentando el miedo que desgraciadamente se ha enquistado entre los trabajadores' y que entre todos vaI]1os a erradicar.

Queremos manifestar a todos los trabajadores que nadie se debe confundir, la dirección de esta empresa está despidiendo a trabajadores de convenio (siendo una gran minoría los directivos), utilizando además una forma maquiavélica, para luego contratar a otros en su lugar. Que nadie dude tampoco que ahora mismo somos el laboratorio de ANFAC y de la Patronal, afectando este precedente al próximo Pacto Social que parece inevitable y necesario para la patronal. Estamos viviendo la transformación del despido libre al despido más libre.

Los afectados; trabajadores de mantenimiento, procesos, matriceros en Zona Franca, logística, calidad, personal TAS y que conozcamos hasta la fecha solo cinco directivos.

Siendo de por sí duro lo ocurrido en el 2005, esta vez no hay opciones de retomo, la argumentación del despido "bajo rendimiento" algo que hemos constatado como falso, cerrará muchas puertas laborales.

A día de hoy, la dirección, incumple en innumerables aspectos la legislación vigente. Aspectos denunciados por la Representación Social.

-Aplica unos despidos por un supuesto bajo rendimiento sin demostrarlo.

-No informa al Comité ni a las Secciones Sindicales del personal afectado.

-Pone en riesgo la seguridad de los trabajadores, como los hechos ocurridos en el Edificio corporativo el lunes pasado, donde se cerró el acceso al mismo, tanto de entrada como de salida. Puertas encadenadas y personal de seguridad en las mismas.

- Pone en riesgo la salud de los trabajadores, al tenerlos 10 días pensando en que van a ser despedidos.

En Zona Franca tras 2 días de paro continuado, el martes por la tarde, se produjo una reunión con el comité de este centro y el presidente de SEA T, en la misma se llegó al compromiso de la reincorporación inmediata de los despedidos y la paralización de cualquier otra medida traumática.

En Martorell, llevamos 2 días de movilización con la plantilla afectada, que espontáneamente y con el respaldo unitario de los sindicatos ha respondido a la agresión, y que ha propiciado reuniones con la direccron, donde la postura de la empresa continua siendola de mantener la mayoría de los despidos presentados, por ello tenemos que mantener la lucha hasta conseguir la retirada de todos los despidos. En estos momentos en que redactamos el comunicado la Representación Social está reunida con el presidente para continuar con la negociación. Pese a que esperamos que haya un resultado favorable seguimos manteniendo las convocatorias ya presentadas que son:

- Huelga de 24h con piquetes informativos para el próximo lunes.

- Concentración frente al Departament de Treball. (CI Sepúlveda 146-148) a las 10h,
para involucrar a la Administración como lo estuvo en la congelación y adjudicación del Q3.

Desde el Comité de Empresa exigimos la readmisión de los trabajadores afectados. La paralización del resto de despidos y que se abra en todo caso un proceso de negociación donde podamos hablar de jubilaciones, no solo para el colectivo de trabajadores indirectos si no también para el de directos

Estamos ante un atentado haci a TODA LA PLANTILLA, si esto le sale bien , se creará un precedente; donde todos los trabajadores estamos expuestos a que nos pueda pasar lo mismo y que la empresa tenga más facilidades para presionar y despedir. Si la empresa no readmite a los trabajadores despedidos, deberemos avanzar en acciones más contundentes más unitarias.

UGT - Comissió Executiva, Secció Sindical, Fábrica Martorell

CC.OO. - Sección Sindical de CC.OO, Grupo SEAT

CGT - Secció Sindical, Grup SEAT, Fábrica de Martorell
Enviada por Pedro Jimenez, às 17:29 22/01/2010, de Barcelona, Cataluña


AB-Inbev recua e suspende demissões na Bélgica
Na quinta-feira, 21 de janeiro de 2010, os Trabalhadores na cervejaria AB-Inbev (*) em Leuven, Hoegaarden e Liège conseguiram uma grande vitória: a direção da empresa retirou todos os planos de demissão por tempo indefinido na Bélgica

No início do mês, a Inbev afirmou que planejava cortar cerca de 10% da força de trabalho na Bélgica, que soma 2,7 mil empregados, para reduzir custos e adequar a produção à queda na demanda.

As greves e bloqueios das fábricas da AB-InBev por mais de 14 dias estavam levando ao desabastecimento de cerveja no mercado local e causando um grande prejuízo para a imagem de Carlos Brito, o brasileiro que é o presidente mundial da companhia.

A opinião pública local não aceita que Brito venha a receber 80 milhões de Euros, na condição de bônus pessoal, caso seja capaz de reduzir as dívidas da Inbev até 2013. É evidente que Brito deseja pagar as dívidas da empresa às custas dos Trabalhadores, socializando o ônus e privatizando o bônus.

É a mesma cultura de lucro rápido, própria do setor financeiro, que Brito trouxe para a cervejaria desde que chegou ao comando da AB-InBev.

(*) A AB-InBev ou Anheuser-Busch InBev é a maior cervejaria do mundo, resultante da compra da norte-americana Anheuser-Busch pela transnacional belgo-brasileira InBev. A InBev, por sua vez, foi criada a partir da fusão entre a belga Interbrew e a brasileira AmBev - resultante da compra da Antártica pela Brahma.
Enviada por Dirk Ameel, às 10:36 22/01/2010, de Leuven, Bélgica


Direitos humanos: Agora o PiG tenta fazer de conta que não pediu o Golpe de Estado!
O artigo de Luis Fernando Veríssimo foi publicado por "O GLOBO" em 21/01/2010.
É como se este jornal, assim como os demais membros do PiG não tivessem tentado criar uma crise militar semanas atrás e não estivessem clamando pelo Golpe de Estado...
É muito desrespeito a inteligência de seus leitores...

Planos e direitos

Só li do tal Plano Nacional de Direitos Humanos o que saiu, em fragmentos, nos jornais. Se entendi bem, o que eu duvido, este plano é uma versão revisada de um anterior, que por sua vez era uma revisão de um mais antigo. O que sugere que ou o novo plano altera radicalmente as propostas dos outros ou o escândalo que se faz com ele é indefensável. Por que o escândalo, e só agora? Pelo que li, não são grandes as diferenças entre o terceiro plano e os dois anteriores, inclusive o que é dos tempos do Fernando Henrique.

E não há discrepância entre suas propostas e o que está em discussão, hoje, no resto do mundo civilizado. Coisas como a descriminalização do aborto e o casamento de gays são debates modernos, mesmo que não impliquem em mudanças imediatas. A proibição de símbolos religiosos em repartições públicas é consequência lógica do velho preceito da separação de igreja e estado, que não deveria melindrar mais ninguém — pelo menos não neste século. A ideia de novos anteparos jurídicos para mediar os conflitos de terra é de uma alternativa sensata para a violência de lado a lado. E a obrigação de proteger os direitos e a integridade de qualquer um da prepotência do estado e do excesso policial, alguém é humanamente contra? O novo plano peca pela linguagem confusa e inadequada, em alguns casos. A preocupação com o monopólio da informação de grandes grupos jornalísticos, e com a qualidade da programação disponível, também é comum em todo o mundo.

Muitos países têm leis e restrições para enfrentar a questão sem que configurem ameaças à liberdade de opinião e de expressão. E sem sugerir o controle de redações e o poder de censura que o tal plano — em passagens que devem ser imediatamente cortadas, e seus autores postos de castigo — parece sugerir.

Sobra a questão militar. Em nenhum fragmento do plano que li se fala em anular a anistia. O direito humano que se quer promover é o do Brasil de saber seu passado, é o direito da Nação à memória que hoje lhe é sonegada. Só por uma grande falência da razão, por uma irrecuperável crise semântica, se poderia aceitar verdade como sinônimo de revanche.
Enviada por MST, às 18:28 21/01/2010, de São Paulo, SP


FSM 2010: Soberania e Segurança Alimentar e os Trabalhadores: Construindo o Outro Mundo possível
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Atividade:
Soberania e Segurança Alimentar e os Trabalhadores: Construindo o Outro Mundo Possível

Local:
FTIA-RS, Rua Jerônimo Coelho, 303, Centro, Porto Alegre

Data:
26.01.2010

Horário:
14:00 h

Car@s Companheir@s,

Entre dos dias 25 e 29 de janeiro de 2010 acontecerá o Fórum Social Mundial 10 anos Grande Porto Alegre.

TIE-Brasil e parceiros nacionais e internacionais (* veja abaixo a lista completa) promoverão a atividade Soberania e Segurança Alimentar e os Trabalhadores: construindo o outro mundo possível, no dia 26 de janeiro de 2010 a tarde, na sede da FTIA-RS - Federação da Alimentação do Rio Grande do Sul, onde também lançaremos um DVD produzido pela FTIA-RS, TIE-Brasil e Quem TV.

Também participaremos do Seminário Internacional "10 Anos depois: desafios e propostas para um outro mundo possível", que acontecerá nas manhãs de todos os dias no período de 25 a 29 de janeiro de 2010 na Usina do Gasômetro.

No dia 28 de janeiro de 2010, também a tarde, nossa parceira a FTIA-RS realizará um seminário sobre Saúde Laboral.

Em nossa atividade auto-gestionada debateremos a questão da Soberania e Segurança Alimentar sob distintos aspectos.

Os companheiros do NPC - Núcleo Piratininga de Comunicação e Quem TV debaterão o tema sob o ângulo da comunicação, ou seja, como os sindicatos e os Trabalhadores podem fazer este debate com a sociedade, o que ele significa para a classe trabalhadora e como comunicá-lo através de nossa imprensa sindical.

Companheiros do MST abordarão o tema sob o ponto de vista do produtor rural, principalmente dos assentados, que já estão produzindo alimentos orgânicos e enfrentam as dificuldades criadas pelo mercado capitalista e suas "certificações".

O pessoal que trabalha na Indústria de Alimentação falará sob o ponto de vista da categoria super-explorada que faz a transformação e industrialização dos alimentos que chegam a mesa dos Trabalhadores (e consumidores em geral) nas cidades.

Os Trabalhadores de outras categorias que vivem em cidades, querem e precisam de alimentos baratos. Os produtores rurais querem vendê-los o mais caro possível. E os trabalhadores na indústria de alimentação querem ter salários e condições de trabalho dignas de sua importância na cadeia produtiva, mas ficam espremidos no meio de interesses tão diversos entre consumidores e produtores.

Mas serão realmente tão diversos os nossos interesses? Quem são os inimigos e quem são nossos aliados?

Queremos discutir estas contradições para encontrar os pontos que nos permitam lutar por nossa Soberania e Segurança Alimentar onde todos ganhem. E isso tem tudo a ver com a realidade, com o dia-a-dia, com a saúde, de todas as categorias profissionais, de tod@s @s Trabalhador@s. É um tema transversal que atinge a tod@s nós.

Esperamos contar com vossa participação em nossa atividade, assim como das demais atividades programadas para este FSM 2010 em Porto Alegre, pois estamos seguros que vocês ajudarão a enriquecer os debates.

Nos encontramos em Porto Alegre.

Equipe de TIE-Brasil

(*) Organizadores da Atividade:
TIE-Brasil, TIE-Chile, TIE-Holanda, TIE-Iberico, FTIA-RS - Federação dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação do Rio Grande do Sul e sindicatos filiados, NPC - Núcleo Piratininga de Comunicação (Rio de Janeiro), Quem TV (Curitiba), TEL - Taller de Estudios Laborales (Argentina), MST, CJM- Coalizão pró Justiça nas Maquiladoras e RMS - Rede de Mulheres Sindicalistas (México), Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté
Enviada por TIE-Brasil, às 16:31 21/01/2010, de Curitiba, PR


FSM 2010: Soberania y Seguridad Alimentária y los Trabajadores: Construyendo el otro mundo posible
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Actividad:
Soberania y Seguridad Alimentária y los Trabajadores: Construyendo el otro mundo posible

Local:
FTIA-RS, Rua Jerônimo Coelho, 303, Centro, Porto Alegre

Fecha:
26.01.2010

Horário:
14:00 h

Car@s Compañer@s,

Entre los días 25 y 29 de enero de 2010 ocurrirá el Foro Social Mundial 10 años Grande Porto Alegre.

