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17/11/2017
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Notícias(Novembro/2008)

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Especialistas defendem que a Opel seja separada da GM
Especialistas no setor automotivo vêem a separação da Opel da General Motors (GM) como a melhor solução para as dificuldades enfrentadas pela subsidiária alemã da construtora de automóveis norte-americana. A separação evitaria que a possível quebra da GM atingisse também a Opel.

"Eu defendo isso há anos", disse o professor Wolfgang Meinig, da Universidade de Bamberg. Ele disse que, já em 2001, sugeriu que a Daimler vendesse a Chrysler para a GM e em troca incorporasse a Opel. Para ele, Opel e GM estão fortemente ligadas, mas uma separação não é impossível.

Por aqui, poderíamos fazer um grande Arranjo Produtivo Nacional - APN - para adiquirir as filiais brasileiras da Ford Motors Company, que poderia se chamar APN - Ford Brasil, e da General Motors, que por aqui viraria apenas GMB ou APN-GMB!

Se os capitalistas nacionais não as querem, porque então os sindicatos, cooperativas e empreendimentos da economia solidária não o fazem?

Como?

Com dinheiro do BNDES!!!

Se o BNDES tem dinheiro para financiar reestruturações produtivas que destroem empregos, se tem dinheiro para financiar exportadores, se tem dinheiro para financiar agricultores, se tem dinheiro para financiar a compra de automóveis, por que não teria dinheiro para comprar e nacionalizar as produtoras de automóveis???

O pacote de 8 bilhões de reais anunciado pelo governo brasileiro para financiar a vendas de automóveis no mercado nacional é maior que o valor de mercado das duas montadoras norte-americanas juntas na semana passada. Ou seja, com estes R$ 8 bilhões daria para comprar a Ford e a GM no mundo inteiro...

Em 20 de novembro a GM valia menos de US$ 1 bi e a Ford cerca de US$ 2,3 bi. Ou seja, juntas valiam naquela data cerca de R$ 7 bi...

Mas não precisamos delas inteiras!!! Precisamos apenas das filiais brasileiras. Portanto, sairia mais barato ainda.

Arranjos produtivos fazem parte das estratégias de desenvolvimento econômico, social e ambiental impulsionadas pelo atual governo.

Por que não investir em um APN - Arranjo Produtivo Nacional - salvar milhões de empregos e reassumir a parte da tecnologia automotiva que foi gerada no Brasil e apropriada pelas transnacionais?

Não falamos em estatização, mas em nacionalização através do empreendedorismo solidário nacional apoiado por políticas públicas de geração de trabalho, renda e tecnologia nacional.

Falamos em manutenção de uma cadeia produtiva nacional geradora de riquezas, empregos, tecnologias, insumos produtivos para a cidade e campo além de meios de transportes para milhões e milhões de brasileiros. Milhares de famílias tiram seu sustento desta cadeia produtiva.

Ter o controle destas empresas nos ajudaria a vender carros flex para deus e o mundo, ajudando também nas vendas de etanol e derivados...

É hora de pensar grande. São nas horas de crise que se prepara o grande salto.
Enviada por Almir Américo / Sérgio Bertoni, às 21:09 30/11/2008, de São Paulo, SP / Curitiba, PR


Em caso de crise passe Mantega!!!
Enquanto uns rogam praga de um lado e outros choram as mágoas de outro, mais uma vez CartaCapital toca na ferida e mostra que o buraco está em outro lugar, bem distante do sentido comum propagado pela imprensa dos grandes coronéis da palavra.

Deixem que fale, pois os números aí estão a dizer algo.

Entenderá quem souber entender.

O pior cego é aquele que não quer ver.

Em meio ao bombardeio de más notícias da crise financeira internacional, alguns indicadores mostram que o Brasil ainda resiste à turbulência. No front externo, os investimentos diretos de estrangeiros no País somavam o recorde de 37,1 bilhões de dólares até a segunda-feira 24 e superaram as expectativas do governo, de 35 bilhões de dólares no fechamento do ano. Segundo Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do Banco Central, trata-se de dinheiro que não se destina a aplicações financeiras, mas ao setor produtivo. “É o reflexo da percepção de que a economia brasileira tem bons fundamentos”, disse em entrevista coletiva.

Do lado das contas internas, outra boa-nova. O déficit nominal público, que inclui os gastos com o juro da dívida interna, somou 1,835 bilhão de reais entre janeiro e outubro. Nos últimos doze meses, este montante corresponde a apenas 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e é o menor em dezessete anos. O crescimento econômico do País, que deve superar ligeiramente 5% neste ano, explica o bom resultado. Isso porque mais produção implica maior arrecadação. Os números positivos foram obtidos nas quatro esferas de governo: União, estados, municípios e estatais.

O mercado de trabalho também não reflete a desaceleração mundial. A taxa de desemprego, nas seis regiões metropolitanas do País, caiu de 14,1%, em setembro, para 13,4%, em outubro. Segundo o Dieese e a Seade, que apuram os números, é a menor taxa para o mês, desde que foi iniciada a série histórica, em 1998. O número de desempregados em outubro totalizou 2,6 milhões.

No crédito, o estoque total de operações somou 1,187 trilhão de reais, em outubro, com crescimento de 34,2% em doze meses. O valor alcançou 40% do PIB, relação também recorde. Mas há sinais de desaceleração, segundo o BC. Isso se deve sobretudo à elevação da taxa de juro, que atingiu 42,9% ao ano, um aumento de 2,5 pontos porcentuais no mês e 7,5 pontos porcentuais em doze meses. É o retrato do empoçamento de recursos, pois os bancos têm relutado em financiar empresas e cidadãos, temendo futura inadimplência com o crescimento menor do PIB em 2009.

Será que valeu a pena acreditar que era possível fazer a revolução às custas da venda de petróleo e outras riquezas naturais???
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:20 30/11/2008, de Curitiba, PR


Obama monta balaio-de-gatos. Lula lá???
Se Barack Obama confirmar amanhã os nomes ventilados para o seu gabinete, o presidente eleito fará um governo conservador em política externa, de centro em economia e progressista na área social. Para tanto, contará com democratas clintonistas, republicanos moderados e grandes egos.

Não seria exatamente um Lula lá, pois Lula montou por aqui um governo conservador em política econômica, de centro em questões sociais e de esquerda em política exterior.

Estas escolhas de Lula, aliás, já foram tema de muita polêmica entre trabalhadores brasileiros e estrangeiros em visita ao país. Muitos deles achavam que sabiam o que era melhor para o Brasil, assim como os colunistas brazucas pensam saber o que é melhor para os EUA.

Assim como Lula, Obama fará o que for possível, dentro dos limites que o poder econômico local e internacional estabelecer. Lá como cá, os presidentes eleitos são extremamente populares, mas não contam com base social que reflita a popularidade. Ou seja, são bons de voto, mas a maioria que neles votaram não pegariam em armas para defendê-los, caso fosse necessário. Além disso, eles não foram eleitos somente com o apoio do povo e das contribuições populares. Importantes grupos econômicos estiveram por trás das diversas campanhas em distintos países, portanto, há dívidas a pagar.

Milagres?
Não acontecem.

Sorte?
Só com muito trabalho, pois de graça nem queijo em ratoeira...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:13 30/11/2008, de Curitiba, PR


Soberania tecnológica às avessas
Por Rui Falcão

A compra das empresas brasileiras Alellyx e CanaVialis pela norte-americana Monsanto, anunciada no início de novembro, arrancou críticas do ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, e sugere uma reflexão sobre o sentido do financiamento público da pesquisa em ciência e tecnologia (C&T) no Brasil. Certamente, o ministro teria permanecido calado se se tratasse de um negócio comum. Em declaração ao jornal "O Estado de São Paulo", Resende afirmou que "a venda (da Alellyx e CanaVialis) para qualquer grupo estrangeiro é decepcionante. Como é que eles foram vender duas jóias como essas, tão importantes para o País?"

Ambas as empresas pertenciam à Votorantim Novos Negócios, fundo de capital de risco do grupo Votorantim, que as criou e financiava desde 2002, e têm a sua origem associada à pesquisa pública e a forte subvenção por parte do Estado na forma de investimento a fundo perdido, por se tratar de empresas brasileiras voltadas para pesquisa de interesse estratégico nacional. Segundo Rezende, nos últimos três anos a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), do Ministério da Ciência e Tecnologia, havia aprovado a destinação de R$ 49,4 milhões para pesquisas nas duas empresas, dos quais R$ 6,4 milhões já foram desembolsados. "São duas empresas que receberam investimento do governo e, justo quando esses investimentos amadureciam, foram vendidas por um preço bastante módico", afirmou – cerca de US$ 290 milhões, segundo informa o jornal.

Como observou o físico Joelmo Oliveira, diretor de Políticas de C&T do Sindicato dos Pesquisadores de São Paulo (SinTPq) e colaborador do Grupo de Análise de Políticas de Inovação (GAPI - UNICAMP), Alellyx e CAnaVialis eram vistas até então como ícones de uma bem-sucedida política de Estado que visa a incentivar a pesquisa em C&T dentro das empresas brasileiras e fomentar o espírito empreendedor entre os cientistas da Academia. "É em momentos como esse que vem à tona a importância das unidades públicas de pesquisa; são elas que de fato garantem a apropriação nacional do conhecimento tecnológico desenvolvido a partir de investimentos públicos", escreveu Oliveira.

Com sede em Campinas, ambas as empresas foram criadas por pesquisadores acadêmicos que participaram dos primeiros grandes projetos de genômica no País, financiados em sua totalidade por recursos públicos. Sua história, na verdade, é indissociável dos resultados de investimentos públicos em pesquisa, e tem origem na esteira do primeiro seqüenciamento genético de um organismo vivo no Brasil, em 1999, anunciado como o "maior feito científico brasileiro dos últimos tempos". Tratava-se da finalização do mapeamento genético da Xylella fastidiosa, a bactéria causadora da praga conhecida como "amarelinho", que ataca os laranjais paulistas. O projeto Genoma-Xylella custou aos cofres públicos US$ 13 milhões, parte financiados pelo governo Federal, parte pelo governo paulista, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp).

