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19/11/2017
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Notícias(Outubro/2011)

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Acompanhe o I Encontro Mundial de Blogueir@s - Ao Vivo!
Começa hoje a noite, em Foz do Iguaçu (PR), o 1° Encontro Mundial de Blogueiros.

Acompanhe ao vivo pelo link

http://blogueirosdomundo.com.br/ao-vivo

A partir da 19:00 h. Não perca!
Enviada por Sérgio Telles, às 17:30 27/10/2011, de Rio de Janeiro, RJ


CUT repudia postura “privatista e antissindical” da direção da Infraero
Central comemora decisão da Justiça de extinguir ação que pedia 90% dos aeroportuários em serviço

A Central Única dos Trabalhadores repudia a postura privatista e antissindical da direção da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), que tenta cercear o direito constitucional dos trabalhadores à greve.

Como se não bastasse o vexaminoso empenho para alienar este patrimônio público nacional estratégico, a Infraero e a Advocacia Geral da União (AGU) tentaram impedir, no tapetão, a greve iniciada nesta madrugada nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, com a ridícula intenção de obrigar 90% dos aeroportuários a se manterem em serviço.

Saudamos a decisão equilibrada da juíza da 11ª Vara do Trabalho, Patrícia Birchal Becattini, que decidiu extinguir o processo da Infraero e da AGU contra a paralisação. Conforme esclareceu a juíza, a pretensão dos autores é nitidamente restringir o exercício do direito constitucional de greve.

Reiteramos que a chamada “concessão” dos aeroportos representa uma descabida entrega dos três terminais mais rentáveis do país à exploração privada. No caso do aeroporto de Guarulhos seria por 20 anos, Brasília por 25 anos e Viracopos por 30 anos.

Fazemos nossas as palavras do Sindicato Nacional dos Aeroportuários: “a privatização é um retrocesso neoliberal que vai colocar em risco a segurança operacional e de voo dos usuários”.

Executiva Nacional da CUT
Enviada por CUT-Nacional, às 11:00 21/10/2011, de via Twitter


Todos juntos contra os juros altos!
Por Paulo Kliass

É necessário aproveitar o momento de crise internacional a nosso favor e dar uma “paulada” na SELIC, trazendo-a dos 11,5% para algo em torno de 8 ou 9%. Os únicos prejudicados serão os detentores de capital especulativo, que vêm para cá em busca de rentabilidade elevada e segura, sem nenhum compromisso com a economia brasileira.
juros

Para quem está habituado a acompanhar a cena política brasileira, a iniciativa pode até parecer um tanto bizarra. Afinal, o auto intitulado “Movimento por um Brasil com Juros Baixos: mais Produção e Emprego” se constitui de um amplo arco de aliança de forças políticas. A iniciativa coube a várias entidades do movimento sindical (como a CUT, a Força Sindical, entre outras) e do movimento empresarial (como a FIESP, a ABIMAQ, por exemplo), e com o passar dos dias a adesão tem aumentado de forma significativa. [1]

No entanto, tal fato só deve soar estranho para aqueles que carregam consigo um pseudo “principismo” na forma de fazer política e se recusam a qualquer tipo de unidade na ação com parceiros que podem ter diferentes visões de mundo e de projetos para o nosso País. Na verdade, o que mais chama a atenção no caso é a impressionante demora em se ter articulado um movimento de tal envergadura por uma causa que consegue unificar um conjunto vastíssimo de setores sociais aqui no Brasil e no resto do planeta. Há décadas a política monetária levada a cabo pelos sucessivos governos teve a marca da ortodoxia extremada e a manutenção das taxas de juros mais altas em todos os continentes. O sacrifício imposto à grande maioria dos setores da sociedade tem sido imenso.

No discurso, todo mundo se dizia contra tal aberração, com exceção dos representantes do capital financeiro e seus porta-vozes espalhados, de forma estratégica, pelos órgãos da grande imprensa. Cavalgando tranquilamente na trilha hegemônica aberta pelo neoliberalismo, eles conseguiam calar as vozes dissonantes e inviabilizar que propostas alternativas fossem sequer cogitadas de implementação como política econômica. Porém, os empresários do setor produtivo – apesar de serem prejudicados por tal política – não se dispunham a colocar suas forças em ação de forma mais aberta e mobilizadora contra a política monetária, pois talvez se sentissem um tanto incomodados em assumir tal postura perante o governo e a sociedade.

Já uma parte das entidades do movimento sindical se recusava a qualquer forma de mobilização nas ruas contra a política monetária, com a desculpa equivocada de que não poderiam ir contra aspectos da política de um governo de cuja base de apoio faziam parte. E assim foi o longo período do reinado absoluto dos juros altos, provocando a maior transferência de recursos públicos para o setor financeiro privado de nossa história, sob a forma dos juros e serviços da dívida pública.

E aqui também foi necessário que eclodisse a crise financeira de 2008 e suas recaídas mais recentes para que tais entidades resolvessem tomar atitudes mais ousadas. Pegando carona nos movimentos de revolta como “los indignados” e “occupy Wall Street”, as entidades começam a ensaiar timidamente alguns passos aqui em nossas terras. Mas só assumiram algo mais efetivo depois que o COPOM promoveu a redução da SELIC na reunião de agosto de míseros 0,5%. E agora outra redução quase irrelevante de mais 0,5%, na reunião de outubro, exatamente como previa a pesquisa do Banco Central junto aos operadores do mercado financeiro.. Sem querer desmerecer a importância política do movimento, é importante registrar que até parece terem resolvido assumir uma postura mais ofensiva apenas depois que a Presidenta Dilma deu sinais que desejaria mesmo juros mais baixos.

