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19/11/2017
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Notícias(Novembro/2009)

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A serviço de quem, Nobre Senhor?
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Em respeito aos nossos leitores e companheiros, não vamos reproduzir em nossa página o panfleto do nobre Senhor Cesar Benjamin, mas caso tenham tempo de sobra para jogá-lo fora poderão acessá-lo clicando aqui e lê-lo diretamente do site do "jornalão" que o publicou.

Aproveitamos e deixamos aqui algumas opções de leitura sobre o assunto:

César Benjamin e o rei do Senegal

A Cesinha o que é de Cesinha
O folheiro, Benjamin, Dreyfus e a Cadeia

Para Nassif, Folha não tem rumo

Carisma e poder

Há muito mais na internet e a maioria dos artigos não é a favor de Lula, mas contra as acusações sem provas do Nobre Senhor Cesar Benajmin.

Será que o referido Nobre Senhor realmente defende a Liberdade, a Verdade e a Democracia, quando faz uso exatamente da imprensa patronal e burguesa que tanto critica para atacar um desafeto político que não lhe dá ouvidos, mas faz o que a geração dele não fez???

A campanha de 2010 será de baixíssimo nível com os dois extremos do espectro político, a esquerdalha e a direitalha chutando abaixo da cintura.

Eles detestam a idéia de ver o Brasil bem. Eles odeiam o povo. Eles se arrepiam só em pensar na possibilidade de o país vir a deixar de depender do exterior.

Certamente porque tem muito a perder.

Nunca a popularidade de um homem do povo preocupou tanta gente bem arrumada na vida.

Clique aqui e leia em Carta Capital alguns dos motivos que deixam essa turma toda tão incomodada.

Preparemo-nos, pois eles não medirão esforços para "corrigir" o "erro" que o povo cometeu em 2002.

Em Tempo: A direita, os militares brazucas e os jornalões a seu serviço sempre acusam os comunistas e esquerdistas de toda espécie de "comedores de criancinhas".
Benjamin não inova!
Falso moralismo de quinta categoria, próprio de pequeno burgues.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 02:17 30/11/2009, de Curitiba, PR


A patética esquerda sem povo
Por Luiz Carlos Azenha

O episódio envolvendo César Benjamin, a Folha de S. Paulo e o "estupro" do frágil militante do MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado) tem um caráter didático.

Antes de avançar, no entanto, recorro à memória de meu pai, o seo Azenha, que um dia foi militante comunista no interior de São Paulo. Era, o seo Azenha, a contradição ambulante: empresário durante o dia, militante clandestino durante a noite. Fez muita besteira na vida. Mas, curiosamente, como imigrante português tinha uma surpreendente capacidade de rir de suas próprias besteiras. E das dos outros.

Durante a ditadura militar o seo Azenha costumava frequentar reuniões clandestinas em um sítio nas proximidades de Bauru. Tinha a disciplina dos stalinistas (só tocou nesse assunto em casa muitos anos depois, quando a ditadura tinha acabado). Mas talvez por ter sido empresário tinha uma visão não dicotômica do mundo. Gostava de rir do fato de que os militantes que vinham de São Paulo traziam cartilhas com as quais pretendiam doutrinar os locais para aplicar o comunismo chinês ou soviético ao Brasil.

Esse preâmbulo tem o objetivo de dizer que seo Azenha, como militante, jamais tirou proveito pessoal do fato de ter sido preso pela ditadura militar. Jamais usou isso para se fazer de herói. Ou para obter vantagens, materiais ou de status.

O que me leva de volta ao artigo de César Benjamin, uma construção "literária" em que o autor tenta estabelecer uma conexão sentimental com os perseguidos pela ditadura militar, com o objetivo de "desclassificar" Lula, o recém-chegado que, no mínimo, grosseiramente despreza os militantes históricos como o jovem do MEP e, no extremo, estupra o idealismo do jovem militante com o seu pragmatismo.

Pois é disso que se trata: do antigo embate entre a vanguarda -- à qual César Benjamin alega pertencer -- e o povo, essa massa disforme que não sabe bem o que quer e que depende das luzes da vanguarda para perseguir o seu caminho.

O que Lula fez, na prática, foi "roubar" o povo de César Benjamin.

Eu deveria escrever O POVO, essa construção mítica da cabeça da esquerda, cujas vontades devem ser moldadas e apropriadas para a construção de um FUTURO igualmente mítico e glorioso.

O problema de Benjamin é que Lula é esse POVO. Ao dirigir os metalúrgicos do ABC, Lula fez mais para destruir a ditadura militar que todas as reuniões e assembléias da esquerda brasileiras multiplicadas por dez. Pelo simples fato de que o POVO, na cabeça da esquerda brasileira, nunca foi mais que massa de manobra. A esquerda brasileira é, na essência, tão elitista quanto a direita.

Lula, gostem ou não dele, representa a política do possível. Do incrementalismo -- etapismo, diriam os outros. Do tomaládácá. Faz parte da tradição do "pai dos pobres", do "pai da Pátria", perfeitamente integrada à história brasileira.

É por isso que Lula, o estuprador, satisfaz a fantasia sexual da esquerda e da direita brasileiras. Ele é o predador, que precisa ser contido a qualquer custo. O predador que ameaça a ideia de que O POVO não sabe o que quer e precisa ser conduzido ao nirvana pela vanguarda. De esquerda ou de direita, tanto faz. Este é o nexo entre Otávio Frias Filho e César Benjamin. Ambos querem conduzir O POVO. Só falta combinar com ele.

Nota do Viomundo: O fato concreto é que a esquerda de hoje é uma esquerda eleitoral. Que depende de 50% + 1 para se manter no poder, no Brasil, na Venezuela ou no Uruguai. Ao aceitar esse jogo parte da esquerda abdicou de seu caráter revolucionário "a qualquer custo"
Enviada por Almir Américo , às 02:03 30/11/2009, de São Paulo, SP


Nenhum recuo em relação à Democracia
Os jornalões do PiG, aqueles mesmos que defenderam e apoiaram a ditadura militar no Brasil, apoiam o golpe de estado em Honduras e gostariam de ver o povo brasileiro definitivamente alijado do poder divulgam informações sobre uma suposta ala governista que defenderia um recuo em relação ao governo golpista de Honduras.

Pode até ser que existam tais traidores do Brasil e da Democracia dentro de um governo tão amplo e democrático como é o do governo Lula.

Mas todas as pessoas de bem, que tem fortes compromissos com a Democracia no Brasil e no Mundo sabem muito bem o que representa um recuo em relação a Honduras e seu governo golpista.

O povo de Honduras está nas ruas protestando contra o golpe de estado desde o dia 28 de junho, quando Zelaya foi retirado de pijamas do palácio presidencial e mandado ao exterior.

Recuar em Honduras, significa recuar em relação à Democracia e à Soberania dos povos. É trair todos os princípios que orientaram a fundação do PT e do novo sindialismo Brasileiro. É fazer o que o PiG e a elite branca brasileira e latinoamericana sempre defenderam. É legitimar a democracia sem povo.

Os verdadeiros Democratas deste país, do continente e do Mundo não reconhecerão um governo eleito sob um golpe de estado, sem observadores internacionais e sem liberdade de imprensa.

Equador, Uruguai e Venezuela já reconfirmaram que não reconhecerão o governo hodurenho eleito neste domingo. O Brasil tem que fazer o mesmo.

Nenhum recuo em relação a Honduras. Nenhum recuo em relação à Demcoracia.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:31 29/11/2009, de Curitiba, PR


América Latina: reino dos contrastes
Num mesmo dia Uruguai e Honduras vão as urnas sob condições completamente opostas.
No Brasil Lula chora ao ver o filme que conta sua história de vida
Na Europa, as ex-colônias se reúnem com os colonizadores na "metrópole"...

No Uruguai, sob democracia e liberdade institucional, o povo está prestes a eleger um presidente de esquerda, um defensor da Democracia, da Latinoamericanidade, que em sua juventude combateu a ditadura militar.

Em Honduras, sob ditadura e um processo eleitoral fajuto, busca-se legitimar um regime inconstitucional, pró-imperialismo, vendido aos interesses estrangeiros e gerenciado por uma elite branca mesquinha e atrasada.

Honduras

Honduras realiza eleições gerais para mais de quatro mil cargos políticos, de vereadores ao presidente, após uma campanha ofuscada pela crise institucional que o país vive há cinco meses e sem conseguir um acordo sobre a legitimidade dos candidatos que forem eleitos.

Manuel Zelaya, presidente hondurenho que foi derrocado por um golpe de Estado em 28 de junho, recebeu apoio explícito da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da maioria dos governos do continente, mas não teve sucesso em suas tentativas de voltar ao poder.

Zelaya defende que, como o presidente legítimo está fora da presidência, as votações deste domingo ocorrem em uma situação de exceção e não têm validade.

Na ausência de um acordo nacional, a Organização dos Estados Americanos e a Organização das Nações Unidas anunciaram que não reconhecem o governo no poder e não vão enviar observadores.

A Espanha e a maioria dos países da América Latina, entre eles, Brasil, Chile, Venezuela, Argentina, Uruguai, Bolívia, Nicarágua, Equador, Paraguai e Guatemala já declararam que não considerarão as eleições hondurenhas legítimas e não reconhecerão o futuro governo. Eles defendem que reconhecer a votação sob os golpistas é um mau precedente para a região.

Outros governos no continente, tais como o do Peru, Colômbia, Panamá e Costa Rica, de direita e vendidos aos interesses dos Estados Unidos, apoiam a fraude em Honduras, pois eles mesmos vivem semeando a instabilidade na região...

Uruguai

Já no vizinho Uruguai, o candidato da governante coalizão de esquerda e favorito para ganhar as eleições de hoje no Uruguai, José Mujica, votou "pensando em alguns que não estão mais (aqui)", referindo-se aos companheiros que lutaram contra a ditadura militar uruguaia.

Mujica tem 74 anos e foi líder do histórico Movimento de Libertação Nacional (MLN-Tupamaros).

Antes de voltar para casa, Mujica acompanhou a esposa, a senadora Lucía Topolansky, que foi votar no bairro de Pocitos.

Topolansky, por ser a senadora mais votada, será a responsável por tomar o juramento de Mujica como presidente em 1º de março de 2010, caso se confirmem todas as enquetes que dão ao ex-líder guerrilheiro a vitória sobre o ex-presidente Luis Alberto Lacalle, do conservador Partido Nacional.

Brasil

No sábado 28, o presidente brasileiro assistiu ao filme "Lula, Filho do Brasil", exibido para 2,5 mil pessoas no histórico Pavilhão Vera Cruz em São Bernardo do Campo, antigo estúdio de cinema que serviu de palco para o Congresso de fundação da Central Única dos Trabalhadores em 1983. Lula se emocionou e chorou ao ver sua história de vida e a de muitos migrantes nordestinos nas telonas de cinema.

"Me identifiquei completamente com o filme. O filme mostra exatamente como era o sindicato: primeiro os pelegos que a gente não entendia, eles eram estudados e diziam coisas que eu não sabia o que era. E depois o Lula, que se comunicava direito com a gente", disse o ex-metalúrgico Raul Joaquim da Silva, 67, natural de Garanhuns, como o presidente, e funcionário da montadora Volkswagen durante as greves que deram proeminência a Lula na luta contra o Regime Militar (1964-1985).

O ex-jogador de futebol Sócrates conheceu Lula na fundação do PT, no fim de 1980, mesmo ano que encerra a história contada no filme. E disse ter se emocionado. "Ele é a pessoa mais inteligente que já conheci na vida. Para quem é do Sudeste é difícil de entender o que é sair em um pau-de-arara pelo Brasil e, depois de passar por tudo que ele passou, ser quem ele é hoje. Quem diz que o filme serve para uso político também faz uso político do filme", filosofou.

Cúpula Ibero-Americana

Enquanto tudo isso acontece, a 19ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo ibero-americanos, que acontece até a próxima terça-feira sob o tema "Inovação e Conhecimento", será inaugurada neste domingo nos jardins da Torre de Belém.

Ironicamente, as ex-colônias portuguesa e espanhola na América vão à "metŕópole" portuguesa discutir problemas comuns.

Esa es nuestra América Latina

Essa é nossa América Latina, um continente cheio de contrastes e contradições, de país ricos e populações pobres, habitado por povos que só querem ser felizes e donos de seus próprios destinos, mas que enfrentam elites ferozes que acham que se dão bem gerenciando os negócios, nem sempre lícitos, dos donos do império...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:06 29/11/2009, de Curitiba, PR


Brics com direito de veto no "FMI do B"
Se os Brics continuarem coesos, será um dos 4 blocos de efetiva influência sobre o principal mecanismo de crédito do FMI

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

EM REUNIÃO realizada anteontem no FMI, aqui em Washington, o Brasil -atuando em conjunto com os outros Brics (Rússia, Índia e China)- obteve um resultado sem precedentes na história da instituição: o direito de veto sobre as principais decisões dos Novos Acordos de Empréstimo (NAB, New Arrangements to Borrow). O NAB é uma massa gigantesca de recursos, em fase final de negociação.

É a primeira vez na história das negociações relacionadas ao Fundo que os quatro países alcançaram, em conjunto, capacidade de vetar decisões. Nada de importante poderá ser feito no âmbito do NAB sem a concordância dos Brics.

Bem. Os resquícios do meu complexo de vira-lata deram arrancos triunfais de cachorro atropelado, como diria Nelson Rodrigues. Recentemente, escrevi nesta página uma crônica intitulada "Reflexões de um ex-vira-lata". Chamei a atenção para o fato de que o crescimento da influência internacional do Brasil se apoiava, em parte, na aliança Bric. Foi exatamente o que aconteceu na negociação do NAB.

O NAB é um pool de reservas, criado em 1998, cuja finalidade é suplementar as cotas do FMI. As cotas são o instrumento básico de financiamento do Fundo. O NAB é, por assim dizer, uma segunda linha de defesa, que pode ser acionada em situações especiais, quando as cotas são insuficientes para atender a demanda por empréstimos do FMI. É o que costuma ocorrer em momentos de crise ou quando o montante das cotas se torna pequeno em relação ao fluxos de comércio e de capital (para mais informações, ver nota do Ministério da Fazenda, em www.fazenda.gob.br).

Quando a crise internacional se agravou, o G20 resolveu aumentar substancialmente os recursos à disposição do FMI. Os EUA e outros países defenderam a ampliação do NAB dos atuais cerca de U$$ 55 bilhões para US$ 550 bilhões. No final das contas, o NAB deverá ficar próximo de US$ 600 bilhões, possivelmente o maior mecanismo de financiamento da história. Daí a importância de ter uma influência sobre a governança do NAB. Na verdade, existe uma anomalia: o NAB, um mecanismo complementar, será muito maior do que as cotas do FMI. O "FMI do B", para usar a expressão do ministro Mantega, equivalerá a mais de duas vezes o tamanho do FMI propriamente dito.

Na reunião de anteontem, estabeleceu-se que o novo NAB não poderá ultrapassar US$ 600 bilhões. Esse ponto era fundamental para os Brics. Sem um teto, não seria possível estabelecer com segurança a contribuição que os quatro países teriam de aportar para obter um poder de voto compatível com o poder de vetar as principais decisões do NAB (para uma breve descrição dessas decisões, ver a referida nota da Fazenda).

Outro ponto básico era garantir um percentual mínimo elevado para as principais decisões do NAB. No final, conseguimos que esse percentual fosse fixado em 85%, ou seja, as decisões ficarão condicionadas à aprovação de participantes com pelo menos 85% do total dos recursos do NAB. Como os Brics terão mais de 15%, nenhuma decisão importante poderá ser tomada sem a nossa concordância.

Veja, bem, leitor: só os Brics, os Estados Unidos, o Japão e o conjunto dos países da União Europeia terão direito de veto no novo NAB. Se os Brics continuarem coesos nos próximos anos, formaremos um dos quatro blocos de efetiva influência sobre o principal mecanismo de financiamento do FMI.

PAULO NOGUEIRA BATISTA JR., 54, é diretor-executivo no FMI, onde representa um grupo de nove países (Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago), mas expressa seus pontos de vista em caráter pessoal

Enviada por Almir Américo, às 18:12 27/11/2009, de São Paulo, SP


"Não chore! Organize-se!"
Sindicato russo lança página na Internet
O Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Automobilísitca da Rússia, o MPRA - lançou sua página na internet

Com a palavra de ordem Não chore! Organize-se! as organizações de base dos Trabalhadores na Ford, VW, GM, Renault, Lada, Hyunday, entre outras, e a direção nacional do MPRA lançaram sua página na internet visando facilitar a divulgação de informações e resgatar a já rica história do mais jovem(*) e mais combativo sindicato de Trabalhadores na Rússia.

No site do MPRA estão publicados vários artigos sobre a história do sindicato, acordos coletivos, greves e formas de organização, além de manuais e publicações usadas nos cursos de formação que o MPRA mantém em conjunto com a FITIM e com TIE.

O site ainda está em construção e portanto disponível somente em russo. De todas as formas, a juventude trabalhadora em transnacionais instaladas na Rússia vai mostrando a velharada local e ao mundo que eles sabem e podem fazer sindicalismo combativo, moderno, eficiente e da melhor qualidade, valendo-se de todos os recursos possíveis e imagináveis que estão a sua disposição.

Parabéns moçada! A Classe Trabalhadora precisa de gente assim como vocês!

(*)O MPRA foi fundado a pouco mais de 3 anos, fortemente inspirado no sindicalismo brasileiro
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:30 25/11/2009, de Curitiba, PR


A imprensa internacional e o Brasil.
Será que o PiG aguenta?
"Pai dos Pobres" provocou milagre econômico no Brasil

O Brasil é visto como uma história de sucesso econômico e sua população reverencia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um astro. Ele está na missão de transformar o país em uma das cinco maiores economias do mundo por meio de reformas, projetos gigantes de infraestrutura e explorando vastas reservas de petróleo. Mas ele enfrenta obstáculos.

O título e a frase acima são do jornalista Jens Glüsing, da revista semanal alemã Der Spiegel. Isso é só o começo de uma longa matéria falando sobre os sucessos e desafios do Brasil e do governo Lula.