A partir do conhecimento gerado pelo seqüenciamento do "amarelinho", foi fundada em 2002 a empresa Alellyx Applied Genomics. Os sócios da empresa, lembra Oliveira, eram professores e pesquisadores da Unicamp, da USP e da Unesp, três das principais instituições acadêmicas do País. Por indicação do professor do Instituto de Química da USP, Fernando Reinach, à época já diretor-executivo da Votorantim Novos Negócios, a Votorantim Novos Negócios tornou-se sócia da nova empresa. Havia sido o próprio Reinach quem propôs o projeto Genoma-Xylella ao então diretor-científico da FAPESP, José Fernando Perez, em 1997. Ou seja, os professores que fundaram a Alellyx eram os mesmos que exerciam funções de coordenação na FAPESP, uma das principais financiadoras das pesquisas que levaram à criação da empresa.

No ano seguinte, foi fundada a CanaVialis S.A., também com participação da Votorantim Novos Negócios. Diferentemente da Alellyx, a pesquisa da CanaVialis prende-se ao melhoramento clássico de variedades da cana-de-açúcar, o que não envolve ainda alterações genéticas a partir de técnicas oriundas do seqüenciamento genético da cana.

Não é novidade o interesse de países como os EUA na tecnologia brasileira de produção de álcool de cana-de-açúcar em grande escala e na obtenção de variedades transgênicas da cana adaptadas às suas condições climáticas. Assim se explica a compra da Alellyx e da CanaVialis pela Monsanto, negócio que se tornou público em 2007, quando a Votorantim anunciou uma "parceria tecnológica" com a multinacional. Então, o diretor-executivo da Votorantim Novos Negócios, Fernando Reinach, afirmou: "Esta parceria tecnológica permitirá à Alellyx e CanaVialis disponibilizarem para o setor sucroalcooleiro tecnologias desenvolvidas pela Monsanto. Além disso, possibilitará à Monsanto utilizar tecnologias desenvolvidas por nossas empresas".

Porém, o desfecho da "parceria" foi outro. Como observa o diretor do sindicato dos pesquisadores de São Paulo: "o 'maior feito científico brasileiro dos últimos tempos', que provavelmente se tornaria também o mais lucrativo negócio do século XXI, já não é brasileiro", em que pesem os recursos públicos, o engenho e o esforço nacionais nele empenhados.

A curta trajetória da Alellyx e da CanaVialis sob controle nacional assume caráter emblemático do que vem a ser o destino dos resultados da C&T em países que ainda não acordaram para a dimensão estratégica de C &T como elemento central do poder nacional. A capacidade científica e tecnológica é na atualidade o grande ordenador do poder mundial nos seus desdobramentos político, econômico e militar. Dos assim chamados fatores de produção – capital, mão-de-obra, matéria-prima e tecnologia – o último predomina sobre os demais em valor estratégico. Países dotados de capital, mão-de-obra, matérias-primas abundantes mas sem tecnologia encontram-se em desvantagem frente a países detentores de tecnologia, mesmo carente dos demais fatores. É a disponibilidade de tecnologias que abre as portas para o domínio sobre os demais fatores onde quer que estejam eles.

Por isso, C &T tornaram-se preocupação política primordial dos países desenvolvidos. Ali, não se dissocia C&T da disputa entre empresas pela hegemonia em mercados ou da disputa pelo poder entre nações ou blocos de nações. Estão aí para atestá-lo a atualidade e a candência das questões internacionais referentes a investimentos, propriedade intelectual e ao comércio de serviços técnicos. De um lado da trincheira, os países desenvolvidos, tecnologicamente avançados, em busca da abertura de mercados para suas empresas e fechamento das possibilidades de acesso por terceiros às tecnologias por eles geradas. Do outro, países em desenvolvimento, tentando proteger seus mercados, para a expansão de empreendimentos nacionais, em busca de assegurar o acesso às tecnologias de que necessitam para o seu desenvolvimento.

De acordo com os fundamentalistas do mercado, ora em debandada no mundo, o veículo principal de transferência de tecnologia das economias avançadas para as sociedades periféricas seria o investimento direto estrangeiro. O conhecimento científico e tecnológico estaria, como qualquer mercadoria, disponível no mercado, bastando pagar o seu preço para adquiri-lo, ou bastando atrair a empresa que o detém para fazer com que tal conhecimento se incorpore ao sistema econômico nacional. A atração de capitais estrangeiros permitiria a um país periférico, como o Brasil, dispensar investimentos vultosos em C&T, "queimar etapas de desenvolvimento" e não "reinventar a roda".

Essa foi a recomendação feita pelos EUA ao Brasil nas décadas 1960/70, quando da decisão brasileira de criar uma empresa estatal de pesquisa agropecuária tropical (a Embrapa), para atender às peculiaridades de um país com biomas localizados nessas latitudes. Sabe-se hoje que o Brasil somente é independente e líder mundial em tecnologia agropecuária tropical porque não deu atenção e não cedeu à pressão norte-americana. Obstáculos semelhantes se interpuseram na decisão brasileira de proceder com autonomia na pesquisa nuclear.

O fato é que cada país confere à sua política de C&T grau de importância correspondente ao que atribui à utilização do conhecimento científico para o desenvolvimento, autonomia e defesa nacionais. Em princípio, não existe diferença entre o Brasil e os EUA no que se refere ao interesse de um físico pela estrutura nuclear, ou de um geneticista pelo genoma de um vegetal. Mas, quando se trata de saber quais pesquisas físicas ou genéticas podem tornar-se economicamente úteis em cada um dos países, a experiência do outro país é relativamente de pouca relevância. Cabe à política de C&T, orientada pela estratégia e soberania nacionais, fazer a escolha adequada das áreas de pesquisa de interesse, com vistas a atingir os objetivos econômicos e sociais desejados pela nação.

Numa conjuntura histórica em que o velho mundo bipolar se desfez, assiste-se hoje ao surgimento de nova espécie de divisão internacional do trabalho, com a emergência da polarização tecnológica entre países dotados de alta tecnologia e países consumidores forçosamente dependentes. A posse de um monopólio tecnológico permite ao país dinâmico extrair renda tecnológica dos países dependentes, daí resultando perdas sociais, já que estes são (e, presumivelmente, permanecerão) importadores líquidos de tecnologia.

Os Estados Unidos, e com eles outros países avançados, aprenderam a se tornar ciosos do controle sobre tecnologias sensíveis. País que nada tem fixado em leis referente ao capital estrangeiro ou ao controle sobre tecnologias, os EUA arbitrariamente não autorizam, por período de anos ou décadas, a venda ao exterior de tecnologias consideradas sensíveis. A revisão em curso no sistema de propriedade intelectual na Organização Mundial do Comércio, sob a hegemonia dos países ricos, aponta para o estabelecimento de severas limitações à transferência de tecnologia, de forma a dificultar ou retardar ainda mais o surgimento de novos competidores.

A primeira conseqüência prática para países como o Brasil seria um incremento na conta de remessa de royalties para o exterior, que já é alentada. Mesmo quando a pesquisa se realiza aqui, no caso de empresa estrangeira a patente será registrada em nome da companhia, e sua utilização no Brasil, ou em qualquer país gerará pagamentos e remessas para a sede da empresa, detentora da patente. Ou seja, os direitos de propriedade intelectual pertencem à empresa matriz, independentemente da localização da pesquisa. Outro custo social associado à dependência externa em C&T é a perda efetiva para os consumidores acarretada pelos altos preços que resultam do processo de monopolização.

A desnacionalização, como ocorreu no caso da Alellyx e da CanaVialis, tende ainda a acarretar, num contexto mais amplo, a transferência para o exterior dos centros de decisão da atividade econômica, do investimento, da alocação de recursos em geral e da P&D em especial – e, na sua extensão, dos centros de decisão política. Essa transferência afeta a capacidade do Estado de cumprir com suas funções referentes ao desenvolvimento, à defesa e à soberania nacionais e amplia, portanto, o hiato entre o país periférico e os países avançados, numa espiral perversa e recorrente. Há quem acredite que, em princípio, as forças de mercado poderiam também cumprir com essas funções. Porém, nada indica em parte alguma do mundo que isso esteja ocorrendo ou que venha a ocorrer.

A desnacionalização da Alellyx e da CanaVialis serve, assim, de lição para lembrar que a produção do conhecimento cria ela própria novas vulnerabilidades e novas ameaças, para as quais um país grande, que tem muito a proteger, como o Brasil, não pode deixar de estar preparado. É dizer que a construção de uma base de C&T condizente com as nossas aspirações e possibilidades depende do que sejamos capazes não somente de desenvolver mas também de manter "em casa", sem prejuízo de parcerias internacionais que venham a fortalecer a soberania nacional em suas dimensões política, econômica, social e democrática.

O Estado brasileiro carece de uma definição do que se pretende com o financiamento público de pesquisa em C&T.

Rui Falcão, 64 anos, advogado e jornalista, é deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores
Enviada por Almir Américo, às 11:23 30/11/2008, de São Paulo, SP


O drama de Detroit
Há alguns meses, quando os sinais de crise financeira somente se insinuavam nos EUA, entre os analistas havia esperança de que seus efeitos se confinassem a Wall Street. Nem o mais pessimista poderia imaginar que a economia real do país fosse atingida da forma rápida e devastadora como agora se pode constatar. O noticiário econômico mostra um cenário desolador para alguns setores da economia norte-americana, sobretudo aqueles de produção de bens de consumo onde o crédito é essencial para sua realização no mercado. O caso do setor automobilístico é emblemático.

No dia 18 de novembro, o líder da principal organização sindical dos EUA, a UAW (United Auto Workers), ao lado dos presidentes das montadoras GM, Ford e Chrysler, unidos pelo desespero, apresentaram-se diante dos congressistas norte-americanos para convencê-los a votar a favor de um pacote de ajuda de 25 bilhões de dólares em recursos públicos, indispensáveis para evitar a quebra dessas empresas. Trata-se de um apelo pela sobrevivência das três grandes corporações automotivas e de toda sua cadeia de fornecedores e revendedores. A opção seria o pedido de falência, com riscos reais de desaparecimento das empresas no mercado. É essa a situação atual da maior economia do mundo.

