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19/11/2017
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Notícias(Outubro/2005)

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Países brigam pelo controle da internet
Por Ralphe Manzoni Jr

A INTERNET TEM DONO?

Pelo caráter descentralizado da rede mundial de computadores, é de se supor que ninguém, nem um país controle a web.

Mas para que um usuário digite uma URL em vez de números IP, a internet precisa de um administrador, uma espécie de síndico capaz de cuidar dos aspectos técnicos da rede mundial de computadores.

Os Estados Unidos têm sido o administrador da internet desde desde que a web foi criada como um projeto militar nos anos 60.

Mas um grande número de países, como Brasil, China, Índia e, mais recentemente, a União Européia, está contestando o controle norte-americano sobre a internet.

Eles argumentam que a internet transformou-se numa ferramenta global de comunicação e o motor do crescimento econômico mundial e que por isso não pode ser controlada pelos Estados Unidos. Em linguagem técnica, há uma batalha pela governança na internet.

Os EUA contra-argumentam, a favor de manter seu controle, que um órgão controlado pelas Nações Unidas poderia politizar a internet, adicionar burocracia e acabar com o espírito inovador da rede, segundo uma reportagem do Wall Street Journal.

O tema vai esquentar durante a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, que acontece em Túnis, na Tunísia, entre 16 e 18 de novembro, quando o modelo de gestão da internet será colocado em xeque.

ICANN

Quem gerencia a internet é uma entidade não governamental: a Organização da Internet para Designação de Nomes e Números (ICANN, da sigla em inglês), um entidade privada, que conta com 21 membros em seu board, do qual dois são brasileiros, Vanda Scartezini e Demi Getschko.

A ICANN é responsável por aprovar e fazer a distribuição de nomes de domínios, tais como o .com ou .o net), entre outras atribuições técnicas que garantem que os usuários naveguem pela internet. Ela opera sob um contrato com o governo dos Estados Unidos e sob as leis do Estado da Califórnia.

Por isso, o governo dos Estados Unidos, por meio do Departamento de Comércio, tem poder de veto sobre as decisões da ICANN, como foi o caso da criação do domínio .xxx, para sites pornográficos, que teve objeções do governo Bush.

Nos Estados Unidos também estão localizados dez dos 13 servidores raiz (dois estão na Europa e um no Japão). Eles são o grande centro nevrálgico do acesso da web, pois sabem onde um computador tem que ir para achar o endereço de outra máquina.

Em tese, os EUA têm o poder de tirar um país da internet ou mesmo decidir sobre o que é chamado de TLD (top level domain), como o .br. E não há nenhum organismo para se reclamar das decisões ou vetos norte-americanos.

DISPUTA

Como a internet "funciona" sob os auspícios dos Estados Unidos, um grupo de países, do qual o Brasil faz parte, vem há anos defendendo a criação de um organismo multilateral para controlar a internet.

A grande diferença, dessa vez, é a postura da União Européia que, de forma surpreendente, manifestou-se contra a atual governança na internet.

"A posição européia não pretende que os governos tomem controle da internet, como se tem sugerido", afirmou Viviane Redin, comissária para a Sociedade da Informação, em entrevista ao jornal espanhol El Pais.

A solução européia consiste na criação de um novo modelo baseado em respeitar o papel o ICANN e, ao mesmo tempo, criar um fórum complementar que de um maior papel aos governos, desde que respeite os princípios que se baseiam a itnernet, explicou Viviane Redin.

Em resumo, a Europa propõe um meio-termo entre o unilateralismo defendido pelos Estados Unidos e o mutilateralismo de Brasil, China e Índia.

O governo dos Estados Unidos já se manifestou contrário a posição européia e diz que vai lutar contra a proposta, para manter seu controle histórico, o que deve gerar um impasse diplomático na reunião de Túnis, na Túnisia.

Fontes consultadas para esta reportagem:

Demi Getshko, membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil e do ICANN; e Seiiti Arata Junior, integrante da secretaria do WGIG - Working Group on Internet Governance -, que fez sugestões de modelos de governança para reunião de Túnis, na Túnisia, e advogado especializado em TI da Felsberg e Associados
Enviada por João Cayres, às 13:44 31/10/2005, de São Paulo, SP


Abril parceira do capital especulativo
Direita latino-americana alia-se para derrotar governos populares usando-se da mentira, negociatas, corrupção e uma promíscua relação de compra e venda de ativos que busca apresentar como negócios lícitos segundo as regras do mercado

Por Gustavo Barreto

É notável a profunda relação entre a revista Veja e o capital especulativo nacional e internacional. Já em 1995, a Editora Abril S.A. realizou uma parceria com as Organizações Cisneros da Venezuela, comandada por Gustavo Cisneros, um dos maiores adversários de Hugo Chávez.

Seja por breve observação ou utilizando o suporte de extensos estudos acadêmicos, é notável a profunda relação entre a revista Veja - principal produto jornalístico da Editora Abril - e o capital especulativo nacional e internacional. Além disso, destaca-se o ódio que Veja nutre pelos movimentos e governos populares, como o MST, no Brasil ou o governo Chávez, da Venezuela. Esta fina sintonia com os preceitos neoliberais, conservadores e até golpistas é, no entanto, mais do que ideológica.

Já em 1995, a Editora Abril S.A. realizou uma parceria com as Organizações Cisneros da Venezuela, comandada por Gustavo Cisneros, e a Multivision do México, objetivando criar um "serviço de televisão com transmissão direta via satélite, para a casa do assinante". Conforme consta no histórico da própria Abril, esse satélite - o "Galaxy 3R" - foi lançado no dia 14/12/1995. A Abril acrescenta que está "inaugurando uma nova era para a televisão brasileira". No mesmo ano, constitui a empresa Galaxy Latin América, em parceria com a "Hughes", companhia americana subsidiária da General Motors. Também em 1995, a Abril entrou em uma sociedade com a Sony e Time Warner para desenvolver a HBO Brasil, a versão nacional do maior canal de entretenimento do mundo. A TVA, empresa de TV por assinatura, é uma das marcas que a Abril detém.

Gustavo Cisneros é dono absoluto de um dos maiores holdings de comunicação da América Latina - a Cisneros Group of Companies, que, além da Venevisión e Univisión, congrega 72 empresas nas áreas de mídia, entretenimento, internet e telecomunicações, instaladas no Canadá, nos Estados Unidos, na América do Sul, na Espanha e em Portugal. Detém, por exemplo, a Univisión Communications, principal canal espanhol nos Estados Unidos, o que inclui tevê aberta e por assinatura. Na Venezuela, Cisneros é um dos principais inimigos de Hugo Chávez, presidente eleito democraticamente e que possui amplo apoio popular por realizar reformas sociais profundas que combatem fortemente a desigualdade daquele país. Foi Cisneros um dos principais apoiadores do golpe contra Chávez em 2002, o famoso golpe midiático, por meio de suas redes de televisão e seu poder financeiro.

Cisneros é sócio da DirecTV, agora associada e controlada pela concorrente Sky, do multimilionário australiano da mídia Huppert Murdoch. Algumas das empresas de Cisneros são conhecidas dos brasileiros, como a AOL Latin América, a já mencionada DirectTV e a Panamco, engarrafadora da Coca-Cola. Segundo a revista Isto É Dinheiro, Cisneros anunciou em junho de 2004 a criação de um fundo de US$ 200 milhões para investir no Brasil e disse que está conduzindo outros negócios. Em janeiro de 2000, a AOL e a Time Warner passaram por um processo de fusão das duas empresas. Na nova empresa, Cisneros e a Abril são parceiros comerciais.

Veja é tucana. Oficialmente

Uma pesquisa acionária na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) trouxe resultados interessantes. É possível constatar, por exemplo, que o ex-presidente da Caixa Econômica Federal em parte da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Emílio Carazzai, é um dos diretores financeiros da Editora Abril. Carazzai é tratado por FHC e por Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda, com especial carinho, como demonstram vários discursos da época e até mesmo no momento da saída de Carazzai, por pressão do PFL. Além disso, a gestão de Carazzai à frente da Caixa foi marcada por demissões, flexibilização da jornada de trabalho, congelamento de salários e terceirização dos serviços. Os que mais perderam, de novo, foram os trabalhadores.

Além disso, como muitas empresas, a Editora Abril possui dívidas, que precisam ser quitadas ou renegocisadas ao final de um ano fiscal. Para isso, as empresas emitem debêntures - títulos de renda fixa que são oferecidos pela empresa endividada a investidores, que por sua vez recebem uma porcentagem fixa (25%, por exemplo) de lucro em relação ao que investiram.

O que chama a atenção no caso de Veja, principalmente quando se observa a linha editorial neoliberal da revista, são exatamente seus investidores. Para renegociar suas dívidas, a editora Abril cedeu, por exemplo, ações para o Unibanco, em decisão tomada em 14/5/2005, como consta em ata assinada pelo Conselho de Administração da empresa. Cedeu também, conforme a mesma ata, o capital adquirido na venda de espaços publicitários das publicações da empresa para o Bradesco e o Banco do Brasil.

A Editora Abril possui, ainda, relações com instituições financeiras como o Banco Safra e a norte-americana JP Morgan - a mesma que calcula o chamado "risco-país", índice que designa o risco que os investidores correm, empregados e protegidos em Nova Iorque, quando investem no Brasil. Em outras palavras, expressa a percepção do investidor estrangeiro sobre a capacidade desse país "honrar" seus compromissos.

Esta e outras instituições financeiras de peso são os debenturistas - detentores das debêntures - da Editora Abril e de seu principal produto jornalístico. Em suma, responsáveis pela reestruturação da editora que publica a revista com linha editorial fortemente pró-mercado financeiro e anti-movimentos sociais.

13,8% para o Capital Group No início de julho de 2004, o grupo Abril anunciou a venda de 13,8% de seu capital para o administrador de fundos Capital Group International (www.capgroup.com), por R$ 150 milhões, de acordo com o balanço anual da Veja que consta na CVM. A mudança constitucional aprovada em maio de 2002 que permitiu o ingresso de 30% de capital estrangeiro nas empresas de comunicação permitiu tal transação. Mudança promovida exatamente pela gestão de FHC (1995-2002).