Clique aqui para ler a integra do artigo da revista alemã já traduzido para o português.

Desse jeito o PiG (partido da imprensa golpista) não aguenta.

Confira aqui a fraude cometida pelo grupo Folha de São Paulo ao publicar no site UOL fotos que a Der Spiegel não publicou, além de esconder uma foto onde Lula e Dilma aparecem juntos. Realmente o PiG não aguenta!

Duas semanas atrás The Economist publicou 14 páginas falando bem sobre o Brasil (a tradução está na Carta Capital 573, desta semana).

Agora é a vez Der Spiegel levantar a bola do "baiano" e do Brasil.

Ah! Ainda tem aqueles 49,3% que declaram não votar de jeito nenhum no candidato do FHC e 51,7% que dizem poder votar no candidato de Lula. 20,1% afirmam que só votam no candidato de Lula. Só 3% dizem fazer o mesmo em relação ao candidato de FHC. E os 76% que acham que Lula é melhor que FHC, contra 10% que acham o contrário????

Sabemos que tem muita gente inteligente que diz que esta polarização PT-PSDB é falsa.

- Mas será que não está na hora de deixarmos os manuais esquerdistas de lado e escutar o que o povão está querendo dizer?

- Será que não está na hora da esquerda deixar de ser pretenciosamente científica para ser efetivamente popular e democrática?

Seguramente estamos diante de uma oportunidade única. Basta apenas pensar grande e não ter medo de ser criativos para reiventar a esquerda e as lutas dos Trabalhadores.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:50 25/11/2009, de Curitiba, PR


Software Livre: Uruguai distribui notebooks em escolas públicas e promove inclusão digital
Clique aqui para ampliar a foto
O Uruguai será o primeiro país do mundo com 100% dos alunos primários da rede pública com computador portátil

O governo do Uruguai deu início a distribuição de computadores às crianças da rede pública de ensino. Nos próximos dois anos cerca de 362 mil notebooks verde e brancos do projeto do governo em parceria com a OLPC - Um Laptop Por Criança, projeto educacional liderado por Nicholas Negroponte, do MIT - Instituto de Tecnologia de Massachusetts, serão entregues às crianças que estudam na rede pública do país.

Os chamados notebooks de 100 dólares (veja aqui as fotos) são equipados com o sistema operacional XO, derivado do GNU-Linux e portanto um Software Livre, de Código Fonte Aberto, que permite à criança — e a seus respectivos professores — a liberdade de reformar, reinventar e reutilizar seu software, seu hardware e seu conteúdo.

Na equipe de desenvolvedores do XO trabalha o brasileiro Marcelo Tosatti, jovem programador de computadores que já trabalhou na Conectiva Linux (hoje Mandriva), foi o primeiro latinoamericano (e mais jovem) mantenedor do Kernel 2.4 do Linux e atualmente trabalha na equipe de Red Hat que se dedica ao desenvolvimento do XO para a OLPC.

Parabéns ao governo de Tabaré Vázques por esta grande iniciativa que além de favorecer as crianças uruguaias, significa também uma poderosa porrada no lobby do setor de informática que faz com que muitos governos gastem muito com equipamentos e software que não valem nada.

A nós brasileiros, fica a esperança de que Lula siga, finalmente, o exemplo do colega uruguaio. Negroponte já veio várias vezes ao Brasil para convencer Lula a fazer o mesmo que Tabaré já fez.

Se é bom para o Uruguai, melhor ainda para o Brasil.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:36 24/11/2009, de Curitiba, PR


Apagão eleitoral
Pesquisa CNT Sensus, divulgada em 23 de novembro, mostrou queda de José Serra (PSDB) e subida de Dilma Rousseff (Casa Civil) na corrida presidencial

Na consulta induzida por uma lista, o governador paulista ficaria com 31%, seguido de Dilma (21,7%), Ciro Gomes (17,5%) e Marina Silva (5,9%). Pela primeira vez, Serra fica abaixo da média de 40% na corrida presidencial em 2010.

Se a opção tucana for o governador mineiro Aécio Neves, ele ficaria em terceiro, com 14,7%, superado por Ciro (25%) e Dilma (21,3%).

A atual pesquisa inovou ao mostrar o potencial de transferência de voto do presidente Lula e de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

As conclusões mostram que Lula ainda pode ter peso maior em favor de Dilma, enquanto FHC prejudica Serra, seu candidato preferido.

Retomada da popularidade do presidente Lula

De nada adiantou a tentativa do PiG e dos "formadores de opinião" em criar um tremendo escândalo em torno do "apagão" no começo do mês.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuperou a avaliação positiva (ótimo e bom), chegando a 70%. Em setembro, a aprovação havia caído para 65,4%, ante 69,8% em maio.

A aprovação do desempenho pessoal de Lula também subiu, de 76,8% para 78,9%, se aproximando do índice de maio (81,5%).

Assim como a palavra de ordem de outros anos de lutas gloriosas, o povo mostra que não é bobo.

Os chamados "formadores de opinião" só conseguem "formar" aquela gentalha da classe média e da elite branca. O povão sabe comparar e separar o trigo do joio, alhos de bugalhos.

É demo-tucanada, aqui se faz, aqui se paga.

O Povo tem memória!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:41 24/11/2009, de Curitiba, PR


TCU constatou irregularidades neoliberais na obras do Rodoanel
Auditoria realizada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), realizada em 2007 e 2008, revelou que as construtoras optaram por utilizar outro material que o previsto em contrato.

O TCU aponta ainda outras 13 irregularidades no percurso de 61 quilômetros.

As empreiteiras responsáveis pelo Rodoanel optaram por usar vigas pré-moldadas para baratear o custo dos viadutos.

Na sexta-feira (13.11), os resultados apareceram: três vigas da obra caíram, atingiram veículos e deixaram três pessoas feridas.

O TCU aponta aquilo que o PiG e os neoliberais querem esconder. A causa dos desastres paulistas é sempre a mesma: a falência da ideologia e prática neoliberal, da monetarização da vida, da empresa "enxuta" e da redução de custos pela redução de custos sem levar em consideração as necessidades humanas ou questões socialmente estratégicas.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 22:00 14/11/2009, de Curitiba, PR


Enquanto Brasil decola São Paulo afunda
É trágico ver o que acontece com São Paulo (estado e cidade) neste momento em que todo o Brasil decola...

Tem gente que acredita no PiG. É um direito constitucional deles. Tão legítimo como acreditar em papai noel, saci-pererê e cuca.

Mas não dá para ficar calado ou se fingir de cego, vivendo no mundo da fantasia, diante de tantos acidentes que vem ocorrendo no estado e na cidade dominados pela aliança demo-tucano há décadas.

Para citar alguns dos acidentes em Sampa, lembramos que em janeiro de 2007 caminhões foram engolidos pelo desabamento nas obras da linha amarela do metro paulistano. Em outubro de 2009, em uma mesma semana, a Sabesp demora para reestabelecer o fornecimento de água à população (enxugão) e vigas de um viaduto do Rodoanel caem sobre a Rodovia Regis Bittencourt e esmagam três veículos.

Como bem lembra o jornalista Paulo Henrique Amorim em seu Conversa Afiada, uma das prováveis causas da cratera do metrô tenha sido a pressa do candidato tucano a presidência da República em 2006, Geraldo Alckmin, em entregar a obra aos eleitores. O desabamento do Rodonel pode ter tido a mesma motivação. Afinal, o Rodoanel vinha sendo apresentado a São Paulo e ao Brasil como a grande realização, o grande investimento em infra-estrutura, simbolo da competência do governador Serra. Uma obra no melhor estilo faraonico-malufista que tanto agradam aos paulistas...

Leia aqui a íntegra do artigo O apagão do Zé Pedágio: desabou o Roubanel dos Tunganos

Perguntamos:

- Quantos acidentes mais serão necessários para que o povo de São Paulo entenda o que está acontecendo e se liberte da incompetência demo-tucana, capitalista neoliberal?

- Quantos caminhões e automóveis mais precisarão ser engolidos por crateras ou detonados por vigas "voadoras" de 85 toneladas cada?

E o mais importante de tudo: - Quantas pessoas mais precisarão morrer ou se ferir para que São Paulo deixe de ser dominada por esta gente que odeia o Brasil e seu povo Trabalhador?

Ou será que os individualistas paulistas seguirão achando que os desgovernos demo-tucanos não lhes afetam, só atingem aos outros?

Talvez, assim como no apagão de 2001, a culpa seja de Deus e de São Pedro...

Poder ser, mas certamente, a paulistada e seu PiG estarão por aí a dizer que a culpa de tudo isso é do Lula...

Ou seria da Dilma???

Não gente! Eles inovaram! A culpa e das Faculdades de Engenharia que não preparam bons profissionais.

Eles inovam em tudo, menos no preconceito contra o bem-público e contra o Brasil.

Pobre São Paulo, Pobre Paulista

Já nos anos 1980, o IRA! Cantava toda a confusão existente na cabeça dessa gente paulista que um dia já foi a condutora da locomotiva de nosso desenvolvimento. Curta aqui a letra e o áudio de "Pobre Paulista".
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:12 14/11/2009, de Curitiba, PR


Além de tendenciosa a Veja não é nada criativa!!!
Clique aqui para ampliar a imagem
Que a a revista Veja e as publicações da Editora Abril tem um tradição de parcialidade e de defesa de interesses bastantes determinados, isso todo mundo já sabe.

Que é uma revista de péssima qualidade e jornalismo sofrível, até o reino mineral sabe. Mas... no passado até conseguia se salvar por uma ou outra capa bem bolada.

Porém, na edição desta semana, os caras embarcaram na cópia deslavada da arte da capa da revista inglesa The Economist.

Clique na imagem ao lado para ampliar a arte das capas da revista inglesa e a da feita em Sampa...

O mais ridículo é que os caras copiaram até o título e acabaram reconhecendo que o "Brasil decolou". Ou seja, ao usar a mesma expressão da revista inglesa, denunciaram a si mesmos, pois vivem a apostar no fracasso de nosso país.

Parafraseando Boris Casoy: "ISSO É UMA VERGONHA"

É para isso que precisam de diploma???
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:37 13/11/2009, de Curitiba, PR


Especialistas desmentem o PiG sobre "apagão"
Vários especialistas deram entrevistas aos veículos do PiG desmentindo o escândalo criado pelos meios de comunicações patronais sobre o corte no fornecimento de energia.

Empresários e pessoas de renome no setor elétrico estatal e privado confirmam que o ocorrido na terça-feira é um caso isolado.

Clique aqui e confira as declarações de Gustavo Estrella, diretor de Relações com Investidores do grupo de distribuição e geração de energia CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz). A CPFL era uma empresa do governo do Estado de São Paulo que foi privatizada no reinado demo-tucano.

Já o Valor Econômico, diário de negócios pertencente às Organizações Globo, da família Marinho, em sociedade com o Grupo Folha, da família Frias, na página A5 da edição de 12.11.2009 traz um artigo intitulado "Especialistas consideram que sistema é seguro", onde pessoas como o professor da USP e ex-presidente da Cteep - Companhia de Transmissão Paulista, Sidnei Martini, o vice-presidente da Rede Energia, Sidney Simonaggio, o ex-diretor geral da Aneel, Jerson Kelman e o professor da USP Ildo Sauer, demonstram que o sistema elétrico brasileiro e seguro e desmente os demo-tucanos e o PiG que o problema teria sido causado por falta de investimentos ou má administração.

É patética a forma como a oposição e a elite brasileiras tentam partidarizar determinadas questões na vã tentativa de provar que seus pupilos demo-tucanos são sinôminos de competência...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:20 12/11/2009, de Curitiba, PR


Brasil é capa da Economist. Deixa o PiG (*) chorar !
Clique aqui para ampliar a capa da revista
Por Paulo Henrique Amorim

A Economist diz que o Brasil decola. E o PiG (*), o que diz?

A Economist é a principal revista de economia do mundo.

O Brasil está na capa.

O titulo é: o Brasil decola !

O PiG (*) vai se estrebuchar.

O PiG sofre de um apagão irremediável !

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
Enviada por Sergio Bertoni, às 17:06 12/11/2009, de Curitiba, PR


Enxugão: Sabesp deixa Sampa sem água
Enquanto a classe média e os pseudo-intelectuais se preocupam com o corte no fornecimento de energia que durou cerca de 4 horas em alguns estados do país, o PIG se esforça para esconder que a SABESP - Companhia de Saneamento Básico de São Paulo, ainda não conseguiu reestabelecer o fornecimento de água para a população de São Paulo.

Culpando sempre o corte no fornecimento de energia, o PIG, a empresa e o governo de São Paulo tentam esconder a falta de equipamentos adequados na maior empresa de saneamento básico do país.

Fazem toda uma onda para evitar responder àlgumas perguntas:

- Por que uma companhia do porte da Sabesp ainda não conseguiu reestablecer o fornecimento de água?

- Por que a empresa não tem geradores e equipamentos para operação em uma situação de emergência que mantivessem o sistema de captação, filtragem e distribuição de água funcionando em caso de falta de energia?

- Se tinha o equipamento, por que ele não funcionou?

- Por que grande parte da água tratada pela Sabesp "normalmente" é perdida entre a estação de tratamento e a residência do consumidor?

- Por que a água fornecida pela Sabesp tem gosto, cheiro e cor, contrariando tudo aquilo que aprendemos sobre as características fisicoo-químicas da água?

- Por que a empresa gasta tanto em marketing?

- Por que a empresa tenta expandir sua área de atuação fora de Sampa, se não consegue operar em situações de emergência em sua área de concessão?

Os aeroportos administrados pela Estatal Federal Infraero, por exemplo, não pararam de funcionar um só minuto, pois seus sistemas de emergência entraram em operação tão logo houve o corte no abastecimento de energia. Nenhum aeroporto no país parou de funcionar e prestar seus serviços por falta de energia!!!

O PIG, o governador e a empresa paulista querem esconder o que todo mundo sabe: a competência tucana não passa de um lenda urbana, criada por uma espécie típica no sudeste brasileiro que vive de destruir o ninho alheio.

Eles querem esconder a questão central: a falência da ideologia e prática neoliberal, da monetarização da vida, da empresa "enxuta" e da redução de custos pela redução de custos sem levar em consideração as necessidades humanas ou questões socialmente estratégicas.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:10 12/11/2009, de Curitiba, PR


PHA demonstra a competência de Serra e FHC
Clique aqui para ampliar a imagem
Para quem gosta de estar bem-informado, não acredita no PIG - partido da imprensa golpista e, principalmente, tem Bom Humor, sugerimos visitar regularmente o sítio Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim.
Clique Aqui e divirta-se!!!

Serra insiste: quer o Ministério da Energia

Por Paulo Henrique Amorim

Zé Pedágio quer administrar a caixa de força do Brasil. Só.

Saiu no Estadão Online:

O governador José Serra classificou a queda no fornecimento de energia “um fenômeno muito grave”. Serra acusou o governo federal de não investir em quantidade e qualidade na distribuição de energia elétrica. Disse ainda que São Paulo, que tem o maior consumo do país, precisa ter uma central de controle no próprio estado.

Leia a íntegra no Estadão Online.

O Zé Pedágio é o Juquinha da piadaSó pensa naquilo: o poder.

Zé Pedágio resolveu faturar a queda da energia de ontem.

Não há registro de críticas que tenha feito ao verdadeiro apagão – clique aqui para ler cuidado com a palavra apagão – do governo do Farol de Alexandria, que ajudou a derrotá-lo em 2002.

Por causa disso, ele agora sobe na garupa da crise de ontem na esperança de reverter a tendência declinante de sua posição nas pesquisas – clique aqui para ler Dilma sobe, Serra cai.

Zé Pedágio não tem o que propor, não tem discurso, não produziu até hoje, em toda carreira política, uma única idéia original.

Como diz o Farol de Alexandria, ele é um “gerentão”.

Como diz o meu amigo mineiro, ele é um “prático de contabilidade”.

Já imaginou, amigo navegante, se o Lula entrega a chave da caixa de força do Brasil ao Zé Pedágio?

A primeira coisa que ia acontecer: faltar luz em Minas. Já imaginou?

No que deu a privatização do FHC: duas empresas de telefone, serviço ruim e caro

Saiu na primeira página do Valor (de 11.11.2009):

“Bancos fecham operação de R$ 6 bi para Telefônica”

Para impedir que haja concorrência com a entrada da francesa Vivandi, a Telefônica vai comprar a GVT.

Ela vai pagar nove vezes o valor de mercado da GVT.

O múltiplo que o mercado aceita nesse tipo de operação é o múltiplo de quatro ou cinco.

A Telefônica, como já demonstrou o Conversa Afiada – clique aqui para ler – , especializa-se em remeter dinheiro para os pobres de Espanha.

Como ficou demonstrado no programa de banda lerda do Zé Pedágio – clique aqui para ler.

A privatização do Farol de Alexandria deu nisso: trocou o monopólio estatal por um duopólio privado com serviços ruins, caros e que operam num faroeste institucional.

A Anatel que o Serjão inventou é um leão de circo: desdentado.

Mais uma obra do incomparável Farol de Alexandria.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:01 12/11/2009, de Curitiba, PR


Centrais sindicais levam 50 mil trabalhadores a Brasília
A CUT e as demais centrais sindicais do País se uniram na manhã desta quarta-feira (11) para promover a 6ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora

A sexta edição da manifestação, fundamental para implementar uma política de valorização do salário mínimo no Brasil, contou com 50 mil trabalhadores que deixaram o estacionamento do estádio Mane Garrincha, na região central de Brasília, às 9h30, e caminharam rumo ao Congresso nacional.

Neste ano, as centrais definiram seis eixos unificados: votação do PL 01/07 que efetiva a política de valorização do salário mínimo; novo marco regulatório para o pré-sal, atualização dos índices de produtividade da terra e aprovação da PEC 438/01 contra o trabalho escravo; ratificação das Convenções 151 e 158 da OIT; aprovação do PL sobre a regulamentação da terceirização e combate à precarização nas relações de trabalho e, principalmente, redução da jornada sem redução do salário.