A evolução da crise nos EUA tem demonstrado que os dogmas liberais acerca do papel do Estado na economia são uma ideologia para exportação. Em vez disso, o liberalismo lá funciona mais como uma conveniência a serviço do interesse nacional, e disso estavam muito cientes os empresários, sindicalistas e congressistas que se encontraram para discutir o bilionário socorro às montadoras com dinheiro do contribuinte. À parte algumas manifestações teatrais de senadores contra o ineficiente e perdulário modelo empresarial de Detroit, a audiência evoluiu para uma situação em que o socorro não viria de forma incondicional, mobilizando as montadoras a apresentarem um plano de auto-salvação. Qualquer que seja a saída honrosa, é difícil imaginar que autoridades possam largar as montadoras nacionais à própria sorte, sem ao menos uma tentativa de ajuda, após terem injetado centenas de bilhões de dólares para resgatar instituições do mercado financeiro.

As atenções então já se lançam ao cenário posterior ao socorro governamental às montadoras. É quase um consenso entre os analistas de que são escassas as perspectivas de recuperação do setor na conjuntura econômica que se projeta para o país no médio prazo. Em se confirmando essas previsões, a bilionária ajuda às montadoras terá sido um paliativo inútil e dificilmente haverá apoio dos contribuintes para investimentos públicos adicionais.

Nessa adversidade, os editoriais converteram os sindicalistas da UAW numa espécie de erva daninha do liberalismo. O país do “vire-se você mesmo para financiar seu seguro saúde e sua aposentadoria” sempre teve exceção no setor automotivo de Detroit, onde os trabalhadores acumulam acordos que hoje lhes garantem benefícios acima da média nacional, como assistência médico-hospitalar vitalícia. Como contrapartida, esses benefícios acrescentam um custo extra, estimado em média 2 mil dólares, ao preço final dos veículos produzidos pelas três grandes montadoras, roubando-lhes competitividade no mercado. Um aforismo da época da Cortina de Ferro dizia que o problema dos países socialistas era que lá a sociedade vigiava para que todos fossem pobres, em vez de todos ricos. Os debates nos EUA revelam que essa índole agora pertence ao homem capitalista norte-americano, pelo menos nas questões sociais. É o que se pode constatar pela fúria dos analistas e comentaristas contra os padrões assistencialistas conquistados pelos trabalhadores de Detroit. Parecem querer convencer a sociedade de que não haveria problemas com a GM, Ford e Chrysler caso a UAW não existisse, varrendo assim para debaixo do tapete as muitas apostas erradas dessas montadoras, cujos veículos incompatibilizaram-se com as necessidades do consumidor num momento de aumento de preços de combustíveis e de crise econômica.

Somente a precariedade das políticas sociais da maior economia do mundo explica o porquê dos trabalhadores de Detroit terem buscado proteção junto às suas empresas. As montadoras de Detroit assumiram responsabilidades sociais negligenciadas pelo Estado norte-americano e, sob esse ângulo, o estado falimentar em que se encontram pode ser interpretado também como a falência dessa política de omissão estatal. A última campanha presidencial foi um indicador da crescente insatisfação popular com essa situação. Entre seus temas centrais, esteve a deficiente política nacional de proteção social, inclusive o extorsivo e inacessível sistema privado de seguro-saúde.

Quando passar a moda de apedrejar sindicalistas, essa controvérsia deve evoluir para um debate mais sério em torno das insuficiências do sistema de assistência social dos EUA. A eleição de Barack Obama gerou expectativas de compromissos sociais e o novo governo será cobrado pelos trabalhadores do país, e não somente pela turma de Detroit que contribuiu com sua campanha. Ao expor as vulnerabilidades e contradições do modelo de capitalismo norte-americano, a atual crise econômica pode representar uma oportunidade para se encaminhar soluções de históricos problemas do país.
Enviada por Almir Américo, às 02:12 30/11/2008, de São Paulo, SP


Onde está a crise alimentar? ou O breve alarme da crise
Por Almir Ribeiro

O último inverno foi marcado por notícias alarmantes de uma crônica crise alimentar em escala global. Manchetes diárias e reportagens incessantes tratavam do assunto como uma epidemia fora de controle, denunciando o aumento generalizado dos preços dos alimentos e alertando para um iminente risco de desabastecimento global. Especialistas foram mobilizados para comentar a crise e não faltaram autoridades a propor soluções próximas de suas conveniências nacionais.

Passaram-se somente alguns poucos meses e as notícias apocalípticas sumiram do noticiário. Cederam espaço à atual crise financeira global, que roubou as atenções mundiais a ponto de a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) lançar o apelo mundial "Não esqueçam a fome nem a crise dos alimentos", tentando reintroduzir e assunto na agenda política mundial.

Sem minimizar a gravidade das atuais turbulências financeiras, é um fato revelador a maneira silenciosa como passou a ser tratada a crise de alimentos na mídia internacional. O repentino desinteresse pelo assunto poderia sugerir que o problema da escassez tenha sido superado, o que infelizmente não é verdade. Mais razoável é supor que até então o assunto fora tratado na mídia de forma superficial e espetaculosa. E de forma oportunista e até irresponsável por muitas autoridades.

No auge da crise, enquanto o noticiário especulava sobre a oferta mundial de alimentos, foram poucos os formadores de opinião que associaram os indícios de escassez ao aumento da demanda mundial, devido à elevação dos padrões de vida dos países emergentes. A razoabilidade desse argumento confirma-se agora, em novembro, com a divulgação de previsões da FAO de produção recorde de cereais em 2008, suficiente para cobrir sua demanda no curto prazo e ajudar a repor as reservas mundiais. Igualmente, as análises subjugavam a influência da elevação recorde dos preços do petróleo nos custos de produção e transporte dos alimentos. Essa relação ficou evidente com o subseqüente recuo dos preços do barril a partir do fim do inverno, que se fez acompanhar por uma redução correspondente no preço das commodities agrícolas.

Há motivos de sobra para se considerar que as causas da crise de alimentos não se relacionam somente com capacidade de oferta, como especulava o noticiário. “Na América Latina e Caribe o problema da fome está relacionado com o acesso e não com a disponibilidade de comida", ponderou o representante regional da FAO, José Graziano da Silva. Ele concorda com a posição do presidente Lula de que esse flagelo mundial decorre das insuficiências de renda no terceiro mundo muito mais do que das dificuldades na oferta mundial, que pode ser elevada de acordo com decisões políticas da comunidade internacional. E o IBGE acaba de divulgar estatísticas que legitimam o argumento presidencial, ao indicar que em 2008 o país terá uma safra recorde de 145,6 milhões de toneladas de grãos.

Não é tarefa simples resumir as causas do eterno problema da fome mundial, mas certamente os motivos da recente crise passam ao largo da histeria midiática de meses atrás. Foi um festival de oportunismo, onde não faltou quem elegesse os bio-combustíveis como vilões da crise. Com base no ineficiente programa norte-americano de produção de etanol à base de milho, o relator da ONU para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, declarou que os biocombustíveis são “um crime contra a humanidade”, enquanto Dominique Strauss-Kahn, diretor do FMI, classificou-os como “um problema moral” por contribuir para a escassez de alimentos nos países pobres. Criou-se assim uma cortina de fumaça que impediu uma discussão séria sobre algumas das verdadeiras causas da crise de alimentos.

Dessa forma, o Brasil, que sempre foi parte da solução no abastecimento mundial, foi impelido a uma posição defensiva, mesmo diante dos irrefutáveis dados de que tem aumentado consistentemente a exportação de alimentos sem deixar de investir em seu programa de bio-combustíveis. O chanceler brasileiro Celso Amorim classificou as críticas de “conclusões simplistas” voltadas a reforçar interesses protecionistas. “Ninguém na África deixou de produzir alimentos para produzir biocombustíveis. Não produziam alimento e continuam sem produzir porque os subsídios agrícolas da Europa e dos Estados Unidos impedem que isso ocorra”, opinou.

O problema do abastecimento mundial segue longe da solução, mas o surto midiático cessou antes que se pudesse fazer a discussão fundamental sobre a política de subsídios agrícolas praticados nos países desenvolvidos. Além de serem responsáveis pela manutenção de sistemas de produção ineficientes, os subsídios são a principal causa da distorção dos preços mundiais, sufocando a competição e impedindo o desenvolvimento da agricultura nos países pobres.

O fim do espetáculo televisivo da crise de alimentos representou o desperdício de mais uma grande oportunidade de se discutir e propor mecanismos eficazes de estímulo à produção de alimentos, um tema fundamental para a humanidade. É simbólico que tenha ocorrido logo na seqüência do impasse que culminou no aborto de um acordo comercial mundial na rodada de Doha, em junho. Lá também as discussões foram travadas justamente pela resistência dos países desenvolvidos em rever suas posições nos subsídios agrícolas. É lamentável admitir, mas a fome mundial parece incomodar somente aos famintos.

Confira aqui outros artigos do autor.
Enviada por Almir Américo, às 15:46 18/11/2008, de São Paulo, SP


GM vende sua parte na Suzuki
A GM vendendo sua participação na Suzuki por US$ 230 milhões e empresa japonesa já anunciou que recomprará 3,02% das ações por US$ 25 milhões

Os japoneses estão renacionalizando suas empresas e comprando de volta com o preço na bacia das almas.

Por que os empresários nacionais, tão capitalizados, não fazem uma oferta pelas empresas automobilísticas e de autopeças norte-americanas?

Houve uma época em que a família Monteiro Aranha detinha 30% das ações da Volks.

Por que os capitalistas brazucas da vida não investem dinheiro nas filiais da Ford e da GM no Brasil e tentam criar aqui empresas nacionais, como está fazendo o Sr. Tata na Índia?

Acho que nunca haverá uma oportunidade como essa de investimento na nacionalização das empresas. Seria a vingança daquele período em que vendeu-se aqui pérolas como Cofap e Metal Leve.

Nacionalizar? Por que não?
Enviada por Almir Américo, às 15:37 18/11/2008, de São Paulo, SP


Ford vende participação de 20% na Mazda
A Mazda Motor afirmou na terça-feira que a Ford Motor venderá uma participação de 20 por cento da montadora japonesa.

A Mazda informou que vai recomprar uma parcela de 6,87 por cento de suas ações da Ford por até 185 milhões de dólares.

