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17/11/2017
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Notícias(Maio/2006)

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Trabalhadores na GM também bloqueiam a Dutra
Cerca de 3500 Trabalhadores na GM de São José dos Campos bloquearam a via Dutra.

Em protesto contra a ameaça de demissões, os Trabalhadores na General Motors, em São José dos Campos, ocuparam a rodovia Presidente Dutra, na tarde desta quarta-feira, dia 31.

A rodovia ficou parada por cerca de 20 minutos nos dois sentidos, na altura do km 143, próximo ao viaduto da Vista Verde.

Após a desocupação da rodovia, os trabalhadores saíram em passeata por cerca três quilômetros até a portaria da GM.

?Vamos exigir do presidente e do governo federal que intervenham para evitar as demissões na GM e garantir o emprego dos trabalhadores?, informou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Adilson dos Santos, o Índio.

A entrada do 2º turno foi atrasada em duas horas.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:24 31/05/2006, de Curitiba, PR


É preciso propor e agir!
As recentes ações de sindicatos, comissões de fábricas e grupos de Trabalhadores pelo Brasil afora demonstram que para o movimento sindical ser considerado combativo e autêntico não basta apenas xingar, acusar e reclamar.

Também não adianta ficar esperando que, uma vez eleito um governo progressista, este vá resolver todos os problemas do país e dos Trabalhadores.

A história da Humanidade demonstra que se os Trabalhadores querem promover mudanças reais em suas condições de vida e Trabalho devem lutar por elas. Para isso devem estar organizados e mobilizados, com forte união entre as bases e as direções sindicais, ocupando todos os espaços possíveis, sejam eles políticos, econômicos e socias, ou praças públicas, estradas, fábricas, etc.

Sem esta ação direta dos Trabalhadores de base e suas direções e sem propostas alternativas para solução dos problemas enfrentados, o movimento sindical não avança e acaba fazendo o jogo da direita que quer ver sempre os Trabalhadores humilhados no papel de coitadinhos e miseráveis.

Quem luta vence!

Quem luta organizado e sabendo o que quer, luta melhor!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:26 31/05/2006, de Curitiba, PR


Sindicato da Alimentação de Erechim aprova criação de movimento em defesa do emprego
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Erechim e Gaurama decidiu lançar um Movimento em Defesa do Emprego em Erechim. A decisão foi tomada na assembléia realizada na última terça-feira, dia 30 de maio de 2006, com a presença dos 300 trabalhadores demitidos por causa da transferência da Indústria de Balas Boavistense, de propriedade da empresa Florestal Alimentos S.A., da cidade de Erechim para Lageado.

O problema do desemprego está atingindo, especialmente, o setor da Alimentação. Segundo o presidente do Sindicato, Silvio Ambrozio, a situação é preocupante, pois várias empresas no setor estão em crise:
1. Indústria de Balas Boavistense = a empresa foi transferida para Lageado, provocando a demissão de 320 trabalhadores diretos, em Erechim;
2. COTREL = Com a crise vivida na empresa nos últimos dois anos, mais de 800 trabalhadores perderam o emprego (a empresa, que empregava cerca de 2950 trabalhadores, reduziu para 2100 trabalhadores). Além disso, o Frigorífico Boavistense (de aves) encontra-se em férias coletivas.
3. Indústria de Balas Peccin = Nos últimos 12 meses, a empresa reduziu um turno e também o número de empregos diretos. A empresa que chegou a ter em torno de 750 trabalhadores, hoje possui, aproximadamente, 540 trabalhadores. Cerca de 200 vagas foram reduzidas.
4. Indústria de Balas DalaCosta = Há 3 anos, a direção da empresa transferiu sua sede de Erechim para Jacutinga. Chegou a ter cerca de 130 trabalhadores. Atualmente, vive uma série crise, e o quadro de funcionários foi reduzido para 70 trabalhadores.

Portanto, somente nessas empresas, todas do setor de alimentos, foram reduzidas nos últimos meses, cerca de 1400 vagas, levando em consideração apenas os empregos diretos.

Objetivos do Movimento

Segundo o Vereador Anacleto Zanella, que ocupa também o cargo de Secretário de Formação do Sindicato, o principal objetivo do movimento desencadeado pelo Sindicato da Alimentação é chamar a atenção da sociedade erechinense e regional de que é preciso fazer algo para mudar essa tendência de retração do mercado de trabalho, especialmente no setor de alimentos. Segundo Anacleto, ?esta dura realidade precisa ser revertida?.

Tendo em vista esse objetivo, a direção do Sindicato apresentou na assembléia um conjunto de propostas que foram aprovadas por unanimidade pelos trabalhadores presentes, as quais serão encaminhadas às autoridades competentes. Entre elas estão:
1. Adoção de parte do município de uma política de desenvolvimento e de geração de trabalho e renda mais ofensiva e mais ousada, de apoio às empresas da cidade (micro, pequenas, médias e grandes empresas existentes), exigindo como contrapartida a geração de mais postos de trabalho, bem como a valorização permanente dos trabalhadores.
2. Criação de fóruns permanentes de discussão sobre os principais desafios enfrentados pelas empresas existentes no município, suas dificuldades e suas necessidades, envolvendo os diferentes setores da sociedade: empresários, trabalhadores, sindicatos, poder público, entre outros.
3. Garantia de incentivos públicos às empresas que querem se instalar em Erechim e na região, exigindo como contrapartida a geração de mais empregos e valorização dos trabalhadores.
4. Ampliação dos programas de qualificação profissional que estão sendo desenvolvidos pelo município, garantindo oportunidades a todos os trabalhadores que estão sendo vítimas do desemprego.
5. Reunião com as empresas da cidade que estão passando por sérias dificuldades ou que estão com planos de se transferir para outros municípios ou regiões do país, para estudar medidas que possam reverter a atual situação.
6. Elaboração de uma pauta de reivindicações, a ser apresentada aos governos estadual e federal e aos bancos públicos, solicitando a adoção de medidas que venham ajudar a superar as principais dificuldades enfrentadas pelos setores econômicos em crise e pelos trabalhadores desempregados.

Defesa dos direitos dos trabalhadores

Além da implementação do Movimento em Defesa do Emprego, o Sindicato da Alimentação está fazendo todo o possível para defender os direitos dos trabalhadores que foram demitidos na Indústria de Balas Boavistense, acompanhando e conferindo as rescisões contratuais. Nesse sentido, também, acontecerá uma audiência na Justiça do Trabalho no dia 7 de junho de 2006, entre o Sindicato e a empresa.

Conforme Silvio Ambrozio, outra decisão importante tomada na Assembléia foi de que a empresa Florestal Alimentos S.A. será denunciada em todo o Estado e no País pelo desrespeito e descaso como tratou os trabalhadores que trabalhavam na Indústria de Balas Boavistense, em Erechim, demitindo-os por carta, e causando um grave problema social para o município de Erechim e região.

Com relação à pauta do Movimento em Defesa do Emprego, a mesma será encaminhada a todas as autoridades do município e da região (Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, deputados, entidades empresariais, Credenor, Agência de Desenvolvimento, AMAU, Sindicatos, etc.). Além disso, o Sindicato deverá promover, nos próximos dias, um grande encontro convidando autoridades e trabalhadores para debater esse conjunto de propostas.

Erechim (RS), 31 de maio de 2006.

SILVIO AMBROZIO
Presidente do STIAEG - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Erechim e Gaurama

ANACLETO ZANELLA
Vereador e Secretário de Formação do STIAEG
Enviada por Silvio Ambrósio e Anacleto Zanella, às 15:16 31/05/2006, de Erechim, RS


Trabalhadores na VW bloqueiam via Dutra
Trabalhadores na VW ocupam via Dutra
Os trabalhadores na Volkswagen de Taubaté iniciaram os protestos contra as demissões anunciadas pela empresa com uma greve de 24 horas na unidade local e com um bloqueio da Rodovia Presidente Dutra.

A principal rodovia do país, que liga a cidade do Rio de Janeiro a São Paulo, foi bloqueada pelos Trabalhadores na VW Taubaté por 30 minutos nesta manhã de quarta-feira, dia 31.

Outras manifestações terão lugar durante todo o dia.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:55 31/05/2006, de Curitiba, PR


Trabalhadores na Volks de Taubaté fazem greve de 24 horas
Clique na foto para ampliá-la
Os Trabalhadores na VW-Taubaté decidiram pela greve de 24 horas por entenderem que o plano de reestruturação proposto pela empresa significa um grande retrocesso na questão dos direitos que foram conquistados ao longo de décadas de lutas pela categoria metalúrgica, além das 681 demissões que foram anunciadas para Taubaté.

As propostas apresentadas pela empresa envolveriam aumento de 200% no plano médico, terceirizações, redução de salário de 35%, e um repasse de apenas 85% dos índices de inflação atrelados à Campanha Salarial a partir de 2006 entre outras.

O protesto dos trabalhadores continua nesta quarta-feira, 31, com um ato público às 16h, na praça Dom Epaminondas, no centro de Taubaté. O ato público tem como objetivo mobilizar a população de Taubaté e a sociedade na luta contra as demissões anunciadas pela empresa para a unidade local, a redução de salários em 35% e perda de direitos conquistados dos trabalhadores que permanecerão na empresa, além das terceirizações.

A manifestações de hoje marcam o início de uma série de mobilizações que serão realizadas contra o plano de reestruturação da Volkswagen.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Valmir Marques da Silva, o Biro Biro as soluções que vierem a ser encontradas não deverão passar por redução de quadro de funcionários, ou por qualquer plano de reestruturação que signifique retirada de direitos e benefícios dos trabalhadores na Volkswagen do Brasil.

Contatos:
Valmir Marques da Silva (Biro Biro)
Presidente do Sindicato (12) 9744 2267

Isaac do Carmo
Vice Presidente do Sindicato - (12) 9102 7693

Emerson Pereira Pires
Departamento de Comunicação e Imprensa do Sindicato (12) 9106-5016
Enviada por Biro-Biro, às 12:49 31/05/2006, de Taubaté, SP


Rússia: Desnacionalização e Monopolização Estrangeira na Indústria Automobilística
Lada Priora?
Só piora...
As últimas notícias que chegam da Rússia parecem indicar que o governo daquele país trabalha decididamente pelo fim das montadoras automobilísticas nacionias e apóia a monopolização do mercado local pelas estrangeiras.

Como até agora não conseguiu fazer isso por "bem", ou seja, pelas "regras do mercado", cria todo um clima desfavorável, com intrigas, mudanças de diretores, notícias falsas, etc. Terror informativo, em outras palavras. Se nem assim conseguir, partirá para a porrada: prisão de diretores e acionistas e confisco de bens das pessoas jurídicas e físicas ligadas a administração das empresas, como já aconteceu na indústria petrolífera.

Lada para quem precisa?
Para que precisa de Lada?

É pouco crível que alguma das transnacionais automobilísticas queiram assumir a Lada, pois esta tem apenas uma planta com 140.000 Trabalhadores onde são produzidos somente 720.000 automóveis por ano, ou seja, 5 automóveis por trabalhador ano. Um produtividade baixíssima, mesmo na época fordista. A Lada tem uma grande infraestrutura social (de creches a estádios de futebol) pendurados em seu balanço. Além disso, toda a cidade de Togliatti depende da fábrica. Um em cada quatro habitantes da cidade Trabalham na Lada diretamente e 2 indiretamente. Uma reestruturação "toyotista" na Lada é humanamente impossível. Pode até acontecer, mas com um custo social e humano gigantesco. Seria uma verdadeira catástrofe. E qual empresa precisa disso?

Não seria melhor montar alguma coisa fora de Togliatti?

Caso insistam em mostrar aos russos que existe outro tipo de indústria automobilística no mundo, as Transnacionais poderão sim criar empresas mistas com a Lada e construir suas unidades na cidade, mas fora da planta da Lada. Ao lado talvés, no mesmo distrito industrial, mas não assumir a Lada. A GM fez exatemente isso com a GM-AvtoVAZ. O que é muito perverso, pois fará com que a Lada feche as portas com o tempo e as transancionais passem por boazinhas e eficientes.

A própria Renault, que os noticiários internacionais indicam estar interessada na Lada, poderia ter assumido a AZLK de Moscou (então a segunda maior montadora da Rússia e concorretne direta da Lada) e seguir na produção do Moskvitch, mas não o fez. Arrendou os galpões velhos da AZLK ao lado da fábrica nova em funcionamento naquele momento (1998), começou a montar seus veículos alí e vender motores 2.0 fabricados no Brasil e no México para a AZLK equipar os Moskvitch. Resultado: AZLK está falida e a Renault vai bem obrigado, produzindo, entre outros modelos, o horrível, mas barato, Logan. Aliás o monstrengo desenvolvido na Romênia logo, logo, estará em produção em Curitiba. Unidades "camufladas" deste Renault rodam por Curitiba nos últimos dias.

Petersburgo de novo no centro das atenções

Famosa por ser a Amsterdam russa, a cidade mais européia da arcaica Rússia Czarista, sede do império russo por quase 300 anos e palco da Revolução Socialista de Outubro de 1917, São Petersburgo, também conhecida por Leningrado (cidade de Lênin) na época soviética, volta ao centro das atenções político-econômicas na Rússia.

E para entender isso é preciso observar a origem de Putin, o atual presidente que saiu dos quadros da temida KGB e depôs Boris Ieltsin em 1999, em um golpe branco. Sim, isso mesmo!

O presidente russo é de São Petersburgo e desde que assumiu o poder faz de tudo para aumentar o peso econômico e político da cidade no cenário russo.

As facilidades encontradas pelo capital para investir na Região de Petersburgo são superiores a qualquer outra oferecida pelo resto do país. Ford e Caterpillar e muitas autopreças já se encontram na região. A Toyota está construindo sua fábrica e a GM assinou acordos para fazer o mesmo.

Empresas Transnacionais que atual em outros setores da economia, como transportes, bebidas e alimentação também se instalarão na região de São Petersburgo nos últimos 5 anos.

Matando o que sobrou

As transnacionais em Petersburgo além de criar esta idéia "fortalecimento" econômico da cidade, ajudam Putin a destruir a velha guarda administrativa soviética, transformada em poderosos oligarcas em seus setores produtivos e que são verdadeiras ameaças ao projeto de poder eterno do ditador Putin. O que o presidente-kgb quer é substituir toda a esta gente que de uma forma ou de outra se opõem a seu projeto.

Ao fazer acordos na base da portaria 166, que isenta as transnacionais do imposto de importação sobre autopeças destinadas a montagem de veículos, mas proíbe as nacionais de fazerem o mesmo, Putin mata vários coelhos com uma canetada só. Além de passar a imagem do cara que atraiu investimentos para o país.... Poderíamos definir Putin como um FHC (falso democrata) com alma do Golbery (mentor do SNI e ideólogo da ditadura militar brasileira).

A Rússia é tropical e o Brasil soviético

Pode parecer estranho para muitos brasileiros, mas a Rússia nada mais é que um Brasil congelado e o Brasil, por sua vez, uma Rússia tropical. Economicamente falando também são parecidos nos chamados fundamentos da economia. No passado recente uma forte burocracia estatal controlava a economia. Atualmente a total liberdade para o capital e forte concentração de renda na mãos dos mais ricos.

As aparentes diferenças e particularidades são muito menores que as similaridades econômicas, políticas, sociais e comportamentais. Por exemplo, eles entortam um vodca e nós uma cachacinha, mas ambas são as bebidas populares em seus países, têm cerca de 40 graus de teor alcoolico, embebedam a todos que as tomarem, causam cirrose, dependência, e por aí vai.

Por essas e outras devemos prestar muita atenção no que vem ocorrendo no setor automobilístico russo e na economia daquele país em geral. Eles copiaram do Brasil e adotaram o modelo de Orçamento da União, a forma de organização das Bolsas de Valores, o regime de metas de inflação. Agora querem copiar o funcionamento do Banco Central e adotar a automatização bancária brasileira e que, para tanto, estão em negociação visando comprar a tecnologia verde-amarela.

Há muito defendemos que os Trabalhadores russos devem ser vistos como parceiros estratégicos dos Trabalhadores de países como Argentina, Brasil, México e Turquia. É obvio que eles também precisam despertar para esta aliança estratégica. O que ocorreu na Ford em São Petersburgo demonstra que se o movimento sindical internacional investir na juventude russa, estes parceiros estratégicos muito em breve estarão lutando lado-a-lado conosco.

Mas se o movimento sindical internacional não fizer este investimento, por que nós brasileiros não podemos dar o pontapé inicial e estabelecer os contatos?

Fica a qui a questão para ser debatida democraticamente.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:09 31/05/2006, de Curitiba, PR


Brasil Hexa! Que a Copa de 2014 seja no Uruguai
O Brasil ganhou a copa do mundo em 1994, antes disso, sua última conquista do título foi em 1970. Se você somar
1970 + 1994 = 3964

A Argentina ganhou sua última copa do mundo em 1986, antes que isso só em 1978. Somando
1978 + 1986 = 3964

Já a Alemanha ganhou a sua última copa em 1990. Antes disso foi em 1974. Somando
1990 + 1974 = 3964

Poderia o Brasil ganhar em 1998?

Não!
3964 - 1998 = 1966

Em 66 quem fez a festa foi a Inglaterra que assim como a França ficariam "ad eternum"com um único e minguado título.

Seguindo esta lógica, poderia se ter adivinhado o ganhador da copa o mundo de 2002, que só poderia ter sido o vencedor da copa de 1962! Conferindo:
3964 -2002 = 1962

E o ganhador da copa em 1962 foi o Brasil!

E quem venceria a copa do mundo de 2006?

Resposta: 3964 - 2006 = 1958

E quem ganhou em 1958?.... Putz, foi o Brasil!!! O HEXA É NOSSO!!!

Já está decidido, então comemorem, bebemorem o máximo que puderem...

Depois disso entraríamos em jejum secular até chegar ao heptacampeonato.

Será que perderíamos para o Uruguai na final em 2014?

Provavelmente.
3964 - 2014 = 1950.

Shiiiii! Em 1950 o Campeão foi a Celeste exatamente em cima dos anfitriões...

Então que a Copa de 2014 seja no Uruguai... he! he! he!
Enviada por Sergio Bertoni, às 11:32 30/05/2006, de Curitiba, PR


Pedágios: Requião tem razão???
Estudo do Ipea mostra que as tarifas de pedágio nas rodovias "privatizadas" pela União subiram 40% acima da inflação nos últimos 11 anos.

No Estado de São Paulo, os aumentos foram ainda maiores: o valor do pedágio subiu 210% em termos reais entre julho de 1994 e julho de 2005.

No período em questão quem fez a festa no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, foram os tucanos. O PT nunca governou o Estado.

Não vê a diferença quem não quer.

Parece que o Requião tem razão. Xô Pedágio!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:23 30/05/2006, de Curitiba, PR


Trabalhadores na VW Taubaté decidirão sobre greve
Assembléia nesta quarta-feira, dia 31, às 6h, na Volkswagen

O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (CUT) promove uma assembléia com os trabalhadores na Volkswagen nesta quarta-feira, dia 31, às 6h, para decidir sobre os encaminhamentos que serão tomados com relação às mobilizações e paralisações de protesto contra a empresa em razão das demissões anunciadas e redução dos direitos dos trabalhadores.

Sindicato promove ato público contra demissões na Volks

O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (CUT) promove um ato público em defesa do emprego dos trabalhadores na Volkswagen nesta quarta-feira, dia 31, às 16h, na praça Dom Epaminondas, no Centro de Taubaté.

O ato público tem como objetivo mobilizar a população de Taubaté e a sociedade na luta contra as 681 demissões anunciadas pela empresa para a unidade local, a redução de salários em 35% e perda de direitos conquistados dos trabalhadores que permanecerão na empresa, além das terceirizações.

O Sindicato informa que a posição da bancada dos trabalhadores na Volkswagen do Brasil é de que qualquer discussão com a empresa deve ser precedida pelo cancelamento das 5.773 demissões anunciadas no dia 3 de maio.

Sindicato não abre mão dos direitos dos trabalhadores na Volkswagen

Em reunião ocorrida na última sexta-feira, dia 26, em São Bernardo do Campo, os sindicatos dos Metalúrgicos de Taubaté, São Carlos, Curitiba e do ABC rejeitaram de forma veemente a proposta de demissão e precarização dos direitos dos trabalhadores colocada pela Volkswagen.

A proposta oferecida pela empresa engloba 15 itens que se fossem aceitos pelos trabalhadores significariam um grande retrocesso na relação Capital e Trabalho, pois com toda certeza retornaríamos ao início do Século 18, quando os trabalhadores eram apenas objetos da busca do lucro do Capital, ou porque não dizer, escravos.

As propostas apresentadas pela empresa envolveriam aumento de 200% no plano médico, terceirizações, redução de salário de 35%, e um repasse de apenas 85% dos índices de inflação atrelados à Campanha Salarial a partir de 2006 entre outras.

A posição da bancada dos trabalhadores na Volkswagen do Brasil é de que qualquer discussão deve ser precedida pelo cancelamento das 5.773 demissões anunciadas pela empresa no dia 3 de maio.

Reiteramos que as soluções que vierem a ser encontradas não deverão passar por redução de quadro de funcionários, ou por qualquer plano de reestruturação que signifique retirada de direitos e benefícios dos trabalhadores na Volkswagen do Brasil.

Portanto, nos colocamos a disposição para qualquer debate que vise buscar solução para que a empresa se mantenha competitiva no mercado nacional e internacional, mas a garantia do direito dos trabalhadores conquistados ao longo da história é irrenunciável.
Enviada por Biro-Biro, às 10:01 30/05/2006, de Taubaté, SP


VW e GM demitem no Ocidente e contratam na Rússia
Os acordos assinados pelas direções da VW e GM com o governo russo podem significar o fim do desemprego para muitos Trabalhadores russos.

Mas não é engraçado, para não dizer trágico, que exatamente as empresas que mais têm anunciado demissões no mundo ocidental estejam investindo pesadamente na Rússia?

