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20/11/2017
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Notícias(Maio/2010)

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Justiça condena Ford a indenizar Estado do Rio Grande do Sul
Saiu no Sul 21 e na Carta Maior

Justiça condenou montadora a pagar mais de R$ 130 milhões ao Estado do Rio Grande do Sul por conta da quebra contratual que acabou levando uma fábrica da Ford para a Bahia em 1999. Decisão atualiza polêmica que atingiu governo Olívio Dutra (PT), acusado na época por seus adversários de ter "mandado a Ford embora para a Bahia".

A decisão da Justiça não é definitiva e a Ford já ingressou com recurso.

Leia mais clicando aqui ou aqui.

Enviada por TIE-Brasil, às 21:57 31/05/2010, de Internet


Quem defende os pobres?
Nós não acreditamos em seres todo-poderosos que possam defender alguém de outrem.

Nós acreditamos que os pobres e só eles, são capazes de se defender a medida que vai aumentando sua organização social e política, seja ela em torno de clubes, igrejas, partidos, associações de bairro, comunidades, sindicatos, etc.

Nós também acreditamos que a Democracia só será realmente sólida quando a sociedade civil atingir um nível de organização tal que não precisará mais de alguém que a represente, pois ela mesma o fará. E quando isso acontecer estaremos na época de Democracia Participativa, da Democracia Direta em lugar da democracia representativa.

Mas enquanto não construímos a nova sociedade e a nova Democracia, vamos vivendo em um sistema que sempre precisa de chefes para mandar e ser mandado e de números para provar algo para alguém ou para convencer outros quando os argumentos já não funcionam.

Recentemente o Instituto DataFolha (aquele mesmo das manipulações das pesquisas de intenção de voto para presidente) realizou pesquisa que demonstra que para 37% dos entrevistados, Dilma será a que "mais defenderá os pobres", enquanto só 21% veem esse atributo em Serra. Porém, quando a pergunta é "quem defenderá os mais ricos", o tucano lidera com 45%. Somente 15% acham que Dilma defenderia os ricos.

Conclusão:
Serra é o candidato dos magnatas, da minoria, de FHC.
Dilma é a candidata do povão, da maioria, do Lula.

A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 20 e 21 de maio, com 2.660 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:44 31/05/2010, de Curitiba, PR


Tucano se faz ou é biruta mesmo!
O candidato demotucano José Serra já foi comparado a uma biruta de aeroporto por ficar mudando de opinião a toda hora de acordo com o vento.

Um dia ela acorda FHC, no outro é Lula no terceiro encarna o reacionário Carlos Lacerda e por aí vai em sua louca tentativa de enganar a Deus e ao povo.

Agora ele se faz de biruta e critica o setor elétrico, dizendo que o governo Lula não faz nada e que a maior parte da matriz energética é suja.

Dias atrás estavam lá o PiG, os demotucanos e alguns ambientalistas carcando o pau no Governo Lula por conta da construção da hidroelétrica de Belo Monte. Até onde se sabe energia de hidroelétrica é muito mais limpa que outras fontes.

Até parece que ele se esquece que foi no governo demotucano de FHC e de seu "super-ministro" José Serra (planejamento e saúde) que se apelou para construção e uso de termoelétricas movidas a gás e carvão. Eles sujaram a matriz energética brasileira e agora fazem de conta que não sabem de nada.

Serra é assim mesmo. Quando não tem o que falar, joga qualquer coisa no ventilador para desviar a atenção, levando à risca a máxima "a melhor defesa é o ataque".

Serra pode até se fazer de biruta, mas o povão não é nem biruta, nem louco, nem tonto. Todo mundo ainda se lembra do Apagão de 2001 na época do "competentíssimo" governo demotucano FHC-Serra.

Agora é só experar por um caderno na Folha, um encarte na Veja ou uma reportagem especial no Globo provando que Serra está certo.

O Luís Nassif tem razão. Está ficando cansativo esse desespero previsível dos demotucanos e de seu PiG.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:31 31/05/2010, de Curitiba, PR


Bolsa Família eleva em quase 50% a renda dos extremamente pobres
Por Gilberto Costa, da Agência Brasil

O benefício pago pelo Programa Bolsa Família eleva a renda da população atendida em 48,7%. O dado consta do Perfil das Famílias Beneficiadas pelo Programa Bolsa Família (PBF), análise divulgada hoje (31) pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

O estudo calcula que a média nacional da renda familiar per capita (total da renda dividido pelo número de pessoas no domicílio) sem os benefícios pagos pelo programa é de R$ 48,69. Com o aporte, essa média passa para R$ 72,42, acima da linha da extrema pobreza (miséria) calculada em R$ 70.

O programa paga benefícios variáveis conforme o tamanho da família, número de crianças e adolescentes na escola. Os valores vão de R$ 22 a R$ 200. O pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal a partir do cadastro das prefeituras municipais.

De acordo com o MDS, a renda per capita dos atendidos pelo Bolsa Família é maior nas regiões mais ricas, mas o impacto é maior nas regiões mais pobres. No Sudeste, a renda é de R$ 82,27; no Sul, a renda chega a R$ 85,07; e no Centro-Oeste, a renda fica em R$ 84,22. No Norte e no Nordeste, apesar do aporte de recursos, a média é abaixo da linha de pobreza: R$ 66,21 e R$ R$ 65,29; respectivamente.

Ainda segundo o ministério, o efeito geral do Bolsa Família foi diminuir o tamanho da população em extrema pobreza que era de 12% para um patamar de 4%. A pesquisa foi feita com base nos dados de setembro de 2009.

Cerca de 49 milhões de pessoas formam as famílias beneficiadas pelo programa, a maior parte dessas pessoas (56,17%) tem até 17 anos.

A pesquisa sobre o perfil das famílias beneficiadas ainda revela que 70% dos beneficiados vivem em área urbana, em domicílios que declaram ser próprio (61,6%), sobretudo em casas (92,6%). Nos últimos anos, esses domicílios melhoraram de condição física. De 2005 para 2009 caiu o número de residências que não tinham tratamento de água, luz, esgoto e coleta de lixo.

Atualmente nove de cada dez domicílios contam com coleta de lixo; 67,8% têm escoamento sanitário e 83,9% têm abastecimento de água por rede pública. De acordo com a secretária nacional de Renda e Cidadania, Lúcia Modesto, apesar da diversidade regional e da condição da pobreza em vários lugares, a desassistência desses serviços ainda é parecida em vários estados.

Segundo a secretária, nos últimos anos, cerca de 4 milhões de famílias deixaram de ser atendidas pelo PBF, 80% delas porque tiveram a renda elevada; o que demonstra, segundo Lúcia Modesto, que o programa “tem porta de saída”.

De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, até o final do ano, o Bolsa Família quer atender 12,9 milhões de famílias. Atualmente atende 12,4 milhões. O crescimento do programa irá permitir a inclusão de 48 mil famílias de moradores de rua, ribeirinhos, indígenas e de bolsões de pobreza ainda não inscritos no programa.
Enviada por TIE-Brasil, às 21:16 31/05/2010, de Internet


Total solidariedade aos Palestinos
O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – Cebrapaz - vem a público condenar de forma veemente o vil ataque militar israelense contra a “Frota da Liberdade”, missão pacífica e humanitária que viajava à Faixa de Gaza para entregar alimentos e remédios à população do território bloqueado por Israel. Durante o ataque foram assassinadas 19 pessoas de diferentes nacionalidades e mais de 60 ficaram feridas.

Tal crime de lesa-humanidade cometido pelo governo de Israel demonstra mais uma vez sua natureza agressiva e terrorista. Israel não só nega o direito do povo palestino a ter seu estado independente, como usa a força mi litar para impedir qualquer ajuda humanitária a este martirizado povo, vítima de ocupação e ataques, como ocorreu entre fins de dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

O Cebrapaz manifesta sua indignação, sua revolta e repúdio a este ato terrorista perpetrado contra militantes desarmados e indefesos, bem como a solidariedade ao povo palestino em sua legítima luta pela criação de um Estado livre e independente com as fronteiras estabelecidas em 1967 e Jerusalém Oriental como sua capital.

A ignominiosa agressão ocorreu em águas internacionais, constituindo, portanto, crime de dimensão internacional. É necessário dizer que as agressões do Estado israelense contra o povo palestino têm contado com o apoio e a tolerância dos Estados Unidos.

O Cebrapaz soma-se ao Conselho Mundial da Paz no chamamento a todas as forças amantes da paz para que denunciemos amplamente mais este crime, que não pode ficar impune.

Viva o povo palestino!
Fora Israel das terras ocupadas palestinas!
Libertação imediata dos ativistas e dos navios e da sua carga humanitária!

São Paulo, 31 de maio de 2010.

CEBRAPAZ
Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz
Sede Nacional: Rua Rego Freitas, 148, conjunto 24 - República
CEP 01220-010 - São Paulo - Brasil
TEL. (11)3223-3469
www.cebrapaz.org.br
Enviada por Cebrapaz, às 21:03 31/05/2010, de São paulo, SP


Imoralidade: prefeito de Curitiba vai ganhar R$ 26,7 mil
Em tempos de denúncias de corrupção em instituições públicas do Paraná, o que todos esperam é que fatos como esse sirvam de lição para um recomeço diferente

Porém, não é esse o exemplo que vem sendo dados por alguns políticos da municipalidade curitibana.

A maioria dos vereadores de Curitiba aprovou, dia 24, o projeto de lei que reajusta o já elevado salário do prefeito da cidade de R$ 19.115,19 para R$ 26,7 mil.

Leia mais clicando aqui
Enviada por Sismuc, às 17:57 31/05/2010, de Curitiba, PR


RJ voltará a lançar navios ao mar.
O primeiro leva o nome de Celso Furtado
Está confirmado: daqui no dia 24 de junho o Rio de Janeiro retorma o que já foi uma de suas grandes vocações industriais e lança ao mar o “Celso Furtado”, um navio de transporte de derivadosde petróleo, com capacidade para 48,3 mil toneladas de carga e 182 metros de comprimento.

É o primeiro navio encomendado aos estaleiros fluminenses pela Petrobras desde – pasmem! – 1997. O Estado do Rio, maior e mais tradicional polo naval do país,depois de um longo “inverno” de treze anos tem agora 16 navios encomendados pela Transpetro, com R$ 2,2 bilhões em investimentos, que é parte dos investiemntos destinados á exploração do pré-sal.O programa vai criar pelo menos 50 mil empregos no Estado, sendo 10 mil diretos e 40 mil indiretos.

Clique aqui para ler mais sobre o assunto.
Enviada por TIE-Brasil, às 17:28 31/05/2010, de Internet


A Terceirização do Trabalho e Precarização da Vida
O paranaense Adjário Ferreira Silva, de 40 anos, começou a trabalhar como pedreiro antes de completar a maioridade. No início da década de 1980, mudou-se para São Paulo e aprendeu a função de armador de vigas, atividade que executa de segunda a sábado em um empreendimento residencial em São Bernardo do Campo, na região do Grande ABC. Apesar de a responsabilidade da obra ser da construtora Sinco, o vínculo profissional é com a empreiteira RLJ.

A terceirização ganhou força nos últimos 20 anos como alternativa para redução de custos e já envolve todos os ramos de atividade sob a justificativa de que moderniza a gestão. No entanto, esse é um recurso ao qual as empresas deveriam recorrer apenas para suprir a necessidade de um serviço especializado durante um breve período, as chamadas atividades-meio. Só que as construtoras, cuja atividade-fim é erguer imóveis, não hesitam em contratar mão de obra terceirizada para fazê-lo.

Segundo Clayton Rodrigues, gerente da obra onde Adjário trabalha, o principal problema do mercado é a falta de qualificação dos profissionais. "Realmente passamos para terceiros alguns serviços específicos, como colocação de gesso e de alumínio. Mas o que dá para fazer com funcionários próprios nós fazemos. Falta mão de obra qualificada, e por isso precisamos contar com as empreiteiras."

Conforme aponta estudo realizado pelo economista e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, o segmento de trabalhadores terceirizados foi o que mais cresceu no Brasil entre 1995 e 2005, ocupando 8,9 milhões de pessoas. Uma das explicações para esse avanço é a baixa remuneração. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a média salarial paga aos contratados por meio da terceirização corresponde a um terço do que recebem os contratados diretamente pelas empresas. De acordo com Rodrigues, no empreendimento de São Bernardo, dos 250 funcionários, 70% são terceirizados.

"Antes de as empresas terceiras começarem a prestar serviço, visitamos uma obra, verificamos se registram os trabalhadores, se pagam INSS, se batem cartão de ponto, quanto tempo têm no mercado. Não buscamos o menor, e sim o melhor preço."

Mas o critério apontado pela construtora Sinco é uma exceção, conforme Claudeonor Neves da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bernardo do Campo e Diadema (Sintracom). Ele diz que a falta de regulamentação e de definição sobre quais são as atividades-meio e as atividades-fim permite situações calamitosas.

"As construtoras conseguem o dinheiro público para executar uma obra, mas é a terceirizada quem toca o projeto e contrata os trabalhadores, muitas vezes sem respeitar a convenção coletiva da categoria, sem efetuar o registro em carteira e sem oferecer condições mínimas de trabalho", afirma Claudeonor. Um exemplo dessa realidade está localizado a menos de um quilômetro da obra da Sinco. Durante os nove meses em que o pedreiro Pedro da Silva Filho, de 24 anos, trabalhou para a empreiteira Eidy, que constrói duas torres de 19 andares no bairro Ferrazópolis para a construtura Plano e Plano, ele enfrentou atraso de salário e de cesta básica. No último dia 3 de março, ao lado de outras 120 pessoas, foi dispensado.

"Enquanto não houver uma legislação que determine a responsabilidade solidária, que delegue à empresa tomadora de serviço o ônus de arcar com os custos trabalhistas e uma fiscalização austera, a solução do caso ficará nas mãos da Justiça", protesta o presidente do Sintracom. No caso da Eidy, a dívida ultrapassa os R$ 400 mil.

Contudo, a precarização não é exclusividade da construção civil, muito menos do setor privado. A única proteção legal dos trabalhadores terceirizados é a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ainda assim, o documento permite a terceirização de serviços de vigilância, conservação e limpeza, desde que não sejam atividade-meio da empresa tomadora de serviço. A definição acaba provocando sérios problemas em diversos Estados.

No Espírito Santo, cerca de 450 funcionários públicos do setor de limpeza da Prefeitura de Vitória aguardam há dois anos o pagamento pelos serviços prestados à Promentec. Lamentavelmente, uma situação que já conhecem bem. "O mesmo já havia ocorrido com a Serves. Os servidores trabalharam dois anos, a empresa faliu, e eles tiveram de entrar com uma ação na Justiça. Para resolver a situação, o prefeito João Coser (PT) fez um acordo e pagou 80% da dívida. Aí entrou a Promentec e aconteceu o mesmo. O pior é que isso ocorre em quase todos os contratos do Estado", denuncia José Paulino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Asseio, Conservação e Limpeza do Espírito Santo (Sindilimpe). Para resolver esse dilema, Lucilene Binsfeld, a Tudi, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços, defende a alteração da Lei nº 8.666 de 1993. A legislação estabelece as normas sobre licitações, definindo que o menor preço não seja o único critério para a contratação. "Nos editais devem existir outras exigências, como idoneidade da empresa e se essa possui capital social para garantir todos os direitos trabalhistas", opina.

Prejuízo social e financeiro

A secretária de relações do trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e uma das organizadoras do livro Terceirização no Brasil - Do Discurso da Inovação à Precarização do Trabalho, Denise Motta Dau, ressalta que a tentativa das empresas privadas e do Estado de aumentar a receita diminuindo os gastos com os funcionários custa caro para a sociedade. "A falta de treinamento e de vínculo direto dos terceirizados com a empresa gera um prejuízo financeiro e social por conta da baixa qualidade dos serviços prestados e das mutilações e mortes de pessoas que não são preparadas para executar as atividades. A irresponsabilidade da terceirização provoca custos para o SUS (Sistema Único de Saúde) e para a seguridade social", explica.

O Congresso possui três projetos de lei relativos à terceirização. Dois deles, o PL 4.302/1998, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e o 4.330/2004, do deputado federal Sandro Mabel (PR-GO), jogam a favor da precarização e têm como objetivo permitir a terceirização irrestrita. Já o 1.621/2007, construído a partir de uma parceria entre a CUT e o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, proíbe a terceirização de atividades-fim.

Em 2009, um acordo entre as centrais sindicais e o Ministério do Trabalho e Emprego resultou em um outro PL, que obriga as empresas a comunicar com antecedência de 120 dias os motivos, serviços e atividades que pretendem delegar a terceiros, além de apontá-los como solidariamente responsáveis pelas obrigações trabalhistas dos terceirizados. A proposta aguarda encaminhamento na Casa Civil.

Porém, para Denise, a luta não deve ficar apenas no ambiente parlamentar. "Nas campanhas salariais de 2010, os sindicatos devem incluir nos acordos coletivos cláusulas de combate à terceirização. Isso representaria um avanço e criaríamos uma conjuntura favorável à aprovação dessa bandeira da classe trabalhadora."
Enviada por Sindicacau, às 16:50 31/05/2010, de Ilhéus, BA


Periferia de Curitiba sente boom de trabalho.
Ou o que está acontecendo com o Estadão?
O que se passa no Estadão?

Veja essa matéria que o conservador jornal de São Paulo publicou, para desespero da demotucanada que tinha Curitiba como seu porto seguro, sua fiel eleitora:

Até eleitores que não votaram em Lula aprovam gestão e tendem a escolher Dilma

- O Estado de S.Paulo

Há 18 anos, quando começou a se formar, o bairro Sítio Cercado fazia jus ao nome, com seu aspecto rural. Hoje com 180 mil moradores, é o bairro mais populoso da periferia de Curitiba. Seu comércio acanhado contrastando com a vasta população revela sua natureza de cidade-dormitório, cuja mão de obra se emprega nas áreas centrais da cidade e nas indústrias da Grande Curitiba. A classe trabalhadora de Sítio Cercado vive intensamente o dinamismo da geração de empregos. Num frio fim de tarde de quarta-feira, cinco moradores se reuniram na rádio comunitária do bairro para conversar com o Estado.

O motorista José Aparecido da Silva, de 39 anos, era empregado de um supermercado até dezembro. “Saí porque o serviço era muito puxado, trabalhava sábado, domingo e feriado e o salário era baixo: R$ 700.” Agora, ele presta serviços para uma empresa que transporta passageiros em vans para São Paulo, onde fazem compras na Rua 25 de Março. Aparecido sai às 6 horas e volta às 6 do dia seguinte. Por cada viagem, ganha R$ 150. Tira R$ 1.000 por mês. “Trabalho menos e ganho mais.”

Sua mulher, uma cabeleireira de 45 anos, também deixou há 6 anos um emprego para abrir o próprio negócio. “Ela trabalhava num salão de gente rica no centro e agora atende a gente pobre aqui”, descreve Aparecido. Seu salário era de R$ 1.000. Agora ela tira R$ 1.500 por mês. Ambos estão pensando em formalizar-se pelo programa Pequeno Empreendedor, do governo federal, passando a pagar INSS. “Na minha opinião, melhorou a situação do Brasil”, opina Aparecido. “No feriadão as estradas estão lotadas de carros e a rodoviária está cheia. Se estão viajando, é porque está sobrando dinheiro.”

Há oito meses, o radialista e eletricista Jânio Silva, de 50 anos, comprou o seu primeiro carro, um Fusca 74, por R$ 2.500. “Acho que nos últimos anos as coisas têm melhorado”, diz Jânio, que apresenta um programa de música sertaneja gaúcha na rádio comunitária, e faz bico de eletricista. “Está tendo bastante emprego, às vezes as pessoas é que não estão capacitadas.”

É o caso de Adalberto Difert, que não pôde participar de um concurso de agente de saúde do bairro porque não tinha o primeiro grau completo. Aos 55 anos, ele voltou a estudar em fevereiro. Entrou no equivalente à 5.ª série e agora está na 6.ª. “Este ano termino o primeiro grau”, anima-se. “Tive de me emendar depois da meia idade. Comecei a sonhar de novo.”

Depois de ter trabalhado como auxiliar de escritório, frentista de posto de gasolina e porteiro, Adalberto tornou-se em 1989 sacoleiro de cigarros do Paraguai. Dez anos mais tarde, quebrou, com a desvalorização do real. Desde então, vive de bico, e tira de R$ 500 a R$ 600 por mês pintando portões e casas. Sua mulher, viúva, complementa a renda com uma pensão de R$ 600. O sonho de Adalberto, mesmo, é voltar a ser porteiro.

Diabético e com perda parcial da visão, Armando Ferreira, de 49 anos, está há 3 afastado do trabalho de motorista de ônibus urbano, e recebe um benefício de R$ 1.300, equivalente a 70% de seu salário. Ele se queixa do serviço público de saúde. Sua mulher, de 48 anos, que trabalhava como servente numa creche, também se afastou há 2 anos, por causa de um transtorno psíquico, e recebe R$ 510. Ambos lutam para serem definitivamente aposentados, mas não conseguem. Para garantir o benefício, eles têm de voltar periodicamente ao médico para perícia. Às vezes não conseguem marcar consulta a tempo, e ficam até cinco meses sem receber o dinheiro.

Apesar desses problemas, sua avaliação do governo é “positiva”. Graças às facilidades de crédito, Armando conseguiu trocar seu Escort 87 por um Clio 2008, em 60 prestações de R$ 700. “Hoje tenho computador e internet em casa, a R$ 35 por mês.” Ele diz que votou em Lula em todas as eleições e não se arrependeu. “Só na área da saúde é que estão tapando muito o sol com a peneira.” Por isso, pensa em votar em José Serra, ex-ministro da Saúde: “Na área de saúde ele até que foi bom, introduziu os genéricos. E Lula deixou muito a desejar.”

“Lula se imortalizou, caiu nas graças do povo com o Bolsa-Família”, elogia Adalberto. “Ele fez o pobre comer picanha. Depois de Getúlio Vargas, ele foi “o cara”.” O pintor sentencia: “Em time que está ganhando não se mexe. Se Lula já plantou a mulher e o partido votou, você não vai arriscar a entregar para um partido que vendeu o País”, completa, referindo-se à privatização sob o governo do PSDB.

Aparecido lembra que FHC teve o mérito de implementar o Plano Real. “Isso ninguém tira dele.” Mas sempre votou em Lula. “Agora acho que a gente tem de manter o que está aí, que é a Dilma.”

(*) Os trechos grafados em Bold são destaques desta redação
Enviada por Almir Américo, às 19:57 30/05/2010, de São Paulo, SP


O trator Serra e as marcas no PSDB
Do Blog do Luis Nassif

O fator Serra e as marcas no PSDB

As obviedades dessa campanha são de cansar.

Serra dá o tiro na Bolívia. Aí a Veja aparece com a matéria prontinha, mostrando o perigo boliviano. Daqui a pouco vão ressuscitar os 200 mil guerrilheiros das FARCs que invadirão o Brasil pelo mar.

Agora, o Ruy Fabiano – contratado pela campanha de Serra – levanta a bola na coluna do Noblat, dizendo que graças à falta de ação do Itamarati, esse será uma das peças da campanha.

Onde esse pessoal está com a cabeça? Criaram um mundo circular em que meia dúzia de neocons falam para eles próprios sem se dar conta do entorno. É um autismo assustador. Montam toda uma encenação, articulam aqui e ali, Serra solta o rompante, a Veja repica a matéria, o Fabiano autoelogia o brilhantismo da estratégia do próprio grupo, todos rodopiando no meio do salão escuro, como nas velhas conspirações político-midiáticas, julgando que ninguém está acompanhando o bailado.

E a Internet inteira olhando aquele bailado louco e se indagando: o que deu neles? Montam toda uma encenação, supondo-a esperta, para um tema que só encontra ressonância em eleitores de ultradireita e nos órfãos de Sierra Maestra.

Cada vez que acompanho discussões sobre Cuba, Venezuela, Bolívia, guerra fria, aliás, dá um desânimo danado. São temas não apenas distantes da vida comum, do dia a dia real das pessoas, como da própria realidade política atual do país. É restrito a um mundico de nada na Internet, apenas isso. A importância desse tema é assegurar, no longo prazo, a consolidação de uma integração comercial e física da América Latina, algo que vai muito além das discussões de campanha.