A Ford se manterá como principal acionista da Mazda, com fatia pouco maior que 13 por cento.

Se eu fosse um desses Gerdais ou Marcopolos da vida, pegava um empréstimo no BNDES e comprava a GM Brasil ou Ford Brasil, pelo menos uma boa parte delas.

Para que serve acumular capital, se não para dar uma tacada dessas?

Fazia um acordo para usar a marca Ford por 100 anos e a transformaria numa marca nacional.

A situação lá nos EUA é tão grave que os caras vão começar a vender os anéis para não perder os dedos.

Vamos nacionalizar???
Enviada por Almir Américo, às 15:30 18/11/2008, de São Paulo, SP


Curitiba: a urbanização que gera exclusão social
Considerada cidade modelo em diversos aspectos, a capital do Paraná hoje sofre com as ocupações irregulares e com a violência e a pobreza geradas pela situação precária da população mais carente

Em matéria especial, Nelson Rosário de Souza, professor da UFPR, avalia como principal motivo a urbanização da cidade, que acabou valorizando os espaços que já eram valorizados.

Dados do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) apontam a existência de pelo menos 269 áreas de ocupação irregular na cidade.

O cientista político Nelson Rosário de Souza, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), avalia que no item habitação, a capital não foge dos problemas das grandes cidades, que carecem de investimento público no setor. No entanto, a urbanização realizada na cidade, a partir do Plano Preliminar de Urbanismo (PPU) de 1965, criou uma situação peculiar. Como as famílias mais carentes e os migrantes não conseguiam morar na capital, acabaram se instalando na fronteira de Curitiba com os demais municípios da região metropolitana, onde estão os principais problemas habitacionais.

Com exceção de Araucária, devido à refinaria da Petrobras, e São José dos Pinhais, que recebeu indústrias montadoras de carros, as demais cidades da região são precárias em infra-estrutura e serviços públicos.

"São pessoas que não têm atendimento de políticas sociais de Curitiba, porque o município já considera que elas estão fora do limite da cidade. E como as pessoas estão muito longe do centro dos municípios da região metropolitana, a qual elas pertencem, elas também não recebem o atendimento, desde rede de esgoto e de transporte até serviços de saúde", diz.

Souza responsabiliza em grande parte a urbanização realizada na década de 70 durante a Ditadura Militar pela exclusão social que existe hoje em Curitiba e região. O Plano Preliminar de Urbanismo, que foi matriz para o Plano Diretor, criou dois eixos que gerariam o desenvolvimento da cidade. No entanto, explica Souza, os locais já eram espaços valorizados e de famílias de classe média, o que provocou uma supervalorização. Ao mesmo tempo, o cientista político reclama que na época já existiam ocupações irregulares na capital, que foram ignoradas pelo governo. O argumento, diz Souza, era de que não seria investido em infra-estrutura nestas regiões a fim de não incentivar mais ocupações.

No entanto, como a população mais pobre não tinha para onde ir, as ocupações somente aumentaram. "O que aconteceu foi que esse eixo, como ele cortou a cidade de Norte a Sul e de Leste a Oeste, valorizou o espaço urbano em todo esse trecho e praticamente em toda a cidade. Houve uma supervalorização. E ao mesmo tempo houve uma especulação imobiliária. As pessoas que tinham terreno próximos desses eixos, em grande parte as empresas do mercado imobiliário, passaram a segurar esses terrenos esperando negociações futuras. Aconteceu que Curitiba passou a ter boa parte dos terrenos a média distância do centro não ocupados e ao mesmo tempo uma população residindo em áreas degradadas, em favelas", explica.

Fonte:Agência Chasque de Notícias - 18.11.08
Enviada por Hugo Chimenez, às 14:24 18/11/2008, de São Borja, RS


Felipão: embaixador do turismo brasileiro
A convite do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, Luiz Felipe Scolari, hoje técnico do Chelsea, visitou o Palácio do Planalto nesta terça para falar de seu papel para o turismo brasileiro na Inglaterra e discutir futebol.

Lula e Felipão conversaram sobre seleção brasileira, o duelo Kaká x Cristiano Ronaldo, a reta final do Brasileirão e o título do Corinthians na Segunda Divisão.

O papo com Lula também serviu para Felipão discutir projetos do presidente no exterior.

"Embaixador" do turismo brasileiro em Londres, o treinador ainda fez questão de demonstrar apoio político ao petista. "Manifestei carinho ao Lula por tudo que ele vem fazendo pelo país. Nós que estamos lá fora sentimos que tem sido muito importante."

Anos atrás, quando era treinador do Palmeiras, Felipão irritado como os comentários do tucano José Serra sobre a atuação da equipe Alvi-Verde de Parque Antártica disse "Ele que cuide do Ministério da Saúde, pois do Palmeiras cuido eu".

Lula e Felipão mostram que sabem fazer política, entendem de futebol e não misturam as coisas. Já os tucanos... além de misturar tudo não entendem nada de nada, apesar dos títulos acadêmicos dos doutores bicudos. he! he! he!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:23 18/11/2008, de Curitiba, PR


Rússia: números que nos fazem pensar. Mas e a eles?
Loirinhos e brancos também moram nas ruas
Enquanto aqui no Brasil estamos tentando corrigir nossos seculares problemas sociais, lá na Rússia eles conseguiram criar problemas que não existiam

É triste lembrar que esses problemas não existiam na URSS ou eram bem menores que o são atualmente. É triste!

Na Rússia existem cerca de cinco milhões de menores que vivem nas ruas, sendo que a maioria comete regularmente crimes!!!

Esta é a informação oficial segundo Alexandre Povalko, vice-chefe da Agência Federal para a Juventude da Rússia.

Imaginemos, então, qual seria o tamanho dos dados extra-oficiais, os famosos dados ocultos, sempre tão presentes nas história da Rússia...

Numa conferência dedicada ao problema das crianças abandonadas, Povalko revelou que "a maior parte dos crimes entre os menores são cometidos por crianças sem casa, abandonadas ou órfãs".

Segundo estatísticas do Ministério do Interior da Rússia, os menores cometem mais de um terço dos crimes sob a direcção de adultos e 70 pc dos crimes em grupo são cometidos com a participação de jovens.

Nas ruas de Moscou vivem, segundo estatísticas da polícia, cerca de 10 mil menores, que tentam procurar abrigo nas estações ferroviárias, rodoviárias e do metrô. No ano passado, a polícia lançou uma operação para desalojar os jovens das estações ferroviárias de Leningradski e Iaroslavski, mas eles passaram-se para outras duas estações da capital russa: Kurski e Kazanski. Ou seja, a velha arma da repressão continua a mesma, assim com as crianças de rua que só mudaram de endereço. Continuam as mesmas e na mesma situação!!!

A Procuradoria-Geral da Rússia revela que a maioria das crianças sem abrigo são provenientes de famílias pobres, mas os orfanatos contribuem também seriamente para essa situação.

Após a realização de inspeções em orfanatos e escolas-internatos de várias regiões da Rússia, a Procuradoria-Geral concluiu que 40% das crianças que passam por essas instituições tornam-se alcoólicos e toxicodependentes, 40% entram no mundo do crime, 10% suicidam-se. Apenas 10% conseguem se readaptar à vida fora destas fábricas de marginais.

E se a coisa já era complicada nestes orfanatos na época soviética, quando o Estado constitucionalmente mantia estas entidades, piorou muitíssimo na era Ieltsin-Putin, quando o estado cortou-lhes verbas e deixou-as ao deus-dará do mercado selvagem russo. Muitas foram privatizadas. Outras usam as crianças para negociar seus orgãos vitais ou vendê-las para adoções no exterior.

A população total da Rússia vem diminuindo ano a ano desde a queda do Muro de Berlim e o fim do Regime Soviético. Entre 1995 e 2005, a população russa se reduziu em 10,32 milhões de pessoas, sendo que no território da Federação Russa vivem atualmente 116 milhões de russos. Outros 25 milhões estão espalhados pelo mundo, totalizando uns de 141 milhões de russos no planeta.

Para se ter uma idéia do genocídio cometido pelos governos Ieltsin-Putin contra seu próprio povo podemos comparar a evolução populacional russa com a brasileira entre os anos 1990-2008. Nos anos 1990 os russos chegavam a somar quase 150 milhões só na Rússia. Neste mesmo período o Brasil tinha 147 milhões de habitantes. Hoje a Rússia está com 116 milhões e o Brasil possui cerca de 193 milhões de habitantes (estimativa do IBGE, 2008). Mesmo contando todos os russos do mundo, só os brasileiros que vivem no Brasil somam 52 milhões a mais!!!

A expectativa de vida na Rússia atualmente é de 59,1 anos para os homens e 72,5 anos para as mulheres. No Brasil estes números são de 68,3 para homens e 76,4 anos para as mulheres.

Atualmente, a expectativa de vida dos homens na Rússia é menor que no Brasil em 9,2 anos e entre 15,4 e 19,5 anos nos Estados Unidos, na França e no Japão.

Eles estão se matando e continuam achando que são uma potência mundial. Isso porque têm um bocado de ogivas nucleares. Mas de que adiantará ter ogivas nucleares se não existirem russos a proteger?

Eles afundam-se em sua própria cegueria e arrogância, pensam-se potência, mas estão perdendo o trem da história. Estão se transformando em um povo histórico, ou seja, daqueles que as futuras gerações só tomarão conhecimento através dos livros de história.

Os números nos fazem pensar, mas parece que não fazem com que os russos comecem a pensar. Nem de uma forma nova, nem às antigas, pois continuam a eleger aqueles que os matam. continuam a defender quem os oprime e os humilha internacionalmente. Continuam adorando aos ditadores de plantão e exorcizando-os depois de mortos. Continuam achando que têm um papel especial no mundo, o de impedir que ocidente e oriente se encontrem, mesmo estes já terem se encontrado há décadas e séculos, amém!

