TIE-Brasil
19/11/2017
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Notícias(Dezembro/2008)

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Lojistas choram de barriga cheia!!!
Lojistas de Shopping Centers choram de barriga cheia e imprensa aposta no pânico

Falar em crise em época de festas é sacal, baixo astral, mas a imprensinha nacional continua repetindo a desgraceira internacional. Torcem para que o Brasil vá para o buraco. Quanta má fé!!!

Mas independentemente da vontade dos coronéis da desgraça e do colonialismo, as vendas dos 644 shoppings brasileirosdurante o período de Natal (mês de dezembro) subiram em termos reais 3,5% em relação ao mesmo período de 2007. Em termos nominais, a alta foi de 9,5%, ante expectativa de 8% a 10% da entidade. Estes são dados divulgados pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) hoje e não contabilizam as vendas que ainda ocorrerão nesta semana até o Ano Novo.

Muita gente deixou para comprar presentes e otras cositas más depois do Natal quando os preços caem brutalmente. Também não estão contabilizados nos valores acima os resultados das vendas do comércio tradicional de rua que atende a maioria da população do país.

No acumulado de 2008, as vendas dos shoppings somaram R$ 70,7 bilhões, elevação real de 6,8% (decontada a inflação)em relação a 2007. Para 2009, mesma prevendo uma desaceleração econômica, é aguardada uma expansão da ordem de 5%.

Se fosse no governo do sociólogo neoliberal, no qual Glauber Rocha não confiava nem o recebia no exílio, a imprensa estaria gritando e comemorando o sucesso das vendas de Natal...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:54 26/12/2008, de Curitiba, PR


Boas Festas!!! Nos vemos em 2009
A tod@s @s noss@s companheir@s de lutas desejamos Boas Festas e um grande 2009 cheio de conquistas!!!

Deixamos aqui o convite para que tod@s participem do FSM-2009 e prestigiem a atividade que TIE-Brasil e seus parceiros promoverão. Será no dia 30 de janeiro, em Belém do Pará, sob o título:

Experiências concretas de lutas dos Trabalhadores contra a Precarização da vida e do Trabalho

Participe e venha contar a sua história de como os Trabalhadores estão lutando concretamente contra a precarização da Vida e do Trabalho.

Nos vemos em 2009!

Quem luta Vence!!!
Enviada por TIE-Brasil, às 14:10 23/12/2008, de Curitiba, PR


A crise internacional como desculpa para a Reforma Trabalhista no Brasil
Assistimos a uma deslavada tentativa da direita e do tucanato de impor aos Trabalhadores a Reforma Trabalhista que eles tentam fazer desde a época de FHC

A direitona brasileira, através do empresariado, da imprensa e dos governos estaduais tucanos vai deixando claro que, para eles, a crise financeira internacional é uma grande desculpa para forçar o país e seus Trabalhadores a aceitar a Reforma Trabalhista que eles tentam nos impor desde a inglória época dos governos de FHC.

Em outras palavras, eles buscam criar o clima de terror, demitem aqui e acolá para dizer que o país está em crise, quando não é bem assim. Então, eles ficam martelando o tempo todo notícias sobre a crise financeira internacional e dizendo que é preciso flexibilizar a legislação trabalhista para enfrentar a crise. Tentam assim fazer com que nos acostumemos com a idéia.

A crise financeira é grave, ninguém é tolo o suficiente para dizer que não! Mas, porém, contudo, todavia, não dá para esconder que esta crise é antes de mais nada uma crise do neo-liberalismo, criada pelos gestores neo-liberais e pela desregulamentação do sistema financeiro internacional, patrocinada pelos governos dos países capitalistas do Norte, FMI e outros bichos da mesma espécie.

Por outro lado, é impressionante a rapidez com que a direitona brasileira adaptou seu discurso e sua prática e usa a crise em seu objetivo maior: derrotar, ideologicamente e na prática, a idéia de que um governo dos Trabalhadores possa ser eficiente, competente e bom para o país. Não importa qual seja o governo, nem o que esteja fazendo. O que eles querem é mostrar que só a burguesia pode administrar o Estado Brasileiro.

Diante da popularidade de Lula, parecem entender que não adianta atacá-lo diretamente, pois quanto mais nele batem, mas ele se fortalece. Então, a direitona decidiu bater diretamente na classe que lhe é antagônica e a única que pode realmente ocupar o espaço da burguesia, ou seja, a Classe Trabalhadora. Por isso a direitona ataca nossos direitos Trabalhistas, vai para cima dos Trabalhadores, para enfraquecê-los.

No mesmo dia em que o Valor Econômico publicou entrevista com Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde este destacava que "Na Alemanha, as empresas começam a falar em demissão depois de um ano e meio de crise. Nos Estados Unidos, a indústria automotiva vai mal há quatro anos. No Brasil a crise nem se instalou e já querem demitir", a Band em seu Jornal da Noite veiculou matéria onde desconhecidos Trabalhadores mineiros, gente simples, do povo, diziam ser melhor ganhar menos a perder o emprego... Ou seja, um maldoso contraponto, tipo assim, os sindicalistas não sabem o que os Trabalhadores querem.

Flexibilizar direitos não evita crise. O UAW, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Auto dos EUA, passou as últimas duas décadas, as de 1980 e de 1990, vendendo direitos em nome da salvação da indústria auto daquele país. Agora todos vemos que isso não salvou ninguém, pois a tigrada empresarial da indústria auto continuou esbanjando grana em projetos duvidáveis, em veículos gastões e afanando os cofres das empresas recebendo milhões e milhões de dólares a títulos de bonficações pelos "bons" serviços prestados.

A direita brasileira quer que acreditemos que a Reforma Trabalhista disfarçada de flexibilização Temporária da CLT é boa para os Trabalhadores e desta forma impor ao país a barbárie da falta de leis. Nossa CLT já permite uma série de barbaridades contra os Trabalhadores, a principal delas a demissão injustificada, mas os empresários e o tucanato querem ainda mais barbárie, mais flexibilização e precarização.

O ministro da Fazenda Guido Mantega garante que o governo não se intrometerá nas relações capital-trabalho nem fará mudanças na legislação. Porém, não dá para ficar de braços cruzados esperando a boa vontade dos Ministros, nem que o papai Lula lance mão de seus "super-poderes" para salvar a reputação de lutador social comprometido com as camadas mais humildes de nossa população.

Se os movimentos sociais, sindical e operário não se unirem e não se organizarem para pressionar o Governo Lula contra esta deslavada tentativa de Reforma Trabalhista patrocinada pelo patronato e seu tucanato, a direita vai pressionar e vai levar mais essa. Depois não adianta dar uma de revolucionário e acusar o governo Lula de traição ou ficar atirando pedras no neo-liberalismo e chorando as derrotas pelas esquinas, dando uma de vítima do sistema.

Se os próprios Trabalhadores não se defenderem, ninguém os defenderá.

A flexibilização dos direitos só leva a precarização da vida e do Trabalho, só leva a marginalização dos Trabalhadores e das camadas mais pobres de nossa sociedade, só aumenta a competitividade entre os Trabalhadores e a produtividade para as empresas.

A direita se aproveita do momento para jogar o ônus político da crise financeira internacional nas costas do governo do ex-operário, que ao ceder a pressão da direita ficaria marcado por diminuir os direitos de seus próprios companheiros, além de jogar o ônus econômico da crise nas costas de milhões e milhões de trabalhadores brasileiros. É muita crueldade para quem se diz parte de um povo bonzinho e cordial, não acham?