Além dos trabalhadores, a mobilização levou também outros representantes dos movimentos sociais ao Distrito Federal, representados pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), que pela primeira vez participou da mobilização.

Parlamentares do campo democrático e popular também marcaram presença e manifestaram apoio às reivindicações.

Por volta das 11h, a marcha estacionou diante do edifício do Congresso. Presidente nacional da CUT, Artur Henrique, explicou os resultados positivos da aprovação de cada eixo da pauta da classe trabalhadora pelos parlamentares, em especial da valorização do salário mínimo. "Mais de 20 milhões de brasileiros vivem com um salário e dependem que os deputados federais e senadores garantam a recuperação do mínimo até 2023, fazendo com que isso não seja uma política apenas de governo, mas também de Estado", defendeu.

A seguir, os cerca de 30 mil cutistas seguiram para a Praça dos Três Poderes, onde encerraram a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora. Diante da sede do STF, protestaram contra o interdito proibitório, instrumento que a Justiça concede para frear a mobilização dos trabalhadores, e a criminalização dos movimentos sociais.

Fonte: CUT
Enviada por CNM-CUT, às 08:16 12/11/2009, de São Paulo, SP


Trabalhadores na Volks reprovam proposta da PLR 2009
Sindicato deve debater plano de lutas com os trabalhadores para buscar uma nova proposta

Os trabalhadores dos três turnos na Volkswagen de Taubaté reprovaram em assembléia nesta terça-feira, 10, a proposta final da PLR 2009.

A proposta reprovada pelos trabalhadores garantia um valor de PLR que poderia chegar a R$ 8.366,00, com cumprimento de metas, entre elas o volume de produção.

A proposta reprovada também era composta de 17 sábados adicionais de produção e uma proposta de compensação para o Natal, Ano Novo e Carnaval de 2010, além dos feriados pontes de 2009.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo, "a reprovação da proposta será comunicada à empresa e esperamos que a direção da Volks retome as negociações".

"Parabenizamos todos trabalhadores pela decisão e estaremos nos próximos dias discutindo com os trabalhadores as estratégias para buscar junto da empresa uma nova proposta", afirmou Isaac.

Isaac ainda afirmou, "temos a certeza que os trabalhadores estão preparados e comprometidos com um plano de luta que será desenvolvido para que conquistemos um valor de PLR que contemple a categoria".

Atualmente a empresa possui 5.200 trabalhadores e produz os carros Voyage e Gol. A produção diária é de 1050 automóveis.
Enviada por SindMeTau, às 08:14 12/11/2009, de Taubaté, SP


“Apagão”: cuidado Zé Pedágio, e se a culpa for da CESP ?
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A secretária de Energia de Serra desqualificou a opinião do Paraguai

A secretária de energia do Zé Pedágio, no alto de sua arrogância paulística desqualificou autoridades paraguaias que responsabilizaram a CESP pela queda de energia – clique aqui para ler o que dizem os paraguaios.

O secretário-geral do Ministério das Minas e Energia deu uma explicação para isso: o “apagão” do Ali Camel (*) se centralizou na CESP do Zé Pedágio.

Zé Pedágio foi ao Bom (?) Dia Brasil para botar a culpa no Lula, tomar uma grana do governo federal e assumir o Ministério da Energia.

E se a culpa for da CESP?

Paulo Henrique Amorim

(*) Ali Camel é aquele que se utiliza da Globo para povoar mentes desérticas e disseminar idéias conservadoras e golpistas (sem muito sucesso).
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:39 11/11/2009, de Curitiba, PR


Lula!
Faça valer suas prerrogativas constitucionais e use o horário gratuito
Companheiro Lula,

Um colaborador deste site sugeriu que o Governo Brasileiro utilize-se da Rede Nacional de Radio e Televisão para fazer um pronunciamento público em cadeia nacional em relação ao acidente ocorrido na noite de 10 de novembro nas linhas de transmissão de Furnas.

O Governo Federal não pode perder esta oportunidade de provar sua transparência, competência, eficácia e eficiência na solução de problemas que atingem o povo brasileiro.

Não deixe que intermediários mal-intencionados e a serviço de interesses alheios ao do povo sigam tentando criar um clima de terrorismo e insegurança no país.

Como você mesmo diz, "nunca antes na história deste país" um problema de tal magnitude foi solucionado em tão curto espaço de tempo.

Nem nos EUA, tão idolatrado pela mídia e entreguistas em geral, soluciona-se problemas como esse tão rapidamente. O último apagão nos EUA levou mais de três dias para ser resolvido e regularizar a situação do abastecimento de energia. Técnicos gringos aprendem com os nossos a arte de interligar um sistema de energia elétrica de dimensões continentais.

Muita besteira está sendo dita. O Brasil e seu povo não merecem ser mal tratados.

Só você pode falar diretamente ao povo o que realmente aconteceu e como nosso país e seu governo tiraram mais essa de letra.

Rede Nacional de Rádio e Televisão neles. No horário nobre! em respeito ao País, ao seu Povo e à nossa Constituição!!!
Enviada por Sergio Bertoni, às 13:22 11/11/2009, de Curitiba, PR


Descobrimos o culpado pelo "apagão"
A culpa é do Lula

E de quem mais poderia ser?

Como é que ele não previu a tempestade?

Por que ele não evitou os raios, ventos e trovoadas?

Por que ele não evita o forte calor que leva paulistas e cariocas a ligarem seus condicionadores de ar?

Em 2001 a culpa foi de Deus. Isso até o demônio sabe. FHC nada tinha a ver com isso. Hoje, a culpa é de Lula. Não há dúvidas.

É só ver o que o PIG escreve e o que a oposição de direita, demo-tucana, defende que chegamos a esta conclusão.

Por favor, senhores medievais. Qualifiquem vosso discurso.

Saiam das trevas e parem de torcer pelo quanto pior melhor.

Sejam pelo menos criativos, pois respeitar a inteligência nacional seria pedir demais. Vocês não estão programados para tanto.

O Brasil merece coisa melhor que a elite, a oposição e a imprensa que tem.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:44 11/11/2009, de Curitiba, PR


Cuidado com a palavra “apagão”. Recordar é viver
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Apagão foi aquele - para o Nizan

Segundo o Tribunal de Contas da União, em relatório divulgado este ano, o apagão do Farol de Alexandria durou de 2001 a 2002.

Custou R$ 45 bilhões.

O contribuinte ficou com 60% do prejuízo, porque as contas de luz aumentaram.

O Erário pagou o resto, ou seja, o contribuinte de novo.

O apagão do Farol reduziu pontos do PIB.

Ou seja, provocou desemprego e recessão.

Quem ganhou dinheiro foi o Nizan Guanaes.

O Farol contratou uma campanha de publicidade em que o Nizan dizia : parabéns, você economizou e a crise acabou.

E o Nizan e o Farol devem ter dado boas gargalhadas.

Claro, com o desemprego, a recessão e a conta mais cara, você economizou, não foi, amigo navegante ?

Paulo Henrique Amorim
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:45 11/11/2009, de Curitiba, PR


Apagão? Globo põe a culpa nos índios e no MST
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Globo põe a culpa nos índios e no MST. Se Zé Pedágio mandasse na Energia, isso não aconteceria

Por Paulo Henrique Amorim

Assisti ao “Bom (?) Dia Brasil” para entender as causas da queda de energia de ontem.

A urubóloga Miriam Leitão sabia tanto quanto eu sobre o que aconteceu.

O interessante, porém, era observar o tom da narração dos atores globais.

O tom nervoso, aflito, entrecortado pela respiração forte, como que se narrassem o fim do mundo.

Seria bom tomar cuidado com o emprego da palavra “apagão”. A urubóloga tentou imprensar o competente professor Luis Pinguelli Rosa e não conseguiu botar a culpa no presidente Lula.

A previsora do tempo disse que não choveu ontem à noite em Itaipu.

Não tem importância.

A urubóloga demonstrou que, com o aquecimento global e a desorganização do meio ambiente, chuvas torrenciais voltarão a cair durante o Governo Lula e daqui para frente isso vai acontecer toda terça-feira.

O mais fascinante de tudo foi o Alexandre Maluf Garcia.

Ele fez uma pergunta que levaria o espectador que mal acordasse a pensar que os índios e o MST foram os responsáveis pela queda da energia.

Já, já a Globo vai botar a culpa no presidente Lula.

Em tempo: uma secretaria da energia do (des)governo Serra foi ao ar para dizer que falta investimento do Lula no Estado de São Paulo. A culpa dessa vez não é da Marta – é do Lula. E que é um absurdo o centro de gestão ficar no Rio e, não, em São Paulo. Porque no Rio fica tudo “muito concentrado”. Porque se o Ministério da Energia ficasse em São Paulo nada aconteceria. Esses paulistas não conseguem esconder. Ou seja, Zé Pedágio quer tomar conta do Ministério das Minas e Energia. Ele não aguenta.

Quando houve a tragédia da TAM em Congonhas foi a mesma coisa: Zé Pedágio correu ao PiG (*) para extrair dividendos políticos e uma grana do governo federal. Ele não aguenta.

Em tempo 2: para enfatizar a gravidade da crise, a Globo esticou o horário do Bom (?) Dia Brasil e avançou na Ana Maria Braga. É provável que o Ali Camel (**) tenha instruído apresentadores e repórteres para usar a palavra “apagão” o tempo todo. O spalla dessa orquestra aterrorizada e aterrorizante era o renomado enólogo Renato Machado, que entende de vinho, e olhe lá.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Ali Camel é aquele que se utiliza da Globo para povoar mentes desérticas e disseminar idéias conservadoras e golpistas (sem muito sucesso).
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:43 11/11/2009, de Curitiba, PR


Causa do "apagão" foi desligamento de três linhas em SP e PR, diz governo
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O secretário executivo do Ministro de Energia, Márcio Zimmermann, afirmou nesta quarta-feira que a origem do "apagão" aconteceu em três linhas de transmissão nos Estados do Paraná e de São Paulo. Entre as linhas, duas ligam o município de Ivaiporã (PR) a Itaberá (SP) e a outra fica entre Itaberá (SP) a Tijuco Preto (SP).

Segundo o secretário, as três linhas foram desligadas por conta de "condições meteorológicas diversas". Todo o sistema já voltou e o apagão durou cerca de quatro horas, segundo os cálculos do ministério.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:23 11/11/2009, de Curitiba, PR


Raios e ventos podem ter causado corte no fornecimento de energia em 5 estados e DF
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Fortes chuvas e vendavais atingiram o estado do Paraná na noite desta terça-feira, 10 de novembro de 2009

Segundo o presidente de Itaipu, Jorge Samek, que está no comando da operação emergencial para reestabelecer a normalidade no fornecimento de energia elétrica, a causa mais provável da interrupção do fornecimento é raio e vento. Segundo ele, as cinco linhas de transmissão em Furnas apagaram ao mesmo tempo, fazendo com que as turbinas de Itaipu parassem automaticamente.

Os estados atingidos pelo corte no fornecimento de energia foram São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal.

Municípios do Paraguai também foram afetados. Algumas cidades ficaram sem energia por até 55 minutos no país vizinho

No estado de Pernambuco e em Goiania, capital de Goiás, o fornecimento de energia já está normalizado. Na cidade de São Paulo a energia voltou a ser fornecida por volta de meia-noite.

No Paraná e nos estados da região sul o fornecimento de energia não sofreu alteração.

O ministro Edison Lobão, que concedeu entrevista em Brasília, disse que é possível que um temporal tenha provocado o desligamento da usina. "Questões atmosféricas, tempestades de grande intensidade, podem ter contribuído para desligar a linhas de Itaipu. Por consequência, pelo regime interligado, outras linhas saem de funcionamento", disse o ministro.

O ministro disse ainda, que os técnicos avaliam que ainda na madrugada (de 10 para 11 de novembro) o abastecimento será normalizado, mas que a causa real do problema só será conhecida no dia 11.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:34 10/11/2009, de Curitiba, PR


O caso Opel: Salve-se quem puder?
Os meses de negociaciação com a Magna expuseram a debilidade das estruturas européias, tanto políticas como sindicais. A União Européia esteve ausente do processo, nem sequer conseguiu coordenar os diferentes governos para buscar uma alternativa compartilhada

Por Enrique Tordesillas

Ao final, surpreendentemente, quando a Magna chegou a acordos com os diferentes governos e comitês de empresa implicados, a GM decidiu ficar com sua filial européia. A decisão não tem porque ser uma má noticia para os trabalhadores de Figueruelas, pois a fábrica de Zaragoza, ao menos em principio, tem um papel destacado na estratégia da GM e a oferta da Magna não era nenhuma maravilha: estava condicionada por interesses políticos de Angela Merkel, impondo importantes sacrificios tanto de emprego como nos salários e não garante o futuro a medio prazo (é duvidosa sua fortaleza industrial e mais ainda seu compromisso com a manutenção de fábricas na Europa Ocidental).

Agora começa um novo processo de negociacião, pois, com a GM ou com Magna, a Opel necessita reduzir sua capacidade produtiva em torno de 30%, no mercado europeu, e há uma sobrecapacidade de produção de 4 milhões de unidades ao ano. Temos que esperar qual é o plano industrial da GM para saber suas intenções mas, em alguns meses, o cenário de negociação sobre o futuro da Opel mudou consideravelmente.

Por outro lado, depois de uma guinada de última hora, a credibilidade da multinacional americana está em questionamento e haverá de exigir suficientes garantias de que os interlocutores na negociação tenham, realmente capacidade para cumprir os acordos no futuro. São muitas as disputas e brigas pela manutenção da fábrica e os postos de trabalho e não se pode jogar com as expectativas de futuro de milhares de famílias.

De outra parte, os meses de negociação com a Magna mostraram a debilidade das estruturas européias, tanto políticas como sindicais. A União Européia esteve ausente no processo, nem sequer conseguiu coordenar aos diferentes governos para buscar uma alternativa compartilhada, e se limitou na última hora, a advertir o governo alemão das possiveis ilegalidades nas ajudas economicas que foram comprometidas.

Não foi muito diferente no caso sindical. O comitê de empresa europeu foi o interlocutor da Magna na negociação, mas isso não quer dizer que todos os trabalhadores foram representados. Seu presidente, Klaus Franz, se preocupou fundamentalmente em defender as fábricas alemãs e tudo aponta que foi desleal para com os sindicatos espanhóis. O compromisso de lutar pela manutenção de todas as fábricas e de dividir os custos da reestruturação não se pode traduzir em uma proposta que salve as fábricas de Eisenach as custas da de Figueruelas, na qual Franz propõe 1700 demissões, e menos ainda, justificar esta propuesta com base ao que sugere a CC.OO. e UGT. Nem a Confederação Européia de Sindicatos nem a Federação Européia de Metalúrgia foram capazes de reconduzir a situação e assistimos a lamentaveis espetáculos de como cada país, governos e sindicatos negociavam sua saída individualmente.

A fragmentação do sindicalismo na Opel, é clara e parece que nessa nova etapa de negociação com a GM vai prevalecer o salve-se quem puder. No momento os sindicatos alemães, por sua conta e sem conhecer o novo plano industrial, começaram as mobilizações, mas não foram seguidos pelo resto dos trabalhadores europeus.

Esperemos que ao menos na Espanha, o futuro de Figueruelas não seja objeto de batalhas partididárias. Ainda que isso seja pedir demais!

Enrique Tordesillas - é colaborador do Jornal de Aragon e da Rádio Zaragoza e membro do Observatório da Fundação 1º de Maio "Sindicalismo e Mudança no Mundo do Trabalho"
Enviada por Carlos Vallejo, às 18:35 10/11/2009, de Barcelona, Espanha


Mudança tecnologica, ideologia, direito ao trabalho
Velhos direitos como a privacidade assumem novas faces ao relacionar-se com elementos novelescos como a proteção dos dados pessoais e ao confrontar-se com técnicas mais agressivas da própria imagem como a vídeo vigilância

Por Antonio Baylos

Fala-se muito que a tecnologia e a inovações tecnológica sinfluenciaram na mudança do modelo produtivo. A crise economica demonstrou as debilidades de um modelo produtivo baseado no peso excessivo da construção e em serviços de baixo valor agregado, de um histórico atrazo em pesquisa e inovação, dizem, com razão, os documentos sindicais. A continuação se reproduz em um fragmento de trabalho inspirado nestas chamadas a presença de pesquisas e da inovação como saída ante a crise.

A capacidade de inovar aparece de novo no centro do debate das políticas anticrise, como a fonte primaria de geração de produtividade, diferenças entre empresas, melhora das condições de trabalho, progresso e bem estar para o conjunto da sociedade, que implica necessariamente chegar ao compromisso de investimento tanto no setor público como, muito especialmente, das empresas privadas. Com isso pretende-se aumentar as possibilidades de competir nos mercados nacionais e internacionais em vez de faze-lo com baixos salários e desregulamentação das relações de trabalho. Uma perspectiva que se reitera no momento dessa mudança de modelo exigido. Com efeito, a mudança de modelo economico deve incorporar - como afirma na convocatoria de um seminário sobre esta problemática organizado pela Fundação 1º de Maio para o dia 23 de novembro no CES - O valor acrescido na pesquisa com respeito ao meio ambiente, assim como impulsionar os setores emergentes que configurem uma economia sustentavel. E a aposta fundamental passa por reforçar o capital humano através da educação, formação e especialização de todas as pessoas implicadas nos processos de geração de ciência e inovação. Estes debates tem consequências muito relevantes na produção ideológica que permeia o direito de trabalho e na consideração de certos conteúdos técnicos desta matéria.

O direito se nutre de paradigmas culturais e técnicos. É clara a interferencia do feito tecnológico na regulação normativa do trabalho no governo sindical e o conflito social. O tema pode, assim sugerir uma ampla reconstrução das relações entre tecnologia, ideologia e técnica jurídica em relação à situação de dominação economica e social que caracteriza nosso tempo presente, o que implica em remeter-se as razões culturais do tipo de regulação social que esta vigente, a crise e a influência que a mudança tecnológica, as sucessivas mudanças tecnologicas podem ter desevolvido este processo.

