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Notícias(Março/2010)

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Lula: "eu sou baixinho, mas o Povo Brasileiro não"
Sem comentarios

Enviada por Sergio Bertoni, às 23:29 31/03/2010, de Curitiba, PR


Mino Carta: Tabloides de assalto
Por Mino Carta, em Carta Capital

A transparente satisfação com que a mídia nativa celebrou os últimos movimentos do governador José Serra, tomados como prova de uma candidatura de fato já encaminhada, mostra, redondamente, o lado escolhido pelos barões midiáticos. Como sempre, o lado contrário a Lula. No caso, em oposição à candidata do presidente.

Não é novidade. A mídia nativa não engole um ex-operário que se torna inquilino do Palácio do Planalto, cenário quem sabe talhado em definitivo para bacharéis engravatados, quando não generais de quatro estrelas. Ódio de classe? Misturado com a inextinguível suspeita de que Lula acabe por cair em tentação e reedite ideias e ideais do PT de 1980.

Rota traçada desde 1989, quando foi inventado o “caçador de marajás” para impedir a ascensão do Sapo Barbudo. Nem se fale da euforia provocada pela descoberta de um Fernando Henrique rei dos economistas, além de príncipe dos sociólogos, prontamente apresentado como criador da estabilidade. E esta foi também a bandeira da campanha do segundo mandato, embora arreada 12 dias depois da posse.

Surpresa em 2002: Lula derrotou com ótima margem o ex-ministro José Serra, a despeito de sua badaladíssima gestão na pasta da Saúde, quando o mundo mais uma vez curvou-se diante do Brasil. Não bastou insistir na ideia de que Serra era “preparado”, a significar que o outro era irremediavelmente despreparado.

A mídia não percebeu então que seu poder de fogo diminuíra bastante e perseverou na linha contrária ao governo, crivado por críticas ferozes, ataques sem conta, acusações retumbantes, até o chamado “mensalão”, que não foi provado nos termos apontados pelo jornalismo pátrio. Mais significativa e consistente do que a anterior, a vitória de Lula em 2006. Nem por isso, a mídia aproveitou a lição.

Repito o que foi dito em outras oportunidades neste espaço: a eleição de Lula é um divisor de águas na história brasileira. Pela primeira vez, a maioria dos brasileiros apreciou votar naquele com quem se identificava, um igual, em lugar de um senhor enfatiotado, recomendado por seus pares. E, pelo caminho, a maioria convenceu-se que valeu a pena.

Quem não se convenceu foi a mídia. A imprensa, de que muito poucos a leem. A eletrônica, que só vale quando transmite novela, big brothers e faustões. Nesta aposta em si própria, não saiu da velha rota. Diariamente, basta passar os olhos pelas páginas dos jornais que alguns teimam em chamar de “grande imprensa”, para tropeçar em editoriais, artigos, colunas e reportagens destinados a demonizar Lula e condenar seu governo.

Quarta-feira 24, ao falar em Brasília no quadro do programa Territórios da Cidadania, o presidente da República disse: “Fico imaginando daqui a 30 anos, quando alguém quiser fazer uma pesquisa sobre a história do Brasil e sobre o governo Lula e tiver de ficar lendo determinados tabloides. Ou seja, este estudante vai estudar uma grande mentira”.

Haverá quem queira discutir a qualidade do texto, a forma. O conteúdo, no entanto, é claríssimo e não admite dúvidas. Se o pesquisador-estudante se contentar com a leitura dos “tabloides”, ou seja, dos órgãos da nossa imprensa, aprenderá uma história desfigurada por erros e omissões. E mentiras.

Quanto à CartaCapital, nos esforçamos para praticar o jornalismo honesto, na contramão da hipocrisia de quem afirma isenção, equidistância, independência, imparcialidade, enquanto se entrega a formas diversas, porém afinadas, de propaganda partidária. Em busca da verdade factual, criticamos Lula e seu governo ora de maneira positiva, ora negativa. Há duas semanas, entendemos como passo em falso as declarações do presidente a respeito dos presos políticos cubanos. Na semana passada, renovamos nossa reprovação a quaisquer interferências governistas para limitar a liberdade de expressão.

CartaCapital orgulha-se de remar na contracorrente, mesmo quando entende que o governo em seus dois mandatos poderia ter feito muito mais no plano social, ou reputa deslize gravíssimo, a provar prepotência e ignorância, o comportamento em relação ao Caso Battisti. No mais, a entrada de Serra na liça vale para iluminar a ribalta.

Não se trata de valorizar a demanda de muitos tucanos, favoráveis a uma definição rápida, mesmo porque compreendemos a estratégia do pré-candidato, baseada na tentativa de escapar ao embate plebiscitário à procura do confronto direto com a candidatura Dilma. Deste ângulo, tem de ser encarado o nítido empenho tucano em manter Fernando Henrique longe da campanha. Mas não será fácil sair do círculo traçado por Lula em torno do pleito.
Enviada por Sergio Bertoni, às 21:05 29/03/2010, de Curitiba, PR


Assembleia marcada para dia 30 avalia contra-proposta da PMC
Clique aqui para amplair aa imagem

Está agendada para amanhã (30), a partir das 19 horas, mo Sismuc, a assembleia geral dos servidores públicos municipais de Curitiba. A categoria vai avaliar e decidir sobre encaminhamentos da campanha de lutas, tendo em vista as contra-propostas apresentadas pela administração municipal às reivindicações protocoladas.

Dentre os principais itens de interesse dos trabalhadores está a questão salarial, a qual ficou bem distante do que vinha sendo exigido. A prefeitura anunciou 5% de reajuste, cumprindo o mínimo legal de reposição da inflação do período, e negou a recuperação das perdas salariais acumuladas, que ultrapassam os 14%. O ganho real de 15% aprovado em assembleia pelos servidores, também foi desconsiderado pela administração.

As respostas da prefeitura à pauta geral, que inclui uma série de outros pontos, serão apresentadas na assembleia. Os resultados podem ser conferidos no link documentos, por meio das atas das reuniões.
Enviada por Sismuc, às 20:10 29/03/2010, de Curitiba, PR


Jornalão se faz notícia e muita gente boa só discute o que eles querem
Que nos desculpem a companheirada bem intencionada que está discutindo a tal "pesquisa" do DataFolha, mas será que ninguém percebeu que a Folha manipula dados para que ela, a Folha de São Paulo, seja a própria notícia, o assunto a ser debatido?

Se pesquisa ganhasse eleição, Lula teria sido eleito em 1994 ou até mesmo antes.

Paremos de discutir a Folha e suas pesquisas fajutas. Esqueçamos O Globo e seu Ibope.

Se realmente queremos dar continuidade a tudo de bom que foi feito até agora pelo Governo Lula, se queremos evitar que o passado e suas desgraças voltem, se queremos fazer o MAIS e a DIFERENÇA que o Brasil tanto precisa e merece, nós temos que deixar de nos preocupar com o PiG, suas notícias fajutas e seus dados manipulados porcamente.

Temos que arregaçar as mangas e, como dizia a canção, "ir aonde o povo está/ se foi assim/ assim será..."

Desculpem, mas o debate não é na internet, nem nos rádios e muito menos na TV. É nas ruas, nos bairros, escolas, fábricas, bancos, lojas, etc.

É preciso voltar a militância de base, ao corpo-a-corpo, enfim, ao Povo, à todos aqueles que se beneficiam dos avanços e que querem mais conquistas, mais modernidade, mais Brasil.

Paremos de perder tempo com o PiG e usemo-lo na organização real da gente batalhadora deste nosso Brasil que merece muito mais que um governinho de um tucano fujão e privatizador da vida e dos bens alheios.

Vamos ao Trabalho!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:20 28/03/2010, de Curitiba, PR


Tucano, pai do mensalão mineiro, terá acesso as informações do serviço de inteligência nacional
Clique Aqui para ampliar a imagem
Ele é que queria invadir os teus e-mails. Agora, vai perseguir o Stédile

O Conversa Afiada reproduz e-mail de amigo navegante, furioso:

PH, saindo do forno!

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foi eleito, hoje, presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional. Isso mesmo: o senador tucano, grão-mestre do mensalão do PSDB em Minas Gerais e autor do chamado “AI-5 Digital” , vai ter acesso a TODAS as informações do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), atualmente sob comando do general Jorge Armando Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Para tal, basta requerê-las em nome da CCAI. Ao tomar posse, Azeredo sequer disfarçou qual será sua verdadeira missão frente à Comissão de Inteligência. De cara, questionou a “falta de uma ação mais efetiva de inteligência nas áreas sindical e de organizações não-governamentais de caráter mais agressivo, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)”.

Ou seja, os tucanos vão usar o sistema para, outra vez, tentar criminalizar os movimentos sociais.
Enviada por Jansen MC, às 08:50 26/03/2010, de São Paulo, SP


Partido Comunista faz 88 anos!
Em 25 de março de 1922, oito operários e um jornalista, oito anarquistas e um socialista, se reuniram na cidade de Niterói, próxima à então capital federal Rio De Janeiro para fundar o Partidão que nasceu Partido Comunista do Brasil (PCdoB) depois mudou seu nome para Partido Comunista Brasileiro (PCB).

O resto é história.

Os dois partidos comunistas existentes hoje no Brasil comemoram a data.

Confira:

PCB

PC do B

Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:05 25/03/2010, de Curitiba, PR


Lula ataca o PiG: "ele não é letrado"
Ao se aproximar do fim do governo, o Presidente Lula perdeu a inibição e passou a enfrentar um dos maiores obstáculos à construção da democracia brasileira: o PiG(*).

Lula lamenta que, no futuro, os estudiosos que forem pesquisar sobre o que acontece com o Brasil só lerão mentiras.

Lula denuncia os que queriam vê-lo fracassar e dizer que “ele não é letrado”.

O Conversa Afiada já localizou não só o efeito criminoso das atividades do PiG(*), mas manifestações explícitas do preconceito de classe, de raça e de, agora, gênero nas linhas e entrelinhas do PiG(*).

Leia mais no blog Conversa Afiada clicando aqui e divirta-se.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:33 24/03/2010, de Curitiba, PR


Tucanos e mídia desviam recursos públicos
Sem maior alarde, o Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) acaba de descobrir que três governos tucanos (São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul), além de um apêndice dos demos (Distrito Federal), desviaram recursos do SUS para o mercado financeiro nos últimos quatro anos. O desfalque serviu para incrementar os programas estaduais de ajuste fiscal, como manda a cartilha neoliberal do "choque de gestão", em detrimento do atendimento à saúde de uma população estimada em 74,8 milhões de habitantes.

Numa excelente reportagem na revista Carta Capital, o jornalista Leandro Fortes denunciou este esquema criminoso. "Ao todo, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passa de 6,5 bilhões de reais, sem falar nas conseqüências para os seus usuários, justamente os brasileiros mais pobres", revela. As auditorias do Denasus, feitas nos 26 estados e no DF, foram iniciadas em março de 2009 e entregues ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em janeiro último. A intenção era saber quanto cada estado recebeu do SUS e o que fez com os recursos federais.

Ética do PPS foi para o esgoto

O primeiro caso de desvio foi descoberto no Distrito Federal. O ex-secretário da Saúde, Augusto Carvalho, expoente do PPS que se jactava de paladino da ética, "aplicou tudo em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). Em março do ano passado, a aplicação somava 238,4 milhões de reais. Parte do dinheiro, segundo investiga o Ministério Público Federal, pode ter sido usada no megaesquema de corrupção que resultou no afastamento e na prisão do governador José Roberto Arruda". Será difícil o partido de Augusto Carvalho e Roberto Freire voltar a falar em ética.

Já nos governos tucanos de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, os auditores tiveram dificuldades para vasculhar as suas contas. Badalados pela mídia como ?gestores modernos?, que zelam pela "transparência nas contas púbicas" eles fizeram de tudo para sabotar a investigação. O Denasus precisou recorrer ao Ministério Público Federal para descobrir que a governadora Yeda Crusius, entrincheirada na sua mansão sob suspeita de corrupção, reteve 164,7 milhões de recursos do SUS em aplicações financeiras até junho de 2009. Afetado atualmente por um surto de dengue, o estado aplicou apenas 0,29% dos seus recursos na vigilância sanitária. Um crime!

Discurso de Serra desmontado

"Com exceção do DF, a maior parte do recurso retido em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul diz respeito às áreas de vigilância epidemiológica e sanitária, ai incluído os programas de combate à AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Mas também há dinheiro do SUS no mercado financeiro desses três estados que deveria ter sido utilizado em programas de gestão à saúde e capacitação de profissionais do setor", denuncia Leandro Fortes.

A investigação complica ainda mais a vida de José Serra. "No caso de São Paulo, a descoberta dos auditores desmonta um discurso muito caro ao governador, virtual candidato do PSDB à Presidência, que costuma vender a imagem de ter sido o mais pródigo dos ministros da Saúde do país, cargo ocupado por ele entre 1998/2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso", aponta Leandro Fortes. Pelos cálculos do Denasus, apenas em 2007, José Serra deixou de aplicar na saúde R$ 1,1 bilhão. Apesar disto, o Tribunal de Contas do Estado aprovou as suas contas.

Mídia é devedora da Previdência Social

Apesar da gravidade dos fatos denunciados pela Carta Capital, a mídia demotucana tem evitado tratar do assunto. O seu "espírito investigativo" não funciona quando se trata de apurar os crimes da oposição neoliberal-conservadora, principalmente quando afetam o blindado José Serra. Mas, além das razões político-eleitoreiras, o silêncio da mídia tem outros motivos escusos. Ela mesma procura tirar vantagens econômicas do desmonte do setor público. A defesa do "estado mínimo" e contra a "gastança pública" tem também objetivos funcionais, de expropriação explícita.

O sítio Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, denunciou recentemente que os principais veículos de comunicação desfalcam a Previdência Social. Os demo-tucanos roubam a saúde e os barões da mídia roubam os aposentados e os pensionistas. "E depois eles reclamam do déficit da previdência", ironiza Amorim. Os dados enviados ao blogueiro são bombásticos:

- A Infoglobo Comunicações, empresa das Organizações Globo, tem nove processos por dívidas com a Previdência Social, totalizando R$ 17.664.500,51;

- A Editora Abril deve R$ 1.169.560,41;

- A Rádio e Televisão Bandeirantes tem sete processos, totalizando R$ 2.646.664,15, sendo que três deles são de "Pedido de Penhora e/ou Reforço de Penhora";

- A Folha de S.Paulo tem quinze processos e deve à Previdência Social R$ R$ 3.740.776,10;

- O Estado de S.Paulo tem dois processos e deve R$ 2.078.955,87;

- A Editora Globo tem dois processos e deve R$ 2.078.955,87.

Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/03/tucanos-e-midia-desviam-recursos.html
Enviada por Jansen M.C., às 11:25 24/03/2010, de São Paulo, SP


Pode entrar. Tem vaga!
Fiat anuncia a contratação de 1 mil funcionários para aumentar a produção de veículos

A Fiat fechou acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim para aumentar em 6,5% a produção da fábrica de Betim, na Grande BH.

O acordo inclui a contratação de 1 mil funcionários para o quadro permanente da montadora e da FPT (Fiat Powertrain).

O processo de contratações deve ir até maio de 2010 e permitirá à transnacional italiana produzir na planta de Betim cerca de 3100 veículos por dia.

Tem pra todo mundo

No fim de 2009 a GM contratou 600 pessoas, sendo 250 para a planta de São Caetano, 250 para São José dos Campos e outros 100 para a unidade de Mogi das Cruzes.

A multinacional gringa ainda prevê uma expansão de quase 30% na capacidade de produção em São Caetano do Sul, que avançará dos atuais 210 mil veículos para 270 mil carros por ano.

A Volkswagen criou cerca de 2.800 postos de trabalho no País.

A Ford Camaçari, na Bahia, deve contratar 1.000 funcionários e aumentar a produção de 250 mil para 300 mil veículos por ano, na cidade.

No fim de 2009, a Ford também informou a contratação de 278 empregados para o Complexo Industrial de Taubaté, no Interior de São Paulo, para a ampliação da produção, e ainda investimento de R$ 370 milhões para as operações da Ford Caminhões, em São Bernardo.
Enviada por Sergio Bertoni, às 23:55 22/03/2010, de Curitiba, PR


Rússia: demissão de líder sindical na GM foi ilegal
Evguenii Ivanov, trabalhador na GM-Avto de São Petersburgo e presidente do comitê sindical do MPRA - Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Automobilística da Rússia - foi readmitido pela GM após o tribunal regional de Pushinskii julgar ilegal as ações da administração da transnacional norte-americana ao demitir o líder sindical "por abondono do posto de trabalho".

O Tribunal determinou ainda que a GM pague à Evguenii os salários de 3 meses e meio (103 mil rublos, cerca de R$ 6300,00) e uma compensação por danos morais no valor de 3 mil rublos, pouco menos de R$ 200,00.

Em 11 de novembro de 2009 os Trabalhadores na GM-Avto de São Petersburgo deram início a uma operação tartaruga reivindicando a indexação dos salários, a regulamentação das férias anuais com estabelecimento de regras precisas, respeito à jornada legal de 40 horas semanais, etc.

A GM tentou de todas as formas romper com o movimento e a solidariedade dos Trabalhadores de base, apelando para a repressão. No dia 20 de novembro Ivanov foi demitido e retirado a força de dentro da fábrica. Ao mesmo tempo foi criado um sindicato pelego, controlado pela direção da empresa, na qualidade de oposição, contrapeso, ao MPRA.

A companheirada de base não se deixou intimidar pelos primitivos métodos usados pela GM, manteve-se organizada e buscou seus direitos. Contando com o apoio da estrutura nacional do MPRA, da assessoria jurídica da Organização de Defesa dos Direitos "Peterburgskaia Eguida" e da solidariedade de outras organizações sociais, conquistaram a readmissão de seu companheiro e deram um novo impulso à luta dos Trabalahdores na GM em defesa de seus direitos.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:46 21/03/2010, de Curitiba, PR


Lula e o Oriente Médio - Enfim existe no mundo "algo" chamado Brasil
Por Laerte Braga

O que a grossa e esmagadora maioria dos jornalistas da grande mídia não enxergou nas críticas que fez, ou até nas ironias à viagem do presidente Lula a países do Oriente Médio, é que Lula não foi fazer mágica, solucionar um conflito milenar, tampouco assumir responsabilidades pela paz naquela região do mundo.

Foi deixar claro, sobretudo ao governo de Israel, que existe um país chamado Brasil, com cerca de oito milhões de quilômetros quadrados, o maior país da América Latina, que emerge como potência política e econômica na configuração da chamada nova ordem econômica mundial e entende que o povo palestino está sendo lesado em seus direitos legítimos de um Estado (reconhecido pela ONU). Por tabela, mostrar a esse mesmo estado de Israel e aos EUA, que o Irã, como qualquer país do mundo, tem direito a buscar seu desenvolvimento na forma determinada pelo seu povo.

O presidente do Irã foi eleito e reeleito pelo voto direto dos iranianos, ao contrário dos aliados árabes dos norte-americanos no Egito, na Arábia Saudita, na Jordânia, ditaduras sustentadas por Washington.

A intolerância no Irã parte dos vencidos. Só vale a democracia quando vencem.

Ao não colocar flores no túmulo do fundador do sionismo, doutrina nazifascista (muitos colaboraram com o regime de Hitler contra o próprio povo judeu) procedeu como o fizeram o presidente da França e outros, que não reconhecem em Israel o poder de determinar como deve ser o Oriente Médio. Ou suas políticas terroristas e expansionistas. A violência e a barbárie do sionismo montado nas armas nucleares que não querem que o Irã tenha. Mas têm.

Ao deixar a região Lula deixou também registrado que ali está presente um país de oito milhões de quilômetros quadrados, com quase 200 milhões de habitantes, que, na avaliação dos próprios “donos do mundo”, em quatro anos estará ultrapassando economias mais poderosas e em vinte anos, mantidos os rumos do atual governo, ampliadas as conquistas populares, será uma das quatro grandes potências do mundo.

Isso desagrada profundamente à grande mídia brasileira. É venal, é instrumento de ação de governos e empresas estrangeiros, com cumplicidade de nossas elites econômicas, notadamente os EUA.

O embaixador Sérgio Amaral, ex-ministro de FHC, foi a um programa de televisão para com sua linguagem untuosa, servil, dizer que o Brasil está muito aquém de poder participar de processos políticos mais intrincados de negociações, quaisquer que sejam elas, que o presidente estava apenas procurando palco. Refletiu sua característica submissa, medíocre de pau mandado.

Sérgio Amaral é um dos implicados no primeiro escândalo do governo FHC, o da concorrência para o SIVAM (SISTEMA DE VIGILÂNCIA E MONITORAMENTO DA AMAZÔNIA). A concorrência fora vencida por uma empresa francesa e subornados pelo governo e empresa dos EUA, FHC, Sérgio Amaral e o embaixador Júlio César Gomes, o projeto foi parar em mãos da concorrente americana. É o Brasil que essa gente concebe, o BRAZIL, o deles e dos EUA.

Existem gravações das conversas para a marmelada e o ato de submissão. FHC foi chantageado pelos que gravaram. Nomeou para a chefia da Polícia Federal, num acordo, nem a grande mídia conseguiu esconder quando dos fatos, o irmão do autor das gravações. Mas comprou jornais, redes de tevê e revistas com uma verba extra, para ficar no silêncio, até porque, já havia entrado nessas organizações o dinheiro dos EUA.

O mesmo procedimento crítico teve o governador José Collor Arruda Serra, aproveitando-se da discussão dos royalties do petróleo. Como tem o controle da mídia (“o PT é um partido sem mídia e o PSDB é uma mídia com partido”), deu apoio ao governador do Rio Sérgio Cabral, sabendo que a maioria dos seus deputados, os deputados federais paulistas do seu partido, não votaria, como não votou, no projeto que publicamente ele defende. De catorze deputados federais tucanos, apenas quatro votaram como Serra disse que pensa, os outros dez votaram contra o que Serra pensa. O controle é dele, se tivesse determinado os deputados votariam como ele gostaria, ou diz gostar.

Mentiroso, cínico, só de olho nas eleições. Fala uma coisa e faz outra. Não tem caráter e nem tem dignidade ou compostura. É venal e as investigações do caso Arruda mostram as ligações de Arruda Serra e o caixa dois de sua campanha com o ex-governador de Brasília, por isso a frase “vote num careca e leve dois”.

Para essa gente não importa que o Brasil seja um país livre e soberano, senhor do seu destino e segundo a vontade de seu povo. Não querem isso, são subordinados aos EUA.

À época dos fatos até a FOLHA DE SÃO PAULO, em matéria assinada por Roberto Candelori, fala da inauguração do SIVAM, conta rapidamente a história da corrupção (pode ser vista na íntegra no blog de Paulo Henrique Amorim) e ao final escreve textualmente assim: “Documentos oficiais levantados pela Folha confirmam que, para os EUA, o Sivam significou uma vitória geopolítica. Suspeita-se de que, por ser um instrumento útil ao seu programa de combate ao tráfico, o sistema venha a tornar-se extensão do Plano Colômbia. Nesse caso, a "lei do abate", que permite a derrubada de aeronaves, sugere, no mínimo, cautela”.

E essa a característica dos críticos da diplomacia brasileira.

Outro funcionário norte-americano nos quadros da diplomacia brasileira, o embaixador Júlio Cesar Gomes, segundo a mesma FOLHA DE SÃO PAULO, à época do governo FHC, produziu o seguinte fato.

“O embaixador do Brasil na Itália, Paulo Tarso Flecha de Lima, foi informado na noite da quinta-feira de que será substituído. O mais cotado para assumir seu lugar é o ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, diplomata de carreira. O presidente Fernando Henrique Cardoso planeja, ainda, transferir Júlio César Gomes para o consulado de Nova York. Embaixador na FAO, organismo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, com sede em Roma, Júlio César Gomes foi assessor de FH até a divulgação de grampos telefônicos em que ele se mostrava atuante nos bastidores da concorrência do projeto Sivam. A temporada de trocas nos postos mais cobiçados no Exterior terá seqüência com a definição do embaixador na Inglaterra, em substituição a Sérgio Amaral, convocado para assumir o ministério do Desenvolvimento”.

A presença de Lula no Oriente Médio cria um fato político de suma importância para todo o processo de paz naquela parte do mundo, desloca o eixo das negociações trazendo-o de volta as Nações Unidas e assim contraria interesses norte-americanos no petróleo, no controle da região, levando-se em conta que, quando derrotados na ONU os norte-americanos agem unilateralmente, como fez Bush no Iraque, desprezando solenemente a opinião de outros governos.

Esse concerto de nações, como se costuma dizer, só vale quando diz amém, ou aleluia. Se não disser tem sempre um Sérgio Amaral subalterno e a serviço de potência estrangeira, para ir a um veiculo de comunicação – GLOBO – controlado por grupos estrangeiros e a serviço deles, dizer besteiras e vender mentiras.

O “boicote” do chanceler Von Ribentrop de Israel à presença de Lula no parlamento daquele país foi exatamente o temor da presença do Brasil, do peso do Brasil e das conseqüências que o fato gera.

A imprensa norte-americana tem dito que, se o Irã fabricar artefatos nucleares, a aviação de Israel ou a própria aviação dos EUA vão lá e bombardeiam as instalações e usinas nucleares daquele país.

E quem vai explodir as de Israel e dos EUA?

É preciso remontar ao acordo de paz assinado entre Yasser Arafat e o primeiro ministro de Israel Itzak Rabin, mediado por Bil Clinton. Rabin foi assassinado por um fundamentalista judeu no dia da comemoração da paz. A paz foi por água abaixo.

Ali surge a figura do carrasco de Auschiwtz Ariel Sharon, extrema-direita, dando início à escalada da violência e da barbárie sionista contra palestinos, em função dos “negócios”.

A paz não interessa aos sionistas. O próprio povo judeu ao aplaudir Lula, segundo os jornais de Israel, “ovacioná-lo”, mostra o que todo mundo sabe. Quer a paz. Quem não quer são os “donos do poder”. O IV Reich. Tem sede em Tel Aviv, em Washington e em New York (Wall Street). A bandeira dessa gente traz ao meio a suástica e as torres de petróleo.

O que Lula fez foi azedar o leite do terrorismo sionista. A propósito, nem Obama agüenta mais o governo de Israel, é o que dizem jornais norte-americanos. Exagerou na estupidez e na boçalidade.

Quando da visita do presidente do Irã ao Brasil, uma ou duas semanas antes e sem ser convidado, veio aqui o presidente de Israel, Shimon Peres. Desceu em São Paulo, reuniu-se com o esquema FIESP/DASLU (controlado por sionistas) e foi visitar José Collor Arruda Serra. Só depois de conferenciar com os funcionários de potência estrangeira e empresas estrangeiras é que foi a Brasília visitar o ministro Celso Amorim e o presidente Lula. Ou seja depois de deixar as ordens aos subalternos.

E convidou Lula a visitar Israel.

Ao contrário do que disse o meloso e asqueroso embaixador Sérgio Amaral.

O ponto culminante da diplomacia desses caras foi quando o ministro das relações exteriores do Brasil, no governo FHC, Celso Láfer, retirou os sapatos, para ser revistado, no aeroporto de New York, obedecendo a ordens de agentes da imigração dos EUA, mesmo depois de ter se identificado.

É essa a diferença. O Brasil não era nada àquela época e agora é. Isso diminui o lucro desses caras, correm o risco de ficar “desempregados”. Apostam tudo na eleição de Serra para voltar a ser como dantes. De quatro e descalços.
Enviada por Castor Filho, às 12:27 20/03/2010, de São Paulo, SP


Greve dos Professores continua. Confira o vídeo com as respostas do movimento ao (des)governador
Companheiros e companheiras,

envio a vocês um vídeo feito por um professor, ele está também no youtube ou no site do Oespectro.jor.br. Deem uma olhada e utilizem para fazer a discussão com a "comunidade escolar", principamente com diretores e professores que acreditam no que a midia diz a seu respeito, caluniando, atacando com o intuito de o manter na condição de marionete pública em troca de licença premio, bonus, entre outras coisa.

Os dados não falam por si mesmo, mas falam por eles aqueles os que dizem ter em mãos, ou seja, que os manipulam.

A GREVE DEVE TER COMO PRESSUPOSTO NÃO SOMENTE A CONQUISTA DE MAIORES SALÁRIOS, OU QUALQUER OUTRO PONTO DE REIVINDICAÇÃO, MAS DEVE SERVIR FUNDAMENTALMENTE COMO ELEMENTO AGREGADOR E FORMADOR DA CONSCIENCIA SOCIALISTA DA CLASSE REVOLUCIONÁRIA, A CLASSE TRABALHADORA.

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=hM_wQM4wNmw
Enviada por Jansen MC, às 19:48 19/03/2010, de São Paulo, SP


Caso Bancoop: Ministério Público desmente reportagem da Veja
A casa caiu! O jargão conhecido das rodas policiais deve estar sendo entoado neste momento no suntuoso prédio da editora Abril, em São Paulo, onde a revista Veja é produzida. Mas a expressão -- ao contrário do que costuma acontecer naquela redação -- não é dirigida a nenhum petista ou integrante do governo e sim à própria revista. Informações oficiais fornecidas hoje pelo Ministério Público Federal deixam claro que a revista mentiu aos seus leitores sobre o caso Bancoop. Na edição do último final de semana, a revista foi categórica ao afirmar que o doleiro Lúcio Bolonha Funaro fez acusações incriminadoras contra o atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a quem a revista acusa de estar envolvido em casos de desvio de dinheiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop).