A crise financeira internacional é resultado da flexibilização e da desregulamentação de vários mercados. É resultado da vitória do neo-liberalismo sobre todo e qualquer tipo de pensamento econômico e social alternativo. Deu no que deu!!!

E mesmo assim, a perversa direita nacional e seus ventríloquos sem caráter propõe mais flexibilização para salvar ao país. Salvar ao país ou a si próprios, caras pálidas da exploração nacional?

Foram os banqueiros, empresários e tucanos que flertaram e deitaram-se na cama do neo-liberalismo. Eles que assumam, sozinhos, sua cria.

Se liga, companheirada!

É preciso muito mobilização e organização para manter nossos direitos e empregos.

Não dá, mesmo em período natalino, para acreditar em papai noel ou em super-poderes de quem quer que seja.

Super-poder só tem a classe Trabalhadora organizada e mobilizada, lutando por seus direitos e interesses.

A direitona sabe disso e exatamente por isso tenta fazer com que os incautos e ingênuos se acostumem com a idéia de que é preciso flexibilizar e reduzir diretos que conquistamos às duras penas, às custas de muita luta e de muitas vidas!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:25 18/12/2008, de Curitiba, PR


Análise: Flexibilizar direitos trabalhistas não evita desemprego
O professor Ricardo Antunes, da Unicamp, avalia a proposta de flexibilizar direitos trabalhistas para combater a crise. "Essa dicotomia que as empresas apresentam de que só se preserva empregos flexibilizando direitos é falsa", critica. "Queria ver flexibilizar os lucros das empresas. Estamos em um momento de garantir direitos e não de destruí-los...Não existe 'ou um ou outro', é possível os dois: manter direitos e preservar empregos".

Empresários e o governo tucano do estado de São Paulo apresentaram ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) - do Ministério do Trabalho e Emprego - na quarta-feira, 17, uma proposta de flexibilizar direitos trabalhistas. Segundo a comissão elaboradora, é uma medida emergencial para atenuar os impactos da crise econômica internacional no emprego formal. O intuito é, por meio de uma medida provisória, suspender temporariamente os contratos de trabalho e, para isto, alterar a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Não há nenhuma experiência mundial que mostre que flexibilizar é garantir empregos - contesta o professor. Antunes enxerga uma "inversão perversa de valores", mas acredita ser possível uma negociação diferente.

Para o pesquisador, o aumento significativo de desempregados no País significa mais candidatos à miséria e ao aumento da criminalidade. Ele enfatiza que esses fatores, juntos, alimentam a "economia do narcotráfico". "Inclusive este é o único setor que se expande durante crises".
Enviada por Almir Américo, às 11:08 18/12/2008, de São paulo, SP


Lula obtém novo recorde, mas a imprensa se esforça para produzir o próximo presidente
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou em dezembro deste ano a melhor avaliação positiva na história da pesquisa CNT/Sensus, que começou a ser divulgada em 1998

Segundo o levantamento, o governo do petista recebeu avaliação positiva de 71,1% dos entrevistados, contra 6,4% que avaliam negativamente o governo. Entre os entrevistados, 21,6% avaliaram o governo Lula como regular.

A avaliação pessoal do presidente Lula também obteve o a segunda melhor avaliação histórica da pesquisa, subindo de 77,7% em setembro para 80,3% em dezembro. Somente 15,2% dos entrevistados desaprovaram o presidente, enquanto 4,6% não responderam.

Nem tudo que reluz é ouro

O experiente e comedido jornalista Maurício Dias alerta em CartaCapital que "esse pique histórico de apoio, além de alguns méritos do governo, contém efeitos conjunturais da recente eleição municipal.
De Norte a Sul, em busca de votos, os candidatos louvaram Lula, enquanto a oposição, acuada e sem rumo, se calou.
A tendência natural é a aprovação baixar.
O ritmo e o tamanho da queda vão depender dos efeitos da crise do mercado."

Em outras palavras, Lula, o grande vencedor nas eleições municipais de 2008, ainda colhe os frutos eleitorais de outubro e para manter-se popular precisará se esforçar muito, principalmente no combate aos efeitos da crise criada pelo sistema financeiro internacional.

Enquanto isso...

A grande imprensa se esforça para fabricar o novo presidente.

Todo mundo sabe da preferência da elite nativa pelo tucanato que tantos serviços lhes prestou. Não importa se Lula tenha mantido a política econômica néo-liberal. Eles querem Serra e ponto final.

Recentes dados de uma pesquisa do DataFolha foram publicados de forma que o Brasil passe a encarar como natural a eleição de Serra em 2010.

Com grande alarde a grande imprensa anunciou a "preferência" da população por Serra, mas se esqueceu de dizer que o percentual obtido pelo tucano foi através de uma pergunta induzida onde o nome de Lula, naturalmente, não aparecia por não poder disputar mais um mandato.

Marcos Coimbra, do Instituto de Pesquisas Vox Populi, destaca que o voto espontâneo é uma possibilidade mais consistente do que o voto induzido. A resposta espontânea expressaria mais do que uma manifestação da memória recente.

No voto espontâneo Lula aparece com 25% das citações!!!

Desconsiderando Lula, os tucanos juntos somam 12% das citações espontâneas, ou seja, o paulista José Serra tem 6%, o mineiro Aécio Neves atinge 4% e o também paulista Geraldo Alckmin fica com 2%. Nesse patamar de 2% também estão presentes Ciro Gomes, Heloísa Helena e Dilma Rousseff.

Estes dados indicam que nenhum dos pré-candidatos tem neste momento cacife suficiente para garantir-se em 2010 e necessitarão de algum fato extraordinário para mudar o quadro atual.

Por isso a imprensa se esforça para fabricar Serra, crente de que ela é a formadora-mor de opinião em nosso país, numa clara demonstração de arrogância, autoritarismo, preconceito e falta de compreensão daquilo que se passa no mundo hoje.

Além disso, eles se esquecem que sair na frente em pesquisas de opinião, a dois anos da eleição, não significa lá grande coisa. "Em eleição nem sempre quem larga na frente chega em primeiro, como atestam três das quatro eleições para a Presidência da República disputadas por Lula", avisa Maurício Dias.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:35 15/12/2008, de Curitiba, PR


Alguma coisa fora da nova ordem mundial:
Reunião de clima da ONU acaba com revolta do SUL
Uma revolta de última hora dos países em desenvolvimento, na madrugada deste sábado, marcou o encerramento da reunião sobre mudanças climáticas das Nações Unidas em Poznan, na Polônia, depois que a Colômbia acusou os países desenvolvidos de "crueldade" nas negociações.

O pomo da discórdia foi a tentativa frustrada de usar uma porcentagem do mercado de carbono para ampliar o financiamento do Fundo de Adaptação, um instrumento criado pelo Protocolo de Kyoto em 1997 para ajudar países pobres a combater as conseqüências do aquecimento global.

Países em desenvolvimento como Brasil, China, México e Peru, entre outros, apresentaram propostas claras para redução de emissões, que são consideradas pré-condições para que os países desenvolvidos adotem metas de redução mais audaciosas.