É evidente que este debate tem um interesse específico para a regulamentação jurídico-laboral em seu conjunto, pois afeta aos fundamentos culturais nos quais se basea a elaboração teórica e dotrinal que sustenta o núcleo explicativo do direito de trabalho na sua dupla vertente individual e coletiva. Fundamentos culturais que não se referem necessariamente às pre-concepções economicas ou sociológicas que subjacente a elaboração de todo o aparato conceptual sobre o que se edifica a autonomia cientifica desta materia jurídica, se não de forma muito especial a noção de técnica que se encontram na base da noção de trabalho como eixo em torno do qual se articula a regulamentação normativa de origen estatal ou convencional que chamamos de direito trabalhista.

Pensar de outra maneira o trabalho, a partir da mudança tecnológica, a transformação do salário como falava o fordismo, a própria trascendencia das tecnologias de informação e de comunicação em sua definição concreta, leva necessariamente a projetar este discurso sobre o núcleo central da regulamentação jurídica do trabalho assalariado e sobre as tutelas diversificadas do mesmo. Porque a instrumentalidade da técnica e sua apropriação pelo trabalhador se dão de forma diferente como tradicionalmente vem funcionando na determinação do trabalho aprestado em regime de subordinação. A relevancia desta nova maneira de expresar-se o trabalho no tempo e lugar, ou na professionalização do trabalhador na determinação quantitativa e qualitativa do serviço prestado, resulta muito claro. Mas também é frequente ver este ponto como o mais conhecido da flexibilização das relações laborais, em sua dupla cara de racionalização da organização do trabalho sob a direção unilateral de quem domina a introdução das novas tecnologias e da desregulamentação dos elementos normativos e convencionais que fixam as posições de empresário e trabalhador através de uma certa colonização da esfera da autoridade na empresa por obra da norma imperativa e da autonomia contratual coletiva. Algumas formas de apresentação do trabalho, como o trabalho em casa, resultam plenamente transformados ante a aplicação das tecnologias da informação e comunicação que se condensam na expresões de tele-marketing. Nesse sentido que faz tempo que se fala de redefinir um pacto sindical sobre os saberes que altere e reconstrua estas novas formas de expressar a organização do trabalho e que possibilite trajetorias de negociação coletiva.

Naturalmente que também a dimensão coletiva e sindical das relações de trabalho resultam muito afetadas por esta derivação da tecnologia sobre a forma de regular juridicamente o trabalho assalariado. Ainda que seja comum remeter-se a esta interferencia sobre o coletivo simplemente para sinalizar a difícil subsistencia da ação sindical e do próprio sujeito representativo dos trabalhadores em um mundo produtivo tecnologicamente revolucionário, o certo é que estes processos de mudança induziram mutações nas pautas e modos culturais do sindicalismo em relação a uma melhor e mais eficaz tutela dos direitos dos trabalhadores que representam. Os sindicatos começam a ser e ver-se como redes de comunicação. E tanto como os meios de comunicação, informação e expressão sindicais que entre nós se popularizou o debate sobre o uso sindical de correio eletrônico -, como o exercício das faculdades de autotutela coletiva,começando pela greve. Voltar a pensar a eficacia da greve como parte integrante de sua função como direito fundamental e a importancia da comunicação como âmbito em que se despreende as estratégias de pressão coletiva, o entorno comunicativo que se situa ao lado da alteração do processo de produção de bens ou de serviços, são dois elementos que devem ser desenvolvidos.

Além disso, o tema da inovação tecnologica compromete também os direitos fundamentais do individuo que trabalha, quer dizer, os direitos de cidadania que não podem ser amputados dele pelo simples fato de trabalhar para outra pessoa de forma subordinada. No concreto, velhos direitos como o direito a privacidade, cobram novas facetas ao relacionar-se com elementos como a proteção dos dados pessoais e ao confrontar-se com técnicas mais agresivas da própria imagem como a video vigilância. O papel da liberdade de expressão e da livre informação se modifica em uma sociedade na qual relações entre comunicação e poder se modificaram radicalmente. O que os expecialistas chamam fenomenos de autocomunicação de massas tem que ser também integrados no espaço das liberdades públicas, e, portanto, também quando estas resultam em medidas pela inserção de cidadania em uma organização como a empresa essencialmente restritiva das situações derivadas da democracia. O segmento linear que se forma a partir da expresão das ideias, a comunicação das mesmas no novo entorno comunicativo e a qualificação do cidadão em função de sua posição de subordinação social, se expressa em uma relação fluida que vai do individual ao coletivo e que tem uma simplicação para ambas dimensões regulativas. No final das contas, a implicação dos direitos de cidadania neste assunto, não vem se não a constatar a relevancia do trabalho como fonte de legitimação de grande parte da forma política que se reconhece direitos em função de uma posição social subordinada com vistas a um processo dirigido a emancipação social e a modificação das relações de poder, mas incorporando ao mesmo tempo as váriaveis da mudança social que abre a relação entre a comunicação, ideologia e o poder sugerida desde um amplo processo de inovação tecnologica.
Enviada por Carlos Vallejo, às 18:20 10/11/2009, de Barcelona, Espanha


Crise: Brasil cria mais de 1 milhão de empregos em 10 meses
O ministro Carlos Lupi (Trabalho) anunciou nesta segunda-feira que já foram criados mais de 1 milhão de empregos formaisnos 10 meses de 2009. O saldo superou as metas do governo. Durante todo o ano de 2008 o BRasil havia criado 1,452 milhão de vagas.

Já os EUA perderam 190 mil postos de trabalho em outubro e desemprego vai a 10,2%, contra 9,8% em setembro de 2009.

Lupi lembrou que poucos acreditavam na sua previsão. "Acharam que eu era maluco, os pessimistas não acreditavam. Mas os números estão aí e provam que minha previsão estava certa", afirmou.

Mas a demo-tucanada e o PIG seguem com a ladainha de que o Governo FHC era melhor e mais competente. Só se for melhor para os estrangeiros que compraram nossas estatais a preço de banana. E mais competentes na arte de vender o país e ferrar com o povão. Ninguém é tão bom nisso como os demo-tucanos.

Não adianta brigar com os fatos...
Enviada por Sergio Bertoni, às 18:08 09/11/2009, de Curitiba, PR


Canada/Brasil: Diga a Vale que sua estratégia de dividir para conquistar não funciona!
Desde que foi privatizada em 1997, a gigante do setor de mineração, Vale, realizou uma série de ataques aos trabalhadores.

A empresa reduziu parâmetros de saúde e segurança no Brasil e agora está de olho nas operações no Canadá. Em negociações com o United Steelworkers (USW) em 2009, a Vale declarou que necessitaria de grandes concessões por parte do sindicato norte-americano/canadense apesar de ter registrado mais de US$ 13 bilhões de lucro líquido em 2008.

A estratégia da empresa foi, e permanece sendo, dividir e conquistar espaço ao desrespeitar acordos de proteção de trabalhadores com mais tempo no serviço e fornecer menos benefícios aos novos empregados. 3.500 membros do USW rejeitaram as demandas da Vale e entraram em greve em meados de julho. Desde então, a Vale anunciou que deve contratar outros trabalhadores para substituir os grevistas e forçará outros membros do sindicato a trabalhar nas minas paralisadas pela greve.

Enquanto isso, os trabalhadores da Vale no Brasil estão lutando para garantir seus empregos, estabelecer um piso salarial, alcançar parâmetros mínimos de segurança no local de trabalho, e garantir direitos trabalhistas básicos. Os empregados da Vale e seus sindicatos no Brasil e no Canadá estão reagindo juntos, convocando os trabalhadores a participarem de uma campanha global por um tratamento justo por parte da Vale.

Seja solidári@ à lutas dos Trabalhadores na Vale.

Proteste contra a transnacional acessando aqui o sitio de Labourstart e preenchendo o formulário para digitar sua mensagem ou usar a já existente.

Leia, proteste, divulgue. Ajude a Classe Trabalhadora a combater a instransigência da Vale.
Enviada por CNM-CUT, às 16:07 09/11/2009, de São Paulo, SP


No Brasil, 64% quer maior controle do governo na economia
A pesquisa feita a pedido da BBC em 27 países e divulgada nesta segunda-feira revelou que 64% dos brasileiros entrevistados defendem mais controle do governo sobre as principais indústrias do país.

Não apenas isso: 87% dos entrevistados defenderam que o governo tenha um maior papel regulando os negócios no país, enquanto 89% defenderam que o Estado seja mais ativo promovendo a distribuição de riquezas.

Clique aqui para ler mais sobre o assunto.

Enquanto isso a paulistada, a classe média, a elite burra e o PIG fazem campanha para os privatizantes demo-tucanos e arrotam ignorância e preconceito político em relação ao papel do Estado Brasileiro, principalmente quando este atende aos mais pobres, mesmo não se esquecendo dos banqueiros, ruralistas e empresários...

Aproveite e assista aqui o vídeo onde Lula conversa com a TV Pública argentina sobre o Estado, os mais pobres e ricos.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:16 09/11/2009, de Curitiba, PR


Presidente Nacional do PT diz que Uniban pratica o fascismo
Logo após começar a circular a notícia de que a Uniban vai expulsar a universitária Geisy Arruda, que foi hostilizada por conta da sua roupa, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, publicou no Twitter um comentário em que acusa a instituição de fascista – com tendência ditatorial, centralizadora.

"Que tipo de ensinamento é esse? Valorizar o machismo e o sexismo? Preconceito atrasado? Saia curta é crime?"

“Uma universidade dessas merece ser fechada. Fascismo puro”,
escreveu o petista em sua página no twitter.

Confira aqui as mensagens de Berzoini sobre a expulsão de Geysi Arruda pela Uni-O-ban.

Curto e direto ao ponto.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:58 07/11/2009, de Curitiba, PR


UNE protesta contra discriminação por uso de vestido curto
Nós, mulheres estudantes brasileiras, vimos a público repudiar todas as forma de opressão e violência contra as mulheres. No dia 22 de outubro deste ano, uma aluna da Uniban (campus ABC – São Paulo), com a falsa justificativa de ter ido à aula de "vestido curto", é seguida, encurralada, xingada e agredida por seus "colegas estudantes".

A cena de horror é filmada, encaminhada à Internet e vira notícia por todo o país. Não aceitaremos que casos de machismo como esse passem despercebidos ou que se tornem notícia despolitizada nos meios de comunicação.

O fato em questão revela a opressão que as mulheres sofrem cotidianamente, ao serem consideradas mercadoria e tratadas como se estivessem sempre disponíveis para cantadas e para o sexo. Não toleramos comentários que digam que a estudante "deu motivo" para ser agredida. Nenhuma mulher deve ser vítima de violência, nem por conta da roupa que usa nem por qualquer outra condição. Nada justifica a violência contra a mulher.

Sendo assim, nós, mulheres estudantes brasileiras, organizadas na luta pelo fim do machismo, racismo e homofobia, denunciamos a violência sexista ocorrida contra a aluna da Uniban, nos solidarizamos com as mulheres vitimizadas por esses crimes e queremos punição a todos os agressores envolvidos nesse episódio e em outros tantos que acontecem e não repercutem na mídia. Não vamos nos calar perante o machismo e a violência.

Somos Mulheres e não Mercadoria!

Diretoria de Mulheres da União Nacional dos Estudantes
Enviada por UNE, às 21:51 07/11/2009, de São Paulo, SP


Uni-O-Ban explusa aluna agredida por moralistas retrógrados
Segundo o portal R7.com a estudante de turismo Geisy Arruda, 20, foi expulsa da Uniban (Universidade Bandeirante), após o episódio em que outros alunos da universidade a hostilizaram por usar um vestido curto em 22 de outubro.

Clique aqui para ler a integra da matéria e a nota oficial da reacionária universidade.

Em lugar de expulsar os agressores a universidade paulista persegue a vítima, assim como a Operação Bandeirantes, a Oban, na época da ditadura militar, perseguia aqueles que defendiam os interesses nacionais e do povo brasileiro.

Esta universidadezinha particular, que cresceu graças a equivocada politica privatizante dos demo-tucanos comandados por fracassado henrique cardoso, mostra quão reacionárias são a elite e a classe média paulistanas.

Estes inquisidores do século XXI querem a volta às trevas dos mosteiros da idade média. Estes bastardos gostariam de ver as mulheres vestidas como freiras ou encobertas pelas burcas.

Qual é a diferença entre esta universidade (e seus estudantes que agrediram Geysi) e os militantes do taleban que querem todas as mulheres vestidas com burcas???

Com a expulsão de Geysi, a Uni-O-Ban mostra que é fundamentalista e que não merece ter o direito de funcionar em uma sociedade laica, democrática e moderna. Mostra quão deturpada é a mente da elite paulista que persegue e condena as vítimas e liberta ladrões e corruptos.

A universidade e seus alunos fascistóides devem ser punidos severamente pela sociedade e pela democracia brasileira que não deve aceitar atitudes estúpidas como essa expulsão de Geysi.

Uma universidade como U maíscula é um lugar onde se debatem idéias e conhecimentos. Não é um lugar para linchamentos moralistas e descabidos como o que ocorreu com Geysi.

O que a Uniban faz "é uma vergonha".

Lei Maria da Penha aos agressores e donos da universidadezinha particular.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:37 07/11/2009, de Curitiba, PR


Honduras: um golpe de mestre
Por Ivan Pinheiro

Temos que tirar o chapéu. O imperialismo norteamericano, envolvido ativamente antes, durante e depois do golpe de Estado em Honduras, fez agora uma jogada esperta, passando à opinião pública mundial a impressão de campeão da paz e da democracia, exatamente no momento em que a imagem de Obama se desgasta, por prosseguir a política belicista de Bush e estar à beira de uma derrota militar no Afeganistão e talvez no Iraque.

Roubando a cena da novela de mau gosto da volta de Zelaya, em que já brilharam, pela ordem, a Venezuela e o Brasil, o governo Obama dá um jeito de ficar com os louros de uma aparente conciliação para o impasse institucional hondurenho como se não tivesse nada a ver com o golpe.

Se a resistência popular tivesse arrefecido e optado por disputar e legitimar as eleições e se não tivesse ocorrido a surpreendente volta de Zelaya ao país, abrigado pelo governo brasileiro em nossa embaixada, o governo dos EUA não teria movido um músculo para alterar o quadro, como fez durante todos os quatro meses de crise.

O mais incrível é que, longe de anular os efeitos do golpe, com a volta incondicional de Zelaya ao governo e a devolução dos mais de quatro meses de mandato roubado, a solução imposta pelos EUA consolida os efeitos do golpe e legitima a transição para um governo burguês conservador.

Afinal de contas, os golpes são um meio e não um fim. Os fins foram alcançados: a inviabilização da Constituinte, o afastamento do país da ALBA e possivelmente um novo governo, à direita de Zelaya. O resultado do trabalho da missão estadunidense foi tão hábil que confundiu setores progressistas, que ingenuamente ainda festejam como vitória a “volta de Zelaya à Presidência”.

Em primeiro lugar, o acordo não assegura automaticamente a volta do Presidente legítimo ao governo. Esta decisão ficou a critério do parlamento, que analisará um parecer da Corte Suprema, repetindo um ritual que já se deu há três meses. Baseado em decisão da Corte Suprema, que considerou que não houve golpe, mas uma “sucessão constitucional”, este mesmo parlamento já havia abençoado Micheletti como presidente.

Que fique claro. O único objetivo da recente intervenção do governo Obama neste caso é dar legitimidade às espúrias eleições de 29 de novembro, em que o candidato da grande burguesia local associada ao imperialismo, Porfírio “Pepe” Lobo, é disparado o grande favorito. Ele é candidato do Partido Nacional, mais à direita que o Partido Liberal, de Zelaya e do próprio Micheletti. Além da campanha milionária na televisão e outros meios, este candidato usa a seu favor a esperteza política de se colocar como o candidato da “união nacional”, acima do confronto entre os dois “liberais”, cujo partido se dividiu e se desgastou.

O resultado da votação no parlamento é imprevisível. Apesar de não contar com maioria parlamentar nem no Partido Liberal, Zelaya pode se beneficiar dos votos do Partido Nacional, que detém quase 40% das cadeiras, interessado apenas em legitimar nacional e internacionalmente a previsível vitória eleitoral de seu candidato.

Esta talvez seja a melhor opção institucional burguesa para legitimar as eleições, um prêmio de consolação para Zelaya e a resistência popular, além de uma satisfação para a opinião púbica mundial. Zelaya assume como Rainha da Inglaterra, de mãos atadas, com um ministério de “união nacional”, prestando-se a passar a faixa presidencial para um sucessor que fará um governo oposto ao dele, rompendo com a ALBA, paralisando o tímido processo de mudanças, mantendo incólume a constituição conservadora e alinhando-se incondicionalmente aos Estados Unidos, inclusive para o país voltar a ser, através da base de Sotto Cano, a principal plataforma para desestabilizar os governos progressistas dos dois países vizinhos: El Salvador e Nicarágua.

Para imaginar este cenário é importante ler a íntegra do acordo assinado pelas partes, que publico abaixo deste texto.

A cláusula 1, que trata do “Governo de Unidade e Reconciliação Nacional” determina que, seja quem for o titular da Presidência decidido pelo parlamento, o Ministério e o Secretariado serão integrados por “representantes dos diversos partidos políticos e organizações”, a serem escolhidos por uma “Comissão de Verificação” (cláusula 6), composta por dois membros estrangeiros escolhidos a dedo pelo imperialismo, sob a fachada da OEA (Ricardo Lagos, ex-presidente do Chile, e a atual Secretária de Trabalho de Obama) e dois hondurenhos, escolhidos cada um por um lado.

Mas o núcleo duro da burguesia hondurenha pode não querer dar esta vitória simbólica à resistência popular e a Zelaya. Neste caso, se o Parlamento decidir nomear um tertius, para parecer um empate, ou mesmo se mantiver Micheletti (o que é mais improvável, por parecer rendição), Zelaya também estará de mãos atadas. Na cláusula 5, que trata do “Poder Executivo”, ou seja, exatamente da Presidência da República, as partes se comprometem, em nome da “reconciliação e da democracia”, a acatar qualquer decisão que venha a adotar o Congresso Nacional, reconhecido por ambos como “a expressão institucional da soberania popular”.