Veja abaixo um dos trechos da reportagem da Veja:

"A revelação do elo de João Vaccari com o escândalo que produziu um terremoto no governo federal está em uma série de depoimentos prestados pelo corretor Lúcio Bolonha Funaro, considerado um dos maiores especialistas em cometer fraudes financeiras do país. Em 2005, na iminência de ser denunciado como um dos réus do processo do mensalão, Funaro fez um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Em troca de perdão judicial para seus crimes, o corretor entregou aos investigadores nomes, valores, datas e documentos bancários que incriminam, em especial, o deputado paulista Valdemar Costa Neto, do PR, réu no STF por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Em um dos depoimentos, ao qual VEJA teve acesso, Lúcio Funaro também forneceu detalhes inéditos e devastadores da maneira como os petistas canalizavam dinheiro para o caixa clandestino do PT. Apresentou, inclusive, o nome do que pode vir a ser o 41º réu do processo que apura o mensalão - o tesoureiro João Vaccari Neto. "Ele (Vaccari) cobra 12% de comissão para o partido", disse o corretor em um relato gravado pelos procuradores. Em cinco depoimentos ao Ministério Público Federal que se seguiram, Funaro forneceu outras informações comprometedoras sobre o trabalho do tesoureiro encarregado de cuidar das finanças do PT."

Segundo o próprio Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP), é tudo mentira. O MPF informou nesta sexta-feira, em nota oficial, que o material que recebeu da Procuradoria-Geral da República (PGR) e que embasou a denúncia contra o doleiro Lúcio Bolonha Funaro por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro não faz nenhuma menção a João Vaccari Neto. O depoimento foi colhido em 2008 como parte do processo do mensalão.

Em nota, a procuradora Anamara Osório Silva, autora da denúncia oferecida em junho de 2008 e que levou à ação penal que tramita na Justiça contra Funaro e seu sócio, José Carlos Batista, esclareceu também que não pode confirmar se o depoimento concedido por Funaro em Brasília se deu por delação premiada.

"Tanto na documentação remetida pela PGR a São Paulo, que embasou a denúncia, quanto na própria acusação formal remetida à Justiça pelo MPF-SP, é necessário esclarecer, não há nenhuma menção ao ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) João Vaccari Neto", afirma o texto. "O MPF em São Paulo não pode confirmar se o depoimento de Funaro, concedido em Brasília, se deu sob o instituto da 'delação premiada'."

De acordo com a Procuradoria, os depoimentos de Funaro dão conta de que ele e Batista se utilizaram da empresa da Garanhuns Empreendimentos para dissimular a transferência de R$ 6,5 milhões da agência de publicidade SMP&B, de Marcos Valério, ao antigo Partido Liberal (PL). "São sobre essas operações de lavagem de dinheiro que trata o processo, que tramita normalmente perante à 2ª Vara Federal. A última movimentação processual constante é de fevereiro de 2010", diz a nota.

De acordo com a PGR, o material referente aos depoimentos de Funaro foi encaminhado ao MPF-SP pelo então procurador geral da República Antonio Fernando de Souza.

"Essa é mais uma prova de que Veja mentiu novamente. O objetivo da revista é provocar uma guerra eleitoral visando desgatar o PT e assim prejudicar a campanha da companheira Dilma à Presidência da República", afirmou Francisco Campos, dirigente nacional do PT.

Dilma: mais um gope da oposição

Ainda nesta sexta-feira, a ministra-chefe Dilma Rousseff disse, em relação ao caso Bancoop , que a oposição está buscando ressuscitar a crise política vivida pelo governo federal em 2005 com o escândalo do mensalão a fim de influenciar o processo eleitoral deste ano, mas não será bem-sucedida.

"O pessoal está tentando, vamos dizer, trazer 2005 para a eleição de 2010, mas não acho que isso seja eficaz" disse Dilma a jornalistas antes de entrar para a reunião do Conselho de Administração da Petrobras.
Enviada por Jansen MC, às 19:44 19/03/2010, de São Paulo, SP


Um quarto de bilhão de pessoas deixou favelas na última década, diz ONU
A ONU afirma que quase um quarto de bilhão de pessoas em todo o mundo deixaram suas favelas na última década, segundo o relatório State of the World's Cities 2010/2011.

O relatório afirma que China e Índia deram "passos gigantes" para melhorar as condições de moradia de suas populações. Mas o crescimento populacional e o êxodo rural fizeram com que no total o número de favelados crescesse de 77,7 milhões para 827,6 milhões durante a década.

Os autores do estudo calculam que, mantida a taxa atual, o número de habitantes de favelas chegará a 889 milhões em 220. Metade deste crescimento veio de pessoas que já viviam em favelas, um quarto de migrantes do campo para áreas urbanas e outro quarto de pessoas que viviam em áreas rurais nas bordas das cidades e que tiveram suas residências engolidas pelo crescimento urbano.

Brasil

O relatório afirma que o Brasil reduziu em 16% a população de habitantes de favelas. Cerca de 10,4 milhões de pessoas deixaram este tipo de habitação.

A fatia de pessoas que moram em favelas diminuiu de 31.5% para 26,4% em dez anos devido a adoção de políticas econômicas e sociais, a diminuição da taxa de natalidade e da migração do campo para a cidade.

Além disso, a criação do ministério das Cidades, a adoção de uma emenda constitucional afirmando o direito do cidadão à moradia e os subsídios de materiais de construção, terrenos e serviços são apontados como responsáveis pela diminuição do número de favelados.

Dos países pesquisados, o Brasil está atrás apenas de China, Índia e Indonésia.
Enviada por Ubirajara Freitas, às 11:39 18/03/2010, de Belo Horizonte, MG


TRT Mineiro contra Greve
NOVAMENTE O TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO SE POSICIONA CONTRA O ÚNICO E LEGÍTIMO INSTRUMENTO DE LUTA DO TRABALHADOR, QUE É O DIREITO LEGALMENTE CONSTITUÍDO DE GREVE

Baseado nos resultados da reunião de sexta-feira onde o Sindicato reformula o percentual de 37 para 12% de reajuste salarial, condicionado à redução de jornada, fim da compensação de horas, fim da dupla pegada, fim do ônibus sem cobrador dentre outras reivindicações, os patrões se quer deram respostas a essa proposta oferecida pelos trabalhadores.

Em contra partida os patrões continuam oferecendo os 4.36% + retirada de alguns benefícios da CCT, o que foi levado à apreciação da Assembléia Geral Extraordinária no dia 14/03/2010. Essa por sua vez, recusou tal proposta aprovando a greve geral e/ou parcial a partir das zero horas do dia 15/03.

Diante da aclamação dos trabalhadores de continuarem lutando por seus direitos, iniciou novamente o movimento grevista e mais uma vez o Desembargador agiu de forma truculenta e arbitrária, postura assim só vista na época do regime militar, bloqueando as contas bancárias das entidades sindicais envolvidas e da ASTROMIG que não tem qualquer vinculação com dissídio coletivo e que é uma associação que congrega todos os Sindicatos no estado de Minas Gerais e trabalhadores rodoviários.

Outro absurdo ocorrido foi que além das Entidades, tiveram suas contas bloqueadas todos os dirigentes sindicais que são pessoas físicas, tudo isso sem ter lhes dado direito de defesa e nem mesmo de manifestar-se no processo.

Que as entidades sindicais mesmo diante da interferência do judiciário e da intransigência patronal se colocam à disposição e estão abertas às negociações.
Enviada por Ubirajara Freitas, às 11:37 18/03/2010, de Belo Horizonte, MG


"Foi uma virada na minha vida", diz beneficiária do Bolsa Família que conseguiu um emprego fixo
“Foi uma virada na minha vida. Hoje sou uma profissional”

Esse é o depoimento de Lúcia Inês Batista da Silva. Há um ano e meio ela trabalha numa das maiores indústrias de confecções do país. Lúcia é beneficiária do Programa Bolsa Família, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e é uma das 240 mulheres atendidas pelo programa de transferência de renda, que treinou e capacitou as mulheres para trabalhar na área têxtil, em Fortaleza.

Lúcia e essas 240 mulheres são o que desmente uma publicação que circula pela internet. Nela, se diz que 500 mulheres beneficiárias do Bolsa Família (e não as reais 240) não aceitaram emprego para não perder o benefício do Bolsa Família.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

É claro que a tchurma da patronal e da direitona atrasada vai espalhar mentiras por aí. Tudo o que eles querem é disseminar o trabalho flexível, precário e sem regras para poder explorar ainda mais aos Trabalhadores.

Emprego e renda fixa?

Só para eles, mas nunca para os Trabalhadores.

É só nisso que eles pensam...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 07:18 18/03/2010, de Curitiba, PR


O mediador global
Por Paulo Santana

A gente lê e não acredita: o presidente Lula está em Israel para mediar a crise entre palestinos e israelenses.

E é encarado tanto pelo governo de Israel quanto pela França, os Estados Unidos e a Rússia como importante mediador global e ensarilhador de tensões.

Está agora em Israel Lula, pronto para conversar também com os palestinos e tentar um acordo entre os dois povos.

E, no dia 15 de maio próximo, Lula estará em Teerã, tentando ser um pacificador da questão nuclear e amenizador das sanções que as nações ocidentais estão impondo ao Irã pela ameaça de enriquecimento de urânio naquele país, um explosivo incidente que pode levar à guerra, conhecendo-se a intenção de Israel de bombardear o Irã no caso de que surjam vestígios nítidos de que Teerã esteja cultivando uma bomba nuclear.

A questão no Oriente Médio é tão intrincada e falecem tanto as soluções, que os políticos e governantes das nações em litígio, assim como as nações mais poderosas do mundo, aceitam mediação vinda de onde venha. Ainda mais uma mediação com autoridade neutral, que parece ser o caso do Brasil, que não foi potência imperialista no Oriente Médio, caso da Grã-Bretanha e da França. E é importante também, para a condição de mediador autorizado que Lula ostenta, que o Brasil é um país cuja Constituição o proíbe de desenvolver armas atômicas, o que o credencia para negociar acordo entre as potências nucleares e o emergente e assanhado Irã.

Lula percebeu esse vazio e se coloca à disposição dos litigantes para mediá-los.

E chama a atenção a importância que todos emprestam à figura de Lula como apaziguador de seus conflitos.

A impressão que se tem desses fatos é de que Lula é muito mais respeitado no Exterior do que aqui no Brasil.

Chega a ser emocionante ver como o Brasil é encarado com respeito pela comunidade internacional. Fato novo, criado pelo governo Lula. E especialmente criado pela figura simpática do presidente brasileiro.

A um desavisado aqui no Brasil, poderia ocorrer que a participação de Lula nas mediações desses importantes conflitos internacionais, os mais importantes em todo o cenário mundial, seria meramente folclórica.

Nada disso, a mediação do presidente Lula é ansiada pelos governantes e políticos das nações litigantes, transmitindo alguns deles até mesmo a opinião de que a intervenção de Lula nesses assuntos pode ser providencial para sua solução.

É espantosa essa saliência de Lula e do Brasil no cenário das relações internacionais. Nunca, sob qualquer governo, o Brasil teve essa notoriedade e destaque.

E de nós, brasileiros, é maior ainda o espanto: como pôde um ex-retirante de pau de arara, metalúrgico de dedo decepado de uma fábrica do ABC, líder de greves no período militar, sem luzes e cultura, ter chegado a esse ponto em que ameaça deixar o governo que está no fim, com a imagem de um estadista?

E estadista internacional.

Está aí o típico exemplo de um homem que deu e emprestou importância ao seu cargo.
Enviada por Vera Armstrong, às 11:30 17/03/2010, de Curitiba, PR


Trabalhadores na Volkswagen em Taubaté exigem contratações
Na última semana, os trabalhadores na Volks estiveram mobilizados lutando por mais contratações

Após diversas ações do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e região e da Comissão de Fábrica, ficou constatada a necessidade urgente de contratações para a fábrica.

Os trabalhadores na Volkswagen estão mobilizados em luta pela abertura de postos de trabalho na planta de Taubaté. Os metalúrgicos exigem que novas contratações sejam feitas porque não estão aguentando o forte ritmo de trabalho que vem sendo imposto pela empresa na produção.

"O Sindicato e a Comissão de Fábrica estão ao lado da categoria nesta luta, e a mobilização deve continuar até que a empresa realize as contratações para suprir sua demanda de produção sem sacrificar saúde e a vida familiar dos trabalhadores", disse o presidente da entidade, Isaac do Carmo.

O Sindicato e a Comissão de Fábrica também informam que continuarão atuando no sentido de cumprir os encaminhamentos aprovados pelos metalúrgicos nesta luta.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté
Enviada por SindMeTau, às 08:10 17/03/2010, de Taubaté, SP


Lula é o primeiro chefe de Estado brasileiro a visitar a Autoridade Nacional Palestina
Lula defende estado palestino livre e associado ao Mercosul

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva esteve nesta terça-feira (16) em Belém, na Cisjordânia, durante sua visita aos Territórios Palestinos, onde foi recebido pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Lula discursou na abertura de uma conferência econômica que reuniu 120 empresários brasileiros e palestinos, na presença do primeiro-ministro Salam Fayyad, durante a qual desejou que um Estado independente palestino pudesse, um dia, ser associado, como Israel, ao Mercosul, o mercado comum sul-americano.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:49 16/03/2010, de Curitiba, PR


Chanceler de Israel foi descortês com o Brasil
O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, classificou como uma "descortesia" o boicote do ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Israel.

Parece que para esta facção extremista da sociedade judaica, os sionistas, ou nada aprendeu com o Holocausto ou tenta desforrar nos palestinos o que sofreram na mão dos nazistas.

Uma triste história de intolerância e atraso político...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:45 16/03/2010, de Curitiba, PR


‘Gafe’ seria Lula homenagear Herzl
Por Eduardo Guimarães

O blogueiro de José Serra Ricardo Noblat noticiou “em primeira mão”, na noite de ontem, a informação de que Lula, em visita a Israel, teria cometido “mais uma gafe” por ter se recusado a depositar flores no túmulo de Théodor Herzl, fundador do movimento sionista, que criou o Estado de Israel. Foi o que bastou para a horda de trolls do tucano invadir a internet com uma versão inexplicável dos fatos, o que requer esclarecimentos.

O Sionismo visou estabelecer o Estado judeu na Palestina, onde havia e continua havendo uma população autóctone. O sonho de Herzl, um judeu húngaro, era o de fazer valer uma espécie de “direito ancestral” do seu povo através de colonização de terras. Os arquivos dos sionistas dizem que eles acreditavam que a população nativa da Palestina, como resultado desta colonização, simplesmente “montaria as suas tendas e fugiria”. E, se resistisse, seria defenestrada e ponto final.