Pode-se criticar pontualmente o Itamarati por uma ou outra atitude – quando, por exemplo, houve a expropriação de empresas brasileiras na Bolívia. Ou pela demora em se avançar na integração continental. Ou pode-se elogiar, sustentando que essa política cautelosa foi importante para garantir a estabilidade política da região, ameaçada pelos arroubos de Chávez e pela inexperiência de Morales.

Mas são discussões específicas, longe de configurar uma doutrina capaz de sensibilizar eleitores.

Em relação ao Mercosul, Serra repete os mesmos discursos dos anos 90, quando questionou o acordo automotivo com a Argentina. Em relação à Bolívia, retrocede ao período da Guerra Fria. Não conseguiu avançar uma análise minimamente diferenciada. É como se tivesse hibernado por 15 anos das discussões nacionais e acordado de repente.

E tudo para garantir o factóide da próxima semana, a próxima chamada de capa de Veja.

Não há a menor preocupação em definir um conjunto articulado de ideias e conceitos. É o que em jornalismo se chama de “o mancheteiro”, o sujeito capaz de extrair um slogan de uma matéria mas incapaz de escrever o artigo de fundo.

O resultado é patético.

Junto à centro-esquerda tornou-se uma caricatura. Quando cruzo com algum antigo militante do PSDB de Montoro e Covas, recebo olhares irônicos, tipo «em que fomos nos meter». Junto aos neocons, sempre será apenas um oportunista que quer embarcar na onda sem nunca ter pertencido ao grupo.

O resultado de tudo isso é o suicídio político de Serra. Terminada a aventura das eleições, haverá uma reconstrução da oposição. E, hoje em dia, sobram dúvidas sobre a viabilidade do PSDB de continuar comandando as oposições. As loucuras desse estilo neocon desvairado, a truculência nos ataques a adversários e a aliados, o uso de jornalistas cúmplices para atacar colegas, não apenas comprometeram a eleição de Serra, mas a própria viabilidade do PSDB como líder da nova oposição.

Será um duro trabalho de reconstrução da imagem do partido.
Enviada por TIE-Brasil, às 12:28 30/05/2010, de Internet


Mais sobre a nova direita, nem tão nova assim
O que significam as palavras da vice-procuradora da República, Sandra Cureau, afirmando que, devido à quantidade de irregularidades, "a candidatura Dilma Rousseff caminha para ter problema já no registro e, se eleita, já na diplomação”?

O palpite togado de um golpe improvável

Por Gilson Caroni Filho, na Carta Maior

A temperatura da disputa política, agitada com os recentes programas partidários, traz ao primeiro plano uma movimentação que, dependendo dos desdobramentos, pode ser ridícula ou inquietante: a nova direita, tal como a antiga, parece o homem que, acordado, age como se dormisse, transformando em atos os fragmentos de um longo e agitado sonho no qual ele ainda é o principal ator, com poderes para interromper qualquer possibilidade de avanço institucional.

O sonho-delírio do bloco neoudenista insiste em não aceitar a disputa democrática, reitera a disposição em deixar irresolvidos conflitos fundamentais, antecipando o fracasso de qualquer debate político. Seu ordenamento legal não se propõe a garantir o mesmo direito a todos, ampliando o Judiciário e racionalizando as leis. Deseja uma democracia que só existe no papel, com instituições meramente ornamentais que dão um tom barroco às estruturas de mando.

Inconformada com a derrota que se anuncia em pesquisas de intenção de voto, a classe dominante se esmera em repetir ações que um dia lograram êxito. Tornam-se cada vez mais frequentes as ações combinadas de articulistas de direita e membros do Judiciário. Acreditando que a história permite repetições grotescas, multiplicam-se editoriais, artigos, entrevistas com vice-procuradoras e ministros do TSE que acreditam estar criando condições superestruturais para um golpe contra a candidatura de Dilma Rousseff. Se ainda podemos encontrar pouquíssimos comentários políticos de diferentes matizes, é inegável a homogeneidade discursiva dos “especialistas” em jornalismo panfletário. E eles se repetem à exaustão.

No entanto, o erro de cálculo pode ser surpreendente. Confundir desejo com realidade tem um preço alto quando se pensa em estratégia política. Ao contrário de 1964, não faltam às forças do bloco democrático-popular, o único capaz de impedir de retrocessos, organização e direção. Os movimentos sociais, e esse não é um pequeno detalhe, não mais se organizam a partir do Estado, como meros copartícipes de governos fracos e ambíguos. Estruturados no vigor das bases, acumulando massa crítica desde o regime militar, os segmentos organizados contam, hoje, com experiências suficientemente amadurecidas para deslegitimar ações e intenções golpistas junto a expressivos setores da opinião pública.

Rompendo as alternativas colocadas pelas elites patrimonialistas que apoiam José Serra, as forças progressistas dispõem de plataforma política para não permitir que a democracia brasileira venha a submergir no pseudolegalismo que se afigura em redações e tribunais.

Nesse sentido, o que significam as palavras da vice-procuradora da República, Sandra Cureau, afirmando que, devido à quantidade de irregularidades, “a candidatura Dilma Rousseff caminha para ter problema já no registro e, se eleita, já na diplomação”? Nada mais que identidade doutrinário-ideológica com o que há de mais reacionário no espectro político brasileiro. Inexiste no palpite da doutora Sandra um pensamento jurídico que se comprometa com os anseios democráticos da sociedade brasileira.

Nem que fosse por mera hipótese exploratória, seria interessante que o Judiciário se pronunciasse sobre o conteúdo da informação televisiva, em especial a que é produzida pela TV Globo. Quando uma emissora monopolística, operando por meio de concessão pública, editorializa seu noticiário e direciona a cobertura para favorecer o candidato do PSDB, o que podemos vislumbrar? Desrespeito a uma obrigação constitucional? Abuso de poder político e econômico? Ou um exemplar exercício de “liberdade de imprensa”?

São questões candentes quando, antes de qualquer coisa, o custo da judicialização da vida pública partidariza algumas magistraturas. Sem se deixar intimidar com as pressões togadas, a democracia só avança através de pactos que permitam abrir a sociedade às reivindicações e participação social de setores recém-incluídos. A candidatura de Dilma Rousseff expressa essa possibilidade. Do lado oposto, sob pareceres e editoriais que se confundem tanto no estilo quanto no conteúdo, reside a quimera de um golpismo cada vez menos provável.
Enviada por TIE-Brasil, às 12:21 30/05/2010, de Internet


A nova direita!
Será tão nova assim?
Três eventos distintos, separados em períodos esparsos, definiram nos últimos meses o arrazoado doutrinário e os modos da nova direita brasileira, remodelada em forma e conteúdo, mas não nas intenções, como era de se esperar. Aterrissaram em sua pista dourada intelectuais do calibre de Fernando Gabeira, Ferreira Gullar, Nelson Motta e Arnaldo Jabor, grupo ao qual se agregou, para estupefação do humor, o humorista Marcelo Madureira, do abismal Casseta & Planeta. Essa nova direita, cheia de cristãos novos e comunistas arrependidos tem no DNA um instinto de sobrevivência mais pragmático, gestado nos verdadeiros interesses em jogo, não mais na espuma do gosto popular. Não por outra razão, se ancora menos na ação parlamentar e mais na mídia, onde mantém brigadas de colunistas, e onde também atua, nas redações, de cima para baixo, de modo a estabelecer um padrão único de abordagem sobre os temas que lhe dizem respeito: dinheiro, liberdade irrestrita de negócios, dominação de classe, individualismo, acúmulo de riqueza e concentração fundiária.

Os três eventos aos quais me refiro causaram um razoável revertério na estratégia de comunicação social bolada por esse grupo neoconservador tupiniquim montado na rabeira da história dos neocons americanos. Senão, vejamos:

A surpreendente confissão de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ)

“A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.”

Judith, autora da fala acima, primeira mulher a assumir a presidência da ANJ, é diretora-superintendente do Grupo Folha da Manhã, responsável pela publicação do diário “Folha de S.Paulo”. Disse o que disse porque, como chefe da entidade, tinha como certo de que não haveria outra interpretação, senão à dos editoriais dos jornais que representa, todos favoráveis ao papel da imprensa anunciado por ela. Em suma, Judith Brito, embora não seja jornalista, representa bem um dos piores vícios da categoria, sobretudo no que diz respeito à cobertura política: falar exclusivamente para si e para os seus pares de ofício, prisioneira em um círculo de giz no qual repórteres escrevem para outros repórteres, certos de que uns irão repercutir os outros, escravos de uma fantasia jornalística alheia à realidade do mundo digital que está no cerne, por exemplo, da decadência e no descrédito dos jornais impressos – não por acaso, fonte do poder e da autoridade de Judith Brito.

O acordo nuclear com o Irã, capitaneado por Luiz Inácio Lula da Silva e pelo primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

O sucesso da diplomacia brasileira nesse episódio criou um paradigma de atuação profissional do Itamaraty até então considerado impossível. De forma pacífica e disciplinada, a operação que resultou no acordo foi conduzida com extrema leveza, a caminhar sobre os ovos de aves agourentas distintas que se odeiam desde as primeiras luzes. Incorporou à biografia de Lula essa aura dos que lutam pela paz, requisito fundamental para a seleção dos premiados do Prêmio Nobel da Paz. Mas, antes que isso aconteça, a mídia brasileira vai finalmente descobrir que o milionário Alfred Nobel inventou a dinamite.

O resultado concretamente político dessa ação no Oriente Médio, apesar da bem sucedida pressão da extrema-direita americana sobre Barack Obama a favor de sanções contra o Irã, foi a desconstrução do discurso conservador da diplomacia brasileira, todo ele montado sobre as teses de alinhamento automático aos Estados Unidos, reação acrítica de atos de barbárie cometidos por Estados ocidentais e a submissão pura e simples às regras financeiras ditadas pelas nações ricas. Nesse aspecto, a história do chanceler Celso Amorim será extremamente mais relevante do que a de seus antecessores, torcedores vibrantes pelo fracasso do ministro com ampla visibilidade nas matérias e programas de entrevista da velha mídia nacional. Entre eles, Celso Lafer, o ministro das Relações Exteriores de FHC que acatou a ordem de tirar os sapatos no aeroporto de Washington, em 2002, para entrar nos EUA. Agora, Lafer acusa Lula de ter montado um palanque eleitoral no Itamaraty e encabeça a turma de ressentidos com a nova imagem do órgão, incomodado com a natural comparação entre tempos tão próximos. A ele se juntaram os diplomatas Sérgio Amaral, ex-porta-voz de FHC, e Rubens Barbosa, embaixador nos Estados Unidos à época em que Lafer se entregou à cerimônia do lava-pés da alfândega americana.

Também perfilado com eles está Luiz Felipe Lampreia, que odiava, com razão, ser chamado de “Lampréia”, nome de uma enguia sugadora com boca de ventosa. Isso significa que o ex-chanceler de Fernando Henrique deve estar também irritado com a reforma ortográfica, já que “lampréia” virou “lampreia” mesmo. Além de secar a gestão de Amorim, Lampreia se apresenta como “um dos 100 melhores palestrantes do Brasil” no site “palestrantes.org”. Justiça seja feita, trata-se de uma lista plural e, aparentemente, preparada a partir de parâmetros profissionais estabelecidos pelo site.

Interessante, contudo, é descobrir que Lampreia se apresenta, entre outros títulos, como membro dos conselhos consultivos de multinacionais e firmas de interesse ostensivamente americanos como Coca-Cola, Unilever, Council on Foreign Relations de Nova York, Inter-American Dialogue de Washington, e Kissinger MC Larty Associates, escritório de consultoria política montado pelo ex-secretário de Estado Henry Kissinger, primeiro chefe da comissão de investigação sobre os atentados de 11 de setembro de 2001, nomeado por George W. Bush. O outro sócio, Mack MacLarty, foi chefe-de-gabinete de Bill Clinton, na Casa Branca. A banca de Kissinger e MacLarty é filiada ao Council of the Americas, uma agremiação de defesa da livre iniciativa intimamente ligada ao movimento neoliberal e neoconservador que tanto sucesso ainda faz entre tucanos e os liberais do DEM.

Fica fácil, portanto, de entender a birra de Lampreia com a política sul-sul, independente dos EUA, encabeçada por Celso Amorim. Da mesma maneira que ficou fácil entender por que, com Amorim, passamos a nos apresentar ao mundo de cabeça erguida, apesar de manchetes em contrário.

A adequação do Bolsa Família ao discurso da oposição e o refortalecimento do Estado

O PSDB apelidou o Bolsa Família de “bolsa esmola” por duas razões. A primeira, por vingança, porque “bolsa esmola” era justamente o apelido dado pelo PT ao programa “Bolsa Escola”, do governo Fernando Henrique Cardoso, que dava 15 reais por filho matriculado na escola, no limite de três por família. Atingiu, entre 2001 e 2003, cerca de cinco milhões de famílias. Era, de fato, uma merreca. A partir de 2003, o Bolsa Escola foi incorporado ao Bolsa Família, assim como outros programas assistenciais da confusa burocracia tucano-pefelista. Desde então, virou um programa de transferência de renda centralizado no Ministério do Desenvolvimento Social, condicionado à freqüência escolar e ao cuidado com a vacinação de crianças e adolescentes. Os pagamentos variam de 22 reais a 200 reais e beneficiam perto de 13 milhões de família, ou um quarto de todas as famílias brasileiras. Daí, a segunda razão do apelido: despeito.

O potencial eleitoral do Bolsa Família está intrinsecamente ligado ao poder de transferência do prestígio e da popularidade de Lula à candidata do PT, Dilma Rousseff. A oposição percebeu isso muito cedo, mas nada pôde fazer. Simplesmente, não combina com a doutrina neoliberal a intervenção do Estado de forma tão ostensiva no combate à pobreza e à miséria. Além disso, o movimento tectônico de classes sociais provocado pelas intervenções estatais na economia incomoda em demasia o establishment, trazendo para a classe média uma população até então tratada como escória pela mesmíssima classe média. Sem falar nessa história de pobre andar de avião e comprar geladeira.

De uma hora para outra, as críticas ao Bolsa Família sumiram. O emblema dessa nova postura da oposição foi a reação nervosa do candidato tucano José Serra à pergunta, feita por um repórter da TV Brasil, sobre o futuro do Bolsa Família em um eventual governo do PSDB. Desconfortável, Serra não consegue responder a essa pergunta de forma direta e convincente. Jamais vai conseguir. Confrontado, apela para o despiste, assume um comportamento rude com os repórteres e passa a responder fazendo perguntas, um expediente tão primário quanto constrangedor. Infelizmente, às vezes dá resultado: a presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, Teresa Cruvinel, pediu desculpas (!) a Serra pela pergunta e prometeu um manual para cobertura das eleições. Eu pergunto, então, duas coisas:

1) Será vedado aos repórteres da EBC (TV Brasil, Agência Brasil e Rádio Nacional) perguntar ao candidatos sobre o Bolsa Família? Sob que argumento?

2) O que fazer com o Manual de Jornalismo da Radiobrás (atual EBC) lançado, em 12 de julho de 2006, pelo então presidente da empresa, Eugênio Bucci? Trata-se de um livro de 245 páginas construído em dois anos de trabalho com a participação de dezenas de grupos temáticos compostos por todos os funcionários da estatal. Esse manual perdeu a validade? E o protocolo de conduta da Radiobrás para eleições que ficava disponível na página da empresa na internet? Onde está?

E eu, ingênuo, pensei que José Serra é que devia desculpas ao repórter da EBC.
Enviada por Paulo R. F. Andrade, às 12:19 30/05/2010, de Internet


O cara já começa a apelar
Depois de tentar se passar por Lulista para enganar o povão, agora o candidato demotucano tenta se passar por George W. Bush dos tristes trópicos para agradar as vivandadeiras dos quartéis(*).

Só que ele escolhe um alvo equivocado.

Se ele é tão macho assim, porque fica provocando um país irmão com o qual seu próprio governo fechou um acordo estranho sobre fornecimento de gás???

Os ataques do candidato demotucano à Bolívia só mostram o total despreparo, destempero e falta de propostas e, principlamente, falta do que dizer.

Realmente ele está mais para Bush...

Seria por isso que nem os grão-tucanos Aécio e Jereissatti querem ser seu vice?

Ninguém quer ser vice de Serra. Só a Kátia Abreu, a musa do atraso ruralista.

(*) Era assim como os milicos chamavam os civis e jornalistas que viviam a lhes beijar os coturnos e lhes implorar por um golpe militar ou proteção eterna...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 00:11 30/05/2010, de Curitiba, PR


Tema para debate:
Plataforma política para a agricultura brasileira
As transformações do mundo nas últimas décadas fizeram com que o centro de acumulação do capital fosse para a esfera financeira e para as corporações transnacionais. Isso trouxe graves consequências e promoveu um enfrentamento crescente entre dois modelos de produção na agricultura. O modelo dos capitalistas é uma aliança entre grandes proprietários de terras, empresas transnacionais e sistema financeiro. As empresas fornecem insumos, compram os produtos, controlam o mercado e fixam preços dos produtos agrícolas.

Os grandes proprietários (cerca de apenas 40 mil, que possuem mais de mil hectares) entram com a terra, destruindo a biodiversidade e superexplorando os trabalhadores, para repartir a taxa de lucro da agricultura das empresas. Esse modelo foi autodenominado de agronegócio. Adota a monocultura, para ampliar a escala de produção, com o uso intensivo de venenos e maquinaria pesada. O agronegócio ainda aumenta a concentração da terra. O Censo de 2006 aponta que a concentração da terra é maior do que na década de 1920.

Propomos outro modelo de agricultura, que priorize a produção diversificada, máquinas agrícolas adequadas a pequenas unidades, agroindústrias cooperativadas e técnicas agroecológicas. Em vez de priorizar o lucro de grandes empresas e fazendeiros, temos que respeitar o equilíbrio do ambiente, produzir alimentos sadios, fortalecer o mercado interno, aproximando produtores e consumidores. Nossa proposta de Reforma Agrária Popular é a adoção desse modelo, e não apenas distribuir lotes para os sem-terra.

O que está em jogo é a organização da agricultura brasileira. Não se trata apenas de uma disputa da agricultura familiar e dos sem terras contra o latifúndio e o agronegócio. Esperamos que a sociedade compreenda as diferenças desses dois modelos agrícolas. Defendemos o desenvolvimento para a população que vive no meio rural, com preservação ambiental e produção de alimentos saudáveis. O agronegócio é incapaz de garantir isso.

É preciso, nesse período eleitoral, cobrar dos candidatos posições claras. Apresentamos abaixo a plataforma para a agricultura brasileira defendida pelos movimentos da Via Campesina.

PLATAFORMA POLÍTICA PARA A AGRICULTURA BRASILEIRA

Ao povo brasileiro e às organizações populares do campo e da cidade

O atual modelo agrícola imposto ao Brasil pelas forças do capital e das grandes empresas é prejudicial aos interesses do povo. Ele transforma tudo em mercadoria: alimentos, bens da natureza (como água, terra, biodiversidade e sementes.) e se organiza com o único objetivo de aumentar o lucro das grandes empresas, das corporações transnacionais e dos bancos.

Nós precisamos urgentemente construir um novo modelo agrícola baseado na busca constante de uma sociedade mais justa e igualitária, que produza suas necessidades em equilíbrio com o meio ambiente. Por isso, fazemos algumas considerações e convidamos o povo brasileiro a refletir e decidir qual é o modelo de agricultura que quer para o nosso país.

I – A NATUREZA DO ATUAL MODELO AGRÍCOLA

O atual modelo agrícola, chamado de agronegócio, tem como principais características:

1.Organizar a produção agrícola sob controle dos grandes proprietários de terra e empresas transnacionais, que exploram os trabalhadores agrícolas e têm o domínio sobre: produção, comércio, insumos e sementes.

2.Priorizar a produção na forma de monocultivos extensivos, em grande escala, que afetam o ambiente e exige grandes quantidades venenos, que prejudicam a saúde e a qualidade dos alimentos. O Brasil consome mais de um bilhão de litros de veneno por ano, se transformando no maior consumidor mundial!

3.Organizar o monocultivo florestal, como o de eucalipto e pínus, que destroem o ambiente, a biodiversidade, estragam a terra, geram desemprego, destinando a produção para exportação, dando lucro para as transnacionais e nos deixando a degradação social e ambiental.

4.Incentivar a ampliação da área de monocultivo de cana-de-açúcar para produção de etanol, para exportação. Novamente, causando prejuízos ao ambiente, elevando o preço dos alimentos, a concentração da propriedade da terra e desnacionalizando o setor da produção do açúcar e álcool.

5.Difundir o uso das sementes transgênicas, que destroem a biodiversidade e eliminam todas as nossas sementes nativas. As sementes transgênicas não conseguem conviver com outras variedades e contaminam as demais, resultando, a médio prazo, a existência de apenas sementes controladas por empresas transnacionais. Com o controle das sementes, essas empresas cobram royalties, vendem agrotóxicos de suas próprias indústrias e pressionam governos a adotarem políticas dos seus interesses.

6.Incentivar o desmatamento da floresta amazônica e a destruição dos babaçuais, através da expansão da pecuária, soja, eucalipto e cana, e para exportação de madeira e minérios. Somos contra a lei que autoriza a exploração privada das florestas públicas.

Diante da gravidade da situação, denunciamos à sociedade brasileira:

1.O modelo do agronegócio protege a exploração do trabalho escravo, do trabalho infantil e a superexploração dos assalariados rurais, sem garantir os direitos trabalhistas e previdenciários e as mínimas condições de transporte e de vida nas fazendas. Por isso, a bancada ruralista nunca aceitou votar o projeto que penaliza fazendas com trabalho escravo, já aprovado no Senado.

2.O projeto de lei do senador Sergio Zambiasi (PTB-RS), que pretende diminuir a proibição de propriedades estrangeiras na faixa de fronteira de todo pais, regularizam as terras em situação de ilegalidade e crime de empresas estrangeiras na fronteira, como a Stora Enso e a seita Moon.

3.As obras de transposição do Rio São Francisco visa apenas beneficiar o agronegócio, o hidronegócio e a produção para exportação, e a expansão da cana, na região nordeste, e não atende as necessidades dos milhões de camponeses que vivem no Semi-Árido.

4.A crescente privatização da propriedade da água por empresas, sobretudo estrangeiras, como a Nestlé, Coca-cola e Suez, entre outras.

5.O atual modelo energético prioriza as grandes hidrelétricas, principalmente na Amazônia, e transforma a energia em mercadoria. Privatiza, destrói e polui o ambiente, aumenta cada vez mais as tarifas da energia elétrica ao povo brasileiro, privilegia os grandes consumidores eletrointensivos e entrega o controle da energia às grandes corporações multinacionais, colocando em risco a soberania nacional.

6.As tentativas de modificação no atual Código Florestal, proposto pela bancada ruralista a serviço do agronegócio, autoriza o desmatamento das áreas, buscando apenas o lucro fácil.

7.As articulações das empresas transnacionais, falsas entidades ambientalistas e alguns governos do hemisfério Norte querem transformar o meio ambiente em simples mercadoria. E introduzir títulos de créditos de carbono negociáveis nas bolsas de valores - inclusive para isentar as empresas poluidoras do Norte - e gerar oportunidades de lucro para empresas do Sul, enquanto as agressões ao meio ambiente seguem livremente pelo capital.

8.As políticas que privatizam o direito de pesca, desequilibram o meio ambiente nos rios e no mar e inviabilizam a pesca artesanal, da qual dependem milhões de brasileiros.

9.A lei recentemente aprovada que legaliza a grilagem, regularizando as áreas públicas invadidas na Amazônia até 1500 hectares por pessoa (antes era permitido legalizar apenas até 100 hectares). Somos contra o projeto de lei do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que reduz a Reserva Florestal na Amazônia em cada propriedade de 80% para 50%.

II – PROPOMOS UM NOVO PROGRAMA PARA A AGRICULTURA BRASILEIRA

Um programa que seja baseado nas seguintes diretrizes:

1.Implementar um programa agrícola e hídrico, que priorize a soberania alimentar de nosso país, estimule a produção de alimentos sadios, a diversificação da agricultura, a Reforma Agrária, como ampla democratização da propriedade da terra, a distribuição de renda produzida na agricultura e fixação da população no meio rural brasileiro.

2.Impedir a concentração da propriedade privada da terra, das florestas e da água. Fazer uma ampla distribuição das maiores fazendas, instituindo um limite de tamanho máximo da propriedade de bens da natureza.