Os Trabalhadores russos e de outros países experimentarão a partir de agora uma nova realidade e um novo desafio impostos pelo capital transnacional:
- Rússia e China definitivamente entraram para o mercado automobilístico, seja na condição de consumidores, seja na condição de produtores;
- como avançar na luta, incluindo nela a companheirada que está sendo admitida por esta nascente indústria automobilística, sem incorrer na burrice nacionalista que diz que os Trabalhadores de um país são melhores que de outro?

Um debate franco e aberto deverá ser feito. Os russos vivem sob um ditadura enrustida, com amplas liberdades para o capital e há quase 2 décadas de crise e desemprego, depois de 70 anos de estabilidade e pleno emprego. Para muitos destes companheiros as transnacionais parecerão ser a tábua de salvação e eles tenderão a defender os investimentos estrangeiros. Para os trabalhadores ocidentais os russos poderão ser encarados com competidores ou malfeitores desleais que aceitam se vender por qualquer coisa.

O movimento sindical deverá refletir muito sobre como agir daqui para frente com a inclusão definitiva de Rússia e China no mercado automobilístico. Respostas simples e rápidas não servem. Será preciso estudar o que tudo isso representa para os Trabalhadores e para a industria automobilística em todo o mundo. Certamente, dias piores ainda estão por vir...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 22:42 29/05/2006, de Curitiba, PR


GM assina contratos com governo russo
Esta foi uma segunda-feira cheia de negócios para a indústria automobilística mundial e a burocracia russa. Vários acordos foram assinados entre grandes do setor e os governos regionais e central daquele país.

Acaba de ser assinado acordo entre a GM e o governo de São Petersburgo para a construção de uma fábrica de montagem na cidade de Shushari, região da antiga Leningrado.

O acordo foi feito nas bases da portaria 166 sobre "Montagem Industrial". Esta portaria prevê isenção de impostos de importação de autopeças destinadas a montagem de veículos em território russo no "Regime de Montagem Industrial". As empresas que querem participar deste regime devem assinar acordos com o governo russo pelo prazo mínimo de 7 anos (para empresas já instaladas em território russo) ou 8 anos (para aquelas que estão chegando agora). O acordo deve conter a relação de peças que serão importadas sem imposto. Num prazo de 24 meses após o início das operações de montagem de veículos deverá haver uma redução de 10% no valor de autopartes importadas. Depois de 42 meses deverá haver uma nova redução de 10% e mais 10% 54 meses após o início da produção. Significa dizer que em 4 anos e meio as empresas devem atingir um índice de localização da produção de autopeças em torno de 35%.

Segundo o Ministro de Desenvolvimento Econômico da Rússia, Guerman Gref, a GM iniciará a construção da fábrica já em junho próximo.

A nova Fábrica irá produzir três modelos. Para tanto serão investidos US$ 115 milhões, na primeira fase do projeto e o dobro na segunda fase.

Fábricas da GM na Rússia

Atualmente a GM detém 41,6% das ações ordinárias da empresa mista GM-AvotVAZ. As demais ações desta empresa estão em mãos da AvtoVAZ(Lada) e de investidores russos e estrangeiros que operam na bolsa de valores local. GM-AvtoVAZ produz os modelos Chevrolet Niva e Viva.

A GM mantém também uma parceria com a maquiladora Avtogor S.A. instalada na Zona Franca de Kaliningrado, onde são montados os modelos Chevrolet DAT, HUMMER e Cadillac.

O melhor de dois mundos para o capitalismo selvagem

A Rússia hoje, assim com a China, é o melhor de dois mundos para os magnatas do capitalismo selvagem internacional. São países com economias abertas, governos autoritários e sindicatos controlados por pelegos históricos que colaboram estreitamente com o Estado, orgãos de segurança e patrões.

A portaria 166 abre mais portas para atrair as transnacionais que não precisam fazer grandes investimentos para que seus produtos recebam a etiqueta "Feito na Rúsia" e transformem-se em produtos "nacionais".

Com a portaria 166, o governo russo criou a sua versão para as detestáveis e exploradoras "Maquiladoras", empresas instaladas na fronteira do México com os EUA para a montagem e maquiagem de produtos destinado a exportação para o mercado norte-americano, utilizando-se da mal-remunerada mão-de-obra mexicana. Agora é a vez de usar a mal-remuneração praticada pelo capitalismo selvagem russo.

Isso poderá significar uma concorrência fortíssima entre os Trabalhadores russos, assim como, entre esses e seus colegas estrangeiros.

Trabalhadores de alguns países em desenvolvimento onde há indústria automobilística instalada, como Argentina, Brasil, México, Polônia e Turquia poderão sofrer perdas significativas, já que há mão-de-obra mal-remunerada em abundância na Rússia de nossos dias. Além disso, esta mão-de-obra conta ainda com a especialização e educação fornecidas pelos estado soviético e garantida até hoje pelas tradições educacionais do país.

Alianças estratégicas?
Com quem?

O movimento sindical internacional também sentirá na pele os efeitos dessa concorrência desleal, deste dumping social, promovidos pelo governo russo e empresas transnacionais. É que os velhos sindicalistas russos ainda seguem vivendo na era soviética. Como faziam naquela época, seguem defendendo a seus patrões, ao invés de defender os interesses da Classe Trabalhadora.

Infelizmente são poucas as organizações sindicais naquele país que entendem a complexidade do processo de desenvolvimento mundial e as armadilhas criadas pelo capitalismo internacional, a exemplo desta portaria 166 do governo russo. Enfim, o movimento sindical internacional não tem na Rússia aliados em que se possa confiar para criar uma aliança estratégica que vise defender os interesses dos Trabalhadores de forma pluralista e internacionalista.

Recentemente os Trabalhadores na Ford Motors Company, organizaram-se sindicalmente e promoveram a primeira greve em uma empresa transnacional instalada na Rússia. Foram expulsos do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Indústria Automobilística da Rússia, ao qual eram filiados, por "manter uma relação conflituosa e deseleal para com a direção da Ford". É isso mesmo!!! Não foram expulsos do sindicato por terem cometido algo contra os Trabalhadores e sua classe, mas por terem traído os patrões!!! Um verdadeiro absurdo.

São ultra-pelegos, as pessoas que controlam o movimento sindical russo e o "representam" nos fóruns internacionais.

Muito em breve será necessário incluir os Trabalhadores russos nos debates estratégicos do movimento sindical internacional. E, para poder incluí-los, será necessário despertá-los para os novos processos de lutas contra as empresas Transnacionais. O movimento sindical internacional, democrático e progressista, deverá investir muito na organização dos novos Trabalhadores nas empresas que estão sendo abertas ou que foram abertas recentemente. É nessa juventude que reside o futuro do movimento sindical russo e de onde sairão parceiros e companheiros com quem poderemos fazer alianças estratégicas em defesa dos interesses dos Trabalhadores lá e aqui.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 16:54 29/05/2006, de Curitiba, PR


Volga com motores Chrysler
A Fábrica de Automóveis de Gorki - GAZ que chegou a parar a produção de seu principal modelo de passeio, o Volga, famoso carro usado pela KGB e pela burocracia soviética, retomou a produção equipando os veículos com motores Chrysler DOHC de 2.4 litros.

Parece que a primavera russa de 2006 está atraindo os abutres da indústria automobilística mundial, que fecham fábricas no ocidente para se instalar do outro lado da outrora temida cortina-de-ferro.

Seria uma tendência?
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:25 29/05/2006, de Curitiba, PR


VW abrirá nova fábrica na Rússia
A transnacional alemã Volkswagen que promete demitir mais de 5000 Trabalhadores no Brasil assinou nesta dia 29 de maio de 2005 os devidos acordos com o governo da Região de Kaluga (na Grande Moscou) e com o governo federal russo que possibilitarão a instalação de uma fábrica da VW na cidade de Kaluga.

A nova fábrica produzirá 115.000 unidades anuais dos modelos da Skoda e da própria VW. O primeiro modelo a ser produzido é o Skoda Otávia, produzido na plataforma do VW-Golf/Audi-A3. Depois virão os modelos menores na mesma plataforma do Polo/Fox/Ibiza, etc.

Seria mera coincidência que estejam ocorrendo demissões exatamente em plantas da VW que produzem modelos iguais ou similares aos que serão produzidos na Rússia?

Recorde de vendas no mercado russo

A VW registrou um aumento recorde de 42% na vendas no período de janeiro a abril de 2006.

Os VW mais vendidos por aquelas bandas são os "populares" Passat com 1320 unidades, seguido do Touareg com 1303. O terceiro veículo da VW mais vendido na Rússia é o "exclusivo" Pointer, que nada mais o velho Gol produzido no tropicalíssimo Brasil e exportado para o nórdico e frio país. O Pointer/Gol vendeu 737 unidades em quatro meses.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:52 29/05/2006, de Curitiba, PR


Novo Lada é um velho GM
Os russos comemoraram neste mês de maio a vitória na Segunda Guerra Mundial com o lançamento de um novo modelo da Lada chamado "Kalina".

O carrinho tem versões hatch, sedã e perua (ou station wagon como preferem os globalizados) "inspiradas" (cópias pioradas) no modelo antigo do Corsa da GM. Clique aqui para vê-los e comprovar as semelhanças.

Como a GM já produz o novo modelo do jipinho russo sob a marca Chevrolet Niva e o antigo modelo do Astra (ainda em produção no Brasil) sob a marca Chevrolet Viva, fica a pergunta:
Estaria a transnacional americana tomando conta da gigante russa?

Em 2005 a AvtoVAZ (Lada) produziu em sua única unidade em Togliatti 721.491 automóveis dos quais foram exportados 96.484 unidades. O faturamento da empresa foi cerca de 4 bilhões de dólares.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:59 29/05/2006, de Curitiba, PR


Problemas em nosso sítio
Tivemos um pequeno problema em nosso sítio que indisponibilizou as notícias arquivadas em nosso banco de dados.

Estivemos trabalhando desde domingo a noite até meio dia desta segunda para reestabelecer a normalidade de nosso serviço de notícias.

Deixamos aqui nossas sinceras desculpas pelo inconveniente temporário.

Aproveitamos para perguntar: Que tal dar um olhadinha em Documentos e conferir as novidades?

Gratos pela compreensão
TIE-Brasil
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:47 29/05/2006, de Curitiba, PR


MS adia de novo lançamento de Windows Vista
A gigante do software proprietário, A Microsoft, anunciou que o lançamento do Windows Vista, seu novo Sistema Operacional, será atrasado em "algumas semanas".

Com lançamento previsto para 2004 em substituição do velho Windows XP, o Vista não aparecerá nas lojas antes do segundo semestre de 2006.

Os recorrentes atrasos devem ser porque a MS tenta fazer um sistema similar ao seu concorrente direto, o Linux que é Livre, Seguro, Estável (não trava) e pode ser baixado gratuitamente da internet.

Por que pagar por algo que já existe e é gratuíto?

Muitas das "inovações" que a MS divulga como próprias do Vista já estão disponíveis aos usuários do Linux.

Na foto acima (é só clicar nela para vê-la ampliada) temos a tela da área de trabalho do Kurumin Linux 5.0 com o aplicativo SuperKaramba que permite monitorar uma série de funções do computador e lançar rapidamente os aplicativos mais necessários a cada usuário. Se você clicar aqui poderá ver que a MS agora oferece como novidade o Sidebar, uma aplicativo inferior ao SuperKaramba...

Outras funções como um programa seguro para visualização de páginas na internet, telas tri-dimensionais, tocadores de vídeo e áudio que aceitam diversos formatos de arquivos digitais já estão disponíveis no Linux há muito tempo.

Se você não quer esperar até o segundo semestre para ver como funcionam todos estes aplicativos acesse aqui o sítio do Guia do Hardware e baixe o Kurumin Linux 6.0.

Além de não precisar pagar nada por isso, você ainda terá um Sistema Operacional que roda diretamente do CD, podendo testá-lo sem comprometer o que já estiver instalado em seu equipamento. E se gostar poderá instalá-lo em seu disco duro (HD) mantendo outros sistemas operacionais que lá estiverem instalados. Ah! O Kurumin já vem com OpenOffice 2.0, Skype, Amsn, Firefox, Thunderbird e um montão de aplicativos já instalados, sem precisar comprar mais nada.

Por que migrar para um Sistema Operacional que exige novo equipamento?

Além de você ter que gastar uma grana brava para adquirir o novo sistema operacional da MS, vá se preparando também para jogar seu equipamento atual no lixo. Isto porque os computadores com versões básicas do Windows Vista precisarão de um processador com velocidade de pelo menos 800 MHz, 512 MB de memória e um processador gráfico que suporte o DirectX9.

Para usuários avançados, será necessário uma configuração de um processador de 32 bits ou de 64 bits com velocidade de pelo menos 1 GHz, 1 GB de memória, 128 MB de memória gráfica, 40 GB de espaço no disco rígido com 15 GB de espaço livre, um DVD-ROM e capacidade de acesso à internet.

Windows Vista é elitista e não gosta de PC popular

O PC popular do programa de inclusão digital do governo federal, em suas configurações básicas, não poderia rodar o novo sistema operacional da Microsoft.

Mais uma vez, o Linux leva vantagem, pois qualquer versão do Sistema Operacional Livre roda em diversos modelos de computadores sem exigir que você corra para uma loja e desembolse R$ 3000,00 ou R$ 4000,00 para adquirir uma máquina nova.

A lógica da MS é simples, os humanos devem estar a serviço da tecnologia e não a tecnologia a serviço do homem. Desta forma as pessoas são obrigadas a consumir mais e mais "novidades" para poder manter-se conectadas ao mundo. E isso agrada muito aos capitalistas...

Pense em tudo isso antes de sair por aí adquirindo ou pirateando software da MS, pois até no caso de pirataria você terá que desembolsar uma grana brava para atualizar seu hardware...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:24 26/05/2006, de Curitiba, PR


Mais uma vítima da Cargill
Desossadora de frango, funcionária exemplar, sem uma única falta ou afastamento temporário durante onze anos na mesma unidade, em Forquilhinha, no interior catarinense, Valdirene João Gonçalves da Silva, foi recompensada pela Seara Cargill pela sua contribuição ao crescimento exponencial da empresa com os lucros advindos da exportação: está inválida aos 35 anos.

Um dos sinônimos de forquilha, o sinal que se faz na orelha do gado, como marca, serve para refletir sobre a tragédia que se abate sobre inúmeros empregados desta multinacional, que tem selado tantos destinos de forma implacável com a intensidade do ritmo de trabalho e suas seqüelas: as lesões por esforço repetitivo.

Nas palavras do médico, que expôs o trágico diagnóstico de Valdirene munido do exame de ultrassom, ?o braço está podre?. Agora, a dor é constante, aplacada apenas à base de morfina... A rotina da desossa das sete coxas por minuto, 420 por hora e sabe-se lá quantas mil por dia, ?dependendo dos pedidos de exportação?, mudou completamente, e o ambiente do frigorífico foi substituído pelos cômodos da casa, nos estreitos limites entre a cama, o sofá e o banheiro. O problema só não é maior porque as crianças estão grandes e o marido, companheiro, colaboram.

Que as palavras de Valdirene ressoem como sinal de alerta e tonifiquem o movimento dos Sindicatos, Federações e da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação para que o ritmo desumano imposto pelas nóreas - as correias que transportam o frango na linha da desossa - seja reduzido com a implantação de tacógrafos e o aumento na fiscalização por parte do Ministério do Trabalho. O crescimento dos abusos amplia as lesões e também o questionamento sobre a atuação das multinacionais no setor, transformadas, cada vez mais, numa máquina de moer carne e esperanças...

É Valdirene quem fala:?Quando entrei na empresa, eram duas coxas e meia por minuto. Com o passar dos anos, o número foi aumentando, assim como o número de colegas com lesão. Há cinco anos comecei a sentir os tremores, um repuxo no braço, como se fossem muitos quilos. Procurava o médico que sempre dizia que era dor muscular. Sentia os dedos repuxando e muita dor à noite. Assim cheguei até novembro do ano passado, quando comecei a sentir que o braço estava podre pelo esforço repetitivo, que todos os meus colegas tanto reclamam, e têm medo porque a empresa costuma mandar embora. Foi então que o médico fez o ultrassom e disse: ?é, o seu braço está podre mesmo?. Fiquei apavorada. Tirei férias para fazer fisioterapia, mas a dor não saía e tive que pegar mais 15 dias por que dois dos dedos nem abriam mais. O doutor Nilton me encaminhou para fazer o CAT (Comunicação por Acidente de Trabalho), para ir ao INSS porque o caso era mais complexo?.

PROPOSTA INDECENTE

?Fui até a direção da empresa, onde fiquei duas horas para ser recebida numa sala pelos diretores Marcos e Fabiano que perguntaram quanto tempo tinha de empresa e outras informações sobre o meu passado como funcionária. Falei que o que eles estavam me perguntando estava na minha ficha, na mão deles, e que nunca faltei um dia até então nem tive afastamento temporário. Perguntaram se eu não estava interessada em sair da empresa. Doente desse jeito? Perguntei. Disse que o remédio era muito forte e que não tinha como ir trabalhar. Aí me questionaram se eu não tinha interesse por algum cargo. Respondi que se em 11 anos de trabalho nunca haviam me dado uma promoção, apesar de eu ter estudado, completado o primeiro e o segundo graus, não iria ser agora. Que eu queria receber o tratamento para voltar ao meu trabalho produtivo. Aí me disseram que podia me encostar mas como auxílio-doença não como acidente de trabalho, pois a empresa perde muito. Perguntei o que eu iria fazer com R$ 300 por mês. Disseram que teríamos de conversar mais e chamaram o médico da empresa que falou em trocar os remédios por medicamentos mais fracos, para que eu tivesse condições de trabalho. Falei pro médico: mas o senhor não disse que teriam de ser aqueles e não esses. E ele respondeu que na empresa as coisas não eram como a gente quer. E nisso não queriam me deixar eu sair, forçando a situação. Eu falei que não estava numa prisão e fui embora?.

SINDICATO ATUANTE

?Procurei o Sindicato e os diretores me levaram num outro médico. Eu pergunto como uma empresa pode fazer isso com um funcionário? De lá pra cá já foram quatro anestesias gerais, duas para bloqueio do nervo, para ver se depois de um tempo ele se recupera e volta a funcionar, uma cirurgia de nervo e uma infiltração, sem resultado. Com a anestesia, o nervo fica paralisado e o braço todo também. Entrei no tratamento com três dedos paralisados e hoje estou sem movimentar os cinco dedos. Disseram que ia ficar seis meses sem sentir dor e tive de voltar a tomar morfina pois não tem remédio que alivie. Desde dezembro estou entre Florianópolis, o ortopedista em Criciúma e vários médicos. Além dos cinco dedos paralisados, o punho está afetado, encostando no ante braço e a dor é constante. Só levanto para tomar banho e ir ao banheiro porque a morfina me dá uma parada. Passei o Dia das Mães tomando morfina. A empresa está pagando o tratamento, mas e a dor? E os meus colegas que continuam lá. Isso precisa ter fim.?

TACÓGRAFOS
De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação de Criciúma e Região, Célio Elias, ?infelizmente, o caso de Valdirene não é um exemplo isolado, é o resultado do ritmo de produção intenso estabelecido pela Seara Cargill, onde os trabalhadores vêm sendo submetidos a um número abusivo de serviços de cortes de frango?. O sindicalista lembrou que, além da luta a nível federal para que exista uma legislação mais rígida e maior fiscalização quanto à velocidade das nóreas, por meio da colocação de tacógrafos nos frigoríficos, em Santa Catarina está havendo uma mobilização para que seja aprovado o projeto do deputado Dionei Walter da Silva.

MAIS INFORMAÇÕES ? (48) 3463.1350
Enviada por Nilson Antonio, às 16:48 25/05/2006, de Jaraguá do Sul, SC


CUT promove mostra Imagens do Trabalhador
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Cinemateca Brasileira promovem uma mostra de filmes intitulada Imagens do Trabalhador.

A mostra, primeira atividade conjunta entre a Cinemateca e a maior central sindical do Brasil, acontecerá entre os dias 1º e 4 de junho, na Sala Cinemateca, na capital paulista.

Composta por 17 filmes nacionais e estrangeiros, entre longas de ficção, documentários e curtas reunidos pela primeira vez, a mostra antecede o 9º Congresso Nacional da CUT, que será realizado entre os dias 5 e 9 de junho, também em São Paulo.

O objetivo dessa atividade cultural é promover um diálogo entre o público amante de cinema e o movimento sindical. Essa troca vai permitir a descoberta ou revisão de obras importantes que têm o mundo do trabalho e o movimento sindical como protagonistas, e também uma reflexão sobre os rumos do sindicalismo nacional.

Além dos filmes programados, cuja relação e sinopses encontram-se a seguir, haverá uma mesa de debates no dia 2 de junho, a partir das 19h, com o tema A Classe Operária Ainda Vai ao Cinema?

O propósito dessa mesa de debates é analisar os rumos da produção cinematográfica brasileira e sua relação com o mundo do trabalho, sob a seguinte perspectiva: as diversas abordagens sobre o movimento sindical e o operariado no cinema, passando pelos momentos em que estes se apresentam como protagonistas, e também pelos períodos em que se colocam como elementos secundários da ação cinematográfica, em filmes que apontam para uma discussão do universo do trabalho sem que os movimentos coletivos sejam apresentados como força narrativa principal. Mudaram as opções estéticas e temáticas dos filmes sobre o trabalhador, mudou a conjuntura política ou mudou o sindicalismo?

Confirmaram presença no debate João Batista de Andrade (cineasta e secretário de Estado da Cultura de São Paulo), Giuseppe Cocco (professor-doutor da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista em Comunicação e Trabalho) e Renato Tapajós (cineasta).