O processo começou aos poucos, quando o primeiro assentamento sionista na Palestina nasceu e um pequeno grupo judáico imigrou para lá em 1882. A força econômica sionista continuou cravando assentamentos na região. O objetivo era fazer uma lenta e progressiva limpeza étnica que expulsaria os palestinos. Uma “limpeza” que dura até hoje.

O escritor anglo-judeu Israel Zangwill, um dos líderes do Sionismo inglês, dizia que a Palestina era “uma terra sem povo para um povo sem terra”, ou seja, para o povo judeu. Os 410.000 palestinos (muçulmanos e cristãos) que viviam ali eram considerados um mero detalhe.

Alguns historiadores entendem que a liderança sionista não quis dizer que não havia pessoas na Palestina, mas que os palestinos não seriam dignos de ser considerados um povo. Os sionistas realmente acreditavam que a região em que fundaram Israel pertencia exclusivamente ao povo judeu por herança histórica e que os que ali viviam seriam intrusos.

Aí vem a azeitona da empada: Theodor Herzl escreveu, em 1895, que a solução seria mandar os palestinos, “sem nem um tostão”, para além das fronteiras da Palestina e que o processo de remoção deveria ser realizado “de forma discreta”. Israel Zangwill reforçou dizendo que “dar um país a um povo sem país” seria “loucura”, e que não se poderia permitir que aquele fosse “um país de dois povos”.

Para os palestinos, os quais Lula irá visitar na viagem que ora empreende, homenagear seu algoz seria um insulto. Como homenagear o artífice do sofrimento desse povo e depois visitá-lo? Espero, pois, que o presidente não ceda às pressões e se atenha a contatos diplomáticos com os israelenses. Gafe ele cometeria se tivesse homenageado o carrasco do povo palestino.
Enviada por Castor Filho, às 10:01 16/03/2010, de São Paulo, SP


A Globo tá furiosa
Vejam só se pode uma coisa dessas:

O governador do RJ, Sérgio Cabral, aliado de Lula, mandou implodir um presídio no Rio para em seu lugar construir apartamentos populares.

Lá nas redações do Jardim Botânico, sede da Globo no RJ, eles devem estar a ser perguntar:
- Para que este desperdício de dinheiro?

Sim! porque, para eles, presídio é lugar de pobre. Portanto, não faz falta derrubar presídio para construir habitações populares. Na lógica deles, elas já existiam na forma de presídio.

Agora vem este Cabral, aliado daquele Lula, dar chance para que a gentalha viva em apartamentos. Não! não pode. Isso é uma vergoooooonha diria o militante do Comando de Caça aos Comunistas.

Ali Kamel, o supra-deus do jornalismo global (sim! porque deus vem logo abaixo dele) deve estar esmurrando a mesa (devido a tamanha ousadia dessa gentalha da periferia) e gritando desesperadamente:
- Nein, nein, nein! (não, não, não, em alemão).

Confira aqui o destempero global. Só faltou acusar Lula e Cabral de desrespeito ao patrimônio histórico e cultural brasileiro e outras cositas más.

É a operação "Tempestade no Cerrado" a todo vapor.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:59 16/03/2010, de Curitiba, PR


Brasil criou recorde de mais de 205 mil empregos formais em fevereiro
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou nesta segunda-feira que os dados do Caged de fevereiro serão recorde, apontando a criação de mais de 205 mil empregos formais.

Em janeiro o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados mostrou a geração de 181.419 postos de trabalho com carteira assinada no país, também recorde para o mês de janeiro em 22 anos de história do Caged.

Confirmado os dados, 386.000 empregos, o Brasil de Lula terá gerado em apenas dois meses a mesma quantidade de empregos que o governo FHC gerou em um mandato de 4 anos.

Por isso o desespero deles. Daí a baixaria e o denuncismo a qualquer custo.

Preparem-se por que eles ainda baixarão mais o nível.

Eles não sabem perder e muito menos aceitam que os mais pobres ganhem.

E ainda tem gente que diz que é tudo igual...
Enviada por Sergio Bertoni, às 14:37 15/03/2010, de Curitiba, PR


"Mídia alternativa vai à luta", diz Venício Lima em entrevista
No último sábado de fevereiro (27/2), empresários e empreendedores da área de comunicação, representantes de pequenas mídias, ou mídias alternativas, reuniram-se para efetivar um projeto pensado durante o processo da 1º Conferência Nacional de Comunicação. A Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação - Altercom é uma associação feita para representar aqueles que estão por trás das produções das mídias alternativas e que não têm interesses defendidos por outras organizações semelhantes, como a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) [ver, neste Observatório, "O nascimento da Altercom"].

"A convocação recente para a 1º Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), e sua efetiva realização em dezembro do ano passado, tornou mais claro que existe uma divergência importante de interesses entre esses grandes grupos empresariais, representados por essas associações e grupos de empresários numa escala econômica bem menor, e são ligados a novas mídias", considerou o professor Venício Lima em entrevista à IHU Online por telefone. Conhecido por seu comprometimento com o direito da comunicação, ele participou das discussões durante a Confecom que idealizaram a Altercom. "Eu vejo a Altercom como uma iniciativa no caminho da democratização do mercado da mídia no Brasil", disse.

Venício Artur de Lima é sociólogo, graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais. É mestre em pela University of Illinois, onde também fez o doutorado em Comunicação e o primeiro pós-doutorado. Também é pós-doutor pela Miami University. É professor aposentado pela Universidade de Brasília (UnB) e colunista do Observatório da Imprensa. Escreveu Mídia: crise política e poder no Brasil (São Paulo: Perseu Abramo, 2006) e Rádios comunitárias: coronelismo eletrônico de novo tipo (São Paulo: Observatório da Imprensa, 2007), entre outras obras.

***

O que é a Altercom?

A Altercom é uma associação de empresários e empreendedores da área de comunicação que não se sentem representados pelas atuais associações que existem no setor, mais especificamente a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Estas são associações tradicionais que historicamente têm representado o interesse dos grandes grupos de comunicação existentes no país, tanto na área de radiodifusão quanto na área de impressos. A convocação recente para a 1º Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), e sua efetiva realização em dezembro do ano passado, tornou mais claro que existe uma divergência importante de interesses entre esses grandes grupos empresariais, representados por essas associações e grupos de empresários inseridos numa escala econômica bem menor, ligados à mídia alternativa. Esses empresários e empreendedores, que participaram da Confecom enquanto os outros grandes grupos não só não participaram como boicotaram a conferência, tiveram contato durante as fases preparatórias do evento e chegaram à conclusão de que precisavam se organizar para que seus interesses e ponto de vista fossem representados na disputa que se faz nesse setor no país. Então, na verdade, a Altercom é o resultado dessa constatação, que não é nova, mas que ficou evidente durante a realização da 1ª Confecom.

Faz parte do jogo democrático a associação de grupos e pessoas que têm interesses comuns para defesa e luta por seus interesses. Existem várias formas de associação, desde partidos políticos até a Altercom. Vou dar um exemplo muito objetivo e concreto: o Estado brasileiro é o maior anunciante do país. Se você manusear, ver, assistir qualquer veículo de comunicação comercial no Brasil, vai constatar que, em alguns casos de forma muito evidente, outros nem tanto, o Estado é o grande anunciante. Essas associações que representam os grandes grupos funcionam, dentre outras coisas, como representantes dos interesses desses veículos inclusive na distribuição desses recursos que são públicos. E essa mídia alternativa, que tem uma escala comercial menor, trabalha com novas tecnologias e tem dificuldades de acesso a parte desses recursos publicitários, por várias razões. Uma delas é porque os anunciantes comerciais normais resistem e até mesmo desconhecem a penetração dessa nova mídia. Assim, essa nova associação vai disputar em nome desses pequenos empresários da mídia alternativa e representar seus interesses em relação ao bolo publicitário e exercer um papel educativo de mostrar que está havendo uma mudança muito grande nesse setor de mídia, assim como deve mostrar o crescimento importante da mídia alternativa. Do ponto de vista comercial, é absolutamente justificável que exista uma associação desse tipo.

Quem está participando da Altercom?

O grupo que publica a revista Fórum, o grupo que publica a revista Caros Amigos, o grupo Aboré, o site multimídia Carta Maior, vários blogueiros como Rodrigo Viana, a Casa de Cinema de Porto Alegre, o jornal ABCD Maior, a Adital, edições Paulinas, editora Boitempo, o blog do Nassif, o site Vermelho, a Fundação Perseu Abramo, a Revista do Brasil, a Teoria e Debate, o Núcleo Piratininga de Comunicação... São cerca de 60 empresários. Esses nomes que dei já dão uma ideia.

O que significa defender as posições políticas desse setor?

Vejo a Altercom de maneira extremamente positiva porque entendo que, no Brasil, tem-se não apenas uma mídia concentrada, mas as associações que a representam. O sistema de mídia brasileiro precisa de regulação, mais pluralidade e diversidade. Eu sou um sujeito comprometido com a ideia de direito da comunicação, o que significa não só a liberdade de ser comunicado, mas de comunicar, de ter acesso a mídias e equipamentos para tornar a sua opinião pública. Eu vejo a Altercom como uma iniciativa no caminho da democratização do mercado da mídia no Brasil.

A Altercom tem relação com o Fórum de Mídia Livre?

Eu tenho impressão que o Fórum de Mídia Livre tem ligação com essa organização da mídia alternativa. Porém, durante a fundação da Altercom, não apareceu uma relação com o Fórum de Mídia Livre.

Existem, no mundo, organizações com ideias próximas ao da Altercom?

Com certeza. Nos Estados Unidos, tem o Media Consortium, que reúne empresários da mídia independente, como eles chamam. No mesmo dia em que fizeram reuniões aqui para falar da Altercom, os empresários da mídia independente se reuniram em Nova York para tratar das mesmas questões. Isso mostra que não é só no Brasil que iniciativas desse tipo estão acontecendo. Uma explicação para essas iniciativas é a inquestionável mudança que está acontecendo no mercado de mídia, porque vivemos uma crise universal da mídia impressa, há uma queda de audiência importante nos canais tradicionais de televisão. E nesses espaços de crise e com a capilaridade cada vez maior das novas mídias, sobretudo a internet, é natural que empreendedores e empresários não se sintam representados pelas associações existentes.

Qual seria a diferença fundamental entre a Altercom e entidades como a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert)?

A primeira diferença é de escala, porque essas associações representam a grande mídia. A Abert, apesar de ela representar concessionárias do serviço público, historicamente tem representado, sobretudo, os interesses das organizações Globo e seus afiliados Brasil afora. A ANJ, atualmente, é presidida por uma superintendente do Grupo Folha. Já a ANER tem representado, principalmente, os interesses do Grupo Abril. A Altercom está representando empresários que estão em escalas menores, mais associados com a mídia alternativa, e têm maior entendimento em relação a questões ligadas ao direito da comunicação, liberdade de expressão e de imprensa. Esse entendimento do papel e do espaço da mídia é muito diferente desses grandes grupos. Essas são algumas diferenças, mas isto vai ficar ainda mais claro quando sair a carta de princípios e o estatuto. Eu tive uma informação de que a carta já está redigida, mas ainda não foi divulgada.

Que novidades as mídias podem trazer durante o processo eleitoral deste ano?

Já em 2006, vários estudos mostraram que a internet desempenhou um papel muito importante em relação ao comportamento da grande mídia. Depois disso, houve as eleições nos EUA que elegeram Barack Obama, e, nesse momento, esse papel das novas tecnologias foi fundamental para Obama, sobretudo na arrecadação de recursos. Embora haja diferenças grandes entre o que acontece no Brasil e o que acontece nos Estados Unidos, eu não tenho dúvida que, nesse processo de transformação que a mídia está sofrendo, a internet tem um papel cada vez mais importante, porque ela está deslocando da grande mídia tradicional o monopólio da formação da opinião.

Fonte: Observatório da Imprensa
Enviada por CNM-CUT, às 12:38 15/03/2010, de São Bernardo do Campo, SP


Operação “Tempestade no Cerrado”: o que fazer?
O PT é um partido sem mídia...
O PSDB é uma mídia com partido...

Por Mauro Carrara

“Tempestade no Cerrado”: é o apelido que ganhou nas redações a operação de bombardeio midiático sobre o governo Lula, deflagrada nesta primeira quinzena de Março, após o convescote promovido pelo Instituto Millenium.

A expressão é inspirada na operação “Tempestade no Deserto”, realizada em fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo.

Liderada pelo general norte-americano Norman Schwarzkopf, a ação militar destruiu parcela significativa das forças iraquianas. Estima-se que 70 mil pessoas morreram em decorrência da ofensiva.

A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, do Estadão e da Folha de S. Paulo é disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas, contra o presidente, contra Dilma Roussef e contra o Partido dos Trabalhadores.

A meta é produzir uma onda de fogo tão intensa que seja impossível ao governo responder pontualmente às denúncias e provocações.

As conversas tensas nos "aquários" do editores terminam com o repasse verbal da cartilha de ataque.

1) Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet.

2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata.

3) Ressuscitar o caso “Mensalão”, de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã.

4) Elevar o tom de voz nos editoriais.

5) Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.

6) Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto.

7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias.

8) Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas.

Quem está por trás

Parte da estratégia tucano-midiática foi traçada por Drew Westen, norte-americano que se diz neurocientista e costuma prestar serviços de cunho eleitoral.

É autor do livro The Political Brain, que andou pela escrivaninha de José Serra no primeiro semestre do ano passado.

A tropicalização do projeto golpista vem sendo desenvolvida pelo “cientista político” Alberto Carlos Almeida, contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo.

Almeida escreveu Por que Lula? e A cabeça do brasileiro, livros que o governador de São Paulo afirma ter lido em suas madrugadas insones.

O conteúdo

As manchetes dos últimos dias, revelam a carga dos explosivos lançados sobre o território da esquerda.

Acusam Lula, por exemplo, de inaugurar uma obra inacabada e “vetada” pelo TCU.

Produzem alarde sobre a retração do PIB brasileiro em 2009.

Criam deturpações numéricas.

A Folha de S. Paulo, por exemplo, num espetacular malabarismo de ideias, tenta passar a impressão de que o projeto “Minha Casa, Minha Vida” está fadado ao fracasso.

Durante horas, seu portal na Internet afirmou que somente 0,6% das moradias previstas na meta tinham sido concluídas.

O jornal embaralha as informações para forjar a ideia de que havia alguma data definida para a entrega dos imóveis.

Na verdade, estipulou-se um número de moradias a serem financiadas, mas não um prazo para conclusão das obras. Vale lembrar que o governo é apenas parceiro num sistema tocado pela iniciativa privada.

A mesma Folha utilizou seu portal para afirmar que o preço dos alimentos tinha dobrado em um ano, ou seja, calculou uma inflação de 100% em 12 meses.