Ou seja, se Zelaya não é restituído no cargo, a luta pela sua recondução à presidência perde bastante força e até mesmo sentido, já que ele próprio não a pode mais postular, pois concordou previamente com as regras de um jogo de cartas marcadas. Esta cláusula contém uma declaração pomposa, para deixar claro que as partes dão um cheque em branco ao parlamento unicameral: “A decisão que adote o Congresso Nacional deverá assentar as bases para alcançar a paz social, a tranqüilidade política e a governabilidade democrática que a sociedade exige e o país necessita”.

Há outros itens do chamado “Acordo Tegucigalpa/San José” que mostram que o documento está mais para rendição do que para acordo. Um deles é a cláusula 2, em que Zelaya renuncia não apenas a convocar a Constituinte, mas também “a não defendê-la, de forma direta ou indireta, nem a promover ou apoiar qualquer consulta popular com o fim de contrariar qualquer dos artigos pétreos da Constituição”.

A cláusula 3 é um chamamento público ao povo hondurenho para participar “pacificamente nas próximas eleições e evitar manifestações que se oponham às eleições e a seu resultado”. Aqui, Zelaya abre mão da maior arma da resistência, ou seja, o boicote às eleições convocadas pelos golpistas e a seu resultado. Para a resistência popular, fica um dilema dramático, que pode inclusive trazer divisões: perder as eleições, legitimando-as, ou boicotá-las em oposição à postura de Zelaya.

Na cláusula 7 do documento, Zelaya desata outro nó que asfixiava os golpistas, além da incrível e heróica resistência popular. Antes mesmo do resultado da votação no Congresso Nacional, que já prometera acatar, assina com Micheletti um apelo mundial para a imediata revogação das sanções adotadas bilateral ou multilateralmente contra Honduras e a reativação dos projetos de cooperação com o país.

As declarações finais do “acordo” são patéticas. Em nome da “reconciliação nacional”, elogiam-se as partes mutuamente pelo “seu espírito patriótico”; jactam-se da “consciência cívica” que revelam nesta “demonstração de unidade e paz”.

Mas na cláusula 11 finalmente aparece o DNA dos autores do golpe de mestre. As partes fazem um “agradecimento” aos bons ofícios da comunidade internacional para resolver a questão, destacando, “em especial”, além da OEA e do presidente de Costa Rica, “o governo dos Estados Unidos, seu presidente Barack Obama e sua Secretária de Estado, Hillary Clinton”.

O texto chega ao cinismo de, além de elogiar o papel dos Estados Unidos, repudiar a “ingerência de outros países nos assuntos hondurenhos”, numa clara insinuação em relação à Venezuela e até mesmo, nas entrelinhas, ao Brasil.

Apesar de difícil, ainda há tempo de Zelaya denunciar e romper o acordo, alegando alguma transgressão a seus termos. A novela ainda não acabou. Mas pessoalmente acredito que o “acordo” será mantido. Digo isso sem qualquer sentimento de traição de Zelaya à resistência popular. Em textos anteriores, deixei claro que ele representava setores não hegemônicos da burguesia hondurenha, cujo interesse na aproximação com a ALBA não tinha um sentido de transição ao socialismo, mas de fazer crescer o mercado interno e ter acesso a mercados de outros países da ALBA. Já em agosto deste ano denunciei as manobras que visavam a “comprometer ou neutralizar Zelaya com acordos rebaixados e criar as condições para um pacto de elites, um governo de ”união nacional”, que exclua os setores populares e garanta os privilégios da classe dominante e do imperialismo. O objetivo principal desta tática é a eleição de um “tertius” de consenso das elites, para “unir o país” e legitimar o golpe. A tarefa de realizar as eleições pode ser cumprida pelo próprio Zelaya, sem direito à reeleição e à Constituinte”.

Em verdade, se consumar sua rendição ao pacto de elites, Zelaya estará sendo fiel à sua própria classe. Ou seja, se o “acordo” prevalecer, será sinal de que o imperialismo e a burguesia hondurenha recompuseram sua unidade, frente ao risco do crescimento da organização e da mobilização popular.

Mas, sem baluartismo e sem deixar de reconhecer que os inimigos alcançaram seus principais objetivos táticos nesta batalha, o indomável povo hondurenho – de impressionante combatividade, coragem e determinação – tem vitórias a comemorar, lições para tirar e grandes lutas para travar.

Graças à sua incansável luta, o golpe teve enormes dificuldades para se implantar, o que representa uma grande vitória, pois o imperialismo terá que pensar muitas vezes antes de tentar repetir esta fórmula em outros países.

A grande lição a extrair deste episódio é a de que os proletários só podem contar com eles próprios, sem ilusões em alianças com a burguesia nem em mudanças nos marcos da institucionalidade burguesa.

Em Honduras, nada será como antes. Uma vanguarda forjada na luta certamente aprofundará a organização e mobilização popular e não arriará a bandeira da Constituinte Soberana, com ou sem Zelaya, e de uma sociedade socialmente justa.

Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB

Íntegra do acordo assinado por Manuel Zelaya e Roberto Micheletti:

1. Sobre o Governo de unidade e reconciliação Nacional

Para conseguir a reconciliação e fortalecer a democracia, conformaremos um Governo de Unidade e Reconciliação Nacional integrado por representantes dos diversos partidos políticos e organizações sociais, reconhecidos pela sua capacidade, honra, idoneidade e vontade para dialogar, que ocuparão os diferentes Ministérios e Secretarias assim como outras dependências do estado.

2. Sobre a renúncia de se convocar uma Assembléia Nacional constituinte ou reformar a Constituição no irreformável.

Reiteramos nosso respeito à Constituição e às leis de nosso país, abstendo-nos de fazer uma convocatória para uma Assembléia Nacional Constituinte, de forma direta ou indireta, e renunciando também a promover ou apoiar qualquer consulta popular com o objetivo de reformar a Constituição para permitir a reeleição presidencial, modificar a forma de Governo ou ir de encontro a qualquer dos artigos irreformáveis da nossa Carta Magna.

3. Sobre as eleições e a transição do Governo

Fazemos um chamado ao povo hondurenho para que participe pacificamente nas próximas eleições e evite todo tipo de manifestação que se oponha às eleições ou ao seu resultado.

Pedimos ao Tribunal Superior Eleitoral que autorize e credencie a presença de missões internacionais.

4. Sobre as Forças Armadas e a Policia Nacional

Ratificamos nossa vontade de acatar em todos os seus extremos o artigo 272 da Constituição da República de Honduras, conforme o qual as Forças Armadas ficam à disposição do Tribunal Superior Eleitoral um mês antes das eleições gerais.

5. Do poder executivo

Para conseguir a reconciliação e fortalecer a democracia, no espírito dos temas da proposta do Acordo de San José, ambas as comissões negociadoras decidiram, respeitosamente, que o Congresso Nacional, como uma expressão institucional da soberania popular, no uso de suas faculdades, em consulta com as instâncias que considere pertinentes, como a Corte Suprema de Justiça e conforme a lei, resolva no procedente a respeito de “retroagir a titularidade do Poder Executivo a seu estado prévio a 28 de junho até a conclusão do atual período governamental, 27 de janeiro de 2010”.

A decisão que adote o Congresso Nacional deverá assentar as bases para alcançar a paz social, a tranqüilidade política e a governabilidade democrática que a sociedade demanda e o país necessita.

6. Sobre a comissão de verificação e a comissão da verdade

Para conseguir a reconciliação e fortalecer a democracia, criamos uma Comissão de Verificação dos compromissos assumidos neste Acordo, e os que dele se derivem, coordenada pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Tal Comissão estará integrada por dois membros da comunidade internacional e dois membros da comunidade nacional, estes últimos escolhidos um por cada uma das partes.

A Comissão de Verificação será a encarregada de dar fé ao estrito cumprimento de todos os pontos deste Acordo, e receberá para isso a plena cooperação das instituições públicas hondurenhas. Com o objetivo de esclarecer os fatos ocorridos antes e depois do dia 28 de junho de 2009, será criada também uma Comissão da Verdade que identifique os atos que conduziram à situação atual, e proporcione ao povo de Honduras elementos para evitar que estes fatos se repitam no futuro.

Esta Comissão de Diálogo recomenda que o próximo Governo, no marco de um consenso nacional, constitua dita Comissão da Verdade no primeiro semestre do ano de 2010.

7. Sobre a normalização das relações da República de Honduras com a Comunidade Internacional.

Ao comprometermo-nos em cumprir fielmente os compromissos assumidos no presente Acordo, solicitamos respeitosamente a imediata revogação das medidas ou sansões adotadas em nível bilateral ou multilateral, que de alguma maneira afetam a reinserção e participação plena da República de Honduras na comunidade internacional, e seu acesso a todas as formas de cooperação.

Conclamamos a comunidade internacional para que reative o quanto antes, possíveis projetos vigentes de cooperação com a República de Honduras, e continue com as negociações futuras.

Em particular, insistimos que, através da solicitação das autoridades competentes, se faça efetiva a cooperação internacional que resulte necessária e oportuna para que a Comissão de Verificação e a futura Comissão da Verdade garantam o fiel cumprimento e continuidade dos compromissos assumidos neste Acordo.

8. Disposições finais

Toda diferença de interpretação ou aplicação do presente Acordo será submetida à Comissão de Verificação, a qual determinará, em conformidade com a Constituição da República de Honduras e a legislação vigente, e mediante uma interpretação autêntica do presente Acordo, a solução que corresponda.

Levando-se em conta que o presente Acordo é produto do entendimento e da fraternidade entre hondurenhos e hondurenhas, solicitamos veementemente à comunidade internacional que respeite a soberania da República de Honduras, e observe plenamente o princípio consagrado na Carta das Nações Unidas de não ingerência nos assuntos internos de outros Estados.

9. Calendário de cumprimento dos acordos.

Dada a entrada em vigor imediata deste Acordo, a partir da data de assinatura, e com o objetivo de aclarar os tempos de cumprimento e de continuidade dos compromissos assumidos para alcançar a reconciliação nacional, nos convém o seguinte calendário de cumprimento:

30 de outubro de 2009, assinatura e entrada em vigor do Acordo.

Entrega formal do Acordo ao Congresso para os efeitos do Ponto 5. “Do Poder Executivo”. Dia 2 de novembro de 2009

Formação da Comissão de Verificação. A partir da assinatura do presente Acordo e no mais tardar dia 5 de novembro.

27 de janeiro de 2010, celebração da transferência do governo.

10. Declaração final

Em nome da reconciliação e do espírito patriótico que nos convocou ante a mesa de dialogo, nos comprometemos a cumprir de boa fé o presente Acordo, e o que dele se derive.

O mundo é testemunha desta demonstração de unidade e paz, à qual nos compromete nossa consciência cívica e devoção patriótica. Juntos, saberemos demonstrar nosso valor e decisão para fortalecer o Estado de direito e construir uma sociedade tolerante, pluralista e democrática. Assinamos o presente Acordo na cidade de Tegucigalpa, Honduras, no dia 30 de outubro de 2009.

11. Agradecimentos

Aproveitamos a ocasião para agradecer o acompanhamento e o bom trabalho da comunidade internacional, em especial à Organização dos Estados Americanos e seu secretario geral, José Miguel Insulza; às missões de Chanceleres do hemisfério, ao presidente da Costa Rica, Oscar Arias Sánchez; ao Governo dos Estados Unidos, seu presidente Barack Obama e sua secretária de Estado, Hillary Clinton.

12. Sobre a entrada em vigor do acordo Tegucigalpa/San José

Para efeitos internos, o Acordo tem plena vigência a partir da sua assinatura. Para efeitos de protocolo e cerimoniais, se levará adiante um ato público de assinatura no dia 2 de novembro.
Enviada por PCB, às 15:16 07/11/2009, de Rio de Janeiro, RJ


Não vamos nos calar
Parcelas da classe dominante – setores do Poder Judiciário, do Congresso Nacional, do Tribunal de Contas da União, do Ministério Público e da mídia – estão articulando mais uma ofensiva contra o MST e os trabalhadores. Podemos observar essa ofensiva na criação de mais uma CPI para investigar o Movimento, a terceira instalada nos últimos quatro anos. Isso se mostra também pela reação dos meios de comunicação frente aos protestos no Pará.

Além da perseguição policial direta e do Estado atuar como protetor do latifúndio, agora se busca construir uma deslegitimação do movimento camponês, com a intenção de se criar uma repulsa social contra os trabalhadores organizados. Apresentam nosso Movimento não apenas como violento, mas como agente de corrupção.

Isso não quer dizer que as antigas fórmulas tenham sido abandonadas. Em diversos estados, os pistoleiros ainda abrem fogo contra os sem-terra, às vezes à luz do dia. Recentemente, podemos lembrar o assassinato de Elton Brum, no Rio Grande do Sul, ou os 18 trabalhadores baleados pela escolta armada da Agropecuária Santa Bárbara, no Pará.

O que os agentes defensores da estrutura agrária do país não querem mostrar é que o Brasil apresenta a pior concentração de terra do mundo. Nunca fez Reforma Agrária, ao contrário de todos os países desenvolvidos. O agronegócio, que se diz desenvolvido, produz menos de 15% dos alimentos que vão para a mesa da população. Os índices de produtividade estão atrasados desde 1975. Ainda existe latifúndio, agora aliado com transnacionais, e ele ainda mata, tortura, explora e oprime os trabalhadores rurais.

O Brasil ainda não respondeu sua dívida histórica com os pobres do campo. E nós não vamos desistir de lutar, de denunciar os crimes que são cometidos dia após dia. Essas empresas que fazem propaganda na televisão estão roubando as terras da União, como é o caso da Cutrale, em São Paulo. Estão explorando o solo com uma quantidade absurda de agrotóxicos, dando ao Brasil o título de maior consumidor de venenos do mundo.

E porque não nos calamos, seguem nos perseguindo. Estamos fazendo uma campanha internacional para denunciar o processo de criminalização que o MST e os pobres do campo vêm sofrendo. Damos o nome de criminalização às ações de agentes estatais, como os políticos e a mídia, que visam reprimir os movimentos sociais e seus militantes como criminosos, ou criar condições para que a repressão aconteça.

Querem nos isolar, retirar o apoio que a sociedade brasileira historicamente deu à Reforma Agrária. Mas estamos atentos. Recentemente, um manifesto assinado por intelectuais teve a adesão de mais de cinco mil pessoas, que denunciam a criminalização de nossa luta.

Agora estamos percorrendo organismos internacionais para que o mundo saiba o que setores retrógrados do Brasil fazem com seus trabalhadores. Fomos à Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Suíça, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, um órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos.

E principalmente: nos comprometemos a seguir defendendo a Constituição Federal, que diz que a terra deve cumprir sua função social. Se querem criminalizar a luta por um direito, é nosso dever denunciar as imensas injustiças que forjaram a construção desse país. Não vamos nos calar.

Secretaria Nacional do MST
Enviada por MST, às 12:43 07/11/2009, de São Paulo, SP


Centrais Sindicais e Movimentos Socias denunciam o interdito proibitório na OIT
A CUT, as demais centrais sindicais e o MST protocolaram na OIT, em Genebra, uma denúncia contra três práticas antisindicais correntes no Brasil

As entidades protocolaram na OIT (Organização Internacional do Trabalho), no dia 3, uma denúncia contra três práticas antisindicais correntes no Brasil: o uso do interdito proibitório para inviabilizar greves e mobilizações; perseguição e assassinato de dirigentes sindicais; o fato de o Ministério Público do Trabalho, na correta tentativa de coibir cobranças de taxas abusivas, tratar como iguais entidades diferentes e, por isso, estar penalizando também sindicatos sérios, de luta e com ampla base de representação

Artur Henrique, presidente nacional da CUT, representou a Central na audiência com o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. A audiência foi marcada a pedido das centrais. "Para a CUT, um dos pontos fundamentais dessa denúncia é o interdito proibitório", explica Artur. "A liberdade sindical e de organização está sendo ameaçada e inviabilizada por um mecanismo que nada tem a ver com as relações trabalhistas", critica.

O interdito proibitório é um instrumento da Justiça Cível, que trata do direito e de proteção à propriedade privada. Através dele, os empresários e os banqueiros têm obtido liminares que proíbem os sindicatos e seus associados de permanecerem próximos a agências e todo o tipo de edifício de empresas em geral, e também de realizarem passeatas em determinadas avenidas ou rodovias. O descumprimento da distância mínima determinada pelas liminares acarreta multas de milhares de reais - R$ de 30 mil a R$ 500 mil, segundo casos recentes enfrentados por entidades cutistas.

Para obterem as liminares, as assessorias jurídicas dos patrões alegam que as greves e mobilizações implicam riscos de invasão, destruição e de que os trabalhadores "vão tomar posse das propriedades", conforme trecho de uma das liminares recentes. " Artur também destaca a denúncia da perseguição e de assassinatos de dirigentes sindicais do campo e da cidade como ponto central na peça protocolada hoje na OIT. "Só de casos identificados e que chegaram a nosso conhecimento, há 12 assassinatos de dirigentes sindicais que, desde 2005, estão sem solução e quaisquer punições de acusados. Hoje, segundo a Comissão Pastoral da Terra, há 161 militantes ameaçados de morte só no Pará", explica.

A terceira denúncia contida no documento de 88 páginas entregue a Juan Somavia diz respeito ao fato de o Ministério Público do Trabalho não estar conseguindo, segundo Artur, "separar o joio do trigo" ao punir entidades que cobram taxas assistenciais e contribuições dos trabalhadores. (Isaías Dalle) (Agência CUT, 03.11.2009)

A CNM/CUT e a CUT têm atuado contra o interdito proibitório: - Metalúrgicos da CUT contra o interdito proibitório - Pressão e negociação foram as ações da CUT em Brasília - Presidente da CNM/CUT é recebido pelo Ministro Carlos Ayres Britto - Em Brasília, CUT fará manifestação contra Interdito Proibitório Empresários têm obtido liminares que proíbem os sindicatos de permanecerem próximos das empresas
Enviada por CNM-CUT, às 10:22 06/11/2009, de São Paulo, SP


Reflexões de um ex-vira-lata
A cotação do Brasil está muito alta; como economia, como ator na cena internacional, como nação cultural

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

ANTONIO PATRIOTA , até recentemente embaixador brasileiro aqui em Washington, reclamou comigo: "Para de falar em complexo de vira-lata! O Brasil passou dessa fase". Talvez o nosso embaixador tenha razão. O Brasil vem ganhando autoconfiança com uma rapidez surpreendente.