O pior cego é aquele que não quer ver.
Enviada por Almir Américo e Sérgio Bertoni, às 14:02 16/11/2008, de São Paulo, SP e Curitiba, PR


A agonia do gigante
Quem está falindo? A GM ou os pagadores de impostos? A redação de CartaCapital coloca o dedo na ferida e mostra que a empresa vai a falência, mas a conta fica nas costas dos Trabalhadores e do contribuinte

Ainda tem gente que acredita piamente que o capitalismo e seu regime de mercado constituem o único sistema de organização econômica possível, o único que deu certo, etc e tal. Pura ideologia barata e sem a menor constatação impírica, real, sem provas factíveis, sem comprovação na vida real.

Se o sistema é impecável é na arte de salvar a burguesia de suas própria incompentência. Eles, os burgueses, se dizem contra a intervenção do Estado na economia, a favor da livre iniciativa, no milagroso poder de auto-regulação do mercado. Porém, ao menor sinal de crise, os burgueses recorrem ao teta do estado.

"Mas, peraí, depender o estado, aceitar a intervenção estatal é comunismo" - gritaria um conservador republicano norte-americano.

O que importa?

Não importa nada, pois sempre foi assim no capitalismo. Privatizam os lucros e socializam os prejuízos. Nisso realmente o capitalismo é o mais eficiente dos sistemas, exatamente na arte de tirar dos pobres e dar aos ricos mais do que eles precisam. Na arte de distribuir a pobreza e concentrar a riqueza. Distribuir injustiça e concentrar benefícios nas mão de pequenos grupos.

E artigo da revista semanal supracitada mostra exatamente isso ao falar do caso da GM:

Em 7 de novembro, a General Motors admitiu que poderá suspender operações por insuficiência de caixa até o fim do ano, se não for socorrida pelo Estado. Em 13 de novembro, seu valor de mercado era de 1,7 bilhão de dólares – menos de 10% do que valia em novembro de 2007 e menos, em termos reais, de seu valor nos anos 40. A linha de crédito para as financeiras das montadoras brasileiras (nota abaixo) vale o dobro.

A GM precisa de 10 bilhões apenas para manter seus sinais vitais em 2009 e outros 15 bilhões para fechar linhas de produção e indenizar demitidos. Em média, as vendas do setor em outubro caíram 32% em relação ao mesmo mês de 2007. A retração da Toyota foi 23%, da Honda, 25%, da Ford, 29%, da Nissan, 33%, da Chrysler, 35% – e a GM caiu 45%.

Ford e Chrysler, também em má forma, podem esperar mais alguns meses pelo resgate. A GM exacerbou seus problemas ao ignorar o aquecimento global, o terceiro choque do petróleo e o risco de crise financeira. Em vez de aproveitar as economias proporcionadas pelas concessões dos sindicatos para modernizar-se e melhorar a eficiência energética e ambiental de seus produtos, seguiu a tradição de veículos ostentosos e de alto consumo com a qual superou Henry Ford, pagou salários multimilionários a seus executivos e chegou a deter tanto poder que, em 1953, seu presidente afirmava, confiante: “O que é bom para o país é bom para a GM e vice-versa”.

Não é mais assim: apesar da pressão de Obama e dos democratas, Bush júnior reluta em resgatar a empresa. Mas as montadoras de Detroit geram 1,2 milhão de empregos diretos e indiretos. Deixá-las quebrar pode sair ainda mais caro, ao elevar brutalmente o desemprego e jogar mais de 600 mil aposentados nos braços da previdência pública. Por outro lado, investir no atual sistema de gestão dessas empresas parece ser jogar dinheiro fora.

Grandes jornais, Wall Street Journal e The New York Times, entre outros, sugerem que o governo deixe a empresa falir, resgate seus ativos e venda-os a outro grupo, que retomará a operação em menor escala, com menores salários e sem precisar honrar os compromissos da GM com sindicatos, fornecedores e revendedores. Algo como o que se fez com a Varig no Brasil. Se assim for, mais uma vez a causa da falência será atribuída ao que a empresa tinha de melhor, as boas condições que oferecia a seus operários, e não aos erros de seus acionistas e executivos – pelos quais, também mais uma vez, pagarão empregados e contribuintes. (negritos nossos)

Os sindicatos estadounidenses abrirão mão de direitos e conquistas, abaixaram-se demais, deixaram a mostra o que não devia, em nome da salvação da indústria auto nacional, orgulho de toda a gringolância.

De que adiantou?

De nada serviu, pois a gerentada continuou na baila da irresponsabilidade, da farra do mercado, dos beberrões Sport Utility e Pick-ups. Os gringos adoram isso e, portanto, o mercado, sempre o mercado era a desculpa.

Se os sindicatos estadounidenses estavam realmente interessados em salvar sua indústria "nacional" teriam que estabelecer um novo comportamento, usar eles mesmos o transporte público ou veículos mais econômicos. Mas eles preferiram vender direitos e conquistas.

Se eles realmente quisessem salvar os empregos dos sócios do sindicato e dos Trabalhadores norte-americanos, deveriam exigir contrapartidas das empresas, deveriam estabelecer um controle social mais rígido sobre os demandos da gerentada capitalista. Mas não, eles preferiram continuar defendendo a livre iniciativa, o direito do patrão explorar e do peão ser explorado.

E ainda tem gente que vem nos dizer que a luta de classe acabou...

Ela não só não acabou como o exemplo norte-americano mostra quão equivocada é a política de conciliação de classes, pois quando a coisa aperta sobra para o peão pagar a conta da irresponsabilidade da iniciativa privada...

Como sempre dizemos se a iniciativa privada fosse por si só boa, não se chamaria privada.

Carta está de parabéns, principalmente por ser a semanal de grande circulação que tem a coragem de colocar o dedo na ferida. E as vezes o faz mais que muita publicação de esquerda que existe por aí.

E este é um momento mais que oportuno para aglutinar todas as forças que não acreditam nos poderes milagrosos do deus mercado, revolucionar o receituário de esquerda, deixar o comodismo da crítica pela crítica, arregaçar as mangas e avançar rumo ao outro mundo possível.
Enviada por Sergio Bertoni, às 11:02 16/11/2008, de Curitiba, PR


O capitalismo não acabou, mas o mundo será diferente depois do G20
O capitalismo não acabou, nem acabará tão cedo. Apenas uma etapa do desenvolvimento capitalista, o neo-liberalismo, ruiu. Porém, o mundo já não será mais dos 7 industrializados e sua atômica amiga.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (15) que a Cúpula do G20 (que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), realizada em Washington (EUA), foi histórica e representa uma mudança no panorama político mundial. Após esse encontro, Lula declarou que o G8 - formado pelos sete países mais ricos e Rússia - se transformará em apenas "um clube de amigos".

O Brasil reivindicou durante anos uma maior influência dos países em desenvolvimento nos fóruns e instituições internacionais, assim como sua entrada no G8. Para o presidente, o sucesso da primeira reunião do G20 ainda não representa o fim do G8. Porém, o mundo dos sete industrializados e sua amiga atômica começa a deixar de existir.

A lógica de 1945, do pós-guerra, que começou a ruir com a queda do Muro de Berlim e o fim do regime soviético, chega ao seus fim com a queda de Wall Street e a perda de importância do G7+1.

Inicia-se um novo processo, uma nova correlação de forças e já não será tão fácil colocar a culpa no império, nos países do norte, nas transnacionais, etc e tal.

É preciso entender o que está ocorrendo e perceber que o mundo está deixando de ser bipolar, bilateral, do bem ou do mal, do deus ou do diabo, comunista ou capitalista. Está se transformando em multi e a dicotômia começa a perder espaço. Novas categorias de pensamento, interpretação e transformação do mundo precisam ser adotadas. Ou largamos a choradeira derrotista e vitimista tão presente na esquerda ou seremos engolidos pela nova ordem.

Imaginemos Lênin, Trotski, Marx, Bakunin, Malatesta, Kropotkin e outros sociais-democratas, libertários e revolucionários históricos vivendo este momento. Certamente estariam a mil, literalmente com a mão na massa, organizando os Trabalhadores e agitando suas bandeiras.

Os movimentos sociais, sindical e operário devem aproveitar este momento para reassumir o seu papel protagonista e avançar. Deixar de ser medroso e defensivo para atacar e conqusitar o tão sonhado outro mundo possível.

Se deixarmos as decisões nas mãos dos mandatários de plantão, estamos roubados. Por mais bem intencionados que alguns deles possam ser, todos eles só entendem a voz dos grupos de pressão. E se nós não pressionarmos, o capital de todas as formas o fará. Então? por que deixar espaço para eles?

Concordamos com Lula quando ele afirma que "o dia de hoje é histórico", pois a reunião do G20 dá início ao processo de reforma do sistema financeiro mundial. Ainda dentro dos marcos capitalistas? Sem dúvida, porém menos restrito ao grupinho dos ricos, com uma participação mais ativa daqueles que não tem nem armas atômicas, nem impressoras de dólares e euros, mas tem a coisa mais importante do mundo: mais de 2/3 da população mundial!!!

Este dia será mais histórico ainda se, enquanto Trabalhadores e movimento sindical e operário, não terceirizarmos a responsabilidade e a luta, não nos escondermos atrás da baboseria de que o povo não tem consiciência ou de que os trabalhadores não estão preparados. Quem afirma isso ou faz aquilo é porque tem medo ou porque deixou de fazer o trabalho de base que deveria ter feito há muito tempo.

"Saio daqui com a certeza de que a geografia política do mundo ganhou uma nova dimensão", afirmou o presidente brasileiro antes de se reunir com seu colega chinês, Hu Jintao. E poderá mudar mais se ocuparmos nosso espaço neste mundo.

Na declaração final da Cúpula do G20, os líderes se comprometeram a realizar uma reforma dos mercados financeiros por maior transparência e regulação, e que promova uma maior integridade no sistema, muito próximo daquilo que Lula vinha defendendo nas últimas semanas.

Além disso, o documento mostra que existe consenso entre os países quanto a necessidade de reformar instituições financeiras internacionais. Com isso o grito de guerra "Fora FMI" poderá perder totalmente seu sentido "revolucionário" ou propagandístico. Precisaremos nos atualizar e combater a nova face do capitalismo. Não esqueçamos nunca que já estamos no século XXI, assim como o capitalismo já está. Resta a esquerda sair do passado e enfrentar o mundo real de frente, de olhos abertos e cabeça livre para pensar, sem dogmas ou fórmulas que deram errado e nos levaram a derrota.