A leitura da matéria, porém, mostra algo totalmente diferente. Dobrou foi a taxa de inflação nos dois períodos pinçados pelo repórter, de 1,02% para 2,10%.

Além dos deturpadores de números, a Folha recorre aos colunistas do apocalipse e aos ratos da pena.

É o caso do repórter Kennedy Alencar. Esse, por incrível que pareça, chegou a fazer parte da assessoria de imprensa de Lula, nos anos 90.

Hoje, se utiliza da relação com petistas ingênuos e ex-petistas para obter informações privilegiadas. Obviamente, o material é sempre moldado e amplificado de forma a constituir uma nova denúncia.

É o caso da “bomba” requentada neste março. Segundo Alencar, Lula vai “admitir” (em tom de confissão, logicamente) que foi avisado por Roberto Jefferson da existência do Mensalão.

Crimes anônimos na Internet

Todo o trabalho midiático diário é ecoado pelos hoaxes distribuídos no território virtual pelos exércitos contratados pelos dois partidos conservadores.

Três deles merecem destaque...

1) O “Bolsa Bandido”. Refere-se a uma lei aprovada na Constituição de 1988 e regulamentada pela última vez durante o governo de FHC. Esses fatos são, evidentemente, omitidos. O auxílio aos familiares de apenados é atribuído a Lula. Para completar, distorce-se a regra para a concessão do benefício.

2) Dilma “terrorista”. Segundo esse hoax, além de assaltar bancos, a candidata do PT teria prazer em torturar e matar pacatos pais de família. A versão mais recente do texto agrega a seguinte informação: “Dilma agia como garota de programa nos acampamentos dos terroristas”.

3) O filho encrenqueiro. De acordo com a narração, um dos filhos de Lula teria xingado e agredido indefesas famílias de classe média numa apresentação do Cirque du Soleil.

O que fazer

Sabe-se da incapacidade dos comunicadores oficiais. Como vivem cercados de outros governistas, jamais sentem a ameaça. Pensam com o umbigo.

Raramente respondem à injúria, à difamação e à calúnia. Quando o fazem, são lentos, pouco enfáticos e frequentemente confusos.

Por conta dessa realidade, faz-se necessário que cada mente honesta e articulada ofereça sua contribuição à defesa da democracia e da verdade.

São cinco as tarefas imediatas...

1) Cada cidadão deve estabelecer uma rede com um mínimo de 50 contatos e, por meio deles, distribuir as versões limpas dos fatos. Nesse grupo, não adianda incluir outros engajados. É preciso que essas mensagens sejam enviadas à Tia Gertrudes, ao dentista, ao dono da padaria, à cabeleireira, ao amigo peladeiro de fim de semana. Não o entupa de informação. Envie apenas o básico, de vez em quando, contextualizando os fatos.

2) Escreva diariamente nos espaços midiáticos públicos. É o caso das áreas de comentários da Folha, do Estadão, de O Globo e de Veja. Faça isso diariamente. Não precisa escrever muito. Seja claro, destaque o essencial da calúnia e da distorção. Proceda da mesma maneira nas comunidades virtuais, como Facebook e Orkut. Mas não adianta postar somente nas comunidades de política. Faça isso, sem alarde e fanatismo, nas comunidades de artes, comportamento, futebol, etc. Tome cuidado para não desagradar os outros participantes com seu proselitismo. Seja elegante e sutil.

3) Converse com as pessoas sobre a deturpação midiática. No ponto de ônibus, na padaria, na banca de jornal. Parta sempre de uma concordância com o interlocutor, validando suas queixas e motivos, para em seguida apresentar a outra versão dos fatos.

4) Em caso de matérias com graves deturpações, escreva diretamente para a redação do veículo, especialmente para o ombudsman e ouvidores. Repasse aos amigos sua bronca.

5) Se você escreve, um pouquinho que seja, crie um blog. É mais fácil do que você pensa. Cole lá as informações limpas colhidas em bons sites, como aqueles de Azenha, PHA,Grupo Beatrice, entre outros. Mesmo que pouca gente o leia, vai fazer volume nas indicações dos motores de busca, como o Google. Monte agora o seu.

A guerra começou. Não seja um desertor.
Enviada por Luis Rodrigues, às 12:31 15/03/2010, de Taubaté, SP


Jornal israelense diz que Lula é "profeta do diálogo"
Uma reportagem publicada pelo diário israelense Haaretz na sexta-feira (12.03.10) classifica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chega no domingo a Israel para um giro de quatro dias pelo Oriente Médio, de "profeta do diálogo", por sua defesa das negociações diplomáticas em busca da paz na região.

"Imparcialidade é o nome do jogo. Lula tem que ser amado por todos. Sua visita ao Oriente Médio na próxima semana começará em Israel, mas também o levará para os territórios palestinos e para a Jordânia", comenta o texto do jornal.

O autor da reportagem, Adar Primor, participou de uma entrevista concedida pelo presidente brasileiro a dois jornalistas israelenses e um árabe, e diz que essa característica de Lula transpareceu até mesmo na hora de escolher quem faria a primeira pergunta: numa disputa de par ou ímpar.

Apesar disso, o jornal questiona a capacidade de Lula de ganhar a confiança dos israelenses ao manter a cordialidade com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, conhecido por sua negação do Holocausto.

A reportagem observa que Lula foi um dos primeiros líderes mundiais a receber Ahmadinejad após as contestadas eleições iranianas de junho do ano passado e um dos cinco países que se abstiveram em uma votação na Agência Internacional de Energia Atômica pela condenação do Irã.

Questionado sobre isso na entrevista, Lula disse ter colocado "claramente" a Ahmadinejad que "ele não pode continuar dizendo que quer a liquidação de Israel, assim como é indefensável sua negação do Holocausto, que é um legado de toda a humanidade".

"Acrescentei que o fato de que ele tem diferenças com Israel não permite a ele ignorar a história", disse o presidente.

Negociador

Para o Haaretz, as autoridades israelenses ficarão perturbadas pela associação que Lula faz entre a falta de avanço no processo de paz israelo-palestino e sua visita a Teerã programada para maio, entre a necessidade de garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares e a necessidade de resolver o conflito na região, e entre as fracassadas tentativas de mediação do diálogo, principalmente dos Estados Unidos, e a necessidade de se incorporar novos mediadores, como o Brasil.

A reportagem comenta que Lula se descreve como "um negociador, não um ideólogo", capaz de se relacionar ao mesmo tempo com Hugo Chávez e com George W. Bush, com o presidente israelense, Shimon Peres, e com Ahmadinejad.

"Ele diz nunca ter lido um livro em sua vida, embora todos admirem sua "sabedoria suprema" e sua "mente criativa". Como presidente do sindicato de trabalhadores durante os anos de regime militar no Brasil, ele encontrou e resolveu muitos conflitos difíceis", afirma o texto.

Para a reportagem, Lula está ciente de que pode soar ingênuo diante dos seus interlocutores israelenses, mas crítica a posição do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, de comparar Ahmadinejad com Hitler e o Irã atual com o regime nazista do pré-guerra.

"Qualquer um que siga essa linha não está contribuindo em nada para o processo de paz que queremos criar", disse Lula na entrevista. "Você não pode fazer política com ódio e ressentimento. Ninguém pode administrar um país com o fígado. Você tem que administrar um país com sua cabeça e com seu coração. Se não for assim, é melhor ficar fora da política", afirmou.

Nota desta redação: É companheiros, o nosso presidente peão metalúrgico é querido em todo o Mundo. Recentemente, ao negar o pedido de boiciote ao Irã feito por Hilary Clinton (quando de sua viagem ao Brasil) se tornou herói do mundo árabe.
Agora são os judeus a elogiá-lo.
Nenhum outro político conseguiu tanta unanimidade no mundo inteiro como o nosso companheiro.
Só os raivosos, preconceituosos, intolerantes e arrogantes seguem falando merda.
Enviada por Vera Armstrong, às 21:25 13/03/2010, de Curitiba, PR


Parabéns Serra: Professores de Sampa fecham avenida Paulista

Essa manifestação é para calar a boca daqueles que diziam que o movimento dos professores não existia.

Agora diz aí:

- Será que o direito de ir e vir de alguns cidadãos está acima do direito à educação para milhares de crianças?

- Será que não é melhor perder uma horinha na vida e apoiar aqueles que lutam para conquistar educação, salário e trabalho digno para todos?

Paulistada, deixe de ser estreita. Deixe de ser indivualista.

A greve dos professores é justa e legítima. Eles estão brigando por uma vida Melhor para tod@s @s brasileir@s de São Paulo.

O professorado de Sampa luta contra aqueles que apostam na ignorância do paulistas para continuar a enganá-los, dominá-los e explorá-los.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 01:31 13/03/2010, de Curitiba, PR


Justiça aceita denúncia contra Kassab do DEM-SP
A Justiça de São Paulo aceitou denúncia contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), por improbidade administrativa

Em outubro passado, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública contra o prefeito pelo não pagamento de precatórios alimentares (dívidas judiciais) referentes ao exercício de 2006.

Kassab era vice de quem?

Kassab é aliado de quem?

Kassab foi apoiado por quem?

Viva a competência demo-tucana. Mais uma vez: parabéns Serra, parabéns!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 01:23 13/03/2010, de Curitiba, PR


Carga Tributária caio em 2009!!!
Na época dos demo-tucanos ela só fazia subir, subir, subir...
Segundo dados divulgados pelo Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, nesta sexta-feira, 12/03, a arrecadação tributária brasileira caiu para 34,28% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2009.

Governo Lula fez um grande esforço anticíclico

Na esfera estadual e municipal, a carga tributária passou de 11,35% para 11,32% no período, enquanto que na esfera federal ela diminuiu de 23,50% para 22,96%.

De acordo com o Ipea, os dados mostram o esforço anticíclico pelo lado da política tributária em 2009, que ficou fortemente concentrado na União.

Pois é, tem muito governador e prefeito por aí posando de popular, de progresista, de transformador, mas na hora de mexer no bolso, ou melhor, na arrecadação, foi o Governo Federal quem assumiu com a responsabilidade.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:49 12/03/2010, de Curitiba, PR


Trabalhadores repudiam interdito proibitório e continuam greve na Usiminas
Os trabalhadores na Usiminas de Taubaté repudiaram em assembléia realizada na manhã desta sexta-feira, dia 12, a manobra da empresa que conseguiu na Justiça Federal de Taubaté uma ação de interdito proibitório, na tentativa de desmobilizar o movimento de greve da categoria.

A ação concedida pelo juiz federal João Sebastião da Silva não permite a mobilização dos trabalhadores na portaria da empresa, e é uma ação jurídica constantemente utilizada pelos patrões na tentativa de desmobilizar os movimentos de greve e paralisações.

Os trabalhadores também decidiram na assembléia pela continuidade do movimento de greve na empresa já que não houve avanços nas negociações nesta quinta-feira, dia 11.

A greve teve início na tarde de quarta-feira, dia 10, por conta do impasse nas negociações do pagamento da 2ª parcela da PLR 2009.

Nesta sexta-feira, às 13h, será realizada uma mesa redonda entre o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região e representantes da Usiminas na DRT (Delegacia Regional do Trabalho) em São José dos Campos para discussão do impasse no pagamento da 2ª parcela da PLR dos trabalhadores.

Enquanto as negociações não avançam, toda a produção da Usiminas de Taubaté continua paralisada, com adesão de 100% dos trabalhadores.

A Usiminas de Taubaté tem cerca de 400 trabalhadores e fornece laminas de aço para as montadoras da região.
Enviada por SindMeTau, às 12:46 12/03/2010, de Taubaté, SP


Justiça anula compra de prédio onde funcionam órgãos municipais de Curitiba
Prédio foi comprado sem licitação. Assim funciona a propalada competência administrativa dos demo-tucanos:desrespeito ao dinheiro público e favorecimento do setor privado.

O juiz substituto da 3a. Vara da Fazenda Pública, Falências e Recuperação de Empresas Rodrigo Otávio Rodrigues acatou ação popular do deputado estadual Tadeu Veneri pedindo a nulidade da compra do edifício Delta Corporate Building pelo Instituto de Previdência e Assistência aos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC). O prédio, situado na avenida João Gualberto, em Curitiba, foi comprado sem licitação pelo IPMC em outubro de 2000, por R$ 22, 8 milhões.

Na sentença, o juiz anulou a aquisição do prédio, onde funcionam atualmente, além do IPMC, as secretarias de Urbanismo, Defesa Social e Recursos Humanos. Na ação popular, ajuizada quando ainda era vereador, em Curitiba, Veneri denunciou que o imóvel foi comprado sem licitação, ferindo um princípio fundamental da administração pública, previsto no artigo 37, da Constituição Federal. A operação caracterizou-se como um ato lesivo ao patrimônio público e a moralidade administrativa, denunciou a ação.

Na sentença, o juiz rejeitou os argumentos do IPMC e da prefeitura de Curitiba. Para justificar a dispensa de licitação, o IPMC alegou que comprou o imóvel para alugar à prefeitura de Curitiba, constituindo-se numa fonte de renda para capitalizar o fundo previdenciário, responsável pelo pagamento de benefícios, pensões e aposentadorias aos funcionários públicos municipais. De acordo com o IPMC, o Delta era o único imóvel em Curitiba que possuía uma estrutura adequada para uso da prefeitura.

O prédio foi comprado de um consórcio formado pela Viação Cidade Sorriso, de Donato Gulin, Liberté Participações e Administração, do José Carlos Gulin, empresa Canela, de Donato Gulin, e Irmãos Thá Construções.

O juiz concluiu que o IPMC e a prefeitura não conseguiram demonstrar qualquer peculiaridade que caracterizasse a compra como indispensável para a satisfação do interesse público. “A aquisição de bens para posterior locação, mesmo que isso envolva imediata capitalização do investimento, não é a finalidade principal do IPMC razão pela qual, por si só, já bastaria pra afastar a incidência de dispensa de licitação”, diz a sentença.
Enviada por Vera Armstrong, às 09:15 12/03/2010, de Curitiba, PR


Documento Conjunto dos Partidos Comunistas e de Trabalhadores dos Países da União Européia
O Encontro dos Chefes de Estado da União Européia, de 21 de fevereiro, sinaliza um novo ataque severo contra a classe trabalhadora e a população da Europa. As resoluções do Encontro, de acordo com a ?Estratégia 2020 da UE? que promove e aprofunda a Estratégia de Lisboa, intensifica a política anti-popular da União Européia e dos governos burgueses através de duras medidas contra a classe trabalhadora e o povo. Eles procuram reforçar a lucratividade dos monopólios europeus com a União Européia e a competição do imperialismo internacional.

A estratégia da UE para sair da crise é baseada na imposição de mudanças no sistema de seguridade social, no aumento da idade de aposentadoria e no drástico corte de salários, pensões e benefícios sociais num todo. Esse ataque carrega a estampa das forças liberais e sociais democratas que sustentaram a estratégia do capital em cooperação com a União Européia.