Nas recentes reuniões do G20, em Londres e Pittsburgh, e na última reunião anual do FMI, em Istambul, o Brasil bateu um bolão. Somos subdesenvolvidos? Sim. Temos equipes pequenas? Sim, muito menores do que as dos países desenvolvidos. E, no entanto, as delegações brasileiras têm sido das mais atuantes e -correndo o risco de soar presunçoso- acrescento: das mais influentes.

A aliança Bric (Brasil, China, Índia e Rússia) vem sendo fundamental. Mas não é só isso. O Brasil, em si mesmo, tem tido um papel cada vez maior. Há um fator que nos ajuda enormemente: a imagem favorável do país no exterior. A cotação do Brasil está muito alta. Do Brasil como economia, do Brasil como ator na cena internacional, do Brasil como nação cultural.

Bem sei, leitor, que o brasileiro está longe de compartilhar uma visão tão positiva. Talvez porque esteja mais perto do Brasil e conheça melhor as nossas mazelas. Talvez porque o complexo de vira-lata ainda esteja mais vivo do que imagina o embaixador Patriota.

Faço ainda outra ressalva: existe provavelmente um certo economicismo na forma como os países são vistos internacionalmente. O chamado mercado (um dos codinomes da turma da bufunfa) só se interessa pelos indicadores econômicos e financeiros. Não quer nem saber da péssima distribuição de renda, dos problemas sociais, dos níveis ainda elevados de pobreza e de miséria.

Ora, os indicadores econômicos brasileiros têm ficado, em geral, acima do esperado. Até 2007-2008, os nossos detratores (quase sempre brasileiros) diziam: "O Brasil está navegando uma onda internacional favorável".

Veio então a maior crise internacional desde a Grande Depressão. A torcida adversária (brasileira, em geral) começou a salivar intensamente, aguardando o colapso. Não aconteceu. O Brasil sofreu os efeitos da crise, claro. Mas menos do que se esperava. A recuperação brasileira também começou mais cedo do que o previsto. Basta dizer uma coisa: no meio dessa crise mundial, o Brasil anunciou um empréstimo de US$ 10 bilhões ao FMI.

O meu complexo de vira-lata deu arrancos triunfais de cachorro atropelado (para combinar dois bordões do Nelson Rodrigues em uma única frase). Quis o destino ou o acaso que coubesse a mim, logo a mim -devedor nato, hereditário e até inadimplente-, ser o diretor-executivo pelo Brasil no Fundo exatamente nessa conjuntura. Qualquer um dos meus antecessores -Alexandre Kafka, Murilo Portugal ou Eduardo Loyo- desempenharia o papel de credor com mais categoria e convicção.

Só tenho uma coisa a dizer em meu favor: apesar de credor neófito, acho que preservo uma identificação autêntica com os devedores do FMI. Sei o que significa ser devedor dessa instituição e, dentro do que posso, empresto a minha voz aos países em crise, especialmente os pequenos e oprimidos (mesmo aos brancos de olhos azuis). Foi o que tentei fazer pela Islândia, por exemplo, que passou ontem pela Diretoria-Executiva do FMI.

Dizem que os mulatos podem ser os piores racistas. Que os cristãos-novos são os mais fervorosos. Que um credor neófito pode ser o mais linha-dura. Vamos tentar desmentir esses ditados.

Paulo Nogueira Batista Jr. , 54, é diretor-executivo no FMI, onde representa um grupo de nove países (Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago), mas expressa seus pontos de vista em caráter pessoal
Enviada por João Cayres, às 14:37 05/11/2009, de São Bernardo do Campo, SP


Lula recebe prêmio na Inglaterra por sua atuação na política econômica e social
Nesta quinta-feira (5) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe, em Londres, na Inglaterra, prêmio concedido pela Chatham House.

A Chatham House, instituto de assuntos internacionais do Reino Unido, concede o prêmio anualmente e premia Lula como forma de reconhecimento por sua atuação no sentido de reduzir a pobreza no Brasil por meio de políticas econômicas que mantiveram o equilíbrio fiscal e evitaram o aumento da inflação.

O site da Chatham House cita também a atuação de Lula na solução de crises regionais e o estabelecimento da missão de paz no Haiti, além do fortalecimento da inserção do Brasil no cenário global e sua atuação para fomentar o consenso nos foros multilaterais econômicos e comerciais.

Chora demo-tucanada. Roa os cotovelos, FHC!!!

Com Informações de www.pt.org.br
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:52 05/11/2009, de Curitiba, PR


Entrada de divisas no país é recorde em outubro
Para as gerações mais velhas, acostumadas como as constantes saídas de moedas estrangeiras do Brasil, a notícia divulgada hoje pelo Banco Central de que o saldo positivo entre a entrada e a saída de dólares no Brasil em outubro foi recorde e atingiu a soma de US$ 14,598 bilhões (o maior valor para um mês nos últimos 28 meses) é no mínimo curiosa.

O saldo não era tão elevado desde junho de 2007, quando as entradas de divisas superaram as saídas em 16.561 milhões de dólares, segundo o emissor.

O resultado de outubro contrasta com o saldo negativo de US$ 4,639 bilhões de outubro do ano passado, quando a crise econômica global provocou uma fuga de divisas, e supera em quase 11 vezes o saldo positivo de setembro deste ano (US$ 1,365 bilhão).

Nem mesmo o pequeno imposto de 2% diminuiu o interesse dos especuladores pelos alto juros ainda pagos no Brasil.

Lula, aproveita, aumenta o IOF sobre o capital estrangeiro e coloque novas regras que façam com que eles permaneçam mais tempo no país. Chega deste entra e sai de divisas.

O Banco Central e o Tesouro Nacional não são a casa da Mãe Joana!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:02 04/11/2009, de Curitiba, PR


Chora demo-tucanada: O PIB de 2007 foi de 6,1%, o maior desde 1986
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O PIG está quietinho, procurando algo para reclamar, mas deve chorar assim como a demo-tucanada, pois o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 6,1 por cento em 2007, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, revisando a leitura preliminar de expansão de 5,7 por cento.

A alta do PIB em 2007 foi a maior desde 1986, ano do Plano Cruzado, Congelamento de preços, fiscais do Sarney e manipulação da economia para garantir a vitória do PMDB nas eleições de novembro.

O PIB somou 2,661 trilhões de reais em 2007. Note que o gráfico demonstra um crescimento entre 2003 e 2007 de quase 2% da participação das Remuneraçãos dos Trabalhadores na composição do PIB brasileiro. É o Brasil gerando mais riquezas e aprendendo a distribuí-las. Veja mais dados e análises clicando aqui para acessar o informe do IBGE.

Além disso, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), mesmo com o fim gradual da isenção de IPI as vendas de carros novos em outubro de 2009 somaram 294.442 unidades em outubro, uma alta de 23,03% se comparadas com o mesmo mês de 2008.

Nos dez primeiros meses do ano foram comercializados 2.596.450 veículos, 6,04% mais que em igual intervalo de 2008. Os dados incluem automóveis comerciais leves, caminhões e ônibus.

Chora tucanada, pois o peão metalúrgico colocou este país nos trilhos do desenvolvimento econômico em busca de justiça social.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:19 04/11/2009, de Curitiba, PR


MST denuncia perseguição política à OIT na Suíça
O integrante da coordenação nacional do MST, João Paulo Rodrigues, entregou ao diretor-geral da OIT (Organização Internacional do Trabalho), Juan Somavia, e à representante permanente do Brasil junto à ONU (Organização das Nações Unidas), embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo, uma denúncia sobre o processo de repressão e criminalização da luta dos trabalhadores rurais pela Reforma Agrária no país, em audiência em Genebra, nesta segunda-feira (02/11).

Em outubro, foi instalada por iniciativa de parlamentares da bancada ruralista uma CPI contra o MST, como forma de represália ao anúncio do governo federal da atualização dos índices de produtividade. Essa é a terceira CPI contra o MST instalada nos últimos quatro anos. “Estamos sofrendo uma perseguição política, que pretende atingir a Reforma Agrária, a organização do povo na luta por direitos e a democracia no Brasil”, afirmou João Paulo.

O documento apresentado pelo MST afirma que “se organiza esse grande quebra-cabeças que é a repressão aos movimentos sociais, em particular ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Brasil, voltado para a manutenção do desrespeito à Constituição Federal, ao Pacto Internacional dos Direitos Econômicos Sociais e Culturais e à manutenção da injustiça nas relações agrárias”.

A denúncia foi apresentada em parceria com os dirigentes das centrais sindicais brasileiras, CUT, CTB, Força Sindical, UGT, NCST e CGTB, que entregaram uma denúncia contra procedimentos do Ministério Público do Trabalho.

Com essa iniciativa, o MST começa uma campanha internacional contra a criminalização dos movimentos sociais por setores do Poder Judiciário, do Congresso Nacional e da mídia burguesa.

Abaixo, leia a denúncia apresentada à OIT e à ONU.

A ATUALIDADE DA VIOLÊNCIA CONTRA OS TRABALHADORES SEM TERRA NO BRASIL

Derrotada a ditadura militar brasileira, o campesinato fez sua reentrada em cena, demandando acesso à terra. O país marcado pela grande extensão e pela concentração da propriedade viu-se questionado pelo volume das ações camponesas e pela radicalidade das demandas, assim como pelo reaparecimento de velhos novos atores – indígenas e afrodescendentes – e pela consciência da necessidade de um ajuste de contas com o passado e o futuro das relações de propriedade da terra que enfrentasse a questão da abundância de terras produtivas inexploradas, multidões de trabalhadores rurais sem acesso a elas e minorias ínfimas de proprietários latifundistas para quem a terra mal chega a ser fator econômico, reduzida quase sempre a fator de poder.

A busca da terra prometida por Deus e pelos homens[1]gerou uma nova forma de articulação camponesa, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST, e de recuperação das áreas que não cumpriam a função social[2], as ocupações massivas[3].

O surgimento do MST e das ocupações coletivas redundou em aspectos aparentemente conflitantes, mas que se harmonizaram na realidade da luta pela terra no Brasil. De um lado, ultrapassou-se a fase em que as ocupações eram realizadas quase que individualmente. Acompanhados de suas famílias ou, raramente, em pequenos grupos de duas ou três famílias, camponeses adentravam a mata e lançavam suas lavouras em terras públicas, ali permanecendo o tempo que a sorte lhes permitisse, sobrevivendo do que logravam obter das plantações, da coleta e da caça. Até que um dia eram descobertos pelos pistoleiros a mando de alguém que se intitulava possuidor da terra e o encontro terminava quase sempre na expulsão ou em choupanas queimadas e cadáveres insepultos devorados por animais, ossadas incorporadas ao húmus da floresta, vez ou outra descobertos, agora, quando a “civilização” chega àquelas paragens.

Se o pequeno número de ocupantes favorecia seu ocultamento na mata, e se esse ocultamento possibilitava uma sobrevida como resultado do desconhecimento da ocupação pelos grileiros, tinham também em si a raiz de sua derrota pela incapacidade de resistir à força do latifundiário e pela garantia do acobertamento de sua violência. Esse tipo de ocupação, ademais, tinha a característica de mascarar os dados reais da luta pela terra, eis que esses pequenos conflitos resolvidos pela morte no fundo da mata não chegavam ao conhecimento da sociedade, ficando quase sempre limitados aos próprios grileiros e matadores e às autoridades que os acobertavam.

O surgimento do novo movimento camponês deu visibilidade aos conflitos: não se as podia esconder as ocupações massivas, nem era possível agredi-las tão facilmente. Essa maior visibilidade, contrastando com o silêncio tumular – diga-se – anterior, permitiu muitas vezes que se atribuísse à presença do MST numa determinada região o surgimento dos conflitos pela terra, quando, na verdade, ela apenas era responsável pela retirada do véu que os encobria.

Essa nova fase da luta camponesa se iniciou exatamente no período em que a sociedade mais fortemente manifestou seu repúdio à violência e à tortura, e também esse fator algemou as mãos do latifúndio limitando o direto exercício da violência que praticava anteriormente, obrigando-o a lançar mão de seus agentes no aparelho policial, tendo sido esse, principalmente, o motivo que fez com que, na segunda metade da década de 80 a repressão às demandas camponesas fosse feita pelo exército privado do latifúndio, mas já em substituição pelo organismo policial, reservada à polícia local uma primeira ação, em geral sem muita preocupação com a legalidade, com vistas a impor aos camponeses o medo do Estado protetor do latifúndio.

Depois, quando ineficaz esta ação policial atemorizadora, o que ocorria quase sempre nas condições do atuar coletivo dos trabalhadores, foi ganhando corpo a intervenção do Ministério Público e do Poder Judiciário, num primeiro esforço para dar contornos legais à repressão contra os camponeses, adequada aos novos tempos que se apresentavam como "democráticos" e submetidos ao "império da lei".

Ao longo de vinte anos, houve no Brasil, um aprofundamento e alargamento desse processo, com a busca incessante por parte do estatado de mecanismos mais adequados ao exercício da repressão aos movimentos sociais. O qual não cessou, um instante sequer, de buscar articular fórmulas que ultrapassam os marcos da lei e outras que se mantém dentro de suas lindes.

A eficácia apenas parcial das articulações da violência direta do latifúndio com aquelas dos organismos estatais – policial, do Ministério Público e do Poder Judiciário -, fez surgir uma terceira fase, aquela em que estamos no momento, em que se busca, mais que tudo, uma deslegitimação do movimento camponês e o estabelecimento de uma repulsa social contra ele, apresentando-o já não apenas como violento, mas, principalmente, como agente de corrupção.

Não se trata, repita-se, de substituição de uma fórmula por outra, mas do surgimento de novas fórmulas que se vão articulando com as antigas, ganhando procedência sobre estas, sem que nenhuma delas seja, porém, abandonada.

Da repressão que se quis fora dos marcos legais, verifique-se, a título de exemplo, que embora se tivesse buscado o apoio policial para a violência contra o MST, as armas dos pistoleiros não foram abandonadas. Nos Estados de Pernambuco e Pará, principalmente, ainda hoje grande número de trabalhadores sem-terra caem vítimas das balas dos pistoleiros a serviço do latifúndio.

No Estado de Pernambuco:

Em Junho de 1997 pistoleiros atacaram um acampamento de trabalhadores sem terra, no Engenho Camarazal, ferindo cinco trabalhadores e matando Pedro Augusto da Silva e Inácio José da Silva. O Estado Brasileiro foi denunciado perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos por garantir até hoje a impunidade dos criminosos, entre os quais são apontados policiais e pistoleiros;

Em Agosto de 2006, dois dirigentes do MST em Pernambuco, Josias Sales e Samuel Barbosa, foram assassinados por pistoleiros no município de Moreno.

No dia 06 de julho deste ano (2009) os Sem Terra João Pereira da Silva, de 39 anos, José Juarez Cesário da Silva, 21 anos, Natalício Gomes da Silva, 36 anos, José Angelino Morais da Silva, 43 anos e Olímpio Cosmo Gonçalves foram mortos por pistoleiros quando participavam da construção das casas no Assentamento Chico Mendes, Agreste de Pernambuco. Além dos cinco mortos, um outro trabalhador sem terra, Erionaldo José da Silva, ficou ferido.

Em Julho de 2000, José Marlúcio da Silva, 47, foi morto com um tiro no peito disparado por policiais que reprimiram uma manifestação de trabalhadores sem-terra em Recife. Também nesse caso o Estado vem cuidando de garantir a impunidade dos matadores.

No Estado do Pará:

No dia 17 de abril de 1996, um destacamento da Polícia Militar do Estado do Pará, sob o comando do Coronel Mário Colares Pantoja assassinou 19 trabalhadores rurais sem terra que faziam uma marcha pela reforma agrária, no que ficou conhecido como o Massacre de Eldorado de Carajás. O Poder Judiciário do Pará garantiu a impunidade de todos os policiais envolvidos, com exceção do Coronel Pantoja e do Capitão Raimundo José Almendra Lameira que, embora condenados encontram-se ainda hoje em liberdade.

Em março de 1998, os trabalhadores rurais e dirigentes do MST Onalício Araújo Barros e Valentim Serra, conhecidos como “Fusquinha” e “Doutor”, foram assassinados, por pistoleiros que atuavam em parceria com policiais militares. Depois de executarem uma operação de reintegração de posse, junto com policiais militares, alguns deles participantes do Massacre de Eldorado de Carajás, pistoleiros seqüestraram Onalício e Valentim e os assassinaram, lançando os corpos na estrada. Até hoje o inquérito se encontra paralisado, numa forma de exercício da garantia estatal da impunidade aos crimes do latifúndio.

No dia 2 de fevereiro de 2005, pistoleiros e fazendeiros assassinaram Irmã Dorothy Mae Stang em Anapu, no Pará. Três pistoleiros foram condenados pelo crime, sendo que dois deles já se encontram em liberdade. Nenhum dos fazendeiros foi condenado.

Não apenas no Pará e em Pernambuco, porém, segue o exercício direto e através de policiais da violência contra a população camponesa.

No sul do Brasil, no Paraná, são grandes empresas multinacionais como a Syngenta que organizam a morte dos trabalhadores, o que levou a que pistoleiros a serviço da empresa, agindo sob título de “empresa de segurança”, no dia 22 de outubro de 2007, matassem o dirigente sem-terra Valmir Mota de Oliveira, o Keno. Os pistoleiros da Syngenta estão sendo protegidos pelo Estado. Os trabalhadores sem terra que reagiram ao crime estão sendo processados.