3.Assegurar que a agricultura brasileira seja controlada pelos brasileiros e que tenha como base a produção de alimentos sadios, a organização de agroindústrias na forma cooperativas em todos os municípios do país.

4.Incentivar a produção diversificada, na forma de policultura, priorizando a produção camponesa.

5.Adotar técnicas de produção que buscam o aumento da produtividade do trabalho e da terra, respeitando o ambiente e a agroecologia. Combater progressivamente o uso de agrotóxicos, que contaminam os alimentos e a natureza.

6.Adotar a produção de celulose em pequenas unidades, sem monocultivo extensivo, buscando atender as necessidades brasileiras, em escala de agroindústrias menores.

7.Defender a “política de desmatamento zero” na Amazônia e Cerrado, preservando a riqueza e usando os recursos naturais de forma adequada e em favor do povo que lá vive. Defender o direito coletivo da exploração dos babaçuais.

8.Preservar, difundir e multiplicar as sementes nativas e melhoradas, de acordo com nosso clima e biomas, para que todos os agricultores tenham acesso.

9.Penalizar rigorosamente todas as empresas e fazendeiros que desmatam e poluem o meio ambiente.

10.Implementar as medidas propostas pela Agência Nacional de Águas (Atlas do Nordeste), que prevê obras e investimentos em cada município do Semi-Árido, que com menor custo resolveria o problema de água de todos os camponeses e população residente na região.

11.Assegurar que a água, como um bem da natureza, seja um direito de todo cidadão. Não pode ser uma mercadoria e deve ser gerenciada como um bem público, acessível a todos e todas. Defendemos um programa de preservação de nossos aquíferos, como as nascentes das três principais bacias no cerrado, o aquífero guarani e a mais recente descoberta do aquífero alter do chão, na região amazônica.

12.Implementar um novo projeto energético popular para o país, baseado na soberania energética e garantir o controle da energia e de suas fontes a serviço do povo brasileiro. Assegurar que o planejamento, produção, distribuição da energia e de suas fontes estejam sob controle do povo brasileiro. Também, estimular todas as múltiplas formas de fontes de energia, com prioridade para as potencialidades locais e de uso popular. Exigir a imediata revisão das atuais tarifas de energia elétrica cobradas à população, garantindo o acesso a todos a preços compatíveis com a renda do povo brasileiro

13.Regularizar todas as terras quilombolas em todo país.

14.Proibir a aquisição de terras brasileiras por empresas transnacionais e “seus laranjas”, acima do modulo familiar.

15.Demarcar imediatamente todas as áreas indígenas e promover a retirada de todos os fazendeiros invasores, em especial nas áreas dos guaranis no Mato Grosso do Sul.

16.Promover a defesa de políticas públicas para agricultura, por meio do Estado, que garantam:
a) Prioridade para a produção de alimentos para o mercado interno;
b) Preços rentáveis aos pequenos agricultores, garantindo a compra pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab);
c) Uma nova política de crédito rural, em especial para investimento nos pequenos e médios estabelecimentos agrícolas;
d) Uma política de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) definida a partir das necessidades dos camponeses e da produção de alimentos sadios;
e) Adequar a legislação sanitária da produção agroindustrial às condições da agricultura camponesa e das pequenas agroindústrias, ampliando as possibilidades de produção de alimentos;
f) Políticas publicas para a agricultura direcionadas e adequadas às realidades regionais.

17.Garantir a manutenção do caráter público, universal, solidário e redistributivista da seguridade social no Brasil, como garantia a todos trabalhadores e trabalhadoras da agricultura. Garantir o orçamento para a Previdência Social e a ampliação dos direitos sociais a todos trabalhadores e trabalhadoras, como os que estão na informalidade e os trabalhadores domésticos.

18.Rever o atual modelo de transporte individual, e desenvolver um programa nacional de transporte coletivo, que priorize os sistemas ferroviário, metrô, hidrovias, que usam menos energia, são menos poluentes e mais acessíveis a toda população.

19.Assegurar a educação no campo, implementando um amplo programa de escolarização no no meio rural, adequados à realidade de cada região, que busque elevar o nível de consciência social dos camponeses, universalizar o acesso dos jovens a todos os níveis de escolarização e, em especial, ao ensino médio e superior. Desenvolver uma campanha massiva de alfabetização de todos adultos.

20.Mudar os acordos internacionais da Organização Mundial do Comércio (OMC), União Europeia-Mercosul, convenções e conferencias no âmbito das Nações Unidas, que defendem apenas os interesses do capital internacional, do livre comércio, em detrimento dos camponeses e dos interesses dos povos do sul.

21.Aprovar a lei que determina expropriação de toda fazenda com trabalho escravo. Impor pesadas multas às fazendas que não respeitam as leis trabalhistas e previdenciárias. Revogação da lei que possibilita contratação temporária de assalariados rurais, sem carteira assinada.

Por trabalho, alimento sadio, preservação ambiental, um novo modelo agrícola e soberania nacional!

Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal - ABEEF
Conselho Indigenista Missionário - CIMI
Comissão Pastoral da Terra - CPT
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB
Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB
Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA
Movimento das Mulheres Camponesas - MMC
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
Pastoral da Juventude Rural - PJR
Movimento dos Pescadores e Pescadoras do Brasil
Enviada por MST, às 13:21 29/05/2010, de São Paulo, SP


Veja elogia Marina Silva.
Você ainda tem dúvidas dos porques?
Um pouco antes do que se previa, começou a campanha para evitar decisão no primeiro turno

A avaliação dos caras é que a Marina pode atrair eleitores de uma seara em que Serra não tem acesso, no eleitorado de Dilma.

Vejam só a chuva de elogios para cima de quem, pela sua história e características pessoais, foi ridicularizada a vida toda nesses domínios classistas onde hoje é promovida.

Marina fará um serviço útil aos demotucanos, tal qual a Heloisa Helena, com a vantagem de falar mal do governo Lula, elogiar FHC e tudo isso sem pregar a revolução.

Até outubro, o PiG pintará uma Marina mais popular que Madonna, mais bonita que Giselle, mais inteligente que Simone de Beauvoir, mais competente que o Serra, mais durona que a Dilma e mais sindicalista que o Lula...

Passada a eleição a descartarão como lixo (não reciclável), tal qual fizeram com a Heloísa Helena.

Confira aqui http://veja.abril.com.br/020610/jovem-moderno-marina-p-174.shtml a íntegra do artigo da Veja.
Enviada por Almir Américo, às 12:11 29/05/2010, de São Paulo, SP


Ninguém quer ser vice de Serra!!!
O senador tucano Tasso Jereissatti (PSDB-CE) rejeitou a idéia de ser candidato a vice-presidente na chapa demotucana de José Serra.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, apresentou o nome de Tasso como candidato a vice após a desistência de outro tucano, o mineiro Aécio Neves.

Assim como Aécio, Tasso declarou:

“Eu não penso nisso. Sou candidato a senador. Quero continuar trabalhando aqui no Ceará”

Ninguém quer ser vice de Serra, só a senadora dos demos, a musa dos ruralistas e latifundiários, Kátia Abreu.

Como diz o velho ditado: "Diga-me com quem andas que te direis quem és"

Vale lembrar que ter um passado de esquerda não quer dizer muita coisa. Hitler e Mussolini militaram na juventude socialista de seus respectivos países antes de comandar o nazi-fascismo e provocar a Segunda Guerra Mundial.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:11 29/05/2010, de Curitiba, PR


Um acordo e seis verdades
Por José Luís Fiori

“A mediação bem sucedida de Lula com o Irã alçaria Brasil no cenário mundial.”
O Globo, domingo, 16 de maio de 2010, p:38

Na terça feira, 18 de maio de 2010, foi assinado o Acordo Nuclear entre o Brasil, a Turquia e o Irã, que dispensa maiores apresentações. E como é sabido, quarenta e oito horas depois da assinatura do Acordo, os Estados Unidos propuseram ao Conselho de Segurança da ONU, uma nova rodada de sanções ao Irã, junto com a Inglaterra, França e Alemanha, e com o apoio discreto da China e da Rússia. Apesar da rapidez dos acontecimentos, já é possível decantar algumas verdades no meio da confusão:

1. A iniciativa diplomática do Brasil e da Turquia não foi uma “rebelião da periferia”, nem foi um desafio aberto ao poder americano. Neste momento, os dois países são membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU, e desde o início contaram com o apoio e o estímulo de todos dos seus cinco membros permanentes. Além disto, a diplomacia brasileira e turca manteve contato permanente com os governos destes países durante todo o processo das negociações. A Turquia pertence a OTAN, e abriga em seu território armas atômicas norte-americanas. E o presidente Lula recebeu carta de estímulo do presidente Barack Obama, duas semanas antes da assinatura da visita de Lula, e a Secretária de Estado norte-americana declarou – na véspera do Acordo - que se tratava da “última esperança” de solucionar de forma diplomática a “questão nuclear iraniana”.

2. O que provocou surpresa e irritação em alguns setores, portanto, não foram as negociações, nem os termos do acordo final, que já eram conhecidos. Foi o sucesso do presidente brasileiro que todos consideravam impossível ou muito improvável. Sua mediação viabilizou o acordo, e ao mesmo tempo descalçou a proposta de sanções articulada pela Secretaria de Estado norte-americana depois de sucessivas concessões à Rússia e à China. E alem disto, criou uma nova realidade que agora já escapou ao controle dos Estados Unidos e seus aliados, e também do Brasil e da Turquia.

3. A reação americana contra o Acordo foi rápida e ágil, mas o preço que os Estados Unidos pagarão pela sua posição contra esta iniciativa pacifista será muito alto. Perdem autoridade moral dentro das Nações Unidas e perdem credibilidade entre seus aliados do Oriente Médio, com a exceção de Israel, por razões óbvias. E já agora, passe o que passe, o Brasil e a Turquia serão uma referência ética e pacifista, em todos os desdobramentos futuros deste contencioso.

4. Existe consenso que a estrutura de governança mundial estabelecida depois da II Guerra Mundial, e reformulada depois do fim da Guerra Fria, já não corresponde à configuração do poder mundial. Está em curso uma mudança na distribuição dos recursos do poder global, mas não se trata de um processo automático, e dependerá muito da capacidade estratégica e da ousadia dos governos envolvidos neste processo de transformação. O Oriente Médio faz parte da zona de segurança e interesse imediato da Turquia, mas no caso do Brasil, foi a primeira vez que interveio numa negociação longe de sua zona imediata de interesse regional, envolvendo uma agenda nuclear, e todas as grandes potências do mundo. A mensagem foi clara: o Brasil quer ser uma potencia global e usará sua influencia para ajudar a moldar o mundo, além de suas fronteiras. E o sucesso do Acordo já consagrou uma nova posição de autonomia do Brasil, com relação aos Estados Unidos, Inglaterra e França, e também, com relação aos países do BRIC.

5. O Acordo seguirá sendo a melhor chance para prevenir um conflito militar em todo o Oriente Médio. As sanções em discussão são fracas, já foram diluídas, não são totalmente obrigatórias, e não atingirão a capacidade de resistência iraniana. Pelo contrário, se foram aprovadas e aplicadas, liberarão automaticamente o governo do Irã de qualquer controle ou restrição, diminuirão o controle norte-americana e da AIEA e acelerarão o programa nuclear iraniano, e aumentarão a probabilidade de um ataque israelense. Porque os Estados Unidos já estão envolvidos em duas guerras, e não é provável que a OTAN assuma diretamente esta nova frente de batalha, a despeito do anti-islamismo militante, dos atuais governos de direita, da Alemanha, França e Itália.

6. Por fim, o jornal O Globo foi quem acertou em cheio, ao prever - com perfeita lucidez - na véspera do Acordo, que o sucesso da mediação do presidente Lula com o Irã projetaria o Brasil, definitivamente, no cenário mundial. O que de fato aconteceu, estabelecendo uma descontinuidade definitiva com relação à política externa do governo FHC, que foi, ao mesmo tempo, provinciana e deslumbrada, e submissa aos juízos e decisões estratégicas das grandes potências.

Fonte: Carta Maior
Enviada por TIE-Brasil, às 23:07 28/05/2010, de Internet


Jornal do Brasil e a perigosa partidarização do TSE
Trechos do artigo de Fabiano Santos, publicado no Jornal do Brasil

“Uma coisa é o uso da lei para pautar o comportamento dos atores e evitar a utilização indevida dos recursos econômicos e administrativos do estado em favor de tal ou qual candidatura. Outra é a saudável discussão democrática sobre até que ponto os eleitores querem ou não dar continuidade a uma linha de ação, que envolve parcerias, coalizões, idas e vindas, políticas públicas, etc… O chefe do Executivo é neste último sentido peça fundamental da decisão do eleitor.

Não lembro ter havido revolta semelhante com a eleição de Celso Pitta e a ostensiva forma utilizada pelo prefeito de São Paulo na ocasião, Paulo Maluf, para indicar aos eleitores que aquele desconhecido secretário era seu candidato[...]

É lamentável constatar, por conseguinte, que autoridades do Judiciário tenham experimentado o perigoso caminho de extravasar de suas prerrogativas e função histórica. Têm procurado avaliar moral e eticamente o comportamento de partidos, assim como de suas lideranças, como se fosse de sua competência tutelar a escolha eleitoral no Brasil.

É de se perguntar até mesmo se o estímulo em última instância, para esse perigoso exercício de judicialização do processo eleitoral, não seriam as inclinações partidárias de juízes e procuradoras. Hipótese plausível – a ser verificada com o desdobramento dos fatos[...]

O perigo diante de nós é atingir um órgão com a responsabilidade do TSE, pois não há como expô-lo às vicissitudes das disputas partidárias sem comprometer também, e em seus fundamentos, o admirável edifício democrático que a duras penas os brasileiros vêm construindo desde a promulgação da Carta de 1988.

Lamentável que autoridades do Judiciário tenham extravasado de suas prerrogativas”

Leia aqui o artigo completo do cientista político do Iuperj, Fabiano Santos, publicado no JB.
Enviada por TIE-Brasil, às 22:48 28/05/2010, de Internet


Ontem, hoje, sempre: PiG, sempre PiG
Enviada por TIE-Brasil, às 17:15 28/05/2010, de Internet


Absurdo!
Os demos infringem a lei e Ministério Público Eleitoral quer punir Lula, o PT e a Dilma
Os caras estão abusando da paciência dos brasileiros e se lichando para a Constituição e para a leis brasileiras, bem ao modo deles.

Na noite de 27 de maio os demos infringiram a lei, usando 75% de seu horário de propaganda política gratuita para fazer propaganda de Serra, que é do PSDB e candidato da aliança direitista à presidência da República.

Todos viram a infração. Publicamos aqui o artigo da lei que os impede de fazer o que fizeram.

Antes mesmo do programa ir para o ar em cadeia nacional, REPUPLICANA E DEMOCRATICAMENTE o PT entrou com uma ação para impedir que eles infringissem a lei. Os demos conseguiram levar o programa ao ar, pois a justiça negou o pedido do PT.

Agora a pouco o UOL divulgou artigo onde se afirma que:

O MPE (Ministério Público Eleitoral) ajuizou representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o diretório nacional do PT e a pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, sob a alegação de “explícita exaltação do nome da pré-candidata e propaganda negativa do candidato adversário” no programa partidário veiculada no último dia 13. O corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior, analisa o caso.

Coincidência ou não, este ministro Aldir Passarinho é o mesmo que negou o pedido de suspensão do programa dos demos.

Os demotucanos infringem a lei e o Ministério Público Eleitoral entra com ação contra Lula, hoje, 28 de maio, um dia depois da ilegalidade demotucana, para tentar condenar Lula, o PT e a Dilma por programa exibido em 13/05, criando assim a sensação de que só a esquerda não respeita a lei.Jogando fumaça nos olhos do povo brasileiro para que ele não discuta a infração cometida em 27 de maio.

Parece que a "justiça" eleitoral brasileira está tomando partido, assumindo um lado nesta disputa. Isso é extremamente perigoso para a Democracia.

Honduras é aqui

Esses caras do PiG e da direita brasileira estão querendo criar aqui no Brasil um clima parecido com o de Honduras, onde os militares e o Tribunal Supremo infrigiram a lei (os primeiros ao dar o golpe de estado e o segundo por validar o novo governo golpista) acusando o presidente deposto de tentar, notem bem, tentar infringir a Constituição local ao querer realizar um plebiscito, ou seja, ao querer dar o direito do povo se manifestar Livre e Democraticamente através do voto.

Aqui no Brasil é a mesma coisa. Eles querem dar o golpe, mas antes querem criar a sensação de que só a esquerda comete crimes. E por isso eles seriam obrigados a dar o golpe, para salvar o país e acabar com a bandalheira esquerdista.

É a mesma ladainha de 1964, turbinada agora por modernos meios de comunicação em massa.

Eles não mudam nunca.

Eles odeiam o Brasil e os brasileiros.

Eles querem nos colocar de joelhos para poder administrar os interesses de seu patrões estrangeiros, como sempre fizeram até 2002.

Eles querem sangue, o nosso sangue e o de nossos filhos.

Eles querem que entremos em seu jogo sujo, antigo e rasteiro.

Não entremos na onda deles. Em nome da Democracia, da Legalidade e da Liberdade do Povo Brasileiro.

Ditadura Nunca Mais!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 16:49 28/05/2010, de Curitiba, PR


Panfletagem em defesa da Legalidade
O deputado Brizola Neto (PDT-RJ) propõe a realização de uma panfletagem em defesa da Legalidade nas eleições de 2010.

Veja o conteúdo do panfleto proposto pelo deputado carioca.

Sevocê estiver de acordo imprima quantos panfletos achar necessário e mãos-a-obra em nome da Democracia e da Legalidade no Brasil.

Aqui você encontra o panfleto no formato PDF pronto para a impressão.

Contra o golpismo da elite entreguista e subordinada aos interesses do capital estrangeiro.
Enviada por TIE-Brasil, às 16:14 28/05/2010, de Internet


Pesquisa mostra insatisfação dos usuários de internet 3G
Os usuários do acesso móvel à internet (3G) estão insatisfeitos com a cobertura, velocidade, qualidade da conexão, preço e divulgação dos serviços prestados pelas operadoras

É o que aponta a terceira edição do estudo realizado pelo Iost (Instituto Observatório das Telecomunicações, Inclusão Digital e Social), em parceria com a Anatel, no mês de julho de 2009.

De acordo com o estudo, os quesitos mínimos para o funcionamento da banda larga móvel se restringem à cobertura e ao sinal constante, pois a mobilidade, que é o principal aspecto ressaltado como ponto positivo, só é possível quando há sinal constante e cobertura. O resultado da pesquisa ressalta a queda da satisfação dos usuários de internet 3G, já que na edição anterior, pelo menos o quesito referente a cobertura era bem avaliado.

“Este levantamento demonstrou que a banda larga móvel ainda é uma tecnologia em desenvolvimento, que apresenta restrições que impedem o consumidor de classes sociais mais baixas de adquiri-la, em função de preço, em função do seu uso específico e em função da qualidade do serviço que no entendimento do consumidor está fortemente associada à cobertura”, avalia o estudo do Iost.

A amostra do estudo foi composta por 132 consumidores de internet banda larga móvel e a coleta foi realizada por meio de questionários enviados a diferentes escritórios regionais da Anatel no Brasil. Os resultados indicaram que o perfil dos consumidores da amostra é caracterizado pela presença masculina (80,30%),na faixa etária entre 19 e 30 anos (45,45%), com estado civil dividido entre casado (46,97%) e solteiro (46,21%), com predominância de nível superior completo (31,06%) e nível superior incompleto (26,52%), com faixa de renda entre R$ b3.720,00 e R$ 6.025,00 (43,94%) e com prevalência de cargos em empresa pública (71,21%).
Enviada por Juan Sanchez, às 15:20 28/05/2010, de Porto Alegre, RS


Basf: jornada no Brasil é menor do que na Alemanha
Acordo fechado pela empresa química com sindicato em São Bernardo prevê jornada semanal de 36h27, menor do que os 37h30 da matriz

Os empregados da fábrica da Basf em São Bernardo do Campo (SP), palco de lutas sindicais, de onde emergiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, costumavam a trabalhar de segunda-feira a sábado, tendo o domingo como descanso. Agora, nem todos eles precisarão voltar ao batente na segunda-feira.

Depois de seis dias consecutivos de trabalho, os trabalhadores terão três dias de folga. No início desta semana, o Sindicato dos Químicos do ABC fechou acordo de ajuste das escalas de trabalho de todos os empregados da divisão de tintas e vernizes.

Na prática, os empregados da Basf terão uma redução de sua jornada de trabalho semanal de 42 horas para 36h27, sem diminuição de salários ou corte de benefícios.

O acordo fará com que os empregados de São Bernardo da Basf, a maior empresa química do mundo, trabalhem menos até do que seus colegas na matriz na Alemanha, um dos berços do Estado de bem-estar social ("Welfare State"). Em Ludwigshafen, sede da empresa, que emprega 48,5 mil pessoas, a jornada de trabalho atual é de 37h30 por semana.

Nos últimos tempos, o forte crescimento da economia brasileira tem garantido aumentos reais dos salários dos trabalhadores, o que tem levado os sindicatos a brigarem por redução de jornada e criação de novos empregos. Mas os empresários têm resistido e preferido ampliar as horas extras.

No caso da Basf, até janeiro de 2011, quando o sistema de 6x3 (seis de trabalho para três de folgas) estiver totalmente implantado, 225 funcionários vão atuar neste sistema.

A mudança da escala de trabalho na fábrica da Basf em São Bernardo do Campo a coloca entre as de menor jornada de trabalho no País, equivalendo a um acordo acertado no fim dos anos 1990 entre o sindicato e a Colgate-Palmolive, a fabricante americana de higiene. Algumas empresas do polo petroquímico do ABC paulista possuem jornadas até menores, ao redor de 33 horas, porque precisam manter suas fábricas operando sem parar.

"O acordo é muito significativo", diz Fábio Lins, diretor do sindicato dos químicos que é filiado à CUT. "Com mais tempo livre, o empregado poderá estudar mais, ter mais atividades sócio-familiares, fazer cursos para obter uma promoção ou até procurar novo emprego."

Horas extras por mais empregos

A Basf deve trocar as horas extras pagas por novos empregos fixos. A estimativa inicial da Basf é que 45 novas vagas sejam criadas de imediato, podendo aumentar caso a atividade econômica continue forte. A unidade da Basf já opera em três turnos.

O sindicato calcula que a mudança poderá gerar até 100 vagas e proporcionar mudanças nas condições de trabalho, como mais promoções e maior mobilidade interna.

A divisão concentra o segmento de tintas imobiliárias, de uso residencial, comercializados com a marca Suvinil. O Brasil é o único local no mundo onde a empresa vende tintas diretamente no varejo.

Em outras oportunidades, a empresa já anunciou a disposição de apostar fortemente no segmento dado ao grande crescimento esperado por projetos habitacionais, como o Minha Casa, Minhas Vida, obras de infraestrutura, do PAC, e os grandes projetos esportivos (Copa do Mundo e Olimpíadas).

Em nota, a Basf disse que o acordo se ajusta às "necessidades do mercado, como também o foco da organização no desenvolvimento da melhor equipe na indústria e o longo histórico" com o sindicato.

Segundo o sindicato, o acordo é válido por 24 meses. "A Basf não aceitaria essa condição se não tivesse certa do crescimento da economia brasileira", diz Lins, do sindicato do ABC.

Em 2009, a filial brasileira da Basf alcançou receita bruta de R$ 5,4 bilhões, alta de 1% sobre o ano anterior. Alfred Hackenberger assumiu o comando da filial brasileira no início deste mês, substituindo Rolf-Dieter Acker, que se aposentou.
Enviada por Sindicacau, às 14:45 28/05/2010, de Ilhéus, BA


Taiwan: Trabalhadores na Foxconn seguem cometendo suicídio
Desde janeiro, onze funcionários se suicidaram nesta empresa terceirizada pela Apple, Nokia, Sony, Dell, entre outras marcas famosas

Conhecido por sua relutância em falar com a imprensa, Terry Gou, presidente do grupo taiwanês Foxconn, principal fabricante terceirizada mundial da Apple, mas também de outras marcas como Nokia, Dell e Sony, abriu na quarta-feira (26) as portas de sua fábrica de Longhua (província de Shenzhen) a dezenas de jornalistas da China, de Hong Kong e de Taiwan. Nesse local de montagem do iPhone (300 mil empregados), onze funcionários, dos quais o mais jovem tinha 16 anos, se suicidaram desde o início de 2010 jogando-se do alto dos edifícios da fábrica. Como uma zombaria mórbida da operação midiática organizada na quarta-feira, o último se matou na mesma noite.