O déficit público e a supervisão das economias em alguns Estados Membros incluindo Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e outros países são usados para intimidar, ideologicamente, o povo trabalhador da Europa.

As companhias transnacionais e os bancos tiveram lucros imensos através da exploração dos trabalhadores e dos subsídios do Estado, ambos antes e durante a crise. Agora eles competem pela partilha do novo empréstimo. Novamente eles jogam a culpa nos trabalhadores, os pobres e as famílias dos pequenos camponeses e nos trabalhadores autônomos através da persuasão e da intimidação.

O espírito de resistência é intensificado entre os trabalhadores europeus que não estão prontos para compartilharem o custo da crise a qual eles não devem suportar pois não são os culpados. Na Grécia, Portugal e outros países, trabalhadores e pequenos e médios agricultores estão protaganizando demonstrações públicas e indo às greves contra as medidas austeras tomadas. Os Partidos Comunistas e de Trabalhadores signatários estão desempenhando um papel protagonista neste movimento, estando na linha de frente da luta de classes.

Os Partidos Comunistas e de Trabalhadores chamam a classe trabalhadora e os povos de cada país a organizarem seus contra-ataques e condenarem os partidos que apóiam a ofensiva anti-popular da UE; para reforçar as fileiras do movimento operário; rejeitarem as alianças que promovem políticas anti-populares e darem uma forte resposta à agressão contra a população exigindo, ao invés disso: emprego pleno e estável com todos os direitos garantidos para todos, aumento substancial de salários, abolição das leis que vão contra o bem estar e o trabalho, redução na idade para aposentadoria e, principalmente, educação, saúde e segurança gratuitas. Trabalhadores podem viver melhor sem os capitalistas; eles produzem o bem estar e, por isso, devem aproveitar isso.

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Os Partidos

1. Partido dos Trabalhadores da Bélgica
2. Partido Comunista Britânico
3. Novo Partido Comunista da Inglaterra
4. Partido Comunista da Bulgária
5. Partido dos Comunistas Búlgaros
6. AKEL, Chipre 7. Partido Comunista na Dinamarca
8. Partido Comunista da Estônia
9. Partido Comunista da Finlândia
10. Partido Comunista da Grécia
11. Partido Comunista dos Trabalhadores Húngaros
12. Partido Comunista da Irlanda
13. Partido dos Trabalhadores da Irlanda
14. Partido dos Italianos Comunistas
15. Partido Socialista da Letônia
16. Partido Socialista da Lituânia
17. Partido Comunista de Luxemburgo
18. Partido Comunista de Malta
19. Novo Partido Comunista da Holanda
20. Partido Comunista da Polônia
21. Partido Comunista da Romênia
22. Partido Comunista da Eslováquia
23. Partido Comunista dos Povos da Espanha
24. Partido Comunista da Suécia
Como a Noruega é um membro associado da UE, Partido Comunista da Noruega também assina o documento.

Outros Partidos

Polo de Renascimento Comunista da França

Tradução: Mariângela Marques
Enviada por Jansen MC, às 08:57 12/03/2010, de São Paulo, SP


Parabéns Serra! Os professores da rede estadual de ensino estão em greve
É de conhecimento público que o ensino público no estado mais rico da federação é um dos piores do país, concorrendo diretamente com aquelas unidades da federação que podem investir bem menos na educação dos pequenos brasileiros.

As condições salariais e de trabalho na rede pública de ensino de São Paulo também são comparáveis às piores do país. É o resultado claro e objetivo da política demo-tucana de (des)educacção da população. Esses "doutorzinhos" demo-tucanos (que dominam o estado de São Paulo) tiveram a oportunidade de estudar nas ENTÃO excelentes escolas públicas paulistas, não querem que a massa trabalhadora de hoje tenha o mesmo direito, pois se o tivessem a educação deixaria de ser um privilégio deste elitizinha tacanha e atrasada de São Paulo.

GREVE! Em defesa do emprego e pelo salário. Pela dignidade do magistério e pela qualidade da educação

Mas os docentes paulistas resolveram dar um basta na palhaçada, se mobilizam e entram em greve em defesa de seus salários, de condições de trabalho e do ensino público gratuíto e de qualidade para todas os brasileiros que vivem em Sampa.

Leia aqui mais informações sobre a greve do professorado paulista e sua luta contra a destruição da educação em São Paulo.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:22 11/03/2010, de Curitiba, PR


Descaso da Cemig provoca mais duas mortes de trabalhadores terceirizados
A Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) e o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro-MG) vêm denunciar a ocorrência, no dia 15 de janeiro, de mais um acidente com vítimas fatais na Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG). Dessa vez, morreram dois trabalhadores de uma empreiteira que prestava serviços no programa “Luz para Todos”. Lamentavelmente, como aconteceu em 2009, o mês de janeiro de 2010 se inicia com mais duas mortes.

No dia 15 de janeiro último, uma sexta-feira, por volta das 18h20, o eletricista Antônio Francisco de Oliveira, de 31 anos, e o ajudante de eletricista José Maria Francisco, de 41, funcionários da empreiteira Alcance, morreram em acidente na BR-267, a quatro quilômetros do município de Liberdade, quando se deslocavam do local onde trabalhavam para Carmo da Cachoeira. Os dois estavam no caminhão da empreiteira com mais oito colegas. Chovia muito no momento do acidente e, segundo o motorista, a direção do veículo travou. O caminhão capotou numa curva e caiu numa ribanceira.

Cabe ressaltar que, em setembro de 2009, aconteceu outro acidente fatal envolvendo veículo usado por empreiteira e também se tratava de caminhão que transportava trabalhadores. Naquela ocasião, o Sindieletro já alertava sobre as péssimas condições dos veículos utilizados. Mais uma tragédia só demonstra o descaso da CEMIG com seus trabalhadores, sejam eles do quadro próprio ou terceirizados.

Todos sabemos que a terceirização é uma atividade-fim ilegal. Ainda assim, a CEMIG vem se valendo desta “ferramenta de gestão” com o suposto objetivo de gerar lucro. No entanto, o custo para os trabalhadores e para a sociedade tem sido muito alto, pois vidas estão sendo ceifadas como se não tivessem a menor importância.

Na expectativa de que um dia este triste quadro seja revertido, a CUT/MG e o Sindieletro-MG continuarão na luta, denunciando e buscando construir um ambiente de trabalho mais saudável e que não interrompa mais a vida de trabalhadores.

Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG)

Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro-MG)
Enviada por Ubirajara Freitas, às 13:25 11/03/2010, de Belo Horizonte, MG


Número de dentistas no SUS cresce 49% em sete anos
Por Lilian Beraldo

Brasília - A quantidade de dentistas vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 49% entre 2002 e 2009. Nesse período, o número de profissionais passou de 40.205 para 59.958, mais de 19 mil contratações. Os dados foram divulgados esta semana pelo Ministério da Saúde e fazem parte de uma pesquisa realizada durante o ano de 2009.

Segundo o coordenador nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca, a expansão dos serviços públicos na área de odontologia é consequência do investimento no Programa Brasil Sorridente.

O coordenador afirma que essa é a primeira vez que o país tem uma política pública de saúde bucal. “O Brasil tem uma história de quase total abandono [com a saúde bucal], só quem tinha dinheiro fazia tratamento odontológico."

A dona de casa Marinalva Salviano, moradora do Riacho Fundo, uma das cidades satélites do Distrito Federal, diz estar muito feliz com o tratamento que está fazendo na Diretoria de Saúde do Trabalhador (Disat), um dos seis Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) implantados pelo ministério na região.

"Não teria condições de pagar esse tratamento se ele fosse particular. Estou gostando muito do atendimento e já me sinto bem melhor, estou muito satisfeita", diz Marinalva.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil Sorridente recebeu, entre 2003 e 2006, investimentos de mais de R$ 1,2 bilhão. Entre 2007 e 2010, o montante investido alcançará cerca de R$ 2,7 bilhões.

Com o crescente investimento, o número de Equipes de Saúde Bucal passou de 4.261 para 18.982, atendendo a 84,8% das cidades brasileiras. As equipes são responsáveis pelo primeiro atendimento e procedimentos simples, como extração dentária, restauração, pequenas cirurgias e aplicação de flúor.

O número de Centros de Especialidades Odontológicas também cresceu, passando de 100 para 808 entre 2004 e 2009. Os CEOs atendem pacientes com necessidades especiais e fazem tratamento de canal e de gengiva, diagnóstico de câncer bucal e colocação de prótese dentária.

Mesmo com o aumento de profissionais, a espera para receber atendimento ainda é grande. Marinalva, por exemplo, demorou três anos para conseguir iniciar seu tratamento. "Só é difícil chegar aqui. Fiz a inscrição no posto de saúde há três anos e só agora consegui", explica.

De acordo com o ministério, o programa Brasil Sorridente já atendeu mais de 90 milhões de brasileiros. “Temos um aumento significativo no atendimento, porém ainda temos que alcançar metade da população”, ressalta Gilberto Pucca.

O Brasil Sorridente é o principal programa da Política Nacional de Saúde Bucal do governo federal e tem o objetivo de garantir ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros, com tratamento odontológico gratuito por meio do SUS.

Fonte:Agência Brasil

Nota desta redação: Certamente esta notícia nada diz para os "bem-nascidos" de direita e de esquerda, que sempre tiveram atendimento odontológico em consultórios particulares. Certamente não represente nada para o "povo" de nossas Zonas Sul, para os frequentadores de Shopping Centers, para os consumidores de classe média. Talvez pouco represente para boa parte dos trabalhadores na indústria, organizados sindicalmente, que já conquistaram o direito à convênios médico-odontológicos. Mas certamente representa muito para aquela parte da população brasileira que ainda vive no obscurantismo da miséria e da pobreza quase feudal.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:51 10/03/2010, de Curitiba, PR


Segundo Ipea Brasil vai gerar 2 milhões de empregos em 2010
O Brasil deve criar 2 milhões de novos postos de trabalho em 2010, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo.

De acordo com a entidade, a economia brasileira deverá apresentar uma demanda de 18,6 milhões de ocupações a serem preenchidas por mão de obra qualificada e com experiência profissional. A perspectiva leva em conta um ritmo de expansão econômica estimado em 5,5% no ano de 2010.

Em 2002, último ano do (des)governo demo-tucano de FHC o país gerou 762.414, tres vezes menos do que deverá gerar no último ano do governo Lula. Aliás, a geração de empregos em 2002 foi decisiva para o resultado medíocre na geração de empregos nos 8 anos deles. No período deles o país gerou 797 mil novas vagas e o número de desempregados subiu de 5,5 milhões em 1993 para 10 milhões em 2002.

Em oito anos de Lula a geração de empregos deverá ultrapassar a casa dos 9 milhões de novos postos de trabalho, sendo que a taxa de formalização do emprego pela primeira vez ultrapassou a barreira de 50% da força de trabalho nacional.

E eles ainda tem a cara-de-pau de dizer que são melhores administradores e mais competentes. Só se for na arte de ferrar o povo trabalhador. Neste quesito ninguém bate o demo-tucanato...
Enviada por Sergio Bertoni, às 15:42 10/03/2010, de Curitiba, PR


Para senador do DEM, os negros são os culpados pela escravidão no Brasil
Ontem, durante audiência no Supremo Tribunal Federal para discutir o sistema de cotas em universidades públicas, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) usou da palavra para destilar todo o seu profundo conhecimento sobre a história do Brasil. Quem ouviu seu discurso saiu com a impressão de que aprendeu várias coisas novas. Que os africanos eram os principais responsáveis pelo tráfico transatlântico de escravos. Que escravas negras não foram violentadas pelos patrões brancos, afinal de contas “isso se deu de forma muito mais consensual” e “levou o Brasil a ter hoje essa magnífica configuração social” de hoje. Que no dia seguinte à sua libertação, os escravos “eram cidadão como outro qualquer, com todos os direitos políticos e o mesmo grau de elegibilidade” – mesmo sem nenhuma política de inserção aplicada. Com tudo isso, o nobre senador deu a entender que os negros foram os reais culpados pela escravidão no Brasil. As frases (da qual retirei trechos que estão entre aspas) foram registradas pelos jornalistas Laura Capriglione e Lucas Ferraz, da Folha de S. Paulo.

A posição do senador é compreensível, se considerarmos que o discurso feito não foi um ataque à reserva de vagas para negros e afrodescendentes e sim uma defesa da elite política e econômica que controlou a escravidão no país e que, com algumas mudanças e adaptações, desembocou em setores do seu próprio partido.

Depois me perguntam por que a proposta que confisca terras de quem usou trabalho escravo está engavetada no Congresso Nacional…

Um comentário sobre o direito dos libertados exposto pelo senador: Em meados do século 19, com o fim do tráfico transatlântico de escravos, a propriedade legal sob seres humanos estava com os dias contados. Em questão de anos, centenas de milhares de pessoas estariam livres para ocupar terras virgens – que o país tinha de sobra – e produzir para si próprios em um sistema possivelmente de campesinato. Quem trabalharia para as fazendas? Como garantir mão-de-obra após a abolição?

Vislumbrando que, mantida a estrutura fundiária do país, o final da escravidão poderia representar um colapso dos grandes produtores rurais, o governo brasileiro criou meios para garantir que poucos mantivessem acesso aos meios de produção. A Lei de Terras foi aprovada poucas semanas após a extinção do tráfico de escravos, em 1850, e criou mecanismos para a regularização fundiária. As terras devolutas passaram para as mãos do Estado, que passaria a vendê-las e não doá-las como era feito até então.

O custo da terra começou a existir, mas não era significativo para os então fazendeiros, que dispunham de recursos para a ampliação de seus domínios. Porém, era o suficiente para deixar ex-escravos e pobres de fora do processo legal. Ou seja, mantinha a força de trabalho à disposição do serviço de quem tinha dinheiro e poder.

Com o trabalho cativo, a terra poderia estar à disposição para livre ocupação. Porém, com o trabalho livre, o acesso à terra precisava ser restringido. A existência de terras livres garante produtores independentes e dificulta a centralização do capital e da produção baseada na exploração do trabalho. Com o fim do tráfico e o livre mercado de trabalho despontando no horizonte, o governo brasileiro foi obrigado a tomar medidas para impedir o acesso à terra, mantendo a mão-de-obra reprimida e alijada de seus meios de produção.

O fim da escravidão não representou a melhoria na qualidade de vida de muitos trabalhadores, uma vez que o desenvolvimento de um número considerável de empreendimentos continuou a se alimentar de formas de exploração semelhantes ao período da escravidão como forma de possibilitar uma margem de lucro maior ao empreendimento ou mesmo lhe dar competitividade para a concorrência no mercado. Desde 1995, mais de 36 mil escravos contemporâneos foram libertados pelo governo de fazendas de gado, soja, cana…

Para além dos efeitos da Lei Áurea, que completa 122 anos em maio, trabalhadores rurais ainda vivem sob a ameaça do cativeiro. Mudaram-se os rótulos, ficaram as garrafas.