O deputado Fernando Ferro (PT-PE) confirmou que a Editora Abril possui íntima relação com o grupo de Gustavo Cisneros. "Consultamos os procedimentos de aquisição das aquisições da revista Veja e constatamos que hoje cerca de 30% das suas ações são do empresário venezuelano Gustavo Cisneros, que participou do processo de conspiração para derrubar o presidente Chávez, juntamente com Pedro Carmona [que ocupou a presidência por algumas horas, durante o golpe fracassado]", sustentou.

De acordo com o jornal Valor Econômico de 10/8/2004, o fundo de investimentos Capital Group já tem outras participações no país. O mesmo Capital Group adquiriu, em 19 de maio do mesmo ano, lote de recibos de ações nos EUA (ADRs) da Tele Centro-Oeste Celular (TCO), com o qual passou a controlar 14,37% das ações preferenciais da companhia. No mesmo mês, o fundo adquiriu ações da TIM Sul, passando a controlar 5% do capital da empresa, com direito a voto na operadora móvel. Em janeiro, havia comprado 135,8 milhões de ordinárias da Embratel Participações, controlando cerca de 6 bilhões de papéis, ou 5,05% dos papéis com direito a voto. Em abril de 2003, o Capital Group adquiriu na bolsa de valores 13,659 bilhões de ações preferenciais da Tele Norte Leste (holding da Telemar), passando a controlar 5,25% dos papéis sem direito a voto.

Já a Editora Abril S.A. atua na atividade editorial e gráfica, compreendendo a edição, impressão, distribuição e venda de revistas, publicações técnicas, na comercialização de propaganda e publicidade, bem como a participação no capital de outras sociedades. No ramo editorial e gráfico é a maior empresa da América Latina, líder no mercado de revistas. A Abril e suas parceiras são responsáveis por mais de 165 publicações, entre revistas, edições especiais e anuários.

Gustavo Barreto é editor da revista Consciência.Net, colaborador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) e pesquisador na Escola de Comunicação da UFRJ
Enviada por João Cayres, às 13:29 31/10/2005, de São Paulo, SP


Em nota oficial Cuba desmente revista Veja
O governo de Cuba afirmou que jamais interveio em assuntos internos do Brasil, desmentindo assim reportagem da revista Veja segundo a qual dinheiro do Estado cubano financiou parte da campanha eleitoral de 2002 do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

"Cuba rechaça categoricamente essas calúnias, confirma que jamais interferiu nos assuntos internos desta nação irmã", disse o governo cubano em nota do embaixador em Brasília distribuída à imprensa brasileira e internacional.

"Quem orquestra essa campanha de mentiras contra Cuba e contra o governo brasileiro busca afetar as relações bilaterais entre nossos dois países, caracterizadas pelo diálogo fraternal, o respeito mútuo e a não ingerência nos assuntos internos de nossas nações", continua a nota.

Segundo a revista Veja, Cuba contribuiu com três milhões de dólares à campanha de Lula, o que seria uma violação das leis eleitorais.

Certamente a fonte de informações de Veja deve estar secando, por isso precisem recorrer ao expediente mais atrasado na imprensa e na direita, ou seja, "criar" inimigos externos e sair a caça de possíveis ligações subversivas entre o governo do Brasil e os comunistas de Cuba. E para isso qualquer invenção vira manchete.

No sábado, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Ricardo Berzoini, desqualificou a reportagem da Veja e afirmou que a revista se transformou em um "panfleto" dos partidos de direita (PSDB e PFL).

Precisamos mais do que nunca do Verdadeiro Direito a Liberdade de Imprensa para poder combater a libertinagem mentirosa e demagoga desta direita raivosa, atrasada e tacanha. O Brasil é muito maior que alguns feudo-capitalistas.

Lutemos pela verdade e pelo futuro do país contra o atraso e a miséria que nos impõe há 505 anos!!!

Lutemos contra o terrorismo praticado pela imprensa burguesa atrasada!!!

Lutemos pelo direito dos pobres e Trabalhadores serem donos de seu próprio país!!!
Enviada por Sergio Bertoni, às 01:09 31/10/2005, de Curitiba, PR


Câmara aprova colete airbag para motoboys em SP
Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram, na noite de quarta-feira, o projeto de lei que obriga os motoboys a utilizarem um colete airbag (bolsa de ar inflável) nas ruas da cidade.

O projeto inclui o uso do colete no pacote de medidas da administração municipal para regulamentar o setor.

As empresas teriam até um ano para se adequar às novas regras.

O colete ajudará na redução de mortes em acidentes de moto. Com essa aprovação, outras cidades no país poderão adotar a mesma medida.

Os acidentes de trânsito envolvendo motociclistas são um verdadeiro problema de Saúde Pública, perda de capacidade produtiva e até mesmo um motivo do aumento dos déficits públicos, pois é o sistema de previdência e seguridade social estatal que se responsabiliza pelos tratamentos médicos, indenizações e aposentadoria por invalidez ou morte.

O projeto de lei não prevê a utilização do colete airbag para motociclistas de passeio. Apenas motoboys, guardas municipais e agentes da CET teriam de vestir o equipamento.

A pergunta que fica é se este tipo de regulamentação não deveria ser feito na esfera federal, através da legislação trabalhista nacional, já que regulamenta o uso de um equipamento de segurança no Trabalho.

A proposta segue, agora, para avaliação do prefeito da cidade que poderá vetá-la ou sancioná-la.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:01 28/10/2005, de Curitiba, PR


DC demite 11 por manter fotos pornô na intranet
A DaimlerChrysler demitiu na semana passada 11 funcionários da unidade de São Bernardo do Campo (SP) por manterem fotos ou vídeos pornográficos na rede interna de computadores da empresa - intranet.

Segundo Tarcísio Secoli, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e funcionário da DC, a empresa já tinha comunicado aos funcionários que não permitiria esse tipo de prática e decidiu punir há cerca de 10 dias aqueles que colocaram as imagens na intranet.

Segundo Secoli, a comissão de fábrica conversará com executivos da empresa para tentar reverter as demissões. "Não compactuamos com esse tipo de prática. Todo mundo sabe que não pode, mas faz. Agora, a empresa foi muito dura com alguns desses funcionários", afirmou.

A DaimlerChrysler tem em sua fábrica em São Bernardo cerca de 11.500 funcionários e é a primeira vez que pune alguém por este motivo.

No Brasil, não há leis que regulamentem o direito da empresa de monitorar o conteúdo digital armazenado em programas de e-mails ou microcomputadores das empresas.

O fato abre um novo necessário debate sobre inclusão digital, acesso a informação e direito a privacidade digital que transceden em muito a questão do direito de propriedade ou questões trabalhistas.

É um novo desafio que está colocado ao movimento sindical. Amanhã ou depois, pessoas mal intencionadas poderão roubar senhas colocar fotos pornôs ou outros materiais (condenáveis pela moral conservadora vigente) na intranet das empresas e usar como motivo para demitir Trabalhadores e fechar postos de Trabalho. Não é só uma questão pessoal ou comportamental. É preciso pensar nisso.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:42 28/10/2005, de Curitiba, PR


Toyota quiere ser la número 1 y compraría la GM
GM está cerca de la quiebra. Los cambios se conocerían en las próximas semanas.

Según trascendió, el ultra rentable grupo japonés Toyota estaría en condiciones, a principios del año próximo, de quedarse con General Motors, una compañía al borde de la quiebra, y convertirse así en el fabricante de autos más grande del mundo.

El grupo, que ya desbancó a Ford como el segundo fabricante de vehículos más importante del mundo y que no tenía en sus planes llegar al puesto número uno durante por lo menos cinco años, piensa aumentar su producción el 11% y llegar así a 9,2 millones de autos en 2006, según informes japoneses.

Sus planes de expansión, que deberán ser confirmados en las próximas semanas, se dan a conocer pocos días después de que Rick Wagoner, director ejecutivo de General Motors, admitió que su grupo podría verse obligado a achicar su producción y pasar a fabricar autos más pequeños y menos consumidores en términos de combustible debido a los elevados precios del petróleo.

General Motors, que perdió 3.800 millones de dólares en los primeros nueve meses de este año como consecuencia de una participación menguante en el mercado norteamericano y cierres de plantas costosas, vio como sus ventas aumentaban el 3,7% en el mismo período a 7,1 millones de unidades.

La compañía pronosticó una producción global este año de 9,1 millones de vehículos, pero, incluso si siguen vigentes los descuentos y los recortes de precios salvajes, es probable que su porción del mercado en Estados Unidos caiga y llegue al 20% este mes, comparado con más del 30% hace un año.

Toyota, que acaparaba el 13,4% del mercado norteamericano en septiembre, viene afectando el liderazgo de GM al concentrarse en autos de menos consumo y garantizarse una reputación de calidad al mismo tiempo que ofrece descuentos importantes.

El grupo japonés, con un valor de 160.000 millones de dólares comparados con 16.000 millones de dólares de GM, produjo 6,1 millones de vehículos en los primeros nueve meses, pero está avanzando su producción en China donde, según trascendió, abriría una sexta planta. Piensa vender 8,6 millones de vehículos en todo el mundo el año próximo.

El quinto fabricante de autos más grande del mundo, Daimler Chrysler, que está recortando 8.500 puestos de trabajo en Mercedes, su división de lujo, anunció que va a impulsar las ventas y ganancias "levemente" este año después de alcanzar una ganancia operativa de 1.840 millones de euros en el tercer trimestre, comparados con 1.330 millones de euros un año antes.
Enviada por SindLab, às 09:49 28/10/2005, de São Paulo, SP


Ford produzirá novo veículo em SBC
Carro novo é resultado da luta na fábrica da Ford em São Bernardo

A Ford anunciou que na última terça-feira que irá produzir o novo veículo compacto, o modelo de entrada como se diz no jarguão automobilístico na fábrica de São Bernardo do Campo.

A decisão da empresa é resultado de um processo de negociações que começou em 2000, portanto há 5 anos, e se tornou mais intenso nos últimos dois anos.