Vindo de Taiwan em jato particular, Gou apresentou suas desculpas, ao mesmo tempo em que ressaltava que ?o índice de suicídios em uma sociedade sobe junto com o aumento do PIB?. Ciente do impacto sobre a imagem de seus prestigiosos clientes, ele prometeu medidas drásticas. Redes já foram instaladas, haverá um maior número de psicólogos, e várias hotlines estarão à disposição dos operários.

Ele reconheceu que a circular distribuída aos empregados no dia 25 de maio, pedindo-lhes que se comprometessem a ?não se machucar?, a ?aceitar serem enviados ao hospital em casos de problemas mentais? e a não ?processar a empresa fazendo exigências excessivas de indenizações?, tinha ?uma forma grosseira?

Estruturas essenciais da globalização, essas ECM (Electronic Contract Manufacturing), empresas terceirizadas encarregadas da montagem de produtos eletrônicos, operam em um ambiente econômico difícil. "Seus clientes sabiam quais eram seus custos de trabalho, e fazem estudos regulares sobre os preços de componentes. As ECM ficam sob fortes pressões, de qualidade, de confidencialidade, de prazo", explica o representante de um fornecedor de componentes para a Foxconn. A fabricante de computadores Dell anunciou, na quinta-feira, que analisaria as condições de trabalho da Foxconn.

"Gestão militar"

Essa empresa é, segundo ele, "típica do gerenciamento à maneira taiwanesa: de um lado, um diretor superrígido, multibilionário e conhecido por suas traquinagens; de outro, uma forte pressão na fábrica, sem direito a erros, e uma gestão de estilo militar".

O grupo havia causado polêmica em 2006, após uma reportagem sobre as condições de vida em Longhua. Em julho de 2009, o suicídio de um empregado suspeito de ter roubado um iPhone, e perturbado pelo interrogatório e pelas revistas às quais diz ter sido submetido, desencadeou as críticas na internet e na mídia chinesa. O inquérito policial não permitiu determinar a responsabilidade da Foxconn.

Esses suicídios reavivaram a revolta contra a Foxconn. Em Hong Kong, ONGs como a Students and Scholars Against Corporate Misbehaviour (Sacom) organizaram, na terça-feira, um funeral simbólico diante da sede do grupo em Hong Kong. Segundo a Sacom, os operários da Foxconn sofrem uma forte pressão e se sentem isolados. Eles trabalham em média 12 horas por dia, com um salário de base mensal de 900 yuans (cerca de R$ 202), que chega a 2.000 yuans com as horas extras.

fonte:Le Monde
Enviada por Sindicacau, às 12:59 28/05/2010, de Ilhéus, BA


Butantan nunca fabricou uma dose de vacina contra a gripe
Saiu no blog viomundo

Butantan nunca fabricou uma dose de vacina contra a gripe

Da Assessoria de imprensa da Bancada do PT na Alesp

Em diligência no final da tarde de ontem (26/5), os deputados do PT, Antonio Mentor (líder da Bancada do PT) e Fausto Figueira (presidente da Comissão de Saúde e Higiene), foram ao Instituto Butantã para apurar a denúncia de que a fábrica de vacinas da gripe comum e H1N1 do local não funciona. Recebidos pelo diretor Otávio Mercadante, houve uma conversa preliminar para entrega de ofício solicitando informações, mas, na ocasião, já foi confirmado pelo diretor que a fábrica não está operando.

Reinaugurada várias vezes pelos sucessivos governos tucanos, conforme constam em notícias publicadas por jornais desde outubro de 1999, a fábrica de vacinas do Instituto Butantã ainda não produziu uma dose sequer de vacina da gripe até hoje.

“Em várias ocasiões, saíram matérias assim na imprensa: ‘mês que vem a fábrica começa a produzir a vacina para dengue’, depois repetiam a mesma história em outro mês. É inaceitável o Butantan não fabricar vacina”, critica Mentor. Segundo o parlamentar, o diretor confirmou que o instituto apenas envasa as vacinas, e não as fabrica.

A produção de vacinas estava prevista para iniciar a produção em 2005, foi adiada para setembro de 2008, passou para março de 2009, depois para setembro, dezembro, março de 2010 e, agora, setembro de 2010. Em 2006, diversos funcionários foram contratados para a produção de vacinas, contudo tiveram de ser realocados para outros setores, tendo em vista que as vacinas não estavam sendo produzidas.

Prejuízos

Os parlamentares relataram denúncias de que diariamente centenas de milhares de ovos de galinha que deveriam servir para fabricação de vacinas da gripe vão para o lixo. Segundo Mentor, ao menos 160 mil ovos chegavam a ser entregue por dia. “Isso pode ter causado grandes prejuízos para o instituto”, alerta o líder da bancada.

Os deputados também questionaram sobre as denúncias de que 14 milhões de doses da vacina H1N1 foram jogadas fora por contaminação durante o processo de envase e que dois lotes da vacina da gripe comum foram inutilizados por não passarem no teste de pirogênio (teste do sistema de água WFI).

Fausto Figueira explicou que também estão sendo aguardadas informações sobre os problemas que ocasionaram o incêndio do último dia 15; números da produção de vacinas de dengue, hepatite B e leishmaniose.

O diretor do instituto, Otávio Mercadante, disse que discutirá o caso com o secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, e prometeu dar uma resposta rápida do porquê a fábrica não está operando.
Enviada por Almir Américo, às 10:38 28/05/2010, de São Paulo, SP


"Fazer parte da chapa de Serra... é aventura", diz Hipólito
Saiu na Carta Maior:

Aécio recusa definitivamente o abraço de afogado de Serra e é elogiado por comentarista conservadora das Organizações Globo.

Aspas para Lúcia Hipólito, na CBN:
"Aécio está certo em concorrer ao Senado por Minas Gerais, porque fazer parte da chapa de Serra, como vice, é aventura".
Enviada por TIE-Brasil, às 22:42 27/05/2010, de Internet


O artigo violado pelos demotucanos.
Onde está a Justiça Eleitoral???
Será que a senhora Justiça está na cama nesa hora?

E se estiver, estará sozinha???

Cadê as manifestações daquela procuradora impugnadora e caçadora?

Ela não vai falar nada, não?

Disposto no art. 45, § 1°, Inciso I, da lei 9096

Art. 45. A propaganda partidária gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante transmissão por rádio e televisão será realizada entre as dezenove horas e trinta minutos e as vinte e duas horas para, com exclusividade:
(…)
§ 1º Fica vedada, nos programas de que trata este Título:
I – a participação de pessoa filiada a partido que não o responsável pelo programa;

Até onde se sabe Serra é filiado ao PSDB e não ao DEM e o programa político exibido hoje era de responsabilidade do DEM...

A justiça para ser JUSTIÇA precisa valer para todos, não só para os inimigos...

Veja também:
Presidente do PT pergunta: Veremos essas manchetes amanhã?

Eis a resposta:

Enviada por TIE-Brasil, às 22:27 27/05/2010, de Internet


A lei da imoralidade demotucana
Clique Aqui para ampliar a imagem
Republicamos aqui artigo que saiu no Blog Tijolaço

Sem querer corrigir, mas já corrigindo o deputado Brizola Neto, o título do artigo deveria ser outro: A lei da imoralidade demotucana, porque a prática dos caras é a da imoralidade, do desrespeito ao patrimônio público e ao povo brasileiro.

Por que iriam respeitar a legislação eleitoral se acreditam na máxima: "Aos amigos tudo, aos inimigos a lei"...

A lei e a moralidade

Acabamos de assistir a uma flagrante prova da imoralidade da oposição PSDB-DEM. Burlaram, deliberadamente a lei. Sabiam que estavam transgredindo, não subjetivamente, mas objetivamente.

Não foi, num programa tucano, a exaltação de Serra, um de seus integrantes que podia – ou não – ser considerada propaganda antecipada.

Foi violação direta, expressa, objetiva, flagrante, criminosa. Foi fazer algo que se sabia proibido, anunciado previamente.

Quando, amanhã, apresentarem uma defesa pró-forma, às impugnações que sofrerão, a estratégia será a de dizer que a lei eleitoral permite eventos conjuntos de partidos. Verdade, se não fosse um pequeno detalhe: não é um programa eleitoral, regido pelas instruções que o permite. É um programa partidário, regido pela lei 9.096 que, não é demais repetir mil vezes, estabelece que é proibida a participação de pessoas filiadas em outros partidos. Com todas as letras.

José Serra e os dirigentes do DEM associaram-se para transgredir a lei. E outros, como o PPS e o PTB já anunciam pelos jornais que vão se juntar a essa associação,

Só quem tem a certeza da impunidade age assim.

Não li uma palavra do Ministério Público, que vai aos jornais ameaçar de cassação Dilma Roussef.

Não li um protesto em um grande jornal.

Todos vão continuar parados?

Nós não levantamos a bandeira da legalidade eleitoral por acaso. E não a deixaremos cair.

Um homem que se presta a ser integrante de uma associação feita com o fim de transgredir a lei delibradamente, sabendo que a punição não virá, a não ser como algo inócuo, não tem condições morais de sequer pretender chegar à Presidência da República.

Em 1954, quando houve a posse dos deputados federais e estes iam, um a um, jurar a Constituição, ao chegar a vez de Carlos Lacerda, Leonel Brizola agarrou um microfone e disse:

“Este vai ser um juramento falso, Sr. Presidente, porque ele está pregando o golpe lá fora e vem jurar a Constituição aqui dentro”

Acho que falta alguém com a coragem de dizer que o aspirante a rei está nú, em sua vergonha moral.

Veja abaixo vários exemplos de como eles desrespeitam deliberadamente a lei e zombam do Brasil:

Urgente: PT pede suspensão do programa do DEM

Violação confessa é censura prévia?

Consumatum est

Alô, advogados dos partidos pró-Dilma! Há saída!

O “jurista” Jefferson anuncia a burla à lei. E…nada

Noblat e o Tijolaço

Justiça, enfim, proíbe Serra na TV do DEM. E adianta?

Enviada por TIE-Brasil, às 21:47 27/05/2010, de Internet


Sem complexo de vira-lata
Essa mania nacional de babar ovo em tudo o que vem de fora foi denominada por Nelson Rodrigues de complexo de vira-lata...

Dizia Rodrigues:

"por 'complexo de vira-lata' entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo...

...o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima."

O jornalista e dramaturgo repetiria isso em relação aos seus colegas atuais que militam no PiG e na campanha de um certo candidato da direita...

Mas, longe de nós, o tal complexo de vira-lata.

Não somos nem melhores nem piores que ninguém. Somos apenas diferentes.

Fica aqui um remedinho para aqueles que ainda sofrem do complexo. Picada de cobra se cura com o próprio veneno das peçonhentas:

"A Nova Estratégia de Segurança dos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira (27) pela Casa Branca, elogia as políticas econômicas e sociais do Brasil, reconhece o país como guardião de “patrimônio ambiental único” e dá as “boas-vindas” à influência de Brasília no mundo".

Se você não acredita, clique aqui e confira o artigo publicado no UOL, que como todos sabem pertence à Folha de São Paulo e à Abril Cultural, representantes maiores do complexo...

Aproveite e jogue você também o complexo de vira-lata no lixo.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:36 27/05/2010, de Curitiba, PR


Aécio desiste de sangue puro...
O ex-governador de Minas Gerais, tucano Aécio Neves, declarou hoje que disputará uma vaga ao Senado pelo Estado de Minas Gerais, não disputando assim a vice-presidencia na chapa com Serra, que o PiG e os demotucanos gostam de chamar de "puro-sangue"...

Só se puro aqui quer dizer somente sangue, no melhor daquilo que eles sabem fazer... exterminar...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:28 27/05/2010, de Curitiba, PR


Serra, o exterminador de tudo!
"O candidato Serra está tentando ser o exterminador do futuro da política externa. Ele quis destruir o Mercosul. Agora, quer destruir nossa relação com a Bolívia. O Mahmoud Ahmadinejad virou Hitler. Eu acho que talvez ele esteja pensando, na política de corte de despesas, em fechar umas 20 ou 30 embaixadas nos países nos quais ele está insultando neste momento", disse o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia.

Serra sabe tanto de política externa como de economia e cálculo de porcentagem (veja aqui o Serra assassinando a matemática). Ou seja, ele não sabe nada, nada, nada!

A única coisa que sabe e defende com veemência é a submissão do Brasil aos interesses dos Estados Unidos.

Ele é um entreguista, um lesa-pátria.

Leia também Serra, Bolívia: a loucura tem lógica. É preconceito e entreguismo
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:22 27/05/2010, de Curitiba, PR


Brizola Neto lança campanha pela Legalidade.
Apoiamos!!!
Clique na imagem para ampliá-la
O deputado federal Brizola Neto lançou em seu blog a campanha Legalidade: Eleiçoes se ganha no voto.

Apoiamos a iniciativa do deputado. Apóie você também.

A direitona está mais que pronta para baixar o nível.

Com a Demcoracia não se brinca.

Chegou a hora desta gente blogada mostrar seu valor

Eu não posso assumir a função de advogado, não posso assumir a função de dirigente da campanha da Dilma, não posso oferecer mais que minhas poucas horas de direito ao descanso e ao convívio com minha família, sustentando o combate aqui nesta fronteira cibernética. Mas onde houver chance de lutar, vou lutar, com as armas da democracia, do esclarecimento e da mobilização.

Aí do lado está o selo criado para marcar nossa adesão a uma campanha eleitoral que se decida com o voto popular, não na mídia, nos escritórios de advocacia, nos gabinetes de marqueteiros, de políticos e, sobretudo, não no Judiciário.

Já coloquei no cabeçallho do Tijolaco.com. Sugiro que todos os blogueiros comprometidos com a causa da democracia, independentemente de partidos, façam o mesmo. E que reproduzam, como puderem, no Orkut, no Facebook, no Twitter, nos “templates” de e-mail, avatares, enfim, onde der e puder.

É preciso que vejam que, por toda a parte, existem brasileiros que dizem: eleição se ganha é no voto!
Enviada por TIE-Brasil, às 19:34 26/05/2010, de Internet


Renault do Brasil suspende dirigente sindical por defender interesses dos Trabalhadores!!!
Novamente as ações do “CAPITALISMO SELVAGEM” querem calar o clamor dos trabalhadores na busca constante por respeito e dignidade

Companheiras (os),

A RENAULT DO BRASIL, tomou a decisão de suspender por prazo indeterminado para apuração de falta grave o contrato de trabalho do companheiro Robson Jamaica.

Isso se deve ao fato de que os trabalhadores da CSI estão em greve (negociação de data-base) e o Jamaica na qualidade de diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e Coordenador da Delegação Sindical dos Trabalhadores da Renault do Brasil, no dia de hoje (25/05/2010 por volta das 9:00 horas), após receber várias denuncias dos trabalhadores da Renault que estavam sendo obrigados e coagidos a conduzir as empilhadeiras, bigas e rebocadores com o objetivo claro de fazer o reabastecimento da linha para retomar a produção que se encontra paralisada desde que a CSI entrou em greve.

Ao verificar que a Renault estava mesmo fazendo com que seus trabalhadores realizassem operações da CSI, o companheiro JAMAICA de imediato procurou a direção de produção da Renault para alertar quanto ao risco em colocar trabalhadores não treinados para conduzir empilhadeiras, bigas e rebocadores, bem como que fosse observadas as NR’s NR7; NR9; NR11. A observação ao cumprimento das NR’s poderia evitar vários transtornos para a Renault do Brasil, como por exemplo o SINTRACARP e SIMEC ajuizarem ação contra a Renault. Mas a direção da Renault do Brasil se acha intocável e acima da lei. Continuam colocando seus empregados para executar os trabalhos que até então eram feitos pela CSI Cargo.

Como resposta ao cumprimento e observação a legislação e as NR’s e aos alertas feitos pelo companheiro Jamaica, a Renault suspendeu o contrato de trabalho do mesmo por tempo indeterminado para apuração de falta grave e demissão por justa causa. É assim que o capitalismo reage quanto não tem argumentos e capacidade para resolver seus próprios problemas: demitindo sindicalistas e trabalhadores e rasgando as leis na cara do povo.

Companheiros! precisamos nos unir fortemente, independente da central sindical que representamos, precisamos todos juntos: FORÇA SINDICAL; CUT; CGT; UGT, enfim todas as Centrais Sindicais, juntas nos mobilizarmos e fazer um grande ato de protesto na porta RENAULT DO BRASIL.

Hoje é com um sindicalista da Renault, amanhã com um da Volks e depois onde isso vai parar.

Se não nos mobilizarmos agora, o câncer do capitalismo vai nos assolar e massacrar.

Voltaremos a viver a época das censuras, da escravidão, da tortura, só que tudo ao mesmo tempo agora.
Enviada por Delegação Sindical dos Trabalhadores na Renault, às 21:41 25/05/2010, de São José dos Pinhais, PR


Folha de São Paulo mente sobre Lula na ONU. Palácio exige retratação
A verdade por inteiro – resposta à Folha de S. Paulo

Enviamos carta à direção de redação da Folha de S. Paulo em resposta à manchete de domingo (23/5) “Lula articula seu futuro na ONU ou Banco Mundial”, mas o jornal só publicou parte dela. Consideramos importante para esclarecer o assunto que as pessoas tenham acesso à íntegra da resposta, conforme publicamos abaixo:

Ao diretor de Redação da Folha de S. Paulo, Otavio Frias Filho.

A manchete da Folha de S. Paulo deste domingo (23/05), “Lula articula seu futuro na ONU ou Banco Mundial”, não é verdadeira. O repórter Kennedy Alencar, que assina o texto, enganou-se ou foi levado a engano por fontes desinformadas ou desqualificadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez, não está fazendo e não incentiva qualquer articulação visando ocupar postos em organismos multilaterais.

Ao contrário, ele tem desencorajado qualquer conversa nesse sentido e já manifestou diversas vezes publicamente que tal pretensão não está em seus planos para o futuro. O comentário mais recente sobre tal proposta foi feito na entrevista concedida ao Correio Braziliense em 20 de abril próximo passado e publicada na edição do dia seguinte, na qual o presidente afirma categoricamente: “Não existe projeto internacional”.

“Jornalista: Agora em relação a essa coisa, seu projeto internacional, ONU, essa coisa da África, o senhor falou muito.

Presidente: Mas não existe projeto internacional. Jornalista: Chefiar uma instituição. Como é que o senhor (incompreensível)?

Presidente: Esse negócio da ONU… vamos ter claro o seguinte: a ONU não pode ter, como secretário-geral, um político. Ela tem que ter um burocrata do sistema ONU. É, porque senão você entra em confronto com os outros presidentes. Quem manda na ONU são os presidentes representados na Assembleia da ONU. De repente, se você colocar um político… sabe? Você imagina se um presidente americano deixar a Presidência e quiser ser Secretário-Geral da ONU. Isso não é uma coisa…?

Então, eu acho que vamos melhorar a ONU, queremos a reforma, mas eu acho que a burocracia tem que continuar existindo nas Nações Unidas, para manter uma certa harmonia.”

Este continua sendo o pensamento do presidente Lula e vale para qualquer outra instituição multilateral.

Nelson Breve,
Secretário de Imprensa da Presidência da República

A réplica do jornalista Kennedy Alencar, publicada na seção Painel do Leitor, abaixo de parte de nossa carta:

As informações foram obtidas em conversas nas últimas três semanas com auxiliares diretos do presidente e diplomatas brasileiros e estrangeiros que participaram de conversas sobre uma articulação para Lula ocupar, no futuro, o cargo de secretário-geral da ONU ou de presidente do Banco Mundial.

A tréplica da Secretaria de Imprensa:

O presidente Lula voltou a negar tal articulação ontem, conforme texto da própria Folha (ver matéria da Eliane Cantanhede). O repórter deveria riscar as fontes ruins de seu caderno ao invés de continuar se apoiando nelas sem apresentar informações mais consistentes.

Fonte: blog do planalto
Enviada por TIE-Brasil, às 19:09 25/05/2010, de Internet


Diretor do FMI é o próximo a cair em desgraça no PiG
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, foi convidado pelo PiG para falar sobre a crise mundial e a economia brasileira em um seminário promovido pela GloboNews, a emissora oficial da candidatura Serra.

Parece que o menino não entendeu quem o havia convidado e disparou que "certamente é uma realidade" o crescimento de 7% da economia brasileira neste ano.

O pessoal do PiG ficou frustrado. Esperavam que o cara detonasse com o Brasil, mas ele prosseguiu dizendo que o país tem uma história de sucesso, e que o desafio que a economia brasileira enfrenta hoje é o de administrar o superaquecimento.

Pronto! esse aí vai cair em desgraça.

Vai botar angu no jabá dele!

Fica a dica: Demotucanos entrem com um processo no TSE para que aquela vice-procuradora-geral eleitoral peça a cassação de Dominique Strauss-Kahn por propaganda eleitoral irregular???

É isso, joga esse sujeito nas mãos da grande e imparcial justiça brasileira, pois essa cara só pode ser comunista a serviço da Dilma.

Chegou a vossa vez de gritar: Fora FMI!!!
Enviada por TIE-Brasil, às 18:54 25/05/2010, de Internet


Trabalhadores em frigoríficos de Campo Grande conquistam 40 horas semanais
Os trabalhadores em frigoríficos de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, saíram vitoriosos em sua campanha salarial 2010

Além do o piso de R$ 570,00 e aumento de 7% para quem ganha acima desse valor, a categoria conseguiu incluir na Convenção Coletiva de Trabalho uma reivindicação histórica da CUT: a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

A conquista se deu uma semana antes do 18 de maio, Dia Nacional de Mobilizações e Paralisações da CUT em defesa da 40 horas.

"Esta conquista é só o começo", diz Siderlei Silva de Oliveira, presidente da CONTAC - Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação.

"Para esse setor, que infelizmente possui altíssimos índices de acidentes e mortes no trabalho, a medida é um enorme avanço, especialmente porque significa mais saúde, menos mortes, menos acidentes. Por isso, vamos intensificar a luta pelas 40 horas semanais até que todos os trabalhadores conquistem esse direito, que nós da CONTAC, da CUT e do conjunto de suas entidades, lutamos para que seja constitucional".

Os trabalhadores também conquistaram o fim do trabalho aos sábados, plano de saúde e participação nos lucros.

A negociação foi fechada nos frigoríficos JBS Bertin, JBS Friboi, Boi Verde, Strut Alimentos, Beef Nobre e Diplomata, indústrias que juntas empregam 4,5 mil pessoas.

O frigorífico Diplomata foi o último a fechar o acordo, inclusive das 40 horas. A empresa se negava a fechar a convenção nos patamares acordados com os demais frigoríficos da região (piso salarial de R$ 570,00 e aumento de 7%).

Perante a resistência na negociação, os cerca de 400 trabalhadores paralisaram as atividades por mais de 8 horas na quarta-feira, dia 12 maio, em protesto à proposta de reajuste oferecida pela empresa, de apenas 4,75%.

Após pressão dos trabalhadores, o Frigorífico Diplomata, cuja média de abates de aves/dia é de 35 mil cabeças, voltou a negociar. A empresa acatou a reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Campo Grande, e a greve se encerrou.

Vilson Gimenes Gregório, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Campo Grande STIC/CG, diz que a decisão demonstra o fortalecimento do sindicato e o poder de negociação dos sindicatos filiados à CUT e à CONTAC.
Enviada por Sindicacau, às 18:30 25/05/2010, de Ilhéus, BA


Viva a competência demotucana:
Linha de metro e estação são inauguradas com atraso!
Só mesmo o PiG, a gerentada do capital estrangeiro e a classe média preconceituosa para acreditar nessa lenga-lenga da competência demotucana e da iniciativa privada.

Hoje, só para variar, tivemos mais uma prova em contrário.

A estação Paulista da Linha Amarela (aquela mesma da cratera na Marginal Pinheiros, lembram-se?) do Metrô Paulistano foi inaugurada com 45 minutos de atraso.