A primeira manifestação de lançamento do movimento foi carregada de simbolismo. As entidades se dirigiram à sede do Banco Central na Avenida Paulista para demonstrar seu descontentamento com a política monetária de juros tão elevados. No coração da cidade de São Paulo, em meio a edifícios de bancos, de grandes multinacionais e da própria Federação das Indústrias, foi deixado o registro de um movimento que bem representa a amplitude da evidente discordância reinante no interior da sociedade brasileira a respeito dos juros estratosféricos.

Porém, se o objetivo das entidades é realmente trazer a taxa SELIC para níveis – digamos – mais “razoáveis”, então será necessário avançar ainda bastante na capacidade de mobilização e intervenção na arena política e nas ruas. Parcela significativa dos economistas não comprometidos com a banca já tem se manifestado a respeito da urgência em se estabelecer uma política de juros reais (taxa oficial deduzida a inflação) bem mais reduzida. Hoje ela continua em torno de 6 % ao ano, enquanto a maioria dos países desenvolvidos pratica níveis próximos a zero ou mesmo negativos.

Assim, é necessário aproveitar o momento de crise internacional a nosso favor e dar aquilo que o jargão do financês chama de “paulada” na SELIC, trazendo-a dos 11,5% para algo em torno de 8 ou 9%. Os únicos prejudicados serão os detentores de capital especulativo, que vêm para cá em busca de rentabilidade elevada e segura, sem nenhum compromisso com a economia e a sociedade brasileiras. Todos os demais setores serão beneficiados por tal mudança. O Estado deixará de comprometer volumes criminosos de recursos orçamentários para sustentar o parasistismo, passando a investir mais na saúde, educação e outras áreas prioritárias. A taxa de câmbio sairá desse patamar de valorização do real frente às moedas internacionais, propiciando maior competitividade às nossas exportações de manufaturados e reduzindo o nível absurdo de importações de produtos industrializados. Com isso, poder-se-ia iniciar, de forma efetiva, um processo de reversão da atual tendência à desindustrialização, com a qual perdemos emprego e renda para o resto do mundo.

Se não existem mais tantas barreiras políticas e ideológicas à redução dos juros, cabe à sociedade organizada fazer valer sua voz e seus interesses junto ao governo. E a história recente tem demonstrado que apenas a mobilização objetiva funciona como elemento de pressão. Cada vez mais fica evidente para a população a balela em que se transformou o dogma, até anteontem intocável, da “independência do Banco Central”. Na verdade, esse foi o recurso de retórica utilizado para permitir que a autoridade monetária operasse de forma absolutamente “dependente” do sistema financeiro. E, pior ainda, fazendo com que o conjunto do governo e do sistema político se tornasse refém de seus interesses. Não adianta apontar apenas para o horizonte longínquo de 2012, como chegaram a ensaiar alguns oradores do movimento no dia 18 passado. A mudança é urgente! Caso fiquemos esperando o ritmo de queda de 0,5% a cada 45 dias, aí sim mais uma vez perderemos o bonde da oportunidade histórica de uma queda substantiva. Foi o erro cometido em 2008, fato reconhecido até por integrantes da atual equipe econômica

É necessário ampliar o movimento para focar já na próxima reunião do COPOM de 29 e 30 de novembro, com exigências de níveis bem objetivos de meta de taxa SELIC desejada. Há muito espaço político ainda a ser preenchido com entidades que até agora não demonstraram envolvimento que a causa merece, como UNE, UBES, MST, OAB, CONTAG e tantas outras. Ampliando essa base e sensibilizando a população a se mobilizar a favor da medida, o movimento terá 45 dias para trabalhar o conjunto da sociedade, de forma a convencer a Presidenta e sua equipe de que outro patamar de taxas de juros é possível!

NOTA

[1] Ver: http://www.brasilcomjurosbaixos.com.br/

Paulo Kliass é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10.
Enviada por Correio do Brasil, às 10:42 21/10/2011, de via Internet


Trabalhadores na Mercedes paralisam fábrica em Juiz de Fora
Na manhã de quinta-feira, 20/10, cerca de 1.500 Trabalhadores na Mercedes-Benz de Juiz de Fora paralisaram as atividades.

"A paralisação começou às 6h e foi até as 15h desta quinta, sem avanços, uma vez que a empresa apresentou a proposta de um reajuste de 9%, o que não nos agradou", afirmou João César da Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de JF.

Segundo João César, "Tanto o abono, quanto o reajuste já foram concedidos para os profissionais em São Bernardo, então, se na cidade não tivermos o mesmo reajuste, vamos dar continuidade a paralisação nesta sexta-feira".

Os metalúrgicos reivindicam reajuste salarial de 10% (reposição da inflação mais um aumento real), além do abono salarial de R$ 2,5 mil.
Enviada por Jesmar Campos, às 09:06 21/10/2011, de Juiz de Fora


Pressão da CUT e da CTB impede votação do projeto de terceirização negociado com empresários
Os deputados não podem se trancar em uma sala e fazer acordos que prejudicam a classe trabalhadora, disse Artur Henrique

Escrito por Marize Muniz

Intervenções do presidente da CUT, Artur Henrique, e do secretário nacional de Política Sindical da CTB, Joílson Cardoso, cujas centrais não foram consultadas sobre o texto, impediram nesta quarta-feira (19) aprovação de projeto que permite a terceirização em todas as áreas e em todo tipo de empresa, pública ou privada.

Para os dirigentes, o parecer do relator, deputado Roberto Santiago (PV-SP), com sugestões de substitutivo ao PL 4330-04, do deputado e empresário Sandro Mabel (PR-GO), amplia a precarização do trabalho no Brasil e é um retrocesso em relação à norma em vigor, que impede a terceirização nas atividades-fim.