Em 2003 a empresa anunciou que só produziria um novo veículo em São Bernardo se a fábrica fosse realmente competitiva. Para tanto, ela apresentou um programa de competitividade que resumidamente significaria manter apenas 600 trabalhadores como funcionários Ford na produção de veículos de passeio, terceirizando todos os demais e demitindo 554 trabalhadores através de um Plano de Demissões Voluntárias - PDV.

Os Trabalhadores na Ford rechaçaram esta proposta e isto deu início ao um intenso período de negociações nestes dois últimos anos. Fechou-se um acordo onde todos os funcionários serão mantidos como trabalhadores Ford e não haverá demissão alguma.

Abraços e firmes na luta, pois a luta é contínua!!!

Na terça, dia 25 de outubro, o Sindicato do Metalúrgicos do ABC realizou assembléia na Ford onde apresentou aos trabalhadores os detalhes do acordo a ser fechado com a montadora e que permitirá o desenvolvimento e produção do modelo popular na fábrica de São Bernardo.

Este acordo coroa todo um processo de luta dos companheiros na empresa, que teve início em 1999.

Empregos e produção garantidos

?A produção de um novo carro coroa um processo de lutas que vem desde 1999. Nos assegura que os empregos serão mantidos e que a fábrica permanecerá aqui na cidade. Podemos pensar até na geração de novos postos?, disse Rafael Marques, secretário-geral do Sindicato e trabalhador na Ford.

A montadora não detalhou o projeto no anúncio que fez à imprensa no último sábado. Afirmou apenas que o carro é parte da estratégia de ampliar sua participação no mercado e será um modelo compacto complementar à linha já existente, que fica mantida.

A Ford afirma ainda que o modelo será desenvolvido no Brasil para o mercado interno e exportação.

?O Natal mais triste de nossas vidas?

É vivo na memória de muitos companheiros o final de 1998. Foi logo depois de uma festa de confraternização, no dia 18 de dezembro, há uma semana do Natal, que muita gente chegou em casa e lá lhe esperava uma carta anunciando a demissão. Foram 2.800 companheiros mandados embora no mesmo dia.

A mobilização foi imediata após o anúncio das dispensas. Sindicato e Sistema Único de Representação montaram um plantão durante o período de férias e armaram uma estratégia que mobilizaria o País ao exigirem o direito ao trabalho.

Foi o que aconteceu na manhã de 4 de janeiro de 1999. O movimento ficou nacional, como um símbolo de resistência ao desemprego que atingia suas mais altas taxas no País.

Foram quase 30 dias de assembléias, atos, manifestações, ocupação de concessionárias da marca e encontros com os Poderes Públicos.

Trabalhadores e seus familiares recebiam a solidariedade da categoria e do Brasil. As demissões foram suspensas no dia 2 de fevereiro.

A nova etapa da luta

Um plano de voluntariado foi aberto na Ford e o pessoal foi afastado recebendo o salário em casa.

Aos poucos, os companheiros foram voltando ao serviço e o Sindicato passou a desenvolver uma série de ações. A primeira foi conquistar um acordo de garantia de emprego por cinco anos, que vence em 2006. Neste acordo, uma cláusula determina que Sindicato e empresa buscassem alternativas ao investimento no novo produto.

Depois, a fábrica de caminhões foi transferida do Ipiranga para São Bernardo.

Sindicato e Sistema Único de Representação também pressionaram os governos a contribuir com essa luta.

A visita do presidente Lula à fábrica foi fundamental. Também foram importantes os créditos de ICMS que serão revertidos em investimentos.

Houve ainda a transferência de companheiros de São Bernardo para a fábrica de Taubaté.

Mais recentemente, a batalha foi contra a ameaça ao funcionamento da estamparia por causa de um conjunto residencial que teve liberada sua construção pela Prefeitura, mesmo sendo ali uma zona industrial.

?É importante frisar que todo esse processo ocorreu da maneira mais transparente, sempre com o debate dos companheiros e decisões tomadas em assembléias?, assinala Teonílio Monteiro, o Barba, diretor do Sindicato.

?A conquista do novo produto mostra a maturidade do Sindicato, trabalhadores e empresa em discutir um assunto do interesse de todos?, finaliza Barba.

Com materiais da Tribuna nº 2086
Enviada por João Cayres / Sérgio Bertoni, às 18:57 27/10/2005, de São Paulo / Curitiba


Delphi propõe salários abaixo da linha da pobreza
Vejam a proposta da Delphi para a UAW nos EUA:

* Cortes de 65% nos salários

* Aumento de 10% nos custos de saude pelo plano

* Perda de serviços médicos de oftalmologia e dentista

* Congelar o plano de pensão atual e não aceitar novas adesões a partir de 1 de janeiro de 2006.

Com estes salarios (US$ 9/ hora), os trabalhadores horistas da empresa ficarão US$ 600 /ano abaixo do salario considerado como "linha de pobreza" nos EUA para uma familia de 4 pessoas.
Enviada por João Cayres, às 14:35 27/10/2005, de São Paulo, SP


Ford vai controlar ida de funcionários ao banheiro
A direção da fábrica de automóveis da Ford em Michigan (Estados Unidos) avalia que seus empregados estão passando muito tempo no banheiro.

A cada turno, os 3,5 mil funcionários dessa unidade da empresa têm 48 minutos de intervalo para incursões ao toalete. No entanto, segundo um memorando interno que vazou para vários órgãos de imprensa dos EUA, o limite não estaria sendo cumprido. A empresa planeja controlar o acesso aos banheiros, mas ainda não definiu como o fará.

O memorando diz ainda que o excesso de tempo gasto com isso reduz a produtividade da linha de montagem, que nesta unidade faz o Ford Expedition e o Lincoln Navigator.

Representantes dos trabalhadores reclamam que a empresa tem outros problemas, mas que foca na questão da suposta pausa excessiva para desviar a atenção.

Por sua vez, uma porta-voz da Ford disse que o limite de 48 minutos é estabelecido no acordo trabalhista com a categoria.
Enviada por Almir Américo, às 12:52 27/10/2005, de São Paulo, SP


Software Livre: Lançado o OpenOffice.org 2.0
Já está disponível no sítio da comunidade OpenOffice.org.br a versão da suíte de escritório OpenOffice.org 2.0 (OOo 2.0) em versões para Linux e também para Windows, o que a torna única suíte de escritório compatível com os dois sistemas operacionais.

OOo 2.0 é gratuíto e pode ser baixado no sítio www.openoffice.org.br óbviamente em português do Brasil.

Já testamos a nova versão e podemos afirmar que os dois anos dedicados a ela não foram em vão: está muito boa, mesmo!!! A instalação é rápida e simples e a produtividade desta suíte de escritório surpreende. Os viciados em rWindows não sentirão diferença nenhuma. A versão 2.0 do OOo chegou para detonar com a suíte proprietária MSOffice.

Diferentemente de outras versões do OOo os desenvolvedores tomaram cuidado não só com a robustez, produtividade e confiabilidade da suíte, mas também cuidaram de sua aparência. Forma e conteúdo em um software Livre e Gratuito.

OOo adota o padrão OpenDocument o que aumenta em muito as possibilidades destes serem lidos em outros aplicativos de escritório que usam o mesmo padrão.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 02:29 25/10/2005, de Curitiba, PR


Brasil: vitória dos Trabalhadores na Grob
O companheiro Luis Batista Oliveira, mais conhecido como Pica-Pau, diretor do sindicato do Metalúrgicos do ABC e Trabalhador na fabricante de máquinas Grob Brasil, em São Bernardo do Campo, arbitrariamente demitido no começo de agosto de 2005, foi reintegrado ao quadro funcional da empresa e às suas funções sindicais na última sexta-feira, dia 21 de outubro de 2005.

Durante 72 dias de luta (acampamento em frente a fábrica, greves, demonstrações de solidariedade, paralisação de máquinas produzidas pela Grob instaladas na DaimlerChrysler, SBC, e Ford,Taubaté, intervenção do Minsitro do Trabalho do Brasil, da seção brasileira da OIT e da embaixada alemã no Brasil e milhares de cartas de protesto enviadas de todo o mundo para a empresa no Brasil e na Alemanha) o respeito ao direito de Organização dos Trabalhadores no Local d Trabalho foi reestabelecido.

Em nome de nosso companheiro Luis Oliveira, eu queria agradecer a todos que nos apoiaram nesta jornada de lutas dos Trabalhadores na Grob no Brasil.

?Mexeu com um mexeu com todos?

Valter Sanches, Secretário de Organização da CNM-CUT
Enviada por Valter Sanches / Sérgio Bertoni, às 11:45 24/10/2005, de São Paulo, SP / Curitiba, PR


Victory at Grob Brasil
Our brother Luis Batista Oliveira, Union director at machine-builder Grob Brasil, Sao Bernardo do Campo, arbitrarily fired at the beginning of August, had his job and Union post reinstated last Friday, the 21st of October.

After 72 days of struggle, during which he was camping in front of the plant, and with some strikes at the plant, lots of solidarity demonstrations, stoppage of Grob machines at DaimlerChrysler and Ford, intervention of the the Ministry of Labor, the Brazilian section of the ILO and the German embassy in Brasil, and hundreds of protest letters from around the world to the company in Brasil and in Germany, the respect for in-plant Union organization was finally restored.

On behalf of our Union and brother Luis Oliveira, I?d like to thank everybody that helped somehow with this major accomplishment for the Grob workers in Brasil.

?An injury to one is an injury to all? Valter Sanches, Secretário de Organização CNM-CUT
Enviada por Valter Sanches, às 11:31 24/10/2005, de São Paulo, SP


Uma chance perdida
Os eleitores brasileiros decidiram neste dia 23 de outubro de 2005 permitir a venda de armas de fogo e munição. O resultado é alarmante, pois 2/3 da população votaram contra a proibição de venda de armas.

O Brasil perdeu uma chance

As campanhas veiculadas nos meios de comunicação não esclareceram a população, mas há de se admitir que a campanha do SIM (em defesa da proibição de venda das armas de fogo) foi fraca, usou por demais a presença de artistas, não conseguiu esclarecer que era um referendo e que a proibição de venda de armas de fogo já estava prevista no estatuto do desarmamento aprovado pelo Congresso Nacional, precisava apenas ser referendada pelo povo.