A Linha Amarela foi inaugurada com atraso de 2 anos em relação ao prazo estabelecido pelo governo do Estado no início da obra.

Note-se que não se tem notícia de que as empreiteiras tenham sido multadas pelo atraso, nem que o PiG tenha se disposto a investigar o real andamento das obras e a devida aplicação dos recursos a elas destinadas.

Desde o início da construção, as obras da Linha Amarela foram tocadas pela iniciativa privada, por um consórcio de empreiteiras particulares.

Se eficientes e competentes fossem, como pregam os jornalistas de aluguel do PiG, papagaios de patrões, as obras teriam sido entregues antes do prazo e sem acidentes de percurso.

Além disso, esta será a primeira linha do Metrô paulista operada por um consórcio privado e não pela empresa estatal que opera as demais linhas do metro.

É mais um prova cabal da sanha privatista dos demotucanos destruidora do patrimônio público.

Quem destrói o patrimônio do próprio estado porque haveria de preservar o patrimônio nacional???

Como são excelentes exterminadores do futuro e, principalmente, de empregos, os demotucanos concordaram com as demandas das empreiteiras e os trens do metro desta linha não terão condutores humanos no controle das composições.

Serra e Alckmin não compareceram à inauguração atrasada da estação da linha atrasada.

Seria por vergonha ou por medo?

Por que será que eles tem tanto medo de assumir o que fazem???
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:38 25/05/2010, de Curitiba, PR


Transposição de águas no Paraíba do Sul. Ninguém vai chiar???
O águas do rio Paraíba do Sul há décadas já são parcialmente transpostas para reforçar a bacia do Guandú e garantir estabilidade no abastecimento de água à população do Rio de Janeiro. Agora o governo de SP quer transpor parte das águas do início do curso do Paraíba para reforçar as reservas de abastecimento de SP.

http://www.tijolaco.com/?p=15521

O projeto de transposição de 3 a 5% de águas da desembocadura do Rio São Francisco causou aquela novela midiática.

Perguntar não ofende...

E agora, que o Paraíba está sendo chamado para mais esse sacrifício, vai haver comoção pública?

Ou estavam certos os que diziam que as manifestações contra o velho Chico eram preconceito contra os sertanejos nordestinos?

Ou, mais uma vez, valerá a máxima: o que demotucano pode, petista não pode?

Paulista pode, nordestino não pode???
Enviada por Almir Américo, às 15:14 25/05/2010, de São Paulo, SP


Desespero no ninho Demo-Tucano-Pós-Pós Sem (PPS) é grande.
Será que o neto-yuppie cederá à pressão, na volta de suas imerecidas férias em Paris?

Aqui nas Minas e em seus Gerais, surgem boatos de que a "primeira-irmã" (de Aécio), Andréia Neves Factoring, quem de fato manda no governo estadual, está cotada pra ser vice do consagrado "vampiro brasileiro".

"Tucanos voltam a apelar para que Aécio embarque na campanha de Serra"

Confira no Correio do Brasil
Enviada por Paulo Roberto Franco Andrade, às 15:06 25/05/2010, de Belo Horizonte, MG


O êxito do acordo com Irã e a torcida contra
O jornalista Jânio de Freitas publicou hoje na coluna Poder da FSP:

O salto

O Brasil fez uma incursão menos arriscada no caso do acordo nuclear com o Irã do que aparentou

A REAÇÃO inicial, por aqui, à oficialização do êxito brasileiro no acordo nuclear com Irã, ocorrida ontem com o documento iraniano entregue à Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU, pareceu deliberadamente contida, mais de contrariedade que de regozijo.

Nesse episódio, afinal, a impressão da "torcida contra", a que Lula se refere tanto, ficou bastante clara.

Em vão. O êxito está aí.

Por mais que eles torçam contra, o Brasil faz o que tem que fazer, ou seja, deixar de ser o "país do futuro" para ser "Um país de todos" no presente.

Leia mais em:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/25/o-exito-do-acordo-e-a-torcida-contra/

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2505201003.htm

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2505201004.htm
Enviada por TIE-Brasil, às 11:09 25/05/2010, de Internet


Noblat e o golpe contra Dilma.
Só falta o TSE tomar coragem
Saiu no blog Conversa Afiada:

O tapetão é o último recurso do perdedor

O Conversa Afiada reproduz o comentário do amigo navegante Paulo:

PH olha essa que saiu no blog do Noblat, funcionario da Globo aliada do Serra:

a tentativa de golpe já começa a rondar a oposição, TSE e mídia.

Folha de S. Paulo

Abusos ameaçam eleição de Dilma, diz procuradora

Sérgio Torres:

A candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) à Presidência caminha para ter problemas já no registro e, se eleita, na sua diplomação.

A afirmação é da procuradora da República e vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, que avalia que esses problemas podem surgir se casos de desrespeito à legislação eleitoral continuarem na pré-campanha.

Cureau diz haver “uma quantidade imensa de coisas” na pré-campanha de Dilma que podem ser interpretadas como abusos de poder econômico e político.

O Ministério Público Eleitoral está reunindo informações sobre os eventos dos quais a ex-ministra tem participado para pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a abertura de uma Aije (Ação de Investigação Judicial-Eleitoral) por abuso de poder econômico e político.

Em tese, a Aije poderá resultar na negação do registro ou no cancelamento da diplomação pela Justiça Eleitoral, como já falou, há dez dias, o ministro Marco Aurélio Mello, do TSE.

Assinante do jornal leia mais em Abusos ameaçam eleição de Dilma, diz procuradora

(Comentário meu (do Noblat) : Há abusos suficientes para ameaçar o registro da candidatura de Dilma, admitem dois ministros do Tribunal Superior Eleitoral ouvidos por este blog. Mas falta ao tribunal coragem para tomar qualquer medida mais drástica a esse respeito. )

Nota desta redação:
Observem que esta Sandra Cureau é a mesma vice-procuradora-geral eleitoral que quer a cassação do Paulinho da Força. É a mesma que faz declarações com juízos de valor e pré-julgamentos preconceituosos contra a classe trabalhadora.

Já o Noblat não inova em nada. Reproduz a lógica de Carlos Lacerda (jornalista, direitista, ex-comunista, líder da UDN e dos civis que clamavam pelo golpe de estado) que afirmou: “Getúlio não dever ser candidato à presidência, se for, deve ser derrotado; se ganhar, não deve tomar posse, se tomar posse, deve ser derrubado por um golpe”.

Noblat só o copia, sem querer entender que vivemos em outro Brasil e em outro século...

Essa mídia patronal brasileira e seus profissionais de aluguel não mudam.

Uma vez golpista, sempre golpistas...
Enviada por TIE-Brasil, às 10:30 25/05/2010, de Internet


TST agindo ilegalmente?
Decisões do TST permitem acordo sem sindicato
Decisões do TST (Tribunal Superior do Trabalho) vem permitindo que grandes companhias negociem diretamente com seus empregados quando os sindicatos da categoria se recusam a negociar.

Segundo informações veiculadas no jornal Valor Econômico, uma decisão do Tribunal validou um acordo coletivo fechado pela Gerdau diretamente com os empregados, após o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Extração Mineral de Congonhas (MG) ter se oposto à negociação.

Ainda que a Constituição Federal estabeleça ser obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações, as empresas têm utilizado o artigo 617 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) para derrubar a exigência. Segundo o dispositivo, cabe à empresa notificar o sindicato para que ele assuma a direção da negociação.

O que diz o artigo 617 mencionado na reportagem?

Artigo 617 da CLT - Decreto-lei 5452/43

Art. 617 - Os empregados de uma ou mais emprêsas que decidirem celebrar Acôrdo Coletivo de Trabalho com as respectivas emprêsas darão ciência de sua resolução, por escrito, ao Sindicato representativo da categoria profissional, que terá o prazo de 8 (oito) dias para assumir a direção dos entendimentos entre os interessados, devendo igual procedimento ser observado pelas emprêsas interessadas com relação ao Sindicato da respectiva categoria econômica. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967)

§ 1º Expirado o prazo de 8 (oito) dias sem que o Sindicato tenha se desincumbido do encargo recebido, poderão os interessados dar conhecimento do fato à Federarão a que estiver vinculado o Sindicato e, em falta dessa, à correspondente Confederação, para que, no mesmo prazo, assuma a direção dos entendimentos. Esgotado êsse prazo, poderão os interessados prosseguir diretamente na negociação coletiva até final. (Incluído pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967)

§ 2º Para o fim de deliberar sôbre o Acôrdo, a entidade sindical convocará assembléia geral dos diretamente interessados, sindicalizados ou não, nos têrmos do art. 612. (Incluído pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967)

Parece que o TST e a Gerdau não leram o artigo até o final...
Enviada por Jansen MC, às 09:36 25/05/2010, de São Paulo, SP


Centrais organizam a 2ª Conclat, marcada para 1º de junho, em São Paulo
Conforme havíamos publicado em primeira mão em 20 de abril de 2010, Centrais Sindicais organizam a 2ª Conclat, marcada para 1º de junho, em São Paulo

Em manifesto "ao movimento sindical e à classe trabalhadora", os presidentes de cinco das seis centrais sindicais brasileiras reforçaram a mobilização para a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat). O encontro está marcado para 1º de junho, às 10 horas, no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, em São Paulo.

As centrais enfatizam a necessidade de o sindicalismo e os trabalhadores lançarem uma plataforma de lutas à vista das eleições 2010. Segundo o texto, a Conclat, ao reunir "dezenas de milhares de dirigentes e ativistas sindicais", terá condições e legitimidade "para discutir e deliberar sobre um projeto nacional de desenvolvimento para o País".

Sobre a mobilização, o manifesto registra que "é fundamental que, desde já, sejam organizadas representativas caravanas sindicais de todos os estados e regiões do Brasil, com trabalhadores do campo e da cidade, da ativa e aposentados, jovens, mulheres e homens".

O objetivo é que a Conclat "seja uma massiva demonstração da diversidade brasileira e da determinação da classe trabalhadora".

Leia baixo a integra do manifesto das centrais:

Ao movimento sindical e à classe trabalhadora brasileira

Companheiras e companheiros,

As eleições gerais de 2010 serão um momento decisivo para o País e para a democracia que estamos construindo, pois se realizarão num quadro político singular, caracterizado pelo crescimento sustentado da economia, pelo regime de amplas liberdades democráticas e pela afirmação do papel propositivo do movimento sindical e da classe trabalhadora, possibilitado por um largo processo de unidade de ação entre as centrais sindicais.

A campanha eleitoral será marcada pela acirrada disputa entre distintos e divergentes projetos políticos e de desenvolvimento para o País nos próximos anos. As diferentes candidaturas apresentarão à sociedade e ao debate político suas propostas e programas de governo.

É do interesse dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como da maioria do povo e daqueles que aspiram uma sociedade justa, fraterna e democrática, que este processo de formulação envolva e mobilize milhões de brasileiros.

Partindo desta premissa, as centrais sindicais CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB realizarão no dia 1º de junho de 2010, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora para, numa grande Assembleia, reunir dezenas de milhares de dirigentes e ativistas sindicais para discutir e deliberar sobre um projeto nacional de desenvolvimento para o País, iniciativa inédita e histórica que marcará a trajetória do movimento sindical através da afirmação do protagonismo e da unidade dos trabalhadores.

Convocamos, portanto, o conjunto do movimento sindical brasileiro para se fazer presente em São Paulo no dia 1º de junho. É fundamental que, desde já, sejam organizadas representativas caravanas sindicais de todos os Estados e regiões do Brasil, com trabalhadores do campo e da cidade, da ativa e aposentados, jovens, mulheres e homens, para que nossa Conferência seja uma massiva demonstração da diversidade brasileira e da determinação da classe trabalhadora.

Contando com a presença de todos e todas, enviamos nossas saudações sindicais

- Viva a unidade dos trabalhadores!

- Todos à Conferência Nacional da Classe Trabalhadora - Assembléia 1º de junho!

Central Única dos Trabalhadores
Artur Henrique da Silva
Presidente

Força Sindical
Paulo Pereira da Silva (Paulinho)
Presidente

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
Wagner Gomes
Presidente

Nova Central Sindical dos Trabalhadores
José Calixto Ramos
Presidente

Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
Antônio Neto
Presidente

Fonte: Agência Diap
Enviada por CNM-CUT, às 07:58 25/05/2010, de São paulo, SP


Marinho da Vila canta o Hino Nacional em samba
Enviada por TIE-Brasil, às 23:54 24/05/2010, de Internet


Trabalhadores na Basf aprovam redução de jornada para 36 horas semanais
Os trabalhadores da BASF Demarchi, em assembléia realizada no início da tarde desta segunda-feira (24), aprovaram proposta de acordo de redução de jornada de 42h para 36h27min.

Com esse acordo, a maioria dos cerca de 1.300 trabalhadores da produção de São Bernardo do Campo passam a trabalhar no sistema 6x3, o que irá gerar mais 100 postos de trabalho diretos e indiretos, em curto prazo, além das promoções que irão acontecer com a mudança.

O acordo inclui os setores Fábrica 1 e Suvinil, incluindo produção, laboratório e logística, que se juntarão com os da Resina e da Segurança Patrimonial que já conquistaram a redução de jornada.

Na avaliação do Sindicato dos Químicos do ABC e da Comissão de Fábrica, trata-se de um acordo histórico, resultado de mobilização e união dos trabalhadores.

Assembléia aprova redução

"Hoje os trabalhadores na BASF Demarchi comemoram mais um grande vitória, uma vitória histórica de redução de jornada. O que significa uma vida com mais qualidade para todos, uma vida sem hora-extra. Significa também o justo retorno da produtividade acumulada pela empresa nos últimos anos e a geração de cem novos postos de trabalho", comentou o diretor da CNQ-CUT, do sindicato e trabalhador na BASF Demarchi, Fábio Lins.

A assembléia terminou em clima de festa. Na mesma assembléia, os trabalhadores aprovaram o novo acordo de Programa de Participação nos Resultados (PPR 2010) que, se atingidas as metas, pode pagar até 3.8 salários para cada trabalhador.
Enviada por Sindicacau, às 21:56 24/05/2010, de Ilhéus, BA


México: Felipe Calderón e a submissão crescente do país aos EUA
La Jornada: a submissão crescente do México aos EUA

O presidente do México, Felipe Calderón, visitou o cemitério de Arlington, nos EUA, e rompeu assim o veto tácito, mantido ao longo dos governos anteriores, que impedia um chefe de Estado mexicano visitar esse local. O motivo desta reserva simbólica sempre foi claro: em Arlington, estão enterrados militares estadunidenses que participaram das diversas agressões armadas perpetradas pelos Estados Unidos contra o México, incluídas aí aquelas por meio das quais Washington arrancou do país mais da metade de seu território. O editorial é do jornal la Jornada.

Editorial - La Jornada

No dia 20 de maio, no contexto de sua visita oficial aos Estados Unidos, o presidente do México, Felipe Calderón, depositou uma coroa de flores em frente à Tumba do Soldado Desconhecido, no cemitério de Arlington, Virgínia, em homenagem “aos soldados mexicano-estadunidenses mortos em campanhas militares dos EUA”. O governante rompeu assim o veto tácito, mantido ao longo dos mandatos anteriores, que impedia um chefe de Estado mexicano visitar esse local. O motivo desta reserva simbólica sempre foi claro: em Arlington, estão enterrados militares estadunidenses que participaram das diversas agressões armadas perpetradas pelo vizinho país do norte contra o nosso, incluídas aí aquelas por meio das quais Washington arrancou do México mais da metade de seu território, assim como os criminosos e injustificáveis ataques e ocupação do porto de Veracruz (abril-novembro de 1914).

Se bem que seja certo que a geografia e a economia tornam pertinente e necessária, no período atual, a construção de uma relação bilateral fluida, produtiva e até cordial, nem por isso deve esquecer-se que os EUA têm sido, há dois séculos, a principal ameaça à segurança nacional e o principal responsável por ofensas contra a soberania e a integridade mexicanas. Uma visita do chefe de Estado a Arlington equivale, pois, a aceitar ofensas pelas quais nunca foi oferecido um pedido de desculpas, nem alguma compensação. Além disso, o gesto era desnecessário se consideramos que durante as últimas cinco décadas foi possível desenvolver vínculos cada vez mais estreitos com o governo do país vizinho sem recorrer à concessão feita por Calderón.

Tão improcedente como este ato protocolar é a determinação de prestar homenagem aos “soldados de origem mexicana mortos nas guerras estadunidenses”, uma vez que, com isso, o governo do México dá sua aprovação a tais iniciativas bélicas, invariavelmente contrárias ao direito internacional e que violam as soberanias nacionais e os direitos humanos. Em Arlington, estão enterrados os soldados estadunidenses mortos no panamá, no Afeganistão e no Iraque, para mencionar somente as mais aventuras militares mais significativas das décadas recentes, todas elas tão marcadas por atrocidades e por espírito de rapina como as lançadas por Washington contra o México nos séculos XIX e XX.

Além disso, é inevitável ver na presença de Calderón em Arlington um episódio a mais de submissão da soberania, o mais recente no contexto de uma pauta claramente definida: a assinatura de Iniciativa Mérida, por meio da qual permitiu-se que agências e órgãos militares estadunidenses se intrometessem em assuntos internos mexicanos, por meio de assessorias, trabalho de inteligência e fornecimento de armas, equipamentos e veículos. Outros exemplos são o empenho calderonista em entregar partes substanciais da indústria petroleira que, pelo texto constitucional, é propriedade e atividade exclusiva da nação, para empresas transnacionais, muitas delas estadunidenses, e a deplorável decisão, anunciada em março passado e vigente desde maio, de renunciar ao visto mexicano como requisito para ingressar no território nacional, aceitando, em seu lugar, um documento análogo emitido pelo governo dos EUA.

Quando Calderón encontrava-se em Washington, as autoridades mexicanas pediram auxílio à DEA (Drug Enforcement Administration) e ao FBI na investigação sobre o sequestro de Diego Fernández de Cevallos. Com essa petição, os funcionários mexicanos encarregados da investigação não somente admitem de forma tácita sua incapacidade, como expõem a atitude classista e discriminatória que os governos federal e queretano têm mantido em torno da captura do político panista (do PAN, Partido Ação Nacional). Até agora, semelhante cessão de soberania não tinha sido realizada por nenhuma das vítimas inocentes da descontrolada violência na qual desembocou a “guerra contra a delinqüência organizada”.

Tradução: Katarina Peixoto

Fonte: Carta Maior
Enviada por TIE-Brasil, às 18:42 24/05/2010, de Internet


Novas suspeitas de manipulação de dados em pesquisa do DataFolha
O DataFolha, que lançou suspeitas sob os demais institutos de pesquisa quando eles mostraram Dilma Roussef a frente de Serra nas intenções do voto do eleitorado, dá aulas de como burlar as regras estatísticas para tentar favorecer o seu candidato, o preferido da podridão paulista e do atraso brasileiro que muitos insistem em chamar de elite e imprensa.

Eles se esforçam para pintar a realidade da forma que mais lhes agrada.

Em abril as amostragens do DataFolha não respeitou o peso populacional real de cada região do país no quadro eleitoral e deu grande vantagem a Serra.

Agora para que o susposto empate técnico fosse registrado eles desconsideraram os dados do IBGE em relação ao peso das populações rural e urbana, assim como da escolaridade dos eleitores.

Mas nem com isso conseguem mudar as tendências de voto ou a vontade do eleitorado, que no voto espontâneo dá 19% para Dilma, 5% para Lula, 3% para o candidato do Lula e 1% para o candidato do PT, somando, assim 28% para o campo democrático-popular contra 14% de Serra que representa a aliança demotucana-PiG-udenista, ou seja, o campo democrático-popular tem dobro das intenções de voto espontâneo.

Confira aqui indícios de que a amostragem da pesquisa do Datafolha desrepeita os dados do IBGE para favorecer o candidato demotucano. Mais uma vez o DataFolha se enrosca e se coloca sob suspeita de manipular dados para favorecer Serra.

Não adianta! Essa gente não tem jeito.

Eles farão de tudo para evitar que o Brasil continue crescendo.

Eles farão de tudo para impedir que o POVO siga construindo um País de Todos.

É triste ver que muita gente boa de esquerda não enxerga o que realmente está em disputa.

É evidente que estamos discutindo passado e futuro de nosso povo e de nosso país.

É evidente que estamos discutindo o papel de cada Classe Social no protagonismo, no papel principal, na liderança, do desenvolvimento social, econômico e ambiental de nosso páis e do mundo.

É evidente que precisamos garantir, pelo menos, mais 8 anos de poder democrático-popular para tentar avançar nas conquistas socias, econômicas e ambientais tão necessárias para o futuro deste POVO brasileiro que há mais de 500 anos só faz trabalhar e sofrer.

E é claro que um governo neoliberal dos demotucanos e seu PiG não garantirá isso para ninguém. Eles já mostraram seus dentes e continuam mostrando-os agora.

Acorda companheirada!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:54 24/05/2010, de Curitiba, PR


Vale-tudo do PiG: Quem falar mal de Serra tem que ser cassado!
Com este texto mal escrito e cheio de erros ortográficos e estilísticos a Folha de São Paulo lança sua ofensiva contra o presidente da Força Sindical e deputado federal Paulinho (PDT).

Lembremos que na semana passada o mesmo Paulinho defendeu que a Força deveria se enmprenhar para derrotar o Serra em Sampa, por ser este um inimigo dos Trabalhadores, dos movimentos sociais e do movimento sindical.

Notem que o TRE de São Paulo havia julgado a ação improcedente.

Agora, a Folha.com solta este lixo jornalístico:

Procuradoria recomenda cassação de Paulinho por abuso de poder

O Ministério Público Eleitoral recomendou a cassação do deputado Paulo Pereira da Siva, o Paulinho da Força (PDT-SP), por abuso de poder econômico nas eleições de 2006. O parecer foi entregue ao ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Marcelo Ribeiro nesta segunda-feira.

A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, concordou com a acusação de que Paulinho usou sua condição de presidente da Força Sindical para conseguir recursos de fontes proibidas pela lei --como os sindicatos.

Segundo o parecer, Paulinho usou veículos de sindicatos em sua campanha, gastou acima do limite e teve as contas de campanhas apresentadas com irregularidades.

No TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, a ação já tinha sido julgada improcedente, mas o Ministério Público recorreu ao TSE.

Em sua defesa, o deputado afirma que o processo deve ser arquivado porque não há provas. Paulinho lembra que os documentos apresentados fazem parte de investigação da qual eu não foi citado.

No parecer, Cureau afirma que esse pedido deve ser rejeitado ao dizer que as provas não são ilícitas. Para ela, exitem elementos suficientes para comprovar as condutas atribuídas ao deputado.

A procuradora diz que o simples uso de veículos de sindicatos já torna o deputado sujeito a sanções "A constatação de que a campanha eleitoral do recorrido teve como mote, precisamente, sua condição de dirigente sindical, leva à conclusão de que a situação posta nos autos é ainda mais grave", diz.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do deputado, que ainda não respondeu.

Fonte: Folha.com

Perceba que a tal vice-procuradora-geral eleitoral pré-julga o caso e condena Paulinho por ser uma liderança sindical que concorreu às eleições. A vice-procuradora pronuncia um juízo de valor, altamente carregado de preconceito. Patrão pode ser candidato quando quiser. Sindicalista não. É o que ela diz com outras palavras.

O ministério público que tanto se preocupa com o suposto uso dos carros dos sindicatos pelo Paulinho, deveria também processar José Serra que, além de usar veículos oficiais do governo de São Paulo, usa a PM paulista como segurança particular.

Podemos esperar que a baixaria demotucana e de seu PiG vai aumentar a medida que o demotucano Serra despencar nas intenções de voto.

A aliança de direita vai apelar e feio.
Enviada por TIE-Brasil, às 16:32 24/05/2010, de Curitiba, PR


Organizações sociais e pastorais discutem rumos do país na II Assembléia Popular Nacional
Apontar os possíveis caminhos para um Brasil mais justo e que esteja a serviço do bem comum da população; resgatar o tema da esperança para o debate das lutas do povo e promover a articulação das organizações populares do país diante da atual conjuntura política são os principais objetivos da II Assembléia Popular Nacional.

O encontro acontecerá durante os dias 25 a 28 de maio, reunindo cerca de 600 militantes ligados aos movimentos e pastorais sociais, entidades e organizações populares de todo o país no CTE/CNTI, em Luziânia (GO).