Já projeto dos EUA, de reduzir suas emissões em 16% e continuar a poluir como poluía em 1990, foi considerado pouco ambicioso por países como Brasil e China.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:11 13/12/2008, de Curitiba, PR


Alerta SNA: com segurança não se brinca
1. A principal função dos comissários(as) de vôo é zelar pela segurança do vôo e dos passageiros, em situações normais ou de emergência, eles são responsáveis pela avaliação de risco de abertura das portas.

2. Além disso, eles são encarregados dos serviços de bordo, guarda de bagagens e de valores e malas postais.

3. O número de comissários(as) em um vôo é definido pela quantidade de portas de saída de emergência ao nível do piso da aeronave. Isto está em lei. Se uma aeronave tem quatro portas, irá precisar, no mínimo, de quatro comissários a bordo.

4. Essa lei deve-se ao fato de que são os comissários que realizam as evacuações de emergência, e durante o vôo, garantem que as portas permaneçam fechadas.

5. A companhia Azul, que está estreando no mercado, irá operar com aviões da Embraer, modelos EMB-190 e EMB-195. Os aviões possuem quatro portas de saída ao nível do piso.

6. Em setembro, a Embraer solicitou à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que fosse autorizada a redução do número de comissários dessas aeronaves, ou seja, reduzindo para três o mínimo de comissários.

7. A Anac encaminhou o pedido através de uma consulta pública relâmpago, e mesmo frente às ressalvas do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), aprovou-o, criando uma exceção à lei para atender à Embraer e à nova companhia Azul.

8. O SNA solicitou a suspensão da medida, mas a Anac mantém-se irredutível.

9. A Azul é a primeira companhia a operar com essas aeronaves no Brasil. Seus executivos chegaram a declarar que se tiverem de abrir mão dessa autorização, preferem encerrar o negócio.

10. Os passageiros não fazem idéia de que a Azul inicia suas operações ofertando passagens com valores atrativos às custas da segurança de vôo.

Com segurança não se brinca na Aviação

Sinal de Alerta

Dez questões relacionadas à segurança de vôo que você, passageiro, precisa saber:

Vida em primeiro lugar.

Essa é a nossa ideologia.

Afinal, você escolheu negligenciar a segurança para pagar mais barato a sua passagem?

A gente sabe que não.

Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviaçao Civil (Fentac/CUT)

www.fentac.org.br

É por tudo isso que afirmamos: estamos com medo das operações da Azul, azuis de medo, tamanha a irresponsabilidade da companhia, da Anac e do governo em permitir, mais uma vez, que o lucro sobreponha-se à segurança na aviação comercial.

As centenas de mortes dos últimos anos, que poderiam ter sido evitadas se Anac e Ministério da Defesa tivessem agido com maior prudência em seus procedimentos, parece que não foram suficientes. Uma outra tragédia anunciada pode ocorrer com essa nova decisão da Anac.

Parece que manter as portas dos aviões fechados não é tão importante, e retirar os passageiros em poucos minutos e com segurança em caso de emergência também não.

Não servir quitutes durante um vôo é uma estratégia de redução de custos aceitável e transparente.

Já abrir mão da segurança é inadmissível e certamente se opõe ao interesse dos passageiros.
Enviada por SNA, às 18:25 12/12/2008, de Guarulhos, SP


Divisão de caminhões da Daimler compra 10% da russa KamAZ
Uma nova parceria estratégica foi estabelecida entre a Daimler AG, maior fabricante de caminhões do mundo, dona da marca Mercedes-Benz, a KamAZ, maior produtora de caminhões pesados da Rússia, a Corporação Estatal Russa de Tecnologia e a Troika Dialog, a maior copanhia de investimentos na Rússia e na CEI - Comunidade de Estados Independentes, que reune várias das ex- repúblicas soviéticas.

Daimler explica que seu envolvimento neste projeto faz parte do projeto de implantação da Estratégia Global de Excelência da Daimler Caminhões.

A transnacional alemã deverá investir US$ 250 milhões na KamAZ ainda em dezembro de 2008, além de um pagament oposterior de US$ 50 milhões, caso a cooperação caminha conforme previsto.

Está prevista a transferência de tecnologias entre as emoresas e a criação de projetos conjuntos.

A KamAZ tem forte tradição na produção de veículos militares e fora-de-estrada, tendo sido várias vezes campeã do Rally Paris-Dakar e o veículo oficial da ocpuação russa no Afganistão, Tchetchenia e outras missões militares onde os russos estiveram envolvidos nos últimos 30 anos.

Curiosidade: Na época da União Soviética os caminhões da KamAZ eram exportados para vários países, inclusive da América Latina. Como os veículos vinham com o logotipo da marca em russo e a letra Z russa se parece muito com o nosso número 3, muitos latinos conhecem a marca como Kama-tri!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 16:17 12/12/2008, de Curitiba, PR


Sismuc realiza curso de formação política
Curso de formação sindical promovido pelo Sismuc em parceria com a Universidade Federal do Paraná e com o apoio de TIE-Brasil agradou sindicalistas de várias categorias de trabalhadores

“Resgate sócio-econômico e político da sociedade brasileira”, “A cidade que queremos construir”, “Movimento sindical brasileiro”, “O papel do dirigente sindical” e “Instrumentos para a ação sindical” foram os temas trabalhados no curso, que aconteceu de agosto a novembro na sede do Sismuc em Curitiba.

A jornada de estudos e debates foi de 60 horas com 5 módulos. "A finalidade do curso é tornar os dirigentes sindicais e representantes por local de trabalho mais preparados para as lutas, explicou a diretora do Sismuc", Marcela Bomfim.

“Este curso é de grande importância porque visa propor e realizar ações efetivas para melhoria das condições de vida e trabalho”, comentou Marcela.

Sindijus, Sindiurbano, Sinsep, entre outros, participaram do evento, destinado aos servidores da base do Sismuc. Entre elas estava Natália Repula servidora da secretaria do abastecimento, que considerou o curso “bastante esclarecedor”. “Eu sabia muito pouco sobre as funções e desafios do sindicato. Agora quero participar de outros cursos para aprender cada vez mais”, explica.

O educador, Nilton César Machado comenta sobre alguns momentos marcantes do curso. “Achei muito interessante à história da colonização, política e formação da classe trabalhadora. Além da ótima qualidade do curso, ainda tive a oportunidade de aprender e trocar idéias com os companheiros”, relata.
Enviada por Sismuc, às 15:56 12/12/2008, de Curitiba, PR


Mercedes-Benz persegue sindicalista e familiares em JF
Segundo denúncia do Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora, filiado à CUT, a Mercedes-Benz demitiu o Trabalhador e sindicalista Atanam Olindo Pereira, assim como sua esposa Marli, também Trabalhadora na transnacional alemã.

Veja o artigo-denúncia enviado por Geraldo Werneck, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora:

O Atanam foi liberado pela empresa para atuar pelo sindicato desde o ano passado. A liberação venceria em 31/12/08. Neste período de liberação, a maioria das atividades relacionadas à Mercedes (perícias juduciais ou previdenciárias) foram acompanhadas pelo Atanam. Isso o colocou, em nome do Sindicato, num enfrentamento com a empresa.

Haviam comentários, extra-oficiais, de que a empresa iria retalhar o Atanam.

Agora se concretizou: a esposa dele (Marli) foi demitida no mesmo dia que ele foi comunicado por telefone de sua demissão.