A campanha do NÃO, mesmo mentirosa, atingiu seu resultado devido a objetividade. Durante o tempo todo eles "bateram em duas teclas": defesa de direitos e defesa da liberdade. Propaganda enganosa, sem dúvida, mas de fácil compreensão para a maioria da população.A campanha do NÃO conseguiu passar a idéia de que as pessoas que falavam em seus programas eram simples cidadãos, brasileiros como a maioria. Usaram o recurso dos descamisados com uma nova roupagem.

O resultado do Referendo de 23 de outubro de 2005 mostra que o povo não se deixa mais influenciar pela opinião de artistas, o que aliás já havia acontecido em 2002 quando uma atriz global apoiou o candidato derrotado dizendo que tinha medo da vitória de Lula. Mas, ainda continuamos presa fácil dos marketeiros políticos e do discurso vazio com aparências de argumentos sérios.

O Brasil perdeu uma oportunidade de derrotar os engôdos e as mentiras.

Dois setores da sociedade certamente comemoram o ocorrido: a indústria de armas e a bandidagem. A primeira por garantir seu mercado e a segunda por garantir instrumentos de trabalho de fonte "segura" e "legal" para o exercício de sua "profissão".
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:44 24/10/2005, de Curitiba, PR


Perigo para os sindicalistas
Um total de 145 pessoas perderam a vida por causa de suas atividades sindicais em 2004, 16 a mais que em 2003, segundo o Informe anual da CIOSL (Confederação Internacional de Organizações Sindicais Livres) sobre as violações dos direitos sindicais.

O informe, que cobre 136 países dos cinco continentes, documenta mais de 700 agressões violentas contra sindicalistas, e cerca de 500 casos de ameaças de morte.

Em numerosos países, os sindicalistas continuam sendo vítimas de detenções, encarceramentos, demissões e discriminação, enquanto que se recorrem a obstáculos legais para impedir a sindicalização e a negociação coletiva, negando, assim, para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seus legítimos direitos.

"O Informe deste ano revela até onde estão dispostos a chegar muitos governos e empregadores para conseguir tomar a dianteira em alguns mercados globais, onde a competição é cada vez mais feroz", afirmou o secretário geral Guy Ryder, acrescentando que "a globalização deve tomar uma via completamente distinta da que segue atualmente, na qual as preocupações sociais e o fim da exploração ocupem um lugar central, em vez de ficar à margem".

A América se destaca como a região com maior número de assassinatos e ameaças de morte, enquanto que a região da Ásia e Pacífico registra o número mais elevado de sindicalistas agredidos. No Oriente Médio, onde em certos países os sindicatos são totalmente proibidos, 11 trabalhadores morreram por causa de suas atividades sindicais (sete deles num incidente ocorrido no Líbano quando o exército atirou contra os participantes de uma marcha de protesto sindical).

Na Europa, a situação é, em geral, bastante menos dramática, ainda que as autoridades de alguns Estados da antiga União Soviética tentam, por todos os meios, assumir um controle absoluto sobre os sindicatos.

Mais uma vez, a Colômbia foi o país mais perigoso do mundo para os sindicalistas, com 99 assassinatos e centenas de ameaças de morte, num contexto de esforços sistemáticos por parte do governo para debilitar o movimento sindical. Em outros países latino-americanos, foram registrados mais 15 mortos.

Juntamente com a Colômbia, vários outros países se destacam mais uma vez no Informe deste ano, incluindo Bielorrúsia, Birmânia, China, Filipinas, Haiti, Irã, Nigéria, República Dominicana, Venezuela e Zimbábue.

Nas Américas, os trabalhadores e trabalhadoras das ZFI (Zonas Francas Industriais) no Haiti, Nicarágua e muitos outros países têm sofrido também repressão sindical. Entre as tácticas utilizadas pelos empregadores na zona de Ouanaminthe, no Haiti, a CIOSL cita a proibição dos trabalhadores eleitos como representantes sindicais de poder ir ao banheiro durante as horas de trabalho, 34 membros de um sindicato recém-formado que foram despedidos e conduzidos para fora da fábrica sob a mira de uma pistola, e a violenta surra e posterior demissão de que foi vítima o líder sindical Ariel Jérôme.

O Informe também centra sua atenção sobre vários países industrializados. Os Estados Unidos, que ainda não ratificou os convênios fundamentais sobre liberdade sindical e o direito à negociação coletiva, figuram mais uma vez pelas violações generalizadas que tem acontecido.

Os empregadores freqüentemente recorrem a firmas especializadas no intuito de acabar com os sindicatos para impedir que os trabalhadores votem para eleger seus representantes sindicais, e utilizam reuniões a portas fechadas como plataforma para ameaçar que os lugares de trabalho fecharão, se os funcionários decidem se sindicalizar.

Alguns empregadores têm ido ainda mais longe. Entre os exemplos citados figura o do gigante varejista Wal Mart, que interferiu numa eleição sindical, dedicando-se a supervisionar as atividades do sindicato de trabalhadores, interrogando-os sobre o apoio que davam ao sindicato, transferindo empregados dentro e fora do departamento para diluir o apoio ao sindicato, e oferecendo incentivos aos trabalhadores para que votassem contra a sindicalização nas vésperas das eleições.
Enviada por Hugo Chimenes, às 12:17 23/10/2005, de São Borja, RS


Crise trabalhista nos EUA facilita Toyota
O sindicato concordou com um contrato trabalhista excepcionalmente competitivo para a fábrica japonesa

Em seus dias iniciais como fabricante nos Estados Unidos, a Toyota Motor Corp. evitou os estados que privilegiavam os sindicatos como Michigan e Ohio, onde sua presença poderia acionar boicotes ou organizações de protestos.

Com os sindicatos United Auto Workers e Canadian Auto Workers agora preocupados com perdas de empregos na General Motors Corp. e Ford Motor Co. - e a popularidade da Toyota crescendo entre os fabricantes estrangeiros -, a fabricante japonesa está avaliando se o momento poderia ser apropriado para uma linha de montagem em Michigan, o coração da indústria automobilística dos Estados Unidos.

A fábrica em Michigan poderia aproveitar os trabalhadores especializados que poderiam, de outro modo, ingressar na General Motors ou na Ford. A Toyota também poderia encontrar fornecedores facilmente e que estão dispostos a trabalhar para um cliente mais confiável do que a GM ou a Ford. Os executivos da Toyota, no entanto, estão perguntando se os sindicatos que representam os fornecedores e os empregados da indústria automobilística poderiam se opor à sua presença.

"Não creio que haverá qualquer reação negativa dos sindicatos", afirmou Dsteve Mitchel, da empresa de pesquisa de opinião Lansing, sediada em Michigan. "As pessoas querem ver novos empregos. E se isso acontecer, todos estarão satisfeitos".

A mesma previsão não poderia ter sido feita nas décadas de 1980 e 1990, quando o sindicato United Auto Workers estava fazendo lobby por restrições comerciais contra a indústria automobilística do Japão e prometendo boicotes de consumidores.

Art Baker, presidente de uma seção local do sindicato em Lansing, Michigan, disse que o governo e os sindicatos têm a obrigação de encontrar meios de criar mais empregos neste estado. Se a GM não está crescendo "é preciso que encontrem um modo de continuar a permitir que os outros fabricantes cresçam".

A United Auto Workers, cuja sede está localizada em Detroit, e a Canadian Auto Workers até agora não conseguiram atrair os funcionários de fábrica da Toyota na América do Norte a se filiarem aos sindicatos.

Contudo, as companhias japonesas sabem que a perda de empregos dos filiados sindicais é tema politicamente sensível nos EUA. Diante da oposição dos sindicatos e do setor político às importações na década de 1980, o Japão concordou provisoriamente com a restrição voluntária às exportações da Toyota e de outros exportadores automotivos para os Estados Unidos, para poder atenuar as tensões.

Na última semana, a Toyota deu início às obras de uma fábrica de US$ 653 milhões em Woodstock, Ontario, Canadá. A fábrica será inaugurada dentro de três anos, em 2008.

A sexta fábrica da Toyota, para montagem de picapes, começará a funcionar no próximo ano em San Antonio. Mas as autoridades em Michigan, especialmente a governadora Jennifer Granholm já estão pensando antecipadamente sobre a linha de montagem número oito da Toyota.

Com o índice de desemprego em Michigan em 6,7%, comparados com 5,1% em termos nacionais, o índice de aprovação para o comando de Granholm da economia estadual decresceu ara 48%.

"Ela é muito vulnerável", afirmou Mitchell. "Dentro de dois anos precisaremos de outra fábrica de automóveis", disse Dennis Cuneo, vice-presidente sênior em Nova York. "Fujio Cho declarou que estamos abertos para Michigan" referindo-se a uma declaração anterior neste ano dada pelo vice-presidente da empresa automobilística.

Cuneo também está dizendo que a Toyota está considerando escolher locais em Arkansas, Mississippi e Tennessee - estados onde os sindicatos são fracos e ultimamente os locais preferidos para a maioria das companhias automobilísticas japonesas, alemãs e também sul-coreanas.

Além da expansão do centro técnico da Toyota, Granholm leva crédito por atrair a sede comercial norte-americana da Hino Motors, uma subsidiária da Toyota, para Michigan.

Como um exemplo do que Granholm classifica de "um novo espírito cooperativo" no estado, ela relata uma nova fábrica de motores em, Dundee, Michigan, de controle conjunto com a Hyundai Motor, Mitsubishi Motor e DaimlerChrysler. O sindicato concordou com um contrato trabalhista excepcionalmente competitivo para a fábrica e com termos bem mais favoráveis do que o contrato padrão mantido com a Chrysler, Ford e GM.