A II Assembléia Popular Nacional vem de um processo amplo de articulação e organização de várias campanhas, redes e movimentos sociais no Brasil. Desde 2005, quando ocorreu a I Assembléia Nacional, estados e municípios debatem a construção “do Brasil que queremos”.

Mobilizações nacionais como a Campanha contra a ALCA, a Campanha pela Reestatização da Vale, as Semanas Sociais Brasileiras e a Campanha Contra os Altos Preços da Energia Elétrica foram assumidas pela Assembléia Popular (AP) como um instrumento de intenso debate com a sociedade e revelaram a grande necessidade de organização popular.

Segundo Luiz Bassegio, da coordenação nacional da AP, além de refletir sobre o Brasil que as organizações querem construir, este é um momento de fortalecer o poder popular e de preparar as lutas do próximo período.

“Nos últimos anos, os estados se envolveram com a realização de atividades concretas, elaboração e estudo do instrumento de preparação para a II AP. De agora em diante, o nosso desafio é ampliar as articulações com setores do campo e da cidade. É urgente que cada vez mais os trabalhadores e trabalhadoras estejam envolvidos em lutas políticas, através dos debates, mobilizações e participação efetiva”, afirmou.

II Assembléia Popular Nacional

Na próxima semana, os representantes estaduais que participarão do evento discutirão diferentes temas que envolvem a revisão do documento “O Brasil que queremos. Assembléia Popular, mutirão por um novo Brasil”.

As organizações populares debaterão sobre os direitos ambientais, civis, políticos, sociais, econômicos e culturais. Cada um desses eixos abordará a realidade da organização, formação e luta dos setores populares, assim como apontará para a concretização destas frentes nas comunidades camponesas e urbanas no próximo período.

Entre as organizações que integram a Assembléia Popular estão as Pastorais Sociais da CNBB, Cáritas Brasileira, Grito dos Excluídos, Movimento Sem Terra, Consulta Popular, Marcha Mundial das Mulheres, Via Campesina, Uneafro, Movimento dos Atingidos por Barragens e Jubileu Sul.

Mais informações na página da internet

www.assembleiapopular.org

Contatos para imprensa:

Mayrá Lima: (61) 96846534
Alexania Rossato: (61) 9928 6051
Maria Mello: (11) 96903614
Enviada por MST, às 12:37 24/05/2010, de São Paulo, SP


PV de Gabeira esconde Marina Silva e assume aliança com demotucanos
Clique aqui para ampliar a imagem
Saiu no Conversa Afiada:

Gabeira some com Marina.
Ela é “traíra” ou “trouxa”?

Marina está para Gabeira assim como Serra para Alckmin

O Conversa Afiada reproduz e-mail do amigo navegante Marcelo:

Estou na dúvida se Marina Silva é traíra ou trouxa:

Ato de Gabeira ‘some’ com Marina

Com PSDB, PPS e DEMO, verde diz que coligação é como pássaro desajeitado que voa alto. Presidenciável ficou fora da festa

Fonte:
http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2010/5/ato_de_gabeira_some_com_marina_83243.html

Saiu na Carta Maior:

Pacto entre Serra e Gabeira espreme Marina

Gabeira omite Marina Silva, mas cita Serra no discurso de lançamento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro, neste domingo. Provavelmente porque o evento estava sendo filmado e poderá colorir a campanha do candidato demotucano, o nome de Marina Silva foi escondido nas faixas do PV durante o encontro; em pelo menos quatro faixas estendidas no local do evento militantes do partido apagaram às pressas o nome da senadora com fita crepe e panfletos. A justificativa oficial: não ferir a lei eleitoral; o fato: não irritar os aliados tucanos que reivindicam prioridade à exposição da candidatura Serra.

Gabeira segue o roteiro pelo qual ganharia a embaixada em Paris se Serra vencer a eleição de outubro e reduz o PV do Rio a pé-de-palanque do candidato do conservadorismo brasileiro. O vice de Gabeira é o tucano Márcio Fortes, conhecido como 'cofre forte' de Serra; o senador pelo Rio, apoiado pelo PV, é o DEMO Cesar Maia, assim como no Rio Grande do Norte o partido apóia a reeleição de Agripino Maia.

Salta aos olhos, em mais esse episódio burlesco, que a história de Marina Silva está sendo usada como adereço de mão 'verde' de um pacto cinzento entre o conservadorismo demotucano e o conservacionismo de direita, liderado no Brasil por Fernando Gabeira.

(Carta Maior e os rumos de quem saiu do PT em nome da ética; 24-05)

Fonte:
Pacto entre Serra e Gabeira espreme Marina
Enviada por TIE-Brasil, às 10:58 24/05/2010, de Curitiba, PR


Nestlé descumpre normas de jornada e meio ambiente de trabalho e é multada
A Nestlé, indústria suíça do ramo alimentício, firmou no dia 20, um acordo no valor de R$ 600 mil perante a procuradora Alvamari Cassillo Tebet, do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Campinas, em substituição ao pagamento de multa por descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2007.

O montante será doado para entidades filantrópicas e órgãos públicos. Deste total, R$ 220 mil serão revertidos em bens e serviços para a Gerência Regional do Trabalho de Campinas e R$ 30 mil irão para Justiça do Trabalho em Araras, em equipamentos de informática. O prazo para o pagamento é de 180 dias.

No mesmo prazo, a Nestlé terá de doar R$ 35 mil para a Clínica Antônio Luiz Sayão (acompanhamento psiquiátrico), para a realização de obras na entidade. O orfanato Lar Vida Nova receberá R$ 80 mil para aquisição de equipamentos de informática, móveis e veículo para o transporte de crianças.

A Santa Casa de Misericórdia de Araras receberá R$ 40 mil em materiais de construção e a Escola Municipal de Educação Especial Maria Aparecida Muniz Michelin e José Benedito Carneiro receberá uma impressora Braile.

Até 30 de junho, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) receberá a doação de um veículo zero quilômetro e equipamentos de informática, no valor de R$ 130 mil, para utilização do Grupo Móvel de Fiscalização Rural. Quarenta mil reais serão destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Por fim, a Nestlé de comprometeu a doar, até 30 de julho, R$ 20 mil para as campanhas promovidas pelo MPT em comemoração ao dia mundial de combate ao trabalho infantil. Em caso de sobra, a verba será revertida ao Fundo Municipal da Infância de Campinas.

Caso não realize as doações nos prazos estipulados, a Nestlé deverá pagar multa no importe de 20% do valor total do acordo.

Conheça o caso

A Nestlé firmou um TAC perante o MPT em 2007, quando houve a constatação de irregularidades relacionadas ao meio ambiente de trabalho e ao abuso de jornada.

Em janeiro de 2010, a fiscalização do trabalho, em resposta a ofício do MPT, realizou diligência na fábrica da empresa, em Araras, para verificar o cumprimento do acordo.

Os auditores aplicaram 7 autos de infração, e verificaram o descumprimento de obrigações relacionadas à ausência de intervalos, jornada excessiva e submissão ao trabalho em domingos e feriados. Além disso, a empresa deixou de fornecer assentos adequados nos postos de trabalho e proteção para máquinas.

As multas previstas no ajuste variam entre R$ 2 mil e R$ 15 mil por item descumprido e por trabalhador encontrado em situação irregular. Como alternativa ao pagamento da multa, a procuradora propôs as doações.

As obrigações assumidas pela Nestlé no TAC em 2007 continuam válidas. Na audiência realizada nessa quinta-feira, um novo TAC foi assinado, no qual a empresa se compromete a não submeter trabalhadores a jornada de trabalho em domingos e feriados.

Fonte: Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região Campinas, 21/05/2010
Enviada por Vera Armstrong, às 10:32 24/05/2010, de Curitiba, PR


Dilma sobe "milagorsamente" em pesquisa do DataFolha. Por que será???

Em 15 de abril, o mesmo DataFolha, em uma mais que suspeita pesquisa de última hora, deu:

Serra 42%

Dilma 30%.

Segundo o PiG, o Serra estava eleito!!!

Festa na horta demotucana.

Agora o leite azedou.

Na pesquisa espontânea Dilma tem 19% contra 14% do Serra.

Se o segundo turno fosse agora, Dilma teria 46% dos votos contra 45% de Serra.

Além disso o índice de rejeição da Dilma caiu de 24% para 20% enquanto o de Serra subiu de 24% para 27%.

A aprovação do governo Lula também é recorde:
76% consideram o governo Ótimo ou Bom
19% regular.

"Nunca antes na história deste país" um presidente conseguiu tamanho índice de aprovação e popularidade.

Mesmo o DataFolha elaborando um questionário para lá de suspeito (veja aqui alguns exemplos), tentando colocar na boca dos entrevistados a resposta desejada pelos donos da pesquisa, Dilma aparece empatada com Serra.

Isso quer dizer que eles não conseguem inverter as tendências estatísticas, nem muito menos manipular a realidade. Nem com toda a manipulação de entrevistas e dados. Nem com toda a sacanagem do DataFolha em relação às demais pesquisas, como, por exemplo, acusar os demais institutos de fraude (olha aí a competência demotucana de novo).

A Dilma sobe nas pesquisas TODAS porque o povo quer a continuidade das políticas do governo Lula, o povo quer que o Brasil continue crescendo e distribuindo renda, o povo quer que os graves problemas existentes no Brasil sejam solucionados.

Dilma sobe nas pesquisas porque o povo sabe que Serra não é a solução para os problemas do povo.

Dilma sobe porque o povo sabe que Serra é a solução para os ricos, para a manutenção das brutais diferenças sociais e econômicas que dominam este país.

As tendências estatísticas mostram isso.

Só não vê quem acredita que pode manipular pesquisas e a opinião pública impunemente.

Só não vê isso quem acha que tem todo o poder para falsear a realidade.

Só não vê isso quem ainda não saiu do período colonial brasileiro.
Enviada por TIE-Brasil, às 11:17 22/05/2010, de Internet


Aliado dos demotucanos poderá ganhar mais que Presidente da República
Prefeito de Curitiba pode ganhar o teto do funcionalismo

O plenário da Câmara Municipal de Curitiba vota na sessão desta segunda-feira (24) o projeto de Lei de autoria da Mesa Executiva que estabelece o novo salário do prefeito da capital paranaense: R$ 26.723,13 (vinte e seis mil e setecentos e vinte e três reais e treze centavos), mesmo valor do vencimento mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em outras palavras, Luciano Ducci poderá ter o salário superior ao do presidente da República, ao do governador do Paraná, e ao do prefeito de São Paulo, maior cidade da América Latina.

O projeto ainda estabelece os valores dos salários do vice-prefeito, do procurador geral do município e dos secretários municipais: R$ 12.047,46 (doze mil e quarenta e sete reais e quarenta e seis centavos).

A sessão plenária desta segunda-feira começa às 14h30.

Fonte: Site da vereadora Profª Josete

Notas desta redação:

É isso que chamamos de competência demotucana. Eles cometem todo tipo de barbaridade administrativa, aumentam impostos, fazem propaganda irregular, se apropriam de iniciativas alheias, beneficiam aliados, vendem o patrmônio público e, com a ajuda da imprensa patronal, vivem a acusar os outros de corrupção, incompetência, despreparo, megolomania, etc.

Sem dúvida eles são extremamente competentes na arte de meter a mão no bolso do contribuinte e passar-se por santos.

São estes mesmos senhores que se recusam a dar aumentos salariais de alguns porcentos para os funcionários públicos e trabalhadores em geral, mas que dobram ou triplicam seus próprios salários.

E tem gente que ainda continua votando nestes caras!

Acorda Curitiba!

Acorda Paraná!

Acorda Brasil!
Enviada por Marilena Silva, às 10:44 22/05/2010, de Curitiba, PR


Mino Carta: Os interesses dos impérios e os nossos
Republicamos o editorial de Mino Carta, na Carta Capital que chega hoje às bancas.

Os interesses dos impérios e os nossos

Ao ler os jornalões na manhã de segunda 17, dos editoriais aos textos ditos jornalísticos, sem omitir as colunas, sobretudo as de O Globo, me atrevi a perguntar aos meus perplexos botões se Lula não seria um agente, ocidental e duplo, a serviço do Irã. Limitaram-se a responder soturnamente com uma frase de Raymundo Faoro: “A elite brasileira é entreguista”.

Entendi a mensagem. A elite brasileira aceita com impávida resignação o papel reservado ao País há quase um século, de súdito do Império. Antes, foi de outros. Súdito por séculos, embora graúdo por causa de suas dimensões e infindas potencialidades, destacado dentro do quintal latino-americano. Mas subordinado, sempre e sempre, às vontades do mais forte.

Para citar eventos recentíssimos, me vem à mente a foto de Fernando Henrique Cardoso, postado dois degraus abaixo de Bill Clinton, que lhe apoia as mãos enormes sobre os ombros, em sinal de tolerante proteção e imponência inescapável. O americano sorri, condescendente. O brasileiro gargalha. O presidente que atrelou o Brasil ao mando neoliberal e o quebrou três vezes revela um misto de lisonja e encantamento servil. A alegria de ser notado. Admitido no clube dos senhores, por um escasso instante.

Não pretendo aqui celebrar o êxito da missão de Lula e Erdogan. Sei apenas que em país nenhum do mundo democrático um presidente disposto a buscar o caminho da paz não contaria, ao menos, com o respeito da mídia. Aqui não. Em perfeita sintonia, o jornalismo pátrio enxerga no presidente da República, um ex-metalúrgico que ousou demais, o surfista do exibicionismo, o devoto da autopromoção a beirar o ridículo. Falamos, porém, é do chefe do Estado e do governo do Brasil. Do nosso país. E a esperança da mídia é que se enrede em equívocos e desatinos.

Não há entidade, instituição, setor, capaz de representar de forma mais eficaz a elite brasileira do que a nossa mídia. Desta nata, creme do creme, ela é, de resto, o rosto explícito. E a elite brasileira fica a cada dia mais anacrônica, como a Igreja do papa Ratzinger. Recusa-se a entender que o tempo passa, ou melhor, galopa. Tudo muda, ainda que nem sempre a galope. No entanto, o partido da mídia nativa insiste nos vezos de antanho, e se arma, compacto, diante daquilo que considera risco comum. Agora, contra a continuidade de Lula por meio de Dilma.

Imaginemos o que teriam estampado os jornalões se na manhã da segunda 17, em lugar de Lula, o presidente FHC tivesse passado por Teerã? Ele, ou, se quiserem, uma neoudenista qualquer? Verifiquem os leitores as reações midiáticas à fala de Marta Suplicy a respeito de Fernando Gabeira, um dos sequestradores do embaixador dos Estados Unidos em 1969. Disse a ex-prefeita de São Paulo: por que só falam da “ex-guerrilheira” Dilma, e não dele, o sequestrador?

A pergunta é cabível, conquanto Gabeira tenha se bandeado para o outro lado enquanto Dilma está longe de se envergonhar do seu passado de resistência à ditadura, disposta a aderir a uma luta armada da qual, de fato, nunca participou ao vivo. Nada disso impede que a chamem de guerrilheira, quando não terrorista. Quanto a Gabeira, Marta não teria lhe atribuído o papel exato que de fato desempenhou, mas no sequestro esteve tão envolvido a ponto de alugar o apartamento onde o sequestrado ficaria aprisionado. E com os demais implicados foi desterrado pela ditadura.

Por que não catalogá-lo, como se faz com Dilma? Ocorre que o candidato ao governo do Rio de Janeiro perpetrou outra adesão. Ficou na oposição a Lula, primeiro alvo antes de sua candidata. Cabe outro pensamento: em qual país do mundo democrático a mídia se afinaria em torno de uma posição única ao atirar contra um único alvo? Só no Brasil, onde os profissionais do jornalismo chamam os patrões de colegas.

Até que ponto o fenômeno atual repete outros tantos do passado, ou, quem sabe, acrescenta uma pedra à construção do monumento? A verificar, no decorrer do período. Vale, contudo, anotar o comportamento dos jornalões em relação às pesquisas eleitorais. Os números do Vox Populi e da Sensus, a exibirem, na melhor das hipóteses para os neoudenistas, um empate técnico entre candidatos, somem das manchetes para ganhar algum modesto recanto das páginas internas.

Recôndito espaço. Ao mesmo tempo Lula, pela enésima vez, é condenado sem apelação ao praticar uma política exterior independente em relação aos interesses do Império. Recomenda-se cuidado: a apelação vitoriosa ameaça vir das urnas.
Enviada por TIE-Brasil, às 19:41 21/05/2010, de Internet


O PDT e a Força estão com vontade de derrotar o Serra em SP
"Eu conheço bem o outro lado. O que tem em volta do Serra é o que tem de pior no Brasil"

"Se esse sujeito ganhar a eleição ele vai acabar com os direitos dos Trabalhadores"

"Precisamos fazer uma grande frente em São Paulo, com as demais Centrais... nós precisamos ganhar do Serra em São Paulo para ele aprender a tratar Trabalhador (aplausos) Eu só vou ficar contente se nós ganharmos dele lá"

"Se esse sujeito ganhar ele vai tratar os movimentos sociais e principalmetne o movimento sindical como inimigo, porque o lado dele é outro"

Palavras do Paulinho!

Confira no vídeo abaixo:
Enviada por Almir Américo, às 15:23 21/05/2010, de São Paulo, SP


Made in China: Mais outro funcionário comete suicídio na Foxconn
O problema de suicídios na Foxconn ficou ainda mais problemático: mais outra morte foi reportada, junto a trinta tentativas de suicídio somente nas últimas três semanas.

A vítima mais recente era um rapaz de 21 anos que, segundo relatos, caiu da janela do sétimo andar de um entre vários dormitórios para funcionários da Foxconn, em Shenzhen, na China. Ele tinha vários cortes de faca no corpo, e uma "adaga" foi encontrada no local. A morte ainda não foi declarada suicídio, apesar de que as circunstâncias (pular de um dormitório) se assemelham a suicídios na Foxconn que ocorreram no passado.

Os números de suicídio na Foxconn estavam dentro ou abaixo da média da taxa de suicídios na China, mas a revelação de que 30 pessoas tentaram suicídio nas últimas três semanas talvez indique que há um fenômeno muito maior e muito mais perturbador acontecendo por lá.

O colunista Malcolm Moore, do jornal britânico Telegraph, vem relatando os suicídios na China há algum tempo, e disse que este é um "aglomerado de suicidas", no qual "a noção de suicídio se espalha rapidamente por um grupo de pessoas, geralmente adolescentes ou jovens adultos". Acontece que nove dos funcionários da Foxconn que se mataram este ano ao se jogar dos dormitórios tinham 25 anos ou menos, e trabalharam na Foxconn por menos de seis meses.

A Foxconn aparentemente não consegue entender o "aglomerado de suicidas" nem impedir que ele cresça mais. A empresa está tão deseperada que levou até um monge budista para livrar as fábricas de "espíritos malignos". Algo me diz que o problema são salários baixos e longas jornadas de trabalho, não espíritos do mal, que estão causando esta terrível tendência. [Telegraph]

Leia mais em:

Foxconn, Apple e seus fornecedores

Relatos de um infiltrado no inferno: a fábrica da Foxconn

Mais outro funcionário comete suicídio na Foxconn
Enviada por Almir Américo, às 15:01 21/05/2010, de São Paulo, SP


De como exercer a ousadia moral
Por Mauro Santayana

Velha teoria explica as guerras generalizadas como inevitável irritação da História: as situações envelhecem e se tornam insuportáveis, para estourar nos conflitos sangrentos. Alguns as veem como autorregeneração do mundo, ao contribuir para o equilíbrio demográfico. Outros a atribuem à centelha diabólica que dorme no coração dos homens e incendeia o ódio coletivo. O mundo finará sem que entendamos a fisiologia do absurdo. Para os humanistas, são repugnantes os massacres coletivos tanto como os assassinatos singulares.

De qualquer forma, a História tem como eixo a tensão permanente entre guerra e paz; entre a competição e o entendimento; entre o egoísmo que se multiplica no racismo e a solidariedade internacional. Uma coisa é inegável: quando os mais fortes querem, não lhes faltam argumentos trôpegos para justificar a agressão. La Fontaine soube reduzir esse comportamento no diálogo entre o lobo e o cordeiro. Quando o lobo quer, os filhos são responsáveis por falsas culpas dos pais e as águas sobem os rios.

É interessante registrar, no episódio da questão do Irã, algumas dúvidas que assaltam o homem comum. A primeira delas – e devo essa observação a um amigo – é a do direito de os possuidores das armas atômicas decidirem quem pode e quem não pode desenvolver a tecnologia nuclear. Mais ainda, quando o árbitro maior é o governo do país que a usou criminosamente, ao arrasar, sem nenhuma razão tática ou estratégica, duas cidades inteiras e indefesas do Japão. Reduzidas as dimensões do absurdo, podemos aceitar como lícitas as associações criminosas, como as dos narcotraficantes dos morros. Possuidores de bom armamento, impõem sua lei às comunidades e constroem sua própria legislação, cobram tributos e exigem obediência, sob a ameaça dos fuzis e da tortura. Chegaremos assim a uma sociologia política, abonada indiretamente por Weber e outros, que admite todo poder de facto, sem discutir sua legitimidade ética.

O momento histórico é de grande oportunidade para a Humanidade – e de grande perigo, também. A República dos Estados Unidos é um lobo ferido em suas entranhas. Por mais disfarcem o choque, a eleição de Barack Hussein Obama lanhou as glândulas da tradição conservadora da Nova Inglaterra. A águia encolheu suas asas. A maioria dos estados e, neles, a maioria dos eleitores, decidiu por um homem mestiço, filho de pai negro e mãe branca, nascido em uma colônia dissimulada em estado, o Havaí; e que passou o período mais importante da formação, o da adolescência, na Ásia: na Indonésia muçulmana e no arquipélago em que nasceu.

No inconsciente coletivo, os Estados Unidos já sentem a decadência, que se acelerou com o neoliberalismo. Eles poderão administrá-la com inteligência, integrando-se em uma Humanidade que necessita, com urgência, de novos parâmetros e de nova tecnologia, capazes de preservar a natureza, hoje em acelerada erosão, ou entrar em desespero. Se entrarem em desespero, conduzirão o mundo a nova guerra, mas isso não parece provável, diante da crescente consciência antibélica de seu povo.

Por enquanto os falcões parecem contar com a Europa e com a China, no caso do Irã. Mas não há, nos horizontes movediços de hoje, país suficientemente forte, capaz de impor-se aos demais. A Europa desce a ladeira, com sua bolsa de euros de barro, e a União Europeia se encontra ameaçada de fragmentação. A China é uma nebulosa impenetrável. O capitalismo financeiro descolou-se de qualquer compromisso ético, se é que o teve um dia. O sistema se torna mais selvagem quando se vale dos instrumentos tecnológicos de operação universal e instantânea.

É nesse momento que a presença do Brasil começa a impor-se no cenário internacional. Não temos armas atômicas, não dispomos de exércitos numerosos e bem equipados, mas somos chamados a manter o bom-senso, e manter o bom-senso é exercer a ousadia moral.

Digam o que disserem os quislings domésticos, o Brasil ganhou o respeito do mundo ao buscar a paz no Oriente Médio. Se contribuirmos para evitar o conflito, nosso será o mérito; se não houver o êxito, fica, na História, o testemunho de um esforço destemido e honrado – e não menos meritório.

Fonte: http://www.jblog.com.br/politica.php?itemid=21300
Enviada por Almir Américo, às 11:25 21/05/2010, de São Paulo, SP


Brasil, o novo líder global.
É o que publica o jornal espanhol El País
A edição de 20.05.2010 do jornal El País, da Espanha, destaca novamente o sucesso da política econômica e de inclusão social do governo Lula. A transformação brasileira foi apresentada por Lula no Encontro Brasil - Aliança para uma nova Economia Global, em Madri, organizado pelos jornais El País e Valor Económico.

Para uma plateia formada por empresários espanhóis e brasileiros, o presidente do Brasil falou dos 14 milhões de empregos criados em sua gestão, da incorporação de 30 milhões de pobres à classe média e om avanço do ensino superior público e gratuito, entre outros temas.