Não satisfeita somente com a demissão do companheiro sindicalista, a Mercedes-Benz demitiu também sua companheira. Marli chegou até mesmo a ir trabalhar pela empresa nos EUA (produção do classe M ). O casal Atana e Marli temum filho de apenas onze meses de idade.

Estamos estudando as possibilades de luta jurídica e política contra este ato de perseguição anti-sindical. Esta agressão a um companheiro é uma agressão a todos. Uma clara tentativa de intimidação d@s Trabalhador@s.

Estamos preparando um relatório para ser encaminhado a OIT, pedindo providências e denunciando a Mercedes-Benz internacionalmente.

Uma greve de fome não está descartada.

Além disso, a empresa não cumpriu a Convenção Coletiva de Trabalho e não pagou os devidos 10% aos trabalhadores. Temos uma ação judicial em curso contra a empresa por este motivo.

A Mercedes-Benz está demitindo também Trabalhadores com doença ocupacional.

Sugiro uma campanha promovida pela CNM-CUT em solidariedade aos companheiros demitidos, a Atanam e Marli e ao STIM-JF.

Até quando esperar???

Tudo tem limite... Esse caso não é somente um caso de perseguição sindical, mas também uma tentativa de aniquilação da estrutura familiar de um Cidadão, Companheiro e Sindicalista que não arreda na defesa dos interesses dos Trabalhadores.

Saudações

Geraldo Werneck
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de JF

Cadê a Responsabilidade Social da Empresa?

Onde está o respeito ao Código de conduta que a empresa impõe aos seus fornecedores e Trabalhadores???
Enviada por SITIM-JF, às 12:53 12/12/2008, de Juiz de Fora, MG


Pois é! Baixaram os impostos mais uma vez! Na era tucana eles só aumentavam...
O governo Lula anunciou nesta quinta-feira, 11.12.2008, medidas de incentivo fiscal que devem injetar no mercado pelo menos R$ 8,4 bilhões para elevar consumo

O governo Lula criou também duas faixas adicionais para alíquota de IRPF - Imposto de Renda Pessoa Física, de 7,5% e de 22,5%, que passam a valer a partir de janeiro de 2009. Também haverá redução do Imposto sobre Operações Financeira (IOF) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos que passam a valer a partir desta sexta-feira 12.12.2008.

Na nova tabela do IRPF salários mensais de até R$ 1.434 estão isentos de pagamento do imposto.
Para salários de R$ 1.434 a R$ 2.150 a alíquota de IRPF será de 7,5%.
O imposto de 15% passa a valer para renda de R$ 2.150 a R$ 2.866.
Na faixa de renda de R$ 2.866 a R$ 3.582, a alíquota será de 22,5%.
Renda mensal acima de R$ 3.582 será tributada na faixa máxima, de 27,5%.

A renúncia fiscal com essa mudança será de R$ 4,9 bilhões em um ano. É o governo fazendo a sua parte para manter a economia brasileira funcionando e evitar que urucubaca de alguns vire realidade para muitos.

A redução da alíquota de IOF de 3% para 1,5% ao ano representa um impacto fiscal de R$ 2,5 bilhões/ano.

No caso das alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis a medida é temporária e vale até o dia 31 de março de 2009.

Para veículos de potência 1.0, o IPI que era de 7% vai a 0%, sendo válido para veículos a gasolina, álcool e flex. No caso de automóveis com potência de 1.0 a 2.0, o IPI cairá de 13% para 6,5%. Nessa faixa, os carros a álcool e flex, cujo IPI é de 11%, cairá para 5,5%. Já nos carros com cilindrada superior a 2.1 serão mantidas as alíquotas de 25% para veículos a gasolina e de 18% para álcool e flex.

Então! fique de olho e exija o repasse imediato destas reduções de impostos para os preços. Os empresários vivem a dizer que os impostos no Brasil são muito altos e por isso as coisas são caras.

Pois Bem! Impostos foram diminuídos. Portanto, os preços ao consumidor devem ser reduzidos imediatamente.

E como fica a classe média, hein?

Durante tanto tempo ela, copiando a elite, destilou seu veneno preconceituoso contra o metalúrgico do ABC. Babou ovo do sociólogo de Higienópolis.

Aquele que eles tanto adoram só lhes aumentou impostos e dobrou a carga tributária, além de deixar as contas do país em ruínas no final de 2002.

Já o odiado operário, arrumou as contas e agora ainda dá uma reduzida nos impostos da classe média, que certamente beneficiará a milhões de brasileiros.

Lembrem-se! O governo LULA diminuiu os impostos!

Então, tá! Se você ainda acha que é tudo igual, se você gosta de pagar impostos, nas próximas eleições vote nos tucanos!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 06:22 12/12/2008, de Curitiba, PR


Morre Bolinha, um dos ícones do sindicalismo metalúrgico da CUT
Presidente Lula comparece ao velório de Bolinha
Wilson Fernando da Silva, Bolinha, era amigo de Lula desde a década de 60 e foi companheiro de sindicalismo do presidente nos anos 70 no ABC. Dirigente também atuou em Sorocaba e foi o pioneiro da CUT na região

Faleceu no domingo, dia 7, às 18h30, em Sorocaba, Wilson Fernando da Silva, o Bolinha, que presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos da Região nos anos 80 e levou a categoria a ser uma das primeiras do país a se filiar à então recém-fundada CUT.

Bolinha tinha 57 anos de idade e há um ano lutava contra um câncer. Ele deixa esposa, Lucilia, três filhos Daniela (34), Francis (33), Camila (30) e três netos.

Amigo do presidente Lula desde a década de 60 e militante sindical metalúrgico do ABC nos anos 70, Bolinha mudou-se para Sorocaba em 1981. Logo empregou-se em uma metalúrgica local e, em 1983, disputou as eleições do sindicato e derrotou a diretoria de então, considerada atrelada ao empresariado e simpática ao regime militar.

Mesmo em Sorocaba, Bolinha não perdeu contato com Lula, pois, além do companheirismo entre eles desde a época das históricas lutas sindicais do ABC, as famílias de ambos desenvolveram laços de amizade.

Ao longo de sua trajetória, Bolinha também conquistou a admiração e o respeito de outras lideranças de projeção do PT, como o senador Aloizio Mercadante e os deputados federais Vicentinho e Arlindo Chinaglia, entre outros.

Lula comparece a velório

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi à Sorocaba para prestar as últimas homenagens ao companheiro Bolinha, seu amigo na época em que trabalhou na Villares.

Bolinha foi eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região por duas gestões: 1983/86 e 1986/89. Ele deixou a diretoria em 1989, mas retornou em 1992, quando foi eleito membro da executiva. Em 1998 ele deixou definitivamente a direção sindical.

Bolinha estava aposentado, mas lideranças políticas e sindicais, da CUT, do PT e de movimentos sociais da região de Sorocaba nunca deixaram de procurar os conselhos e orientações do pioneiro e carismático líder.

Sindicalismo em Sorocaba

Até hoje Bolinha é uma das principais referências políticas de lideranças sindicais e populares da região de Sorocaba"É uma perda irreparável para o movimento sindical brasileiro. Bolinha foi sinônimo de luta, perseverança e fé tanto no ABC, ao lado do companheiro Lula, como depois na sua heróica jornada ao conquistar o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba para a CUT", disse o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Carlos Alberto Grana.