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Sala Cinemateca
Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Mariana, próxima ao Metrô Vila Mariana

Maiores Informações pelos telefones:
5084-2177 (ramal 210) ou 5081-2954

ingressos:
R$ 8,00 (inteira)
R$ 4,00 (meia-entrada)

Atenção: Trabalhadores sindicalizados com a apresentação de carteirinha, trabalhadores que apresentem carteira de trabalho ou recibo de autônomo, pagam meia entrada.

Estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Escolas Públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

Programação:

dia 01/06 (quinta-feira)
17h00 Brasilianas nº 5 - Cantos de trabalho: cana-de-açúcar
Coal face
Tempos modernos

19h00 A classe operária vai ao paraíso

21h20 Peões

dia 02/06 (sexta-feira)
17h00 Greve
Braços cruzados, máquinas paradas

19h00 Debate: A classe operária ainda vai ao Cinema?

Com a presença de João Batista de Andrade (cineasta e Secretário de Estado da Cultura de São Paulo), Giuseppe Cocco (Professor-doutor da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista em Comunicação e Trabalho), e Renato Tapajós (cineasta)

21h10 Chapeleiros
Garotas do ABC

dia 03/06 (sábado)
16h00 Companhia Docas de Santos

17h20 Trabalhadoras metalúrgicas
Linha de montagem

19h15 Kuhle Wampe

20h50 Os companheiros

dia 04/06 (domingo)
14h00 Coal face
Companhia Paulista de Estradas de Ferro

15h15 O machão

17h00 A queda

19h15 Peões

21h00 Garotas do ABC

Sinopses dos filmes e mais informações podem ser conferidas no sítio da CUT e da Cinemateca Brasileira
Enviada por Ubirajar Freitas, às 13:31 25/05/2006, de Belo Horizonte, MG


Dieese: As greves em 2005 no Brasil
A busca por novos direitos ou pela melhora das condições dos contratos de trabalho motivou, em 2005, a realização de 69% das paralisações realizadas pelos trabalhadores brasileiros, segundo dados obtidos pelo Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Ao todo, o movimento sindical promoveu, em todo o país, no ano passado, 299 greves, número bem semelhante ao registrado em 2004 (302). O total de horas paradas ficou em cerca de 20 mil, contra 23 mil em 2004.

Apesar do predomínio do caráter propositivo das greves, em 45% das mobilizações (135) foram encontrados motivos defensivos, com os trabalhadores se colocando contra o descumprimento de direitos ou reivindicando a manutenção ou renovação de condições em vigor.

A preocupação com o reajuste salarial foi a mais constante, observada em quase metade das paralisações (141). A questão do rendimento também esteve presente em outras reivindicações, caso das lutas pela implantação de planos de cargos e salários ou de carreiras (presente em 20% dos movimentos) ou pela participação nos lucros e resultados ? PLR ? (exigidos em 12% das mobilizações). Compuseram também a pauta das greves temas como auxílio-alimentação (17%), questões relativas às condições de trabalho (15%), ou o protesto por atraso no pagamento de salários (12%).

Do total de greves realizadas, 162 (54%) ocorreram na esfera pública ? isto é, envolveram o funcionalismo público federal, estadual ou municipal e as empresas estatais. O caráter das reivindicações destas greves foi majoritariamente propositivo ? 76%, entre o funcionalismo e 79%, nas estatais. O reajuste salarial foi motivo de 60% das paralisações dos servidores e de 50%, entre os trabalhadores das estatais.

Na esfera privada ocorreram 135 greves (45%). Desse total, 20% aconteceram nos serviços e 25% na indústria. Outras duas paralisações de bancários envolveram trabalhadores de bancos estatais e privados. Em 60% das mobilizações da esfera privada (137, incluindo a greve dos bancários), as reivindicações de caráter propositivo estiveram presentes, mas 50% delas continham também pedidos de caráter defensivo. Reajuste salarial (36% das greves) e pagamento da participação nos lucros e resultados ? PLR - (24%) foram motivos de destaque para estes trabalhadores.

Entre as mobilizações realizadas pelos empregados das indústrias, a PLR foi a reivindicação mais freqüente (35%), superando o reajuste de salários (28%). Nos serviços, porém, mesmo com o reajuste salarial presente em 44% das paralisações, uma motivação claramente defensiva ? o atraso de salários ? foi responsável por 42% das greves.

O balanço completo do movimento grevista em 2005 está no Estudos e Pesquisas 20, lançado ontem pelo DIEESE e que pode ser visto, na íntegra, clicando-se aqui.

Acesse também o sítio do DIEESE:www.dieese.org.br
Enviada por Adriana Marcolino, às 18:16 24/05/2006, de São Paulo, SP


Lula melhor que FHC, por supuesto!!!
O ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva está melhor posicionado nas pesquisas de opinião pública que o ex-sociólogo Fernado Henrique Cardoso estava nesta mesma época do ano em 1998.

Hoje, segundo a pesquisa Sensus, Lula tem 40,5% contra 18,7% de Geraldo Alckmin (PSDB), seu único adversário para valer até agora.

Em 1998, os cenários que permitem alguma comparação eram os seguintes:
Vox Populi (20-22.jun.1998): FHC 36%; Lula 29%; Ciro 8%; Enéas 5%.
Datafolha (8-9.jun.1998): FHC 35%; Lula 34%; Ciro 9%, Enéas 5%.

Os números falam por si. Agora é trabalhar forte para garantir que estas intenções de voto transformem-se em votos de fato no dia 01 de outubro.

Quem manda é o povo! Lula de novo!!!
Enviada por Sergio Bertoni, às 15:39 24/05/2006, de Curitiba, PR


Nova pesquisa aponta vitória de Lula no 1o. turno
A pesquisa CNT/Sensus de maio revelou que somente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou sua taxa de intenção de voto.

Caso as eleições fossem hoje, uma vitória já no primeiro turno estaria assegurada, pois a taxa de intenção seria suficiente para obter mais da metade dos votos válidos.

A taxa de intenção de voto em Lula subiu de 37,5% em abril para 40,5% na pesquisa divulgada hoje.

O candidato do PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin, perdeu intenção de voto, de 20,6% para 18,7%.

O ex-governador Anthony Garotinho (PMDB) também caiu, de 15% para 11,4% e as intenções de voto da senadora Heloisa Helena (AL), representante do PSOL subiram de 4,3% para 6,1%.

No segundo turno Lula teria 48,8% dos votos contra 31,3% do candidato tucano. Em abril, a mesma simulação apontava 45% para Lula e 33,2% para Alckmin....

O ex-governador de São Paulo e Garotinho também acumulam más notícias em outro item importante da pesquisa: a taxa de rejeição dos eleitores aos candidatos.

Enquanto a taxa de rejeição a Lula caiu de 35,7% para 34,7%, a rejeição a Alckmin subiu de 33,5% em abril para 40,6% em maio. A rejeição a Garotinho também cresceu: de 50,7% para 60,7%.
Enviada por Henrique Almeida, às 15:31 24/05/2006, de Juiz de Fora, MG


Emprego e salário em alta no Comércio
Pesquisa do IBGE aponta alta no emprego e na massa salarial paga pelo comércio

O número de Trabalhadores empregados no setor do Comércio e a massa salarial paga neste setor da economia brasileira cresceu de 2003 para 2004, segundo dados PAC (Pesquisa Anual do Comércio) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O levantamento aponta que houve uma expansão de 9,1% no número de empregos no comércio em 2004 na comparação com o ano anterior. Em 2004 6,68 milhões de trabalhadores brasileiros eram comerciários.

O segmento que mais gerou empregos naquele ano foi o de Varejo, com a criação de 399 mil novos postos de trabalho, ou uma expansão de 8,5% sobre 2003.

Segmentos como o de Veículos, Motos e Peças, apresentaram percentuais maiores de expansão, empregando mais 11,3%, seguido pelo Atacado, com 11,1%.

A massa salarial paga pelo comércio cresceu, em média, 12,8% em 2004 na comparação com ano anterior, sendo o setor atacadista onde se percebeu um aumento maior, alta de 13,8%.

Estes dados demonstram que, apesar de toda a choradeira dos lojistas, o setor está crescendo e que a população está consumindo mais.

Isso pode ser um indicativo de que houve uma certa redistribuição de renda e, até mesmo, uma melhora na saúde financeira das famílias brasileiras no período estudado. Ou seja, um quadro inverso daquele que tomou conta do país entre 1980 e 2002...

Será que alguém ainda tem dúvida do que é melhor para o país?
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:15 24/05/2006, de Curitiba, PR


Trabalhadores querem reunião conjunta com VW
Trabalhadores nas cinco fábricas da Volks querem reunião unitária com a empresa

Os trabalhadores na Volks entregaram ontem documento para que a empresa marque reunião unitária com os representantes das cinco fábricas no Brasil.

A entrega do documento foi decisão do Comitê Nacional depois que a multinacional agendou reuniões separadas com as representações.

?Todas as nossas ações serão conjuntas, inclusive as conversas com a direção da empresa. Não vamos negociar demissões ou perda de direitos, já que a empresa tem de recuar desse seu plano de reestruturação?, disse o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o Alemão.

Ele acredita que o movimento de resistência será longo e vai exigir efetiva participação dos trabalhadores nas cinco fábricas.

Na próxima semana, os companheiros nas plantas Anchieta, Taubaté e Curitiba realizarão paralisações de advertência de 24 horas, enquanto o pessoal em Resende e São Carlos fará manifestações de protesto.

?A saída está na luta conjunta e na solidariedade?, resumiu Alemão.

Os participantes do Encontro Mercosul - União Européia do Setor Automotivo, que termina hoje, devem divulgar nota se posicionando em relação à luta dos metalúrgicos na Volks.

Fonte: Tribuna Metalúrgica
Enviada por Sindlab, às 11:00 24/05/2006, de São Paulo, SP


Trabalhadores na Bunge fazem seminário
Trabalhadores e sindicalistas de 6 unidades da Bunge no Rio Grande do Sul se reuniram nos dias 22 e 23 de maio de 2006 para discutir a situação dos Trabalhadores nesta transancional do setor de alimentação.

Os Trabalhadores notaram que há uma padronização no sistema de relações trabalhistas na empresa, práticas muito parecidas no que diz respeito a saúde do Trabalhador, jornada de Trabalho, Terceirização, salários e produtividade.

"Os sindicatos precisam se reunir e discutir este pontos que existem em comum e ver o que é preciso fazer de concreto para melhor as condições de Trabalho para o conjunto dos Trabalhadores na Bunge, independentemente se o pessoal de uma planta torce para o Grêmio e de outra para o Inter", resumiu figuradamente um dos participantes.

Bunge X Cargill

Estas duas transnacionais são as grandes monopolizadores do setor de grãos no Brasil e no mundo.

Aqui no Brasil, entre outros setores, elas competem diretamente no setor da soja e óleo de soja. Tanto é que a Cargill está processando a Bunge no Conar (Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária) por porpaganda enganosa. A Bunge apresentou uma nova marca de óleo de soja, Cyclus. Segundo a Cargill a Bunge apresenta determinadas características como sendo exclusivas da nova marca, quando na verdade elas são comuns em todas as marcas de óleo de soja comercializadas no Brasil.

Latifundiários do MT querem fábrica da Bunge

Os produtores de soja do Matogrosso estão prestes a fechar acordo de arrendamento da unidade da Bunge em Cuiabá.

Os latifundiários querem investir R$ 30 milhões nesta planta para produzir biodiesel a partir da soja por eles produzidas. O combustível vegetal seria usado para mover o maquinário que roda nas plantações de soja no estado.

Finalizado este processo de arrendamento, podemos afirmar que um novo setor na economia mundial ganharia força e diversidade, o da agro-energia, que iniciou sua trajetória lá nos anos 70 com o alcoól combustível e agora agrega o bio-diesel elaborado a partir de óleo vegetais, antes utilizados nas cozinhas do país.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:53 24/05/2006, de Curitiba, PR


Em defesa da TV Digital com tecnologia própria
Muitos Trabalhadores, companheiros nossos, estão longe do debate que vem se acirrando nas altas rodas do poder e nos meios de comunicação. Trata-se de um debate que parece tecnológico, mas é muito mais amplo: o padrão de TV digital a ser adotado no Brasil.

A Rede Globo e as demais redes de TV aberta defendem a adoção do padrão japonês. As operadoras de telefonia celular - o padrão europeu. Tanto uns como outros dizem que o Brasil não pode querer reinventar a roda e acabar criando um monstrengo incompatível com o mundo.

Enganam-se, ou querem enganar ao país, aqueles que reduzem o debate sobre a TV digital a uma discussão meramente de padrão tecnológico a ser adotado.

Debater TV digital é debater a democratização da comunicação, a inclusão social e digital de milhões de cidadãos brasileiros.

É debater como queremos produzir, transmitir e divulgar nossa diversidade étnica e cultural.

Ter ou ser?

É definir se queremos a interatividade somente para pode comprar aquelas porcarias que nos oferecem as propagandas e intervalos comerciais ou se a queremos para poder debater os conteúdos transmitidos pelas grandes redes e também divulgar outras formas de ver o mundo, mais humanista e igualitária com o mesmo direito daqueles que hoje têm o privilégio de controlar os grandes grupos de comunicação ligados a direita reacionária e feudal.

Defender um padrão de TV digital próprio é discutir o que melhor responde às nossas necessidades, sociais, políticas, econômicas, educacionais, etc.

É debater se queremos os brasileiros com Trabalho qualificado de desenvolvedores de tecnologias, softwares, etc ou se queremos ver a todos na qualidade de meros mascates do "ferro velho" que nos empurram desde o Japão, Estados Unidos ou Europa. É saber se queremos profissões que exigem alta qualificação ou nos contentaremos com a condição de serviçais. É descobrir se queremos ser "bordadores eletrônicos" soldando placas de silício ou se seremos aqueles que desenharão os chips e sua arquitetura.

Para que se tenha uma idéia, no desenvolvimento do padrão SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital) estiveram envolvidos nada menos que 79 centros de pesquisas e milhares de técnicos, especialistas, engenheiros e Trabalhadores em todo o país. Imaginem quantos postos de trabalho qualificado em todas as áreas do conhecimento serão abertos caso continuemos a desenvovler o padrão próprio e passemos a produzí-lo e comercializá-lo!!!

Redistribuição Global de Renda

Falar sobre o desenvolvimento de TV digital é debater uma redistribuição de renda nacional e internacional!!! E isso mexe com muitos e poderosíssimos interesses em todo o planeta.

É definir se desenvolveremos softwares livres e independentemente ou se continuaremos escravos de uma determinada empresa e pagando-lhe milhões e milhões de dólares todos os meses para que o proprietário desta empresa seja considerado o homem mais rico do mundo.

Debater TV digital e defender um padrão próprio é debater se queremos nosso povo ganhando mais e melhor educado ou se nos contentaremos com a alfabetização que leva a 75% dos brasileiros a não conseguir entender um texto simples.

É discutir se queremos a tecnologia a serviço das pessoas ou as pessoas a serviço da tecnologia. Se seremos ou não meros apertadores de botões ou exportadores de tecnologia.

E no fundo, no fundo o debate sobre TV digital trata na verdade de definir se queremos ou não que as pessoas tenham acesso a cultura e se desenvolvam de forma democrática e humanista.

Enfim, é debater que tipo de comunicação, de sociedade e de mundo queremos para nós e para as gerações vindouras.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 00:27 22/05/2006, de Curitiba, PR


VW demite no Paraná e Trabalhadores param
A unidade da Volkswagen em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, iniciou nesta quinta-feira o processo de demissão de Trabalhadores. Foram demitidos 28 Trabalhadores com mais de 1 ano de casa.

A resposta dos Trabalhadores na unidade, da Comissão de Fábrica e do Sindicato foi imediata e a produção ficou paralisada por 2 horas.

Segundo Jamil Dávila, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e ex-coordenador da comissão de Fábrica "A VW divulgou na imprensa que quer discutir com governos e sindicatos um plano de reestruturação, mas demite Trabalhadores antes da apresentação do plano aos mesmos e a seus Sindicatos. Onde está o tal 'sinal de boa vontade' que ela tanto divulgou?".

Mesmo pressionada pela greve, a direção da empresa não se comprometeu a parar com as demissões. Se não ocorrerem demissões até o dia 30 é porque o sistema computacional de controladoria usado pela empresa ainda não permite fazê-lo nesta época do mês e não por uma trégua ou boa vontade da empresa. É muito provável que depois de 30 de maio as demissões sejam retomadas.

Os Trabalhadores continuarão mobilizados e estão preparados para respostas imediatas tão logo as demissões voltem. "Para cada demissão na VW adotaremos uma ação específica para não entrar no jogo da empresa", afirmou Jamil.

Fica a impressão de que a VW usa os Trabalhadores brasileiros para forçar, no Brasil, uma ajuda governamental e, no exterior, facilitar seu processo de reestruturação mundial. Desta forma a empresa promove a competição entre os Trabalhadores no Brasil e no mundo, visando única e exclusivamente aumentar suas taxas de produtividade e lucros.

Antes de fazer qualquer tipo de reestruturação produtiva a VW deveria avaliar melhor os erros cometidos por sua direção mundial nas últimas décadas, desde as malfadas associações com concorrentes, como a Autolatina no Brasil, até a compra de empresas sem levar a marca, como no caso da Rolls-Royce, cuja marca permaneceu nas mãos da BMW depois de uma longa e cara negociação para a VW, que acabou ficando só com velhas fábricas.

Também não podemos deixar de observar que a tentativa de posicionar os produtos VW em uma categoria mais luxuosa é uma das causas da atual "crise de mercado" enfrentada pela empresa do "Carro do Povo". Esta foi uma decisão errônea da direção da VW e com a qual, certamente, os Trabalhadores não concordariam se consultados fossem.

Mas a lógica capitalista é essa. O dono erra e quem paga a conta pelo erro é o Trabalhador que nada tem a ver com a irresponsabilidade e incompetência administrativa de seus chefes.

O que está em jogo neste processo iniciado pela VW não é somente a capacidade dos capitalistas em administrarem seus negócios, mas o papel das automobilísticas enquanto geradoras de emprego, renda e riquezas e se queremos continuar sendo vítimas de um sistema onde o ser humano não tem valor.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:02 19/05/2006, de Curitiba, PR


CNM-CUT divulga nota contra demissões na GM
Nota da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) sobre o anúncio de demissões na GM - São José dos Campos

A General Motors anunciou no último dia 15/05/2006 a sua intenção de demitir 960 trabalhadores na fábrica de São José dos Campos (SJC) alegando que, face aos altos custos de produção no Brasil (e em especial em SJC) com a valorização do real frente ao dólar, reduziria o seu programa de exportação em cerca de 50.000 veículos/ano. Mencionou também que abasteceria os mesmos mercados a partir de sua unidade na Espanha.

A CNM/CUT esclarece aos trabalhadores e à opinião pública:

A GM Norte-americana anunciou em Novembro de 2005, 30.000 demissões nos EUA e Canadá como parte de um ?plano de reestruturação?; A GM Europa (dona das marcas Opel, Saab e Vauxhall), que já demitiu 12.000 trabalhadores em 2005, anunciou nesta semana pelo menos 1.000 demissões na fábrica de Ellesmere Port no Reino Unido, dizendo que a mesma pode ser fechada e ainda ameaça o fechamento das fábricas de Azambuja, em Portugal e Bochum, na Alemanha, entre outras; Pelas dificuldades momentâneas da GM nestes mercados ela tem vendido ativos e participações para fazer fluxo de caixa (entre outras a GMAC, braço financeiro da GM, a Divisão Eletromotriz e suas participações na Suzuki, Isuzu, Subaru e Fuji Heavy Industries); Portanto as demissões anunciadas no Brasil devem ser entendidas, antes de mais nada, no escopo de uma reestruturação mundial da empresa; A jornada de trabalho na fábrica de Figueruelas - Zaragoza (única planta na Espanha) é de 38,5 horas semanais e em SJC é de 40 horas semanais. O salário médio mensal em SJC é 40% menor que na GM/Opel ? Zaragoza. Como os custos de material representam cerca de 2/3 dos custos totais e são preços sobretudo em Euros ou preços internacionais (commodities), não parece verossímil que os custos na Espanha sejam menores, ainda mais considerando que a Espanha está na zona do Euro que tem cotação 30% superior ao dólar. A CNM/CUT se solidariza com os trabalhadores na GM/SJC e vai orientar os seus militantes em SJC, seus 96 Sindicatos e as suas 7 Federações estaduais a se somar ao Sindicato dos Metalúrgicos de SJC na luta em defesa dos empregos. Não estão descartadas greves e paralisações nas plantas da GM e/ou nas suas empresas fornecedoras.

A CNM/CUT buscará auxiliar na negociação com a empresa, entidades patronais, governos, etc. medidas que evitem tais cortes de postos de trabalho que, somados aos da Volkswagen, podem gerar um impacto de centenas de milhares de postos de trabalho ao longo da cadeia produtiva. Já estabelecemos contatos com os Sindicatos que representam os Trabalhadores na GM nos outros países afetados e vamos atuar conjuntamente sob a coordenação da Federação Internacional dos trabalhadores Metalúrgicos (FITIM).

São Paulo, 17 de Maio de 2006

Carlos Alberto Grana
Presidente

Valter Sanches
Secretário de Organização
Enviada por Valter Sanches, às 12:07 18/05/2006, de São Paulo, SP


Engenheiros da Petrobrás e o gás boliviano
Nota da AEPET sobre o gás da Bolívia

A Associação dos Engenheiros da Petrobrás, com a autoridade de ter sido a maior voz que se manifestou, com veemência, contra o projeto e o contrato do gasoduto Bolívia-Brasil da forma como foi concebido, vem a público se posicionar sobre a recente atitude do governo boliviano na nacionalização do gás e demais instalações petrolíferas naquele país.