Em Minas Gerais, no dia 29 de outubro deste ano (2009), a Freira Dominicana Geralda Magela da Fonseca, conhecida como “Irmã Geraldinha”, foi ameaçada de morte por fazendeiros da região do Vale do Jequitinhonha, pertencentes à família Cunha Peixoto, por apoiar as demandas do MST. As ameaças a Irmã Geraldinha repetem aquelas feitas a Irmã Dorothy Stang antes de seu assassinato e repetem outras que foram feitas contra trabalhadores sem terra posteriormente vitimados no chamado Massacre de Felisburgo.

Em 20 de novembro de 2004, 18 assassinos encapuzados, coordenados pelo latifundiário Adriano Chafik, foram ao acampamento Terra Prometida, em Felisburgo, região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais e atiraram contra homens, mulheres e crianças. Cinco camponeses Sem Terra Iraguiar Ferreira da Silva, Miguel José dos Santos, Francisco Nascimento Rocha, Juvenal Jorge Silva e Joaquim José dos Santos foram mortos. Mais 13 pessoas, incluindo crianças, foram baleadas e cem famílias foram desalojadas.

No Rio Grande do Sul, no dia 21 de agosto, a Brigada Militar (polícia militar estadual) matou o trabalhador sem terra Elton Brum da Silva durante a desocupação de uma área no município de São Gabriel. Embora houvesse informações que o disparo fora realizado pelo comandante do 2º RPMon de Livramento, Ten. Coronel Flávio da Silva Lopes, a Brigada Militar foi eficaz em não deixar provas.

Da repressão que o suporte do latifúndio disse se realizar dentro dos limites legais, quer a repressão policial, quer aquela de que se incumbiram os agentes do Ministério Público e do Poder Judiciário das comarcas do interior, fregueses de cama e mesa do latifúndio, foram se frustrando ante uma advocacia popular que se foi organizando e estreitando laços com as organizações camponesas, e encontrou formas técnicas de exercer seu papel, derrotando passo a passo as fórmulas jurídicas que foram buscadas para impedir o reconhecimento da legalidade da demanda pela reforma agrária.

O processo de criminalização dos movimentos sociais, nome que, entre nós damos às ações de agentes estatais, como de políticos e da mídia, visando a reprimir os movimentos sociais e seus militantes como criminosos ou criar condições para que tal repressão se exerça, não cessou, porém, e nem tem como cessar porque o que buscamos, de nosso lado, é o cumprimento das normas constitucionais que determinam a realização da reforma agrária, enquanto buscam os latifundiários e seus apoiadores impedir a realização do mandamento constitucional.

Por esse motivo, mais recentemente, e principalmente a partir do atual governo, as forças do latifúndio tem dirigido seus esforços para, sem deixar de matar, prender e torturar trabalhadores sem terra, produzir uma estigmatização do MST, que resulte num abandono por seus apoiadores e, simultaneamente, a destruição de sua articulação.

O meio utilizado para isso tem sido a articulação dos diversos elementos, promotores de justiça e magistrados vinculados ao latifúndio, parlamentares e agentes contratados da mídia. Em dezembro de 2003, primeiro ano do governo do Presidente Lula, e com vistas também a atacar a atuação do governo e evitar o cumprimento de seus compromissos de candidato com a reforma agrária, a bancada ruralista no Senado e Câmara dos Deputados instalaram uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito declaradamente destinada a investigar as atividades do MST e de organizações e pessoas que o apóiam.

Dois anos depois, em dezembro de 2005, o relatório final da Comissão foi rejeitado por uma maioria de descontentes com o diagnóstico aprofundado da situação agrária de nosso país e as diversas sugestões apresentadas para que a Constituição brasileira fosse cumprida. Os dissidentes apresentaram um relatório que, mais do que o próprio MST, buscou criminalizar organizações da sociedade civil que apóiam a reforma agrária, chegando ao cúmulo de pretender que as ocupações de terra fossem tipificadas como crime de terrorismo, com o que terrorismo no Brasil seria identificado como ocupação de terras, já que não existe, entre nós, esse tipo penal.

Já em 2006, a bancada ruralista no Senado, propõe a instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito, que foi instalada em março de 2007 e ficou conhecida como CPI das ONGs, com o objetivo declarado de pressionar as entidades que apóiam o MST.

Embora essa Comissão ainda esteja em funcionamento, uma vez mais a bancada de defesa do latifúndio volta à carga neste mês de outubro, propondo e logrando a instalação de uma terceira Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, para pressionar o MST, as atividades de apoio a ele e o próprio governo do Presidente Lula, acusando o MST de apropriar-se de recursos públicos, através de entidades que estabelecem convênios com o governo.

É que em agosto deste ano o Presidente Lula assumiu o compromisso de assinar o decreto de atualização dos índices de produtividade. Estes índices são importantes para o cumprimento do dispositivo constitucional que fala da reforma agrária, porque é com base neles que se avalia se uma determinada propriedade cumpre o requisito do “aproveitamento racional e adequado” sem o que não será atendida a exigência de observância da função social da propriedade.

Os atuais índices foram fixados em 1980 e tiveram como base o censo agropecuário de 1975. O estabelecimento de novos índices deverá levar em conta a média de produtividade das microrregiões entre 1996 e 2007. Como os latifundiários preferem deixar a terra improdutiva, para tê-la apenas como reserva de valor ou de poder, muito mal cumprem os índices estabelecidos em 1980, o que torna o latifúndio, do ponto de vista constitucional, alvo de desapropriação por interesse social para fins de reforma agrária.

Pretende a bancada do latifúndio, assim alcançar o triplo objetivo de colar no MST a imagem de movimento de corruptos; estabelecer uma fissura no apoio que a sociedade brasileira e muitos parceiros nacionais e internacionais brindam às aspirações camponesa, e, finalmente, fazer o governo recuar em seu intento de promover a atualização dos índices de produtividade das propriedades rurais.

Essas medidas dos defensores políticos do latifúndio contam sempre com a mais forte divulgação da mídia, eis que, no Brasil, a maioria dos donos de jornais são também proprietários rurais ou partilham interesses com eles.

Com essas atitudes não apenas se visa lograr o enfraquecimento da demanda pela terra, como a destruição da própria articulação dos camponeses sem terra brasileiros.

Que este é o objetivo da repressão ao MST vê-se da atuação coordenada desses mesmos agentes políticos e da mídia.

No Estado do Rio Grande do Sul, ali mesmo onde a Brigada Militar evoluiu do cerco, prisão e espancamento para o assassinato de trabalhadores sem terra, o Poder Judiciário viola seguidamente o direito de manifestação, ordenando à força policial que impeça marchas de trabalhadores.

Num episódio ocorrido no ano passado, o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul deixou vazar ata de reunião do Conselho Superior em que diversos promotores se articulam para usar o poder estatal contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, acoimando este de violar a segurança nacional.

Em seguida a isso, o Ministério Público Federal propôs ação penal contra oito trabalhadores sem terra, acusando-os de crime contra a segurança nacional, processo que ainda está em curso, no mais claro caso de criminalização de um movimento social:

“O MST é réu num processo político. (...) A denúncia oferecida contra os oito militantes do MST na Justiça Federal na comarca de Carazinho é base de uma ação política, porque os réus são, ali, acusados de violação aos artigos 16; 17, caput; 20, caput e 23, I, da Lei de Segurança Nacional”

... “De quatro dispositivos penais utilizados, o primeiro criminaliza a pertinência a uma organização política; o segundo criminaliza a ação dessa organização política; o quarto criminaliza a divulgação de seu ideário, e o terceiro é aquele cujo objetivo é apenas o de intitular de terrorista a associação política que se quer destruir.

No plano jurídico a eleição da Lei de Segurança Nacional tem o condão de proibir o exercício da ampla defesa, uma vez que obriga cada um dos réus a justificar todas as ações de qualquer integrante da organização a que pertença, podendo - em tese - virem a ser condenados no Rio Grande do Sul por algum ato que tenha sido praticado por outro integrante da mesma associação - mesmo sem seu conhecimento - num remoto vilarejo do Amazonas.

Mas, e é o que nos parece mais importante destacar, sendo os réus acusados de pertinência a uma organização de que se diz ser criminosa, é a própria organização que está, na verdade, sendo acusada - criminalizada - sem que lhe seja dada a possibilidade de defender-se. Quanto aos réus, são eles na verdade meros peões eleitos aleatoriamente, eis que qualquer um dos milhares de integrantes do MST poderia ser igualmente adequado para figurar na denúncia, já que ainda que pessoalmente nada se possa provar contra eles, o simples fato de admitirem ou ser provada sua filiação já justificaria a ojeriza do MPF no Rio Grande do Sul.

Tanto assim é que, admita-se a hipótese, ainda que todos à exceção de um negassem sua adesão ao MST e esta não ficasse provada, o fato de um único a admitir e por isso ser condenado, já implicaria a existência de uma decisão judicial estabelecendo que teria ele participado de ‘associação, partido, comitê, entidade de classe ou grupamento que tenha por objetivo a mudança do regime vigente ou do Estado de Direito, por meios violentos ou com o emprego de grave ameaça’. O que implicaria dizer que o MST seria uma tal ‘associação, partido, comitê, entidade de classe ou grupamento que tenha por objetivo a mudança do regime vigente ou do Estado de Direito, por meios violentos ou com o emprego de grave ameaça’.

Resulta, assim, evidente que ademais de se estar criminalizando o MST como entidade, como movimento social, está-se procedendo judicialmente de modo a impedir que esse movimento se defenda nos autos do processo, permitindo-se o MPF e a Justiça Federal eleger os oito cordeiros para o sacrifício da democracia.”[4]

Essa mesma articulação que integra alguns promotores de justiça com procuradores da república, trouxe à casa a imprensa latifundista gaúcha e setores da magistratura, de modo que o Ministério Público ajuizou ações civis pleiteando o despejo de acampamentos de trabalhadores, a imprensa fez a defesa da medida e o judiciário a deferiu, liminarmente, o que constitui um absoluto contra-senso, já que se os trabalhadores ganharem a ação, ao final, já não haverá possibilidade de retomar os acampamentos. O que denuncia, por si só, a intenção malvada por detrás da medida.

Essa mesma articulação integrou também o governo do Estado do Rio Grande do Sul, pleiteando e obtendo o Ministério Público o fechamento das escolas que atendiam as crianças acampadas e assentadas. Depois do fechamento, que implicou deixar milhares de crianças sem acesso à educação, o mesmo promotor responsável pela violação dos direitos humanos daqueles infantes ameçou processar os pais que não matriculassem e conduzissem as crianças às escolas distantes às vezes dezenas de quilômetros do local onde se encontram acampados ou assentados.

RESUMO

Não arrefece, antes se sofistica, a repressão contra as demandas camponesas.

Na atualidade, os inimigos da reforma agrária que a Constituição Federal ordena seja feita articulam diversos tipos de ações repressivas.

Exercitam a violência valendo-se do braço armado do latifúndio no Pará e em Pernambuco, principalmente, mas também em Minas Gerais, com o rosto do pistoleiro.

Permitem-se matar com o uniforme das empresas de seguranças constituídas pelas multinacionais voltadas à produção de organismos geneticamente modificados, no Paraná.

Juntam no mesmo ambiente os assassinos e torturadores com a farda da Brigada Militar gaúcha, com os sofisticados meneios do Ministério Público estadual e federal, a condescendência cúmplice do Poder Judiciário e o assente cúmplice do Governo do Estado no Rio Grande do Sul.

Voltam-se a estigmatizar como corruptos o MST e seus parceiros, visando ao rompimento desse suporte, pela palavra dos mais descredenciados porta-vozes do latifúndio mais arcaico, através de sua articulação no Parlamento e nos tribunais de contas.

Cada um desses elementos, cada um dos pedacinhos com que se organiza esse grande quebra-cabeças que é a repressão aos movimentos sociais, em particular ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Brasil voltado para a manutenção do desrespeito à Constituição Federal, ao Pacto Internacional dos Direitos Econômicos Sociais e Culturais e à manutenção da injustiçã nas relações agrárias.

[1] A Constituição da República Federativa do Brasil trata, no Capítulo III, da política agrícola e fundiária e da reforma agrária. Ali se determina, no art. 184, que “Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será definida em lei.”

[2] O Art. 186 da Constituição Federal afirma que “A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos: I - aproveitamento racional e adequado; II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente; III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho; IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.

[3] O surgimento do MST recupera a experiência das Ligas Camponesas, anteriores à ditadura militar, de realizar ocupações massivas de terras violadoras da função social da propriedade.

[4] FON FILHO, Aton; FIGUEREDO, Suzana Angélica Paim. Estratégias de Criminalização Social, in Direitos Humanos no Brasil 2008. São Paulo: Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, 2008.
Enviada por MST, às 18:09 04/11/2009, de São Paulo, SP


Trabalhadores brasileiros participam de intercâmbio na Holanda
Trabalhadores e sindicalistas brasileiros, representantes do Sindicacau, estiveram no período de 25 a 31 de outubro de 2009 em Amsterdam e Zaandam, Holanda, onde participaram de um intercâmbio de informações e troca de experiências com seus companheiros holandeses

Luiz Fernandes Ferreira Andrade (Delfi Cacau Brasil), de Itabuna, Ailton Santana Lima (ADM-Cocoa), Joilson Veloso (Barry Callebaut) e Wilson Carlos Teles Drisostes (Cargill Cacau), de Ilhéus, visitaram fábricas, museus e as sedes de TIE-Holanda e do sindicato FNV-Bondgenoten.

A delegação do Sindicacau visitou o museu dos Trabalhadores na ADM (organizado e mantido pelos próprios Trabalhadores), conheceu o processo de construção e funcionamento interno dos famosos Moinhos de Ventos holandeses, visitou uma fábrica de queijos onde pode conversar e almoçar com Trabalhadores estrangeiros ali empregados, visitou o museu do Chocolate em Zaandam (onde há uma reprodução da antiga linha de produção de uma tradicional empresa holandesa no setor de chocolate) e pode ver como vivem os holandeses visitando casas de Trabalhadores no setor e debatendo com suas famílias as condições de moradia, educação, saúde, racismo e discriminação entre outros temas que preocupam os holandeses neste momento.

Nos dias 29 e 30 de outubro foi realizado um seminário que contou com a participação de mais de 20 ativistas sindicais holandeses do setor do cacau, Trabalhadores na ADM-Cocoa, Cargill, Dutch Cocoa e Baronie, além da direção do FNV-Bondgenoten responsável pelo setor do cacau, ativistas do FNV-Bondgenoten em distintos ramos industriais e membros da equipe de TIE-Holanda.

Durante o seminário foram formados 3 grupos de Trabalho: um reunindo trabalhadores holandeses e brasileiros na Cargill, outro na ADM-Cocoa e um terceiro reunindo Trabalhadores na Dutch Cocoa, Barry Callebaut e Petra Foods (Delfi).

Entre os temas debatidos durante toda a atividade de intercâmbio os mais importantes foram: a situação e condições de vida dos Trabalhadores no Brasil e na Holanda, negociações salariais, ação sindical, terceirização, crise global, a Cadeia Produtiva do Cacau e do Chocolate, a análise dos resultados dos MCCP - Mapeamentos Comparativos dos Processos Produtivos (realizados nos dois países nas principais empresas moageiras do setor) e a filosofia de trabalho e ação sindical que orienta as atividades no Brasil e na Holanda.

Informou-se ainda que a ADM-Cocoa, Cargill e Barry já instalaram ou estão em fase de instalação de suas moageiras em Gana.

Este encontro deu continuidade à série de atividades promovidas pelo projeto Latino Americano e TIE-Brasil, das quais representantes do Sindicacau participaram ativamente nos últimos 7 anos. E também é a continuidade lógica do Encontro Internacional realizado em outubro de 2008 em Ilhéus que contou com a participação de trabalhadores holandeses e membros do Conselho Consultivo e da equipe do TIE-Brasil.

Trabalhadores e sindicalistas brasileiros e holandeses se comprometeram a dar continuidade ao evento através de um série de ações que vão desde a troca periódica de informações através de e-mails, passando pela publicação de boletins próprios, continuidade dos mapeamentos comparativos dos processos produtivos, realização de mais dois encontros internacionais anuais e o aprofundamento das relações internacionais entre os sindicatos do Brasil e Holanda com posterior inclusão de Trabalhadores e Sindicalistas da África visando criar uma grande coalizão dos Trabalhadores no setor em todo o mundo.

As atividades em Amsterdam e Zaandam foram organizadas por TIE-Brasil, TIE-Holanda, Sindicacau e FNV-Bondgenoten e contaram com apoio financeiro da Coordenação do setor cacaueiro do sindicato holandês FNV-Bondgenoten e da Fundação FNV-Mondial.
Enviada por Sindicacau, às 11:05 04/11/2009, de Ilhéus, BA


Políticas sociais ajudam na inclusão econômica
Contra o discursinho vazio, nada melhor que fatos

Por Patrus Ananias e Maria Fernanda Ramos Coelho

Programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Caixa Econômica Federal dará ao beneficiário do Bolsa Família acesso a serviços bancários

Estamos vivendo uma mudança de paradigma na condução das políticas públicas, promovida por uma concepção de desenvolvimento mais distributiva e sustentável. Uma concepção de desenvolvimento que reafirma compromissos com as gerações futuras, e não só com a acumulação de riquezas a curto prazo. Nesse contexto, as políticas sociais ganham papel relevante, rompendo com a falsa dicotomia entre o social e o econômico. Além da dimensão ética de proteção da vida, as políticas sociais estão mostrando grande possibilidade de dinamização das economias locais, com significativo impacto no fortalecimento do mercado interno, o que foi um trunfo valioso para o Brasil no momento de enfrentamento da última crise econômica mundial.

Um dos aspectos que está se evidenciando é a elevada capacidade que as políticas sociais têm de estimular e desenvolver as potencialidades das pessoas, famílias e comunidades atendidas. Segundo um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006, o índice de ocupação entre beneficiários do Bolsa Família é de 77% contra 74% dos não beneficiários.