Os dois sindicalistas passaram a manhã visitando gabinetes de líderes de bancadas pedindo que atuassem fortemente para impedir a votação do parecer. Eles explicaram aos parlamentares que: 1º) não há acordo com todas as centrais com relação à proposta, como foi dito por um parlamentar – CUT e CTB são totalmente contra; 2º) esse substitutivo é uma espécie de manual de como montar empresa terceirizada; e, 3º) em 2009, por consenso, as seis centrais sindicais entregaram ao ministro do Trabalho Carlos Lupi um anteprojeto que, entre outras coisas, proíbe a contratação de serviços terceirizados na atividade-fim da empresa tomadora de serviços e estabelece regras de responsabilidade solidária - em fevereiro de 2010, o ministro enviou o anteprojeto à Casa Civil, onde está parado até hoje.

O deputado Paulo Teixeira, líder do PT, disse que, no partido, não havia acordo com relação ao parecer do deputado do PV e avisou que a bancada petista ia pedir vistas - o pedido de vistas impede a votação do projeto na comissão por uma reunião. Ele também afirmou que vai chamar os líderes dos partidos de esquerda (PT, PSB e PC do B) para encontrar uma alternativa, ou seja, uma proposta de regulamentação da terceirização que não prejudique os trabalhadores.

Só a CUT fala em nome da CUT

À tarde, enquanto o relator lia seu relatório, o presidente da Comissão, deputado Sandro Mabel, conversou com Artur e Joilson. Queria saber por que eles estavam protestando, já que ele (Mabel) tinha informações de que todas as centrais haviam aprovado a proposta que estava sendo apresentada.

A resposta de Artur foi categórica: “Quem fala em nome da CUT é a direção executiva nacional da CUT. Não terceirizamos a representação da nossa central para ninguém”.

O deputado argumentou, então, que havia feito uma audiência pública e que todas as centrais haviam participado do debate. Artur respondeu que “negociar não é ouvir”. Segundo ele, é inaceitável participar de uma audiência pública, falar durante 40 minutos, apresentar dados concretos sobre precarização, maior número de acidentes de trabalho e mortes de terceirizados, fazer propostas e não vê nada disso na proposta final. “O problema é que os deputados se trancam em uma sala e fazem acordos que não interessam à classe trabalhadora,” concluiu Artur.

Assim que o relator terminou a leitura do seu relatório, o deputado Roberto Policarpo (PT-DF) fez o primeiro pedido de vista – ele foi seguido pela deputada Gorete Pereira (PR-CE) e pelo deputado Assis Melo (PCdoB/RS).

Pedido de vista aceito, o presidente da comissão, deputado Sandro Mabel (PR-GO), quebrou o protocolo e se dirigiu a Artur que estava em pé no fim do plenário: “Você quer ser ouvido? Vamos ouvir, então”.

Artur respondeu: “Eu não quero só ser ouvido, quero negociar.”

Mabel concordou e marcou duas reuniões de negociação – a primeira será na a próxima quarta-feira (26), às 14h30 - e todas as centrais sindicais e sindicatos patronais serão convidados a participar. Segundo ele, se após essas reuniões de negociação, que terão como base o substitutivo preparado por Roberto Santiago, não forem encontradas alternativas, a proposta do relator será votada. Mabel finalizou uma alusão aos protestos da CUT e da CTB no plenário: “Mas a gente vai deixar os revólveres em casa”.

Para o presidente da CUT, o adiamento da votação foi uma vitória importante da CUT e da CTB. “Queremos discutir questões democráticas como respeito às entidades sindicais”. Segundo Artur, em todos os países democráticos do mundo uma empresa que quer terceirizar é obrigada a informar ao sindicato os motivos da terceirização, os serviços e atividades que pretendem terceirizar, a quantidade de trabalhadores diretos e indiretos envolvidos no processo, redução de custos e metas pretendidas.

Além disso, disse ele, é preciso discutir responsabilidade solidária para impedir que empresas como a Zara, por exemplo, aleguem inocência quando a fiscalização descobre prestadores de serviços do grupo escravizando trabalhadores. “Se é para ter irresponsabilidades como essa, tem de escrever no projeto de lei que a empresa é responsável solidária”.

O artigo 6º, do capítulo das responsabilidades e deveres do anteprojeto que a CUT e a CBT assinaram junto com as demais centrais, é claro: “A empresa tomadora de serviços é solidariamente responsável, independentemente de culpa, pelas obrigações trabalhistas, previdenciárias e quaisquer outras decorrentes do contrato, inclusive no caso de falência da empresa prestadora de serviços, referente ao período do contrato”.

Para Artur, o principal problema da proposta da comissão especial da câmara é que o projeto discute relações entre empresas, “não tem nada a ver com a regulamentação da terceirização. E nós temos de impedir que este projeto vá ao plenário porque ele regulamentar o maior problema da terceirização que é a tentativa de parte das empresas de usá-la para precarizar o trabalho”.

fonte: http://www.cut.org.br/destaques/21376/pressao-da-cut-e-da-ctb-impede-votacao-do-projeto-de-terceirizacao-negociado-com-empresarios
Enviada por CUT, às 16:22 20/10/2011, de São Paulo, SP


CTB e CUT conseguem barrar proposta retrógrada de regulamentação da terceirização
A CTB e a CUT obtiveram uma grande vitória nesta quarta-feira (19), ao conseguirem barrar, na Câmara Federal, a votação do parecer do deputado Roberto Santiago, a respeito da contratação de mão de obra terceirizada no país. Para as duas centrais, trata-se de um projeto de lei que beneficia apenas o empresariado, em detrimento da classe trabalhadora.

Em nota divulgada na noite desta terça-feira (18), as duas centrais expuseram sua posição contrária ao Projeto Substitutivo 4330/04, de regulamentação do trabalho terceirizado, apresentado em Comissão Especial sobre o tema pelos deputados Roberto Santiago e Sandro Mabel, pelo fato de essa proposta “não priorizar a defesa e ampliação dos direitos dos trabalhadores e aumentar a precarização do trabalho”.