TIE-Brasil y parceros nacionales e internacionales (* mire la lista abajo) promoverán la actividad Soberania y Seguridad Alimentar y los Trabajadores: construyendo el otro mundo posible.

En nuestra actividad auto-gestionada vamos a debatir la cuestión de la Soberanía y Seguridad Alimentaria en diferentes aspectos.

En la tarde, del día 26 de enero, en la sede de FTIA-RS - Federación de Alimentación de Rio Grande do Sul, haverá el lanzamiento del DVD producido por FTIA-RS, TIE-Brasil y Quem TV.

En el día 28 de enero, por la tarde, nuestra parcera la FTIA-RS realizará un seminário sobre Salud Laboral.

También participaremos del Seminário Internacional "10 Años despues: desafíos y propuestas para un otro mundo posible", que ocurrirá en todas las mañanas entre los dias 25 a 29 de enero de 2010 en la Usina do Gasômetro.

Las personas de NPC - Núcleo Piratininga de Comunicación y Quem TV debateran el tema comunicación, como los sindicatos y Trabajadores pueden hacer este debate con la sociedad, lo que significa para la clase obrera y cómo comunicarse a través de nuestra prensa sindical.

Compañeros de MST discutiran el tema desde la perspectiva del productor rural, principalmente de los asentados, que ya estan produciendo alimentos.

Los Trabajadores de la Industria de Alimentación hablaran desde el punto de vista de la categoría super-explotada, que hace la transformación e industrialización de los alimentos que llegan a la mesa de los Trabajadores (y consumidores en general) en las ciudades.

Los Trabajadores de otras categorías que viven en ciudades, quieren y necesitan de alimentos baratos. Los productores rurales quieren venderlos lo más alto posible; y los trabajadores en la industria de alimentación quieren tener sueldos y condiciones de trabajo dignas de su importancia en la cadena productiva, pero quedanse apretados entre intereses tan diversos entre consumidores y productores.

Pero, ¿Son realmente tan diferentes nuestros intereses? ¿Quiénes son los enemigos y que son nuestros aliados?

Se discuten estas contradicciones para encontrar los puntos que nos permitan luchar por nuestra soberanía y seguridad alimentaria donde todos ganen. Esto tiene todo que ver con la realidad, con el día a día, con la salud de todas las categorías profesionales, de tod@s l@s Trabajador@s. És un tema transversal que afecta a tod@s.

Esperamos vuestra participación en nuestras actividades, así como las demás actividades previstas para este FSM 2010 en Porto Alegre, por que estamos seguros que ayudarán a enriquecer los debates.

Nos vemos en Porto Alegre.

Equipe de TIE-Brasil

(*) Organizadores de la Actividad:
TIE-Brasil, TIE-Chile, TIE-Holanda, TIE-Iberico, FTIA-RS - Federação dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação do Rio Grande do Sul e sindicatos filiados, NPC - Núcleo Piratininga de Comunicação (Rio de Janeiro), Quem TV (Curitiba), TEL - Taller de Estudios Laborales (Argentina), MST, CJM- Coalizão pró Justiça nas Maquiladoras e RMS - Rede de Mulheres Sindicalistas (México), Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté
Enviada por TIE-Brasil, às 16:17 21/01/2010, de Curitiba, PR


Prefeito paulistano diz que os planos estão dando certo. Quanta honestidade!!!
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, pede a população da cidade para ficar tranquila, pois "os planos estão dando certo".

Quanta honestidade, hein, sr. Kassab?

Afirmar isso depois de manter alagados por mais de um mês os bairros onde mora a população pobre e deixar cinco mortos só nesta semana é ser honesto demais.

O plano é o de livrar São Paulo dos pobres e dos migrantes, usando uma catástrofe como desculpa. É disso que o senhor fala, né, sr. Kassab. É esse o plano que está dando certo.

Obrigado, sr. prefeito, pela sinceridade...

Os demo-tucanos são competentes, não há dúvidas. Na arte de ferrar o pobre...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:03 21/01/2010, de Curitiba, PR


Direitos Humanos: O Macaco não soube esconder o rabo
Por Fábio Konder Comparato
Do Correio Caros Amigos

Há algo surpreendente (para dizer o mínimo), com todo esse estardalhaço a respeito do III Programa Nacional de Direitos Humanos, que o governo Lula acaba de apresentar. Quase todos os pontos acerbamente criticados por militares, latifundiários e donos de empresas de comunicação, já constavam dos dois programas anteriores, elaborados e aprovados pelos sucessivos governos de Fernando Henrique Cardoso.

E mais: nos dois programas precedentes, vários desses pontos polêmicos continham propostas mais fortes e abrangentes do que as constantes do atual programa. Ora, os programas de Direitos Humanos aprovados pelo então presidente Fernando Henrique, em 1996 e 2002, passaram praticamente despercebidos na imprensa, no rádio e na televisão.

Como explicar, então, toda a bulha suscitada pelo programa do governo Lula, com conflitos públicos entre ministros e acusações de desestabilização da ordem constitucional vigente, para desembocar no vergonhoso acordo negociado entre o presidente e a oposição?

Não é preciso ter o olfato aguçado, para sentir em tudo isso o fedor eleitoral. Afinal, já entramos, neste ano da graça de 2010, no único período ativo da classe política. Mas façamos as comparações acima enunciadas.

Conflitos no campo e reforma agrária O programa Lula não contém nenhuma proposta de mudança legislativa e, menos ainda, constitucional, a esse respeito. Limita-se a falar em fortalecimento da reforma agrária, e em atualização dos índices de utilização da terra e de eficiência na exploração. Tais índices foram fixados em 1975, e até hoje, apesar dos sucessivos protestos dos movimentos de reforma agrária, continuam os mesmos. São eles que comprovam o fato de uma propriedade rural ser improdutiva, requisito constitucional para a sua expropriação. Ora, os grandes empresários rurais – perdão! os "agricultores", como diz o ministro Stephanes – não cessam de alardear o fato de que a agricultura capitalista aumentou brutalmente a produtividade das terras.

O primeiro programa do governo Fernando Henrique, em 1996, continha a proposta de um projeto de lei, que tornasse obrigatória a presença no local do juiz ou do representante do Ministério Público, quando do cumprimento de mandados judiciais de manutenção ou reintegração de posse de terras, que implicassem a expulsão coletiva dos seus ocupantes. Ninguém ignora que, no cumprimento desses mandados judiciais, a ação da Polícia Militar costuma provocar mortes e lesões corporais graves.

No mesmo programa de 1996, lê-se a seguinte proposta: "Apoiar proposições legislativas que objetivem dinamizar os processos de expropriação para fins de reforma agrária, assegurando-se, para prevenir violências, mais cautela na concessão de liminares".

Em 2002, sempre no governo Fernando Henrique, o II Programa de Direitos Humanos sugere apoiar "a aprovação de projeto de lei que propõe que a concessão de medida liminar de reintegração de posse seja condicionada à comprovação da função social da propriedade, tornando obrigatória a intervenção do Ministério Público em todas as fases processuais de litígios envolvendo a posse da terra urbana e rural".

Pergunta-se: onde estava então a União Democrática Ruralista (não se perca pelo nome), que não foi às ruas denunciar a subversão comunista contida nessas proposições?

Meios de comunicação de massa

Nessa matéria, a "audaciosa" proposta do programa Lula, que suscitou a indignação dos donos de jornais, rádios e televisões, foi a regulamentação do art. 221 da Constituição, o qual até hoje, transcorridos 21 anos de sua promulgação, permanece letra morta.

E o que propuseram os programas de Fernando Henrique sobre o assunto? A mesma coisa, mas com um importante acréscimo: "Garantir a imparcialidade, o contraditório e direito de resposta na veiculação de informações, de modo a assegurar a todos os cidadãos o direito de informar e ser informado".

Hoje, em razão de lamentável decisão do Supremo Tribunal Federal, não existe mais lei de imprensa no Brasil. Que eu saiba, somos o único país do mundo com esse vácuo legislativo. Ora, sem regulamentação por lei do direito de resposta nos meios de comunicação de massa, o cidadão fica inteiramente submetido ao arbítrio deles.

Revogação da lei de anistia?

O ministro da Defesa, acolitado pelos chefes das três armas militares, rasgou as vestes e pôs cinza na cabeça, ao ler a seguinte proposta do atual programa de Direitos Humanos:

"Criar Grupo de Trabalho para acompanhar, discutir e articular, com o Congresso Nacional, iniciativas de legislação propondo: revogação de leis remanescentes do período 1964-1985, que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações."

"Aí está", esbravejou o ministro, "querem revogar a lei de anistia!"

Pelo visto, os assessores do ministro imaginam que quem é suposto conhecedor de estratégia militar é também entendido em estratégia política. Erro funesto.

Ao imaginar que a citada proposta do III Programa de Direitos Humanos tem em mira a lei de anistia de 1979, a corporação militar tirou a máscara. Ela reconheceu que esse diploma legal viola os direitos humanos, e que essa violação só pode consistir no fato de a indigitada lei haver anistiado os agentes públicos, militares e policiais, que mataram, estupraram e torturaram opositores ao nefasto regime político de 1964 a 1985.

Tranquilizem-se, porém, o ministro e os chefes militares. O que o Conselho Federal da OAB propôs no Supremo Tribunal, por meio da arguição de descumprimento de preceito fundamental nº 153, não foi a revogação da lei de anistia. Aliás, em um Estado de Direito o Poder Judiciário não tem poderes para revogar leis. Objeto daquela ação é a declaração judicial de que a Lei nº 6.683, de 1979, não anistiou os autores de crimes de sangue e de violência contra opositores políticos, durante o regime militar.

É só isso. Mas isso, uma vez admitido, será a condenação definitiva da "ditabranda", tão louvada por um jornal de São Paulo.

A Comissão de Verdade

É realmente inacreditável que essa proposta do III Programa de Direitos Humanos tenha provocado tanto escarcéu, pois nesse ponto pode-se dizer que a montanha pariu um camundongo. A criação de uma comissão de alto nível, com a participação da sociedade civil, destinada a apurar as atrocidades cometidas durante duas décadas neste país, sob a responsabilidade final dos dirigentes militares, foi discutida durante anos em congressos, seminários e mesas redondas, em todo o território nacional.

A Secretaria Nacional de Direitos Humanos, afinal, fixou-se na sugestão de criar tal comissão por decreto presidencial. Mas o presidente da República, como era esperado, voltou atrás na última hora e preferiu enviar o assunto às calendas gregas; isto é, ao Congresso Nacional.

Não se esqueça que estamos em ano eleitoral, e que um eventual projeto de lei, nesse sentido, jamais será votado até o encerramento da vigente legislatura, em dezembro de 2010. Como se vê, não é preciso ter muita habilidade para capturar o ratinho, que saiu cambaleante do ventre da montanha.

Finalmente, voltando de férias, o presidente da República decidiu negociar um acordo com os críticos do III Programa de Direitos Humanos. O Programa já não é por ele aprovado, mas simplesmente "tornado público". Além disso, o presidente recomendou que os pontos polêmicos, notadamente a Comissão de Verdade, sejam abrandados.

Como se vê, de ambos os lados o macaco não soube esconder o rabo.

As classes dominantes demonstraram que sua maior arma política é a dominação empresarial dos meios de comunicação de massa. Uma democracia autêntica só pode existir quando as diferentes camadas do povo têm liberdade de se comunicar entre si. Entre nós, porém, os canais públicos de comunicação foram apropriados pela classe empresarial, em seu próprio benefício, deixando o povo completamente à margem.