"Bolinha dava um conselho aos novos dirigentes que considero a síntese da personalidade dele mesmo. Ele dizia que ao bom militante não devem faltar duas virtudes: a capacidade de indignar-se diante das injustiças e a consciência de que é necessário ser um eterno aprendiz" - Carlos Roberto de Gáspari, que presidiu o sindicato de 1992 a 1995 e de 1995 a 1998.

"Bolinha era nossa principal referência política. Ele construiu o alicerce dos movimentos sindical e social na região. Uma pessoa inteligente, decidida, idealista, convicta ... mas extremamente generosa e sensível. Um exemplo de líder e de ser humano para todos os que conviveram com ele" - Izídio de Brito Correia, presidente do Sindicato desde 1998.

"Bolinha não veio ao mundo para ser coadjuvante. Ele veio para ser protagonista. Em tudo o que ele participava, era líder. Era de uma inteligência incomum, de uma garra contagiante e, ainda, extremamente simpático. Conquistava a todos que conviviam com ele" - Hamilton Pereira, deputado estadual (PT-SP) e ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região.

Lamentamos profundamente mais esta perda para o movimento sindical brasileiro e prestamos toda a solidariedade neste momento de dor para a família do companheiro Bolinha.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Valter Bittencourt - Imprensa CNM/CUT
Enviada por CNM-CUT, às 14:05 10/12/2008, de São Paulo, SP


TV Pública do Paraná promove debate sobre a crise
A TV Paraná Educativa promove até o dia 11 de dezembro interessantíssimo debate "Crise: Rumos e Verdades" sobre a crise financeira mundial.

Os debates são transmitidos ao vivo pelo canal 9 VHF de Curitiba, pela Rádio Educativa Paraná e pela internet.

Para ver o debate pela internet acesse:

www.pr.gov.br/rtve

Na aba no canto esquerda o página clique em AO VIVO tv paraná educativa e desfrute o debate. Participam dos debates palestrantes de vários países, tais, como Brasil, Rússia, Itália, Espanha, Venezuela, EUA, Inglaterra, entre outros.

Telespectadores, Radioespectadores e internetespectadores de todo o mundo participam do debate enviando suas perguntas através do correio eletrônico.

O Paraná coloca sua TV pública a disposição das mais variadas correntes de pensamento, no verdadeiro debate pluralista de interesse mundial.

Acesse o sítio da TV Paraná Educativa e participe deste debate!!!

"CRISE - RUMOS E VERDADES"

O estouro da bolha financeira que abalou o mundo há poucas semanas (e cujos efeitos se fazem e se farão sentir ainda por muito tempo) exige de nós mais do que simples comentários: exige ação. A análise das razões da crise do capitalismo internacional é uma necessidade premente, mas a ela devem seguir-se medidas concretas para enfrentar as conseqüências do cataclisma. Isso é particularmente necessário em um país como o Brasil, que tem cada vez maior projeção política e econômica na América Latina e no mundo.

O seminário internacional "Crise – Rumos e Verdades" , que será realizado de 7 a 11 de dezembro, no Canal da Música, em Curitiba, é uma realização do Governo do Estado do Paraná e tem a confirmação de palestrantes do Brasil e de economistas, professores e administradores da Itália, Inglaterra, Alemanha, China, Argentina, Venezuela, México, Rússia, Equador e Estados Unidos.

Será aberto espaço para que professores e estudantes de economia, economistas, administradores, empresários e a população participem do encontro também pela internet ou por telefone.

O seminário terá cobertura integral pela TV Paraná Educativa e Rádio Educativa AM 630. Serão transmitidas as palestras, debates e entrevistas com os palestrantes brasileiros e estrangeiros.

Entre os palestrantes brasileiros estão Luiz Gonzaga Belluzo, Aloizio Mercadante, Márcio Henrique M. Castro, Franklin Serrano, Carlos Medeiros, Márcio Pochmann, Reinaldo Gonçalves e João Sicsú, Carlos Lessa, Ricardo Carneiro, César Benjamin , José Carlos Assis, Francisco Carlos Teixeira e Ildo Sauer.

Economistas paranaenses também participam do seminário. Entre eles, Enio Verri, secretário do Planejamento; Maurílio Leopoldo Schmitt e Francisco de Assis Inocêncio.

O seminário será aberto no domingo (7), às 19 horas, com a participação do presidente do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, do empresário Eugênio Staub, do ex-ministro da Previdência Social, Rafael de Almeida Magalhães, e de dirigentes de entidades de classe empresarial.

O encerramento será no dia 11, às 14h30, com a presença de autoridades federais e de governos estaduais.

Confira aqui a programação do evento
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:04 08/12/2008, de Curitiba, PR


Inflação caiu em novembro
A inflação no país caiu em novembro e, nos últimos 12 meses, se manteve dentro da margem de tolerância estabelecida pelo governo

Quando muitos apostavam em altas taxas de inflação neste final de ano, dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - mostram que a urucubaca não dá certo.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,36% nos preços em novembro, número inferior ao 0,45% verificado em outubro.

No acumulado do ano, o indicador atingiu 5,61%, acima dos 3,69% registrados de janeiro a novembro de 2007, mas dentro das metas de inflação estabelecidas.

A meta do governo é que o índice fique em 4,5% ao ano em 2008 e 2009, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos, podendo variar, portanto, entre 2,5% e 6,5%. Mesmo alcançando o absurdo índice de 6,5% de inflação ao ano, a meta seria cumprida.

Já o índice de inflação medido pelo INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor caiu para 0,38% em novembro.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:08 05/12/2008, de Curitiba, PR


Brasil será o menos afetado pela crise entre as grandes economias, diz OCDE
Parece que o otimismo dos brasileiros não é sem motivo

O Brasil é a única grande economia analisada no CLI (Indicador Composto Avançado, na sigla em inglês), divulgado nesta sexta-feira pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que não terá uma forte desaceleração de sua atividade econômica nos próximos seis meses.

Para o Brasil, a OCDE prevê uma "leve desaceleração". Já em relação à China, Índia e Rússia, as perspectivas de crescimento econômico para os próximos seis meses "se deterioraram consideravelmente" e esses países agora "devem enfrentar uma forte desaceleração".

O nível de 100 pontos é utilizado como referência para classificar o nível de atividade econômica. Os países que sofrem queda e ficam com CLI abaixo de 100 recebem a classificação de "desaceleração".

Dos 35 países analisados pelo CLI (29 países membros e seis não membros da OCDE), o Brasil é o único que escapa da previsão de forte desaceleração econômica.

O indicador em relação ao Brasil diminuiu 0,3 ponto em outubro de 2008 e é 0,4 ponto menor do que o registrado há um ano, segundo os dados anunciados nesta sexta-feira pela OCDE, com sede em Paris.

Mesmo assim o índice do Brasil é de 103,6 --que rendeu ao país a classificação de "leve desaceleração" pela OCDE-- enquanto os das demais economias analisadas estão abaixo de 100.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:37 05/12/2008, de Curitiba, PR


Garantia de emprego para marido de grávida
Marido poderá também ter estabilidade no emprego quando sua esposa ou companheira engravidar

O direito a garantia no emprego deverá ser estendido ao pai da criança, de acordo com projeto de lei aprovado ontem na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e valerá por 12 meses.