É hora de avançar.

É hora de organização de base, nos locais de Trabalho!

É hora de botar em prática aquilo que exaustivamente se repete nos discursos revolucionários.

É hora de sair do casulo seguro da burocracia sindical e partidária e enfrentar a realidade das ruas!

Acorda Esquerda!

Abre o teu olho, ocupa teu espaço, Trabalhe, pois quem sabe faz a hora não espera acontecer!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 00:04 16/11/2008, de Curitiba, PR


Rússia: Dirigente sindical sofre 2 atentados em uma semana
A FITIM exige imediata e transparente investigação sobre os recentes ataques e ameaças contra dirigentes e ativistas sindicais do SINTIA-Rússia

O Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Automobilística da Rússia - SINTIA-Rússia, filiado a FITIM - Federação Internacional dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica, enviou a alarmante notícia sobre recentes ataques contra Alexey Etmanov, co-presidente do SINTIA-Rússia e presidente da organização de base do SINTIA-Rússia na fábrica da Ford, em Vsevolozhsk, São Petersburgo, Rússia.

Etmanov foi "assaltado" na noite de 8 de novembro, quando voltava para casa depois de trabalhar no segundo turno na fábrica da Ford. Ele estacionou seu carro e caminhava em direção a sua casa quando três homens armados com socos-ingleses o agrediram sem nada dizer.

Durante a briga Etmanov conseguiu sacar um revólver pneumático e disparou balas de borracha contra seus agressores, que evadiram do local.

Inicialmente, Etmanov pensou tratar-se de um assalto comum, de ladrões ordinários. No entanto, no dia seguinte, o vice-presidente da organização de base do SINTIA-Rússia na Ford, Vladimir Lesik, recebeu uma ligação em seu celular alertando-o de que o incidente na noite anterior não tinha qualquer relação com um assalto ou uma pilhagem. "Vocês foram levemente avisados. Mas se continuarem a criar obstáculos para nós, vamos tirar suas vidas", ameaçou o interlocutor anônimo.

Na madrugada de 14 de novembro, já devidamente previnidos, os companheiros do SINTIA-Rússia acompanharam Aleksei e sua esposa até a porta do edifício onde moram e ficaram esperando um sinal de que tudo estava bem. Quando Aleksei chegou ao andar onde mora, percebeu que as luzes do corredor estavam apagadas. Continuou no elevador e desceu no piso inferior, onde as luzes também estavam apagadas. Saiu lentamente do elevador quando um vulto lhe abordou disparando, agarrando a esposa de Aleksei e exigindo que eles fossem para a rua. Os sindicalistas que estavam na porta do prédio, ao ouviram o disparo invadiram o prédio e chamaram a polícia que compareceu ao local com um grupo de assalto e prendeu um dos agressores. Um segundo homem teria conseguido evadir-se do local através do telhado do edifício!!!

Anteriormente, em 24 de junho e 26 de julho de 2008, Alexei Gramm e Sergei Bryzgalov , ativistas da organização de base do SINTIA-Rússia em Taganrog, trabalahdores na empresa OAO "TagAZ", que produz automóveis Hyundai, também foram vítimas de ataques violentos após participarem de um piquete na porta da fábrica. Gramm e Bryzgalov estavam tentando obter informações adicionais sobre os salários e indenizações, bem como reivindicavam o reconhecimento do sindicato por parte da direção da empresa.

Em uma declaração sobre as agressões, Marcello Malentacchi, Secretário-Geral da FITIM, mostrou profunda preocupação com a indiferença das "autoridades" locais em relação às violações dos direitos humanos e laborais fundamentais, em relação à falta de ação rápida e eficaz para garantir que estes direitos sejam plenamente respeitados e protegidos. A FITIM exige "uma imediata, imparcial e transparente investigação sobre os fatos ocorridos, dos ataques contra os líderes sindicais Alexei Etmanov, Alexei Gramm e Sergei Bryzgalov, bem como das ameaças de morte feitas a Vladimir Lesik".

Clique aqui para ler o texto completo da declaração em inglês.

A FITIM convoca todos os seus afiliados a enviar cartas a:

Mr. Chaika Yuriy Mr. Chaika Yuriy
Procurador-Geral da Federação Russa
125993, Moscou, GSP-3, 15a B. Dimitrovka str.
RÚSSIA
Fax: +7 (495) 692-96-00 Fax: +7 (495) 692-96-00

Mr. Romanyuk Sergey Mr. Sergey Romanyuk
Procurador região de Leningrado
194044, Saint-Petersburg,
av. Lesnoi, 20, kor. 12
RÚSSIA
Fax: +7 812 542 00 15 Fax: +7 812 542 00 15

Mr. Kuznetsov Valeriy Mr. Kuznetsov Valeriy
Procurador região de Rostov
344082, Rostov region, Rostov-na-Donu, per. Bratskiy, 11
RÚSSIA
Fax: +7 863 262-45-25 Fax: +7 863 262-45-25

Ms. Golikova A. Tatiana
Ministro da Saúde e Desenvolvimento Social
127994, GSP-4, Moscou, per. Rahmanovskiy, 3
RÚSSIA
Fax: +7 495 628 09 48 Fax: +7 495 628 09 48

solicitando uma investigação imediata e transparente desses ataques. Assim como enviar cartas de solidariedade ao SINTIA-Rússia:

e-mail: profkom@ford-profsoyuz.ru

@s companheir@s do SINTIA-Rússia são valentes e valorosos lutadores da causa dos Trabalhador@s e enfrentam corajosamente um regime ditatorial. Por isso todo e qualquer apoio é fundamental nesta brava luta d@s Trabalhador@s russ@s.

Fonte: Com informações da FITIM e de nossos correspondentes e companheiros em São Petersburgo e Moscou
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:44 14/11/2008, de Curitiba, PR


Espanha: Trabalhadores na Nissan protestam contra demissões
Cerca de 2.200 trabalhadores, segundo a Guarda Urbana, se manifestaram na tarde de 11 de novembro de 2008 em frente ao escritório central da Nissan em Barcelona contra a demissão de 1680 trabalhadores na filial catalã da transnacional japonesa.

Alguns Trabalhadores jogaram ovos, garrafas e peças de roupa ardendo em chamas contra o edifício da Nissan. Não houve feridos durante o protesto, provocado pelo ERE - Expediente de Regulação do Emprego - apresentado pela Nissan em 10 de novembro.

A Federação MineroMetalúrgica de Comisiones Obreras CC.OO - FM-CCOO - da Catalunha, rejeita totalmente os argumentos apresentado pela empresa em seu ERE.

A Nissan coloca toda a culpa de sua situação financeira no aumento dos custos trabalhistas e nos níveis de absenteísmo na fábrica de Barcelona para justificar a demissão de 1680 trabalhadores.

CCOO considera de grande cinismo os argumentos apresentados pela empresa na documentação entregue ao governo.

"O relatório técnico que se apresenta, recomenda como única medida válida para garantir a viabilidade futura da empresa, a redução de 1.680 postos de trabalho. Não obstante, inicialmente a companhia solicita uma medida de redução de um total de 1.288 postos de trabalho, reservando-se a possibilidade de uma nova redução coletiva de postos de trabalho segundo indicações de relatórios técnicos", denuncia a FM-CCOO da Catalunha.

Há muito tempo circula em Barcelona, Espanha, e em Tanger, Marrocos, a informação de que o fechamento da fábrica da Nissan em Barcelona é devido a construção de uma nova fábrica da aliança Renault-Nissan na cidade marroquina, onde há forte perseguição ao movimento sindical, baixos custos salariais, extensas jornadas de trabalho e pouca legislação laboral.

Além disso, Tanger e sua Zona de Processamento de Exportações ficam a poucos quilômetros da Espanha e o transporte de sua produção para o continente europeu é facilmente realizado através do estreito de Gibraltar.

Tanger e Marrocos estariam hoje para a Europa na mesma condição das cidades do norte do México e suas empresas maquiladoras, que somente montam ou maquilam produtos destinados a exportação para o mercado norte-americano.
Enviada por Sergio Bertoni, às 12:12 12/11/2008, de Curitiba, PR


Obama foi aluno de ministro de Lula
Por volta das 19h30 (horário de Brasília) de 10.11.2008, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou por telefone com Lula.

Durante a conversa Obama lembrou que foi aluno do ministro da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger.

Mangabeira viveu muitos anos nos EUA e durante muito tempo foi, naquele país, representante do banqueiro Daniel Dantas, cujo nome não sai das piores manchetes brasileiras por seu envolvimento em vários escândalos, disputas "comerciais" e espionagem.

Resta saber se Obama foi aluno de Mangabeira quando este era funcionário de DD e se o atual ministro lhe ensinou as maneiras comerciais e de tráfico de influências de Dantas...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:45 12/11/2008, de Curitiba, PR


Crise é uma oportunidade para recolocar o ser humano como foco do desenvolvimento
A crise mundial gerada pela especulação, ganância e irresponsabilidade dos ricos do planeta é um excelente momento para rediscutir o papel do ser humano e do Trabalhador como sujeitos e fim principal de todo e qualquer desenvolvimento econômico, político e social.

O presidente Lula tem aproveitado a crise para puxar o debate sobre o papel do ser humano no desenvolvimento sócio-econômico e questionar a deusificação do mercado e do capital.

Se a iniciativa privada e o capitalismo fossem infalíveis, não haveriam nem crises, nem empresas privadas falidas. E como já dissemos aqui várias vezes se iniciativa privada fosse algo bom não se chamaria privada...

"Penso que essa crise é uma oportunidade extraordinária para ...criarmos um outro consenso em que o ser humano, o Trabalhador e a produção... sejam a razão de ser da economia, e não a especulação financeira", afirmou Lula em visita a Itália.

"Os governantes precisam entender que nós precisamos ouvir menos os analistas de mercado e mais os analistas dos problemas sociais, analistas do desenvolvimento e analistas que conheçam as pessoas humanas", defendeu o mandatário brasileiro.

Lula propôs ainda a criação de "um sistema imune às aventuras do capital especulativo, mais transparente, com regras econtroles mais estritos em benifíco da sustentabilidade e do desenvolimento".
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:35 12/11/2008, de Curitiba, PR


Lula autoriza o BB a comprar a paulista Nossa Caixa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu o sinal verde para o Banco do Brasil comprar a Nossa Caixa, banco do governo do Estado de São Paulo.