O presidente da República, por sua vez, seguindo seus hábitos consolidados, resolveu abafar as disputas e negociar um acordo. Esqueceu-se, porém, que nenhum acordo político decente pode ser feito à custa da dignidade da pessoa humana.
Enviada por MST, às 09:56 16/01/2010, de São Paulo, SP


Questionário para o Serra
Por Emir Sader

1. Qual sua plataforma para se candidatar à presidência no Brasil? Fala-se muito da sua segunda candidatura, mas nada sobre o que pretenderia fazer, caso chegasse a ganhar.

2. Quem, da equipe econômica de FHC, voltaria ao governo?

3. Sua campanha reivindicará o governo FHC, de que você participou desde o começo até o final, inclusive da equipe econômica? Se não vai reivindicar, quais os erros que esse governo – da mesma aliança que lhe apóia – cometeu?

4. Depois de ter abandonado a presidência da UNE e a prefeitura de São Paulo, vai abandonar de novo um cargo público para o qual se candidatou?

5. Você chegou a cogitar Arruda para seu vice. Não tinha nenhuma idéia dos escândalos? Não considera um erro grave de avaliação?

6. O governo FHC, com sua participação, elevou a taxa de juros ao recorde de 48% no começo de 1999, medida que não foi questionada por você, que agora questiona taxas de juros quase dez vezes menores do que aquela. Estava a favor daquela medida ou, senão estava, por que se calou?

7. Os tucanos paulistas privatizaram o Banespa, venderam para o banco espanhol Santander. Você ia fazer a mesma coisa com a Nossa Caixa, aí chegou o Banco do Brasil e evitou essa privatização. Casso fosse eleito presidente, o que pretende fazer com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e outras empresas estatais que FHC não conseguiu privatizar no seu governo? E com a Petrobrás?

8. Você critica vários aspectos da política internacional do governo Lula? Quem seria teu Ministro de Relações Exteriores? Celso Lafer? Luis Felipe Lampreia? Retomará a proposta de Tratados de Livre Comércio com os EUA, no lugar da integração regional?

9. Quem seriam teus aliados regionais, no lugar dos aliados atuais do Brasil: a Colômbia de Uribe, o México de Calderón, o Chile – eventualmente – de Piñera?

10. Que privilégios voltará a ter a FSP (Força Serra Presidente), com quem você tem relações carnais?

11. O que aconteceria com o PAC, se fosse eleito presidente?

Postado originalmente no Blog do Emir Sader
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:07 15/01/2010, de Curitiba, PR


Inovação eleitoral: candidato de oposição não fará oposição a Lula e fingirá que FHC existiu
Por Paulo Henrique Amorim

Saiu na manchete do Estadão de hoje.

(Foi o único jornal do mundo que colocou o Haiti na sub-manchete !)

Serra não vai fazer oposição a Lula.

Quem vai fazer oposição a Lula é o deputado Sérgio Guerra, presidente dos tucanos.

Interessante.

É o primeiro candidato da oposição que não quer fazer oposição.

Serra tem medo do Lula.

Ele vai fugir do Lula.

E fazer de conta que FHC não foi presidente por oito anos.

E fazer de conta que ele, Serra, não foi Ministro do FHC.

Ele quer apagar FHC da História.

Porque sabe que Lula vai pendurar o FHC no pescoço dele.

Para fugir disso, Serra diz que não vai debater o passado, mas só o futuro.

Ele pensa que o Lula vai deixar: e vai discutir só o futuro.

O Serra pensa que o Lula é bobo.

O FHC também achava …
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:49 15/01/2010, de Curitiba, PR


Software Livre ganha espaço em celulares e smartphones
Talvez você nem saiba, mas aquele celular bonitão ou aquele outro popularzão, que esteja namorando, são equipados com Software livre de última geração

A Nokia, maior fabricante mundial de celulares, anunciou recentemente que abriu uma versão de sua loja de aplicativos para o aparelho de celular modelo N900, que executa o sistema operacional Linux. O sistema Linux Maemo é visto pela Nokia como crucial na disputa da empresa com o iPhone, da Apple.

A Nokia também estimula o desenvolvimento do sistema operacional usado em muitos de seus aparelhos, o Symbian, um sofwtare inicialmente proprietário que teve seu Código Fonte liberado depois a que a empresa filandesa comprou o controle acionário da Symbian e criou a Fundação Symbian responsável pelo desenvolvimento deste projeto de Software Livre.

A Google, desenvolvedora do Android - um sistema operacional livre baseado no Linux, já usado por vários produtores de celulares ao redor do mundo, lançou em parceria com a HTC o celular Nexus One com Android.

A Motorola participa ativamente do desenvolvimento e distribuição de celulares baseados em Linux. Desde o inovador telefone A1200 MOTOMING, na categoria telefone popular, aos recentes e potentes aparelhos inteligentes multimídia (smartphones), tais quais o MOTOROKR E8 e MOTOZINE ZN5, a Motorola já comercializa mais de 10 modelos diferentes equipados com Linux e tem provado que o Software Livre permite experiências de consumo atraentes.

O Linux é atrativo para os fabricantes tanto por suas capacidades quanto pelo custo. O sistema operacional Livre resolve alguns dos problemas que os fabricantes enfrentam ao desenvolver telefones inteligentes com várias funções, tais como câmeras, displays coloridos, navegadores de internet, redes sociais, tocadores de música, etc.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:02 15/01/2010, de Curitiba, PR


Ato público em defesa da Democracia, da Verdade e ao direito à Memória
Chega de Golpismo
NOTA PÚBLICA

PNDH 3 É AVANÇO NA LUTA POR DIREITOS HUMANOS

O Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), rede que reúne cerca de 400 organizações de direitos humanos de todo o Brasil manifesta publicamente seu REPÚDIO às muitas inverdades e posições contrárias ao Programa Nacional de Direitos Humano (PNDH 3) e seu APOIO ao PNDH 3 lançado pelo governo federal no dia 21 de dezembro de 2009.

O MNDH entende que o Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH 3) dá um passo à frente no sentido de o Estado brasileiro assumir direitos humanos em sua universalidade, interdependência e indivisibilidade como política pública; expressa avanços na efetivação dos compromissos constitucionais e internacionais com direitos humanos e resultou de amplo debate na sociedade e no governo. As reações ao PNDH estão cheias de motivações conservadoras e mostram que vários setores da sociedade brasileira ainda se recusam a tomar os direitos humanos como compromissos efetivos tanto do Estado, quanto da sociedade e de cada pessoa.

É falso o antagonismo que se tenta propor ao dizer que o Programa atenta contra direitos fundamentais, visto que o que propõe tem guarida constitucional, além de se constituir no que é básico para uma democracia moderna e que quer a vida como um valor social e político para todas as pessoas, até porque, a dignidade da pessoa humana é um dos princípios fundamentais de nossa Constituição e a promoção de uma sociedade livre, justa e solidária são objetivos de nossa Carta Política.

Há setores que estranham que o Programa seja tão abrangente, trate de temas tão diversos. Ignoram que desde há muito, ao menos desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, direitos humanos é muito mais do que direitos civis e políticos. Vários Tratados, Pactos e Convenções internacionais articulam o que é hoje conhecido como o direito internacional dos direitos humanos, que protege direitos de várias dimensões: civis, políticos, econômicos, sociais, culturais, ambientais, de solidariedade, dos povos, entre outras.

Desconhecem também que o Brasil, por ter ratificado a maior parte destes instrumentos, é obrigado a cumpri-los, inclusive por força constitucional, e que está sob avaliação dos organismos internacionais da ONU e da OEA que, por reiteradas vezes, através de seus órgãos especializados, emitem recomendações para o Estado brasileiro, entre as quais, as mais recentes são de maio de 2009 e foram emitidas pelo Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU.

Aliás, não é novidade esta ampliação, visto que o Programa Nacional de Direitos Humanos 2 (PNDH II, 2002) já previa inclusive vários dos temas que agora são reeditados e a primeira versão do PNDH (1996) foi criticada e revisada exatamente por não contemplar a amplitude e complexidade que o tema dos direitos humanos exige. Por isso, além de conhecimento, um pouco de memória histórica é necessária a quem pretende informar de forma consistente à sociedade.

Em várias das manifestações e inclusive das abordagens publicadas há claro desconhecimento do que significa falar de direitos humanos. Talvez por isso é que entre as recomendações dos organismos internacionais está a necessidade de o Brasil investir em programas de educação em direitos humanos para que o conhecimento sobre eles seja ampliado pelos vários agentes sociais. Um dos temas que é abordado no PNDH 3 e que poderia merecer mais especial atenção.

O PNDH 3 resulta de amplo debate na sociedade brasileira e no governo. Fatos atestam isso! Durante o ano de 2008 foram realizadas 27 conferências estaduais que foram coroadas pela realização da 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, em dezembro. Durante o ano de 2009, um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos procurou traduzir as propostas aprovadas pela Conferência no texto do PNDH 3. O MNDH e suas entidades filiadas, além de outras centenas de organizações, participaram ativamente deste processo.

Outros seis meses, desde julho, o texto preliminar está disponível na internet para consulta e opinião. Internamente no governo, o fato de ter sido assinado pela maioria dos Ministérios – inclusive o Ministério da Agricultura – é expressão inequívoca do debate e da construção. É claro que, salvas as consultas, o texto publicado expressa a posição que foi pactuada pelo governo. Nem tudo o que está no PNDH 3 é o que as exigências mais avançadas da agenda popular de luta por direitos humanos esperam. Contém, sim, propostas polêmicas e, em alguns casos, não bem formuladas. Todavia, considerando que é um documento programático, ou seja, que expressa a vontade de realizar ações em várias dimensões, tem força de orientação da atuação, nos limites constitucionais e da lei, mesmo quando propõe a necessidade de revisão ou de alterações de algumas legislações.

Aliás, é prerrogativa da sociedade e do poder público propor ações e modificações tanto de ordem programática quanto legal. Por isso, não deveria ser estranho que contenha propostas de modificação de algumas legislações. Assim que, alegar desconhecimento do texto ou mesmo que não foi discutido é uma postura que ignora o processo realizado. É diferente dizer que se têm divergências em relação a um ou outro ponto do texto do que dizer que o texto não foi discutido ou que não esteve disponível para conhecimento público.

O MNDH entende que as reações publicadas pela imprensa, vindas, em sua maioria de setores conservadores da sociedade, devem ser tomadas como expressão de que o PNDH 3 tocou em temas fundamentais e substantivos que fazem com que caia a máscara anti-democrática destes setores. Estas posições põem em evidência para toda a sociedade as posturas refratárias aos direitos humanos, ainda lamentavelmente tão disseminadas e que se manifestam no racismo que discrimina negros, ciganos, indígenas e outros grupos sociais, no machismo que mantém a violência contra a mulher, no patriarcalismo que violenta crianças e adolescentes, no patrimonialismo que quer o Estado a serviço de interesses e setores privados, no revanchismo de setores militares que insistem em ocultar a verdade sobre o período da ditadura militar e em inviabilizar a memória como bem público e direito individual e coletivo, na permanência da tortura mesmo que condenada pela lei, na impunidade que livra “colarinhos brancos” e condena “ladrões de margarina”, no apego à propriedade privada sem que seja cumprida a exigência constitucional de cumpra a função social, na falta de abertura para a liberdade e a diversidade religiosa que impede o cumprimento do preceito constitucional da laicidade do Estado, no elitismo que se traduz na persistência da desigualdade como uma das piores do mundo, enfim, na criminalização da juventude e da pobreza e na desmoralização e criminalização de movimentos sociais e de defensores de direitos humanos.

O MNDH também repudia a tentativa de politização eleitoral do PNDH 3. O Programa pretende ser uma política pública de Estado e não de candidato; não pertence a um partido, mas à sociedade brasileira e, portanto, não cabe torná-lo instrumento de posicionamentos maniqueístas. Não faz qualquer sentido pretender que o PNDH tenha pretensões eleitorais ou mesmo que pretenda orientar o próximo governo. Quem dera que direitos humanos tivessem chegado a tamanha importância política e fossem capazes de efetivamente ser o centro dos compromisso de qualquer candidato e de qualquer governo.