Segunda no ranking

Em 2004 a Toyota superou a Ford e se tornou a segunda maior produtora de veículos do mundo, com 6,8 milhões de unidades. A empresa japonesa perdeu apenas da GM (8,1 milhões de unidades). E ganhou da Ford, terceira colocada, com 6,6 milhões de veículos produzidos, da Volkswagen (quarta classificada), com 5,1 milhões de unidades e DaimlerChrysler, quinta do ranking com 4,6 milhões de unidades. A classificação é da Oica, entidade que congrega as montadora de todo mundo.
Enviada por Almir Américo, às 22:23 21/10/2005, de São Paulo, SP


Sob pressão, sindicatos fazem concessões nos EUA
Acordo da GM segue padrão de redução de custos trabalhistas

Os enormes prejuízos da indústria automobilística e as concordatas de companhias aéreas estão forçando grandes concessões dos sindicatos mais poderosos dos Estados Unidos. As entidades sindicais não têm uma fração do poder dos sindicatos europeus, mas as concessões que os trabalhadores estão sendo forçados a fazer são sem precedentes, especialmente na indústria automobilística. As dificuldades de alguns dos maiores empregadores do país soma-se à transferência de empregos de baixa qualificação na indústria para países como China e Índia, o que acua ainda mais o movimento sindical.

Deve ser votado no fim de semana o acordo proposto pela General Motors ao United Automobile Workers (UAW) para reduzir despesas de saúde de funcionários aposentados. A proposta deve reduzir em US$ 1 bilhão os gastos anuais com saúde. O presidente da GM, Rick Wagoner, anunciou o acordo esta semana como parte do esforço de reestruturação da empresa, que fechou o terceiro trimestre com prejuízo de US$ 1,6 bilhão - as perdas no ano chegam a US$ 4 bilhões. O UAW, que representa a elite dos trabalhadores da indústria nos EUA, está sendo forçado a concessões no acordo coletivo que terminaria em 2007, em meio a um clima cada vez pior para a indústria automobilística americana. Tanto a Ford quanto a GM foram rebaixadas pelas agências de risco. A Ford também está negociando com o sindicato a redução de gastos com planos de saúde.

Os trabalhadores filiados à UAW são considerados "aristocratas" se comparados a empregados de setores com entidades sindicais não tão poderosas. A indústria automobilística é uma das poucas que concedem planos de saúde com benefícios generosos e sem necessidade de repartição do custo com o trabalhador. Essas condições praticamente não existem em empresas fora da área de saúde.

A espada sobre a cabeça dos sindicatos é a possibilidade de as grandes indústrias pedirem concordata, o que automaticamente reabre as negociações sobre condições trabalhistas. O primeiro teste do poder de barganha dos sindicatos na reestruturação ocorrerá com a Delphi, maior fabricante de autopeças do mundo, que entrou com pedido de concordata neste mês. A empresa está tentando negociar reduções de mais de 50% nos salários, de US$ 27 por hora de trabalho para US$ 10 por hora.

A redução salarial é apresentada pelas companhias como a única maneira de competir com cadeias de produção globais que incluem unidades em países com baixos custos de trabalho.

Os exemplos de concessões são grandes na indústria aérea e siderúrgica, por exemplo. Trabalhadores da Delta Air Lines estão tentando defender a continuidade das contribuições da empresa a seus fundos de pensão na corte de falências de Atlanta. A United Airlines está pedindo à corte de Chicago que autorize a transferência do seu fundo de pensão, que tem um rombo atuarial bilionário, à entidade governamental Pension Benefit Guarantee Corporation (PBGC), que assumiria as obrigações do fundo em troca de títulos de dívida e ações da companhia. Os pilotos e outras categorias já aceitaram redução salarial. A American Airlines também fez a mesma negociação. A Northwest Airlines derrotou uma greve de mecânicos contratando um exército de trabalhadores temporários para não interromper os seus vôos.

A dificuldade de reação às rápidas mudanças nas condições de trabalho de empresas americanas está aumentando as divisões no movimento sindical. Vários sindicatos decidiram este ano desfiliar-se da confederação sindical AFL-CIO, alegando que a confederação não está sendo "efetiva" na defesa dos interesses dos trabalhadores.

Uma das ações da central sindical tem sido pressionar por sanções à China por manipulação da moeda, alertando para a perda de empregos na área de manufaturas. O problema é que a transferência de unidades de produção para o país foi tão grande nos últimos anos que, para muitas multinacionais americanas, a China é uma parte fundamental de suas cadeias de produção.
Enviada por João Cayres, às 22:16 21/10/2005, de São Paulo, SP


Quanta cegueria: pseudo-esquerda vota não!!!
Dia 23 o Brasil vai as urnas dizer "Sim" ou "não" no referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo no país.

A industria bélica gastou muita grana para fazer propaganda que defende o "não" à proibição à venda de armas. Os motivos são óbvios.

Agora, por que será que grupelhos de esquerda, ditos "revolucionários", e que se acham "partidos" defendem o "não" ou ficam em cima do muro?

O PSTU recomenda o não no referendo. "Além de ser uma tentativa do governo de desviar o foco da crise, ele foi constituído para tirar o direito dos trabalhadores de se defenderem", disse o presidente do partido, José Maria de Almeida.

O PSOL liberou filiados para votarem como quiserem. "Existem fascistas e pessoas de bem defendendo o sim, e fascistas e pessoas de bem defendendo o não", disse o presidente do partido no Rio, Milton Temer.

Será que eles acham que farão a revolução comprando armas legalmente??? Ou pensam que, assim como nos EUA, poderão comprar armas em supermercados para derrubar governos???

Quanta cegueira! Quanto atraso! Esta pseudo-esquerda está tão extrema que se junta à direita mais raivosa e atrasada neste país.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:54 21/10/2005, de Curitiba, PR


CUT apresenta propostas aos 3 poderes
A Central Única dos Trabalhadores apresentou hoje ao Congresso Nacional um documento contendo um conjunto de 25 projetos e temas que devem ser tomados como objeto de debate por parte dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Os títulos dos 25 projetos e temas, divididos em 5 grandes eixos, são:

I - SALÁRIO E EMPREGO

POLÍTICA DE VALORIZAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO

CRIAÇÃO DO IMPOSTO DE SOLIDARIEDADE SOBRE GRANDES FORTUNAS

ATUALIZAÇÃO DA TABELA DO IR

PELA META DE CRESCIMENTO E EMPREGO

II - JORNADA DE TRABALHO

REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO

PROPOSTA DE PROJETO DE LEI PARA A LIMITAÇÃO DAS HORAS EXTRAS

PROIBIÇÃO DO TRABALHO NO COMÉRCIO NOS DOMINGOS E FERIADOS

POR UMA LEGISLAÇÃO DE CONTROLE DO RITMO DE TRABALHO

III - RELAÇÕES DE TRABALHO

PROPOSTA DE PROJETO DE LEI PARA A REGULAMENTAÇÃO DA TERCEIRIZAÇÃO

APOSENTADORIA ESPECIAL: CANCELAMENTO DA PORTARIA 5.404

REGULAMENTAÇÃO DAS ATIVIDADES DE CURTA DURAÇÃO EM PROPRIEDADES RURAIS

COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO

IV - ORÇAMENTO E POLÍTICAS PÚBLICAS

VALORIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

MAIS RECURSOS PARA AS POLÍTICAS SOCIAIS NO ORÇAMENTO 2006

REFORMA AGRÁRIA

AGRICULTURA FAMILIAR: APOIO AO PROJETO DE LEI 3952/2004

CONVERSÃO DA DÍVIDA EXTERNA EM INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO

PELO PROGRAMA NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA SOLIDÁRIA

POLÍTICAS PARA OS SETORES DE ENERGIA E SANEAMENTO

SUSPENSÃO DA MP 258 QUE CRIA A "SUPER-RECEITA"

V - DEMOCRACIA E LIBERDADE

AMPLIAÇÃO E DEMOCRATIZAÇÃO DO CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL

PARTICIPAÇÃO POPULAR E CONTROLE SOCIAL (REGULAMENTAÇÃO DO ART.14 DA CF)

REVISÃO DA LEGISLAÇÃO PUNITIVA DO ABORTO

PARTICIPAÇÃO NO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA ENERGÉTICA

POR UMA REFORMA SINDICAL QUE AVANCE RUMO À LIBERDADE E AUTONOMIA
Enviada por Adriana Marcolino, às 19:01 19/10/2005, de São Paulo, SP


Trabalhadores na DCBR fazem Encontro Nacional
Os Trabalhadores na DaimlerChrysler no Brasil - DCBR - realizam nos dias 20 e 21 de outubro, na cidade de São Bernardo do Campo, o IV Encontro Nacional dos Trabalhadores na DCBR.

No encontro serão discutidos temas importantes e vitais para os trabalhadores que vão desde as Organizações nos Locais de Trabalho - OLT até a organização internacional - através do Comitê Internacional dos Trabalhadores, das coordenações internacionais e redes de solidariedade. Os companheiros da DCBR irão discutir os problemas comuns enfrentados pelos Trabalhadores e formas de coordenar suas ações no plano nacional e internacional.

O IV Encontro Nacional dos Trabalhadores na DCBR, assim como os três anteriores, conta com o apoio de TIE-Brasil através do Projeto Latino-americano.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:10 19/10/2005, de Curitiba, PR


Rússia: Sindicato Independente faz 15 anos!!!
Caros companheiros,

Em 03 de novembro de 1990 pela primeira vez na Rússia, na cidade de Togliatti às margens do Rio Volga, os trabalhadores na Fábrica de automóveis Avtovaz-Lada se uniram e formaram o Sindicato Independente Edinstvo (Unidade, em português) com o objetivo de defender seus direitos e interesses.

Todos esses anos, independentemente das dificuldades e discriminações por parte da empresa, o Sindicato Edinstvo vem defendendo fortemente suas posições de defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores.

Em 03 de novembro próximo, o Sindicato Edinstvo completará 15 anos.

TIE-Moscow acompanha par e passo sua luta. Parabenizamos este sindicato de luta por seu jubileu e desejamos sucesso nesta difícil e imprescindível caminhada.

E mais uma vez, cumprindo nossa missão, nos dirigimos aos companheiros de todos os sindicatos independentes e democráticos para solicitar-lhes que enviem moções de apoio parabenizando aos companheiros de Togliatti pelo aniversário de seu Sindicato.

As moções devem ser encaminhadas através do fax +7 8482 534148 ou por email profedinstvo@yandex.ru

Seria interessante que remetessem cópia para TIE-Moscow para que providenciássemos a devida tradução. Nosso fax: +7 095 2487152 e email: tie@atom.ru
Enviada por Gezilda Martins Lima, às 10:45 18/10/2005, de Moscou, Rússia


BNDES libera R$ 33 mi para expansão de autopeças
BNDES libera crédito de R$ 33 milhões para expansão de empresa automotiva

A direção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou nessa sexta-feira linha de crédito de R$ 33 milhões para a Aethra Componentes Automotivos.