Diante dessa posição, o secretário de Políticas Sindicais e Relações Institucionais da CTB, Joílson Cardoso, e o deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS) se somaram ao presidente da CUT, Artur Henrique, para conseguir dos parlamentares o adiamento da votação dessa proposta. Como resultado, conseguiram a garantia de que o referido parecer não será votado em nenhuma das duas próximas sessões.

“Mantivemos a posição de que a atual proposta é prejudicial aos trabalhadores”, afirmou Joílson Cardoso. O dirigente da CTB afirmou que foi possível articular essa negociação junto a deputados do PSB, do PT e do PCdoB. Agora, nesse intervalo até a terceira sessão da Comissão Especial, os líderes desses três partidos, a CTB e a CUT irão debater diretamente com o presidente da Câmara, Marco Maia, uma possível revisão na pauta da terceirização, pois o que as centrais defendem é a regulamentação que restrinja e não que amplie a terceirização.

“Foi uma vitória parcial da CTB e da CUT. Queremos estabelecer uma comissão para que possamos combater a ameaça que significa esse projeto”, disse Joílson, que destacou o papel desempenhado pelo deputado Assis Melo nas negociações. “Trata-se de um verdadeiro guardião dos princípios que nossa Central defende”, destacou.

Anteprojeto das centrais

A proposta defendida pela CTB e pela CUT é clara: ambas apóiam o anteprojeto de lei que foi apresentado por todas as centrais, em dezembro de 2009, ao ministro do Trabalho Carlos Lupi, e que neste momento encontra-se parado na Casa Civil.

“Essa proposta de projeto de lei tem como pilares a igualdade de direitos entre trabalhadores terceirizados e trabalhadores diretos e a exigência de responsabilidade solidária por parte da empresa contratante. Apresentaremos esse projeto para ser debatido no Congresso Nacional”, diz a nota assinada pelos presidentes das duas centrais.

Diante da vitória parcial desta quarta-feira, agora a CUT e a CTB vão preparar uma grande mobilização para a segunda semana de novembro, com vistas a conquistar avanços nessa questão. "Nesse período, esperamos estabelecer um bom diálogo com as demais centrais, no sentido de trazê-las para essa batalha e defender o anteprojeto que elaboramos junto ao Ministério do Trabalho", disse Joílson Cardoso.

Fonte: Portal CTB
Enviada por CTB, às 11:57 20/10/2011, de São Paulo, SP


Metalúrgico do ABC trabalha menos e estuda mais, diz Dieese
Wellington Damasceno, 26 anos, passou seus cinco anos de faculdade de Direito --de 2004 a 2008-- dividido entre a sala de aula e o chão de fábrica. Em seu trajeto diário, percorria todo o ABC paulista. Morador de Santo André, acordava cedo para ir à faculdade em São Caetano, e à tarde seguia para a fábrica da Volkswagen em São Bernardo, onde trabalhava no turno das 15h à meia-noite como montador. "Meus colegas não acreditavam que eu conseguia fazer um horário desse. Na minha sala, a maioria dos alunos tinha o curso bancado pelos pais", diz.

O emprego na montadora, obtido por Damasceno como aprendiz aos 16 anos, depois de cursar mecânica no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), foi o que permitiu pagar a faculdade. "A fábrica foi a porta, a janela e as paredes para o acesso ao curso superior", brinca Dasmaceno.

No último ano, quando a faculdade demandou mais horas de dedicação, ele teve de contar com a compreensão dos chefes para conseguir dispensas.

Damasceno faz parte da mudança apontada pela pesquisa realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que mostra um aumento expressivo da escolaridade dos metalúrgicos do ABC paulista nos últimos 15 anos.

O estudo, que é o primeiro realizado desde 1994, será divulgado hoje na sede do sindicato.

Quase metade dos 120,1 mil operários nas fábricas do ABC em 1994 sequer tinha completado o ensino fundamental.

Apenas 10% tinham ingressado em um curso de ensino superior --6% concluíram. Hoje, pouco mais de 18% já ingressaram na faculdade, sendo que 13% saíram com diploma --112 operários possuem mestrado ou doutorado.

Por outro lado, a média de idade dos metalúrgicos aumentou. Quinze anos atrás, o equivalente a 70% do total de operários nas montadoras e fabricantes de autopeças e máquinas e equipamentos do ABC tinham entre 17 e 39 anos de idade.

Cerca de 37%, hoje, têm mais de 40 anos de idade, sendo que 11% têm entre 50 e 64 anos de idade, quase o dobro do patamar registrado em 1994.

Além disso, é significativa a proporção de trabalhadores com dez anos ou mais no mesmo posto de trabalho --eles totalizavam, em dezembro de 2010, 30,8% dos metalúrgicos instalados no ABC paulista.

SALÁRIOS MAIS ALTOS

Com escolaridade mais alta e idade mais avançada, os salários na região são os mais elevados entre os metalúrgicos brasileiros, segundo o Dieese. Já tendo incorporado o ganho real de 4,5% nos rendimentos obtido pelo sindicato na campanha salarial do ano passado, o salário médio dos homens, que são 85,4% do total no ABC, é de R$ 3,4 mil --a média, no país, é de R$ 1,9 mil.

Entre as mulheres, a média salarial é de R$ 2,3 mil, enquanto que a média no país é de R$ 1,4 mil. No entanto, a diferença entre os rendimentos de homens e mulheres é maior no ABC que no restante do país --31,8% e 25%, respectivamente.

"Os salários são muito mais elevados, mas isso não representa um fardo para as companhias da região", diz Sergio Nobre, presidente do sindicato, "porque como o trabalhador tem especialização maior e está no setor há muitos anos, o ganho de produtividade que ele devolve à empresa é muito grande".