Assim, o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), reitera sua manifestação, publicada em nota no último 31/12/2009, na qual disse que “cobra uma posição do governo brasileiro que seja coerente com os compromissos constitucionais e com os compromissos internacionais com a promoção e proteção dos direitos humanos. O momento é decisivo para que o país avance para uma institucionalidade democrática que efetivamente reconheça e torne os direitos humanos conteúdo substantivo da vida cotidiana de cada um/a dos/as brasileiros e brasileiras”. Manifesta seu APOIO ao PNDH 3. Entende que o debate democrático é sempre o melhor remédio para que a sociedade possa produzir posicionamentos que sejam sempre mais coerentes e consistentes com os direitos humanos. REJEITA posições e atitudes oportunistas que, desde seu descompromisso histórico com os direitos humanos, tentam inviabilizar avanços concretos na agenda que quer a realização dos direitos humanos na vida de todas e de cada uma das brasileiras e dos brasileiros.

O MNDH também manifesta seu apoio ao ministro Paulo Vannuchi e entende que sua permanência à frente da SEDH neste momento só contribui para reforçar que o PNDH 3 veio para valer. Entende também que se alguém tem que sair do governo são aqueles ministros – entre eles Jobim e Stephanes – ou quaisquer outros prepostos que, de forma oportunista e anti-democrática vêm contribuindo para gerar as reações negativas e conservadoras ao que está proposto no PNDH 3, inclusive contribuindo para enfraquecer a posição do governo e do presidente Lula que, corajosamente e sabedor do conteúdo, assinou o PNDH 3 e o lançou com tão amplo apoio e adesão de vários ministérios do governo federal, manifestação inequívoca de que o PNDH 3 tem apoio da maioria do governo e que não serão uns poucos ministros que o derrubarão.

Em suma, como organização da sociedade civil, o MNDH está atento e envidará todos os esforços para que as conquistas democráticas avancem sem qualquer passo atrás.

Brasília, 11 de janeiro de 2010.

Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)
Enviada por MST, às 01:08 14/01/2010, de São Paulo, SP


Lula diz que enfrentará o jogo rasteiro da oposição reacionária
Diante de uma plateia de cerca de mil prefeitos, nove governadores, seis ministros e duas dezenas de parlamentares, Lula deixou bem claro que está preparado para enfrentar a baixaria da direita durante a campanha eleitoral

Inicialmente convidou seus adversários - segundo ele, "todos muito letrados" - a fazer "um debate de alto nível" nas eleições deste ano, mas disse em alto e bom som que não permitirá "jogo rasteiro" na campanha eleitoral.

Algumas das frases de Lula:

"Estou tão convicto do que vai acontecer neste País no processo eleitoral que nada, absolutamente nada, vai fazer com que eu perca um milímetro do meu bom senso e desviar este País do caminho em que estamos hoje"

"Na ausência de discurso programático, imagino que vai valer chutar do peito para cima. O que eles não sabem é que eu sou capoeirista. E estou muito preparado para não deixar a coisa perpassar peito para cima"

"Não vou permitir que o jogo rasteiro de uma campanha eleitoral estremeça a grandeza das relações que conseguimos construir"

Já a velha raposa política, o presidente do Senado Federal José Sarney, também presente ao evento, fez questão de ressaltar o governo "extraordinário" que Lula vem fazendo. Ele lembrou que em 2010 faz 25 anos que assumiu a presidência da República.
"Às vezes acho que é outro País tal foram as transformações na nossa pátria" concluiu ele, para a ira do PiG cuja a maioria dos orgãos preferiu esconder o que disse Sarney.
Enviada por Almir Américo, às 00:50 13/01/2010, de São Paulo, SP


A direita não muda! Ela sempre é cafajeste e mentirosa
Vejamos alguns episódios que comprovam isso para nunca esquecer que:

Em 1964 eles deram o golpe de estado "preventivo", em "nome" da democracia, para impedir uma ditadura sindicalista(*). Mas quem instaurou a ditadura, perseguiu, prendeu e matou brasileiros foram eles.

Leia aqui sobre a cafajestada daqueles que não querem que os torturadores e assassinos do regime militar sejam investigados por seus crimes de lesa-humanidade

Em 1989 acusaram o Lula de querer confiscar a poupança caso eleito. Collor foi eleito. Em 1990, eles foram lá e confiscaram.

Também acusaram Lula de ter filhos fora do casamento. O atual queridinho deles, FHC, tem 2 e nunca pagou pensão. Só veio a assumir as paternidades recentemente.

Em 1998 eles prometeram manter a estabilidade política e econômica. Em 1999 faliram o país, em 2001 fizeram o apagão e em 2002 faliram outra vez.

Em 2002 previam o caos caso Lula ganhasse! O risco Brasil foi a mais de 2000 pontos, o país falido e sem crédito externo. Lula ganhou, pagamos a dívida, o risco Brasil está a menos de 200 pontos e o Brasil nunca cresceu tanto com tanta estabilidade política e DEMOCRACIA como está crescendo nos últimos 7 anos. Além disso enfrentamos a pior crise econômica mundial dos últimos 80 anos em pé e saimos dela praticamente ilesos.

Agora eles acusam o Lula e a Dilma de querer instalar a Ditadura que, na VERDADE, eles farão caso a coalisão de direita demo-tucana ganhe em outubro.

Eles sempre fazem isso. Falam o que farão acusando-nos de querer fazê-lo.

A direita não muda! Ela sempre é cafejeste e mentirosa.

(*) O presidente deposto em 1964, João Goulart, o Jango, era um grande proprietário de Terras no Brasil e no Uruguai e não um sindicalista. Pretendia fazer algumas reformas para melhorar as mínimas condições de vida dos brasileiros. Mas nada que mexesse nos fundamentos básicos de funcionamento do capitalismo. Algumas das reformas pretendidas por Jango eram parecidas com as feitas por Lula 40 anos depois...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:50 12/01/2010, de Curitiba, PR


Direita reorganiza coalizão de 64: falta a marcha!
Para nunca esquecer o entulho autoritário que quase destruiu o Brasil
Marcha da Família, Com Deus, Pela Liberdade...

É só isso que está faltando nesse início de 2010!

Por Rodrigo Vianna, do Blog escrevinhador

Ontem, fui a um encontro de pequenos empresários da comunicação e blogueiros, interessados em se organizar. Um dos presentes foi quem levantou essa bola. "A direita armou a mesma frente de 64:, militares, latifundiários e donos da midia; só falta a Marcha da Família".

A discussão, que era pra ser sobre comunicação, enveredou pela politica. Lembrei aos amigos que na América Latina há - claramente - uma reorganização das forças da direita. Curioso que a direita retome a ofensiva justamente quando Obama chega ao poder. Parece que Obama (para ter energia nos combates internos que trava com os republicanos) abriu mão de interferir no aparelho conservador que segue dominando as ações dos EUA no exterior.

Esse aparelho dá apoio à ofensiva da direita no continente. Garcia, no Peru, investe contra a Bolívia. Uribe abre as portas para novas bases dos EUA na Colômbia. Hillary e sua tropa (!) dão apoio aos golpistas de Honduras. Lugo é emparedado pela direita no Paraguai. Cristina Kirchner vê a direita partir pra cima do governo na Argentina.

No Chile, joga-se o próxmo round dessa disputa. No domingo, um candidato da direita (e lá é direita mesmo, pinochetista, ele não finge que é de "centro") segue à frente nas pesquisas, e pode levar de volta ao La Moneda a coligação que deu sustentação ao general ditador.

Análisávamos o quadro quando alguém lembrou o óbvio. "O Brasil está no centro de tudo; se cair o Brasil, cai o resto".

Esse é o jogo.

Vejam: não estou a dizer que Serra seja da extrema-direita. Isso não é verdade. Goste-se ou não de seus métodos, ele é hoje um homem de centro. Não pode ser comparado a Bornhausen, ACM e outros. Mas o fato é que a política jogou Serra para uma coligação direitista; e ele aceitou o jogo.

Os grandes capitalistas não achariam ruim uma vitória de Dilma. Ganham dinheiro com o governo Lula. Sabem que é preciso distribuir renda, e reduzir as iniquidades. Assim eles faturam mais. Lula fez (e faz) um governo social-democrata, moderado.

Mas a direita orgânica, preconceituosa, que acha "nordestino vagabundo" e não quer "quota para preto safado" (são expressões que eu ouço aqui em São Paulo), essa direita está salivando. É a turma que baba na gravata, de raiva, ao pensar em Dilma (a "terrorista") no poder.

São vários os setores que se alvoroçam no Brasil nesse início de 2010: a classe média raivosa, os partidos de oposição (por terem perdido o aparato do Estado - imaginem mais 4 ou até mais 12 anos de petistas no poder; seria o fim para o demo-tucanato), os donos da grande mídia (por terem perdido verba publicitária para veículos do interior, inteligente estratégia do governo Lula para quebrar a espinha dorsal do PIG).

Eles vão se agarrar no que puderem, pra atacar Dilma. É do jogo.

A reportagem que a "Band" levou ao ar, sobre o Plano de Direitos Humanos, é quase uma piada. Mas devemos levar a sério. É um sinal de que o desespero chegou. A coalizão de 64 já não tem força para marchar nas ruas, imagino. Mas eles ainda têm a mídia para aterrorizar os cidadãos. O Azenha reproduziu o texto da "reportagem" da Band aqui.

Na reunião de ontem, um veterano militante lembrou que nos anos 60/70 costumava-se subestimar a direita. "Quando, numa peça de teatro por exemplo, íamos caracterizar um sujeito como consrevador, ele era caracterizado normalmente como obtuso, sem brilho; e não é assim que as coisas funcionam".

De fato. Não vamos subestimar a direita. Ela fará tudo, muito mais do que em 2002 ou 2006, para impedir outra vitória da centro-esquerda. Até porque agora há o aval de um movimento em toda a América Latina, para barrar qualquer traço de reforma social.

O embate será pesado. A batalha do Brasil é a mais importante na grande disputa pela América Latina.
Enviada por Almir Américo, às 21:29 12/01/2010, de São Paulo, SP


Ford Fiesta nos EUA terá motor feito no Brasil
Segundo artigo do Valor Econômico os Ford Fiestas que serão vendidos nos EUA e produzidos no México terão motores fabricados em Taubaté, São Paulo.

Esta seria a justificativa para os investimentos de R$ 600 milhões para ampliar a capacidade de produção dos atuais 280.000 anuais para 500.000 motores em 2012.

"Não temos esse tipo de motores nos Estados Unidos", disse Mark Fields, presidente da Ford Americas, ao jornal brasileiro.

A fábrica da Ford em Taubaté foi a primeira planta da Ford a produzir motores Flex no mundo e produz atualmente duas famílias de motores: os conhecidos Zetec-Rocam de 1.0 L e 1.6 L e os novos Sigma 1.6 L
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:52 12/01/2010, de Curitiba, PR


Morra de inveja: Chile abre museu para as vítimas de Pinochet
O museu em Santiago.
No Brasil, é “revanchismo”
Saiu no G1:

12/01/10 – 10h48 – Atualizado em 12/01/10 – 10h48

Chile abre museu em memória às vítimas da ditadura de Pinochet

Edifício homenageia mortos e desaparecidos sob regime militar.

Inauguração ocorre pouco antes do 2º turno presidencial no país.

O Chile inaugurou na segunda-feira o Museu da Memória e dos Direitos Humanos, em homenagem aos que foram torturados, assassinados ou desapareceram durante a ditadura de Augusto Pinochet.

“A mensagem deste memorial é mostrar que todos perdemos algo. O que se passou, a divisão do país da ditadura, afetou a todos”, disse à imprensa a diretora executiva do projeto Museu da Memória, Marcia Scantlebury.