Fomos contra o projeto pelas seguintes razões:

1) Era danoso para a Petrobrás: a fim de viabilizar o mercado para as reservas que as multinacionais Enron, Total, Shell (campo de Camisea, no Peru) haviam descoberto na Bolívia (e Peru), a Petrobrás foi obrigada a investir no pior projeto de sua história: o do gasoduto Bolívia-Brasil. Ele tinha economicidade duvidosa, pois a taxa de retorno, calculada na época por especialistas da empresa, era 10% ao ano e o custo financeiro 12% a/a.

O contrato, ainda, continha cláusulas leoninas contra a Petrobrás, entre elas aquela denominada 'take or pay' que a obrigava a pagar pelo volume de gás contratado, mesmo que não tivesse demanda para o referido volume (a Petrobrás chegou a importar 12 milhões de metros cúbicos por dia e pagar por 24 milhões);
- a Petrobrás seria obrigada a bancar o risco cambial já que o gás era importado em dólar e o preço dele era atrelado ao preço internacional do petróleo;
- a Petrobrás seria obrigada a comprar a energia gerada pelas usinas termoelétricas a serem construídas (perdeu US$ 2 bilhões pagando energia das três usinas marchant da Enron, El Passo e Eike Batista, sem que elas gerassem um único Kilowatt).

A Petrobrás acabou tendo que comprar as três usinas para estancar a sangria.

Finalmente havia dúvidas se a Bolívia tinha as reservas de gás apregoadas.

A pressão da AEPET gerou a pesquisa da Petrobrás para comprovar as reservas e ela acabou descobrindo os campos de San Alberto e San Antonio, cujas reservas se revelaram maiores do que as das multinacionais;

2) Era ruim para o Brasil:
- para viabilizar o uso do gás o governo FHC suspendeu os projetos de hidrelétricas em andamento, desprezando um potencial de 120% de energia elétrica a ser gerada de forma limpa e renovável;
- iria sujar a matriz energética brasileira e criar a dependência de um insumo energético externo, comprado em moeda forte e controlado por transnacionais que só visam lucro.

Além disto, determinou que a Petrobrás suspendesse suas pesquisas em energia renovável como biomassa, eólica, solar e outras. Foi extinta a Divisão de Fontes Alternativas (DIFEA). Um desastre estratégico;

3) Era ruim para a Bolívia:
- pelo fato de as reservas pertencerem às multinacionais e o Governo Boliviano deter pouco mais de 10% delas, o povo boliviano não teria nenhum beneficio com a exploração da única riqueza que lhe restava. Ao contrário, iria ver o seu patrimônio ser dilapidado pelas multinacionais, restando-lhe apenas cerca de 30%, em impostos que seriam usados para pagar dívidas contraídas com bancos americanos e parte do gasoduto construída em seu território.

O economista americano Jeffrey Sachs fez um plano para acabar com a inflação boliviana e acabou com a economia do país. Aliás, o então presidente boliviano, Sanchez de Lozada, mentor do projeto do gasoduto, junto com FHC falava espanhol com sotaque americano, o que é significativo.

Todas essas agressões cometidas contra a Petrobrás e o país tiveram maciço apoio da mídia brasileira, que também fez uma campanha insidiosa contra a empresa e o Monopólio Estatal do Petróleo. Inclusive, durante 25 anos, a Petrobrás foi obrigada a importar petróleo a US$ 25 por barril e vender a 14 dólares o barril. Nenhuma censura da mídia sobre isto. Agora ela se arvora em arauta defensora da Petrobrás e do Brasil. Mas esta mesma mídia aplaudiu quando o governo Fernando Henrique vendeu 40% das ações da Petrobrás, em poder do governo, nos EUA, por cerca de R$ 20 bilhões quando o valor real seria cerca de US$ 100 bilhões, já que a Lei 9478, a do petróleo, transferiu a propriedade das reservas da União para as concessionárias. Esta mídia aplaudiu quando o governo FHC fez uma troca de ativos com a espanhola Repsol e deu um prejuízo de US$ 2 bilhões à Petrobras. O STJ, em decisão estranha, derrubou a liminar do SINDIPETRO-RS subsidiada pela AEPET dando ganho de causa a Repsol, alegando que a empresa iria perder os investimentos que não fez. Como a empresa não respeitou a liminar, a decisão foi um beneficio ao infrator.

A mais recente ameaça que paira sobre a Petrobrás e o país é o Projeto de Lei 226, do senador Rodolfo Tourinho, coincidentemente, ex-ministro das Minas e Energia de FHC, o qual, agredindo o direito constitucional de propriedade, confisca os dutos de óleo e gás da Petrobrás para entregá-los à ANP que os 'arrendará' para as transnacionais e, certamente, transferirá boa parte do gasoduto Bolivia-Brasil para a Shell e British gás, proprietárias da Comgás, distribuidora de gás paulista, vendida pelo então genro de FHC, David Zilberstajn, por preços-doação praticados nas privatizações do governo FHC. Não vimos uma palavra contrária da mídia;

CONCLUSÃO

Com a mesma autoridade que temos criticado duramente o governo LULA na questão energética (leilões de áreas de petróleo e não investimento em energia renovável); na questão econômica (juros altos e superávit primário que impedem o crescimento, não recomposição de perdas salariais); na questão previdenciária em que se inventa um déficit inexistente para justificar uma perniciosa reforma (na previdência pública não existe déficit e sim desvio das verbas do Pis/Cofins e CSLL, criadas para a previdência, para pagar juros). Na previdência pública o governo optou por não recolher suas contribuições para os seus funcionários e pagá-las em forma de salário. Agora quer dar o calote através de nova reforma. Também discordamos profundamente do projeto de Lei 4776 que entrega terras da Amazônia para empresas estrangeiras por 40 anos, prorrogáveis, votado e transformado em Lei.

Pois é com essa mesma autoridade crítica que afirmamos que a atitude do governo brasileiro em relação ao boliviano está correta.

Há duas razões para essa exacerbação da grande mídia (controlada pelo capital financeiro internacional como mostra o escritor americano, John Perkins, em seu livro 'Confissões de um assassino econômico', editado pela Cultrix):
I) 50% das ações da Petrobrás estão em mãos de empresas americanas;
II) Os EUA não querem que lideranças latino-americanas se tornem paradigmas de nacionalismo e de defesa dos interesses do seu povo. John Perkins mostra bem isto em seu livro quando explica o assassinato de Omar Torrijos, que retomou o canal do Panamá, Jayme Roldós, que nacionalizou o petróleo do Equador, Salvador Allende do Chile, Jacob Arbens, presidente da Guatemala, que tentava impedir que a Unite Fruit, do Bush pai, destruísse a Guatemala e outros.

Na semana passada o 'Jornal Nacional' mostrou a secretária Condoleeza Rice vociferando ameaças de intervenção militar em paises da América Latina, de cujos recursos naturais não renováveis os EUA dependem profundamente, mas não querem pagar o justo valor.

A AEPET considera a soberania um valor inalienável e, portanto, o presidente da Bolívia tem o dever de defender os interesses do povo que o elegeu através do único bem mineral que resta ao seu país tão explorado em suas riquezas no passado.

Da mesma forma achamos que o governo LULA tem dever de defender o patrimônio da população brasileira que o elegeu. Temos recursos minerais abundantes, temos o maior volume de água doce do planeta que, junto com a energia do sol, nos faz o país mais viável do mundo.

TAMBÉM DEFENDEMOS O DIREITO DE AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS, HOJE TÃO DESRESPEITADOS PELO PODER DO IMPÉRIO ANGLO-AMERICANO.

DIRETORIA E CONSELHO DELIBERATIVO DA AEPET

Rio de Janeiro, 08 de Maio de 2006

Fonte: Associação dos Engenheiros da Petrobrás - AEPET
Contatos: www.aepet.org.br
Enviada por Ubiraja Freitas, às 12:09 17/05/2006, de Belo Horizonte, MG


A direita e a tragédia em SP
Leio nos jornais que um traficante de 34 anos deliberou a trégua, o crime ganhou essa parada do começo ao fim. Por isso os caras não queriam ajuda federal, sabiam que o problema se resolveria trocando idéia com o crime.

O infeliz do Brizola sentou no palácio Guanabara quatro anos e passou o resto da vida encurralado com aquele papo da direita e da mídia de que ele trocava figurinha com os bicheiros.

Aqui em São Paulo as autoridades (há 12 anos no poder!) delegaram ao crime decidir a paz de 40 milhões de brasileiros. Mas, ao ler os editoriais, o que vemos? Vemos os editorialistas gritarem aos quatro ventos que o governo paulista é o paradigma da seriedade, da eficiência, o choque de gestão, etc.

Quero ver os microfones raivosos, quero ver os editoriais, as capas, as manchetes. Quero ver esse debate de choque de gestão, quero lavar essa roupa suja, politizar esse parada aí.

Ou a gente começa a levar o Brasil a sério e enfrenta esse vale-tudo das elites, ou estaremos condenados a ser esse terceiro mundo que a direita tanto gosta.
Enviada por Almir Américo, às 10:38 17/05/2006, de São Paulo, SP


VW apresentará plano de reestruturação
Volkswagen promete mostrar plano de ação a prefeitos, governadores e sindicalistas

A responsável pelo setor de Assuntos Governamentais da Volkswagen do Brasil, Elizabeth Carvalhaes, disse que a direção da empresa deve conversar com os governadores de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), e do Paraná, Roberto Requião (PMDB), além dos prefeitos das cidades onde a empresa tem montadoras, para dar detalhes sobre o plano de reestruturação. Ela não quis adiantar nada além do que já foi relatado pela imprensa, durante reunião do Conselho de Política Automotiva, órgão do governo do Estado do Paraná.

"Estamos apresentando (o plano de reestruturação) aos governos, sindicatos e à imprensa, o que é uma demonstração da boa vontade de abrir a problemática à discussão e à participação da sociedade." - afirmou

Restam as perguntas:
- Este tal plano de reestruturação não seria o mesmo ou algo parecido com a implantação da Autovisão proposta pela mesma VW em 2003?
- Não seria um novo round nesta "luta" da empresa para terceirizar a produção e precarizar contratos e condições de Trabalho para gerar mais lucro para a família Porsche, a verdadeira dona da VW?

Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:30 17/05/2006, de Curitiba, PR


Quanto valerá a vida humana para a direita?
Depois dos terríveis acontecimentos do final de semana em São Paulo e a absurda exploração do tema pelos meios de comunicação em massa durante os primeiros dias dessa semana algumas perguntas aparecem:

- Quanto valerá a vida humana para a direita?
- Em busca de audiência e público é possível tornar tudo um espetáculo televisivo, sensacionalista e moralista?

Para ilustrar este debate precisamos recorrer àlguns fatos recentes na história mundial.

Em 1998 vários atentados terroristas a edifícios residênciais aconteceram em Moscou. Imediatamente, sem nenhuma investigação, os orgãos de segurança culparam os tchetchenos pelo ato e invadiram a pequeníssima e infeliz república, parte da Federação Russa. Em 1999, o KGB Putin destronava o bêbado Ieltsin e dava início a sua ditadura dos serviços secretos, substituindo os civis e democratas que ocupam postos chaves na estrutura estatal por membros de temido serviço secreto russo-soviético.

Em 2001, um ano após a eleição de Bush, os atentados de 11 de setembro destroem as torres gêmeas em Nova Iorque e Bush invade Afeganistão e Iraque ve em seu próprio país limita direitos civis até então sagrados para o povo norte-americano, fecha o país ao mundo e cria a paranóia internacional de combate ao terrorismo.

Ambos ataques "terroristas" resultaram em centenas e milhares de mortes, foram fartamente divulgados pela imprensa nacional e internacional e serviram de justificativa para que governos de direita estabelecessem regimes de excessão em seus países, passando a controlar a tudo e a todos. E ainda por cima contando com a simpatia de parte da população local, já que se justifica a excessão em nome da segurança dos nacionais.

A seu tempo, cogitou-se que os atentados de Moscou e Nova Iorque foram pensados e executados pelos próprios serviços de segurança de seus respectivos países com o objetivo de fazer um fechamento político e aumentar os gastos militares. Quem conhece os sistemas de segurança e os controles sobre tráfego (aéreo, terrestre ou marítimo) que há nestes dois países, estrelas e promotores da Guerra Fria, têm motivos para aceitar esta tese. E tanto o governo da Rússia como o dos EUA patrocionaram fechamento político e abriram os cofres públicos para financiar a industria militar de seus países.

Que importa se milhares de civis inocentes morrem, se o que vale mesmo é deter o controle absoluto do estado e das riquezas nacionais?

Pelo que parece, o sofrimento das pessoas e a própria vida humana não tem valor para os direitosos. O que vale mesmo é o show, desde que este renda uns bons dividendos para aqueles que patrocinam o espetáculo...
E o que isso tem a ver com SP?

Aqui no Brasil ninguém acreditaria na tese, por exemplo, de que terroristas "bolivianos" atacaram o Cristo Redentor, no Rio, ou que "separatistas do sul" derrubaram o prédio da Fiesp na avenida Paulista.

Seria preciso algo que tocasse o coração das pessoas? O jeitinho brasileiro precisaria entrar em ação! E o que poderia falar alto na alma dos brasileiros deste início de século XXI se não a questão da segurança pública? Todas as pesquisas mostram que este é um dos temas que mais preocupa.

Então, fica aqui a sensação de que a nossa direita, no vale-tudo da disputa eleitoral e na tentativa de retomar o governo federal, começou a brincar com fogo.

Vejamos: depois de um final de semana dominado por ações criminosas e pela falta de reação competente da polícia paulista, onde dezenas de pessoas (civis, presos e piliciais) morrem, o governo paulista nega ajuda federal, a rebelião termina quase que por milagre e várias prisões são anunciadas na terça-feira.

Mesmo pipocando em muitos jornais que poderia ter ocorrido um acordo entre governo estadual e criminosos, todos os meios de comunicação e, principalmente, os televisivos em seus programas noturnos, horário nobre, só fizeram debater o asssunto de forma a aumentar o medo e o terror no meio da população paulistana e de todo o país já que estes programas foram exibidos em rede nacional. Foi um verdadeiro ataque terrorista com imagens da violência ocorrida pipocando nas telas de forma frenética, enquanto "especialistas" debatiam a questão e suas opiniões "abalizadas" ecoavam ao fundo das imagens.

Fica aqui o medo e a pergunta de que se tudo o que aconteceu no final de semana não tenha sido algo armado para justificar ações posteriores de uma direita enfurecida pela fato da senzala ter tido a ousadia de entrar na casa-grande e não tê-la transformado em uma senzala, como a direita dizia que iria acontecer.

Sabemos que se trata de uma tese polêmica que carece de comprovação, mas por que não colocar esta preocupação em debate?

Se atentados terroristas em outros países serviram de desculpa para o fechamento político, porque a violência promovida pelo "crime organizado" não poderia servir de pretexto para o retorno triunfal da direita ao governo federal, seguido de um fechamento político institucional e mais financiamento para os orgãos repressivos do estado?

O tempo dirá...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:53 17/05/2006, de Curitiba, PR


Sindicalistas se unem contra Seara/Cargill
Sindicatos filiados à CUT de SC se reúnem nesta quarta-feira em Jaraguá do Sul para definir objetivos

Jaraguá do Sul/SC ? Nesta quarta-feira, dia 17 de maio, estarão presentes em Jaraguá do Sul diretores dos Sindicatos de Alimentação de Criciúma, S. Miguel do Oeste e o Presidente da CONTAC ? Siderlei de Oliveira. Os objetivos deste encontro é discutir as péssimas condições de trabalho na Seara/Cargill. Conforme o sindicato de Criciúma o número de doenças estão aumentando cada vez mais, há trabalhadores com mãos e braços engessados e que continuam trabalhando, enfim: há uma prova de desrespeito total aos trabalhadores. Estes fatores não são exclusivos de Criciúma, já que houveram denuncias em Jaraguá do Sul e até no MS sobre este tipo de abuso praticado pela empresa.

O ambiente de trabalho, principalmente o frio e as pressões sobre os trabalhadores, e o ritmo de trabalho também preocupam os dirigentes sindicais por que é a partir destas condições que as doenças iniciam e muitas vezes são ignoradas pela empresa. Há casos em que a empresa alega como psicológicos e que o trabalhador acaba ficando inválido, como ocorreu recentemente em Criciúma e acontece em muitas as unidades da Seara/Cargill.

Para o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação de Jaraguá do Sul, Sérgio Eccel, ?é necessário uma unidade dos Sindicatos para enfrentar esses problemas, pois os problemas enfrentados em Jaraguá do Sul são os mesmos enfrentados em Criciúma/Forquilhinha, S. Miguel do Oeste e em todo o País? afirma o Presidente. E ?é por isso que o Sindicato precisa estar unido aos demais sindicatos para que o Trabalhador não continue apenas pagando a conta com sua saúde? conclui.

A reunião acontecerá na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Jaraguá do Sul com a presenças das lideranças sindicais do Estado, do Presidente da Contac e do Gabinete do Dep. Dionei Walter da Silva e será a partir das 9:30h.

Qualquer duvida favor entrar em contato:

Sérgio/Nilson
3371-2966
9924-3777
Enviada por STIA Jaraguá do Sul, às 15:19 16/05/2006, de Jaraguá do Sul, SC


GM anuncia demissões e Centrais se unem!
A General Motors anunciou a demissão de 960 Trabalhadores na planta de São José dos Campos, estado de São Paulo, justificando a medida devido a redução de exportações para o México.

Por outro lado a transnacional anunciou a expansão da produção e a contratação de 900 Trabalhadores para a planta de Gravataí, na grande Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul.

Como no caso da VW as Centrais Sindicais, CUT e Força Sindical e suas respectivas Confederações Nacionais de metalúrgicos, CNM e CNTM, se unem na preparação de ações conjuntas em defesa do emprego e dos direitos dos Trabalhadores.

Unidade na Luta

CNM/CUT e CNTM/FS solicitam o apoio e solidariedade internacionais, assim como, convocam também o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos a tomar parte nesta ação conjunta contra as demissões. Quem Luta vence!
Enviada por Valter Sanches, às 15:15 16/05/2006, de São Paulo, SP


Direita prefere acordo com o crime organizado
Ao que tudo indica a direita paulista prefere fazer acordo com o crime organizado a aceitar a ajuda do Governo Federal.

Segundo noticiou a Folha de São Paulo o governo do estado de São Paulo teria negociado com o crime organizado para conter a onda de violência que tomou conta de Sampa no final de semana.

Os repórteres da FSP escreveram:

A cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital) deu ordem ontem para cessar os atentados e rebeliões em São Paulo, após dois dias de negociações com representantes do governo do Estado. A Folha apurou que, por telefone celular, líderes da facção criminosa determinaram a presos e membros do PCC do lado de fora das cadeias que interrompessem a onda de violência.

Se isso é verdade, então o governo paulista do PFL prefere fazer acordo com o crime a aceitar a colaboração do Governo Federal.

Não é de se estranhar, já que o atual governador, Cláudio Lembo apoiou a ditadura militar e foi candidado ao Senado da República em 1978 pela ARENA, o partido da ditadura militar. E todos sabemos quais e quantos foram os crimes cometidos pela ditadura e de forma muito organizada. Então, os iguais se entendem perfeitamente.

O estranho nesta história é alguém que sempre gostou de ver o exército no poder, negar o apoio do mesmo quando o povo de Sampa estava em perigo. Lembo parece gostar de ver milico batendo em Comunista e em Trabalhador, mas é contra usar a milicada na repressão ao crime organizado.

O que acontecesse hoje em Sampa é o resultado de anos e anos de desgoverno comandado pelos irresponsáveis políticos do PSDB. Graças às ambições pessoais e anseios revanchistas dos tucanos, os reacionários do PFL comandam os governos do estado de São Paulo e da prefeitura de São Paulo.

Serra e Alckmin, que deixaram a prefeitura e o governo do estado para concorrer nas próximas eleições aos cargos de governador e presidente , respectivamente, são responsáveis diretos por esta palhaçada toda.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:40 16/05/2006, de Curitiba, PR


Minstério Público X ADM Cocoa
O Promotor do Ministério Público do Trabalho Dr. Pacífico Luz Rocha acompanhado com a direção do Sindicacau: Celso Ângelo de Sousa, Luiz Fernandes F. Andrade, Josenaldo de Menezes Oliveira e Jorge Reis Brito, estiveram na Joanes - ADM COCOA, situada no Distrito Industrial de Ilhéus, no dia 11 de maio às 9:00h, para inspecionar questões como câmera de monitoramento no setor de embalagem, revista aos trabalhadores na entrada e saída, cartaz que oferece 20 mil dólares de recompensa para quem delatar possíveis furto pelos trabalhadores da empresa, acompanhamento de vigilantes na troca de roupa dentro do vestiário, submissão dos trabalhadores ao exame antidopping.

Em decorrência o Ministério Público estabeleceu 15 dias de prazo para que empresa apresente alternativas para esses problemas.

A direção do Sindicacau espera que tais questões sejam solucionadas, estando sempre aberto para qualquer diálogo. Alerta ainda o sindicato que o aumento do adoecimento no local de trabalho decorre da forma que a produção está organizada e dos diversos tipos de pressões sofridas pelos trabalhadores no local de trabalho.
Enviada por Sindicacau, às 14:30 15/05/2006, de Ilhéus, BA


Trabalhadores na VW iniciarão greves no dia 22
Metalúrgicos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e à Força Sindical decidiram ontem, em São Bernardo do Campo (SP), que realizarão, a partir da semana do dia 22 de maio, paralisações de advertência nas cinco fábricas da Volkswagen existentes no Brasil.

Os sindicalistas afirmam que haverá greves também em empresas que fornecem autopeças ligadas à Volks, que sofrerão indiretamente os efeitos do projeto mundial de corte de custos da companhia alemã.

Com as manifestações, a categoria tentará evitar 5.773 demissões, conforme número projetado pelos sindicatos, que podem ocorrer nas fábricas da montadora no País, como parte de um plano de reestruturação.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, vinculado à CUT, o primeiro dia de paralisação será anunciado no dia 19 deste mês.