As políticas sociais, em especial as de transferência condicionada de renda, como o Bolsa Família, ao contrário do que anunciaram as críticas mais apressadas, são potentes instrumentos para combater o ciclo da reprodução da pobreza. Anteriormente ao benefício, a situação de pobreza e, em alguns casos, de indigência, alimentava um ciclo de inércia, pois, sem perspectiva, muitas pessoas permaneciam à margem do processo produtivo, sem saber como se integrar à economia.

Isso mostra como são importantes as medidas de aperfeiçoamento dos programas e políticas sociais e também as ações complementares que potencializam ainda mais seus efeitos. Para que possam desempenhar plenamente seu papel em um plano de desenvolvimento integral e integrado, é necessário que elas funcionem como eixos que articulam várias áreas de atuação do Estado.

Esse princípio está orientando a iniciativa do governo federal de incentivar a inclusão bancária dos beneficiários do Bolsa Família, o que está sendo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Caixa Econômica Federal. A previsão é que até 2010 sejam abertas 4 milhões de contas simplificadas para as famílias beneficiárias do Bolsa Família. Mais do que uma facilidade para o recebimento do benefício, esse é um direito que agora está sendo estendido a quem nunca tinha tido essa oportunidade anteriormente.

O projeto-piloto de nossa estratégia foi realizado em Belo Horizonte, quando creditamos, ainda em março do ano passado, o dinheiro do benefício na conta de 4.200 beneficiários. Neste ano, a estratégia foi expandida para todo o Brasil, com o início de uma campanha de incentivo à abertura voluntária de conta, especialmente em correspondentes bancários e lotéricos.

O primeiro objetivo dessa estratégia é viabilizar a ampliação do acesso a serviços e produtos financeiros. Com isso, queremos incentivar a oferta de produtos financeiros adequados ao público do Bolsa Família, de forma a atender suas reais necessidades. Também queremos estimular essas pessoas a buscarem mais informações sobre finanças e colaborar para que elas tenham mais condições de encontrar alternativas para garantir a sustentabilidade econômica de suas famílias.

O banco pode ser um importante aliado no processo de construção da emancipação social de pessoas, famílias e comunidades que estiveram excluídas por longos períodos do processo de crescimento econômico. Ter uma conta bancária pode ser um reforço à auto-estima. O acesso ao crédito pode ser um instrumento importante para estimular experiências de economia solidária, pequenos empreendimentos, cooperativas, dentre outras iniciativas que dão mais autonomia aos beneficiários do Bolsa Família - complementando as oportunidades geradas por iniciativas de qualificação profissional, como o Próximo Passo, que vem qualificando beneficiários do Bolsa Família para os setores da construção civil e do turismo.

A exclusão do sistema financeiro pode trazer vários prejuízos às pessoas de baixa renda, inibindo, inclusive, suas possibilidades de emancipação. O crédito por meio de canais informais como agiotas e congêneres, deixando o tomador de empréstimo refém de um sistema perverso e sem regulação, é apenas um dos problemas que queremos evitar oferecendo a opção dentro do sistema financeiro e nos moldes que caibam no bolso de cada um.

Completando um círculo virtuoso de desenvolvimento, essas iniciativas geram benefícios para toda a sociedade, porque têm reflexos na organização do mercado interno, incentivando empresas a se voltarem para as demandas dos mais pobres, ao mesmo tempo em que promovem a coesão social e um ambiente dinâmico e tranquilo para justiça social. Nosso propósito é estabelecer as bases de um Estado mais justo e solidário, rumo a uma sociedade onde todos tenham os mesmos direitos e oportunidades.

Patrus Ananias é ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Maria Fernanda Ramos Coelho é presidenta da Caixa Econômica Federal
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:13 04/11/2009, de Curitiba, PR


FHC e a miséria do discurso
a criatividade da Globo está em baixa
Do Blog Luis Nassif Online

Quando os novos governadores tucanos foram eleitos, alertei: tomem o PSDB de FHC; exercitem a retórica da negociação, da civilidade. FHC só terá a oferecer a retórica vazia da guerra. Eis aí um caso clássico da miséria do discurso.

Ao lado, a ilustração que O Globo providenciou para o artigo de FHC, mostrando esse momento triste na carreira de um grande intelectual: liderando neocons de baixíssimo nível, levantando fantasmas anticomunistas e tendo como aliados a grosseria e a falta de sofisticação de O Globo.

Do Estadão

Para onde vamos?

Fernando Henrique Cardoso

A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio “talvez” porque alguns estão de tal modo inebriados com “o maior espetáculo da Terra”, de riqueza fácil que beneficia poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?

Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advém do nosso príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm que ver com nossos ideais democráticos.

É possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois, se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista”, deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública. Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares, se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem nenhum pudor, passear pelo Brasil à custa do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso…) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?

Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do “autoritarismo popular” vai minando o espírito da democracia constitucional. Esta supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os “projetos de impacto” (alguns dos quais viraram “esqueletos”, quer dizer, obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: “Brasil, ame-o ou deixe-o.” Em pauta temos a Transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no Orçamento e mínguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo Tribunal de Contas da União. Não importa, no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “Minha Casa, Minha Vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.

Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo “Brasil potência”. Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU – contra a letra expressa da Constituição – vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que se tenha esquecido de acrescentar: “L”État c”est moi.” Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender o “nosso pré-sal”. Está bem, tudo muito lógico.

Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados. Foi no “dedaço” que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.

Ora, dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil os fundos de pensão não são apenas acionistas – com a liberdade de vender e comprar em bolsas -, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou “privatizadas”. Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo, antes que seja tarde.

Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República

Nota desta Redação É parece que o princípe dos sociólogos se esqueceu que foi presidente da República e que poderia ter feito muita coisa boa para o país. Mas na verdade se preocupou em "fazer os italianos" na telefonia, privatizar o estado, tirar dinheiro dos serviços públicos, portanto dos pobres, e falir o país três vezes.

Parece também esquecer que os povos menosprezam a democracia quando há crises profundas. Hitler, Mussolini e outros ditadores da Europa (que tanto encanta a FHC) chegaram ao poder democraticamente prometendo porrada.

Já os brasileiros apostam mais do que nunca na Democracia e no controle social sobre o Estado e os políticos nacionais, exatamente porque Lula ganhou a presidência prometendo o mínimo dos mínimos aos pobres e está cumprindo. Com isso tira o povão da miséria, dribla a maior crise mundial dos últimos 50 anos e mostra que é possível ser um presidente sério e comprometido com o país. Isso irrita tanto ao intelectualóide entreguista e seus coleguinhas de Higienópolis, Pinheiros, Jardins e afins, que não conseguem conceber um Brasil onde todos tenham Direitos.

O farol de alexandria, mais apagado do que nunca, tenta chamar a atenção. Portanto, sigamos o que ele mesmo aconselhou e esqueçamos tudo o que ele escreve, fala e pensa, se é que isso faz.

Aliás, nem para escrever panfleto eleitoral ele serve. A prova está acima. Por isso quanto mais o fizer melhor. Mais claro vai deixando a verdadeira postura da elite brasileira.
Enviada por Almir Américo, às 08:39 04/11/2009, de São Paulo, SP


Fórum Social Mundial fará balanço da última década
A capital gaúcha e sete cidades da Região Metropolitana receberão, entre 25 e 29 de janeiro de 2010, o Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre

Além de celebrar os 10 anos de atividades do FSM, o encontro fará um balanço deste período de lutas em defesa de um modelo de globalização alternativo ao construído nas últimas décadas. O Fórum Grande Porto Alegre será o primeiro de vários eventos programados em vários países ao longo de 2010, quando o FSM terá, mais uma vez um formato descentralizado. Entre as atividades já definidas para o encontro no Rio Grande do Sul, está o Seminário FSM 10 Anos, promovido pelo Grupo de Apoio ao Fórum Social Mundial. A idéia é debater não só a experiência passada do Fórum, mas principalmente seu futuro.

O evento está sendo organizado por entidades gaúchas com o apoio dos governos dos sete municípios onde ocorrerão as atividades (Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom e Sapiranga). Além do seminário de avaliação do FSM, que ocorrerá em Porto Alegre, também estão confirmados o Acampamento Intercontinental da Juventude, entre 18 e 28 de janeiro, em Novo Hamburgo, o I Fórum Mundial de Economia Solidária e a I Feira Mundial de Economia Solidária, de 22 a 24 de janeiro, em Santa Maria. Ainda em Porto Alegre, de 25 a 29 de janeiro de 2010, será realizada uma grande oficina sobre o mundo do trabalho. Esse encontro debaterá o impacto da crise econômica internacional sobre o trabalho e a qualidade dos empregos e dos ambientes de trabalho hoje em dia.

Logo após o encontro no RS, ocorrerá em Salvador, entre 29 e 31 de janeiro, o Fórum Social da Bahia. O tema central do evento, construído em conjunto com o FSM 10 Anos, será “Da Bahia a Dakar: enfrentar a crise com integração, desenvolvimento e soberania”. “Esta passagem do FSM por Salvador será uma contribuição muito preciosa para o Fórum de Dakar, no Senegal, em 2011, pois esta foi a principal porta de entrada de africanos, vítimas da escravidão. A idéia é estabelecer um diálogo entre cidades com culturas semelhantes”, explica José Luiz Del Roio, representante do Fórum Mundial de Alternativas à Crise. Representantes de governos e movimentos sociais da América Latina e da África participarão, em Salvador, do Fórum de Diálogos e Controvérsias, que discutirá novas políticas econômicas, sociais e ambientais.
Enviada por Almir Américo, às 08:16 04/11/2009, de São Paulo, SP


GM decide ficar com Opel/Vauxhall
Segundo as agências de notícias internacionais a General Motors decidiu nesta terça-feira (3) manter o controle de suas subsidárias européias, a alemã Opel e a britânica Vauxhall, encerrando uma negociação que já durava meses com o consórcio formado pela autopeças canadense Magna e pelo banco estatal russo Sberbank.

O presidente da companhia, Fritz Henderson, afirmou que a GM apresentará em breve um plano de reestruturação da Opel para o governo alemão.

E como é que fica agora a situação do sindicato alemão IG Metall que havia feito concessões aos novos donos da Opel/Vauxhall em nome de uma suposta manutenção de empregos, mas que na verdade seria um brutal corte de pessoal durante o processo de reestruturação.

Como fica a situação dos Trabalhadores?

A que deus acenderão sua velas? Aos velhacos americanos ou àqueles do Canadá e da Rússia?

Será que o sindicato vai assumir mais uma vez a culpa pela crise e jogá-la nas costas dos Trabalhadores???
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:29 03/11/2009, de Curitiba, PR


Marcha "religiosa" coloca multidão nas ruas da conservadora São Paulo
Marchas pseudo-religiosas em nosso país não são novidade. Várias delas precederam ditaduras ferozes que aniquilaram a Liberdade e a vida de milhares de brasileiros

Nesta segunda-feira, dia dos mortos, foi a vez da Igreja Renascer em Cristo, do "apóstolo" Estevam Hernandes e sua mulher, a "bispa" Sônia Hernandes, organizar sua "marcha para jesus" e levar milhões de paulistanos às ruas.

Não é de se estranhar a façanha, pois há décadas São Paulo insiste em acreditar em pessoas que lhe engana e trai, além de votar insistentemente em políticos de direita, seja para prefeito, governador ou presidente. Isso sem falar nos deputados e senadores esquisitos que sempre elege.

Vale lembrar que o casal Hernandez foi preso nos Estados Unidos em 09 de janeiro de 2007, no aeroporto de Miami. O casal entrou nos EUA alegando que não portava mais de US$ 10 mil em moeda americana. Mas, na bagagem da família, durante uma revista, foram encontrados US$ 56.467 dólares. Parte do dinheiro estava escondida na capa de uma bíblia e num porta-CDs.

O juiz estadunidense Federico Moreno, em 17 de agosto daquele ano, condenou o casal Hernandes a 140 dias de reclusão, mais cinco meses de prisão domiciliar, mais dois anos de liberdade condicional, e ao pagamento de uma multa de 30 mil dólares, cada.

Os condenados amargaram o xilindró como bandidos comuns lá na gringolândia, mas aqui no Brasil, o casal que é acusado de lavagem de dinheiro por meio de organização criminosa, segue livre, leve e solto promovendo marchas em Sampa e sendo tratados como celebridades pelo PIG - Partido da Imprensa Golpista.

O processo no Brasil não tem ligação com a prisão nos Estados Unidos, mas o casal Hernandez é acusado pelo Ministério Público de São Paulo, de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e estelionato. O MP investiga também a formação de uma organização criminosa com o dinheiro doado pelos fiéis. Mais três sócios do casal respondem a processo.

Arrastão

Enquanto pobres e miseráveis são presos por roubar um franguinho no supermercado, pessoas acusadas no Brasil e nos EUA por sonegação, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato, seguem arrastando milhares de crédulos e conservadores paulistanos.

Não há dúvida que o arrastão promovido pela "Renascer" neste dia dos mortos é uma quebra-de-braço com o sistema judiciário brasileiro que segue na análise do processo contra o casal Hernandez.

Usam o povão para criar a idéia de popularidade e forçar o sistema judiciário a recuar no processo. Certamente esperam que políticos importantes intervenham em favor deles, pois como é de conhecimento público os políticos se borram só em pensar na possibilidade de um grande conflito em ano de eleição.

E parece que paulistano adora mesmo ser enganado por toda sorte de estelionatários, sejam eles, políticos, sociais, econômicos ou religiosos.

Pobre São Paulo, Pobre Paulista, já dizia o punk-rock que um dia ouvi...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:56 02/11/2009, de Curitiba, PR


Capitalismo real: ricaços alemães querem mais impostos
Dica do leitor Marcelo do blog Anais Políticos

Por essa (veja na BBC) nossa imprensa partidarizada e nossa classe-média alienada, não esperavam. Bomba no mundo econômico, subvertendo tudo o que a maioria dos afetados do planeta (especialmente os "sem-noção" do Higienópolis paulistano) sempre ouviu falar sobre economia, capitalismo, trabalhismo e impostos.

Um grupo de ricaços alemães fez um pedido formal à Chanceler Angela Merkell pedindo que o governo AUMENTE OS IMPOSTOS dos que têm mais dinheiro. Eles entendem que se o governo arrecadar mais, poderá investir em programas sociais. E assim, pessoas que estão excluídas do consumo, poderão voltar a gastar dinheiro, fazendo novamente a roda da economia girar.

Não são bons samaritanos querendo dar esmolas como medo de irem para o inferno quando morrerem. São apenas pessoas, capitalistas, que entendem como funciona o jogo. Gente fora do consumo, prejuízo para todos.

E agora, Miriam, e agora, Kamel, o que dizer?

Afinal, não é um grupo de sem-terra fazendo gritaria na porta do Ministério da Fazenda. São ricos querendo pagar mais impostos pra que não afundem todos no mesmo rio.

Daí complica, né? Como justificar a ladainha que nossa mídia faz todo dia no Bom Dia Brasil e nos jornalões? Como falar mal da tal "esmola" que Lula dá aos pobres?

O que precisa ser entendido sobre nossa imprensa burra e um par de gente preconceituosa do nosso país é o seguinte. Sob a capa das críticas aos programas de distribuição de renda (sempre muito bem fundamentadas, claro. No Mein Kampf) se escondem pessoas classistas, que odeiam a hipótese de repartir, o mínimo que seja, com os miseráveis da periferia. Os restaurantes precisam continuar sendo só deles, as lojas de carro devem vender só pra eles. Por isso desfiam seu veneno todo santo dia na televisão e nos jornais.

Não querem que a economia cresça. A menos que seja a economia deles.

E falam, a mesma ladainha, que o Brasil precisa investir em educação. Curioso que quando o Governo central destinou metade das vagas das universidades federais para alunos oriundos das escolhas públicas, fizeram a maior gritaria.

Claro, quando pedem educação, devem estar falando da educação dos próprios filhos. E de preferência nas boas universidades americanas ou europeias. Certamente não se incomodariam se o governo Federal lhes concedesse esse mimo. Com o dinheiro público, naturalmente.

Educação para pobre?

Sim, sim. Desde que seja para ensinar o empregado a se manter calado ao ouvir desaforos e nunca procurar a Justiça Trabalhista quando descobrir que nenhum tostão do FGTS foi recolhido.
Enviada por Luiz Rodrigues, às 15:51 02/11/2009, de São paulo, SP


Trabalhadores conquistam acordo histórico na Ford Camaçari
Os trabalhadores do Complexo Ford conquistaram o maior valor a título de bonificação de todo o setor automotivo nacional: R$ 2.600,00 (dois mil e seiscentos reais), a serem pagos no dia 17 de dezembro, através do acordo de PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Serão beneficiados os empregados mensalistas administrativos e operacionais.

O bônus foi fechado na segunda reunião mediada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, nesta quarta-feira (28), e reflete o esforço e dedicação do Sindicato que levantou e garantiu esse importante debate, abraçado intensamente pelos trabalhadores.

O resultado é extremamente positivo, pois traduz a capacidade de pressão dos trabalhadores, forçando o Complexo Ford a gradativamente melhorar as propostas, até atender o valor pleiteado pelo Sindicato. É importante lembrar que essa é uma conquista ampla. Das 27 empresas do condomínio industrial, apenas 5 tinham estabelecido alguma prática de bônus. No entanto, a luta do Sindicato assegurou que a conquista é para todos os trabalhadores das empresas sistemistas do Complexo Ford.

Portanto, trata-se de uma vitória que faz jus ao retorno dos níveis normais de produção, anterior à crise financeira, e ao papel fundamental do trabalhador enquanto principal responsável pelos resultados operacionais.

"Essa bonificação é o reconhecimento de que as empresas, por conta da recuperação da economia, restabeleceram a alta produtividade e, por isso, precisam recompensar o trabalhador", diz Aurino Pedreira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari.

No acordo também consta que as horas paradas não serão descontadas, mas haverá extensão da jornada 4,1 horas por turno. Esse total será diluído nos finais de semana (nos dias de trabalho programados já existentes no calendário), com prazo máximo de cumprimento até o dia 15 de dezembro.
Enviada por Julio Bonfim, às 12:03 02/11/2009, de Camaçari, BA


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