A inauguração aconteceu dois meses antes do fim da presidência de Michelle Bachelet e a seis dias do segundo turno da eleição presidencial que definirá seu sucessor, entre o direitista Sebastián Piñera e o governista de centro-esquerda Eduardo Frei. A presidente e seus pais são parte das cerca de 30.000 vítimas diretas deixadas pela ditadura, entre mortos, desaparecidos e torturados.
Enviada por Sergio Bertoni, às 17:38 12/01/2010, de Curitiba, PR


Defesa da tortura: Saad e Boris nasceram um para o outro
Por Paulo Henrique Amorim

Amigo navegante, se você acha que já viu tudo, ainda não.

A TV Bandeirantes, a emissora em que Boris Casoy trabalhará com crescente destaque, aquele dos garis, ainda vai longe.

No Jornal da Band de ontem (11.01.10) Boris Casoy exibiu uma entrevista inepta e facciosa de um tributarista metido a sabichão, conhecido em várias instâncias, Dr Yves Gandra Martins.

Gandra Martins é um desses “especialistas” a que o PiG (*) recorre quando quer colocar na boca de alguém aquilo em que acredita e tem vergonha de confessar.

Clique aqui para ler "Os laços (fortíssimos) que ligam Ives Gandra a Daniel Dantas"

Neste caso, Gandra Martins se prestou ao papel sinistro de dar sustentação “especializada” à fúria fascista de Boris Casoy, acobertado pelo dono da Bandeirantes, Johnny Saad.

Quando Boris agrediu os garis, ele sabia o que fazia.

Ele estava no lugar certo, na hora certa.

Na casa do Johnny.

Atenção, amigo navegante, a Bandeirantes desempenhará papel decisivo nessa eleição.

O papel do Golpe.

Ricardo Boechat será imprensado.

Para que Boris Casoy tenha na Band o mesmo papel, anabolizado, que teve na Folha (**), no SBT e na Record – o de ex(?)-membro do CCC.

Clique aqui para ir ao Cloaca News e ler a ficha completa do “Jovem Boris”

Em tempo: o Espirito Santo de orelha do Johnny Saad não é, como muitos pensam, um jornalista opaco, de nome Fernando Mitre. O verdadeiro Espírito Santo de orelha é o Jovelino Mineiro, notável pecuarista, que foi sócio de uma fazenda de gado de Fernando Henrique e comprou a parte dele, quando ficou complicado explicar como um professor universitário e presidente da República conseguia ser dono de uma fazenda de gado. Boris, Mitre e Johnny se inspiram, em muitos assuntos, na Alta Filosofia do Jovelino.

Em tempo II: se você tem alguma dúvida do papel a que Gandra Martins se prestou, como “consultor do Boris”, leia a íntegra da reportagem extraída do Blog do Azenha.

Luiz Carlos Azenha (dica do leitor Marcelo Costa, de BH)

A TV Bandeirantes colocou uma “reportagem” inacreditável no ar. Assinada pelo repórter Sandro Barboza, de São Paulo. Ela é mentirosa do início ao fim. Nunca vi algo assim, em quase 40 anos de carreira.

Trata-se de um texto como se fosse lei aprovada, deturpa completamente o conteúdo e entrevista uma única pessoa. Nem o regime militar mentiu de forma tão descarada.

A “reportagem” começa com o seguinte texto, lido por Boris Casoy:

O novo decreto de Direitos Humanos do governo federal é criticado pela sociedade e até mesmo por ministros de estado. A lei estabelece censura aos meios de comunicação, atenta contra o direito de propriedade e ainda liberdade religiosa. Especialistas (SIC) consideram o projeto o primeiro passo para um regime ditatorial.

Narração do repórter:

A nova lei que o presidente Lula assinou sem ler passou pelo crivo direto da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, virtual candidata do PT à presidência da República, dos ministro da Justiça Tarso Genro, da Comunicação Franklin Martins e dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi.

É um emaranhado de artigos e parágrafos que muitas vezes ataca a Constituição.

Repórter aparece na tela:

O decreto provocou duras críticas da sociedade e uma reação dentro do próprio governo. Para os especialistas, se for aprovada da maneira como está a lei será o mais duro golpe contra a democracia desde o fim da ditadura militar.

Narração:

Ives Gandra Martins é um dos mais conceituados juristas internacionais. Ele é autor de mais de 300 livros sobre Direito, sozinho ou com outros autores, com obras publicadas em 19 países. Ao analisar o novo decreto, ele ficou impressionado.

“É um dos documentos com as maiores sandices que eu tive oportunidade de ver nos meus 50 anos de advocacia e nos meus 49 anos de magistério de Direito”.

Catedrático por 31 universidades no Brasil, na América do Sul e Europa, Ives analisou vários itens do novo decreto.

O projeto prevê que o proprietário rural que tiver uma fazenda invadida não poderá mais recorrer ao Judiciário.

“O que eles tão pretendendo é dar direito àquele que invadir qualquer terra fazer com que uma vez que for invadido o direito de propriedade deixa de ser do proprietário, passa a ser do invasor”.

A lei quer evitar a divulgação de símbolos religiosos.

“Se não pode mais haver símbolos religiosos nós temos que mudar o nome da cidade de São Paulo e todas as cidades que tem nomes de santos não poderão mais ter”.

Será criada uma comissão para controlar o conteúdo dos meios de comunicação.

“No momento em que se elimina a liberdade de imprensa nós estamos perante efetivamente o início de uma ditadura”.

Um novo imposto sobre grandes fortunas seria instituído.

“É um imposto que afasta investimentos porque aquele que formou um patrimônio depois é tributado em todas as operações e ainda vai ser tributado no seu patrimônio pessoal”.

As prostitutas contariam com direitos trabalhistas e carteira assinada.

“Isso não é profissão. Na prática o verdadeiro Direitos Humanos é tirar essas moças de onde elas estão e dar profissões dignas a elas”.

Os responsáveis pela tortura durante a ditadura militar seriam julgados. Já os guerrilheiros que também torturaram ficariam livres de qualquer punição.

“Torturador de esquerda é um santo. Torturador de direita é um demônio. É um decreto preparatório para um regime ditatorial”

(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:27 12/01/2010, de Curitiba, PR


Seria o hino de um determinado partido?
Hino Dos Cafajestes
(Roger Rocha Moreira E Mauricio Fernando Rodrigues)

Nós, os cafajestes do Brasil
temos como missão cafajestar
queremos nossas esposas prá chifrar
e o povo prá enganar

Filhos nos quatro cantos do Brasil
pensões que nós deixamos de pagar
contamos com o respaldo popular
em qualquer lugar

Canalhas!
em qualquer posto dessa nossa sociedade
os cafajestes do Brasil
podem viver com toda liberdade
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:00 12/01/2010, de Curitiba, PR


Como VEJA está depredando o jornalismo
NOTA DO MST-PA SOBRE REPORTAGEM DA REVISTA VEJA

1-O MST do Pará esclarece que não tem nenhuma fazenda ocupada no município de Tailândia, como afirma a reportagem da Revista Veja “Predadores da floresta” nesta semana. Não temos nenhuma relação com as atividades nessa área. A Veja continua usando seus tradicionais métodos de mentir e repetir mentiras contra os movimentos sociais para desmoralizá-los, como lhes ensinou seu mestre Joseph Goebbels. A reportagem optou por atacar mais uma vez o MST e abriu mão de informar que o nosso movimento não tem base social nesse município, dando mais um exemplo de falta de respeito aos seus leitores.

2-A área mencionada pela reportagem está em uma das regiões onde mais se desmata no Pará, com um índice elevado de destruição de floresta por causa da expansão do latifúndio e de madeireiras. Em 2007, a região de Tailândia sofreu uma intervenção da Operação Arco de Fogo, da Polícia Federal, e latifundiários e donos de serrarias foram multados pelo desmatamento. Os madeireiros e as empresas guseiras estimulam o desmatamento para produzir o carvão vegetal para as siderúrgicas, que exportam a sua produção. Por que a Veja não denuncia essas empresas?

3-Na nossa proposta e prática de Reforma Agrária e de organização das famílias assentadas, defendemos a recuperação das áreas degradas e a suspensão dos projetos de colonização na Amazônia. Defendemos o “Desmatamento Zero” e a desapropriação de latifúndios desmatados para transformá-los em áreas de produção de alimentos para as populações das cidades próximas. Também defendemos a proibição da venda de áreas na Amazônia para bancos e empresas transnacionais, que ameaçam a floresta com a sua expansão predatória (como fazem o Banco Opportunity, a Cargill e a Alcoa, entre outras empresas).

4-A Veja tem a única missão de atacar sistematicamente o MST e a organização dos camponeses da Amazônia, para esconder e defender os privilégios dos verdadeiros saqueadores das riquezas naturais. Os que desmatam as florestas para o plantio de soja, eucalipto e para a pecuária extensiva no Pará não são os sem-terra. Esse tipo de exploração é uma necessidade do modelo econômico agroexportador implementado no Estado, a partir da espoliação e apropriação dos recursos naturais, baseado no latifúndio, nas madeireiras, no projeto de exportação mineral e no agronegócio.

5-Por último, gostaríamos de comunicar à sociedade brasileira que estamos construindo o primeiro assentamento Agroflorestal, com 120 famílias nos municípios de Pacajá, Breu Branco e Tucuruí, no sudeste do Estado, em uma área de 5200 hectares de floresta. Nessa área, extraímos de forma auto-sustentável e garantimos renda da floresta para os trabalhadores rurais, que estão organizados de maneira a conservar a floresta e o desenvolvimento do assentamento.

DIREÇÃO ESTADUAL DO MST DO PARÁ

Marabá, 12 de janeiro de 2010
Enviada por MST, às 12:50 12/01/2010, de Marabá, PA


OAB defende Vannuchi e sugere demissão de Jobim
Ministro dos Direitos Humanos disse que pedirá demissão caso Programa Nacional seja alterado para investigar tanto militares quanto militantes da esquerda armada. Já Jobim tem cobrado mudanças em programa de Direitos Humanos

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) defendeu, ontem, o ministro Paulo Vanucchi (Direitos Humanos) no embate dentro do governo sobre mudanças no terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de dezembro.

O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, disse que os militares que cometeram crimes de lesa-humanidade no período da ditadura militar (1964-1985) devem ser punidos legalmente.

"Quem censurou, quem prendeu sem ordem judicial, quem cassou mandatos e quem apoiou a ditadura militar estão anistiados. No entanto, quem torturou cometeu crime de lesa-humanidade e deve ser punido pelo Estado como quer a nossa Constituição``, afirmou.

Na defesa de Vannuchi, o presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, subiu o tom das críticas ao sugerir a demissão do ministro Nelson Jobim (Defesa) e dos comandantes militares contrários à punição de crimes cometidos na ditadura.

"Se é para haver demissões no governo, que sejam as primeiras as do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e dos chefes militares``, afirmou.

Divergências

Britto telefonou ontem a Vannuchi para prestar solidariedade ao ministro, que diverge da cúpula militar do Governo em relação ao capítulo do plano que cria uma ``comissão da verdade`` para apurar torturas. Os militares classificaram o documento como ``excessivamente insultuoso, agressivo e revanchista`` às Forças Armadas, enquanto Vannuchi defende investigações de torturas cometidas por militares.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada ontem, Vannuchi afirma que é ``um fusível removível`` e pedirá demissão caso o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos seja alterado para permitir a investigação de militantes da esquerda armada durante a ditadura militar - como exigem Jobim, e as Forças Armadas. (das agências)
Enviada por Sergio Bertoni, às 23:42 11/01/2010, de Curitiba, PR


FCH defende os torturadores
Extraído do Conversa Afiada

Saiu na BBC:

Para FHC, é perigoso que Comissão da Verdade vire assunto político

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse à BBC que é um “perigo” transformar em “em um assunto político” a criação de uma comissão da verdade para apurar abusos durante o regime militar.

Em entrevista ao correspondente Gary Duffy na última sexta-feira, Fernando Henrique disse que a maneira como o governo Lula apresentou a proposta para a criação da Comissão criou “um obstáculo” para se saber o que ocorreu no período, ao causar “intranquilidade” entre os militares.