Em cada dia de greve será feita uma manifestação pública para esclarecer para a população o impacto da ação da Volks.

O sindicato alertou ontem que "mais de 600 mil pessoas podem ser atingidas" pelo eventual plano de demissão da Volks, já que, para cada trabalhador em montadora, existem outros 46 na cadeia produtiva, mais os dependentes familiares.

"As paralisações ocorrerão ao nosso tempo e do nosso jeito para que a empresa sinta que iniciou uma briga que têm graves conseqüências para a sociedade", afirmou, em comunicado à imprensa, Feijóo.

Os metalúrgicos acrescentaram que as greves não ocorrerão somente nas fábricas da Volks, mas em toda a cadeia produtiva. O sindicato do ABC destacou que as paralisações poderão acontecer, por exemplo, em uma empresa fabricante de autopeças. Os representantes dos trabalhadores informaram que, para isso, já iniciaram um processo de mapeamento desta cadeia para verificar os pontos mais importantes para a montadora.
Enviada por Sindlab, Antonio Carlos, às 11:21 15/05/2006, de São Paulo, SP


Software Livre ganha ISO 26300
Durante seis meses esteve aberta a votação para a adoção do Formato de Documento Aberto ou, em inglês, OASIS OpenDocument Format ODF como padrão internacional para documentos eletrônicos elaborados com a ajuda das chamadas suítes ou aplicativos de escritório.

O prazo de votação terminou em 01 de maio e, à meia noite (horário de Genebra) foi anunciado internamente que o ODF havia sido aprovado pelos membros da International Organization for Standardization - ISO.

A nova norma foi aprovada por maioria sem votos contrários, mas com algumas abstenções.

ODF é agora o padrão ISO 26300

Isso quer dizer que a partir de agora quem quiser elaborar um documento eletrônico de acordo com normas internacionais deverá usar aplicativos de escritório que adotem o ODF por padrão.

As vantagens do padrão ODF são:
- não é necessário pagar royalties ou licenças pelo formato, nem comprar aplicativos que os interpretem;
- é possível lê-los, redigí-los, modificá-los, alterá-los em qualquer aplicativo de escritório que adote o padrão ISO 26300, o ODF.

São vários os aplicativos disponíveis no mercado, sendo o OpenOffice.org uma dos mais populares no mundo todo. A suíte OpenOffice.org 2.0.1 é a mais nova versão e está disponível gratuitamente na Internet tanto para LINUX como para windows. Para baixá-la clique aqui e entre para o mundo da Liberdade e da economia.

A aprovação desta norma é o começo do fim do domínio de Bill Gates e seu Microsoft Office no seguimento de aplicativos de escritório. Os membros da ISO optaram pela liberdade, criatividade e o direito de cada um escolher o que considera melhro para si.

É uma grande vitória para todo que lutam contra o domínio de empresas transcionais monopolistas.

O texto da norma ISO 26300, em inglês, está a venda no sítio da ISO www.iso.org
Enviada por Sérgio Bertoni, às 02:59 15/05/2006, de Curitiba, PR


Abril se associa a empresa do apartheid
A Editora Abril, cuja dívida com os bancos soma R$ 1,12 bilhão (300 milhões dos quais em dívidas de curto prazo) acaba de associar-se ao grupo sul-africano Naspers, ao qual vendeu 30% de suas ações pela bagatela de US$ 442 milhões.

O Naspers contribuiu decisivamente para a manutenção do apartheid na África do Sul, sendo seus donos apologistas assumidos da segregação racional que dividiu aquele país por décadas.

A Editora Abril que já tinha entre seus sócios figuras ilustres do tucanato, além da estratégica aliança com o Grupo Cisneiros da Venezuela, o mesmo que foi um dos principais articuladores do golpe contra Hugo Chávez, vai depurando seu caráter conservador e reacionário.

"Me digas com quem andas e te direis quem es" - reza o velho dito popular. "Santa Sabedoria, Batman!", diria Robin ao seu protetor.

Em nome da Liberdade de Imprensa:

Boicote "Veja" e a imprensa mentirosa e tendenciosa

Enviada por Sérgio Bertoni, às 01:07 15/05/2006, de Curitiba, PR


Lula diz que compraria um presente para Marisa
O presidente Lula, mesmo nervoso com as mentiras publicadas pela revista "Veja", encontrou um tempinho para o humor e declarou:
"Se tivessem me avisado antes que eu tinha 38 mil euros, eu teria comprado um presente para dona Marisa. Fico sabendo quando vou embora, pô".

É isso aí Lula! Hay que endurecer sin perder la ternura jamas. "Veja" e outras publicações de direita não merecem tua atenção. Mostre que você está acima deles e faça com que cada pague pelo que está fazendo de errado.

Em nome da Liberdade de Imprensa:

Boicote "Veja" e a imprensa mentirosa e tendenciosa

Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:46 14/05/2006, de Curitiba, PR


Lula responde duro às acusações de Veja
O presidente Lula respondeu duramente às mentiras publicadas pela revista:
"A Veja não fez uma denúncia. Fez uma mentira.

O presidente Lula não usou meias-palavras ou metáforas para dizer o que pensa sobre a famigerada revistas e seus editores:
"Vamos ser francos agora. Alguns jornalistas há já algum tempo estão merecendo o prêmio Nobel de irresponsabilidade. Eu só posso considerar isso um crime praticado por um jornalista ou por uma revista. Não posso comparar isso a jornalismo. Sinceramente, é de uma leviandade, de uma grosseria. Se um ser humano comum não pode admitir, quanto mais um presidente da República. Acho que, quando as pessoas têm o poder de escrever alguma coisa, aumenta a responsabilidade. Vocês sabem o que esse jornalista que estou citando tem feito neste país ao longo destes últimos meses. Não acredito que, na revista "Veja", tenha uma única pessoa que tenha 10% da dignidade da minha história de campanha".

Lula foi claro e incisivo:
"Não posso admitir isso. Não posso. É uma ofensa ao presidente da República, é uma ofensa ao povo brasileiro. Essa prática de jornalismo não leva a lugar nenhum".

Em nome da Liberdade de Imprensa:

Boicote "Veja" e a imprensa mentirosa e tendenciosa

Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:39 14/05/2006, de Curitiba, PR


Veja mente e Dantas confirma que é mentira
A que ponto chegamos!!!

Em nome da tal Liberdade de Imprensa. "Veja" mente, ofende, ataca, acusa sem provas e diz que se alguém fizer algo contra ela estará atacando a Liberdade de Imprensa ou é ignorante.

Veja publicou matéria "revelando" que Daniel Dantas, do Banco Opportunity, teria uma lista com nomes de petistas com dinheiro em paraíso fiscal, incluindo Lula, o Presidente da República.

Em entrevista a Folha de São Paulo Dantas negou a versão da "Veja" e afirmou categoricamente:
"Veja" mente quando diz que tinha um compromisso comigo para preservar meu nome como fonte, caso essas contas fossem verdadeiras. Isso nunca existiu".

Perguntado se teve acesso aos documentos que comprovavam a existência de tais contas Dantas afirmou:
"Não! nem passei esse material à revista "Veja" relativo a esse caso. Também não mandei ninguém fazê-lo.

Se até Daniel Dantas (contra quem pesam várias acusações e suspeitas de ligações ilícitas com o governo anterior, tão defendido por "Veja") nega a informação publicada na revista, não resta outra conclusão a não ser a de que "Veja" faz anti-jornalismo e denfende somente a liberdade para o dono da imprensa. Nada mais.

É muita falta de vergonha na cara chamar mentira, ofensas e acusações sem provas de Liberdade de Imprensa. É libertinagem no melhor do casos.

Em nome da Liberdade de Imprensa:

Boicote a Veja e as demais publicações da Editora Abril e da Famiglia Civita.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:28 14/05/2006, de Curitiba, PR


Lula e Evo Morales debatem crise em Viena
Os presidentes do Brasil e da Bolívia, Lula e Evo Morales, encontraram-se no Sábado, 13.05.2006, em Viena, Áustria, para esclarecer o que está passando na relação entre os dois países. "Tinha muita fumaça e pouco fogo", concluiu Lula depois da reunião.

A conversa entre os dois presidentes foi dura, porém aberta e fraterna. "Eu disse ao presidente Evo Morales que o Brasil precisa do gás da Bolívia e a Bolívia precisa vender o gás para o Brasil, portanto nós precisamos encontrar o ponto de equilíbrio justo para que o Brasil fique satisfeito e a Bolívia também", comentou Lula demonstrando que um estadista de verdade resolve as coisas no diálogo, sem bravatas, tanques, invasões ou guerras como alguns querem no Brasil e outros fazem pelo mundo afora.

Lula afirmou que, tanto ele quanto seu colega boliviano, compreendem que a única chance de desenvolver a América Latina é "ter paz".

O presidente brasileiro, no entanto, mandou um recado claro para Morales, Chávez e todos aqueles que vivem buscando no exterior um bode espiatório para se livrar de responsabilidades ou encobrir erros cometidos por compatriotas ou companheiros:
"Eu acho que, tendo essa compreensão, não teremos problema nenhum no nosso continente. E nós temos que ter clareza que é preciso parar na América Latina de um presidente ficar culpando o mundo pela pobreza do seu país".

Lula também entende que muito daquilo que foi dito por Evo nos últimos dias tem caráter eleitoral e serve mais para o público interno. Não se pode duvidar dos interesses puramente eleitoreiros do presidente bolivianos, já que no dia 02 de julho ocorrem naquele país eleições para a Assembléia Constituinte.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:49 14/05/2006, de Curitiba, PR


Nota de Falecimento de companheiros no RS
NOTA DE PESAR

Às nossas Companheiras e Companheiros do STIA-Santa Maria/RS

Ás nossas Companheiras e Companheiros na Alimentação do Rio Grande do Sul

TIE-Brasil quer expressar seu mais profundo pesar e consternação pelo falecimento dos nossos companheiros CIPRIANO DA ROCHA, CLARICE CARDIAS ROSA, REINALDO QUAGLIATO e LUCIANO MAIA.

Ao longo dos últimos anos, construímos com eles não somente uma ligação política, senão um relacionamento de amizade e companheirismo, algo que somente acontece quando a ligação entre as pessoas, como neste caso, está vinculada à forma de ver o mundo e àquilo que, juntos, queremos para o nosso mundo.

Todos e cada um deles fazia parte de um grupo seleto de pessoas. Os que abandonam uma vida mais tranqüila em pró do próximo; em pró dos Trabalhadores, dos massacrados, dos explorados, dos excluídos. Aqueles que nâo se entregam e lutam pela construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário.

A consternação e a dor que sentimos todos, familiares, companheiras e companheiros, não pode ser amenizada neste momento, mas sabemos que cada um deles estará para sempre presente junto a nós como símbolo de companheirismo e de luta.

Curitiba/PR, 12 de Maio de 2006

Sérgio Luis Bertoni
Maria Aparecida Domingues (Cidinha)
Mauricio Minolfi
Enviada por Maurício Minolfi, às 14:10 12/05/2006, de Curitiba, PR


Volks: só resistência muda o jogo
Sindicato e Comissão de Fábrica voltam a reafirmar que a melhor resposta dos trabalhadores é a união, já que um em cada dois empregos na produção está ameaçado.

'As horas extras têm de acabar na Anchieta' - Apesar do chamamento do Sindicato para um movimento de resistência contra as demissões que começa com a não realização de horas extras na Volks, um grupo de trabalhadores esteve na montagem final no sábado e domingo e entregou 193 veículos recuperados. Outros setores da fábrica também funcionaram.

'Não vamos admitir esse tipo de comportamento. O problema é grande e será tratadode maneira coletiva, e não vamos permitir que um grupo de trabalhadores prejudique a maioria', avisou o vice-presidente do Sindicato, Francisco Duarte de Lima, o Alemão.

'O acordo garante nosso emprego até novembro e a Volks já avisou que antes de terminar o ano quer demitir em massa. Em dois anos serão 3.672 cortes aqui na Anchieta', disse.

Para ele, parece que uma parcela da companheirada ainda não se deu conta do tamanho do problema, que deverá custar o emprego de um em cada dois trabalhadores da produção.

Alemão alerta que a realização de horas-extras significa estoque para a Volks e o enfraquecimento da luta.'Uma das forças do movimento de resistência é nossa união, e ela será preservada a todo custo', disse Alemão.

Ele lembrou que a Volks, além de demitir, quer terceirizar todas as áreas que não estão ligadas à produção, com redução de benefícios e salários e mais desemprego.

O vice-presidente do Sindicato salientou que nas outras quatro fábricas do Brasil a orientação é também não fazer hora extra.

'Decidimos por ações unitárias e todos os metalúrgicos são responsáveis pelo que vier a acontecer', destacou Alemão.

Pessoal nas outras plantas dão exemplo

'Aqui em Curitiba conseguimos acabar com a prática das horas extras', garantiu ontem Jamil Davila, secretário do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba.

Ele comentou que em Curitiba o movimento está forte. 'Uma das nossas armas é manter baixo o estoque da fábrica', disse ele.

A companheirada em Taubaté também está participando ativamente do movimento contra as horas extras. Lá, o estoque não existe.

Na fábrica da Anchieta, a Comissão de Fábrica vai intensificar a campanha contra as horas extras. 'Metade dos companheiros na produção está ameaçada de perder o emprego, e isso não podemos permitir', concluiu Alemão.

Fonte: Tribuna Metalúrgica nº 2163
Enviada por Sindlab, Antonio Carlos, às 09:26 12/05/2006, de São Paulo, SP


Imprensa porca!
A grande imprensa nacional, porca como sempre, agora está de amores com Hugo Chávez.

No vale-tudo para demonstrar que Lula é um insignificante, um despreparado e que tudo o que faz dá errado, os magnatas da imprensa nacional resolveram elevar o status de um antigo desafeto.

Até dias atrás o presidente venezuelano, Hugo Chávez era um louco, um extremista, etc e tal. Desde hoje é a estrela internacional que assumiu a liderança na América Latina, desbancando Lula.

Afirmam os "donos da verdade" que a política externa brasileira é errada e que atualmente Lula não está nem para Sancho Pança, pois Evo Morales o teria desbancado desta função junto ao Dom Quixote Hugo Chávez.

Não é de estranhar tal comportamento, entretanto, pois nossa burguesia e parte da grande imprensa dormiu várias vezes na cama dos militares durante as longas noites ditatoriais em nosso país.

Entre o militar venezuelano e o operário brasileiro, eles acabam optando pelo militar, que independetemente da nacionalidade é militar, pensa como militar, age como militar.

E que tenham todos um bom dia e um futuro ainda melhor, sem imprensa vendida, nem fronteiras e milicos para defendê-las!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 00:25 12/05/2006, de Curitiba, PR


Oposição quer mais uma CPI. Para quê???
Agora é a vez dos partidos nanicos - PV, PPS e PSOL - começarem a coletar assinaturas para criar uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) que irá investigar a compra superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento da União. O pedido já conta com o apoio de 30 parlamentares dos três partidos.

PSDB e PFL resistem em criar uma nova CPI, mas admitem assinar o requerimento caso seja necessário.

Resta saber se esta CPI irá investigar os próprios deputados e senadores envolvidos neste escândalo das ambulâncias ou será mais um palanque para oportunistas de plantão mostrarem todo seu preconceito contra o governo encabeçado por um operário metalúrgico?

Vale lembrar que foi a "Operação Sanguessuga" deflagrada pela PF que descobriu desvios de recursos a partir das emendas individuais dos nobres deputados e senadores.

Não seria esta nova CPI uma cortina de fumaça para desviar a atenção e tirar a culpa daqueles que usurpam o poder Legislativo neste país???

Os partidos nanicos podem até não ter esta intenção, mas correm o risco de ajudar, e muito, a direita corrupta que se delicia com a farra parlamentar, desacreditando cada vez mais a democracia e a política nacionais.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:43 11/05/2006, de Curitiba, PR


Aracruz, Cargill e Souza Cruz no banco dos réus
Trinta empresas transnacionais européias serão julgadas em um tribunal em Viena, na Áustria, organizado por entidades e movimentos sociais.

Trata-se do Tribunal dos Povos, a principal atividade do 2o. encontro Conectando Alternativas, paralelo à Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina e Caribe e da União Européia.

O objetivo do tribunal é avaliar o comportamento dessas empresas, denunciar as estratégias de controle e de expansão, propondo alternativas de resistência.

Diversas das transnacionais em julgamento têm fábricas no Brasil e já sofreram denúncias de movimentos sociais brasileiros. É o caso da Cargill, acusada pelo Greenpeace de desmatar a Amazônia e desrespeitar direitos sindicais e trabalhistas; e da Aracruz Celulose, acusada de expulsar milhares de índios no Espírito Santo e de promover o "deserto verde", com as extensas plantações de eucaliptos.

"A cadeia produtiva da celulose passa pelo terceiro mundo, passa pelo Brasil, mas ela nasce na Europa, nos Estados Unidos e no Japão e também termina lá. Porque a Aracruz compra grandes máquinas de celulose, paga consultores para pensar o desenho dos plantios homogêneos e os ciclos cada vez mais curtos da produção do eucalipto" - afirma Marcelo Calazans da ONG Fase.

Darci Frigo, integrante da ONG Terra de Direitos, analisa o caso da Souza Cruz, subsidiária da British American Tobacco - BAT - maior empresa transnacional do setor de produção e comercialização de fumo no Brasil e que também será julgada em Viena. De acordo com informações da empresa, a atuação da Souza Cruz envolve cerca de 250 mil agricultores em todo o mundo. Somente no Brasil, são mais de 100 mil.

"Na cadeia produtiva do fumo, os agricultores sofrem uma série de violações dos seus direitos, entre eles a saúde, pelo fato de haver uma contaminação com agrotóxicos".

A programação do Tribunal dos Povos segue até este sábado (13) na Áustria.
Enviada por Nilson Antonio, às 14:11 11/05/2006, de Jaraguá do Sul, SC


Porque Evo prefere FHC a LULA
As recentes medidas do governo Evo Morales atingem diretamente o Brasil e brasileiros.

Muitos esperavam que um governo de esquerda na Bolívia tivesse uma boa relação com o governo Lula e com os brasileiros, mas não é bem assim... Acontecesse que dados objetivos mostram que Evo Morales, desde um ponto de vista nacionalista, tem muitos motivos para preferir FHC a Lula.

Durante 7 anos do governo de FHC a Petrobrás investiu na Bolívia cerca de US$ 1 bilhão (um bilhão de dólares), enquanto que em três anos de governo Lula estes investimentos foram de apenas US$ 86 milhões, ou seja, 10 vezes menos.

Talvez Evo pense que forçando a barra contra o Brasil nosso governo vá investir mais por lá...

Será que Evo pensa que chutando o pau da barraca do Brasil, o governo Lula assuma uma posição mais a esquerda e passe a fazer coro com o nacional-esquerdismo de Evo e Hugo Chávez?
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:31 11/05/2006, de Curitiba, PR


Linux aumenta participação no Brasil
Segundo estudo da FGV o sistema operacional Linux já está instalado em 16% dos computadores das empresas brasileiras.

A participação do Linux em 2006 cresceu 14,3% em comparação com 2005. Já o sistema proprietário da MS cresceu apenas 1,6% no mesmo período.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:17 11/05/2006, de Curitiba, PR


VW: no Brasil uma certeza - greve nacional!!!
Sexta-feira é o Dia D para a VW global; no Brasil, uma certeza: greve Nacional

Por William Glauber, Diário do Grande ABC

De Wolfsburg, na Alemanha, onde se concentra o Comitê Mundial dos Trabalhadores da Volkswagen, sairá um documento de resistência contra as ações de reestruturação da montadora em diversas das 44 plantas industriais espalhadas pelo globo. Nesta sexta-feira, os trabalhadores assinam manifesto com resoluções de luta contra as medidas da multinacional ? que vem agindo de forma muito semelhante junto aos governos onde atua. No Brasil, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, que chegou quarta-feira da Europa, sentencia que aqui há 99,9% de chances de greve, sem data marcada.

No país-sede da Volkswagen, o sindicalista do Grande ABC se reuniu com o presidente do Comitê Mundial dos Trabalhadores, Bernd Orsteloh. Ao líder trabalhista alemão, Feijóo expôs a situação das cinco unidades brasileiras, principalmente o anúncio de corte de 5.773 postos de trabalho em São Bernardo, Taubaté e São José dos Pinhais (PR) até 2008, além da redução de 25% nos custos de produção de novos veículos.

Segundo ele, a possibilidade de construção de uma plataforma comum de mobilização é forte entre os trabalhadores da Volks de outros países. "Há uma sinalização positiva. O documento final vai propor ações comuns, mas ainda não sei quais. Podemos, por exemplo, ter resolução de que nenhum país aceite as chantagens da empresa", diz Feijóo. O sindicalista, mesmo esperançoso, admite que uma greve em todos os países, no entanto, consiste "enorme ambição". "Discutimos planos concretos de ação. Se conseguirmos estabelecer um plano de luta, com uma faixa de luto no peito dos trabalhadores de todas as fábricas, é um avanço enorme", avalia Feijóo. A intenção do grupo brasileiro é efetivar a solidariedade entre os trabalhadores além da retórica.

Outras plantas da Volks também passarão por reestruturação. "É difícil encontrar um país onde não exista uma queixa. Os trabalhadores poloneses, por exemplo, são ameaçados com fuga da fábrica para a China", conta Feijóo. Na Alemanha, a empresa anunciou o corte de 20 mil trabalhadores. Em Navarra, na Espanha, uma fábrica pode encerrar as atividades com transferência da produção para outro país com baixo custo de mão-de-obra.

Para contornar a crise, Feijóo quer falar com o governo. "O governo não tomará medida sem ouvir os trabalhadores." Entre as propostas, o sindicalista enumera a redução de tributos como IPVA e IPI. "O Brasil precisa também de um plano de renovação de frota. Temos potencial de mercado de 400 mil veículos por ano", afirma.