O governador de São Paulo, o tucano José Serra, e o ministro Guido Mantega (Fazenda) acertaram o negócio, cujo valor é de R$ 6,4 bilhões, sujeito a ajustes devido a cálculos sobre créditos e débitos da instituição paulista.

Mantega e Serra aceleraram a negociação entre o BB e a Nossa Caixa por dois motivos diferentes: o ministro quis reforçar o BB após a fusão Itaú-Unibanco criar o maior banco brasileiro, já para o governador, a venda da Nossa Caixa vai lhe render caixa para investimentos em 2009 e 2010.

Na corrida pela dianteira no mercado financeiro brasileiro o governo petista acaba cacifando o tucano José Serra para as eleições de 2010.

De todas as formas, a venda da estatal paulista Nossa Caixa para o estatal federal Banco do Brasil, mostra que os tucanos não sabem administrar e onde eles colocam as mãos ou acaba vendido ou privatizado ou falido.

Resta aos brasileiros decidirem se querem um Brasil para tod@s ou um país só para a elite paulista.

Esperamos que o povo não deseje a venda ou a falência do Brasil...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:04 10/11/2008, de Curitiba, PR


Sistema financeiro ruiu como castelo de cartas, diz Lula
Durante reunião do G-20 em São Paulo presidente brasileiro ataca o dogmatismo neoliberal e defende nova ordem mundial

"A crise é conseqüência da crença cega na capacidade de auto-regulação dos mercados e, em grande medida, na falta de controle sobre as atividades de agentes financeiros. Por muitos anos especuladores tiveram lucros excessivos, investindo o dinheiro que não tinham em negócios mirabolantes. Todos estamos pagando por essa aventura", disse Lula em seu discurso.

"Esse sistema ruiu como um castelo de cartas e com ele veio abaixo a fé dogmática no princípio da não intervenção do Estado na economia. Muitos dos que antes abominavam um maior papel do Estado na economia passaram a pedir desesperadamente sua ajuda", completou.

Para o presidente brasileiro são necessárias reformas norteadas pelos seguintes princípios: representatividade e legitimidade, ação coletiva dos países, boa governança nos mercados domésticos, responsabilidade, transparência e prevenção.

"É hora de um pacto entre governos para uma criação de uma nova arquitetura financeira mundial", disse Lula ao pedir mais espaço para os emergentes nas decisões globais. Segundo o presidente brasileiro os países em desenvolvimento respondem por 75% do crescimento da economia global nos últimos anos.

"Precisamos aumentar a participação dos países emergentes nos mecanismos decisórios da economia mundial. Deveremos revisar o papel dos organismos existentes ou criar novos de forma a fortalecer a supervisão e a regulação dos mercados financeiros", disse Lula. "Está na hora de uma nova governança, mais aberta e participativa. E o Brasil está pronto para isso."

"Bilhões de seres humanos, especialmente os mais vulneráveis, esperam que estejamos à altura dos desafios que a realidade nos colocou adiante. Não podemos, não devemos, e não temos o direito de falhar", afirmou.

O ministro da Fazenda brasileiro, Guido mantega mostrou-se afinado com o discurso do presidente e em entrevista coletiva destilou: "Nós, os países emergentes, os Brics, o G4, achamos que é preciso fazer uma reformulação do sistema financeiro mundial, que foi criado em Bretton Woods. Faltam regras mais sólidas apara impedir os abusos cometidos pelo setor financeiro, os 'hedge funds' e clubes de investimento, que não estavam sendo controlados. É preciso aumentar a regulamentação. É preciso que haja mais transparência, para que se saiba se eles estão ganhando, perdendo, se seus ativos são sadios ou não. Havia muitos ativos tóxicos que eram considerados bons".

Mantega disse ainda que a ordem criada a partir do acordo de Bretton Woods é ultrapassado e reflete a realidade dos anos 1940-1950, quando EUA e Europa tinham peso na economia mundial.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:01 08/11/2008, de Curitiba, PR


Obama eleito! Mudança ou salvação do império?
O senador Barack Obama, de 47 anos de idade, tornou-se na madrugada desta quarta-feira o primeiro presidente negro da História dos Estados Unidos, depois de derrotar o veterano senador republicano John McCain.

Quase 66% dos 153,1 milhões eleitores registrados para as eleições presidenciais americanas enfrentaram longas filas e problemas nas urnas para votar nas eleições gerais, o que significaria a maior taxa de participação desde 1908.

Obama conquistou a maioria no Colégio Eleitoral depois de vitórias cruciais nos estados da Pensilvânia, Ohio e Virgínia - os dois últimos territórios tradicionais do Partido Republicano.

O Partido Democrata avançou no controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos, dando a Obama folgada maioria no Congresso.

Ele conseguiu redesenhar o mapa eleitoral dos Estados Unidos ao avançar sobre estados tradicionalmente republicanos, como a Flórida, Nevada, Colorado e Novo México.

As primeiras medidas do presidente eleito devem ser na área da economia. Obama prometeu aprovar um novo pacote de estímulo que incluirá cortes de impostos e incentivos à indústria dos Estados Unidos.

Resta agora saber se a vitória de Obama realmente significará uma mudança nos rumos da política interna e externa dos EUA ou se será, para desgosto dos racistas norte-americanos, o negro que salvará o império.

Muitas questões ficam no ar.

- Será um novo governo progressista em nosso hemisfério?

- Os gringos voltarão suas atenções para o sul do continente?

- Voltarão a se meter em nossas políticas internas com a mesma fúria de épocas pouco memoráveis da "América para os americanos" (do norte)?

- Significaria uma volta às negociações da ALCA, agora juntando os governos progressistas do hemisfério ocidental?

- Ou eles simplesmente se preocuparão em resolver seu problemas de insolvência interna?

- Será que os mercados agora se acalmarão?

Enfim, é um debate aberto, mas com certeza todo mundo sentirá os reflexos das decisões do novo presidente gringo.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:26 05/11/2008, de Curitiba, PR


Itaú-Unibanco: Autolatina ou AmBev?
A fusão entre dois monstros do setor financeiro brasileiro reabre o debate sobre a concentração e monopolização de setores da economia brasileira.

Entre as décadas de 1980 e 1990 vivemos a mal fadada experiência da Autolatina, fusão das operações brasileira e argentina de Ford e VW. Os metalúrgicos não têm lá boas lembrançcas daquela época. Os consumidores também.

No final da década de 1990 a falida Antartica paulista conseguiu vender caro sua única marca de valor, o famoso Guaraná, à sua maior concorrente, a Brahma, criando uma "multinacional brasileira", a AmBev. Feito esse propagandeado como a luta brazuca contra gigantes da indústria de bebidas no mundo. A "multi brasileira" abocanhou grande parte do mercado latino-aemricano decervejas e refrigerantes e acabou se juntando exatamente com uma das gigantes das bebidas, a empresa belga Interbrew. Mudou sua sede para Bruxelas e passou a se chamar InBev. Para os ufanistas brasileiros restou contentar-se com a idéia de que o mais brasileiro dos produtos, o Guaraná Antartica, é uma marca de um empresa belga e, esta, administrada por gerentes brasileiros em várias partes do mundo.

Agora, Itaú e Unibanco repetem o discurso nacional-ufanista de criação de um banco nacional capaz de competir mundialmente e toda a balela sempre presente neste tipo de operação.

Mas será que realmente as famílias Moreira Salles e Setubal conseguirão manter o novo banco com um grande jogador no mercado mundial?

Ou será que a diferença entre as formas de fazer negócios os levará a uma separação daqui a alguns anos?

Quem sabe eles não estejam unindo os trapinhos agora para depois vender caro o emprego de gestores em uma possível fusão com um grande banco internacional.

Seja qual for o desfecho, só as duas famílias de banqueiros lucraram com este negócio. O país e os brasileiros, especialmente aqueles que têm contas bancárias nestas institucições, ou com eles mantém algum tipo de negócio, sairão perdendo. Se já é complicada a relação entre clientes e bancos atualmente, imaginem o que acontecerá quando apenas um banco tiver algo entre 20-25% do mercado financeiro nacional...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:10 05/11/2008, de Cuiritiba, PR


Nota oficial da Contraf/CUT sobre a fusão do Itaú e do Unibanco
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) manifesta grande preocupação com a fusão entre os bancos Itaú e Unibanco, anunciada nesta segunda-feira 3 de novembro, por entender que a concentração bancária no Brasil é prejudicial para a economia, para os clientes e usuários e também para os bancários.

A crescente concentração é ruim para os clientes e usuários porque diminui a competição no sistema financeiro nacional, fortalece excessivamente os grandes bancos e diminui a possibilidade de redução dos juros ao consumidor, do spread e das tarifas e taxas bancárias.

É prejudicial para a sociedade porque o sistema financeiro nacional, além de cobrar os juros mais altos do mundo, é um dos que menos fornece crédito aos setores produtivos da economia. A grande concentração de recursos e de poder nas mãos de poucos grandes bancos pode acentuar essa tendência, que contraria a razão da existência do próprio sistema financeiro.

Por último, a concentração do sistema financeiro representa um risco para os empregos e para os direitos dos trabalhadores bancários, como historicamente demonstram as fusões ocorridas nos últimos anos, sobretudo as conduzidas pelo Banco Itaú.

A Contraf/CUT vai se reunir com o Banco Central e com Cade para solicitar que exijam dos dois bancos contrapartidas para que a fusão não traga efeitos prejudiciais para a sociedade e para os clientes e usuários.

E já solicitou negociação com as diretorias do Itaú e do Unibanco para discutir a fusão e buscar um acordo para evitar que ela tenha impactos negativos tanto no nível de emprego como nas taxas de juros, nas tarifas e na oferta de crédito, para que a economia brasileira continue crescendo e sofra os mínimos efeitos possíveis da crise internacional iniciada no sistema financeiro norte-americano.