Leia abaixo a íntegra em espanhol do texto sobre o Brasil e o presidente Lula publciado nesta quinta-feira (20) pelo jornal El País:

Brasil, el nuevo líder global

Previsibilidad, pero sobre todo seriedad. Eso es Brasil. Este es el mensaje que, acompañado de unas cifras apabullantes sobre su gestión, el presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, transmitió ayer en Madrid a los asistentes al encuentro Brasil. Alianza para la nueva economía global, organizado por EL PAÍS y el diario brasileño Valor Económico. Y con una coda importante: "Es un camino sin retorno", subrayó el ex sindicalista.

En la recta final de su gestión -en octubre se celebrarán elecciones presidenciales y el 1 de enero de 2011 abandonará el poder-, Lula expuso ante numerosos empresarios españoles y brasileños varias pinceladas de lo que ha supuesto su paso por la residencia presidencial de Planalto. El mandatario se marcha con 14 millones de puestos de trabajo creados, con 30 millones de pobres incorporados a la clase media y con poder de consumo y con el número de plazas en universidades estatales duplicado. "Y además a nadie le inquieta quién va a ganar las elecciones. Ese es el gran cambio en Brasil", apostilló el presidente, quien además apuntó otro gran cambio en la estrategia brasileña: "Hay muchas empresas e inversiones españolas en Brasil, es la hora de que haya inversiones brasileñas en España", dijo.

Improvisando, con apenas unas notas delante, Lula trenzó en su discurso la modestia personal con el orgullo nacional brasileño y el aviso de que el gigante sudamericano se ha despertado y exige voz y voto en la escena internacional. En toda. "Brasil será una gran potencia económica, pero queremos transformarnos en un gran agente político. Los números son sólidos y el país es serio y previsible, y ahora seremos un actor global", anunció. Y así, asumiendo el papel de líder de un país con peso económico internacional, el presidente brasileño estuvo especialmente duro con la gestión europea de la crisis económica y financiera. "¿Por qué Alemania se ha demorado tanto en ayudar a Grecia? ¿Por qué Europa ha tardado tres meses en ayudar a Grecia? Los países dependían de una decisión colectiva que de colectiva no tenía nada. Se trataba de que Alemania dijera sí". Y dirigiéndose a Felipe González, presente en la sala, tuvo palabras para el presidente del Gobierno, José Luis Zapatero: "Está pagando por algo de lo que no tiene la culpa y mientras los verdaderos responsables hacen como si no tuvieran nada que ver, España, Portugal o una Europa debilitada sufren las consecuencias".

Acto seguido explicó la actitud de su Administración ante la crisis. "Hemos tomado todas las medidas necesarias ante la crisis. No me imagino qué más se puede hacer. Deben saber que en Brasil la televisión está haciendo auténtica apología del consumo. La televisión les dice a los brasileños si usted no está comprando porque tiene miedo de que pueda perder su empleo, terminará perdiéndolo. Compre, y tengo que decir que son las clases más bajas del país las que han respondido, las que más han consumido".

Con tono apasionado y dirigiéndose al auditorio en ocasiones con la expresión "compañeros y compañeras", Lula expuso algunos ejemplos concretos de cómo ha mejorado la vida de los brasileños. Y lo hizo con el mismo lenguaje que utiliza en Brasil y que le ha permitido conectar con el electorado del gigante sudamericano de 180 millones de habitantes. "Cuando pregunté a los bancos por qué no se daban créditos a la gente me contestaron: porque luego no los pueden pagar; estaban negando el derecho a la vivienda". "Hemos tenido que acabar con la mentalidad derrotista. Cuando llegamos al poder se escuchaba Brasil está en quiebra, Brasil tiene una deuda insoportable. ¡Y eso te lo dicen tus propios compañeros!". "Al llegar al poder me encontré con cuestiones que parecían simples pero que no se resolvían: ¿Por qué no se puede pagar un salario que permita a la gente comprar?".

Levantando una sonrisa en el auditorio, Lula reconoció sus limitaciones. "No soy economista, pero cuando llegué al poder supe que había que debatir sobre economía... y de debates sé mucho". El hombre que convirtió al Partido de los Trabajadores en la primera fuerza política de Brasil recordó los tres pasos básicos que dio al llegar a la presidencia. "Había que probar que era compatible hacer crecer la economía de país y distribuir la renta; que es posible exportar y a la vez hacer crecer el mercado interno, y que aumentar el salario mínimo no quiebra el sistema de previsión social y no dispara la inflación".

Lula considera como uno de sus grandes éxitos el haber terminado con la dicotomía público / privado en la concepción de la política económica. "Es una discusión equivocada", opinó para poner como ejemplo una de sus primeras medidas: la compra por el Estado del 50% de una entidad de crédito privada precisamente para estimular el consumo.

El resultado, más allá de las cifras económicas -y de la aspiración confesada ayer por el propio presidente de convertir a Brasil en la quinta economía del mundo- es resumido por Lula en una palabra: autoestima. "Siempre nos habían dicho que éramos mediocres. Todo lo del exterior era mejor y había quien le daba vergüenza decir que es brasileño. Eso se ha acabado en el Brasil de hoy. De hecho, el pueblo brasileño es de los más trabajadores y creativos".

Brasil reclama desde hace años un puesto permanente en el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas, una iniciativa en la que no tiene el respaldo de España más partidaria del aumento de la representación y equilibrio regional en el órgano. "No estamos de acuerdo con el actual modelo de gobernanza mundial de la ONU surgido en 1945. Hay que dar más presencia a África, a América Latina a India y a Japón. Cuantas más decisiones se tomen fuera de la ONU, más decisiones serán unilaterales. Si la ONU sigue así vamos a tener problemas", advirtió. Lula fue más lejos e incluso puso en duda la importancia de foros de reciente creación como el G-20. "El G-20 funcionó en un primer momento, pero su poder de decisión es escaso. La cuestión ahora es ¿cuál es el organismo multilateral que regula el funcionamiento financiero?".

Lula terminó reivindicando su negociación directa ante Irán en la cuestión de la crisis nuclear. "Sin involucrar a más actores no podemos tener tranquilidad en Oriente Medio".

Fonte: El País

Nota desta redação: Em um caderno especial publicado pelo Valor Economico aqui no Brasil, os editorialistas do PiG, envergonhados e cheios de ódio e preconceito, admitem que o Brasil é apenas um "Ator Global"...
Enviada por CNM-CUT, às 11:13 21/05/2010, de São Paulo, SP


Dissidentes do PV criam Partido Livre e vão apoiar Dilma
Grupo político baseado numa dissidência do PV realizará um encontro em Belo Horizonte no próximo sábado, 22, para formalizar apoio à presidenciável do PT, Dilma Rousseff

Em processo de legalização, o Partido Livre deve ser o vigésimo oitavo partido político brasileiro registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Formado por dissidentes do PV de 15 Estados, o Livre é formado por militantes que no fim do ano passado deixaram os verdes após o ingresso da senadora e pré-candidata à Presidência, Marina Silva. Eles também não concordavam com os rumos da legenda nos últimos anos.

"Entre os três pré-candidatos, acreditamos que a Dilma se identifica mais com nossas ideias", disse Carlos Magno Taborda presidente do novo partido em Minas Gerais e um dos fundadores do Livre.
Enviada por Almir Américo, às 21:49 20/05/2010, de São Paulo, SP


Tem gente que não sabe fazer política se não tiver inimigo
O presidente Lula em discurso para os prefeitos do Brasil descascou a mandioca em cima dos gringos e da imprensa que vive a criticar a política externa do país.

Enviada por TIE-Brasil, às 18:57 20/05/2010, de Internet


Líder gay baiano deixa PV por discordar de Marina Silva
Saiu no portal Terra:

O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), o historiador e ativista Marcelo Cerqueira, anunciou que deixará o PV e deve ingressar no PT, depois de 10 anos de militância ao lado dos verdes. O ativista justificou sua saída pelo fato de a pré-candidata à presidência Marina Silva ser "dissimulada", segundo ele, e os verdes estarem se tornando um partido de "direita reacionária". Cerqueira, que é presidente do grupo desde 2007, aponta posições de Marina contra, por exemplo, o aborto, como questões-chave para a sua decisão.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.
Enviada por Almir Américo, às 13:19 20/05/2010, de São Paulo, SP


Ator Global
"Ninguém gosta de novo ator, mas quem diz que os EUA devem ser o xerife do Oriente Médio e do mundo?"

Para Lula, a reação americana ao acordo que o Brasil e Turquia arrancaram do Irã, para tentar brecar a escalada de tensão no Oriente Médio, não chega a surpreender.
Enviada por TIE-Brasil, às 12:38 20/05/2010, de Internet


Por que os EUA insistem na solução violenta?
Por Kaveh L Afrasiabi, Asia Times Online (de Teerã)

Com a confirmação do acordo de Teerã, para troca de combustível nuclear, aproximando-se dos EUA como bola-de-efeito lançada por mão de mestre, os EUA vêem forçados chutar de-qualquer-jeito, “bola-pro-mato”, para longe da quadra, e pressionam como podem para impor mais sanções contra o Irã.

Washington garantiu que conta com apoio de russos e chineses (obtido “de ontem para hoje”) para as sanções que dependem de aprovação pelo Conselho de Segurança e não são condicionadas a qualquer acordo sobre a proposta viabilizada na 2ª-feira por Turquia e Brasil para fazer baixar o nível de tensão do impasse nuclear.

Depois de meses de negociações e um dia depois da declaração trilateral, a divulgação de um rascunho de resolução da ONU que representaria uma quarta rodada de sanções – caso seja aprovada –, seria “a única resposta aceitável aos esforços que empreendemos no Irã nos últimos dias”, nas palavras da secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton.

É possível que Clinton esteja sob intensa pressão para elevar a aposta dos EUA na aprovação das sanções, com editorial do Wall Street Journal, ontem, pintando o acordo de Teerã na 2ª-feira como “fiasco” e “debâcle” da diplomacia do presidente Obama.

O acordo de Teerã tem potencial para gerar dúvidas em quantidade suficiente para adiar a discussão das sanções ou para abalar o empenho da Casa Branca a favor de sanções, sobretudo se se considera que a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), de fiscais da ONU para questões de energia nuclear, ainda tem de analisar os detalhes do acordo que abre, sim, via alternativa importante às sanções.

“Há muitas perguntas ainda sem resposta, no acordo anunciado em Teerã”, disse Clinton em comunicado no qual reconhece os esforços de Turquia e Brasil para encontrar saída para o impasse. “Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU” [Rússia, China, EUA, Reino Unido e França + a Alemanha, conhecidos como “Irã-6”], tentam arregimentar a comunidade internacional a favor de sanções duras, que, em nossa opinião, implicam mensagem muito clara sobre o que se pode esperar do Irã”, disse Clinton na mesma declaração.

Clinton disse à noite que o ministro das Relações Estrangeiras da Rússia Sergei Lavrov, lhe dissera que Moscou continua a concordar com o texto rascunhado de resolução, mesmo depois do acordado entre Irã, Brasil e Turquia. Ma Zhaoxu, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China disse que Brasil e Turquia “ajudaram o processo de solução pacífica para a questão nuclear iraniana pelo diálogo e o entendimento”.

Em briefing para a imprensa, Ma acrescentou “esperamos que ações do Conselho de Segurança ajudem a salvaguardar o regime internacional de não-proliferação, a manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio e a pressionar para um acordo adequado da questão nuclear iraniana.”

Espera-se que o Conselho de 15 nações vote a resolução no próximo mês, com alterações mínimas possíveis até lá. Brasil e Turquia, ambos membros do Conselho, defendem que não são necessárias mais sanções, se o Irã respeitar os termos do acordo trilateral, pelo qual o urânio iraniano enriquecido passa a ser embarcado para a Turquia, em troca de novo combustível para o reator de pesquisas de Teerã.

O rascunho de resolução da ONU, de 10 páginas, acertado entre os “Irã-6” inclui inspeção internacional nos navios sobre os quais haja qualquer suspeita de estarem transportando carga que se possa associar ao programa nuclear iraniano ou à construção de mísseis, e bloqueio de todas as transações financeiras que se possam associar a qualquer tipo de ajuda aos programas nuclear e de mísseis do Iran. Exige-se também expansão do embargo já existente para compra de armas (Teerã fica impedida de comprar outros modelos de armas, incluindo armamento pesado). Originalmente, EUA e europeus aspiravam a impor bloqueio total contra compra de qualquer tipo de qualquer arma e incluir o Banco Central do Irã na lista negra de agentes proibidos de operar; mas Rússia e China opuseram-se a essas duas sanções. (...)

Na 2ª-feira, Irã, Brasil e Turquia acertaram que, no prazo de uma semana, o Irã compromete-se a enviar carta à IAEA, pela qual se declara pronto para iniciar a troca do urânio baixo-enriquecido. A Declaração de Teerã também menciona a necessidade de todos focarem as discussões nos “elementos comuns” dos dois pacotes – as ideias de Teerã e as ideias dos “Irã-6” –, o que pode implicar um acordo “Vienna II”, com agenda mais ampla, inclusive questões extra-nucleares; o que é o mesmo que dizer que acordo naquela região, para significar realmente alguma coisa, não pode desconsiderar questões regionais de segurança.

Clinton não se cansou, inúmeras vezes nos últimos meses, de acusar o Irã de ter rejeitado acordo de troca de combustíveis. De fato, é ela, hoje, quem torpedeia acordo já assinado, com a imposição de sanções. Esse movimento de Washington enfurecerá os funcionários turcos que coordenaram com Washington as ações relativas ao Irã – e não trabalharam, é claro, para ver os norte-americanos agirem de forma errática, com Clinton, no Congresso, em posição que não parece acompanhar as posições do presidente Obama.

Mais do que isso. À luz da resposta positiva dos chineses à Declaração de Teerã, poucos acreditam, no mundo, que a China tenha, de fato, concordado com as sanções, não, com certeza, nos termos em que a secretária Clinton tem divulgado.

Parte do problema é no encontro de Viena, em outubro, os EUA não apresentaram quaisquer precondições para o “rascunho de acordo” com a IAEA. Absolutamente não se discutiu qualquer suspensão para o programa de enriquecimento de urânio do Irã. Surpreendentemente, essa parece ser a única obsessão de Clinton, hoje.

O saldo da confusão é que, por um lado, há aí, à vista de todos – e na mesa da IAEA, uma saída negociada e acordada para o impasse nuclear iraniano, sob a forma de troca de urânio baixo-enriquecido por combustível para o reator médico (formalizada na Declaração de Teerã, da 2ª-feira; e, ao mesmo tempo, a ação de Clinton intensifica o impasse nuclear e, de fato, empurrando-o para o confronto, no caso de a ONU vir a aprovar novas sanções (e “debilitantes”) contra o Irã.

Nesse cenário, os laços que unem o Irã e a IAEA, salvaguardados no acordo de Teerã, seriam gravemente fragilizados, e poderiam romper-se completamente, no processo de aplicação de sanções muito duras.

Atitude diplomática prudente, hoje, faria adiar por alguns dias a discussão de novas sanções – e dar justa chance ao acordo de Teerã.

Analista de política exterior do Irã disse a esse autor que "O Irã está dando sinais de interessar-se por reaproximar-se da ONU e temos dito repetidas vezes que nos opomos a armas nucleares. O Irã é absolutamente contrário às armas nucleares – produção, aquisição e uso –, e já nos declaramos favoráveis a um Oriente Médio desnuclearizado. Nisso, é o Irã que assume as posições mais democráticas, nos termos do que o governo do presidente Obama tem repetidamente proposto. O Irã, não Israel. Acabamos de aceitar a troca, depois que se construiu a alternativa que incluiu a Turquia”.

“Nossa pergunta é”, continuou aquele analista: “Por que, de repente, os EUA mudam de ideia, perdem essa oportunidade de pacificar a questão e insistem na solução mais violenta?"

Tradução de Caia Fittipaldi

O artigo original, em inglês, pode ser lido em:

http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/LE20Ak03.html
Enviada por Castor Filho, às 08:33 20/05/2010, de Internet


Metalurgicos da Renault conquistam 89% de aumento na PLR 2010
Os Metalúrgicos da Renault encerraram hoje pela manhã a greve pela Participação nos Lucros e Resultados 2010 (PLR 2010). A decisão foi tomada em assembleia, às 8h, logo após a empresa atender a reivindicação dos trabalhadores.

A conquista foi de uma PLR de R$ 9 mil para 100% das metas, valor mínimo garantido de R$ 7,5 mil e pagamento da 1º parcela de R$ 4,75 mil ainda em maio.

O aumento da PLR foi de 89,5% do valor total em relação ao ano passado.

A Renault fica em São José dos Pinhais, possui cerca de 5,2 mil funcionários e produz 760 veiculos por dia. Como a greve durou 5 dias, cerca 2018 veiculos deixaram de ser produzidos.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba
Enviada por TIE-Brasil, às 22:04 19/05/2010, de Internet


Le Monde: O Sul emergente abre alas e pede passagem
Irã nuclear: o Sul emergente abre alas e pede passagem, na negociação

19/5/2010, “Opinion”, Le Monde, Paris

O Sul emergente já aparecera antes, em cena que provocou frisson e alarido no palco internacional, em domínios do meio ambiente e do comércio. Essa semana, inaugura nova etapa, importante sinal de o quanto aumenta o poder desses países.

Ei-los ativos em terreno que, até agora, permanecia como quase-monopólio das tradicionais “grandes potências”: a proliferação nuclear no Oriente Médio – ou, em resumo, a relação de forças numa região-chave para Europa e Estados Unidos.

Os livros de História guardarão a data – 2ª-feira, 17 de maio –, em que Brasil e Turquia apresentaram à ONU acordo negociado com Teerã, sobre uma das facetas da questão nuclear iraniana.

Pense-se o que se pensar sobre o texto que resultou dessa mediação turco-brasileira, a própria mediação, em estratégia de mostrar fato consumado – não foi mediação solicitada –, muda consideravelmente o quadro mundial. Ela quebra de facto o domínio até agora reservado aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: China, EUA, França, Grã-Bretanha e Rússia.

Endereçada exatamente a esses, a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan é clara: nem pensem, em 2010, em porem-se a reinar só vocês, sobre uma ordem internacional na qual o peso das nações evolui a favor de países como os nossos (o Sul emergente estende-se do Egito à África do Sul, da Nigéria à Indonésia).

AMBIÇÕES POLÍTICAS LEGÍTIMAS

Para os que ainda não entenderam: Brasil e Turquia, segunda-feira passada, puseram os pontos nos “is”. São membros, sim, do grupo dito “5 +1”, ou “os Cinco” que, na ONU, discute a questão nuclear iraniana.

O grupo é constituído dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança acima citados, mais a Alemanha. Os cinco países acusam o Irã de descumprir compromissos internacionais e de ignorar várias Resoluções da ONU. Suspeitam que Teerã mantenha um programa de enriquecimento de urânio que parece ter uma única finalidade: militar.

As ambições políticas dos países do Sul são legítimas. Têm de ser acolhidas positivamente. Mas, no caso do dossiê iraniano, a desconfiança dos Cinco tem fundamento. Evidentemente, todos saudaram a iniciativa turco-brasileira como “um passo na direção certa”.

Simultaneamente, para marcar a desconfiança quanto à substância do acordo anunciado em Teerã, os Cinco já avisaram, na 3ª-feira, que manterão a pressão sobre o Irã. Trabalham agora num projeto de Resolução que prevê novas sanções contra a República Islâmica.

Têm razão. O documento turco-brasileiro propõe que uma parte – apenas uma parte – do urânio iraniano seja armazenada no exterior, em troca de combustível enriquecido só aproveitável para uso civil. Assim, não se impede o Irã de produzir o urânio mais potente de que carece para produzir arma nuclear.

Os iranianos já disseram, ontem: não pensam em suspender seu próprio programa de enriquecimento de urânio… Têm razão, pois, os Cinco, que exigem mais.

Tradução de Caia Fittipaldi

Fonte: Le Monde
Enviada por TIE-Brasil, às 22:00 19/05/2010, de Internet


Horas extras fazem mal para o coração
"Ficar no trabalho mais tempo do que o estabelecido como uma jornada legal de trabalho prejudica a qualidade de vida, especialmente o sistema cardiovascular, asseguram pesquisas científicas recentes. Um exaustivo acompanhamento médico revelou que as horas extras diminuem significativamente a saúde cardíaca segundo um estudo publicado no site da Sociedade Européia de Cardiologia.

O estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Londres e do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional revisou os registros de saúde de 6.014 empregados, tanto homens como mulheres, entre 39 e 61 anos, e descobriram que trabalhar três ou quatro horas extras ao dia estava associado a um aumento do 60% no risco de contrair doenças coronárias, comparado com quem trabalhavam sete ou oito horas a cada dia.

Condições inerentes ao trabalho, como permanecer longas horas em uma posição fixa e ter pouco tempo para fazer exercício, descansar e relaxar aparecem entre as possíveis causas deste dano à saúde cardíaca de quem trabalha mais que o estabelecido.

Ademais, os pesquisadores asseguram que seu estudo permite afirmar: "quem faz horas extras tende a ser uma pessoa agressiva, competitiva, tensa, inconsciente do tempo e geralmente hostil, empregados que costumam trabalhar quando estão doentes e tendem a ignorar os sintomas de uma doença".

- "Até que consigamos entender como nossa vida trabalhista afeta a saúde cardíaca, há formas muito simples de cuidar no trabalho, como sair e caminhar durante o almoço, subir pelas escadas em vez de usar o elevador, ou trocar a bolacha por um pedaço de fruta", assegura Cathy Ross, especialista da Fundação Britânica do Coração.

Fonte: BBC
Enviada por Luiz Rodrigues e Cido Araújo, às 21:00 19/05/2010, de Taubaté. SP


Após mobilização, metalúrgicos da Volvo conquistam a PLR 2010
O prazo dado pelos trabalhadores para a Volvo melhorar a proposta da PLR 2010 até as 8h30 da manhã desta quarta-feira (19) resultou na conquista de um beneficio com valor mínimo de R$ 9 mil. A aprovação marca o fim da greve iniciada ontem (18).

A primeira parcela de R$ 5 mil aprovada hoje (19) em assembleia do SMC na porta de fábrica será depositada já neste mês. O pagamento da segunda está previsto para fevereiro de 2011.

Volks: 1ª parcela da PLR é aprovada por metalúrgicos do 1º e 3º turnos

Metalúrgicos do 1º e 3º turnos da Volkswagen aprovaram na manhã desta quarta-feira (19) a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados de 2010 no valor de R$3.800,00 apresentada pela empresa. O pagamento do beneficio aprovado em porta de fábrica na assembléia do SMC será realizado já na próxima semana. As negociações da 2ª parcela com a montadora situada em São José dos Pinhais estão previstas para começar no inicio do 2º semestre.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba
Enviada por TIE-Brasil, às 14:30 19/05/2010, de Curitiba, PR


Sindicatos questionam na Justiça nova norma sobre ponto eletrônico
Poucas empresas implementaram as mudanças, que entram em vigor em agosto: Sindicatos questionam na Justiça nova norma do ponto eletrônico

O prazo para as empresas que controlam a jornada de trabalho de seus funcionários por meio do ponto eletrônico se adaptarem às novas exigências do Ministério do Trabalho e Emprego vence em três meses. Mas, ao que tudo indica, as companhias não estão tão preocupadas com isso.

Muitas não adquiriram ainda os novos equipamentos nos moldes exigidos pela portaria (leia matéria ao lado). E pelo menos dois sindicatos patronais já contestam a norma na Justiça. São eles o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Rio Grande do Sul (Sescon-RS) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas).

A Portaria nº 1510, válida a partir de 25 de agosto, foi editada com o objetivo de evitar fraudes no controle da jornada de trabalho dos empregados. A norma exige que o relógio eletrônico emita comprovantes em papel em todas as entradas e saídas dos trabalhadores, que podem servir de provas em futuras ações judiciais.

O equipamento deve conter ainda uma espécie de "caixa preta" que vai registrar todo o fluxo dos trabalhadores, sem que haja - pelo menos em tese - a possibilidade de alteração. A máquina também deve conter uma entrada USB para que o fiscal do trabalho tenha acesso às informações do fluxo dos empregados.

Essas alterações forçam as empresas a realizar investimentos. No entanto, não coibirá fraudes, na avaliação de advogados. Para atender as mudanças, será necessário modernizar entre 500 mil e 600 mil máquinas espalhadas pelo país, que registram a entrada e saída de cerca de 40 milhões de trabalhadores. As novas máquinas possuem modelos cujos valores variam de R$ 3 mil a 6 mil a unidade.