Os recursos vão ser usados para a expansão e modernização das linhas de produção em Contagem, Minas Gerais.

O projeto, que também terá aporte da empresa, tem custo total de R$ 91,8 milhões e deve gerar 800 empregos diretos. A expansão acontecerá na estamparia da empresa, cuja capacidade de produção será elevada de 33 milhões para 44 milhões de toneladas.

Há, ainda, o plano de construção de uma nova fábrica em São José dos Pinhais, nas proximidades de Curitiba, que vai fornecer peças para a fabricação do modelo Fox, da Volkswagen.
Enviada por Adriana Marcolino, às 10:21 18/10/2005, de São Paulo, SP


International Worker Justice Campaign
Greetings Friends, Activists, Trade Unionists and Freedom Fighters

The IWJC was successful in convening seven (7) public hearings across the state from Rocky Mount to Charlotte over the past 12 months. More than 70 public service workers testified before distinguished panels of elected officials, ministers, and community leaders. More than 400 citizens and workers attended the hearings. This was the first phase of our struggle to win collective bargaining rights for public service workers in this state.

On November 1 - 3, 2005, the IWJC will host an international delegation of distinguished jurists from around the world who will investigate the conditions of public sector workers in North Carolina to see if this state's prohibition of collective bargaining rights for the public sector violates international law. The visiting jurists are members of the International Commission on Labor Rights (ICLR) and are well respected experts in their own countries.

Following the visit of this international delegation, UE will file a complaint against the state of North Carolina and the US for their alleged violations of international law with the ILO.

Attached is the information on the Statewide Public Hearing we will be conducting on Thursday, November 3, 2005 and a list of the delegation members. Please join us in Raleigh if you can.

Ashaki Binta, coordinator

International Worker Justice Campaign, UE Local 150

PO Box 3857, Chapel Hill, NC 27515, Phone: (919) 593-7558
Enviada por Ashaki Binta, às 05:32 17/10/2005, de Chapel Hill, North Caroline, USA


Em 2004, movimento sindical realizou 302 greves
Em 2004, o movimento sindical brasileiro realizou 302 greves que provocaram uma interrupção das atividades produtivas superior a 23 mil horas. A maior parte destas paralisações (61,3%) foi realizada na esfera pública, isto é, pelo funcionalismo público estadual, municipal e federal e nas empresas estatais. Na esfera privada foram registradas 114 mobilizações (37,7%) , enquanto três greves envolveram trabalhadores de ambas esferas.

Veja mais informações em Destaques na página do DIEESE.
Enviada por Adriana Marcolino, às 10:11 14/10/2005, de São Paulo, SP


Ford Workers stopped Grob machine-tools in Taubaté
Yesterday we stopped production at some of the 30 Ford's Grob machine-tools in Taubate, Brasil, for 1,5 hour. With the stoppage dozens of other machines after those in the production sequence were unable to work, and the protest involved 400 out of the 1,500 workers at this plant that produces powertrain.

Machine-builder Grob fired a Union Director in early August. Brother Luis B. Oliveira decided then, with full support of the Union, to camp in front of the plant in Sao Bernardo, Brasil, ever since.

Last week some Grob machines were stopped at DaimlerChrysler in Sao Bernardo. Grob is a supplier of DaimlerChrysler in which International Framework Agreement (Social Responsibility Principles, signed with the World Employee Committee at DC and the International Metalworkers Federation, in 2002) is clearly established that every supplier should cope to the same principles, among them, the respect of Union organization.

Other actions will follow at other companies that have Grob machines untill the company negotiate the reinstatement of brother Luis Oliveira's job and Union position reestablishing the respect for in-plant Union organization.

Enviada por Valter Sanches, às 09:49 14/10/2005, de São Paulo, SP


Trabalhadores na Ford Taubaté param contra Grob!!!
Pessoal no câmbio pára na Ford de Taubaté contra a B.Grob

Protesto durou um hora e meia ontem pela manhã.

Os companheiros que operam máquinas B.Grob na produção de peças para câmbio na fábrica da Ford, em Taubaté, cruzaram os braços ontem em apoio a luta do diretor do Sindicato, Luiz Sérgio Batista, o Pica-Pau. Com isso, 400 metalúrgicos no setor ficaram parados entre 7h e 8h30.

Pica-Pau está acampado na porta da B.Grob há dois meses lutando pela sua e pela readmissão de dezenas de companheiros e também para denunciar a postura truculenta e anti-sindical da fábrica que atenta contra a organização no local de trabalho.

?Essa luta é de todos nós, dirigentes sindicais?, disse Valmir Marques, o Biro-Biro, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté. ?A postura anti-sindical da B.Grob é uma ameaça ao mandato sindical de todos os dirigentes combativos?, afirmou.

O protesto começou com uma assembléia conjunta dos trabalhadores para o Sindicato narrar que acontece em São Bernardo. Trabalham cerca de 1.500 companheiros naquela planta.

Esse foi o segundo protesto numa montadora contra a intransigência da B.Grob. Há uma semana foram os operadores do centro de usinagem na Mercedes-Benz que pararam.

Para o secretário-geral do Sindicato de Taubaté, João Monteiro Filho, foram os trabalhadores que elegeram Pica-Pau e o patrão não tem o direito tirá-lo da fábrica. ?É uma postura retrógrada?, protestou o dirigente.

Segundo ele, a diretoria do Sindicato está fazendo um rastreamento pela base para apurar quais fábricas têm máquinas B.Grob e novos protestos poderão ocorrer.

Publicada na Tribuna nº 2081
Enviada por Valter Sanches, às 09:43 14/10/2005, de São Paulo, SP


UFPR contratará 15 professores
A Universidade Federal do Paraná - UFPR, aceita até 24 de outubro inscrições para o concurso que selecionará 15 novos professores para a unidade UFPR-Litoral, em Caiobá, Matinhos, PR.

A filial litorânea da UFPR é uma parceria entre os governos Federal e o do estado do Paraná e está instalada nas dependências da antiga Colônia de Férias dos Funcionários do Banestado. O governo do Paraná entrou com a infraestrtura (reforma e adaptação do prédio) e o governo Federal com a parte pedagógica e mantenimento da instituição.

O salário inicial mensal para um professor da UFPR-Litoral que tenha apenas o curso de graduação é de R$ 3400,00.

Todos os futuros contratados serão da área de ciências humanas e sociais.

Este é mais um diferencial da atual política educacional no país. Os investimentos não são apenas na área de ciências exatas e tecnológicas. Há também investimento em áreas que favoreçam o desenvolvimento humano.

Para obter maiores informações sobre o concurso acesse o sítio www.litoral.ufpr.br/concurso_vagas.htm ou www.litoral.ufpr.br /td> para conhecer a UFPR-Litoral.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:54 12/10/2005, de Curitiba, PR


TV Paraná Educativa transmite programas da Telesur
O canal estatal de televisão Paraná Educativa transmite os programas da Telesur, companhia de TV mantida principalmente pelo governo da Venezuela com o apoio de vários canais de TVs públicas de outros países sulamericanos, entre eles a Paraná Educativa, aqui do Brasil.

De segunda a sexta a programação da Telesur vai ao ar pela ondas da Paraná Educativa à meia-noite. Aos sábados às 11:00 h e aos domingos entre 10:30 h e 11:30 h e também às 14:00 h. É possível sintonizar a Paraná Educativa através do canal 9 VHF (no Paraná) ou através de antenas parabólicas sintonizadas em 1320 Mhz, polarização horizontal (no resto do país).

Além de ser uma fonte alternativa de informação e fazer um contraponto aos canais noticiosos que propagandeiam as idéias do império, os programas da Telesur transmitidos pela Paraná Educativa nos ajudam a treinar nossos ouvidos para entender a língua da maioria dos povos de nosso continente, já que as transmissões são feitas em espanhol.

Jornalistas brasileiros também colaboram com o noticiário da Telesur e não é raro ouvir notícias em bom portunhol.

O governo brasileiro recentemente lançou a TV Brasil (também transmitida para todos os países do continente) com um conteúdo mais voltado a divulgação das artes e cultura dos povos latino-americanos.

Iniciativas como estas devem ser divulgadas e prestigiadas.

Nos resta perguntar porque o governo federal brasileiro não divulga mais a programação da TVE Brasil que, diga-se de passagem, melhorou muito nos últimos anos.
Enviada por Sergio Bertoni, às 17:08 11/10/2005, de Curitiba, PR


Alerta nacional: Em defesa do direito de lutar
Em memória de Jair Costa

Por Artur Henrique da Silva

A história segue trilhas inimagináveis. Em questão de meses, trocamos o cenário de avanços históricos, de governo de esquerda e bandeiras populares desfraldadas, por um quadro sombrio de retomada da violência reacionária. E que não se imagine mania de perseguição neste sentimento. O assassinato do companheiro sindicalista Jair Costa, no último dia 30, em Sapiranga, 60 km de Porto Alegre, é um testemunho vivo desta ofensiva de direita e, antes de tudo, deve significar um alerta para nós. As prisões dos bancários em greve, os ?interditos proibitórios? contra várias lutas de trabalhadores, o recrudescimento da repressão às ocupações de terra, não são fatos isolados e meras manifestações da tradicional cultura autoritária das elites brasileiras.

Estas violências ocorrem num momento em que as forças políticas da direita brasileira tentam frustrar a reeleição de Lula antecipando as eleições de 2006 - um verdadeiro golpe branco sobre a jovem democracia brasileira. Esta tentativa`que tende a radicalizar os conflitos sociais e alimentar a repressão sobre as lutas dos trabalhadores, coloca-nos diante da necessidade de retomar a bandeira do direito de lutar, o mais fundamental direito que os trabalhadores brasileiros reconquistaram ao derrotar a ditadura militar no início da década de 80.