“Eu penso que a situação do Brasil não pode ser comparada com a situação da Argentina ou com o Chile (que criaram comissões para apurar abusos durante seus regimes militares)”, disse.

“Este não é um assunto político no Brasil, mas uma questão de direitos humanos, o que para mim é importante, mas o perigo é transformar isso em um assunto político”.

‘Intraquilidade’

O ex-presidente se manifestou a favor da comissão, argumentando que “é sempre bom que um país tenha a possibilidade de saber o que ocorreu no passado”, além de ser “um direito das famílias”.

Entretanto, ele avalia que a forma como a questão foi apresentada no Programa Nacional de Direitos Humanos, no final do ano passado, dá entender que apenas os crimes cometidos pelos militares serão julgados, e não os crimes do “outro lado”, ou seja, dos militantes que combatiam o regime.

“Isto dá a impressão de parcialidade, o que produz intranquilidade entre as Forças Armadas”, disse.

NAVALHA
Conversa Afiada

Querer julgar – de novo – os que combateram o regime militar é não punir os torturadores.

Equivale a não punir os torturadores.

É o momento “Nelson Jobim” de Fernando Henrique, o Farol de Alexandria, aquele que iluminava a Antiguidade, e acabou num terremoto.

FHC ou Salieri – clique aqui ler por que ele merece o apelido de Salieri – não tem nenhum compromisso com a verdade.

Ele não quer que Lula enfrente os torturadores, para que a História não compare a capitulação dele com a coragem de Lula.

É por isso que ele quer que Lula seja FHC.

Por que Salieri não defende essa tese na Sorbonne – a tese de que os maquisards deveriam ser punidos ao lado dos colabôs?

Por que ele não diz numa Aula Magna na Sorbonne que a França deveria punir os que combateram os que colaboraram com o invasor nazista?

Por que ele não diz em francês que os crimes dos maquisards equivalem ao dos colabôs?

Por que ele não diz na Brown University, onde não conseguiu renovar o contrato?

Por que ele não diz isso em inglês (ele que fala inglês muito mal)?

Por que ele não diz isso num artigo no New York Times NewsService, de onde foi demitido, porque seus artigos não geravam leitura nenhuma?

Por que ele só diz isso em português ?

Ter que punir o “outro lado”.

É como a Folha (*) dizer que ouve o “outro lado”.

(Depende de que “lado” você está, não é isso, amigo navegante ?)

Esse trololó do Farol prenuncia o que dirá o Zé Privada, o Zé Alagão: o problema não é o conteúdo, é a forma.

Ou seja, os crimes dos torturadores não devem ir a julgamento (no Brasil).

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:34 11/01/2010, de Curitiba, PR


A Democracia no Brasil corre perigo!
A campanha eleitoral de 2010 oficialmente ainda não começou, mas o PiG e a elite que representa começaram o ano com armamento pesado

Pelo que já foi publicado e transmitido pelas ondas de rádio e TV, podemos afirmar que a baixaria eleitoral será como "nunca antes na história deste país". E isso porque Lula nem fez um governo radical de esquerda. Foi bastante moderado, convenhamos. Imaginem o que estaria acontecendo se o tivesse feito...

A anti-jornalística revista Veja, um dos pilares de sustentação da megalomania subserviente e colonizada da elite paulistana e expoente do PiG, publica nesta semana uma entrevista com o presidente do PSDB, o tucano pernambucano Sérgio Guerra, que também é o coordenador da Campanha de Serra.

Quem quiser ler o íntegra da entevista, prepare o estômago, respire fundo e clique aqui para acessar o site da revista.

A entrevista também está no site do TSE -Tribunal Superior Eleitoral e pode ser acessada aqui ou baixada em formato pdf cliclando aqui.

Destacamos aqui algumas das barbaridades ditas pelo tucano, festejado pela direita brasileira, seja ela escrita, televisiva, política ou militar.

Primeiro as frases destacadas pela própria Veja:

"A esquerda somos nós"

"Iremos mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação. Essas variáveis continuarão a reger nossa economia, mas terão pesos diferentes"

"Acho que Lula foi o último presidente a fazer política com as mãos sujas. Não há mais espaço para esse tipo de mentalidade que redundou no mensalão, na compra espúria do Parlamento"

"Cometemos nossos equívocos, mas o PT destruiu o Congresso. Montou tropas de choque, com parlamentares inexpressivos, que não se constrangem em defender o indefensável. A gasolina dessa tropa é o dinheiro público"

Agora as que nós separamos:

"O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não se realizou. Não há prioridades programáticas, só números inflados. Apenas os projetos eleitoreiros...Isso é o PAC na realidade – e nós vamos acabar com ele.

"Espero que a sociedade nos compreenda. Será necessário fazer um rigoroso ajuste das contas públicas."

Pois é assim, o povo e seus representantes são inexpressivos. Políticos e militantes do campo democrático-popular são naturalmente corruptos. Já os de direita paladinos da moral, da ética, da eficiência e dos bons constumes. É o pior do discurso social discriminatório que sempre existiu neste país.

Olha aí a prova:

"Eu não concordo que tenha havido mensalão em Minas. O senador Azeredo é um dos homens públicos mais íntegros do país."

"Mas o PT levou ao limite essas atitudes corruptas. O mensalão não morreu. Ele sobrevive nessas práticas, no desrespeito às normas democráticas. Os mensalões têm se expandido pelo país, nas assembleias e nas câmaras municipais."

Fica algumas perguntas, a responder, ora pois:
- E quem é que governa a maioria das cidades e estados neste país?
- Ainda não são os mesmos de sempre?
- Por acaso não são demo-tucanos e fisiologistas do PMDB e PPS, que formam um blocão de direita conservadora e feudal?

Estes caras estão clamando por um golpe de estado e avisando que aumentarão seu lacerdismo udenista (*) caso percam as eleições em outubro.

Prestemos a atenção, porque isso não parece só uma desorientação e falta de discurso. Eles estão preparados para jogar a Democracia no lixo, mesmo posando de defensores da mesma. Isso já aconteceu em 1964.

Acorda Brasil!

(*) Udenista - militante e filiado a UDN - União Democrática Nacional, partido de Direita fundado em 1945 frontalmente opositor às políticas e à figura de Getúlio Vargas. Nos anos 1960 apoio Jânio Quadros, depois pediu e ajudou a organizar o Golpe Militar de 1964. A UDN foi extinta pelo governo militar que usurpou o poder em 1964.

Lacerdismo - movimento de direita ligado ao jornalista e político Carlos Lacerda. Lacerda foi um dos líderes civis do golpe militar de 1964, pelo qual clamou, trabalhou e o qual defendeu em seus artigos. Foi cassado em 1968 pelo regime militar.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:41 11/01/2010, de Curitiba, PR


Governo anuncia redução da mistura de etanol na gasolina
O governo anunciou nesta segunda-feira a redução da mistura do etanol (álcool) anidro na gasolina, de 25% para 20%, para tentar evitar uma crise de abastecimento e amenizar a disparada de preços.

A nova mistura, que terá validade de 90 dias, começa a valer em 1º de fevereiro.

A redução deveria ser maior para forçar os usuneiros a baixarem os preços do álcool combustível.

Esta alta abrupta nos preços do álcool não está ligada apenas a entresafra, como afirma o ministro dos ruralistas, Reinhold Stephanes, mas principalmente às velhas espertezas dos coronéis da cana-de-açucar, atualmente chamados de usineiros, estes verdadeiros senhores feudais.

Primeiro, eles viram que o preço do açúcar no mercado internacional havia subido, então, reduziram a produção de álcool e aumentaram a de açúcar para exportá-lo. Segundo, perceberam que, com o aumento das vendas de carros com motores flex, melhoria das condições economicas dos consumidores e, mesmo com os aumentos de preços do álcool ocorridos em 2009, houve um aumento no consumo deste combustível na ordem de 25%. Então, porque não meter a mão no bolso dos consumidores e aumentar ainda mais os lucros. Porque não fazê-lo, se há a desculpa da entresafra e, agora, das chuvas torrenciais que inundam o país de norte a sul?

Eles não tiveram dúvidas. Foram lá e aumentaram o preço do álcool nas usinas. No começo de abril de 2009 o álcool era vendido em média a R$ 0,565 o litro. Em meados de setembro saía a R$ 0,78 o litro. No começo de outubro já era vendido a R$ 0,90 o litro, antes dos impostos, na boca da usina. Agora no início de janeiro, eles vendem o álcool a R$ 1,21!!!

A medida do governo é boa, mas paliativa. Não resolve o problema.

É preciso que o governo fiscalize melhor o setor de combustíveis e que a ANPP deixe de ser Agência Nacional Protetora das Petroleiras e Produtores de Biocombustíveis e passe realmente a defender os interesses de Estado, que aliás foi a justificativa cinicamente usada pelo governo FHC para criá-la.

Mas não adianta ficar esperando somente as boas ações do papaizão Estado. É preciso que nós, consumidores em geral, nos organizemos e deixemos de consumir combustíveis a torto e a direito como vem acontecendo. Não custa nada deixar o carro na garagem, diminuir seu uso pelo menos alguns dias na semana, diminuindo assim a necessidade de gasolina e álcool combustível.

Se nós não fizermos nada, ninguém, absolutamente ninguém, fará por nós.

Para se conquistar algo é preciso Lutar.

Sem ônus não há bônus.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:52 11/01/2010, de Curitiba, PR


PiG muda de tática e agora se esforça para mostrar que FHC é igual a Lula
Que fique bem claro, o PiG - Partido da imprensa Golpista, mudou de tática, mas não de estratégia que segue sendo a mesma de sempre: devolver o governo e todos os poderes aos velhos proprietários das capitanias hederitárias no Brasil, àqueles que hoje chamamos de elite branca.

Até pouco tempo os caras batiam no governo Lula sem dó. Toda notícia boa que eram obrigados a publicar pela força da realidade vinha sempre acompanhado de um "mas", um "porém", um "contudo" seguidos por dados ruins devidamente compilados pelos "especialistas" de plantão sempre postos a justificar o injustificável.

Como bateram, bateram e Lula não sangrou, ao contrário, só viu sua popularidade aumentar e aumentar, as bestas-feras do PiG, resolveram mudar de tática na esperança de reverter o quadro desfavorável à candidatura demo-tucana. Passaram a falar escrever, gritar, twittar, etc) que os governos FHC e Lula se equiparam em seus projetos.

Se pela critica o povo não vê a "desgraça" que é Lula, então é preciso mostrar que este se equipara a FHC, não havendo, portanto, diferença entre o candidato do bloco esquerdista liderado pelo PT e o do bloco direitista liderado pelos Demo-tucanos.

Para eles, vale tudo. Linhas e linhas, páginas e páginas, matérias e matérias, estão sendo divulgados pelos vários meios de comunicação e mídias na tentativa de provar que o governo Lula é uma mera continuidade de todas as "maravilhas" criadas pelo "sacro-santo" FHC.

Essa mudança de tática é um indicativo de que as coisas andam mal para a candidatura demo-tucana.

Mostra também a falta de sicronia entre as pregações tanto da direita, como da esquerda e o entendimento do "zé povinho" (*) sobre o que é melhor para o Brasil.

E como dizia, anos atrás, a propaganda de uma certa automobilística "você está precisando rever os seus conceitos"...

(*)Propositalmente usamos aqui o termo "zé povinho", pois é assim que a maioria dos "inteligentes" esquerdistas e direitistas pejorativamente tratam o Povo e mostram todo seu desprezo por aqueles que não tiveram acesso às benesses da sociedade capitalista.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:14 11/01/2010, de Curitiba, PR


Valor da cesta básica caiu em 16 capitais em 2009
O valor da cesta básica caiu em 16 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em 2009

Na comparação com 2008, a variação negativa no valor da cesta báica em 2009 ficou entre 14,92% e 3,71%.