Mobilização

Nesta sexta-feira, dirigentes da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), da Força Sindical, CNM (Confederação Nacional dos Metalúrgicos), da CUT (Central Única dos Trabalhadores), e representantes dos sindicatos das cinco unidades da Volkswagen no Brasil reúnem-se em São Paulo para discutir os planos da montadora.

Na segunda-feira, Feijóo e outros sindicalistas embarcam para o México para participar de encontros de sindicatos de trabalhadores da multinacional.
Enviada por Sindlab, Antonio Carlos, às 11:06 11/05/2006, de São Paulo, SP


Trabalhadores da Gerdau realizam protesto
Trabalhadores da Gerdau do Canadá, Estados Unidos, Chile e Brasil realizam hoje uma marcha em protesto contra a prática de negociação da empresa com os sindicatos americanos. A atividade acontece à partir das 10 horas (horário de Brasília), na porta da Gerdau Ameresteel, em Toronto, Canadá.

Durante o protesto, uma comissão de dirigentes sindicais participa de uma reunião com acionistas da empresa, para estabelecer uma nova relação com os sindicatos nos Estados Unidos. 'Não podemos aceitar que uma empresa do tamanho da Gerdau, e que recebe apoio de financiamento público, tenha ações desumanas e aja em contradição com as diretrizes para melhorar a sua gestão', avalia o secretário geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Fernando Lopes. De acordo com o dirigente, os trabalhadores da Gerdau, em todas as unidades do mundo, estão solidários com a luta dos companheiros na unidade americana.

O diretor nacional dos trabalhadores da Gerdau, Ken Neumann, diz que a ação serve para chamar a atenção para as sérias estratégias de negociação da empresa. 'O maior exemplo de desastre é a tentativa ilegal da companhia em impor a não negociação nas condições de trabalho com a categoria em Beaumont, Texas, Estados Unidos', afirma Neumann.

Atualmente, sete acordos coletivos estão abertos nas unidades da empresa. Outros cinco serão feitos em 2007. Para Neumann, as propostas da companhia estabelecem demandas de concessões nos Estados Unidos, que a Gerdau está tentando impor ilegalmente aos trabalhadores do Texas. 'Estas ações incluem, basicamente, cortes de salários e aposentadorias. Nosso sindicato pode ser o melhor amigo ou o pior inimigo da Gerdau. É uma questão de escolha da companhia'.

Os trabalhadores metalúrgicos representam 288 mil homens e mulheres no setor de economia do Canadá, com operações em Selkirk MB, Whitby e Courtice, em Ontário, Canadá. Artigo produzido pela Assessoria de imprensa da CNM-CUT
Enviada por Sindlab, Antonio Carlos, às 10:59 11/05/2006, de São Paulo, SP


DC contrata 1000 Trabalhadores nos EUA
A Chrysler USA, divisão da transnacional germano-americana DaimlerChrysler, anunciou nesta quarta-feira a contratação de 1000 Trabalhadores para o terceiro turno na fábrica de Belvidere.

Esta fábrica produz o modelo Dodge Caliber e com a contratação destes 1000 Trabalhadores passará a produzir o Jeep Compass, neste mês, e o Jeep Patriot a partir do Terceiro trimestre de 2006.

A DC anunciou ainda poderá contratar mais Trabalhadores ou transferi-los de outras unidades da empresa para Belvidere. Além disso a empresa diz que passará a contratar Trabalhadores em tempo integral, podendo indicar que a DC estaria deixando o sistema de contratos temporários e adotando a contratação normal.
Enviada por Valter Sanches, às 10:49 11/05/2006, de São Paulo, SP


Adoro ter operário de esquerda no poder *
Por Marilene Felinto

* Artigo publicado na revista Caros Amigos de maio de 2006

Adoro pelo simbólico que é, pela afronta que representou e representa, pelo que esfrega na cara da classe dominante, pelo desespero em que ela tem entrado diante da possibilidade de que o operário seja reeleito ? desespero expresso de maneira reiterada, em letras de manchete, pela imprensa irresponsável, covarde e, ela sim, corrupta, mentirosa.

Adoro! Pelo simples fato de que a presença de um operário de esquerda no poder humilha as oligarquias e os oligopólios. Pela primeira vez, tudo o que é poder e prestígio ? a presidência da República ? escapou das mãos dos ricos da classe política dominante: a direita neoliberal e seu séqüito. Está nas mãos de um operário nascido nas brenhas de Caetés, distrito de Garanhuns, Pernambuco, que se bateu para os confins da metrópole de São Paulo ainda menino, na carroceria de um ?pau-de-arara?. Está nas mãos de um trabalhador de nível médio, sem diploma universitário, e que teve seu primeiro registro assinalado na carteira de trabalho aos 14 anos de idade. E daí? E então? Isso não é importantíssimo?

A-do-ro. Porque não tem CPI, não tem manipulação de imprensa marrom nem tem ardil de bandoleiros da chamada ?oposição? que consigam alterar esta realidade: um operário de esquerda no poder já é uma tremenda duma revolução num dos países de maior desigualdade social do mundo. Isso está acima de partidos, de personalidades políticas, de ideologias econômicas e políticas. Ainda que o operário não fosse reeleito, este momento de agora já seria de comemoração. As CPIs são novelas de quinta categoria (que a maioria da população, felizmente, não acompanha), inverossímeis, cheias de personagens rasos e contraditórios, bandoleiros (os ?oposicionistas?) travestidos de retidão ética e moral ? quando todo mundo está cansado de saber que são eles os piores, os mais corruptos, os mais sacanas.

A maioria da população, felizmente, não acompanha as CPIs nem acredita na imprensa. O próprio Ibope, braço armado da Rede Globo para a pesquisa, divulgou recentemente pesquisa em que 58% dos brasileiros dizem não acreditar ou desconfiar da televisão e 56% dizem não acreditar ou desconfiar dos jornais impressos. Isso é uma maravilha! Só isso já é motivo de comemoração. Mas é evidente que a novela de quinta categoria continuará no ar por muito tempo ainda, tentando derrubar o presidente operário, exibida em horário nobre pelas redes de TV imorais e regurgitada no dia seguinte pelos jornalões reacionários e pelo lixo das revistonas semanais. A mídia, como diz um manifesto da Universidade Nômade, sabendo que seu candidato (leia-se, homem do PSDB) deve perder nas urnas (ao menos até hoje) a eleição para a presidência da República, quer voltar a ganhar do jeito de sempre: no conchavo das oligarquias.

?A mídia?, diz o manifesto, ?pretendendo representar e sobretudo ser a ?opinião? pública, apenas defende seus próprios interesses, ou seja, os interesses do monopólio privado que ela representa. A mídia não é a opinião pública, mas o resultado das concessões da ditadura! Trata-se de uma operação reacionária e totalitária, que usa uma falsa identidade entre opinião pública e mídia. A mídia não foi eleita por ninguém, a não ser pelo dinheiro da publicidade que recebe por um discurso que agrada ao poder econômico. Ela já deixou, há muito tempo, de expressar a opinião pública, desde que as concessões públicas lhes foram entregues pelo Estado, em períodos históricos que estão longe de ser éticos e democráticos: a ditadura! A efetividade do poder da mídia (sua ?audiência? e suas tiragens) tem apenas bases totalitárias!?

Ademais, as CPIs não provaram nada de fato. Uma comentarista da Rádio Nederland, em texto divulgado pela Argenpress, agência de notícia da Argentina, no início de abril, explicava: ?Não existe nenhuma prova de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteja envolvido no esquema de supostos subornos. A esta contundente conclusão chegou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso brasileiro depois de mais de dez meses de investigação.? O que há, continua a comentarista Nora Di Pacce, é perseguição da imprensa brasileira contra o atual governo, imprensa que, juntamente com a oposição, tenta impedir a reeleição de Lula. Di Pacce cita um dos jornalões diários de São Paulo como o carro-chefe da perseguição. Segundo ela, este jornal ?começou a utilizar um título particularmente chamativo para as notícias obre o tema: ?Cerco?. Nas notas, divulga-se todo tipo de denúncias contra o governo, sem importar se se referem a Lula ou a um empregado que trabalhe na casa de algum funcionário do governo. A idéia de um Lula ?cercado?, ?encurralado?, é a que mais se tenta destacar nos grandes meios de comunicação, em particular na imprensa escrita. Não é novidade a posição da imprensa com relação ao governo, nem sua clara preferência pelos candidatos e governos da direita neoliberal, representada pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), que governou o Brasil durante os períodos anteriores à chegada de Lula ao poder.?

Adoro operário de esquerda no poder porque é um raro momento para experimentar um alívio na opressão social antes exercida aqui pelo grupo do PSDB de Fernando Henrique Cardoso (o mesmo que quer voltar ao poder a qualquer custo), uma momentânea interrupção no abuso, na exploração e na injustiça sistemáticas que esse grupo político pratica contra as camadas pobres da população.

Adoro! Só para observar que quem acompanha CPI são exatamente os órfãos do PT, mergulhados num egocentrismo patético ou num ressentimento constrangedor. Tudo gente diplomada em universidade, tudo gente pretensiosa, que se acha o supra-sumo do saber ? e que precisava passar um mês que fosse (muitos deles) nos bastidores de uma redação de jornal para descobrir com quantas linhas de mentira e manipulação se tenta construir um candidato favorável ao poder econômico e se quer destruir um presidente operário. Só para adquirir (muitos deles) um pouco da aprendizagem técnica para a decodificação de mensagens. Só para descobrir (muitos deles) a que grau a imprensa consegue manipulá-los e deformá-los, especialmente a eles, os diplomados.

Marilene Felinto é escritora e jornalista
Enviada por Valter Sanches, às 10:38 11/05/2006, de São Paulo, SP


Cargill por trás de bloqueios de ferrovias no MT
A imprensa tendenciosa critica sistematicamente as ações do MST, mas ninguém fala nada quando os latifundiários fazem badernas como estas que vêm ocorrendo por todo país, com bloqueios de rodovias e ferrovias.

Segundo artigo publicado no Diário de Cuiabá, os manifestante dizem ter o apoio de empresas transnacionais como Cargill.

Diz a matéria do jornal:
O produtor de Alto Araguaia, Guiomar Borges, explica que a obstrução aos trilhos chegou a ser feita pela manhã, ?mas que houve muita pressão por parte da Ferronorte. Acabamos liberando o tráfego, mas os produtores de Alto Taquari interditaram os trilhos à tarde. Apesar de tudo, temos aqui o apoio de multinacionais como Cargill e Galvani?.

Pode ser uma bravata para mostrar mais força do que realmente têm, mas seria muito bom para todo o país se o governo investigasse isso a fundo.
Enviada por Almir Américo, às 10:15 11/05/2006, de São Paulo, SP


Tritec: russos desistem por falta de motivos...
Como era esperado, empresa russa descarta compra da Tritec

A montadora russa AutoVAZ (Lada) descartou a compra da fábrica de motores Tritec Motors, instalada em Campo Largo, Paraná.

O presidente da montadora russa alega ?não ter motivos? para a compra. O principal deles é a falta de uma coisa simples: grana.

Embora a possibilidade de compra tenha sido levantada em março por um jornal russo a partir de declarações de executivos da própria AutoVAZ e de outra montadora da Rússia, a GAZ, desconfiávamos que não passava de uma bravata russa em sua competição regional com os chineses que, na mesma época, anunciaram a compra da Tritec.

Para os amigos tudo!

Mesmo aproveitando-se da forte alta dos preços internacionais do petróleo, a Rússia tem dividido este "sucesso" temporário de forma desigual.

Petroleiras vão muito bem, obrigado! As empresas amigas do presidente Putin também!

Só que ao invés de investir em uma indústria nacional os russos passaram a gastar dinheiro adoidado com produtos importados de alto luxo assim como fizeram no período pré-crise de 1998. E como não podia deixar de ser, as compras de veículos importados de alto luxo bate recordes diários. Em Moscou, cidade onde efetivamente rola a grana na Rússia, já é possível ver mais carros importados que os nacionais Lada, Volga, Moskvitch, que resistem apenas nas mãos dos menos abastados... Não é difícil imaginar, então, que as empresas automobilísticas russas estejam enfrentando dificuldades de mercado.

No caso da Lada a coisa ainda é pior. A direção, anciosa por entregar-se ao capital internacional, montou um Joint-Venture com a General Motors e lhe entregou o único modelo de veículo competitivo: o Niva. O novo modelo do jipinho russo já não se chama mais Lada Niva, mas sim Chevrolet Niva!!! Nesta mesma fábrica é montado o Viva, ou seja, o mesmo Astra produzido no Brasil só que com outro nome.

A argumentação dos diretores da empresa para justificar acordos deste calibre com a GM era que a AvtoVAZ não teria capital próprio para produzir e desenvovler novos veículos. Parece óbvio, então, que também não teriam grana para comprar uma empresa no exterior...

Será?

Uma hipótese, que está sendo cogitada é a de que as empresas russas passassem a importar os motores da Tritec.

A Tritec confirma estar ?em entendimentos com potencial cliente russo e, por conta disso, não poderemos divulgar detalhes sobre eventual negociação?.

Se a Rússia for a única alternativa para os produtos Tritec, então é bom os Trabalhadores se prepararem para dias de muitas lutas e enfrentamentos sérios.

Este episódio da Tritec mais uma vez demonstra que o discurso de responsabilidade social das empresas é papo furado.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:47 11/05/2006, de Curitiba, PR


Não existem humanos ilegais!!!
Rolou na imprensa nacional uma notícia de que o governo boliviano de Evo Morales estaria preparando a expulsão de brasileiros "ilegais" que moram na faixa de 50 Km perto das fronteiras bolivianas.

Pela constituição boliviana a propriedade de terras por estrangeiros na faixa de 50 Km próxima a fronteira está proibida. É de se esperar que qualquer governo cumpra com a Constituição de seu país!!!

É importante lembrar, porém, que na face na Terra nenhum ser humano é ilegal, seja ele quem for, esteja onde esteja!. Aliás, este é o lema de milhões de latino-americanos, entre eles bolivianos e brasileiros, que vivem nos EUA e lá trabalham para sustentar suas famílias e até mesmo enviar dinheiro para seus países de origem.

Os fascistas norte-americanos querem expulsar todos estes estrangeiros afirmando que eles são "ilegais". Os estrangeiros lá se organizam e vão para a luta.

E aí recebemos a notícia de que o esquerdista Evo também quer expulsar brasileiros que vivem "ilegalmente" na Bolívia. Até parece piada...

Seria uma piadinha de mal-gosto?

Esperamos que isso não passe de um alarde da imprensa nacional. Mas não podemos deixar de notar que é triste ver como a própria esquerda se ataca e se maltrata.

Ao tentar se afirmar como autênticos setores da esquerda latino-americana acabam atirando nos próprios companheiros e até mesmo cometendo crimes contra a humanidade tão condenáveis ou piores que os cometidos pela ultra-direita norte-americana.

Nenhum ser humano é ilegal

O que teria acontecido com milhares de bolivianos, que vivem e trabalham no Brasil como costureiros e costureiras, se o atual governo brasileiro os considerasse ilegais e os ameaçasse de expulsão?

Certamente teriam que voltar ao seu país e viver em condições ainda piores que aquelas vividas no Brasil, como próprios bolivianos alegam, justificando porque aceitam ser explorados por donos das confecções clandestinas espalhadas pelas grandes cidades brasileiras.

O governo Lula, porém, buscou um acordo com o governo boliviano para poder regularizar a situação destes cidadãos bolivianos que moram no Brasil. Muitos deles não tinham os documentos de seu próprio país!!!

Em momento algum eles foram tratados como "ilegais" ou ameaçados de expulsão. Pelo contrário o Brasil, dentro de suas possibilidades, buscou dar-lhes melhores condições para que possam ter contratos de trabalho melhores.

Solidariedade e Unidade
contra
Imperialismo, Nacionalismos e Racismo

É preciso ter tranquilidade e clareza para entender que tanto os latino-americanos que estão nos EUA, como os bolivianos que estão no Brasil ou os brasileiros que estão na Bolívia são vítimas do sistema capitalista internacional e buscam em outros países as oportunidades que não tiveram em seus próprios países.

Seria melhor a esquerda mundial se unir para combater ao verdadeiro inimigo de toda a humanidade: o imperialismo norte-americano e o capitalismo internacional.

Seria bom para toda a humanidade se os governos progressistas e de esquerda evitassem alimentar nacionalismos e regionalismos que só geram intolerância e criam mais racismo e discriminação e , consequentemente, a divisão da Classe Trabalhadora!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:07 10/05/2006, de Curitiba, PR


Varig e VW: devemos exigir contrapartidas sociais
Independentemente de quaisquer que sejam as soluções encontradas para as crises da Varig e VW, o povo brasileiro deve exigir destas duas empresas contrapartidas sociais.

Hoje em dia virou moda empresários falarem em responsabilidade social, em voluntariado para ajudar aos mais necessitados, e blá, blá, blá. Mas este discurso cai por terra quando se trata de manter empregos e criar condições de trabalho dignas e decentes para seus próprios funcionários.

Tem patrão por aí que aparece de bonzinho na TV e nas rádios por "ajudar" determinada comunidade, mas no dia-a-dia de sua empresa é um tremendo sangue-suga da peãozada que produz a riqueza que lhe permite, inclusive, a "ajudar" os pobres.

E quando eles cometem erros estratégicos, como VW e Varig vem fazendo nas últimas duas décadas, querem que o peão pague a conta com seus empregos.

Tá na hora de dar um basta!!!

É importante que o governo federal tome uma posição dura nos casos Varig e VW. Se adotar algum programa de recuperação para estes dois setores estratégicos da economia nacional, deve também exigir das empresas a responsabilidade social, ou seja, manutenção de empregos, salários e benefícios sociais a todos os Trabalhadores nos setores beneficiados por possíveis bondades federais.

Se não fizer isso, corre o risco de reeditar o famigerado PROER do governo anterior que só serviu para desviar dinheiro público para o setor privado e reestuturar o sistema bancário de tal modo que os bancários acabaram por perder seus empregos e ver sua categoria profissional ser drásticamente reduzida, diminuindo seu poder de pressão e organização.

Os sindicatos de metalúrgicos, aeroportuários e aeroviários devem lutar conta toda sua força e unidade contra um PROAUTO ou um PROAR, caso espécies de PROER para seus respectivos setores sejam colocadas em debate. A triste e dura experiência dos bancários mostra que é preciso evitar estas "ajudas" governamentais néo-liberalizantes.

Se a indústria automobilística está aproveitando a chantagem da VW para tentar aprovar algumas medidas a seu favor, então, os Trabalhadores deste setor devem fazer o mesmo e exigir que o governo Lula mostre-se diferente e defenda as contrapartidas sociais.

E, é claro, isto só será possível com muita organização de base e com a companheirada na rua, lutando pelo seu direito ao Trabalho.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:51 10/05/2006, de Curitiba, PR


Software Livre: Banco do Brasil migra para Linux
O Banco do Brasil - BB - está mudando o sistema operacional de seus terminais de multipla função usado pelos caixas e no atendimento interno da instituição. O novo Sistema Operacional adotado é o Linux.

Outra mudança que deve mexer com a área de informática do BB é a adoção do OpenOfffice.org em lugar do Microsoft Office. Com esta mudança o BB economizará R$ 13 milhões.

Resta torcer para que toda esta economia do BB reverta em benefício de seus Trabalhadores e clientes, ou seja, melhores salários e menores tarifas, respectivamente.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:25 10/05/2006, de Curitiba, PR


MPP: TIE realiza seminário na Bahia e no Chile
Transnationals Information Exchange promoveu no último final de semana dois eventos para discutir o Mapeamento do Processo Produtivo - MPP - como método de Organização dos Trabalhadores no Local de Trabalho.

CFC Mapeamento Nordeste

Em Ilhéus, Bahia, TIE-Brasil promoveu o Primeiro Seminário do Curso de Formação Contínua - CFC "MPP como forma de Organização dos Trabalhadores no Local de Trabalho".

Coordenado por Maurício Minolfi o seminário contou com a participação de Trabalhadores e ativistas sindicais filiados a sindicatos de Trabalhadores de diversas categorias profissionais, tais como, alimentação, metalúrgicos, professores, funcionários públicos, etc.

O CFC terá mais 3 seminários ainda neste ano em outras cidades do Nordeste brasileiro.

Chilenos também fazem Mapeamento do Processo Produtivo

Já os companheiros que trabalham no setor de bebidas, do pescado e da construção civil no Chile participaram de um seminário sobre MPP organizado por TIE-Chile.

O seminário, realizado em Santiago, também contou com a participação de companheiros de TIE-Brasil, TEL-Argentina e RMS do México.

Os compannheiros Sérgio Bertoni (TIE) e Jorge Alves (STIA-Erechim) contaram aos companheiros chilenos como o MPP foi desenvolvido no Brasil e quais são os desdobramentos deste método de ação sindical de chão de fábrica, além de relatarem experiências concretas já realizadas no país.

É interessante notar que, mesmo enfrentando distintas realidades, Trabalhadores argentinos, brasileiros, chilenos e mexicanos, conseguiram identificar um método de ação que pode ser aplicado em vários países produzindo resultados muito interessantes do ponto de vista político-sindical, promovendo um verdadeira construção de saber coletivo.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:41 08/05/2006, de Curitiba, PR


Software Livre: até Microsoft adota!!!
O Software Livre fica cada vez mais poderoso e Bill Gates, o dono da Microsoft - MS, sabe disso.

A transnacional e monopolista de software sabe que o futuro do Software é a Liberdade. Eles apenas tentam retardar o triunfo deste novo modelo de utilização e negócios computacionais.

A mais clara demonstração disso é que a própria MS anunciou que o Microsoft Server 2005 R2 (uma ferramenta que permite rodar vários Sistemas Operacionais) contará com suporte a LINUX.