Por estas razões, homenagear o companheiro sapateiro Jair Costa deve significar para nós, antes de tudo, erguer uma trincheira em defesa do direito de lutar. Este direito está sendo ameaçado todos os dias, na Termomecânica em São Bernardo do Campo, na Frango Sul Dux, em Passo Fundo, nas portas dos bancos em todo o País, só para ficarmos com os exemplos que ainda estão na memória. Se não colocarmos um limite a esta ofensiva da direita brasileira, daqui a pouco nos faltará fôlego para fazer nossa marcha à Brasília no final de novembro e sustentar as bandeiras da valorização do salário mínimo, da redução da jornada sem redução de salário e outras prioridades de nossa agenda de luta entre elas uma reforma sindical democrática capaz de garantir aos trabalhadores o direito real de organização no local de trabalho. E pior: nos faltará forças para continuar vigilantes diante do sonho insaciável do patronato de avançar sobre os direitos dos trabalhadores.

Neste sentido, alimentar o banco de dados do Observatório Social da CUT sobre violações às práticas sindicais(www.cut.org.br), fazer denúncias à OIT sobre violações à convenção 135 da OIT, que trata do direito a representação sindical e a 158, sobre dispensa imotivada, são ações estratégicas dos nossos sindicatos para este momento. A ação da CUT Rio Grande do Sul de reorganizar um dossiê sobre as violências contra o movimento sindical no Estado poderia ser imitada em todo o Brasil permitindo-nos fazer rapidamente uma contundente denúncia destas agressões.

De qualquer forma, fica aqui, neste momento de lembrar e homenagear o companheiro Jair Costa, um desafio para cada um de nós: não deixar cair jamais a bandeira da defesa do direito de lutar empunhada na fundação da nossa Central pelo metalúrgico Santo Dias e agricultora Margarida Alves.

Arthur Henrique da Silva, é secretário Geral da CUT Nacional
Enviada por João Cayres, às 16:36 11/10/2005, de São Paulo, SP


Cefet morreu! Viva a UTFPR!!!
O presidente Lula sancionou a lei 11.184/2005 que estabelece a transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet/PR) em Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

A lei foi publicada no Diário Oficial da União de 10 de outubro de 2005.

A UTFPR é a primeira universidade pública do país especializada em tecnologia. Já nasce com 15.363 alunos, 1130 professores, 41 cursos e 6 câmpus - Curitiba, Campo Mourão, Sudoeste, Medianeira, Cornélio Procópio e Ponta Grossa.

A primeira vista isso pode parecer pouca coisa, mas mostra uma grande diferença entre a política educacional do governo Lula e seus antecessores. Enquanto o governo FHC privatizou o ensino e deixou proliferar fauldades e universidade particulares, tal como cogumelos depois da chuva, o governo Lula aponta para a necessidade de investimento público na Educação. Outra coisa importante é que nenhum país no mundo pode disputar hegemonia se não investir em tecnologias,
Enviada por Sergio Bertoni, às 15:48 11/10/2005, de Curitiba, PR


Brasil retoma investimentos em setor naval
A cerimônia de expansão e modernização da frota de petroleiros da Petrobras, em Niterói (RJ) marca a retomada de investimentos na indústria naval brasileira, com a licitação de novos petroleiros.

Os presidentes de sindicatos que discursaram antes de Lula mostraram apoio incondicional à reeleição. O presidente foi aplaudido com gritos de "Lula, eu te amo".

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, José de Oliveira Mascarenhas, lamentou o fato de o lançamento ocorrer em um centro de convenções e não no estaleiro Mauá Jurong. "Em 2006, o senhor estará no estaleiro Mauá lançando navio e estará também em 2007, 2008 e 2009."

Carlos Alberto Grana, da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, destacou o aumento de 260 mil postos de trabalho no setor metalúrgico durante o governo Lula. "Temos orgulho de ter um trabalhador na presidência da República. Se depender de nós, você vai continuar fazendo sua reeleição porque tem que continuar um trabalhador à frente do país."
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:50 10/10/2005, de Curitiba, PR


Delphi pede concordata nos EUA
A Delphi, maior fabricante de autopeças dos EUA, entrou com pedido de concordata. Este é o maior pedido de recuperação judicial na história do setor automotivo norte-americano.

Segundo fontes da empresa o pedido de concordata nos EUA não infulenciará as operações no Brasil e Argentina e que por aqui as perspectivas são de crescimento.

Resta saber se realmente os donos norte-americanos não usarão as filiais latino-americanas para salvar a matriz...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:29 10/10/2005, de Curitiba, PR


O Sul não precisa do Norte!!!
Professor dos EUA contesta idéia de que países do Sul precisam do Norte

O Sul não precisa do Norte, resumiu ontem o professor Giovanni Arrighi, da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, durante o seminário internacional "Alternativas à globalização, potências emergentes e os novos caminhos da modernidade", promovido pela Unesco (braço das Nações Unidas para educação) sobre economia global e desenvolvimento sustentável.

Para Arrighi, a idéia de que os países ao Sul do Equador dependem dos que estão ao Norte para se desenvolver é um mito criado para sustentar a hegemonia dos EUA sobre o resto do mundo.

A nova ordem mundial, diante da perspectiva de consolidação de economias emergentes como a China, é o principal tema do evento, que reúne 60 palestrantes de diversos países desde sábado e termina na quinta-feira. Eles também discutiram o papel do Estado nas economias capitalistas do mundo globalizado.

China se firma como potência emergente

Para alguns, como Arrighi, o crescimento econômico não pode ser a única medida de sucesso dos países: o Estado tem o papel de promover o desenvolvimento, diminuir a pobreza e aumentar a igualdade social.

Segundo Arrighi, a hegemonia econômica dos EUA acabou. O país hoje depende da poupança mundial, especialmente da China, para financiar 80% do seu elevado déficit público, e das altas tecnologias da Índia e da África do Sul. Arrighi diz que países do Sudeste da Ásia, incluindo a China, têm desempenhado papel crescente de grandes acumuladores de capital e líderes do comércio internacional.

O especialista comparou a queda do poder monolítico dos EUA à decadência da General Motors, que nos últimos anos cedeu espaço para operações de serviços como a da Wal-Mart ? grande rede de varejo que articula inúmeros pequenos negócios.

O seminário também marcou a formação da Rede de Colaboração Acadêmica entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Bricas), consideradas potências emergentes. Para participantes como Gao Xian, membro da Academia Chinesa de Ciências Sociais, esses países têm condições de buscar um modelo próprio de desenvolvimento, independente dos EUA e da Europa.

Segundo Xian, a China não está seguindo o modelo de desenvolvimento do Ocidente porque tem uma população muito grande e recursos limitados. Por isso, terá que se preocupar em montar uma "sociedade da frugalidade". Ele acrescentou que a formação de grupos regionais de países, na Ásia, vem possibilitando o crescimento mais acelerado daquela região.

O indiano Manorajan Mohanty, da Universidade de Delhi, disse que a formação de blocos regionais é um processo democrático importante atualmente, porque é também contra-hegemônico. Segundo ele, a globalização teve um custo alto para a Índia, que a exemplo da China está preocupada em melhorar indicadores sociais e de meio ambiente, além de fazer valer os direitos humanos.

Estado com papel desenvolvimentista

Ben Turok, parlamentar da África do Sul, afirmou que o elevado índice de pobreza do seu país ainda é fruto do antigo regime de apartheid . O poder econômico continua concentrado na minoria branca proprietária dos meios de produção, apesar de o governo atual ser formado pela maioria negra (80% da população). Mas a economia está sendo desregulamentada para ampliar o acesso dos negros à renda e ao consumo, formando uma nova camada social, disse.

? A África do Sul tem um sistema capitalista, mas precisa de um Estado desenvolvimentista ? acrescentou.

O professor da Universidade de São Paulo (USP) Sedi Hirano, defendeu que potências emergentes como o Brasil discutam o papel do Estado como alavanca do desenvolvimento.

?Quando o país ganha, Hemisfério Sul se beneficia?

Como está o Brasil perto de outras grandes nações em desenvolvimento?

CARLOS LOPES: No gasto social, se compararmos o Brasil à Índia e à China para o mesmo investimento, estes dois países conseguem três a quatro vezes mais resultados em áreas como educação e saúde. Aqui há muito desperdício.

Em sua política externa, o Brasil deu o primeiro passo na busca da integração Sul-Sul. Qual a sua opinião?

LOPES: A cooperação Sul-Sul deve ser saudada. Dos 23 cargos que o Brasil pleiteou na Organização Mundial do Comércio (OMC), ganhou 18. E quando o Brasil ganha, todo o Hemisfério Sul se beneficia. Essa força de negociação do Sul estava um pouco dispersa e os brasileiros conseguiram liderar as negociações comerciais em nome dos países em desenvolvimento. Agora faz o mesmo na área de investimentos. Mas o desafio principal continua sendo o de ciência e tecnologia, área que ainda não entrou na agenda. Nesse caso, provavelmente o líder será a China ou a Índia. De qualquer forma, essa aliança é importante para mudar o equilíbrio das relações internacionais.

O Brasil quer um espaço maior no Conselho de Segurança das Nações Unidas, um dos setores em que o senhor passará a trabalhar. Há futuro nessa empreitada?

LOPES: Na minha nova função vou lidar com a segurança, a manutenção da paz, o desarmamento. O Brasil é bastante ativo no exterior: tem grande liderança no combate à fome e à pobreza, participa com empenho da campanha pelo desarmamento, está interessado nos acordos internacionais sobre proliferação nuclear e, conseqüentemente, tem ambições legítimas ao se candidatar a uma vaga permanente no Conselho de Segurança.
Enviada por Sindlab, às 10:11 10/10/2005, de São Paulo


Solidariedade: Máquinas da Grob param na Mercedes
A Comissão de Fábrica dos Trabalhadores na DaimlerChrysler de São Bernardo interditou máquinas do centro de usinagem em defesa da organização no local de trabalho.

Os operadores do centro de usinagem de máquinas B.Grob na Mercedes-Benz pararam por uma hora na manhã de ontem contra as práticas anti-sindicais da B.Grob e em apoio a luta do diretor do Sindicato, Luiz Sérgio Batista, o Pica-Pau, acampado na porta da fábrica há 58 dias. A montadora tem mais de 50 máquinas da marca onde trabalham cerca de 100 companheiros.