As maiores quedas foram em João Pessoa (14,92%), Natal (12,57%) e Aracaju (3,71%). Já as menores ocorreram em Vitória (3,71%) e Manaus (4,38%). Em São Paulo, a retração ficou em 4,72%.

A alta ocorreu apenas em Belém (2,65%).

No ano passado, a compra do conjunto de itens básicos custou R$ 237,58 em Porto Alegre, o maior valor entre as localidades, com redução de 6,78% em relação a dezembro de 2008. A segunda capital mais cara foi São Paulo (R$ 228,19), seguida por Brasília R$ 222,22 e Vitória (R$ 219,09).

Já o menor custo da cesta foi encontrado em Aracaju (R$ 169,18), João Pessoa (R$ 170,63) e Recife (R$ 171,31).

O trabalhador que ganhava salário mínimo precisou cumprir jornada menor em dezembro de 2009 para comprar o conjunto de produtos básicos nas 17 capitais, gastando em média 95 horas e 20 minutos. Em 2008 precisava de 115 horas e 44 minutos.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:43 11/01/2010, de Curitiba, PR


Heinenken compra mexicana FEMSA, dona da Kaiser no Brasil
A concentração no setor cervejeiro mundial aumenta cada dia mais. Isso não é bom nem para os Trabalhadores, nem para os consumidores

A cervejaria holandesa Heineken anunciou nesta segunda-feira a compra da divisão de cervejas da Femsa - Fomentos Mexicanos S.A - por meio de uma transação de ações avaliada em US$ 7,6 bilhões.

"A Heineken (...) vai criar a uma grande nova plataforma para o crescimento com a aquisição das atividades de cerveja da Femsa com uma transação de ações", informou a empresa holandesa em um comunicado.

"A Heineken vai adquirir a Femsa Cerveza, o que inclui 100% das operações de cerveja da Femsa no México e 83% do negócio de cerveja da Femsa no Brasil, que a Heineken não possuía ainda."

Com esta operação a produção mundial de cerveja passa a ser controlada basicamente por três grandes grupos empresarias:
- AB InBev, resultante da compra da estadounidense Anheuser-Busch pel belgo-brasileira InBev, que por sua vez é o resultado da fusão entre a belga Interbrew e a brasileira AmBev, esta resultante da compra da Antártica pela Brahma.
- SAB-Miller, reultante da compra da cervejaria estadounidense Miller pela sulafricana SAB e a Miller;
- Heinenken, a holandesa que acaba de comprar a FEMSA

Estes três grupos possuem operações praticamente em todos os continentes e concorrem entre si ferozmente. Mas nada os impede de firmar pactos regionais para fixação de preços e redução de custos de produção, o que certamente afeta interesses de consumidores e Trabalhadores.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:34 11/01/2010, de Curitiba, PR


Carta de Silvio Tendler a Jobim: torturador tem que ser punido
Reproduzimos aqui a carta que o cineasta SilvioTendler escreveu ao ministro serrista.
Leia e divulgue-a em seu sindicato em sua categoria.
Aqueles que deram o golpe de Estado, roubaram o poder do povo, torturam e mataram Trabalhadores e gente honesta que defendia a Democracia, NÃO pode ficar impunes

Ao Ministro da Defesa Exmo. Dr. Nelson Jobim

Invado sua caixa de mensagem pedindo atenção para um tema que trata do futuro, não do passado. O Sr. me conhece pessoalmente e lembra-se de que quando fui Secretário de Cultura de Brasília, no ano de 1996, o Sr. era Ministro da Justiça e instituiu e deu no Festival de Cinema Brasília um prêmio para o filme que melhor abordasse a questão dos Direitos Humanos. Era uma preocupação comum a nossa.

Por que me dirijo agora ao senhor?

Um punhado de cidadãos -̶ hoje somos mais de dez mil -̶ assinamos um manifesto afirmando que os envolvidos em crimes de tortura em nome do Estado Brasileiro devem ser julgados e punidos por seus atos, contrários aos mais elementares sentimentos da nacionalidade. Agimos em nome da intransigente defesa dos direitos humanos. O Sr., Ministro da Defesa, homem comprometido com a ordem democrática, eminente advogado constitucionalista, um dos redatores e subscritores da Constituição de 1988, hoje em ação concertada com os comandantes das forças armadas, condena a iniciativa de punir torturadores pelos crimes que cometeram.

Este gesto, na prática, resulta em dar proteção a bandidos que desonraram a farda que vestiam ao torturar, estuprar, roubar, enriquecer ilicitamente sempre agindo em nome das instituições que juraram defender. É incompreensível que o nosso futuro democrático seja posto em risco para acobertar crimes praticados por bandidos o que reforça a sensação de impunidade. Ao contrário do que afirmam os defensores da impunidade dos torturadores. O que está em juízo não é o julgamento das forças armadas, como afirmam os que as querem arrastar para o lodo moral que mergulharam. Agora pretendem proteger sua impunidade, camuflados corporativamente em nome da honra da instituição.

Um pouco de história não faz mal a ninguém. Não está em questão que para consumar o golpe de 64, os chefes militares de então tiveram que expurgar das forças armadas milhares de homens entre oficiais, sub-oficiais e praças cujo único crime foi defender o regime constitucional do país. Afastaram da vida política brasileira expressivas lideranças, cassando direitos políticos e mandatos parlamentares ou sindicais. Empurraram milhares de cidadãos, na imensa maioria jovens, para a ação clandestina que desembocou na luta armada.

De qualquer maneira os golpistas de 64 protegidos pela lei de anistia não serão anistiados pela história. Fecharam e cercaram o Congresso Nacional. Inventaram a excrescência chamada de Senador Biônico para não perder, pelo voto, o controle do Senado em plena ditadura militar. Os chefes militares podem ficar tranqüilos que seus antecessores não irão para a cadeia pelos crimes que cometeram contra um país, contra uma geração inteira, a minha, que desaprendeu a falar e pensar em liberdade. Nada disso está em juízo. Vinte e cinco anos depois de iniciada a transição democrática, o que está em juízo não é o processo de anistia política.

Tranqüilize seus colegas militares, ministro. O regime militar não está sendo julgado pela quebra do sistema público de saúde ou pela quebra do sistema educacional. Estamos pedindo a punição contra criminosos comuns por crimes de lesa humanidade. Queremos o julgamento e condenação da prática de crimes hediondos. Só isso. Assusta a quem? Em nome do quê o Brasil será eternamente refém de bandidos? O que justifica acobertar crimes condenados por todos os códigos, normas e tribunais internacionais em matéria de direitos humanos? O Sr. deve estar se perguntando o porquê do meu empenho nesta causa. Vou lhe contar.

Despontei pra a vida adulta baixo a ditadura militar. Em 1964, tinha 14 anos e cresci sob o signo do medo. Sou de uma família de judeus liberais, meu pai advogado e minha mãe médica. Invoco as raízes judaicas porque meus pais eram muito marcados pelo holocausto, pelos crimes nazistas cometidos contra a humanidade. Tínhamos muito medo das soluções autoritárias. Eu queria viver num país livre e tinha sentimentos de profunda repugnância a ditaduras. Meus amigos também eram assim. Participei de passeatas, diretórios estudantis e cineclubes. Queria derrubar a ditadura fazendo filmes. Acreditava que era possível. Em 1969, um companheiro de Cineclubismo seqüestrou um avião para Cuba. Não tive nada a ver com isso. Desconhecia as intenções e a organização do seqüestro. Meu crime foi ser amigo – sim, meu crime foi o de ser amigo de um seqüestrador. Quase fui preso e morreria na tortura sem falar, não por ato de bravura, mas por absoluto desconhecimento de causa. Não pertencia a nenhuma organização revolucionária. Não sabia nada sobre o seqüestro.

Escapei dessa situação pela coragem pessoal de minha mãe que driblou os imbecis fardados que foram me prender e consegui fugir de casa nas barbas da turma do Ministério da Aeronáutica que, naquele momento, ao invés de dedicar-se a cumprir sua missão constitucional de proteger nossas fronteiras, prendiam, torturavam e matavam estudantes. Tive também a ajuda do Coronel Aviador Afrânio Aguiar que empenhou-se até a medula para que não fosse preso e massacrado na Aeronáutica. A ele dedico meu filme mais recente “Utopia e Barbárie”. Sem ele, dificilmente estaria contando essa história hoje aqui. Outras pessoas também me ajudaram a sair vivo dessa história mas como não tenho autorização para citá-los e estão vivos, guardo nomes e lembranças no coração.

Em 1970 fui viver no Chile por livre e espontânea vontade. Saí do Brasil legalmente com passaporte, ainda que tenha ido ao DOPS explicar por que saía do Brasil. Eles sabiam as razões pelas quais saía (como é cantado na música, “Não queria morrer de susto, bala ou vício”). Em Janeiro de 1971,do Chile, mandei uma carta para minha mãe, trazida por uma portadora, senhora de boa cepa, que fora visitar o filho no exílio em um gesto humanitário se ofereceu, ingenuamente, para trazer correspondência para os familiares dos exilados. O gesto lhe custou prisão e “maus tratos” nas dependências da aeronáutica. Na carta pedia a minha mãe que me enviasse livros e minha máquina de escrever. A carta foi entregue em Copacabana por militares do Doi-Codi que arrombaram minha casa, arrombaram móveis a procura de metralhadora (Assim entenderam “máquina de escrever”). Minha mãe foi levada para o quartel da PE na Barão de Mesquita, onde foi humilhada e um dos “patriotas”que a conduziu assumiu de forma permanente a guarda do relógio que entrou com ela na PE e não voltou para casa. Amigos ocultos numa rede de gente decente ajudaram a tirar minha mãe daquela filial verde oliva do inferno.

Sim ministro, havia muita gente decente nas forças armadas ou que gravitavam em torno dela e que faziam o que podiam para ajudar pessoas. A maioria, prefere, até hoje, não revelar seus gestos por medo dos que praticando atos dignos dos piores momentos da máfia intimidam e atemorizam pessoas de bem. Pior do que o relógio foi o destino do ex-deputado Rubens Paiva que foi preso no mesmo dia e nunca mais encontrado. Os senhores fazem muita questão mesmo de proteger os canalhas que seqüestraram e assassinaram o ex-deputado pelo crime de ter recebido correspondência pessoal de exilados no Chile? A quem interessa essa “Omertá”? Ministro, para esses crimes não há justificativa e menos O que leva a chefes militares e o Ministro da Defesa a se pronunciarem contra a apuração de crimes? Tortura, estupro, morte, muitas vezes seguido de roubo, são atos políticos passíveis de anistia?

Desculpe a franqueza, mas não consigo entender. Em nome do futuro democrático do Brasil , espero que a banda podre, montada no Dragão da Maldade, não saia vitoriosa.

Os chefes militares pronunciam-se a favor do pagamento de reparações às vitimas do arbítrio como um ato indenizatório. Pagamento este feito com recursos públicos desviado de finalidades mais nobres para ressarcir prejuízos causados por canalhas que deveriam ter seus bens confiscados e pagarem com recursos próprios os crimes que cometeram. Muitas empresas que se locupletaram durante a ditadura e inclusive financiaram o aparato repressivo poderiam participar dessas indenizações. No meu caso, ministro, posso lhe dizer que não há dinheiro que feche essa conta. Não pedi anistia nem indenização porque acho que não sou merecedor (nunca fui exilado, nunca me apresentei assim). E vivo bem com meu trabalho de cineasta há quarenta anos e professor universitário há 31. Se fosse pago com recursos dos bandidos, aceitaria de bom grado. Recursos públicos não. Cada centavo que aceitasse, me sentiria roubando de uma criança ou de um homem ou uma mulher humildes que precisam mais desse dinheiro numa escola pública, num posto médico, do que eu. Não recrimino quem, por necessidade ou sentimento de justiça, o faça.