Mas, principalmente, o Brasil não foi capaz de garantir que os libertos fossem tratados com o respeito que seres humanos e cidadãos mereciam, no campo ou na cidade. Herança maldita presente na sociedade. E alimentada por discursos como o de Demóstenes Torres.

Retirado do Blog do Sakamoto
Enviada por Ubirajara Freitas, às 13:35 10/03/2010, de Belo Horizonte, MG


Carta de Repúdio às declarações do senador do DEM
Nós, Conselheiras e Conselheiros do Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - CNPIR vimos através desta, repudiar a opinião expressada pelo senador da república sr. Demóstenes Torres, Presidente da Comissão de Constituição Justiça e Cidadania do Senado Federal, no seu pronunciamento durante a Audiência Pública no Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF), no dia 03 de Março de 2010, que analisava o recurso instituído pelo Partido Democratas contra as Cotas para Negros na Universidade de Brasília.

Na oportunidade o mesmo afirmou que: as mulheres negras não foram vítimas dos abusos sexuais, dos estupros cometidos pelos Senhores de Escravos e, que houve sim consentimento por parte destas mulheres. Na sua opinião: Tudo era consensual!. O excelentíssimo senador da república Demóstenes Torres, continua sua fala descartando a possibilidade da violência física e sexual vivida por negras africanas neste período supracitado. Relembra-nos a frase: Estupra, mas não mata!!!.

O excelentíssimo senador Demóstenes aprofunda mais ainda seu discurso machista e racista, quando afirma que as mulheres negras usam de um discurso vitimizado ao afirmarem que são as vítimas diretas dos maus tratos e discriminações no que se refere ao atendimento destas na saúde pública. Que as pesquisas apresentadas para justificar a necessidade de políticas públicas específicas, são duvidosas e que nem sempre são confiáveis, pois podem ser burladas e conter números falsos.

Enquanto o estado brasileiro reconhece a situação de violência física e sexual sofrida pelas mulheres brasileiras, criando mecanismos de proteção como a Lei Maria da Penha, quando neste ano comemoramos 100 anos do Dia Internacional da Mulher, o excelentíssimo senador, vem na contramão da história e dos fatos expressando o mais refinado preconceito, machismo e racismo incrustado na sociedade brasileira.

Por isso, vimos através desta carta ao Povo Brasileiro repudiar a atitude do excelentíssimo senador Demóstenes Torres.

Ao tempo em que resgatamos a dignidade das mulheres negras e indígenas, que durante a formação desta grande nação, foram SIM abusadas, foram SIM estupradas, foram SIM torturadas, foram SIM violentadas em seu físico e sua dignidade. Aos filhos dos seus algozes, o leite do seu peito, aos seus filhos, o chicote. Não nos curvaremos ao discurso machista e racista do Senador! É inaceitável, que o pensamento dos Senhores de Engenho se expresse em atitudes no Parlamento Brasileiro.

SALVE 8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER - (100 ANOS DE LUTAS PELA DIGNIDADE DA MULHER)

PEDIMOS ÁS PESSOAS QUE COMPACTUAM COM A CAUSA DESSA CARTA DE REPÚDIO QUE NOS AJUDEM A DIVULGAR ESSE FATO REPASSANDO ESSE EMAIL EM SUAS RESPECTIVAS LISTAS
Enviada por Ubirajara Freitas, às 13:33 10/03/2010, de Belo Horizonte, MG


Teoria negreira do DEM saiu do armário
Por Elio Gaspari

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) é uma espécie de líder parlamentar da oposição às cotas para estimular a entrada de negros nas universidades públicas. O principal argumento contra essa iniciativa contesta sua legalidade, e o caso está no Supremo Tribunal Federal, onde realizaram-se audiências públicas destinadas a enriquecer o debate.

Na quarta-feira o senador Demóstenes foi ao STF, argumentou contra as cotas e disse o seguinte:

"[Fala-se que] as negras foram estupradas no Brasil. [Fala-se que] a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. Gilberto Freyre, que hoje é renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual".

O senador precisa definir o que vem a ser "forma muito mais consensual" numa relação sexual entre um homem e uma mulher que, pela lei, podia ser açoitada, vendida e até mesmo separada dos filhos.

Gilberto Freyre escreveu o seguinte:

"Não há escravidão sem depravação sexual. É da essência mesma do regime".

"O que a negra da senzala fez foi facilitar a depravação com a sua docilidade de escrava: abrindo as pernas ao primeiro desejo do sinhô-moço. Desejo, não: ordem."

"Não eram as negras que iam esfregar-se pelas pernas dos adolescentes louros: estes é que no sul dos Estados Unidos, como nos engenhos de cana do Brasil, os filhos dos senhores, criavam-se desde pequenos para garanhões. (...) Imagine-se um país com os meninos armados de faca de ponta! Pois foi assim o Brasil do tempo da escravidão."

Demóstenes Torres disse mais:

"Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para o mundo islâmico, para a Europa e para a América. Lamentavelmente. Não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos. Mas chegaram. (...) Até o princípio do século 20, o escravo era o principal item de exportação da economia africana".

Nós, quem, cara-pálida? Ao longo de três séculos, algo entre 9 milhões e 12 milhões de africanos foram tirados de suas terras e trazidos para a América. O tráfico negreiro foi um empreendimento das metrópoles europeias e de suas colônias americanas. Se a instituição fosse africana, os filhos brasileiros dos escravos seriam trabalhadores livres.

No início do século 20 os escravos não eram o principal "item de exportação da economia africana". Àquela altura o tráfico tornara-se economicamente irrelevante.

Ademais, não existia "economia africana", pois o continente fora partilhado pelas potências europeias. Demóstenes Torres estudou história com o professor de contabilidade de seu ex-correligionário José Roberto Arruda.

O senador exibiu um pedaço do nível intelectual mobilizado no combate às cotas.
Enviada por Ubirajara Freitas, às 13:30 10/03/2010, de Belo Horizonte, MG


Trabalhador morre em metalúrgica na Bahia
A falta de segurança fez mais uma vítima no setor metalúrgico. Desta vez na Ambar, grupo de administração industrial e de serviços de manutenção sediado em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador. Eufrásio dos Santos, 63 anos, morreu depois de cair de uma altura de 20 metros ao fazer serviços de reparo elétrico em um telhado do galpão da empresa Acopla, na segunda-feira (8).

No momento do acidente, o trabalhador estava somente com o cinto de segurança. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Simões Filho, além de usar um cinto em péssimas condições, desgastado pelo tempo, ele não contava com nenhum outro amparo de segurança, como capacete, cabo de aço, conhecida como “cabo vida”, entre outros. Ele foi socorrido pela Samu e encaminhado ao Hospital Geral do estado, onde veio a falecer. O corpo do trabalhador foi enterrado na terça-feira (9), no cemitério Bosque da Paz, em Salvador.

“O Sindicato lamenta profundamente que mais uma vida tenha sido interrompida dentro de uma empresa metalúrgica e vai cobrar uma fiscalização rígida do incidente, inclusive com denúncia formal aos órgãos competentes, como o Cerest e o Ministério Público, para que seja apurada a responsabilidade da empresa no caso”, diz Natan Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Simões Filho.

Contatos

Nata Santos (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Simões Filho) - (71) 9983-0848
ASCOM: Dante Nascimento (Reg. MTE 2718 DRT-BA)
(71) 3418-1603 / imprensa@metalurgicosbahia.org.br
Enviada por Sindicato dos Metalúrgicos de Simões Filho, às 15:17 09/03/2010, de Simôes Filho, BA


Lula detona imprensa na Rocinha
Lula afirma em discurso na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, que conhece bem como que a imprensa brasileira funciona: a granfinagem não admite que um operário metalúrgico tenha administrado o país muito melhor que eles, que tenha aberto mais universidades e escolas técnicas que o príncipe dos sociólogos ou outro qualquer presidente burguês que este país já teve.

Veja aqui os outros vídeos com a íntegra do discurso de Lula na favela da Rocinha.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:34 09/03/2010, de Curitiba, PR


Rede de comunicadoresem apoio à reforma agrária
Reunião para montagem da rede de comunicadores em apoio à reforma agrária e contra a criminalização dos movimentos sociais

Dia 11 de março, às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
Rua Rego Freitas 530 – Sobreloja
Mesa com João Pedro Stedile (da coordenação do MST), Paulo Henrique Amorim (blog Conversa Afiada) e Rodrigo Vianna (blog o Escrivinhador).
Participe!
CONVOCATÓRIA/ MANIFESTO:

Denuncie a ofensiva dos setores conservadores contra a reforma agrária!

Está em curso uma ofensiva conservadora no Brasil contra a reforma agrária, e contra qualquer movimento que combata a desigualdade e a concentração de terra e renda. E você não precisa concordar com tudo que o MST faz para compreender o que está em jogo.

Uma campanha orquestrada foi iniciada por setores da chamada “grande imprensa brasileira” – associados a interesses de latifundiários, grileiros - e parcelas do Poder Judiciário. E chegou rapidamente ao Congresso Nacional, onde uma CPMI foi aberta com o objetivo de constranger aqueles que lutam pela reforma agrária.

A imagem de um trator a derrubar laranjais no interior paulista, numa fazenda grilada, roubada da União, correu o país no fim do ano passado, numa ofensiva organizada. Agricultores miseráveis foram presos, humilhados. Seriam os responsáveis pelo "grave atentado". A polícia trabalhou rápido, produzindo um espetáculo que foi parar nas telas da TV e nas páginas dos jornais. O recado parece ser: quem defende reforma agrária é "bandido", é "marginal". Exemplo claro de “criminalização” dos movimentos sociais.

Quem comanda essa campanha tem dois objetivos: impedir que o governo federal estabeleça novos parâmetros para a reforma agrária (depois de três décadas, o governo planeja rever os “índices de produtividade” que ajudam a determinar quando uma fazenda pode ser desapropriada); e “provar” que os que derrubaram pés de laranja são responsáveis pela “violência no campo”.

Trata-se de grave distorção.

Comparando, seria como se, na África do Sul do Apartheid, um manifestante negro atirasse uma pedra contra a vitrine de uma loja onde só brancos podiam entrar. A mídia sul-africana iniciaria então uma campanha para provar que a fonte de toda a violência não era o regime racista, mas o pobre manifestante que atirou a pedra.

No Brasil, é nesse pé que estamos: a violência no campo não é resultado de injustiças históricas que fortaleceram o latifúndio, mas é causada por quem luta para reduzir essas injustiças. Não faz o menor sentido...

A violência no campo tem um nome: latifúndio. Mas isso você dificilmente vai ver na TV. A violência e a impunidade no campo podem ser traduzidas em números: mais de 1500 agricultores foram assassinados nos últimos 25 anos. Detalhe: levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que dois terços dos homicídios no campo nem chegam a ser investigados. Mandantes (normalmente grandes fazendeiros) e seus pistoleiros permanecem impunes.

Uma coisa é certa: a reforma agrária interessa ao Brasil. Interessa a todo o povo brasileiro, aos movimentos sociais do campo, aos trabalhadores rurais e ao MST. A reforma agrária interessa também aos que se envergonham com os acampamentos de lona na beira das estradas brasileiras: ali, vive gente expulsa da terra, sem um canto para plantar - nesse país imenso e rico, mas ainda dominado pelo latifúndio.

A reforma agrária interessa, ainda, a quem percebe que a violência urbana se explica – em parte – pelo deslocamento desorganizado de populações que são expulsas da terra e obrigadas a viver em condições medievais, nas periferias das grandes cidades.

Por isso, repetimos: independente de concordarmos ou não com determinadas ações daqueles que vivem anos e anos embaixo da lona preta na beira de estradas, estamos em um momento decisivo e precisamos defender a reforma agrária.

Se você é um democrata, talvez já tenha percebido que os ataques coordenados contra o MST fazem parte de uma ofensiva maior contra qualquer entidade ou cidadão que lutem por democracia e por um Brasil mais justo.

Se você pensa assim, compareça ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, no próximo dia 11 de março, e venha refletir com a gente:

- por que tanto ódio contra quem pede, simplesmente, que a terra seja dividida?

- como reagir a essa campanha infame no Congresso e na mídia?

- como travar a batalha da comunicação, para defender a reforma agrária no Brasil?

É o convite que fazemos a você.

Assinam:

Altamiro Borges, Antonio Biondi, Antonio Martins, Bia Barbosa, Cristina Charão, Dênis de Moraes, Giuseppe Cocco, Hamilton Octavio de Souza, Igor Fuser, Joaquim Palhares, João Brant, João Franzin, Jonas Valente, Jorge Pereira Filho, José Arbex Jr., José Augusto Camargo, Laurindo Lalo Leal Filho, Luiz Carlos Azenha, Renata Mielli, Renato Rovai, Rita Casaro, Rodrigo Savazoni, Rodrigo Vianna, Sérgio Gomes, Vânia Alves, Verena Glass, Vito Giannotti.

Importante:

A proposta é que a rede de comunicadores em apoio à reforma agrária tenha caráter nacional. Esse evento de São Paulo é apenas o início deste processo. Promova lançamentos também em seu estado, participe e convide outros comunicadores para aderirem à rede.
Enviada por MST, às 13:58 09/03/2010, de São Paulo, SP


Na luta comemoramos 100 anos do 8 de março
Há 100 anos, Clara Zetkin, dirigente do Partido Social Democrata Alemão, viu aprovada sua proposta de instaurar o 8 de março como Dia Internacional das Mulheres. Essa referência histórica, por si só, já seria suficiente para demarcar a data com seu sentido principal: a luta. Foi nesse caminho que as mulheres foram para as ruas em todas as partes do mundo, inúmeras vezes: pelo direito ao voto, a salários iguais, para denunciar a violência cotidiana a que são submetidas, desde a humilhação doméstica à mais brutal violência física.

Em um país com uma das piores desigualdades sociais do mundo, com concentração de terra, renda e poder não mãos de uma elite, marcado profundamente pelo latifúndio e pela exploração imperialista, os impactos recaem fortemente sobre as mulheres. De acordo com uma pesquisa da UFRJ, 80% do total de pessoas sem acesso à renda no Brasil são mulheres. E são elas majoritariamente que são submetidas a jornadas duplas ou triplas de trabalho, encarado muitas vezes como “ajuda” e sem remuneração.

No campo, essa realidade fica ainda mais marcante. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), somente 1% das propriedades rurais do mundo estão em nome de mulheres. E na Reforma Agrária também o índice é baixo: menos de 15% das terras são registradas em nome de mulheres. Cerca de 6,5 milhões de agricultoras são analfabetas. O modelo de produção priorizado pelo Estado brasileiro – revelado com detalhes pelo último Censo Agropecuário – faz com que existam 15 milhões de sem-terra no país. Destes, no mínimo, 50% são mulheres. Por trás do grande número de pessoas sem acesso à terra, um dado do Censo expressa a contradição: apenas 1% dos proprietários de terras no Brasil detém 46% do território agricultável.