Com protesto do pessoal na Usinagem, a chiadeira da Mercedes foi imediata porque parou a produção de bloco de motores para exportação aos Estados Unidos. A resposta da Comissão de Fábrica também foi imediata: a Mercedes deve obedecer o código de conduta que impede que a montadora tenha relações comerciais com uma empresa que não respeita o direito de organização dos trabalhadores.

?Ações com esta é que fazem o diferencial da categoria?, disse o presidente do Sindicato, José Lopez Feijóo.

Companheiros de outras empresas avisam que protestos semelhantes serão organizados.

Mais truculência

O pessoal na B.Grob foi surpreendido ontem com um exército de bate-paus na fábrica. Eles acreditam que a empresa esperava por alguma ação do Sindicato depois da Tribuna especial de quarta-feira. Isso mostra a visão tacanha da empresa. Ao invés de negociar, gasta dinheiro com mais segurança.

Publicada na Tribuna Metalúrgica nº 2078
Enviada por Valter Sanches, às 11:12 07/10/2005, de São Paulo, SP


PDV na Ford pode cortar 1700 empregos nos EUA
Na Ford dos EUA os cortes involuntários de mensalistas já passam de 400. Engenheiros e Especialistas de Manufatura estão na relação, que inclui o pessoal de Vendas e Marketing. O total dos cortes, incluindo aqueles que voluntariamente sairam (de pacote) pode chegar a 1700 neste ano.
Enviada por João Cayres, às 16:24 06/10/2005, de São Paulo, SP


Perigo de Falência Ronda a Delphi
Na Delphi dos EUA os fundos de pensão dos empregados estão a perigo.

O sistemista pode entrar com um pedido de falência neste mês e os empregados terão perdas substanciais nos seus benefícios. A UAW foi solicitada a contribuir com a aceitação de cortes de beneficios e salarios, incluindo despesas medicas .O acordo em vigencia entre a Delphi e a UAW vai até 2007. Em caso de falencia, o acordo pode ser desfeito ainda neste ano. A GM está envolvida nessa negociação e pode assumir parte do passivo trabalhista da Delphi, num modo semelhante ao da Ford e Visteon nos EUA.

Uma onda de pedidos de falencias é esperada nos sistemistas Tier 2/3 nos EUA, relacionada a queda de market share da Ford e GM. Os sindicatos negociarão perdas, ao invés de ganhos. Na Delphi, os horistas aposentados com menos de 65 anos foram informados que seus beneficios do fundo de pensão podem cair dos atuais US$ 3mil para US$ 1.7 mil mensais. O acordo da United Airlines com seus funcionários no setor de aviaçào é citado como exemplo a ser seguido. Na United foi encerrado o plano de pensão privada para os empregados ativos como parte do novo acordo com aqueles funcionarios que não foram demitidos. O periodo de concordata da United durou 3 anos.

Enviada por João Cayres, às 16:22 06/10/2005, de São Paulo, SP


Polícia de Rigotto mata sindicalista
Na última sexta-feira (30/09), o diretor do Sindicato dos Sapateiros de Igrejinha, Jair Antônio da Costa, foi brutalmente assassinado pela Brigada Militar. No final de uma manifestação na RS 239, em Sapiranga, ele foi perseguido, surrado, algemado e finalmente morto.

A manifestação contra o desemprego ocorreu de forma pacífica e o assassinato aconteceu quando os manifestantes já estavam se dispersando.

O secretário de Justiça e Segurança do Estado, José Otávio Germano, alega ser um fato isolado. Mas os movimentos sociais da região já conhecem a truculência e o autoritarismo da ação da Brigada. Na mesma semana, soldados da Brigada já haviam mostrado a sua orientação, quando interceptaram um carro de um sindicato local, que levava comida para o acampamento do MST, em Nova Hartz. Alegando a procura de drogas, jogaram toda a comida fora e revistaram as pessoas que estavam no veículo. Companheiros sindicalistas relatam várias arbitrariedades cometidas durante as campanhas salarias nos últimos anos.

Infelizmente a morte do companheiro é resultado da política do governador Germano Rigotto e seu secretário de "Justiça e Segurança" de criminalizar os movimentos sociais. Ao invés de combater a criminalidade que cresce dia-a-dia em nosso Estado, preferem deslocar a Brigada para impedir Assembléias e atos dos movimentos.

A direção do Sindipetro/RS repudia este fato e estará ao lado da CUT e Sindicatos do Vale dos Sinos para acompanhar as manifestações e investigações para responsabilizar os verdadeiros culpados.

O diretor do Sindicato dos Sapateiros de Sapiranga, Leandro Rodrigues dos Santos, uma das testemunhas da barbárie, concedeu um depoimento ao Sindipetro/RS. Veja seu depoimento:

"A minha revolta é contra a política do governo Rigotto. Qualquer movimento é impossibilitado de fazer atos. Isso para mim é bandido e não policial. Não só os sindicalistas, mas toda a sociedade está indignada. É preciso mudar a política da Brigada Militar. Nós iremos para as ruas para pedir justiça e nos uniremos com a população para conseguirmos mais força".

Justiça e Democracia:

Sindicalista assassinado em defesa do emprego

No dia 30 de setembro ao final do dia, centenas de pessoas presenciaram uma triste realidade. O despreparo daqueles que deveriam proteger a sociedade. Nesta atitude está implícita a orientação que a brigada militar recebe e trata os movimentos sociais, ou seja, como caso de policia e não como uma questão social.

Diferente do que a brigada alega, o companheiro Jair da Costa, foi covardemente assassinado pelos policiais militares, conforme comprova o laudo emitido pelo Departamento Médico Legal, onde ficou constatada morte por asfixia, causada pela quebra do pescoço. Diante dos fatos viemos a público condenar o ocorrido que demonstra o comportamento dos órgãos de Segurança Pública do RS.

Ainda gostaríamos de exigir que não aja acobertamento por parte da brigada militar e da justiça e que todos os envolvidos sejam severamente punidos. Justiça e Democracia, era o que o sindicalista Jair da Costa pedia na faixa que segurava durante o ato.

CUT-RS e Federação Democrática dos Sapateiros do RS
Enviada por Hugo Chimenez, às 15:04 06/10/2005, de São Borja, RS


Trabalhadores morrem por excesso de trabalho
Representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), do Ministério Público Federal de São Paulo e de outras instituições investigam mortes de cortadores de cana vindos do Nordeste e que trabalhavam na região de Ribeirão Preto.

A denúncia, feita pela Pastoral do Migrante de Guariba, seria de que, nos últimos dois anos, pelo menos oito cortadores de cana teriam morrido por suspeita de excesso de trabalho nas lavouras.

Segundo Flávio Luis Valente, relator da ONU, a comissão vai investigar as condições de trabalho dos cortadores de cana.

O procurador da República Sérgio Suiama informou que serão ouvidos os depoimentos de médicos e trabalhadores a fim de se identificar a causa do problema. Já o procurador Aparício Salomão disse que o Ministério do Trabalho já vem já vem atuando no combate à terceirização que, segundo ele, acaba precarizando a relação trabalhista.

Empresários tentam se livrar de culpa

Na terça-feira, 05/10/05, a comissão participou de uma audiência pública na Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto para discutir os próximos passos da investigação.

Em nota, a União da Agroindústria Canavieira (Unica) informou que seu papel não é de acompanhar a contratação de mão-de-obra, mas de apenas orientar o procedimento. A entidade também informou que a terceirização do trabalho não é um problema, desde que seja realizada de forma correta e legal. A nota diz ainda que á favorável a uma investigação isenta de cada caso isoladamente.
Enviada por Almir Américo, às 23:08 05/10/2005, de São Paulo, SP


Rússia: Trabalhadores na Ford em Estado de Greve
Os trabalhadores na Ford Rússia encontram-se em Estado de Greve desde o último dia 30 de setembro.

A medida foi adotada depois de a empresa recusar a reivindicação de aumento de 30%.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Aleksei Etmanov, a Ford Rússia dobrou sua capacidade de produção em apenas dois anos e por isso pode atender tranquilamente à reivindicação dos Trabalhadores. Etmanov garante que os Trabalhadores pararão as atividades caso a empresa insista em não atender as reivindicações.

Um resultado concreto deste movimento é que a Ford reconheceu o direito dos Trabalhadores de ser organizar livremente ao aceitar a discutir com o Sindicato de Trabalhadores por este "ter mais de 51% dos Trabalhadores na fábrica filiados". De fato 950 dos 1700 Trabalhadores na Ford Rússia são filiados ao Sindicato.
Enviada por Sergio Luis Bertoni, às 22:10 02/10/2005, de Buenos Ayres, Argentina


Headcount Reductions at Mercedes in Germany
Reductions of 8,500 jobs at Mercedes Car Group in Germany Charges of EUR 950 million for DaimlerChrysler are to be compensated Earnings outlook 2005 remains unchanged.

The Board of Management of DaimlerChrysler AG has set a reduction target of 8,500 jobs for the Mercedes Car Group Business Division. The Supervisory Board has authorized the Board of Management for the provision of the required funds.

The headcount reductions are to be achieved in the course of the next twelve months by means of voluntary termination agreements. These headcount reductions are indispensable. They will contribute to significant improvements in the competitiveness of Mercedes-Benz through an increase in productivity. This and the attractive Mercedes-Benz product range are two major requirements for the long-term success of Mercedes Car Group. The measures will also contribute to the sustained safeguarding of production at the location Germany. DaimlerChrysler continues to stand by the ?Future Safeguarding 2012? agreement signed in 2004 without reservations; in the case of headcount restructuring measures, the agreement provides for voluntary terminations as a first step. All arrangements of the agreement negotiated with the employee representatives are being implemented on a consistent basis.

The decision of the Board of Management and the Supervisory Board will lead to charges of EUR 950 million. The major portion of the charges will be posted in the fourth quarter of 2005. The charges are to be compensated by extraordinary income as well as from improvements in the ongoing operative business. Therefore, the profit outlook for the Group for the year 2005 remains unchanged: DaimlerChrysler continues to expect a slight increase in operating profit compared with the prior year (EUR 5.8 billion), excluding charges related to the realignment of the smart business model.
Enviada por Valter Sanches, às 17:06 01/10/2005, de Sao Paulo, SP


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