A reparação que peço é a punição exemplar dos torturadores da minha mãe. O senhor há de concordar que não estou pedindo muito nem nada despropositado. E quando digo que penso no futuro e não no passado é porque a punição exemplar de criminosos desestimulará semelhantes práticas no futuro e terá uma função pedagógica para os que caiam em tentação de uso indevido dos poderes do Estado, que entendam que não vivemos no país da impunidade.Justiça, peço apenas justiça.

Bom 2010 para o sr.

Atenciosamente,
Silvio Tendler

P.S. Falamos de tanta coisa mas esquecemos de comentar dois crimes cometidos depois de 1979 que já não estariam cobertos pela lei de anistia: O assassinato de D. Lyda Monteiro da Silva, secretaria do Presidente da OAB, a mutilação do jornalista José Ribamar em 1980 e, em 1981, a bomba que explodiu no Riocentro que causou a morte de um sargento e graves ferimento no Capitão. Imagino que enquanto advogado, o quanto lhe repugna o assassinato da secretária do Presidente da OAB e a mutilação de um jornalista. Tantos anos decorridos, talvez ainda seja possível descobrir “os comunistas” responsáveis pela bomba do Riocentro, como concluiu o vexaminoso IPM instaurado na ocasião.

Por falar em comunistas, movimento que condenava a luta armada, o que dizer do assassinato do jornalista Wladimir Herzog, do operário Manoel Fiel Filho e do desaparecimento do dirigente Davi Capistrano? Seus assassinos terão imagem, nome e sobrenome ou continuarão protegidos por este exército das sombras?

Silvio Tendler

Enviada por Sérgio Bertoni, às 22:50 09/01/2010, de Curitiba, PR


PiG começa a preparar seu futuro queridinho demo-tucano
Sabemos que muitos torcerão o nariz, mas o PiG começa a preparar sua retirada estratégica da canoa de Serra

Quando Aécio desistiu da candidatura a presidente em 2010, nós afirmamos que o mineiro batia no paulista para acertar o paranaense em 2018.

O paranaense no caso é o engomadinho prefeito de Curitiba, Beto Richa, cujo único patrimônio político que tem é ser filhinho de José Richa (deputado federal, governador do PR e senador da República pelo MDB/PMDB).

Richa é jovem e tem como estratégia eleger-se governador do Paraná em 2010, fazer dois mandatos a frente de um governo estadual medíocre, porém idolatrado pelo PiG, e assim credenciar-se como o candidato demo-tucano natural (jovem, mas já "experiente" administrador, com "boa" aparência, etc) para a presidência da República em 2018.

Richa se aproveita das rusgas entre o mineiro Aécio e o paulista Serra para apresentar-se ainda como o conciliador e apaziguador do PSDB. Vire e mexe convida os dois tucanos beligerantes para jantares e encontros em Curitiba, onde todos posam sorridentes (com Richa ao centro) para as cameras do PiG em busca de um novo herói.

Hoje, um dos veículos do PiG (um dos poucos que tenta manterse acima do nível de seus irmãos) soltou artigo de página inteira (com chamada na primeira página) com o prefeitinho de Curitiba já falando como se fosse o governador do Paraná.

Parece que a sessão paulista-carioca do PiG acusa o golpe de Aécio e passa a investir no moleque curitibano.

Aécio, em seu jogo mineiro, deu uma ferrada no Serra, o queridinho do PiG. Agora o PiG anaboliza o carinha de Curitiba. Aécio parece ter claro que Serra precisa ser enterrado em 2010 para que a disputa interna do PSDB passe para as novas gerações de demo-tucanos, onde o mineiro sairia na frente ao eleger-se senador por Minas.

Aécio parece saber também que ser o líder na oposição no Senado Federal, além de lhe garantir o emprego por 8 anos sem precisar se desgastar com uma reeleição em 2014, lhe dará muito mais presença nacional. Mesmo a contra-gosto o PiG terá que colocá-lo na vitrine, expô-lo nacionalmente. Enquanto isso o mineirinho iria se apresentando como a transição tranquila, a la mineira, entre o Lulismo e o futuro do Brasil. Na condição de oposição "inteligente" e "hábil", populisticamente preocupada com o país e seu povo, conquistaria até alguns aliados de Lula e faria um claro contraponto ao lacerdismo udenista dos atuais oposicionistas demo-tucanos.

O PiG, que de tudo entende (he! he! he!), acusa o golpe e já parte para o contra-golpe preventivo, colocando o curitibano na vitrine nacional como o prefeito mais popular do Brasil, em mais uma das mentiras contadas nacionalmente sobre a capital paranaense.

Paulistas, mineiros e cariocas, poderão torcer o nariz e desqualificar a análise aqui apresentada, já que o peso político do Paraná na Federação é infinitamente menor que o dos três estados citados do sudeste ou que dos estados nordestinos. Mas é exatamente aí que reside o perigo. Por desconhecido nacionalmente o PiG pode elevá-lo a condição de um Collor 2018 ou até mesmo em 2014, caso os ventos soprem a favor do atraso. Qual era o peso de Alagoas no cenário nacional no final dos anos 1980?

Queremos estar completamente errados. Se estivermos errados o Brasil estará bem, pois Richa é um atraso revestido de modernidade. É só forma. É um privatista travestido de homem público.

E parece ser revestido de teflon...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:00 08/01/2010, de Curitiba, PR


Após Lula, a vida 5 ex-presidentes irão para as telas dos cinemas
Saiu no Estadão, aquele jornalão de Sampa que teve papel fundamental na organização da revolta anti-getulista em 1932, aquele mesmo que pediu e apoiou o golpe militar em 1964 e depois posou de perseguido pelos militares:

"Eles não viajaram por 13 dias em um pau-de-arara de Pernambuco a São Paulo, não engraxaram sapatos nas ruas e não tiveram o dedo mutilado em um torno mecânico. Ainda assim, esses outros presidentes fizeram a seus modos e estilos partes da História que dariam filmes. Jânio Quadros e sua vassoura; Tancredo Neves e a turbulenta abertura política; Sarney e seus fiscais da economia; Fernando Collor e sua "demissão" do Palácio do Planalto; Getúlio Vargas e o disparo no próprio coração. Na esteira de "Lula - O Filho do Brasil", que estreou no primeiro dia do ano, a classe política, que sempre manteve distância das salas de cinema, vai aparecer na tela grande.

Confira aqui a íntegra do artigo do Estadão e descubra de qual presidente a vida ninguém quer filmar.

Nooossa?!?

Como advinharam que se trata do FHC, o sabujo de Higienópolis, o príncipe dos sociólogos demo-tucanos???

Pois é... Ele só terá participação em um documentário para debater sobre a regulamentação das drogas no Brasil.

Ops! Documentário e debate autobiográfico?

Será que ele vai falar sobre a privataria, fim do monopólio do petróleo, dos remendos na Constituição, na Reforma da Previdência, na Emenda da Releeição, Projeto de Lei sobre Terceirização, Emenda 3 e outras tantas tentativas de regulamentar drogas no Brasil?

Como é de se esperar o documentário com FHC será uma droga!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:31 08/01/2010, de Curitiba, PR


Lula não entende nada!
O artigo abaixo nos foi enviado por um metalúrgico de Juiz de Fora, Trabalhador de base em uma multinacional

FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares, e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis.

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8.

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual.

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.

Pedro R. Lima
professor UERJ Enonomia
Enviada por Antonio Carlos, às 22:07 07/01/2010, de Juiz de Fora, MG


Polícia dos demo-tucanos de SP mostra os dentes e fere cidadãos
Isso é uma vergoooonha

A polícia de São Paulo desceu a lenha (cacetete, gás lagrimogênio, spray pimenta, etc) em cidadãos que pacificamente protestavam contra o aumento das tarifas de ônibus na capital dos paulistas.

É assim que se "respeita" a Democracia em Sampa.

Para os demo-tucanos, manifestação, protesto ou passeata só se for a favor deles, do capital. Pode ser também para criticar a Marta e o Lula. Mas para criticar Serra-Kassab, demo-tucano, não pode. É porrada. Soltam os bichos do DOPS, os fantasmas do DOI-CODI. Convocam a Oban e o CCC.(*)

Opinião pública? Só aquilo que dizem os jornalistas do PiG. Se o povo falar. Porrada neles. A escória não pode ter vez. Os demo-tucanos tem medo que aconteça em Sampa o mesmo que no Brasil. Tem medo de que o povo entenda o que é bom e o que é ruim para si próprio.

Até os jornais e portais do PiG, que tanto idolatram os demo-tucanos, publicaram fotos sobre a ação criminosa da polícia de São Paulo. Confira aqui algumas das fotos publicadas por eles.

(*) Na época da ditadura militar a elite civil paulista sempre se utilizava de "alguns" instrumentos de repressão, fiéis ao regime militar, entre eles,
DOPS - Delegacia de Ordem Política e Social
DOI-CODI - Destacamento de Operações de Informações / Centro de Operações de Defesa Interna
Oban - Operação Bandeirantes e
CCC - Comando de Caça aos Comunistas
Além dos carros e pick-ups da Folha de São Paulo, usados para transportar presos e desaparecidos políticos
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:35 07/01/2010, de Curitiba, PR


Crise: Vendas de veículos crescem 11,35% em 2009
As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no país cresceram 11,35% em 2009, comparado com 2008, e somaram 3,14 milhões de unidades, o maior patamar da história, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Em dezembro, as vendas saltaram 50,6% em relação a igual mês do ano anterior. Em relação a novembro, saltaram 16,41%, para 293.030 unidades.

A pergunta que fica é:
Onde iremos parar com tantos automóveis nas ruas? Nos congestionamentos das grandes cidades?

É preciso, urgentemente, discutir uma política nacional de transportes que além da mobilidade e qualidade do serviço, discuta também geração de emprego e renda, qualidade de vida e de trabalho para tod@s @s envolvid@s na cadeia produtiva e de serviços do setor de transporte.

É importante discutir a multimodalidade dos meios de transportes, assim com a transformação necessária na indústria de meios de transporte, assim como já foi feito no Encontro Nacional "Auto e Política de Transportes" organizado por CNM-CUT e TIE-Brasil em 2005.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:45 05/01/2010, de Curitiba, PR


Passagens em SP sobem 440% desde 1994, inflação 250%
As passagens de ônibus na capital paulista custam R$ 2,70 a partir de 04 de janeiro de 2010

Segunda a Folha de São Paulo, um dos orgãos do PiG que apóia e idolátra a união demo-tucana, em julho de 1994 as passagens de ônibus urbanos valiam R$ 0,50. Hoje elas valem R$ 2,70 acumulando aumentos na ordem de 440% muito acima da inflação (IPCA) registrada no período, que ficou na casa dos 250%.

Segundo o mesmo periódico, caso as correções desde julho de 1994 fossem feitas pelo índice de inflação (IPCA), as passagens em São Paulo deveriam custar R$ 1,75,

Parabéns São Paulo. Voltou naqueles que a esfola. Parabéns!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 16:13 04/01/2010, de Curitiba, PR


Demo-tucanos desejam Feliz Ano Novo aumentando tarifas de ônibus em Sampa
As passagens de ônibus na Cidade de São Paulo sofrerão reajuste de 17,4% a partir de segunda-feira (4), primeiro dia útil deste ano. Com o aumento, as tarifas, que são de R$ 2,30 passarão a custar R$ 2,70.

Este aumento de 17,4% no preço das passagens está 12,26% acima dos 15,5% de inflação acumulada no período de novembro de 2006 a dezembro de 2009, medida pelo IPCA (índice oficial de inflação).

É assim que os demo-tucanos desejam um feliz ano novo ao povo trabalhador de São Paulo. É assim que eles agradecem a quem vota neles.

Ninguém mandou votar no Serra e no Kassab, mas os paulistanos o fizeram. Agora pagam literalmente o custo da burrada.

Será que os paulistas seguiram insistindo no erro?

Será que depois de mais essa eles repetirão a dose nos planos estadual e nacional???
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:20 03/01/2010, de Curitiba, PR


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