O trabalhador que tiver esposa ou companheira grávida não poderá ser demitido de forma arbitrária ou sem justa causa, no prazo de um ano, contado a partir da concepção presumida.

A comprovação da gravidez tem de ser feita por um médico vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e o empregador que demitir o funcionário nessa situação levará multa equivalente a 18 meses da remuneração do empregado.

O projeto não vale para os trabalhadores contratados por tempo determinado, que poderão ser dispensados se o prazo do contrato terminar antes que complete o período de um ano.

Infelizmente, tem gente por aí que já saiu atirando contra o projeto dizendo que o mesmo é machista. Machista seria se o direito fosse dado aos homens e retirado das mulheres.

Talvez não se entenda o sentido da palavra estendido, ou seja, um direito que as mulheres tem será também concedido aos homens, o que estaria na mesma linha daquilo que a CUT - Central Única dos Trabalhadores - defende, ou seja, licença maternidade para o casal com duração de um ano: os seis primeiros meses seriam para as mulheres, para o aleitamento e cuidados com o recém-nascido e os seis meses posteriores seriam para os pais das crianças, para o compartilhamento das responsabilidades domésticas.

O projeto aprovado na CCJ é de autoria de Arlindo Chinaglia (PT-SP), atual presidente da Câmara dos Deputados e ex-membro da Direção Nacional da CUT e ex-Presidente do sindicato dos Médicos de SP.
Enviada por João Alfredo Lima, às 11:52 05/12/2008, de Porto Alegre, RS


O Brasil melhorará em 2009
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira revela que, apesar da gravidade da crise mundial e do prenúncio de seus reflexos no país, o brasileiro está otimista quanto a 2009.

A aposta em um ano novo melhor em comparação a 2008 chega a 82% nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Essa expectativa é de 75% na região Sul e de 74% no Sudeste.

Para 14%, a vida pessoal permanecerá como está.

Enquanto isso, a imprensa continua criando o pânico entre a classe média, mas...

Avaliação de Lula já melhorou

O Datafolha mostra ainda que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é considerado ótimo ou bom por 70% dos brasileiros, maior aprovação de um presidente desde 1990.

Nenhum presidente no Brasil desde a redemocratização atingiu esse patamar.

O recorde anterior já pertencia ao próprio Lula: em setembro de 2008, 64% dos brasileiros o avaliaram positivamente.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:14 05/12/2008, de Curitiba, PR


Movimentos sociais querem novo modelo de desenvolvimento
Nós do MST, ao lado de centrais sindicais, organizações de estudantes, movimentos populares e entidades da sociedade civil, construímos um documento com preocupações acerca do atual quadro social e econômico do país e propostas para a superação da crise econômica mundial. Defendemos que o país deve mudar a política macroeconômica de natureza neoliberal e construir um novo modelo de desenvolvimento nacional, baseado na distribuição de renda, na geração de emprego e no fortalecimento do mercado interno. Na semana passada, participamos de reunião com o governo federal e aproveitamos a oportunidade para apresentar o documento, assinado por mais de 50 entidades, com propostas para o nosso país diante da crise.

Nossa participação na reunião não significa nenhum tipo de apoio a qualquer candidato. “Estamos preocupados com o futuro do nosso país, que não será resolvido de eleição em eleição, mas com um novo ascenso do movimento de massas em defesa das mudanças estruturais e de um projeto nacional”, afirma Marina dos Santos, da coordenação nacional do MST, que leu o documento durante a reunião. Estavam presentes os ministros Luiz Dulci (Secretaria Geral), Dilma Roussef (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda).

Publicamos, abaixo, a íntegra da carta dos movimentos sociais:

CARTA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS APRESENTADA EM REUNIÃO COM GOVERNO FEDERAL

Cumprimentamos o Governo Federal pela iniciativa de ouvir os movimentos sociais e sindicais, populares, pastorais sociais e entidades que atuamos organizando nosso povo, diante do grave quadro de crise que já se faz sentir, e que - tudo leva a crer - se aprofundará sobre nossa economia, nossa sociedade e em especial sobre o povo brasileiro.

Queremos aproveitar essa oportunidade para manifestar nossas propostas concretas que o Governo Federal deve tomar para preservar, sobretudo, os interesses do povo, e não apenas das empresas e do lucro do capital.

O conjunto dessas propostas se insere no espírito geral, de que devemos aproveitar a brecha da crise para mudar a política macroeconômica de natureza neoliberal, e ir construindo um novo modelo de desenvolvimento nacional, baseado em outros parâmetros, sobretudo na distribuição de renda, na geração de emprego e no fortalecimento do mercado interno.

Nossa preocupação fundamental é aproveitar para que nessa mudança se logrem medidas concretas que visem melhorar as condições de vida de nosso povo, garantindo os direitos à educação pública, gratuita, democrática e de qualidade em todos níveis, à moradia digna, ao acesso à cultura e às reformas urbana e agrária.

Infelizmente, a maioria do nosso povo não tem acesso a esses direitos básicos. Sabemos que poderosos interesses dos capitalistas locais, das empresas transnacionais e, sobretudo do sistema financeiro, concentra cada vez mais riqueza, renda, e impedem que nosso povo usufrua da riqueza por ele produzida.

Já estamos cansados de tanta dominação capitalista, e agora assistimos às crises financeiras e à ofensiva dos interesses do império que controla as riquezas naturais, minerais, a água, as sementes, o petróleo, a energia e o resultado de nosso trabalho.

Diante disso, queremos apresentar-lhe algumas propostas concretas para que possamos resolver, de fato, os problemas do povo, e impedir que de novo as grandes empresas transnacionais e os bancos transfiram para o povo o custo da crise:

Propostas de articulações internacionais:

1. Defendemos como resposta à crise o fortalecimento da estratégia de integração regional, que se materializa a partir dos mecanismos como: MERCOSUL, UNASUL e ALBA.

2. Apoiamos medidas como a substituição do dólar nas transações comerciais por moedas locais, como recentemente fizeram Brasil e Argentina, e sugerimos que esta medida deva ser adotada pelo conjunto dos paises da América Latina.

3. Defendemos a consolidação o mais rápido possível do BANCO DO SUL, como um agente que promova o desenvolvimento regional e que auxilie o crescimento do mercado interno entre os paises da América Latina e como um mecanismo de controle de nossas reservas, para impedir a especulação dos bancos, do FMI, e dos interesses do capital dos Estados Unidos.

4. Nós afirmamos que a atual crise econômica e financeira é de responsabilidade dos países centrais e dos organismos dirigidos por eles, como a OMC, o Banco Mundial e o FMI. Defendemos uma nova ordem internacional, que respeite a soberania dos povos e nações.

5. Pedimos vosso empenho e compromisso pela retirada imediata de todas as forças estrangeiras do Haiti. Nenhum país da América Latina deve ter bases e presença militar estrangeira. Propomos, em seu lugar, a constituição de um fundo internacional solidário para reconstrução econômica e social daquele país. Apresentamos também nossa oposição à reativação da Quarta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos em águas da América Latina.

Propostas de políticas internas:

1. Controlar e reduzir imediatamente as taxas de juros.

2. Impor um rigoroso controle da movimentação do capital financeiro especulativo, instituindo quarentenas e impedindo o livre circular, penalizando com elevados impostos suas ganâncias.