A jornada de trabalho é menor que outras categorias. Enquanto trabalhadores no setor de serviços em Recife, por exemplo, cumprem cargas próximas a 46 horas por semana, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o equivalente a 41,6% dos metalúrgicos do ABC trabalham 43 horas ou menos por semana --55,4% do total cumpre a carga de trabalho prevista pela Constituição, de 44 horas semanais.

A comunicação entre os líderes sindicais e os metalúrgicos mudou "radicalmente" nos últimos anos, diz Nobre. De acordo com o sindicalista, o aumento da escolaridade é sentido pela direção do sindicato, que passou a ser mais pressionada pelas bases.

"Antes, imprimíamos jornais com textos simples, sempre com informação facilitada, porque era preciso explicar o básico para a turma", afirma Nobre, "hoje, o trabalhador estuda mais, usa a internet, e se informa sozinho sobre outras categorias e outros sindicatos".

MAIS CRÍTICOS

A maior escolarização também faz os trabalhadores mais críticos em relação ao seu ambiente de trabalho. "Minha rotina é colocar os equipamentos finais no veículo. É quase um robozinho. Muita gente aqui tem vontade de evoluir na carreira, estudar, e se não conseguir uma oportunidade interna de crescer, busca fora", diz Damasceno.

Ele herdou a função do pai metalúrgico, que trabalhou 19 anos na mesma fábrica. O teto salarial de um montador hoje é de R$ 3,6 mil, valor alto se comparado com o que um recém formado num curso superior pode encontrar no seu primeiro emprego.

Com o rendimento de seu emprego na Volks, Damasceno já comprou seu primeiro carro zero e, no ano passado, deu entrada no financiamento de um apartamento na planta. Dois anos e meio depois de formado, com OAB em mãos, o jovem ainda não achou que vale a pena deixar a fábrica.

"A dúvida sobre mudar de carreira sempre vem, fico de olho em concursos, mas não pretendo trabalhar como advogado." Damasceno está fazendo pós-graduação em direito trabalhista e pensa em ingressar futuramente na carreira acadêmica. "Foi a área que mais me interessou", diz o montador que hoje faz parte da comissão de fábrica e do coletivo de juventude do sindicato.
Enviada por Vera Armstrong, às 17:23 11/10/2011, de Curitiba, PR


O que é um blogueiro progressista?
Como a pergunta se repete em todos os encontros, os organizadores do 1º Encontro de Blogueiros Progressistas da Baixada Santista , entrevistaram o blogueiro e tuiteiro Arnóbio Rocha sobre o tema.

Org.: O que é blogueiro progressista?

Arnóbio: Primeiro ser blogueiro é ter compromisso de compartilhar seu conhecimento com a sociedade. É crescer individual e coletivamente aprimorando suas habilidades e aprendendo outras, não importa se você fala de Economia mundial ou do cotidiano de sua rua, se fala de literatura,artes ou de coisas prosaicas da vida. Segundo ser Progressista é ter em mente que seu blog faz parte de um novo ambiente de conhecimento, que ajuda a formar cidadão e a construir uma sociedade mais justa, plural e democrática.

Org.: Necessariamente o blogueiro progressista precisa estar ligado à corrente política de esquerda ?

Arnóbio: A vinculação partidária é um ato individual e dos mais importantes que o cidadão toma no exercício de sua cidadania, os valores éticos e políticos ele vai adquirir na sua formação intelectual, não há obrigação que seja de esquerda, mas o corte político dos blogueiros progressistas são ligados aos valores da sociedade igualitária, de inclusão e luta, que em muito coincide com da esquerda em geral, não a uma corrente específica.

Org.: O Blogueiro Progressista pode estar vinculado a Governos ?

Arnóbio: Estar vinculado a governos pode limitar o poder de crítica, mas não se o blogueiro tem independência, compromissos com os valores de uma sociedade ampla e plural não o imobiliza se participar de governos. Mas claro que sempre deverá perseverar nos objetivos de usar sua intervenção na construção de uma nova sociedade, o que nem sempre coincide com o que defende os governos.

Org.: O Blogueiro progressista é contrário a mídia tradicional?

Arnóbio: O que na verdade se discute são as novas mídias, por que elas surgem e objetivamente se contrapõem às tradicionais? Em grande medida a mídia tradicional é conservadora, restringe os espaços, não aceita visões contrárias a sua, possuindo ainda prática de manipulação ou sonegando informações vitais para um amplo debate sobre determinado fenômeno, em particular na política e sociedade. Assim, os blogueiros progressistas se propõem a ampliar as visões, debater as posições, sem ,limitar a participação da sociedade, cumpre ainda importante papel quando não aceita qualquer tipo de manipulação política ou social.

Org.: Qual a importância dos Encontros de Blogueiros Progressistas ?

Arnóbio: Nestes encontros é local ideal para ultrapassar os limites virtuais e ter um contato mais próximo com blogueiros que seguimos, que trocamos informações e compartilhamos idéias. É um ambiente rico de debate e aprimoramento da arte de blogar.

Fonte: http://blogprogbaixada.blogspot.com/2011/10/o-que-e-um-blogueiro-progressista.html
Enviada por Cido Araújo, às 17:19 11/10/2011, de São Paulo, SP


Caravana Movimentos Sociais para I Encontro Mundial de Blogueir@s
A Organização do Encontro Mundial de Blogueir@s está promovendo Caravanas dos Movimentos Sociais para o Encontro Mundial de Blogueir@s. Para tanto, está disponibilizando gratuitamente um ônibus (Curitiba-Foz do Iguaçu-Curitiba, 40 lugares) e alimentação durante o evento em Foz para que os militantes dos Movimentos Sociais possam participar do Encontro e trocar experiências com blogueir@s.