A direção da Contraf/CUT

Fonte: Contraf/CUT
Enviada por SindLab / CNM-CUT, às 10:47 05/11/2008, de São Paulo, SP


Cidade modelo para tucanos deixa crianças fora das creches
Matéria veiculada na noite de segunda-feira pela Rede Bandeirantes de Televisão, durante o programa CQC, mostrou claramente que a tão badalada competência administrativa dos tucanos é balela

Segundo a matéria, baseada em dados do IBGE, faltam creches para mais de 40.000 crianças em Curitiba. A prefeitura tucana desmente os dados da famosa e respeitada instituição nacional e só reconhece a falta de menos de 10.000 vagas. Isso porque os tucanos trabalham com a chamada "necessidade manifesta", ou seja, há pedidos de vagas para cerca de 9600 crianças, desconsiderando aquela enorme massa que não tem nem condições para se deslocar a uma creche para fazer a solicitação de vaga. Em outras palavras: se não pediu, não precisa!

A população carente da cidade é completamente esquecida pelos gerentinhos tucanos tão adorados pela burguesia e classe média local.

Carrinheiros e recicladores, que livram a cidade do lixo dos ricos e ainda ajudam a salvar o planeta da poluição criada pelos consumistas curitibanos, precisam levar suas crianças consigo, em seus carrinhos junto com os materiais recicláveis que coletam durante suas árduas jornadas de trabalho pelas ruas da capital paranaense. Tudo porque não há vagas nas creches municipais.

A denúncia apresentada pelo CQC é grave e está baeada em dados do IBGE e confirmados por dados coletados durante o Mapeamento feito pelos Trabalhadores no serviço público municipal coordenado pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba.

Esperamos que na costumeira reprise do CQC, no próximo sábado, a matéria vá ao ar novamente, pois se trata de um grande serviço de utilidade pública que ajuda o Brasil a desmistificar duas de suas maiores mentiras:
a) de que Curitiba é uma cidade modelo e sem problemas;
b) de que os tucanos são administradores competentes

Só se for competência na arte de mentir e excluir a população mais pobre do país...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:14 04/11/2008, de Curitiba, PR


Trabalhadores e Sindicalistas participam de Encontro Internacional em Ilhéus
Com o objetivo de trocar informações sobre as grandes empresas transnacionais, sindicalistas e trabalhadores brasileiros e holandeses na ADM Cocoa, Cargill Cacau, Delfi Cacau Brasil, Barry Callebaut e Dutch Cocoa participaram do Encontro Internacional dos Trabalhadores na Indústria de Transformação do Cacau. Também participaram deste intercâmbio de experiências e informações representantes dos metalúrgicos do estado de São Paulo (Taubaté e São Bernardo do Campo) e dos Trabalhadores na indústria de alimentação do Rio Grande do Sul (São Borja).

Realizado na cidade de Ilhéus entre os dias 26 e 31 de outubro, o encontro teve como objetivo socializar as diversas ações sindicais no ramo da transformação do cacau.

O evento foi organizado pelo Sindicacau com apoio das redes brasileira e holandesa de TIE - Transnationals Information Exchange (Troca de Informações sobre Empresas Transnacionais), que patrocinou a participação de todos os sindicalistas convidados.

TIE é uma rede internacional de trabalhadores e ativistas sindicais. Seu objetivo é proporcionar o intercâmbio de informações e experiências entre trabalhadores, sindicatos, grupos de trabalhadores e semelhantes, promovendo o debate sobre ações e estratégias sindicais reforçando a criação de alternativas que permitam a transformação sócio-econômica.

Durante o encontro foi bastante discutido o Mapeamento Comparativo dos Processos Produtivos, filosofia de Trabalho sindical que nos permite identificar os problemas enfrentados pelos Trabalhadores devido ao excesso de produção e ao ritmo acelerado de trabalho, por conta da disputa dos trabalhadores entre si e com as máquinas, das novas técnicas de gestão e da automação.

"O Intercâmbio foi fundamental para fortalecer nossa luta, pois para conseguirmos mais conquistas para os trabalhadores é necessário conhecer as empresas. É preciso que os trabalhadores estejam monitorando as empresas e as mudanças do mercado de trabalho no mundo globalizado", afirmou Jorge Reis (Tinga), vice-presidente do Sindicacau.
Enviada por Wilson Drisóstes, às 11:40 04/11/2008, de Ilhéus, BA


Trabalhadores imigrantes desamparados
A extensão da atual crise econômica mundial é uma incógnita e suas conseqüências ainda vagam subestimadas pelo noticiário. Tudo indica que a contabilidade dos danos vai se prolongar por muito tempo, dia após dia somando dólares aos já trilionários prejuízos globais. Quando se trata de dimensionar os estragos em escala humana, porém, os indicadores são imprecisos.

Nesta semana, a Organização Mundial do Trabalho (OIT) divulgou estimativas de que a crise poderá levar à perda de 20 milhões de postos de trabalho no mundo até o final de 2009, advertindo que a cifra pode estar subestimada devido às imprevisibilidades da atual conjuntura. De qualquer forma, já é uma desoladora estatística, sobretudo quando se considera as categorias humanas mais vulneráveis nessa realidade econômica. Entre elas está a do exilado econômico, o imigrante deslocado para o hemisfério norte em busca de trabalho. Essa legião de trabalhadores desamparados do terceiro-mundo é a primeira vítima do desemprego.

Nos EUA, a construção civil é o setor da economia real mais afetado pela crise. No médio prazo, nem mesmo os bilionários esforços do governo norte-americano serão capazes de reverter a ociosidade desse setor, justamente um dos maiores empregadores dos imigrantes brasileiros radicados no país. No outro lado do oceano, as autoridades do Reino Unido estimam que a crise econômica do país enviará 1 milhão de trabalhadores imigrantes de volta para sua origem. O Japão, outro reduto da mão-de-obra brasileira, dá sinais inequívocos de um prolongado período de recessão e desemprego.

Nessas circunstâncias, países exportadores de mão-de-obra, como o Brasil, invertem sua posição para uma condição de importadores de desempregados. Além de incorporar problemas sociais, a economia do país deixa de se beneficiar de parte das providenciais remessas de recursos dos seus emigrados. Segundo dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em 2007 o Brasil recebeu 7,1 bilhões de dólares em remessas, segundo lugar na América Latina, depois do México.

O descarte de trabalhadores estrangeiros vai expor com crueza o lado mais perverso da globalização. Ao mesmo tempo em que a exportação de desempregados representa um alívio para as para as estatísticas das economias prósperas do hemisfério norte, significará uma tragédia para esses contingentes humanos a serem expulsos num momento de crise mundial. É bem provável que encontrem em seus países a mesma situação econômica que, anos atrás, os motivou a partir.

Num momento em que a Europa remove seu véu de civilidade para debater sem constrangimentos medidas punitivas de combate à imigração ilegal, parece uma desfaçatez que o façam sem discutir reciprocamente as garantias e responsabilidades que esses países devem assumir junto aos trabalhadores imigrantes. Essa pauta deve envolver a legalização do trabalho do imigrante, evoluindo para acordos de correspondência entre os sistemas previdenciários dos países, acesso a sistemas locais de saúde e de seguros contra acidentes de trabalho.

O Brasil também tem responsabilidades nessa área. Segundo a OIT, entre 1,5 e 2 milhões de trabalhadores estrangeiros vivem atualmente no país, muitos deles em situação ilegal. O volume anual de remessas dos rendimentos desses trabalhadores já é superior a meio bilhão de dólares anuais, de acordo com o Banco Central. Esses dados colocam o país na linha de frente do debate sobre a legalização do trabalho do estrangeiro. Sem tomar as necessárias iniciativas em sua própria casa, o país teria pouca autoridade para reivindicar condições de vida decentes para os brasileiros que trabalham no exterior.

O que não se pode aceitar é que mundo afora os trabalhadores imigrantes continuem a ser tratados como indesejáveis úteis nos tempos de bonanza econômica, para serem depois cuspidos fora como bagaço, nas entresafras da economia mundial. A atual conjuntura de crise global impôs a necessidade de reforma dos mecanismos de regulação e controle dos mercados financeiros mundiais. É uma oportunidade, quase uma obrigação moral, a discussão paralela dos regulamentos mínimos para a humanização do trabalho dos imigrantes. Seria uma bandeira mais do que apropriada para o nosso presidente-operário levar às tribunas internacionais.
Enviada por Almir Américo, às 11:24 04/11/2008, de São Paulo, SP


Itaú e Unibanco se fundem e formam a maior banco privado do Hemisfério Sul
As famílias Setubal e Moreira Salles anunciaram nesta segunda-feira a fusão de seus respectivos bancos, Itaú e Unibanco, formando o maior conglomerado financeiro privado do hemisfério sul e um dos 20 maiores bancos do mundo.

O nome oficial do novo banco será Itaú Unibanco Holding S.A., mas não foi divulgado o nome fantasia, pelo qual será conhecido pelos clientes. O patrimônio líquido estimado é de R$ 51,7 bilhões. A operação ainda precisa ser aprovada pelos acionistas dos dois bancos e pelo Banco Central.

Os dois bancos juntos terão 14,5 milhões de clientes de conta corrente (18% do mercado), cerca de 4.800 agências e postos de atendimento (18% da rede bancária), 19% do sistema brasileiro de créditos e atingirá 21% do total de depósitos, fundos e carteiras administradas.

No mercado de seguros, a nova instituição nasce com uma participação de 17%. Na previdência, serão 24%.

Em números o novo banco deixa para trás instituições centenárias e até então as maiores do mercado brasileiro como os estatais Banco do Brasil e Caixa Econônimca Federal, mudando barbaramente a correlação de forças no mercado nacional.

Já os bancários terão de enfrentar um monstro financeiro, craque em lucros astronômicos e em política salarial de terceiro mundo.

Seria o novo banco uma Autolatina (fusão de Ford e VW entre os anos 1987 e 1995) do setor financeiro?

Os metalúrgicos não têm lá boas lembranças daquela época de concentração de riquezas e poder no setor auto...

Quem não se lembra dos produtos maqueados e queda na qualidade dos serviços prestados pela gigante do automóvel no Brasil?

Será que no setor financeiro as conseqüências negativas para Trabalhadores e clientes serão diferentes daquela "saboreadas" na época da Autolatina?
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:25 03/11/2008, de Curitiba, PR


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