3. Defendemos que todos os governos devem utilizar as riquezas naturais, da energia, do petróleo, dos minérios, para criar fundos solidários para investir na solução definitiva dos problemas do povo, como direito ao emprego, educação, terra e moradia. Para isso, o governo brasileiro precisa cancelar imediatamente o novo leilão do petróleo, marcado para dia 18 de dezembro.

4. O governo federal deve revisar a política de manutenção do superávit primário, que é uma velha e desgastada orientação do FMI - um dos responsáveis pela crise econômica internacional. E devemos usar os recursos do superávit primário para fazer volumosos investimentos governamentais, na construção de transporte publico e de moradias populares para a baixa renda, dando assim uma grande valorização à reforma urbana e agrária, incentivando a produção de alimentos pela agricultura familiar e camponesa. É preciso investimentos maciços, na construção de escolas, contratação de professores para universalizar o acesso à educação de nossos jovens, em todos os níveis, em escolas públicas, gratuitas e de qualidade.

5. Defendemos que o governo estabeleça metas para a abertura de novos postos de empregos, a partir de um amplo programa de incentivo à geração de empregos formais, em especial entre os jovens. Reajustar imediatamente o salário mínimo e os benefícios da previdência social, como principal forma de distribuição de renda entre os mais pobres.

6. Controlar os preços dos produtos agrícolas pagos aos pequenos agricultores, implantando um massivo programa de garantia de compra de alimentos, através da CONAB. Hoje, as empresas transnacionais que controlam o comércio agrícola estão penalizando os agricultores, reduzindo em 30%, em média os preços pagos do leite, do milho, dos suínos e das aves. Mas, no supermercado, o preço continua subindo.

7. Revogar a Lei Kandir e voltar a ter imposto sobre as exportações de matérias primas agrícolas e minerais, para que a população não seja mais penalizada, para estimular sua exportação.

8. O governo federal não pode usar dinheiro público para subsidiar e ajudar a salvar os bancos e empresas especuladoras, que sempre ganharam muito dinheiro e agora, na crise querem transferir seu ônus para toda sociedade. Quem sempre defendeu o mercado como seu "deus-regulador", agora que assuma as conseqüências dele. Nesse sentido os bancos públicos (BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) deveriam estar orientados não para socorrer o grande capital e sim para o benefício de todos os povos.

9. Reduzir a jornada de trabalho, em todo o país e em todos os setores, sem redução de salário, como uma das formas de aumentar as vagas. E penalizar duramente as empresas que estão demitindo.

10. A mídia permanece concentrada nas mãos de poucos grupos econômicos. Este quadro reforça a difusão de um pensamento único que privilegia o lucro em detrimento das pessoas e exclui a visão dos segmentos sociais e de suas organizações do debate publico. Para reverter esta situação e colocar a mídia a serviço da sociedade, é preciso ampliar o controle da população sobre as concessões de rádio e TV, fortalecer a comunicação pública e garantir condições para o funcionamento das rádios comunitárias, acabando com a repressão sobre elas. Por tudo isso, é urgente que o governo federal convoque a Conferencia Nacional de Comunicação.

11. Para garantir os territórios e a integridade física e cultural dos povos indígenas e quilombolas como determina a Constituição, o Governo Federal deve continuar demarcando as terras e efetivando a desintrusão desses territórios em todo o país, sem ceder às crescentes pressões dos setores antiindígenas – tanto políticos, como econômicos. Na luta por seus direitos territoriais, os povos indígenas e quilombolas têm enfrentado a violência e a discriminação cada vez mais forte em todo o país. Chamamos especial atenção, nesse momento, para a urgência de se demarcar as terras tradicionais do povo indígena Guarani Kaiowá que vive no Mato Grosso do Sul. Atualmente, eles estão confinados em ínfímas porções de terra e, principalmente por causa disso, há um alto índice de suicídios entre o povo.

12. Realizar a auditoria integral da dívida pública para lançar as bases técnicas e jurídicas para a renegociação soberana do seu montante e do seu pagamento, considerando as dívidas histórica, social e ambiental das quais o povo trabalhador é credor.

13. Defendemos uma reforma política que amplie os espaços de participação do povo nas decisões políticas. Uma reforma não apenas eleitoral, mas que amplie os instrumentos de democracia direta e participativa.

14. Em tempos de crise, há uma investida predatória sobre os recursos naturais como forma de acumulação fácil e rápida, por isso não podemos aceitar as propostas irresponsáveis de mudanças na legislação ambiental por parte dos representantes do agronegócio, que pretende reduzir as áreas de reservas legais na Amazônia e as áreas de encosta, topo de morros e várzeas no que resta da Mata Atlântica. Propomos a criação de uma política de preservação e recuperação dos biomas brasileiros.

15. Contra a criminalizacao da pobreza e dos movimentos sociais. Pelo fim da violência e pelo livre direito de manifestação dos que lutam em defesa dos direitos econômicos, sociais e culturais dos povos.

Esperamos que o governo ajude a desencadear um amplo processo de debate na sociedade, em todos os segmentos sociais, para que o povo brasileiro perceba a gravidade da crise, se mobilize e lute por mudanças.

Atenciosamente,

Via Campesina
Assembléia Popular – AP
Coordenação dos Movimentos Sociais – CMS
Grito dos Excluídos Continental
Grito dos Excluídos Brasil
Associação Nacional de Ong’s – ABONG
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Central Única dos Trabalhadores – CUT
União Nacional dos Estudantes – UNE
Marcha Mundial de Mulheres – MMM
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB
Central de Movimentos Populares – CMP
Associação Brasileira de Imprensa – ABI
Caritas Brasileira
CNBB/Pastorais Sociais
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento das Mulheres Camponesas – MMC
União Brasileira de Mulheres – UBM
Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN
Movimento dos Trabalhadores Desempregados – MTD
Movimento Trabalhadores Sem Teto – MTST
União Nacional Moradia Popular – UNMP
Confederação Nacional das Associações de Moradores – CONAM
Movimento Nacional de Luta por Moradia – MNLM
Ação Cidadania
Conselho Brasileiro de Solidariedade com Povos que Lutam pela Paz – CEBRAPAZ
Associação Brasileira de Rádios Comunitárias – ABRAÇO
Coletivo Brasil de Comunicação – INTERVOZES
Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais
Jubileu Sul Brasil
Movimento pela Libertação dos Sem Terras – MLST
União Estudantes Secundaristas – UBES
União Juventude Socialista – UJS
Evangélicos pela Justiça – EPJ
União nacional de Entidades Negras – UNEGRO
Federação Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB
Pastoral da Juventude do Meio Rural – PJR
Associação dos Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF
Confederação Nacional Trabalhadores Entidades de Ensino – CONTEE
Confederação Nacional Trabalhadores da Educação – CNTE
Confederação Nacional do Ramo Químico – CNQ/CUT
Federação Única dos Petroleiros – FUP
Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas – SINTAP/CUT
Associação Nacional de Pós-graduandos – ANPG
Confederação Nacional dos Metalúrgicos – CNM/CUT
Movimento Camponês Popular – MCP
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB
Conselho Indigenista de Roraima – CIR
Federação Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul
Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade
Instituto Nacional Estudos Sócio-econômicos - INESC
Enviada por MST, às 23:40 04/12/2008, de Brasília, DF


A década do feminicídio mexicano
Há mortes sobre as quais não se fala porque muitos desses crimes têm a ver com a militarização no país para combater o narcotráfico

O país, pressionado por mais de 4.500 execuções vinculadas ao crime organizado em 2008, outros milhares de assassinatos carecem da visibilidade necessária para reparar a decomposição social: pelo menos 1014 mulheres foram mortas "de maneira brutal" em somente 19 meses, em 13 Estados. Além disso, entre o 1o de dezembro de 2000 e junho de 2007, organizações não governamentais documentaram 7088 feminicídios no país.