A hospedagem em Foz será paga pelos próprios participantes da Caravana.

A data limite para confirmarmos ou não a necessidade do ônibus para a Caravana dos Movimentos Sociais de Curitiba é dia 17 de outubro, segunda-feira próxima.

Por favor, divulguem a notícia a todos os movimentos sociais, consultem a companheirada para que possamos confirmar (ou não) a Caravana de Curitiba.

Esta integração entre os Movimentos Sociais e o Movimento de Blogueri@s é essencial para a luta contra a investida fundamentalista e falso-moralista que visa emparedar e criminalizar as lutas sociais por Democracia, Liberdade de Expressão e Autonomia dos Povos.

Enviada por ParanaBlogs, às 17:16 11/10/2011, de Curitiba, PR


#OcuparPaulista Metalúrgicos lideram mobilização pela queda dos juros
-- "Ocupe o Copom : Wall Street é aqui" --

"O Brasil é um caso único na história econômica de prática de taxa de juros reais de dois dígitos por 16 anos seguidos, de 1991 a 2006 (...) No final de 2008 (...) o Brasil agiu na contramão do mundo e manteve a taxa em 13,75% a.a. O BC só foi reduzir a taxa em janeiro, 4 meses depois da crise se abater sobre o mundo trazendo uma contração na produção industrial brasileira de mais de 20%. Um país como o Brasil, com urgente necessidade de crescer e se desenvolver, não pode se dar ao luxo de transferir enormes volumes de capital na forma de renda improdutiva (...) Cerca de 36% do Orçamento Geral da União são destinados ao pagamento de encargos da dívida, recursos estes que poderiam atender as enormes carências de infraestrutura, saúde, transporte, educação etc"

(trechos do manifesto organizado pelos Sindicatos metalúrgicos do ABC e de São Paulo, que será lançado dia 18/10, véspera da reunião do COPOM, com assinaturas de economistas, lideranças populares e entidades da indústria).

Fonte: CartaMaior

Enviada por CartaMaior, às 20:19 10/10/2011, de Twitter


Carro elétrico pode ser oportunidade para criação de montadora brasileira
O desenvolvimento do carro elétrico pode ser a oportunidade ideal para o Brasil criar uma empresa de fabricação de veículos, segundo o professor de engenharia de produção da Universidade de São Paulo (USP) Roberto Marx. O especialista ressalta, entretanto, que é necessária uma articulação para unir pesquisadores e investidores para consolidar um projeto como esse.

“O que está faltando é uma articulação entre empresas fabricantes de motores elétricos, autopeças, baterias, que eventualmente tenham esse interesse. Existe uma série de inciativas pouco articuladas”, destacou o especialista, que também coordena o Laboratório de Estratégias para a Indústria da Mobilidade (Mobilab) da USP.

Os veículos elétricos poderiam, na avaliação de Marx, ser incorporados à matriz brasileira de transportes de forma complementar aos movidos a etanol e bicombustíveis. “É um produto para um nicho, não vai substituir totalmente as demais formas de combustível. Mas ele pode ser interessante para algumas utilidades”, disse em entrevista à Agência Brasil.

O uso desse tipo de carro estaria associado, em um dos cenários traçados pelo professor, aos transportes públicos. “Um carro elétrico de baixo custo [deve ser usado] como forma de locomoção do indivíduo até o ponto em que ele possa usar algum transporte coletivo.”

O fato de o Brasil não deter a tecnologia para a fabricação dos carros não é, para Marx, um obstáculo intransponível. “A princípio, o Brasil não tem essa tecnologia, mas isso não é um impedimento”. Ele acredita que esse problema poderia ser solucionado, caso houvesse a disposição do governo em incentivar esse modelo.

Nesse caso, o país estaria apto, de acordo com ele, a “desenhar um carro elétrico mais barato, que tenha uma penetração e apelo para um certo tipo de mercado. E que seja desenvolvido por um consórcio de empresas interessadas em vender esse carro aqui”.

A viabilidade da inclusão dos carros elétricos na matriz brasileira de transportes está em estudo pelo governo. De acordo com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, é possível que o país tenha um projeto piloto para o desenvolvimento desse tipo de veículo.

Especialista na área de energia, o físico da USP, José Goldemberg ressalta que a eletricidade traria benefícios ambientais porque, com a substituição, derivados do petróleo deixariam de ser queimados, como gasolina e óleo diesel.

No entanto, Goldemberg acredita que o Brasil pode conseguir melhores resultados investindo no etanol, combustível para qual a tecnologia de uso já está desenvolvida. “Com os automóveis elétricos você ainda tem um problemas tecnológico que são as baterias”, destacou.

A autonomia das baterias dos carros elétricos apresentados até o momento não excedem 200 quilômetros, o que é, na avaliação dele, é um grande inconveniente. “Você anda 200 quilômetros, o carro para. Aí você precisa de uma estação para recarregar as baterias e leva duas horas para recarregar. Ninguém vai querer um automóvel desse jeito.”

Fonte: Agência Brasil
Enviada por CNM-CUT, às 18:29 10/10/2011, de São Paulo, SP


A “gastança pública” com os juros
Nos oito meses do governo Dilma, gasto com juros ultrapassa a R$ 160 bilhões

Escrito por: Altamiro Borges

Num discurso unificado e enfadonho, diariamente os líderes da oposição demotucana, os “agentes do mercado” e a mídia rentista repetem que o Brasil precisa cortar gastos públicos.

A “gastança”, segundo eles, estaria concentrada na Previdência Social e no “inchaço” da máquina pública. Em síntese, eles propõem a redução dos direitos previdenciários e a demissão de servidores.