Eles não param por aí. A MS, curvando-se ao futuro, pretende lançar um sítio com informações sobre os esforços feitos por ela para garantir a interoperabilidade de seus produtos com aqueles do mundo do Software Livre e garantir a compatibilidade com o Sistema Operacional LINUX.

Seja Livre! Seja Linux!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:11 08/05/2006, de Curitiba, PR


Manifesto dos Trabalhadores na VW do Brasil
Manifesto dos trabalhadores na Volkswagen do Brasil contra as demissões

Os representantes sindicais dos trabalhadores nas várias plantas da Volkswagen no Brasil repudiam as 5,7 mil demissões anunciadas pela multinacional alemã e condenam as medidas que a empresa quer tomar para precarizar as relações de trabalho.

Reunidos no dia 5 de maio, em São Bernardo, São Paulo, os representantes sindicais selaram o compromisso de unir todos os esforços para resistir e lutar contra os ataques da montadora.

Esse ataque não atinge apenas os trabalhadores que agora estão diretamente ameaçados pelo desemprego. Ele fere a dignidade de todos os brasileiros.

O argumento da Volkswagen de que seus problemas de produção e competitividade no Brasil advém da desvalorização do dólar é insuficiente para explicar o tamanho do desmonte que ela pretende em suas fábricas. A postura da empresa é, na verdade, parte de uma onda de reordenamento de sua produção em nível mundial. É sabido que além das demissões aqui, outras 20 mil demissões estão anunciadas em seu país de origem, além do fechamento de uma fábrica na Espanha, com o consequente corte de 1,5 mil postos de trabalho.

Aqui no Brasil não serão perdidos apenas os 5,7 mil empregos que a montadora quer cortar em sua reestruturação. Há toda uma rede envolvida na produção automobilística, que responde por uma parcela significativa do PIB brasileiro. São 27 setores industrias diretamente ligados à produção de um veículo.

Cada emprego na montadora corresponde a 47 empregos na cadeia produtiva. Dessa forma, o total de pessoas potencialmente afetadas pelas demissões, se considerados todos os 27 setores, chega a 245 mil trabalhadores. Considerados seus familiares são cerca de 660 mil pessoas.

O desastre não pára aí. Após as demissões, a Volkswagen quer cortar 25% de custos de pessoal. Isso significa a precarização de direitos trabalhistas, a redução de salários e a instabilidade no ambiente de trabalho.

Desta forma, as pretensões da fábrica trazem consequências negativas para nações e regiões inteiras nos aspectos econômico como no social.

O trabalhador, seja qual for sua nacionalidade, não pode mais sofrer os resultados de crises pelas quais não têm a menor responsabilidade.

São por estas razões que estamos unidos e comprometidos em não permitir que nos tirem nosso mais valioso bem.

Diante da repercussão negativa que o fato provocará, os trabalhadores na Volkswagen conclamam toda a sociedade para se unir conosco nessa batalha. Queremos apenas o direito de trabalhar em paz, com dignidade e respeito. Nossa luta é pelo desenvolvimento e por justiça.

São Bernardo do Campo, 5 de maio de 2006

Comitê Nacional dos Trabalhadores na Volkswagem

Sindicatos de Metalúrgicos e Comissões de Fábrica dos Trabalhadores na Volkswagen no ABC, Curitiba, Resende, São Carlos e Taubaté

Fonte: CNM-CUT
Enviada por Antonio Carlos, às 16:55 08/05/2006, de São Paulo, SP


Cargill será convocada a depor por abusos
O Ministério Público - MP - convocará Cargill para depor sobre abuso contra trabalhadores

O MP convocou a Cargill Cacau S/A e a ADM ? Joanes instaladas no distrito Industrial de Ilhéus (BA), para prestar esclarecimentos com relação ao monitoramento constrangedor a que trabalhadores estão sendo submetidos.

Acatando a denúncia do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Ilhéus, Itabuna e Uruçuca (Sindicacau) sobre o abuso do monitoramento feito pelas duas empresas, como colocação de detectores de metais na entrada e saída das fábricas, câmeras na área de produção, vigilantes nos vestiários, cartaz oferecendo recompensa para quem delatar trabalhadores que estejam furtando a empresa e câmera fotográfica.

No dia 25 de abril foi realizada uma audiência pública no Ministério Público do Trabalho em Itabuna com o procurador do trabalho Dr. Pacífico Antônio Luis de Alencar Rocha, e os representantes do Sindicato Celso Ângelo de Sousa (presidente), Luis Fernandes de Andrade e Josenaldo de Menezes Oliveira. Durante a audiência ficou acertada uma inspeção a ser realizada na ADM ? Joanes no dia 11 de maio, às 9h, com as presenças de representantes do Ministério Público e do Sindicato.

Com relação à Cargill, o procurador remeteu às partes a negociação com relação aos aspectos abordados. Solicitando que o resultado seja comunicado ao Ministério Público do Trabalho, já que a multinacional norte-americana reconheceu que estavam existindo abusos por parte da segurança e que não era orientação da empresa.

Fonte: www.cut.org.br
Enviada por Nilson Antonio, às 16:43 08/05/2006, de Jaraguá do Sul, SC


Trabalhadores na VW promovem audiência pública
Audiência Pública na Câmara debateu anúncio de demissões na Volkswagen

Trabalhadores na Volkswagen, representantes do Sindicato dos Metalúrgicos e Comissão de Fábrica estiveram reunidos na Câmara Municipal de Taubaté em audiência pública na última quarta-feira, dia 3, às 19h, para discutir a questão das 681 demissões anunciadas pela empresa na unidade de Taubaté.

A audiência pública na Câmara que a princípio discutiria a questão de investimentos na unidade da Volks de Taubaté teve sua pauta modificada em virtude do anúncio das demissões.

?Infelizmente todos fomos surpreendidos pelo anúncio das demissões e uma audiência que trataria sobre investimentos se transformou em um ato pela defesa do emprego dos trabalhadores na Volkswagen?, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Valmir Marques da Silva, o Biro Biro.

A audiência pública também contou com a presença do vice-presidente do Sindicato, Isaac do Carmo, do coordenador da Comissão de Fábrica da Volkswagen, Paulo Dutra, dos vereadores Jéferson Campos (PT), Chico Saad (PMDB), Pastor Valdomiro e do vice-prefeito Alexandre Danelli.

Biro Biro destacou durante a audiência as conseqüências que as demissões na Volks acarretariam na economia do município e afirmou que o momento é de união entre todas as esferas da sociedade em torno da manutenção destes empregos.

?É hora de deixarmos de lado as divergências políticas e trabalharmos em conjunto pelo bem da comunidade taubateana e de nossa região?, disse Biro Biro.

O vereador Jéferson Campos, que presidiu a audiência pública, afirmou que a Câmara Municipal fará uma moção de apoio pela manutenção do emprego na Volkswagen que será entregue pelo presidente Biro Biro ao Comitê Mundial dos Trabalhadores na Volkswagen.

Biro Biro viaja para a Alemanha no próximo sábado, dia 6, quando participará do encontro do Comitê Mundial dos Trabalhadores na Volkswagen.

?Como essa reestruturação anunciada pela Volkswagen acontece em nível mundial, essas demissões, não só as de Taubaté, serão pauta do encontro mundial?, afirmou Biro Biro.

Contatos:
Valmir Marques da Silva (Biro Biro) ? Presidente do Sindicato
(12) 9744 2267

Isaac do Carmo ? Vice Presidente do Sindicato
(12) 9102 7693

Emerson Pereira Pires - Jornalista
Departamento de Comunicação e Imprensa do Sindicato
(12) 3633-6649
(12) 9106-5016
Enviada por Biro Biro, às 16:38 08/05/2006, de Taubaté, SP


VW: sindicatos defendem ação global unificada
Trabalhadores na Volkswagen do Brasil vão para encontros na Alemanha e México

Trabalhadores da Volkswagen no Brasil não pretendem adotar, de imediato, a greve como forma de protesto. Eles terão uma estratégia diferente e vão planejar uma ação conjunta com os funcionários das outras fábricas da Volks. Também haverá uma mobilização internacional. A ação conjunta com outros países será acertada no dia 8, num encontro na Alemanha, do Comitê Mundial de Trabalhadores da Volks. Depois haverá outro encontro no México.

Ontem, os Trabalhadores da VW Anchieta decidiram que não vão mais fazer hora extra porque querem evitar a formação de estoques. Em 2005, os trabalhadores fizeram 700 mil horas extras na fábrica do ABC. Eles também vão recorrer aos governos municipais, estaduais e federal para pedir apoio nas negociações.

Em Brasília, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, acenou com a possibilidade de o governo ajudar o setor automobilístico. "Estamos abertos a analisar possibilidades para evitar a retração das exportações do setor automotivo", disse Marinho. O ministro descartou, no entanto, qualquer ajuda individualizada à Volkswagen.

Segundo José Lopez Feijóo, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, a Volks pretende implementar o sistema de consórcio modular, como já faz na fábrica de caminhões em Resende (RJ) - uma terceirização dos funcionários que não estão ligados diretamente à produção, "reduzindo salários e benefícios trabalhistas." Feijóo disse que a empresa pretende reduzir em 25% os custos com pessoal.

No fim de 2003, a Volks já havia reduzido seu quadro em quase 4 mil pessoas, por meio de medidas como demissão voluntária e antecipação da saída de aposentados. A Volks chegou a criar uma empresa chamada Autovisão para transferir trabalhadores com projetos próprios, mas não conseguiu adesões. A maior demissão em massa feita no Brasil por uma montadora foi em 1987, quando Volks e Ford se uniram na Autolatina e cortaram 5 mil postos.
Enviada por Valter Sanches, às 16:31 08/05/2006, de São Paulo, SP


CUT e FS contra as demissões na Volks
Nota conjunta das Confederações dos Metalúrgicos da CUT - CNM-CUT- e da Força Sindical - CNTM-FS

Lamentamos profundamente que a primeira atitude da direção da Volkswagen do Brasil seja a de demitir milhares de trabalhadores e terceirizar setores da sua produção, como solução para superar as dificuldades que alega estar passando por conta do câmbio.

Empresas como as montadoras têm se beneficiado por governos com redução de impostos para a instalação de suas fábricas e, diante do primeiro problema que têm, cortam postos de trabalho, quando a primeira postura deveria ser a de chamar os representantes dos trabalhadores e negociar, inclusive com a participação do governo, para buscar uma alternativa viável e de interesse de todos. Isto, sim, seria uma demonstração de preocupação e respeito para com a força de trabalho e a questão social.

Não aceitamos a demissão. Não aceitamos tais medidas da cúpula da multinacional da montadora, que tem como objetivo claro apenas elevar sua produtividade e o valor de suas ações. As vendas no mercado interno estão aquecidas. Mundialmente, o lucro líquido da empresa quadruplicou de 70 para 327 milhões de euros (R$ 850 milhões) no primeiro trimestre deste ano em relação ao 1º trimestre de 2005, segundo a agência norte-americana American Autopress.

Não vamos aceitar a precarização das relações trabalhistas como conseqüência da reestruturação anunciada pela montadora. Os cem mil veículos que a empresa quer cortar do seu programa de exportação vão ter um impacto negativo violento na cadeia produtiva.

Vamos, junto com a Fitim (Federação Internacional dos Metalúrgicos) e o comitê mundial dos trabalhadores da Volks fazer um movimento de resistência a este golpe e dar uma resposta em âmbito mundial à Volkswagen, que quer demitir 20 mil trabalhadores em todo o mundo. Ou seja, se reestruturar no mundo à custa dos trabalhadores.

Carlos Alberto Grana, Presidente da CNM/CUT, e Eleno Bezerra, Presidente da CNTM/FS
Enviada por Valter Sanches, às 12:27 06/05/2006, de Sao Paulo


Lula avança em SP e Alckmin perde vantagem
O presidente Lula, virtual candidato do Partido dos Trabalhadores à reeleição para Presidente da República melhorou seu desempenho no estado de São Paulo, onde sempre teve muitas dificuldades eleitorais.

Curral do conservadorismo e amante do PSDB o estado dos paulistas começa a tirar as fichas de seu púpilo de Pindamonhangaba e as repassa para o filho de Garanhuns.

Segundo pesquisa do IBOPE, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diminuiu em nove pontos percentuais a vantagem do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, no Estado de São Paulo.

Na pesquisa encomendada pelos sindicatos das empresas de trasporte de carga de São Paulo e região, Alckmin aparece com 42% das intenções de voto no primeiro turno no cenário que inclui o pré-candidato do PMDB, Anthony Garotinho, ante 33% obtidos por Lula. A margem de erro é de três pontos percentuais para cima ou para baixo.

Em abril, o ex-governador paulista aparecia com 46% e Lula tinha 28%.

Este resultado deixa a situação de Lula bastante confortável e o sonho de ganhar já no primeiro turno torna-se cada vez mais real.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:02 03/05/2006, de Curitiba, PR


Bolívia e reeleição de Lula
Por Fernando Rodrigues

Ontem de manhã em Brasília já era possível ver alguns políticos de oposição salivando diante da estripulia autóctone promovida pela Bolívia. "Vai ser o apagão do Lula", diziam. Não tão rápido.

A Bolívia nacionalizou a produção local de petróleo e derivados. O Brasil é o maior comprador. A Petrobras despejou US$ 1,5 bilhão em investimentos por lá. Empresas brasileiras estão preocupadas com o fornecimento de gás. Consumidores domésticos podem ser afetados em uma de suas necessidades mais básicas: energia para fazer comida.

Esses elementos apenas indicam um possível cenário explosivo. O aumento do preço do gás corrói o humor de milhões de consumidores-eleitores. Sentirão o peso no bolso a menos de cinco meses da eleição. Ocorre que ainda não está claro quando e como será a possível alta no preço.

Desabastecimento já se sabe que não haverá. A Bolívia não tem para quem vender o seu produto.

Empresa com ações negociadas em Bolsa de Valores, a Petrobras não pode fazer benemerência patriótica e optar por não repassar os custos maiores para os consumidores. Seria um escândalo até para os padrões do PT e do governo Lula.

Mas a administração federal tem como adotar medidas compensatórias.

Aumentou o preço da matéria-prima? O governo reduz o imposto sobre gás, ainda que de maneira temporária. Esse tipo de saída era ouvido ontem entre os políticos governistas - mesmo que a maioria não entendesse exatamente a natureza e a extensão da crise.

No meio do problema, Lula terá sua grande chance de operar algo positivo na política externa depois de anos de muito foguetório e pouco resultado. Se o petista encontrar uma saída satisfatória para esse episódio, poderá ganhar outro argumento para sua campanha reeleitoral. A ver.
Enviada por Almir Américo, às 09:10 03/05/2006, de São Paulo, SP


Imprensa festeja desunião da esquerda latina
Os noticiários matutinos já mostram toda a felicidade da direitona brasileira com as trapalhadas cometidas pela esquerda latinoamericana.

O motivo de regogizo conservador são as ações de Evo Morales e as declarações do uruguaio Tabaré Vasquez. Como sabemos o primeiro nacionalizou os poços de petróleo e gás e os ocupou militarmente. Já o segundo, em visita oficial à sede do império norte-americano falou em deixar o Mercosul e adotar o neo-liberalismo chileno.

Pronto! Foi suficiente para que direitistas comemorassem a falta de unidade, a "clara demonstração" de que não há uma onda vermelha, esquerdizante, no continente e que nem mesmo há coerência entre as políticas internas e externas dos países comandados por Chávez, Lula e Kirchner.

Agora os "tablóides" que insistimos de chamar de imprensa, dizem que há dois caminhos claros e definidos:
a) o chileno, com abertura total da economia e modernidade para o capital;
b) o venezuelano, fechado ao mundo, nacionalista retrógrado e xenófobo.

Quem seria, na verdade, "moderno"?
E quem seria "retrógrado"?

Sabemos que tanto uma definição como a outra não são verdadeiras e muito menos são as únicas propostas de desenvolvimento latino-americano.

É que para a direita é muito mais fácil explicar o mundo de forma binária, na dicotonia entre o branco e o preto, nós e eles, homens e mulheres, adultos e crianças e por aí vai.

Como já publicamos aqui neste sítio os Trabalhadores no Chile nunca viveram tão mal, mesmo que neste momento a economia daquele país vá muito bem.

Se a modernidade do Chile se traduz em abrir fronteiras e precarizar as relações de Trabalho com forte rotatividade de mão-de-obra (80% do Trabalhadores chilenos não conseguem se manter no mesmo emprego mais que um ano), então dispensamos esta modernidade e criticamos abertamente a Tabaré Vasquez pela infeliz declaração.

Por outro lado, sabemos que Venezuela, apesar de todas as declarações radicais de Chávez, tem os EUA como seu maior comprador de petróleo e mantém naquele país toda uma grande rede de postos de gasolina e serviços automotivos. Recentemente a rede de postos da PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.) cadastrou negros e latinos pobres que vivem nos EUA e passou a lhes vender combustível mais barato que aos abastados cidadãos da América do Norte.

Se isso é ser nacionalista xenófobo e fechado ao mundo, então o que podemos dizer do fundamentalismo religioso de George Bush e da maioria das organizações religiosas de direita?

Pelo que consta na atual história mundial não é Chávez, e muito menos seus aliados brasileiros e argentinos que usaram seus exércitos para invadir o Iraque e agora ameaçam o Irã. São Bush e seus aliados de direita espalhados pelo mundo que, na tentativa de controlar os poços de petróleo daqueles países árabes, fazem guerra em nome do cristianismo e da democracia ocidental.

Do ponto de vista dos Trabalhadores moderno e avançado é tudo que é voltado para o ser-humano, ou seja, é um sistema social justo que garanta os direitos e o bem-estar daqueles que realmente produzem as riquezas - os TRABALHADORES. Nesta mesma linha de pensamento retrógrado é tudo que permite ao capital usar toda sua força e brutalidade para continuar mantendo os Trabalhadores sob opressão e exploração.

A imprensa esconde, disfarça e mente, mas não há somente duas propostas em pauta. O mundo latino é muito mais diverso e criativo que os donos do mundo gostariam que fosse.

Outras alternativas de desenvolvimento passam por Arranjos Produtivos Locais; pela Auto-Organização dos Trabalhadores; pela Economia Solidária; por Ações Sociais Pontuais e Estratégicas; por maior acesso à Educação e melhoria dos Sistema Educacional; pela interação dos diversos agentes sociais e econômicos; pela Solidariedade em vez da competição; pela Redistribuição de Renda e Justiça Social. Um pouco de tudo isso já vem sendo aplicado em vários lugares de forma coerente.

É só deixar os preconceitos ideológicos de lado e ver o que está a nossa volta e entender porque determinados líderes contam com tremenda popularidade, mesmo tendo toda a imprensa nacional contra eles.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:34 03/05/2006, de Curitiba, PR


Lula fala com Morales e inicia negociação
Presidente brasileiro conversa com seu colega boliviano no sentido de evitar aumento no preço do gás para o consumidor brasileiro

O impacto da nacionalização do gás e do petróleo na Bolívia no preço do gás natural vendido ao Brasil será negociado entre os dois países. Foi o que acertaram hoje, em conversa telefônica, os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Bolívia, Evo Morales.

Os dois presidentes deverão se encontrar pessoalmente na quinta-feira, em Foz do Iguaçu, para rediscutir as relações dos dois países, com o objetivo de garantir a segurança energética da América do Sul. Também participarão da reunião os presidentes Hugo Chávez (Venezuela) e Nestor Kirchner (Argentina).

Desta forma os tres mosquesteiros latino-americanos (Chávez, Lula e Kirchner) mostram que é preciso trabalhar um projeto latino-americano de desenvolvimento que garanta a segurança dos povos do continente. Se houver algum tipo de nacionalismo, este deve ser no sentido de defender a união dos povos na América Latina contra colonizadores, imperialistas e invasores que nos aterrorizam há mais de 500 anos.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:50 02/05/2006, de Curitiba, PR


Petroleiros paulistas apoiam decisão de Evo
O Sindicato dos Petroleiros do Estado de São Paulo é a favor do decreto do presidente boliviano, Evo Morales, de nacionalizar as reservas de petróleo e gás natural naquele país. "A posição dos trabalhadores é de apoio integral à decisão do presidente boliviano", disse o diretor do sindicato, Antonio Carlos Spis. "Se o Brasil pode ter controle sobre o seu petróleo, porque a Bolívia não?", justificou.

Spis, no entanto, acredita que vai ser possível uma renegociação com a Bolívia e que a posição do presidente não deve se sustentar por muito tempo. "A Bolívia não tem mercado consumidor e 80% do gás é exportado. Acho que é uma decisão radical no início, mas vai haver necessidade de renegociação".

Para Spis, a Bolívia não pode continuar com as atuais "condições iniciais desfavoráveis. Mas, a nacionalização integral não vai acontecer e vai ser preciso fazer parcerias. Essa radicalização abre espaço para o debate", defendeu.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 16:34 02/05/2006, de Curitiba, PR


Brasil andou para trás na era FHC
Estudo de entidades como Fundo Monetário Internacional (FMI), Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE) e Banco Central (BC), indicam que o governo FHC (1994/2002) teve um desempenho inferior em matéria de desenvolvimento econômico e nas áreas sociais em comparação ao Lula (2003/2005).

De acordo com o FMI, em relatório divulgado no ano passado, no mandato de FHC o risco país, indicador que mede a segurança dos investidores sobre o risco de aplicar no país, atingiu 1.445 pontos, hoje caiu para 290 pontos ? fato que mostra que os investidores acreditam na economia brasileira.

De acordo com o Banco Central, taxa Básica de juros (Selic) na era FHC registrou media de 26,5% ao ano, hoje o número no governo Lula caiu para 16,25%.

O IBGE apontou que durante o mandato de oito anos de FHC a média de inflação registrou 9,1%, vale lembrar que o governo tucano chegou a atingir uma taxa anual de 45%.