Há mortes sobre as quais não se fala porque muitos desses crimes têm a ver com a militarização no país para combater o narcotráfico, que potencializou a reprodução da violência contra as mulheres e a multiplicação da impunidade, "situação que tem sido possível, em grande medida, pela atitude da comissão Nacional de Direitos Humanos que, com laxas recomendações permitiu a evasão de responsabilidades de militares acusados de abusos contra mulheres", acusa o Observatório Cidadão Nacional do Feminicídio (OCNF), em seu Relatório "Uma mirada al feminicidio em México", que abarca de janeiro de 2007 a julho de 2008, dado a conhecer no marco do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

A participação das forças armadas em tarefas de segurança pública tem gerado um aumento significativo de violações a direitos humanos e impunidade, afirma Maria de la Luz Estrada, integrante de OCNF, um coletivo criado em 2007 por mais de 43 ONGs, em 17 Estados do país. Casos representativos são as mulheres violentadas por policiais dos três níveis de governo nos dias 3 e 4 de maio de 2006 durante as operações de San Salvador Atenco, no Estado do México; o caso da indígena Ernestina Ascênsio, em Soledad Atzompa, Veracruz, violentada e assassinada por militares, em 2007; as quatro jovens menores de idade violentadas por militares nos municípios de Nocupétaro, Carácuaro e Huetamo, em Michoacán nesse mesmo ano e as quatorze mulheres violentadas em Castaños, Coahuila.

Para a OCNF, os feminicídios expressam situações extremas de violência contra mulheres e meninas e são a continuação de um estado de terror que inclui diversas formas de humilhação, desprezo, maltrato físico e emocional, abuso sexual, incesto, abandono e acosso. Segundo o relatório, as mulheres no México padecem tortura e violações sexuais e são mortas "de maneira brutal", em Chihuahua, Nuevo León, Sinaloa, Sonora, Tamaulipas, Distrito Federal, Estado de México, Guanajuato, Jalisco, Morelos, Tlaxcala, Tabasco e Yucatán, ao ponto de que 41% de mulheres e meninas assassinadas nesses Estados falecem por consequência de asfixia, feridas com armas punzocortantes e traumatismos crâneo-encefálicos. Quase 26% morrem por disparo de arma de fogo. 19,82% das mulheres são vítimas de seus próprios maridos, 11% foram assassinadas por algum membro de sua família e 10,7% por alguém com quem não tinham nenhum tipo de relação. De resto, não se soube a relação da vítima com seu algoz. Somente em 314 casos ficou esclarecido o motivo do crime (problemas familiares, ciúmes, violação, misógina e vingança). De resto, nem idéia.

Apesar disso, "o Estado mexicano não estabeleceu ações ou mecanismos realmente eficazes para resolver a problemática. As políticas públicas não tem sido suficientes para garantir o respeito aos direitos humanos desse setor da população e com isso garantir-lhes o acesso à Justiça e a uma vida livre de violência".

E ainda mais, "o governo mexicano continua incorrendo em práticas que ocasionam violações graves aos direitos humanos das mulheres, devido à sua não observância para garantir e respeitar seus direitos", adverte OCNF e, inclusive, reclama que, diante da militarização que impera no país, "é necessária a implementação de avaliações periódicas nas zonas militarizadas por meio de organizações nacionais e internacionais protetoras dos direitos humanos das mulheres, ao efeito de salvaguardar a vida e a segurança das mulheres que se encontram sob os contextos de militarização".

Fonte: Gerardo Albarrán de Alba - Boletim Brasil de Fato
Enviada por Hugo Chimenes, às 17:18 03/12/2008, de São Borja, RS


América Latina é a região mais perigosa para sindicalistas, diz estudo da CSI
De acordo com o relatório apresentado pela Confederação Sindical Internacional (CSI), a América Latina é a região mais perigosa para se atuar como sindicalista. O documento, que analisa os ataques à atividade sindical em 138 países durante o ano de 2007, aponta que mais de 90 dirigentes sindicais foram assassinados no período.

A Colômbia, país onde o crime mais aconteceu, registrou 39 casos. Segundo o estudo, os colombianos apresentaram uma ligeira melhora quanto ao número de homicídios, se comparados a 2006. Porém, registraram o dobro de atentados. O relatório ainda chama atenção para o caso da Guatemala, com quatro dirigentes mortos, e do Peru, que tornou-se habitual a "incitação anti-sindical e as demissões seletivas e massivas".

Assassinatos, seqüestros, ameaças de morte e outras agressões também ocorreram na Argentina, Brasil, Chile, El Salvador, México e Panamá. A Guiné, na África, é o país que ocupa o segundo lugar na lista de assassinato de sindicalistas. Lá, 30 foram mortos durante a forte repressão do presidente Lansana Conte contra as manifestações que denunciavam corrupção e ataques a direitos fundamentais no país. Em todo o mundo, a CSI registrou 73 encarceramentos de sindicalistas, sendo 40 somente no Irã.

Fonte: CUT
Enviada por CNM-CUT, às 10:38 03/12/2008, de São Paulo, SP


Artigo Dieese/ABC: A situação das montadoras nos Estados Unidos
No turbilhão da crise financeira que assola o mundo, duas das maiores montadoras de automóveis nos Estados Unidos - General Motors e Ford - vivem seus piores momentos. A situação da Chrysler (terceira maior) também não é nada boa. Pela primeira vez, fala-se abertamente na possibilidade de uma das três simplesmente falir.

Erros

Segundo especialistas, um conjunto de erros explicaria o estado de penúria em que elas se encontram. Um deles foi apostar demais num produto só - os utilitários esportivos. No período em que o petróleo era barato, em vez de investirem no futuro e se preparar para um mundo que seria claramente de restrição a este tipo de combustível, basearam seus produtos em carros grandes que consomem muita gasolina e davam lucro alto.

Esse lucro permitiu que elas sobrevivessem no final dos anos 90 e no começo deste século. Porém, não usaram este dinheiro no desenvolvimento de soluções alternativas para o futuro. O erro foi percebido há dois anos e elas tentaram mudar, mais era tarde. O presidente eleito, Barack Obama, quer aproveitar a crise para fazer uma reforma ampla no setor.

Contrapartidas

Ele já anda dizendo que não deixará as empresas automotivas quebrarem pelo custo social e pelo agravamento da crise que isso ocasionará.

Mas afirmou que também não dará um cheque em branco para elas e exigirá contrapartidas, como por exemplo, a substituição de parte da frota por modelos que usem energia alternativa, como os flex brasileiros.

Ele ainda quer que trabalhadores, gerência, fornecedores, credores e acionistas se juntem para apresentar um plano de como a indústria automobilística norte-americana será. Essa idéia é muito parecida com a experiência da Câmara Setorial no Brasil, no ano de 1992.

Subseção Dieese/ABC

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Enviada por CNM-CUT, às 14:35 01/12/2008, de São Paulo, SP


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