A malandragem é evidente. É certo que o país desperdiça dinheiro com gastos desnecessários. Mas a culpa não é dos aposentados ou do funcionalismo. O sangramento se dá, principalmente, pelo pagamento dos juros aos rentistas. Neste ponto, porém, o deus-mercado silencia. Ele quer cortar gastos dos mais necessitados para sobrar mais dinheiro – o tal superávit primário – para os ricaços.

R$ 160 bilhões torrados com juros

Segundo relatório do Banco Central, o superávit primário do setor público consolidado – governo federal, estados, municípios e empresas estatais – chegou a R$ 4,561 bilhões em agosto. Mas a economia não foi suficiente para cobrir os gastos com juros, que atingiram R$ 21,663 bilhões. Com isso, o déficit nominal ficou em R$ 17,101 bilhões, contra R$ 10,699 bilhões de agosto de 2010.

Nos oito meses do governo Dilma, o superávit primário atingiu R$ 96,540 bilhões. No mesmo período, o gasto com juros chegou a R$ 160,207 bilhões, ante R$ 125,045 bilhões de janeiro a agosto de 2010. Segundo o próprio relatório do BC divulgado na sexta-feira (30), o aumento do sangramento se deu “principalmente, pelo patamar mais elevado da taxa Selic acumulada no ano”.

Contra a “gastança” dos juros

sto sim é que é “gastança pública”. O esforço produtivo nacional é assaltado para beneficiar 0,01% de rentistas do Brasil. O certo seria desencadear uma campanha pela imediata redução da “gastança” com juros, exigindo a sua drástica queda e outras medidas mais duras de combate à especulação financeira. Evidente que a oposição demotucana e a mídia rentista não vão topar!

Enviada por Luiz Rodrigues, às 18:24 10/10/2011, de Taubaté, SP


A CUT e o PT sobre a privatização dos aeroportos
A CUT e a Privatização dos Aeroportos:
http://www.cut.org.br/destaques/21334/dirigentes-sindicais-da-cut-vindos-do-brasil-inteiro-protestam-em-cumbica-contra-privatizacao-dos-aeroportos

PT SP entrevista Francisco Lemos, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários:
http://www.pt-sp.org.br/TVLD/?p=vEfOtcN46jg

PT SP publica matéria sobre manifestação contra privatização dos aeroportos, em Guarulhos:
http://www.pt-sp.org.br/noticia/?acao=vernoticia&id=6800

Visite a coluna eletrônica "Turbulência", no site do Sindicato Nacional dos Aeroportuários:
http://www.sina.org.br/turbulencia/

Este site já se manifestou várias vezes contra a privatização dos aeroportos brasileiros por:
a) serem objetos estratégicos para o desenvolvimento e segurança nacional de um país de dimensões continentais como o Brasil;
b) que, se a iniciativa privada realmente quer ajudar no desenvolvimento do país, então que construa seus próprios aeroportos e compita com a Infraero de igual para igual;
c) que o governo quer entregar à iniciativa privada somente o filé-mignon do setor, os aeroportos mais lucrativos e movimentados, seguindo a velha regra do "socialismo" brazuca de privatizar os lucros e socializar os prejuízos;
d) que este governo não foi eleito para privatizar, mas para seguir melhorando e ampliando os serviços públicos de acordo com a magnitude de nosso país e de sua arrecadação de impostos;
e) que não é a forma de propriedade que determina o sucesso e eficiência de uma empresa e sim sua forma de administração;
f) que é mentira que a iniciativa privada é melhor gestora que o Estado. Se o fosse empresas privadas nunca faliriam.
Enviada por CUT Nacional, às 13:24 10/10/2011, de São Paulo, SP


Memória: "A falsa quebra do Banespa e do BB: as provas"
A falsa quebra do Banespa e do BB: as provas

Jornal Folha de S.Paulo, quinta-feira 5 de junho de 1997

Quem está confessando a verdade, agora, é a própria equipe econômica FHC/BNDES: o Banco do Estado de São Paulo não "quebrou" em 1994. Sua "falência", anunciada ruidosamente, foi forjada por Malan, Loyola, Franco, Serra e aliados – com a conivência do governador tucano Mário Covas, óbvio. O Banespa jamais quebrou – foi tudo encenação para enganar a opinião pública e levá-la a apoiar a sua privatização.

Essa confissão foi feita na semana passada, sem merecer o destaque devido, nos meios de comunicação. Para entender a reviravolta, não custa relembrar a história da "quebra" do Banespa: em 1992, o governo paulista, com o apoio do próprio Planalto, renegociou sua dívida para com o banco, para pagamento em muitos anos, em prestações. Até dezembro de 1994, essas prestações foram pagas.

Naquele mês, já eleito o tucano Mário Covas, e às vésperas de sua posse, o governo Fleury atrasou o pagamento de uma prestação, no valor de R$ 30 milhões, ridículo quando comparado ao tamanho da dívida, então de R$ 5 bilhões. Período do atraso? Apenas 15 dias. Prontamente, a equipe FHC/BNDES aproveitou o "atraso" para considerar que o acordo de refinanciamento da dívida estava quebrado e, como conseqüência, decidiu também que toda a dívida de R$ 5 bilhões deveria ser considerada como prejuízo. Isto é, deveria ser considerada "dinheiro" irrecuperável, e, portanto, lançada no balanço do Banespa como prejuízo.

Só ilegalidades - Note-se bem: a equipe FHC/BNDES cometeu o disparate de tratar o Estado de São Paulo como se ele fosse um dono de boteco de esquina "quebrado", que jamais poderia pagar o Banespa. Ordenou que toda a dívida fosse considerada, no balanço, como prejuízo definitivo, dinheiro perdido para todo o sempre. Com essa orientação, obviamente o Banespa apresentaria um prejuízo gigantesco no balanço daquele ano. Ou, pior ainda, um prejuízo superior ao próprio patrimônio do banco, que, assim, foi declarado "quebrado".