No governo Lula, a taxa manteve-se estabilizada registrando média de 6,9%.

Na era FHC o desemprego atingiu indicadores alarmantes, deixando um contingente de 12 milhões de desempregados. A taxa de desemprego deixada pelo governo FHC, que era de 12,2%, caiu para 9,6% no governo Lula em 2005.

Salário mínimo e geração de empregos

O salário mínimo, na era FHC, somente chegou nos R$ 200,00. Hoje, graças à implementação de uma política de valorização do poder de compra do salário apresentada pelo presidente Lula, o salário mínimo é de R$ 350 e, a partir deste ano, foi antecipado para abril, a data oficial de reajuste era maio. Na negociação do novo valor do mínimo, a Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física teve um reajuste de 8%, totalizando, em três anos de mandato, uma atualização de 18,5%. Um avanço em comparação ao governo FHC, que, durante oito anos, só corrigiu 17,5%, deixando um resíduo de 40%.

Hoje, o Brasil está nos trilhos do desenvolvimento econômico, beneficiando a população. No governo Lula, já foram criados mais de 3,4 milhões de empregos com carteira assinada. As estimativas do Ministério do Trabalho apontam para a criação de mais de 1,5 milhão de vagas formais neste ano, o que elevaria para quase 5 milhões o total de postos de trabalho. Cenário bastante diferente, portanto, do governo anterior.

Entre 1995 e 1998, primeiro mandato de FHC, o mercado de trabalho perdeu 1,018 milhão de postos de trabalho. No segundo mandato, de 1999 a 2002, houve uma geração de 1,815 milhão de empregos. O balanço final da era FHC foi medíocre saldo de 800 mil empregos criados em oito anos de governo, o que revela o descaso com que o governo anterior tratou um tema tão importante.

De acordo com Cesit/Unicamp, 87,7% dos acordos salariais realizados em 2005 conquistaram aumento real acima da inflação ? melhor resultado registrado nos últimos 10 anos.

Somando esses avanços, outra postura importante foi a antecipação do pagamento da dívida com o FMI. O Brasil finalmente se livrou dos empréstimos do Fundo, mostrando eficiência na administração dos recursos públicos. Com o pagamento antecipado, o país quitou os compromissos com a instituição e economizou US$ 900 milhões em juros ? dinheiro que agora vai para o uso do povo brasileiro.

O crescimento econômico também foi positivo: em 2002 não passava de pífios 2% e hoje a média anual é de 3,5%.
Enviada por Hugo Chimenes, às 15:34 02/05/2006, de São Borja, RS


Ações da Petrobras sobem apesar de crise
Os movimentos nas Bolsas de Valores mostram que a decisão do governo boliviano em ocupara militarmente refinarias e poços de petróleo e gás naquele país prejudicam o Brasil mais do ponto de vista político que do ponto de vista econômico.

Depois de terem registrado pequena queda no início dos negócios, as ações da Petrobras sobem --às 11h56, as ordinárias tinham elevação de 2,72%, para R$ 52,40, e as preferenciais avançam 1,25%, para R$ 46,81. O aumento dos preços do petróleo no mercado internacional a mais de US$ 74 o barril é um dos motivos para essa alta.

Outra explicação é a opinião de analistas do mercado financeiro de que o prejuízo que a Petrobras pode ter na Bolívia com a nacionalização dos hidrocarbonetos é relativamente pequeno considerando tanto o valor dos ativos que a petrolífera possui naquele país quanto a importância daquelas operações no conjunto da empresa.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:49 02/05/2006, de Curitiba, PR


Saiu no Pravda!!!
Antigo porta-voz do PCUS - Partido Comunista da União Soviética, o jornal Pravda (Rússia) assim noticiou a decisão de Evo Morales:

Bolívia nacionaliza petróleo e gás

A Bolívia decidiu nacionalizar a exploração dos negócios de petróleo e gás no país. O presidente Evo Morales ordenou a ocupação pelo Exército dos campos de produção das empresas estrangeiras no país, entre elas a estatal brasileira Petrobras.

É a terceira vez que o governo boliviano nacionaliza seus hidrocarbonetos. As anteriores foram em 1937 e 1969, durante regimes militares.

Pois é, Evo, até os comunistas russos parecem questionar o que fizestes com a ajuda dos militares.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:44 02/05/2006, de Curitiba, PR


Empresários cobram firmeza do governo
Lamentavelmente, como prevíamos, a direita brasileira já começou a se ouriçar por conta da decisão inulateral e populista do governo boliviano de Evo Morales.

Empresários brasileiros lamentaram hoje a decisão do presidente boliviano, Evo Morales, de decretar a nacionalização do gás e do petróleo do país em decisão que pode prejudicar interesses da Petrobras e de seus clientes no Brasil.

Em nota, a Abdib (Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base) vê "claro desrespeito" aos contratos firmados com cerca de 20 empresas internacionais que exploram petróleo gás no país vizinho. A entidade cobrou "firmeza" do governo Lula.

"O governo brasileiro deve agir prontamente e com firmeza. O melhor caminho para atender aos interesses sociais da população, políticos dos Estados e econômicos das empresas produtoras ainda é a mesa de negociações, opção que o governo boliviano jamais deveria ter abandonado e que a Petrobras e o Estado brasileiro vinham apostando", diz a nota.

E isto tudo acontece exatamente no momento em que a crise política brasileira perde força e dados econômicos e sociais sustentam a popularidade de Lula junto a população mais pobre do país.

Será que Evo acha que ganhou as eleições na Bolívia sozinho?

Será que ele não está interessado na unidade latino-americana?

Será que acha que Fidel e Chavez tem cacife para salvar os bolivianos quando os milicos usarem as botas contra o governo popular democraticamente eleito?

Será que ele acha que um governo de direita no Brasil comandado pelo PSDB-PFL será mais condecendente e melhor no trato com a Bolívia?
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:36 02/05/2006, de Curitiba


Brasil cumpre meta contra subnutrição infantil
Um relatório divulgado nesta terça-feira pela Unicef (o fundo da ONU para infância e a adolescência) afirma que o Brasil "vem cumprindo a meta de reduzir a subnutrição infantil em 50% até 2015".

O texto, intitulado Progresso para as Crianças - Um Relatório sobre Nutrição, acrescenta que o índice de crianças subnutridas no Brasil é de 6%, o que é "um índice relativamente baixo".
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:22 02/05/2006, de Curitiba, PR


Maria não é mais brasileira: a Cargill comprou!
A marca de óleos vegetais compostos e azeite de oliva "Maria", que pertencia a empresa nacional Vida Alimentos, foi vendida para a transnacional americana Cargill.

A empresa americana teria desembolsado US$ 24,7 milhões pela marca brasileira.

O mercado de óleos vegetais e maioneses passa agora a ser praticamente controlado por três empresas transnacionais: a Bunge, originalmente argentina, mas com sede em Miami; a Cargill, estadunidense; e a Unilever, européia.

Este mercado é marcado pelo oligopólio e forte cooperação entre as empresas. Inclusive a Cargill produz a maionese Gourmet sob licenciamento da Unilever que é a dona da marca.

Além disso as três empresas esmagam soja transgênica para fazer os óleos de soja mais consumidos no país sem informar isso nos rótulos dos produtos como manda a legislação nacional.

Certamente, a unidade da empresa Vida Alimentos no bairro do Ipiranga em São Paulo, que emprega 300 Trabalhadores, será desativada. Junto com a Ford Ipiranga completará o triste quadro de fábricas fechadas na região do viaduto Capitão Pacheco Chavez e da Estação de Trem Ipiranga, onde aconteceram várias lutas e manifestações operárias.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:06 02/05/2006, de Curitiba, PR


Bolívia: Comentários ao ato de Morales
Por Almir Américo

Pois é, companheiros

O Evo cometeu um grande erro. Desse jeito, corre o risco de perder bons aliados: o governo brasileiro e muita gente boliviana de esquerda que votou nele, inclusive os trabalhadores da Petrobrás Bolívia.

Não se pode fazer política usando as botas dos militares e apontando a espada para o peito daquele que pode ser o seu principal aliado. No caso boliviano, infelizmente o país não pode se dar ao luxo de dispensar a tecnologia de Brasil, Inglaterra, França, Argentina e Espanha, pois extrair e refinar petróleo não é o mesmo que enrolar charuto. Infelizmente essa é a realidade.

O Evo criou uma situação difícil para Lula nas vésperas das eleições brasileiras, deu argumentos aos reacionários que querem a supremacia norte-americana nas relações bilaterais latino-americanas.

Não foi estratégico nem oportuno na medida, escolheu um péssimo momento, e a maneira agressiva (militar) como conduziu o processo é deplorável. Desse jeito o novo governo boliviano não vai a lugar nenhum!

Li na internet comentários de que Morales quer encurralar a Petrobrás porque tem certeza de que a PDVSA pode assumir a produção se os atuais produtores desistirem. Mas nem o Chávez daria um passo tão agressivo sem consultar o governo aliado do Brasil.

A questão era encontrar preço justo para os dois lados. Quem acompanha essa história sabe que Lula estava disposto até a sacrificar interesses nacionais para encontrar um termo justo e assim prestigiar Morales. Informalmente, o governo até já admitia rever os contratos, tudo era questão de negociação, de política. Mas Evo preferiu o impasse e apostou no constrangimento dos parceiros.

Acho que nossa esquerda andina tem muito o que aprender sobre as estratégias da política. Nem sempre dá para culpar os norte-americanos pelos próprios equívocos. Infelizmente Morales acabou fazendo um grande favor para a direita brasileira e mundial.

Os reacionários devem estar tendo orgasmos espontâneos!
Enviada por Almir Américo, às 12:54 02/05/2006, de São Paulo, SP


EUA: Imigrantes fazem 1o. de Maio dia de Lutas!
Nos Estados Unidos, o dia Primeiro de Maio não é feriado nem é considerado o "Dia do Trabalho". Também por isso, as manifestações dos Trabalhadores estrangeiros tomam um caráter político diferenciado.

Milhões de imigrantes e seus defensores deixaram o trabalho, escola e as compras na segunda-feira, Primeiro de Maio, marchando em dezenas de cidades de costa a costa dos Estados Unidos.

Sob a palavra de ordem "Nenhum ser humano é ilegal" Trabalhadores estrangeiros nos EUA promoveram uma da maiores manifestações populares e sindicais que este país já viu.

As manifestações pararam o país e sinalizaram a determinação de milhares de Trabalhadores estrangeiros que fazem o serviço pesado na gringolândia.

Parlamentares norte-americanos votaram recentemente uma lei que permite a expulsão de todo e qualquer estrangeiro considerado "ilegal" ou "por ter cometidos atos ilegais". É uma espécie de lei Adolfo Gordo que existiu no Brasil no início do século 20 e que permitia expulsar do país estrangeiros "agitadores".

Originalmente rotulado como um boicote econômico nacional sob a bandeira de "Dia Sem um Imigrante", o dia evoluiu em uma ampla série de protestos que visavam influenciar o debate no Congresso norte-americano.

Os manifestantes, imigrantes de várias nacionalidades e cidadãos americanos. Diferente de manifestações semelhantes nos últimos dois meses, dominadas por latinos, um grande número de pessoas de outras etnias se juntou a manifestação de 1o. de Maio e apoiou muitos dos eventos.

Em alguns casos, os comícios adotaram um tom mais amplo de ação social, com defensores dos direitos dos gays, oponentes da guerra no Iraque e outros sem participação direta no debate da imigração tomando as ruas.

Milhões nas ruas em diversas cidades do país

Em Chicago cerca de 400 mil pessoas que foram às ruas, promovendo uma das maiores manifestações.

Lojas e restaurantes em Los Angeles, Chicago e Nova York ficaram fechados ou porque os trabalhadores não compareceram ou em demonstração de solidariedade para com os manifestantes. Escolas em várias cidades informaram um número elevado de faltas -no colégio Benito Juarez, em Pilsen, uma comunidade predominantemente latina em Chicago, apenas 17% dos estudantes compareceram às aulas- apesar dos administradores e alguns dos organizadores do protesto terem pedido aos estudantes para que permanecessem na escola.

Alface, tomate e uvas não foram colhidos em campos na Califórnia e Arizona, que contribuem com mais da metade da produção do país.

Os caminhoneiros que transportam 70% dos bens em portos em Los Angeles e Long Beach, o mais movimentados do país, não trabalharam.

Frigoríficos, incluindo Tyson e Cargill, fecharam suas fábricas no Meio-Oeste e no Oeste, que empregam mais 20 mil pessoas, enquanto os amplos mercados de flores e de produtos hortifrutigranjeiros no centro de Los Angeles permaneciam vazios.

O impacto econômico disto tudo é difícil de calcular. Economistas tentam minimizar os impactos de longo prazo, mas os EUA não serão mais o mesmo país.

Os manifestantes em várias cidades, muitos vestidos de branco e acenando bandeiras americanas em resposta às queixas de que manifestações anteriores exibiam bandeiras latino-americanas demais, declararam vitória, enquanto as multidões entoando cantos fechavam as ruas.

A manifestação dos imigrantes colocou em cheque a forte burocratização e pelguismo do movimento sindical norte-americano. Primeiro por realizar o ato no Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, coisa que os sindicatos gringos não o fazem. Segundo porque mobilizou Trabalhadores que não são representados pelos sindicatos ou merecem pouca atenção destes.

Absurdos cometidos pelo sindicalismo oficial tiveram lugar em todos o país. Por exemplo, os líderes do Culinary Union 226, o maior sindicato do setor hoteleiro en las Vegas, que representa 50 mil trabalhadores, do quais 40% são latinos, pediu aos membros que trabalhassem.

Como os estrangeiros se organizaram

Inspirados pelo movimento dos Trabalhadores rurais dos anos 60, liderado por Cesar Chavez e Bert Corona, os manifestantes por meio da Internet e da mídia voltada aos imigrantes, desenvolveram e mobilizaram uma rede de organizadores sindicais de base, grupos de direitos dos imigrantes e outros para espalhar a idéia e planejar os protestos.

Os organizadores de Los Angeles disseram que cerca de 70 cidades realizaram atividades ligadas ao protesto.

O dia promoveu toda forma de manifestação de apoio. Uma rede de lojas de departamento ofereceu espaço para que advogados dessem orientação legal aos imigrantes; o humorista Paul Rodriguez apareceu no Laugh Factory, um clube de humor, em Hollywood para promover seu dia de atendimento de saúde aos trabalhadores imigrantes.

Em Chicago, havia solidariedade na diversidade. Os latinos receberam o apoio de imigrantes de origem polonesa, irlandesa, asiática e africana, assim como de muçulmanos, enquanto seguiram do centro histórico de Chicago, passando pela Junta de Comércio e se espalharam pelo Grant Park, à margem do Lago Michigan.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:21 02/05/2006, de Curitiba, PR


Uruguay: Tabaré quer neo-liberalismo chileno
Em uma entrevista ao "Canal 10" de Montevidéu, o presidente uruguaio Tabaré Vázquez, que está em Washington em visita oficial, disse que o Mercosul "é mais um problema que uma solução para o Uruguai".

O presidente declarou que seu país invocará os artigos 20 e 21 do Tratado de Assunção --sobre a carta de renúncia ao acordo-- para se "tornar um simples associado".

Para Vázquez, o modelo que o Uruguai seguirá "é o do Chile, um país moderno e aberto ao mundo". O presidente disse ainda que o Uruguai terá apenas um acordo de livre comércio com o Mercosul e "nenhum outro compromisso com o bloco". O Uruguai parece querer causar em Lula e em Kirchner a mesma irritação que Colombia e Peru causaram em Hugo Chavez e Evo Morales.

Eleito para fazer mudanças radicais em seu país, Tabaré parece apostar no néo-liberalismo chileno, criado sob a batuta do ditador Augusto Pinochet, portantp, completamente contrário ao programa que o elegeu Tabaré presidente do Uruguai.

O Chile já tem acordo de livre-comércio com EUA, China e Coréia, está de costas para a América Latina, tem uma das mais altas taxas de endividamento pessoal no continente, exporta empregos, permite a pulverização sindical (8 Trabalhadores podem fundar um sindicato!!!), tem saúde e educação privatizados e o sistema de pensões completamente privado está falido.

A direita continental não precisa fazer muitos esforços para retomar o controle sobre os governos, pois os próprios governantes progressistas fazem o favor de criar conflitos e impasses entre si que só favorecem o discurso entreguista e pró-imperialista das direitas nacionais. Parece que estas novos governantes progressistas desconhecem o fato que a unidade latino-americana é um contraponto ao entreguismo pro-imperialista das burguesias locais.

Enquanto a direita é mais pragmática e faz acordos estratégicos para se manter no poder, governos progressistas, num surto de pseudo-nacionalismo populista, ficam atacando-se mutuamente e dando espaço para o discurso da direita.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:42 02/05/2006, de Curitiba, PR


Evo militariza gás e ajuda a direita brasileira
O presidente da Bolívia, Evo Morales, decidiu nacionalizar os poços de petróleo e gás em seu país e para fazer valer sua decisão usou as forças armadas, as mesmas forças armadas que sempre reprimiram o povo boliviano e foram responsáveis pelos variados golpes de estado no país vizinho.

A Bolívia assim como qualquer outro país tem o direito de ser proprietária de seus recursos naturais. Mas pode sê-lo sem precisar usar a força bruta. A medida se justificaria se governos e empresas estrangeiras tivessem tomado os poços bolivianos, mas não foi isso o que aconteceu. Os governos bolivianos anteriores, entreguistas, foram os que "regalaram" as riquezas do país às diversas empresas transnacionais. Estes entreguistas devem ser julgados pelo crime que cometeram.

Evo opta pelo populismo de esquerda, mete os pés pelas mãos e enche a direita brasileira e latino-americana de argumentos contrários a ele e a todos os governos de centro-esquerda ou de esquerda no continente.

Estas forças de direita, há meses faziam propaganda contra Evo Morales e seu governo em todos os orgãos de imprensa no continente afirmando exatamente que Evo tomaria decisões deste tipo. Agora vão dizer que tudo que afirmaram era verdade.

A esquerda pode até estar gozando com a decisão de Evo, mas será que as massas neste sofrido continente vão entender o ato do governo boliviano ou vão vestir a camisa do nacionalismo e acreditar na imprensa burguesa?

Achamos que, se as massas não vestirem a camisa do nacionalismo, irão com certeza acreditar na imprensa burguesa e poderão até votar em projetos conservadores "para evitar em seus países o mesmo que se passa na Bolívia".

Antes de tomar decisões unilaterais e demagógicas, o presidente boliviano deveria pensar que um projeto latino-americano de desenvolvimento precisa ter coerência e união continental. Evo deveria lembrar que há países mais estratégicos no jogo continental, gostem ou não os nacionalistas de todas as matizes.

A decisão de Evo nos faz lembrar daquele sequestro que ocorreu em 1989 quando, às vesperas da primeira eleição presidencial brasileira depois do golpe de estado de 64, um grupelho de esquerda chileno resolveu sequestrar um empresário brasileiro para exigir US$ 20 milhões de dólares. A desculpa deles era que o dinheiro seria enviado para a revolução em El Salvador, certamente considerado mais estratégico que virar o jogo político em um país como o Brasil em 1989.

Hoje podemos fazer uma avaliação tranquila daquele episódio. Se Lula tivesse ganho em 1989 o projeto néo-liberal não teria a força que teve nos anos 90 no Brasil e no continente. Naquele momento ainda havia condições para uma forte virada...

O resultado concreto daquela ação foi, porém, a recuperação de um empresário que estava quase falido a época e a eleição de um néo-liberal corrupto e autoritário.

Será que ao tentar ficar de bem com a população boliviana Evo estaria botando em risco o projeto de unidade latino-americana?

Não estaria Evo se tornando refém dos militares, os mesmos que já emparedaram diversos governantes lá e acolá???
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:07 02/05/2006, de Curitiba, PR


TIE-Brasil lança caderno sobre Primeiro de Maio
TIE-Brasil lançou o caderno "Primeiro de Maio: dois séculos de lutas operárias".

A publicação feita em parceria com vários organizações sociais (sindicatos, ONGs e cooperativas de Trabalhadores) traz a história da evolução da lutas da classe Trabalhadora.

Conhecer a verdadeira história da nossa classe nos ajuda a entender o presente e planejar o futuro. Desta forma poderemos nos preparar melhor e construir um mundo diferente, sem a exploração e opressão que enfrentamos atualmente.

Para maior detalhes sobre a cartilha é só entrar em contato com TIE-Brasil através do e-mail tie@tie-brasil.org

Viva a Luta dos Trabalhadores!!!

Viva o Primeiro de Maio!!!

Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:40 01/05/2006, de Curitiba, PR


Viva la Lucha de los Trabajadores y Trabajadoras!
Montevideo, 01 de mayo de 2006

COMPAÑERAS Y COMPAÑEROS LATINOAMERICANOS:

Al cumplirse un aniversario mas del Día de los Mártires de Chicago el próximo primero de mayo, día en que todos los TRABAJADORES DEL MUNDO conmemoramos nuestro día, desde este rincón de nuestra Patria Grande Latinoamérica, saludamos a todos y todas, compañeras y compañeros, es nuestro deseo que este día nos una mas que nunca y haga entender a quienes nos gobiernan que para los trabajadores no existen las fronteras y que las necesidades y las luchas por nuestras reivindicaciones son las prioridades de nuestra clase.

Unámonos todos contra los piratas privatizadores, cortemos el paso de quienes pretenden apoderarse de las riquezas de nuestras naciones, hagamos causa común entre todos para liberarnos de los capitalistas colonizadores y así liberar a Latinoamérica de su opresión.

LA LUCHA CONTINUA!!!! VENCEREMOS.

Por la Coordinación del FORO LATINOAMERICANO DE TELECOMUNICACIONES:
Isidro Carreño Pereira
Enviada por Isidro Carreño, às 12:33 01/05/2006, de Montevideo, Uruguay


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