O agronegócio – que recebe a maior parte dos investimentos públicos para a produção – acumula mais um vergonhoso título para o Brasil. Depois de ser o principal consumidor de agrotóxicos, é agora o segundo país do mundo em área cultivada de transgênicos. Enquanto os países desenvolvidos seguem o caminho inverso, preocupando-se com a qualidade da alimentação, nossa população precisa se envenenar para garantir os lucros das transnacionais. Isso porque tentaram convencer o mundo que os transgênicos acabariam com a necessidade de pesticidas. Então como entender essa imensa quantidade de venenos para manter a produção transgênica? O Censo demonstrou que quase 80% dos proprietários rurais usam agrotóxico, muito mais do que o necessário. O imenso volume de herbicidas aplicados no Brasil contamina os solos, os mananciais e até mesmo o aqüífero Guarani. A contaminação chega até nós pela água que bebemos e pelos produtos agrícolas irrigados com a água contaminada.

Não faltam dados que comprovam os malefícios sobre a saúde humana dos agrotóxicos e dos transgênicos, muitas vezes sobre a mulher, como a contaminação do leite materno e impactos na fertilidade. Mas nada disso é motivo para o perverso modelo do agronegócio deixar de seguir seu rumo.

E por isso as mulheres camponesas se mobilizam, enfrentam a opressão e a exploração. Não aceitamos o silêncio. Todos os anos, assumimos a responsabilidade histórica legada pelas socialistas. Neste ano, nos organizamos na Jornada de Luta contra o Agronegócio e contra a Violência: por Reforma Agrária e Soberania Alimentar. Vamos para as ruas em todo o país colocar para a sociedade nosso projeto, nossa alternativa pela saúde, pela autonomia, pela igualdade, pelo fim da exploração. Nos somamos com as mulheres das cidades, que também travam há décadas lutas fundamentais para toda a sociedade brasileira. Sabemos que é este o único caminho possível para conquistar nossos direitos.
Enviada por MST, às 17:57 08/03/2010, de São Paulo, SP


Guardas conquistam aumento do piso e greve é suspensa
Mobilizações continuam para resolver pendências e retorno à greve não está descartado

Os guardas municipais aprovaram hoje à noite, por unanimidade, a suspensão da greve. A deliberação foi tomada em assembleia, após reunião de negociação na qual representantes da prefeitura ofereceram uma nova proposta com piso salarial de R$ 850, a partir de abril deste ano. O aumento de 19,57% ainda está longe do exigido pela categoria (R$ 1,3 mil), mas representa um avanço se comparado à primeira proposta apresentada de 6%.

Na avaliação da diretoria do Sismuc o resultado da greve deve ser comemorado, mas esse seria ainda o primeiro passo para as questões ainda pendentes da pauta de reivindicações entregue em novembro do ano passado. A principal conquista da categoria não estaria simplesmente nas questões salariais alcançadas, mas principalmente na organização. A união dos guardas em torno das reivindicações e a disciplina deles em relação à greve teriam demonstrado uma mudança significativa no perfil da categoria.

Plano de cargos

Algumas questões, no entanto, ficaram pendentes e devem ser resolvidas em novas reuniões. Conforme compromisso assumido pela administração, um novo plano de cargos, carreiras e salários será elaborado, desta vez com a participação de uma comissão de representantes dos guardas municipais. As reuniões devem ocorrer a partir de abril.

Dias parados

Também ficou definido que, a princípio, os guardas não terão descontos nos salários até o próximo dia 19, em função dos dias parados. Os membros da comissão de negociação dos guardas reafirmaram, por diversas vezes, durante a negociação, que não existem determinações legais para que a prefeitura execute os descontos. Como forma de compensar os dias parados, foi proposto pelos trabalhadores a reposição de horas extras. Sobre isso ainda não há acordo. Essa questão será discutida em nova reunião prevista para o dia 12 de março. Quadro especial Por fim, um dos pontos que continua pendente e que ainda preocupa a categoria é a situação dos 179 guardas do chamado quadro especial. Este grupo, com pisos salariais abaixo dos R$ 600, não estão contemplados pela proposta apresentada pela prefeitura. Durante a reunião, o secretário Paulo Schimidt foi cobrado sobre isso, mas foi irredutível em manter este grupo de fora. Como também não foi possível chegar a um acordo, assegurou-se que a situação destes guardas será discutida também em reunião específica no mês de abril.

Na assembleia, por diversas vezes os guardas questionaram a posição da prefeitura em relação aos “especiais” e cobrou-se isonomia, ou seja, que o direito de aumento salarial seja estendido a todos. Por esse motivo, a decisão de suspensão da greve está acompanhada da manuten ção de estado de greve. Ou seja, em caso de necessidade os guardas podem voltar à greve para, dentre outras coisas, pressionar a negociação das questões pendentes.

Retomando

Foram nove dias de greve e um mês de vigília promovida pelo Sismuc e por cerca de 1,5 mil guardas municipais. Antes disso, mobilizações com panfletagens, passeatas e debates públicos fizeram parte do calendário de ações coletivas. A indignação da categoria tomou corpo com a morte de quatro guardas no ano passado. Cansados das condições de risco da profissão e da baixa remuneração, os guardas iniciaram o maior movimento já realizado pela categoria desde a sua existência. A última greve havia acontecido em 1994, quando as condições de trabalho eram o tema principal da pauta de reivindicações.

Fonte:Imprensa Sismuc
Enviada por Sismuc, às 14:47 03/03/2010, de Curitiba, PR


A decepção de trabalhar na Guarda Municipal de Curitiba
Mal comecei e já estou chorando!!!

Há 5 anos atrás fui obrigada pela minha mãe a fazer o concurso para a Guarda Municipal, estava desempregada e ela queria que eu tivesse um emprego estável como o dela. Tudo bem, não é bem como o dela, afinal ela é funcionária pública do estado e trabalha no Tribunal de Contas do Estado.

Embora eu tenha feito cursinho para este concurso, nunca acreditei que chegaria a passar, pois bem passei. Ficava pensando o que é que aquilo tinha haver comigo, eu, uma patricinha, cheia de frescuras e com uma vida bem mansa poderia fazer na Guarda Municipal de Curitiba.

Foram 4 meses de escola, no decorrer desses meses algo mudou dentro de mim, descobri que ali estava o que procurei durante muitos anos de empregos e desempregos, auxiliar de escritório, vendedora, artesã.... Mal via a hora de ir as ruas. Me ensinaram nesse curso, que um guarda jamais poderia trabalhar sozinho, sempre em duplas (só por Deus), que o equipamento que receberíamos era valiozíssimo para a nossa segurança e para os cidadãos da nossa cidade querida.

Logo após nossa formatura, fomos fazer um estágio no centro de Curitiba, o Natal se aproximava e as ruas estavam um tumulto só. Achei estranho nosso equipamento, um cinturão com algemas e um bastão. Onde foi parar o colete a prova de balas? e a arma? e o HT (rádio)? e se precisássemos pedir apoio? tínhamos que ligar de um orelhão ou usar nosso celular. Ao menos algo aconteceu, trabalhamos em duplas. Nem por isso desanimei, nem senti medo, adorava tudo aquilo, sentia que poderia proteger ou socorrer qualquer pessoa, inclusive meu parceiro. Eu tinha um objetivo naquela época, queria ir para o GOE.

Passou o Natal e fui para o Núcleo do Boa Vista. Primeiro para o Parque Bacacheri, depois para o Plantão e depois para a escola Eny Caldeira. Nesse período conheci um Farda Azul e me casei com ele. Ele me dizia que eu era uma sonhadora, que o que me disseram na escola não acontecia, que tudo era muito diferente. Acho que por uns dois anos eu ainda acreditava no que haviam me dito na escola. Muitas vezes chorei de decepção, outras trouxe minha ira e outras apenas olhei para o vazio.

Trabalhando como motorista da VTR (viatura) é que comecei a perceber o quanto muitos dos meus companheiros estavam a própria sorte, sem colete, sem arma, sem alimentação, sem um local limpo ou descente ou com banheiro ou .... Com quem falar sobre minha indignação? Meus companheiros diziam que isso era normal. Normal????? Meu Deus!!!! E a Chefia não via isso?

Muitas vezes escutei: - Claro que eles sabem de tudo isso, mas vc acha mesmo que eles estão preocupados com a gente? Eles querem mais é saber de não esquentar a cabeça e garantir sua gratificação no final do mês!

Até que um belo dia fui para o Parque Barreirinha. Para quem não conhece o módulo fica num buraco, lá não pega HT (rádio). Quase ia esquecendo, trabalho a noite. Como fiquei lá? Hoje dou risada, mas na realidade é algo preocupante e muito triste. A porta não fechava, a arma demorava para vir (detalhe: era inverno, escurecia cedo), sem HT, sem celular (lá não tem sinal), sozinha e sem telefone. Sabem quantas noites passei em pânico pela porta que não fechava? E olha que fiz vários relatórios e a chefia mandava me dizer que não dependia dela e sim... um doce para quem advinhar... Inspetora Valci, isso mesmo! Sabem quem trocou a fechadura do módulo por pena de mim? O pessoal do Meio Ambiente, é minha gente, acreditem e além de emprestarem o telefone, afinal eles temiam pela minha segurança. Eles!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Meus amigos, AGRADEÇO DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO AO PESSOAL DO MEIO AMBIENTE DO PARQUE BARREIRINHA!

Hoje olho para trás, e vejo o porquê estou em greve. Não é só pelo aumento de salário, mas sim pelos meus amigos que já se foram por falta de segurança dentro do seu próprio trabalho, pelo meu amigo RENATO CÉSAR (esse era o CARA) aprendi muito com ele, aprendi a ser operacional, aprendi a ser humilde e principalmente a seu uma Guarda Municipal companheira, ele nunca deixou nenhum companheiro na mão e quando ele mais precisou, foi abandonado, morreu por omissão de socorro.

Enquanto ele morria, VTRS (mesmo sabendo que haviam entrado em sua casa e o espancado) foram recolher armas e nesse meio tempo ele morreu. Como sei disso? Jogaram todas as armas recolhidas no meu posto e já eram 6:00. A esposa dele hevia ligado para a Guarda logo após o ocorrido, umas 4:00. "A" VTR passou pela frente da casa dele, viu uma VTR da PM e foi embora. Não foi vê-lo, não fizeram uma busca perto da casa dele (atrás dos malditos), nada, nada, nada. Morreu sim por omissão dos que trabalharam na VTR naquela noite, essa é minha indignação, essa é minha tristeza, esse é o meu medo.

E o Mildemberg? Caiu no esquecimento tbém, a chefia se preocupa em como ele deve estar? Será que ele precisa de alguma coisa?

Que levem ele para fazer fisioterapia, ou medicação, ou.... os grandes....

PENSO HOJE, QUE ESSA É A MINHA HORA, A HORA DE FAZER A DIFERENÇA, DE LUTAR PELA MELHORIA TANTO SALARIAL, QUANTO A EQUIPAMENTOS, LOCAL DE TRABALHO, LUTAR PELA MINHA SEGURANÇA E A DA MINHA FAMÍLIA. NÃO É SÓ SALÁRIO GENTE, É UMA LUTA POR DIGNIDADE.

Obs.: aos que quiserem, repassem minha história, talves ela não seja lá grandes coisas, mas quem sabe alguém olhe com outros olhos para a Farda Azul

Beijos

GM Jussara
Enviada por Vera Armstrong, às 06:51 03/03/2010, de Curitiba, PR


Trabalhadores na Dongwoo entram em estado de greve
Trabalhadores mobilizados protestaram na portaria da Dongwoo, em Pindamonhangaba

O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba e Região protocolou o comunicado de greve contendo 16 reivindicações dos trabalhadores - entre as principais estão a falta de plano médico e o assédio moral.

Os trabalhadores na coreana Dongwoo, em assembleia realizada na manhã dessa quinta-feira, dia 25, aprovaram o estado de greve tem na empresa que tem como único cliente a LG Eletronics de Taubaté, que recentemente passou por uma semana de greve até que as reivindicações fossem atendidas. A Dongwoo possui cerca de 230 trabalhadores, tendo em sua grande maioria mulheres.

Desde sua posse como nova direção, em 1º de dezembro de 2009, o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba tem dialogado com funcionários e com a direção da empresa para buscar soluções às diversas irregularidades encontradas.

De acordo com o secretário geral do sindicato, Herivelto Moraes, o Vela, a direção da empresa chegou a se comprometer em regularizar os problemas apontados, mas até o momento nada de concreto foi feito. Segundo ele, das 16 reclamações elencadas, as principais se referem à falta de plano médico e às constantes práticas de assédio moral dentro da fábrica.

"O convênio médico é a maior reivindicação dos trabalhadores e, principalmente, trabalhadoras da Dongwoo. Elas ficam grávidas e não têm como fazer pré-natal. E o assédio moral de líderes e sub-líderes em cima das meninas da produção tem piorado cada vez mais", explicou.

Herivelto citou que a direção da empresa também não tem atendido às reivindicações da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). "Acompanhamos as três últimas reuniões da Cipa, que levantou problemas como a falta de revezamento das funções. Há mulheres que ficam em pé por cerca de nove horas sem revezar, sofrendo com LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho)."

Segundo o secretário geral, como agravante se somam a isso problemas de ergonomia, pois não há cadeiras nem ventiladores, e as próprias funções são dirigidas de forma equivocada. "A denúncia mais absurda que recebi foi de mulheres grávidas, inclusive algumas com doença ocupacional, que foram transferidas para funções que exigem esforço físico. Chega a ser desumano elas terem que carregar palete, trabalhar no calor, sendo que é possível adequar o trabalhador a cada função."

Ainda de acordo com Herivelto, a fábrica está em desacordo com a Norma Regulamentadora nº 4, pois não possui o número mínimo de técnicos de segurança do trabalho.

Outras reivindicações, como revisão de cargos e salários e pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) também estão na pauta do aviso de greve.

Segundo o vice-presidente do sindicato, Renato Marcondes de Oliveira, o Mamão, o aviso de greve foi protocolado na manhã dessa quinta-feira, dia 25, e a direção da Dongwoo tem 48 horas para se pronunciar, prazo que se encerra na segunda-feira.

"O sindicato estará quantas vezes for preciso aqui na porta da fábrica. Já conversamos, mas não está adiantando, o caminho é a greve. Eles (os coreanos) podem até vir aqui, tirar o seu lucro do Brasil, mas vão ter que respeitar os trabalhadores e cumprir as leis daqui", afirmou Mamão.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba
Enviada por CNM-CUT, às 08:49 01/03/2010, de São Paulo, SP


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