Qual foi a reviravolta da semana passada, a confissão do governo FHC? Aqui, é preciso mais um pouco de história. A pretensa "quebra" do Banespa foi atribuída a desmandos, corrupção e dívidas contraídas nos dois governos anteriores, do PMDB, Quércia e Fleury. Inconformado diante da manobra, o ex-governador Orestes Quércia entrou com ação, na Justiça, para impedir que fosse adotada a "fórmula" de lançamento de falsos prejuízos, imposta pela equipe FHC. Suas principais alegações na Justiça: a manobra da equipe FHC era absolutamente ilegal, pois desrespeitava as próprias normas ("leis") do Banco Central.

Como assim? Quando um cliente não paga sua dívida para com um banco qualquer, o Banco Central permite que o atraso chegue a até um ano, 365 dias, antes de exigir que essa dívida seja lançada como prejuízo no balanço. Esse prazo máximo, de 365 dias, é válido para os casos em que o devedor tenha garantias (imóveis, bens etc.) a oferecer – e o devedor, no caso, era nada mais nada menos que o próprio Estado de São Paulo. Mesmo quando o devedor não tem garantias a oferecer, o prazo mínimo concedido pelo BC é de 30 dias. E, no caso do Banespa, o atraso da parcela de R$ 30 milhões era de apenas 15 dias. Isto é, dentro do prazo de tolerância das regras do Banco Central. Mesmo assim, houve a encenação da ruidosa quebra.

Arbitrariedade monstruosa.

A confissão - A partir da ação do ex-governador Quércia, por decisão da Justiça a publicação dos balanços do Banespa está suspensa desde 1994 – enquanto não se chegava a uma conclusão definitiva sobre a legalidade da decisão do governo FHC, de "decretar" a quebra do Banespa. Agora, a reviravolta: na semana passada, o Conselho Monetário Nacional, isto é, o governo FHC, autorizou o Banespa a publicar balanços dos últimos três anos, sem lançar a dívida do Estado como dinheiro irrecuperável – isto é, exatamente como o ex-governador defendia na Justiça. Desapareceu a "quebra" do Banespa – e é notável que os meios de comunicação, salvo registro na Gazeta Mercantil, tenham ignorado a imensa importância do fato. Desapareceu o prejuízo do Banespa. Os balanços de 1995, 1996 e 1997 vão mostrar lucros. A farsa está desmascarada. Qual a semelhança entre o Banco do Brasil e o Banespa? A equipe FHC forjou, com mecanismos iguais, o "prejuízo recorde" do Banco do Brasil – como esta coluna denunciou na época. Ações na Justiça podem restabelecer a verdade.

Fonte: http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article725
Enviada por Nelba Nycz, às 20:59 09/10/2011, de Curitiba, PR


Steve Jobs inimigo da colaboração, logo, da inovação!

Por Rodrigo Savazoni, no sítio NovaE:

Steve Jobs morreu, após anos lutando contra um câncer que nem mesmo todos os bilhões que ele acumulou foram capazes de conter. Desde ontem, após o anúncio de seu falecimento, não se fala em outra coisa. Panegíricos de toda sorte circulam pelos meios massivos e pós-massivos. Adulado em vida por sua genialidade, é alçado ao status de ídolo maior da era digital. É inegável que Jobs foi um grande designer, cujas sacadas levaram sua empresa ao topo do mundo. Mas há outros aspectos a explorar e sobre os quais pensar neste momento de sua morte.

Jobs era o inimigo número um da colaboração, o aspecto político e econômico mais importante da revolução digital. Nesse sentido, não era um revolucionário, mas um contra-revolucionário. O melhor deles.

Com suas traquitanas maravilhosas, trabalhou pelo cercamento do conhecimento livre. Jamais acreditou na partilha. O que ficou particularmente evidente após seu retorno à Apple, em 1997. Acreditava que para fazer grandes inventos era necessário reunir os melhores, em uma sala, e dela sair com o produto perfeito, aquele que mobilizaria o desejo de adultos e crianças em todo o planeta, os quais formam filas para ter um novo Apple a cada lançamento anual.

A questão central, no entanto, é que o design delicioso de seus produtos é apenas a isca para a construção de um mundo controlado de aplicativos e micro-pagamentos que reduz a imensa conversação global de todos para todos em um sala fechada de vendas orientadas.

O que é a Apple Store senão um grande shopping center virtual, em que podemos adquirir a um clique de tela tudo o que precisamos para nos entreter? A distopia Jobiana é a do homem egoísta, circundado de aparelhos perfeitos, em uma troca limpa e “aparentemente residual”, mediada por apenas uma única empresa: a sua. Por isso, devemos nos perguntar: era isso que queríamos? É isso que queremos para o nosso mundo?

Essa pergunta torna-se ainda mais necessária quando sabemos que existem alternativas. Como escreve o economista da USP, Ricardo Abramovay, em resenha sobre o novo livro do professor de Harvard Yochai Benkler The Penguin and the Leviathan, a cooperação é a grande possibilidade deste nosso tempo.

“Longe de um paroquialismo tradicionalista ou de um movimento alternativo confinado a seitas e grupos eternamente minoritários, a cooperação está na origem das formas mais interessantes e promissoras de criação de prosperidade no mundo contemporâneo. E na raiz dessa cooperação (presente com força crescente no mundo privado, nos negócios públicos e na própria relação entre Estado e cidadãos) estão vínculos humanos reais, abrangentes, significativos, dotados do poder de comunicar e criar confiança entre as pessoas.”

Colaboração: essa, e não outra, é a palavra revolucionária. E Jobs não gostava dela.
Enviada por Altamiro Borges, às 13:50 09/10/2011, de São Paulo, SP


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