Para o advogado do Sindilojas e do Sescon, Luiz Fernando Moreira, sócio do Flávio Obino Filho Advogados, o Ministério do Trabalho extrapolou seu poder de regulamentar ao editar essa portaria, que criou obrigações não previstas em lei. Isso porque, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) apenas obriga as empresas com mais de dez empregados por estabelecimento a registrar respectivos horários de trabalho, seja de forma manual, mecânica ou eletrônica.

Além disso, segundo o advogado, há um grande desperdício de papel, que está na contramão da atual preocupação ambiental atual. Moreira afirma que há empresas menores que já cogitam voltar para a utilizar o registro manual ou mecânico da entrada e saída dos funcionários.

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) também já preparou dois pareceres sobre o tema. Segundo o assessor jurídico da entidade, Guilherme Kopfer, a confederação cogita propor uma ação na Justiça caso fique realmente comprovado que essa nova exigência trará gastos elevados para as empresas.

Nesse caso, segundo ele, a norma afrontaria o princípio constitucional da proporcionalidade, pois os valores a serem gastos pelas companhias não justificariam as novas imposições.

Até mesmo o argumento relativo à inibição das fraudes, utilizado como justificativa pelo Ministério do Trabalho para o uso do novo equipamento, tem sido rebatido pelos advogados. Para o advogado trabalhista Marcos Alencar, a empresa ou o empregado que tem a intenção de fraudar sempre arruma novas maneiras de burlar as regras.

Segundo ele, ainda que não haja mais a possibilidade de adulterar o registro de ponto no relógio eletrônico, nada impede que o empregador exija, por exemplo, que o empregado comece a trabalhar mais cedo ou fique até mais tarde e apenas registre seu ponto nas horas estabelecidas.

Há, no entanto, empresas que já planejam comprar o novo equipamento, segundo o advogado Fábio Medeiros, do Machado Associados Advogados e Consultores. Ele, que já promoveu dois eventos sobre o ponto eletrônico para clientes de médias e grandes empresas, afirma que as companhias em geral têm preferido cumprir as alterações na legislação.

Mesmo diante de críticas, o procurador do trabalho em Minas Gerais, Geraldo Emediato de Souza, acredita que esse novo modelo de relógio exigido deve diminuir a possibilidade de fraudes, principalmente ao exigir a emissão dos comprovantes para os empregados. Na avaliação de Souza, ficará mais fácil fiscalizar as empresas.

O procurador entende que não há qualquer ilegalidade na nova portaria. Ele afirma que cabe ao Ministério do Trabalho regulamentar o uso do ponto eletrônico, estabelecido pela CLT. Segundo um levantamento da Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho, divulgado em março, há uma estimativa de que deixam de ser pagos cerca de R$ 20,3 bilhões referentes a horas extras por ano no Brasil

Empresas voltam a usar o velho relógio mecânico

Ainda não há uma grande procura pelos novos equipamentos exigidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego para o registro eletrônico de ponto. Mas a demanda pelos antigos relógios mecânicos é crescente. "As vendas subiram 30% depois da edição da portaria", diz o presidente da Associação das Empresas Brasileiras Fabricantes de Registro Eletrônico de Ponto (Abrep), Raul César Gottlieb, entidade que congrega 18 fabricantes do país.

De acordo com Gottlieb, em dezembro foram fornecidos certificados do Ministério do Trabalho para cerca de 20 modelos eletrônicos já existentes no mercado. Porém, ainda assim, não houve uma grande procura por essas novas máquinas. As vendas de dois mil equipamentos mensais, em média, caíram 95% em agosto, quando foi editada a Portaria nº 1510. Cresceram de lá para cá, mas continuam fracas, 20% menores em relação ao periodo anterior à norma.

Em compensação, cresceram as vendas dos antigos relógios mecânicos, que obrigam o trabalhador a bater o cartão. "Como as novas regras só valem para o ponto eletrônico, muitas empresas menores optaram por voltar ao relógio antigo", afirma o presidente da Abrep.

De acordo com ele, as empresas ainda resistem em investir no novo equipamento. "Até porque não se sabe se serão mesmo fiscalizadas e autuadas por não cumprir a portaria ou se a Justiça poderá derrubar a nova regulamentação", diz Gottlieb. "Como tudo ainda é muito incerto, acredito que as empresas ainda estão aguardando até ter certeza de que essa norma veio mesmo para ficar."

Para ele, o Ministério do Trabalho deveria ter ouvido os fabricantes antes de editar a portaria. Por isso, diz, muitos pontos da norma têm sido alvo de críticas. Entre eles, o fato de se exigir a emissão de papel para a comprovação do horário de entrada e saída do trabalhador, o que gera custos adicionais para as empresas. E a obrigatoriedade de se ter um relógio para os empregados e outro para os terceirizados.

Fonte: Valor Econômico , por Adriana Aguiar, 18.05.2010
Enviada por Vera Armstrong, às 13:56 19/05/2010, de Curitiba, PR


Transgêncios: Ex-aliados, agricultores agora querem processar Monsanto
Saiu no Valor Econômico:

Os produtores de soja decidiram recorrer ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra alegadas práticas de "manipulação" e "imposição de regras" adotadas pela multinacional Monsanto no mercado nacional de sementes geneticamente modificadas de soja.

Até então aliados da empresa na luta pela aprovação da soja transgênica no Brasil, os produtores costuram agora uma frente de "resistência global" à Monsanto em conjunto com sojicultores de Argentina e Estados Unidos. Os produtores acusam a multinacional de "cobrança abusiva" de royalties sobre as sementes de soja por meio da adoção de um adicional sobre a produtividade das lavouras.

Muita gente alertou sobre os riscos dos transgênicos, tanto para a saúde humana, quanto para a ambiental e econômica, mas os avarentos e irresponsáveis agricultores repetiam o canto da sereia do lucro fácil e chegaram até a contrabandear sementes transgênicas ilegalmente, desafiando as leis e os poderes estabelecidos no país.

Agora que a Monsanto mostra onde se dá o verdadeiro aumento dos lucros fáceis, ou seja, só na contabilidade da própria Monsanto, os donos do agronegócio, filiados à CNA de Kátia Abreu (DEM), buscam a proteção do Estado brasileiro, o qual vivem a criticar.

Claro está que esta gentalha agro-empresarial só defende o Estado Mínimo para os pobres. Para eles mesmos continuam defendendo, como sempre fizeram, o Estado máximo, afinal seguem a máxima: "vem a nós o vosso reino e a vocês nada".
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:48 19/05/2010, de Curitiba, PR


Irã: a sinfonia entre falcões e tucanos
Do portal Carta Maior

A atabalhoada reação norte-americana ao acordo com o Irã, negando uma proposta que há seis meses vocalizava como imperativo da paz, demonstra que a prioridade da Casa Branca não é, nunca foi, conter a proliferação nuclear no Oriente Médio. Seu objetivo agora explícito, ao preconizar uma escalada de sanções que incluem a interceptação de navios iranianos em alto mar e a devassa no Banco Central do país, é a rendição incondicional de Teerã à hegemonia dos EUA e a de seus aliados na região.

A paz é secundária nesse jogo de xadrez em que Washington só aceita o xeque-mate a seu favor.

O termo 'rendição incondicional' foi apropriadamente utilizado pela arguta analista da Folha, Claudia Antunes, para descrever a estratégia de guerra embutida no vocabulário da paz expresso nos movimentos públicos e reservados de Obama e da secretaria Hillary Clinton nos últimos dias.

Obama ligou para Medvedev e tentou catequizá-lo por uma hora e 30 minutos para sabotar a iniciativa brasileira de paz pouco antes do desembarque de Lula em Moscou. Fez o mesmo com o principado do Qatar, horas antes da chegada da comitiva brasileira.

Desnuda-se à opinião pública mundial que o Departamento de Estado norte-americano opera para derrubar governo iraniano, sendo o Tratado de Não Proliferação Nuclear mero adereço de mão desse desfile bélico.

As 'armas de destruição em massa' cumpriram papel semelhante na pavimentação do ataque desastrado ao Iraque que jogou os EUA em um novo atoleiro no Oriente Médio.

O desenlace desta vez --se 'bem sucedido', o que é a cada dia mais controverso-- seria possivelmente instalar em Teerã um regime da estrita confiança de Washington, a exemplo das notáveis 'democracias' reinantes na 'liberal' Arábia Saudita ou no Qatar.

É a sintonia sabuja com essa lógica de isolamento e golpe que o candidato da coalizão demotucana, José Serra, expressou recentemente em entrevista à RBS, ao dizer: " 'Eu não receberia, nem visitaria Ahmadinejad'. A subserviência soa como música aos ouvidos dos falcões de Washington nesses dias.

Fica claro, porém, em mais esse aspecto, que o Brasil de hoje não é o de ontem; e que Serra não é, nunca foi, nem poderia ser um continuador da política de Lula, tanto no plano doméstico, quanto no cenário internacional.

(Carta Maior e o confronto entre dois projetos de país e de soberania;19-05)

Leia também Lula, Irã, a Fome e a Paz de Beto Almeida.
Enviada por TIE-Brasil, às 11:40 19/05/2010, de Internet


A polêmica em torno do acordo do Irã
Do blog do Luis Nassif

Quem acompanha a crise do Irã apenas pelas manchetes, vai se embaralhar. China, França, a própria ONU elogia; mas em seguida vêm a informação de que os Estados Unidos insisitirão nas sanções contra o Irã. Afinal, sucesso ou fracasso?

A ofensiva do Itamaraty, no episódio do Irã, é um divisor de água na ordem mundial do pós-guerra.

O Conselho de Segurança foi um dos órgãos criados no nascimento da ONU (Organização das Nações Unidas), em 1945. Os organismos iniciais da ONU foram a Assembléia Geral, o Conselho Econômico e Social (ECOSOC), o Conselho de Tutela (que existiu apenas enquanto houvesse colônias ou países tutelados) o Tribunal Internacional de Justiça e o Secretariado.

Leia também O Brasil e Turquia denunciarão EUA e aliados ao Conselho de Segurança da ONU porque os EUA impõe sanções ao Irã precipitadamente.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:26 19/05/2010, de Curitiba, PR


O preço da capitulação mental
Do blog tijolaco.com

O TSE acaba de tomar duas decisões. A primeira de, contrariando o voto do relator, multar o instituto Sensus por corrigir um erro no registro de uma pesquisa – a anterior, onde Dilma ainda aparecia ligeiramente atrás de Serra, criminosamente atacada pelo PSDB, que chegou a divulgar distribuição mentirosa das entrevistas e, depois, disse que tinha se confundido com pesquisas e dado informações erradas à imprensa. A outra, a de multar o Presidente Lula por, em um evento do qual participou, ter dito que não podia dizer o nome de quem apoiava, mas que todos o sabiam.

A eleição foi, definitivamente, judicializada. Suas Excelências – e sei que me exponho falando isso – estão exercendo o seu dever com um rigorismo formal que, infelizmente, não têm diante de outras forças, que influenciam de maneira muito mais perversa e camuflada o processo eleitoral.

Se a mídia não pode ser compelida a ser equânime e equilibrada em sua cobertura além de um certo ponto – e com isso concordo, para que não ressuscitemos o fantasma da censura – também não o podem ser, além do razoável, os demais agentes públicos e privados.

O TSE vem de absolver o PSDB do uso de um site em que detrata, inclusive graficamente, o Presidente da República.. O Presidente, porém, deve ficar quieto, sob pena de multa. A alegação de que o site do PSDB não pedia votos para Serra se desmancha diante das ligações daquele com outros sites onde o faz.

Mas parte deste problema está na postura do PT, lamento dizer.

Seus dirigentes estão cheios de punhos de renda. Hoje ainda li declarações do presidente José Eduardo Dutra que deram toda margem a serem interpretadas, como foram, de que a eleição seguirá “empatada” até julho? De onde o presidente tirou esta afirmação? Em dois institutos de pesquisa, Dilma não só já passou a frente como continua em trajetória de alta.Em condições normais, com o crescimento da informação pública de que é ela a candidata de Lula – é só olhar os detalhes das pesquisas – seu crescimento se acentuará.

Mas, como o PT – salvo honrosas exceções – não briga, não luta, não combate, para cada 20 ou 30 ações judiciais tucanas há uma em favor da pré-candidata Dilma Roussef.

O PSDB usou, em seu programa eleitoral de dezembro, 85% do tempo promovendo José Serra e Aécio Neves. O PT não os acionou. O Datafolha distorce e modifica em suas pesquisas, de forma evidente, a amostra que ele próprio registrou no TSE e nada acontece. O nosso comentarista Rafael Lima Silva, faz pouco, comentou que assistiu a inserções de propaganda do DEM com a presença de Serra (o que é expressamente vedado pela lei 9.096, em seu Art. 45, &1°, inc.I).

Poderia listar dúzias de situações. Até mesmo o descumprimento da lei 12.034, de setembro de 2009, que obriga a que do tempo dos programas partidários haja, ao menos, 10% dedicado à participação feminina (alterando o art. 45 da Lei 9.096 e determinando que compete aos programas partidários “promover e difundir a participação política feminina, dedicando às mulheres o tempo que será fixado pelo órgão nacional de direção partidária, observado o mínimo de 10% (dez por cento).”

Mas, não. Salvo alguns bons (graças a Deus, nem tão poucos) companheiros, que têm sangue nas guelras, há os que miam.Há os que dão a batalha como ganha e pensam apenas no lugar que lhes caberá na vitória na qual não expõem o peito.

Acham que Lula, e só o Lula, irá dar-lhes a vitória.

É verdade que temos um grande general, que está se arriscando pessoalmente. Vocês imaginam que um homem que não tivesse grande coragem pessoal se exponha, como o faz Lula, seja no processo eleitoral, seja no desempenho de suas funções presidenciais, como fez, agora, contra tudo e contra todos, inclusive contra a maior potência mundial, no caso do Irã.

Qualquer marqueteiro de meia-tigela teria dito: presidente, o senhor tem quase 80% de popularidade, esta história de Irã não vai lhe dar nem um por cento a mais, mas pode faze-lo perder muito, muito mais”.pensem, e vejam se não é verdade. Mas Lula cumpriu seu dever, expôs-se e saiu engrandecido, como o Brasil e, principalmente, o seu povo saiu mais informado e lúcido sobre questões que um país que era um “gigante-anão” no mundo jamais teve coragem de abordar.

Lula tem a nós, que somos soldados de um combate por nosso povo. Dele, não quero nada, senão que seja o que é, o símbolo de um povo que é capaz de tomar o futuro em suas mãos.

Mas temos um “meio campo” preguiçoso, aburguesado, acomodado.

Se estes não combaterem, tudo ficará a cargo do general e dos soldados. Se ele não fustigar, não agir, não oferecer resposta a cada ação do inimigo, tudo nos será mais pesado. Eles acreditam em contos de fada, idílicos. Nós, que nada temos do Estado, senão o poder que ele encarna de fazer-nos uma Nação, sabemos que a diferença entre vitória e derrota se conta em crianças sem futuro, em homens e mulheres desesperançados, em riquezas que se vão para nunca mais, em não sermos nós mesmos.

Mas não nos será impossível, nem nos amedrontará. Vimos a face da esperança, e ela se gravou em nossas almas e existências.

Jogamos aqui muito mais que nossas vidas, jogamos aqui o nosso destino como povo e como país.

Deus queira que possamos fazer esta luta com serenidade apaixonada. Mas se a tivermos de fazer, por falta de meios, com a fúria da paixão, aquela que fez Cristo brandir o chicote contra os vendilhões do tempo, a faremos, que não se enganem.

Não somos liberais, muito menos neoliberais. Somos abandeirados, temos uma causa e um dever.

E ele será cumprido.

Brizola Neto
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:21 19/05/2010, de Curitiba, PR


Lula pode cantar de galo em energia nuclear.
O Brasil deixou de ser “pequenininho”
Por Paulo Henrique Amorim

No programa Entrevista Record Atualidade exibido ontem, o embaixador Affonso Arinos de Mello Franco Filho lembrou alguns fatos interessantes.

Por iniciativa do chanceler Affonso Arinos, seu pai, o Brasil fez aprovar na ONU um programa de desnuclearização da America Latina.

Essa iniciativa é a origem do Tratado de Tlatelolco, que desnuclearizou a América Latina.

O presidente Sarney acertou com o presidente Alfonsin da Argentina que o Brasil teria condições de vigiar o programa nuclear da argentina e a Argentina teria condições de vigiar o programa nuclear brasileiro.

A Constituição do Brasil, a de 88, exige que o Congresso aprove qualquer programa nuclear de iniciativa do Presidente da República.

Logo, o presidente Lula pode cantar de galo nessa discussão sobre o programa nuclear do Irã.

Tem autoridade moral.

Além disso, por iniciativa – subalterna, coisa de país “pequenininho” -do Governo FHC/Serra, o Brasil assinou o Tratado de Não-Proliferação das Armas Nucleares.

O Brasil entregou, aí, num pires, para os Estados Unidos, trinta anos de resistência diplomática.

Agora, além disso, os Estados Unidos querem que o Brasil assine um Protocolo adicional ao TNP.

O que daria aos inspetores americanos o direito de vir aqui copiar a tecnologia brasileira de enriquecimento de urânio.

Clique aqui para ler “O New York Times acha que o Irã engabelou o Lula“.

O embaixador Arinos foi contra o Brasil assinar o TNP e mais ainda que o Brasil assine esse protocolo adicional.

Navalha

Por que ninguém liga uma coisa à outra ?

A posição do Brasil diante da questão nuclear, como extensão de seu interesse nacional, e a questão do Irã ?

Por que não tratam das duas coisas no mesmo plano ?

A quem interessa ?

À turma do “pequenininho”.

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Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:52 19/05/2010, de Curitiba, PR


O Brasil tem que ser de TODOS!!!
A elite brasileira, aquela gente que vive a gerenciar o capital internacional e dar lucros para a burguesia imperial, jamais admitirá que o Brasil é uma nação e que o nosso povo tem direito a ser igual a qualquer outro povo do planeta.

Por mais que relutem, eles não conseguirão encobrir a verdade. Não impedirão a chegada da primavera por mais que destruam as flores.

Está nas mãos do povo brasileiro e tão somente em suas mãos a decisão de fazer com que o Brasil e o seu povo sejam ricos e donos de seu próprio destino.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:42 19/05/2010, de Curitiba, PR


Comércio de luxo e preconceito contra Lula
Só mesmo o preconceito de classe ajuda a entender porque uma expressiva e barulhenta parcela das elites brasileiras, incluindo a chamada classe “mérdia”, continua tão refratária ao presidente Lula – como atestam as pesquisas de opinião nas regiões Sul e Sudeste. Afinal, ela nunca ganhou tanto dinheiro na vida. Pesquisa recente aponta que o comércio de luxo teve um crescimento de 30% no primeiro trimestre deste ano – quase o dobro do registrado em 2007, quando o setor já havia batido o recorde histórico de 17% de expansão nas suas vendas.

A farra do comércio de luxo é tanta que 13 novas empresas de “marca” já negociam sua entrada no país, segundo reportagem da Folha. “Está havendo um reaquecimento da economia acima do esperado e não há grife estrangeira que não planeje vir ao Brasil”, comemora Carlos Ferreirinha, presidente da MCF, uma das principais consultorias deste setor. A Associação Brasileira de Empresas de Luxo (Abrael) avalia que, mantido o ritmo atual de crescimento, o mercado das elites fechará 2010 com receitas da ordem de R$ 8,5 bilhões – contra R$ 6,5 bilhões em 2009.

Pressão e chantagem das elites

Mesmo no ano passado, quando a grave crise econômica abalou o sistema capitalista, houve um aumento de 10% na venda do setor. Empresas como Armani, Montblanc, Gucci, Louis Vuitton e outros paraísos de consumo das elites, aproveitaram para aumentar a remessa de luxos para suas matrizes quebradas. Caraduras e ambiciosas, elas ainda reclamam da carga tributária do Brasil e fazem chantagens para obter vantagens. Segundo a Folha, as 13 marcas estrangeiras que estão em negociação para se instalar no Brasil exigem “menos impostos para os artigos de alto luxo”.

A pressão das “grifes estrangeiras”, apoiada pela histeria dos ricos consumidores da elite, deveria servir de lição para o governo Lula e para os movimentos sociais. No primeiro caso, ela confirma que persistem graves problemas estruturais no país, que ampliam a péssima distribuição de renda e riqueza. Sem reformas estruturais mais profundas o fosso social só crescerá; a elite continuará transformando seus lares em “depósitos de produtos de luxo” – como sempre alerta o economista Marcio Pochmann – e, mesmo assim, manterá a sua postura de oposição hidrófoba ao governo.

Hora de chutar o pau da barraca

Já no caso dos movimentos sociais, a pressão das "grifes de luxo" confirma o ditado de “quem não chora não mama”. Mesmo se esbaldando na ostentação, as elites querem muito mais. Dane-se a miséria da maioria da população. As várias categorias que estão em campanha salarial também poderiam aproveitar a retomada da economia – com alguns analistas prevendo crescimento de até 7% no Produto Interno Produto (PIB) – para exigir mais nas suas mobilizações e negociações.

Esta é a hora de chutar o pau da barraca. Os empresários nunca ganharam tanto dinheiro na vida – daí o aumento de 30% no consumo de luxo. Quando da eclosão da crise no ano passado, eles tentaram “socializar o prejuízo” e até fizeram terrorismo para cortar salários e direitos trabalhistas. Agora, eles não têm como alegar dificuldades. Nada mais justo do que “socializar a bonança”, contribuindo para atenuar o péssimo quadro de distribuição de renda e riqueza no Brasil.

Fonte: fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/05/comercio-de-luxo-e-preconceito-contra.html
Enviada por Almir Américo e Cido Araújo, às 10:22 19/05/2010, de São Paulo, SP


Competição, estresse, depressão e empregabilidade
Discurso da empregabilidade

A Organização Mundial da Saúde aponta que, até 2020, a depressão passará da 4ª para a 2ª colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo.

Por sua vez, a competitividade no mercado de trabalho aumentou significativamente nos últimos anos, depois que os discursos da globalização passaram a atribuir unicamente aos trabalhadores a responsabilidade por seu eventual desemprego.

Os efeitos foram rotinas extremamente estressantes e funcionários submetidos à pressão contínua na busca de resultados e melhora de desempenho. Estes fatores afetaram diretamente a qualidade de vida e a saúde dos funcionários, causando inclusive quadros de depressão.

Sinais de quadro depressivo

Alguns dos primeiros sinais de um quadro depressivo são irritabilidade, insônia, dores sem causa clínica definida, cansaço excessivo, baixa produtividade e dificuldade para tomar decisões, que não passam mesmo após um período de férias, por exemplo.

Dificuldade para falar em público

Além da pressão e do excesso de trabalho representarem complicadores, situações variadas podem atingir os indivíduos de forma diferente.

"As atribuições do cargo também devem ser consideradas fator de risco para a doença. Um executivo, por exemplo, que não gosta de falar em público, sentindo-se desconfortável e ansioso, mas precisa fazer apresentações a grupos ou dar palestras pode ser forte candidato a torna-se depressivo. Situações repetitivas de estresse psicológico como essa podem ser decisivas para desencadear a depressão", explica o psiquiatra e professor da Unifesp (Universidade Federal da Universidade de São Paulo, Acioly Lacerda.

Julgado pelos efeitos

Em longo prazo, quadros de depressão não tratados podem resultar no afastamento das atividades, elevando o absenteísmo nas empresas, ou até mesmo em demissão, já que a baixa produtividade e o desinteresse pela rotina podem afetar a avaliação da empresa sobre o funcionário.

"É importante reconhecer os sintomas emocionais e físicos o quanto antes, procurar ajuda médica e seguir o tratamento corretamente, para a completa remissão da doença - ou seja, a ausência completa dos sintomas", afirma o psiquiatra. Principais sintomas da depressão

Sintomas emocionais: tristeza, perda de interesse, ansiedade, angústia, desesperança, estresse, culpa, ideação suicida.

Sintomas físicos: baixa energia, alterações no sono, dores inexplicáveis pelo corpo (sem causa clínica definida), dor de cabeça, dor no estômago, alterações no apetite, alterações gastrointestinais, alterações psicomotoras, entre outras.

A depressão, muitas vezes, se manifesta emocionalmente e fisicamente no paciente, causando diversas dores e incômodos. Para estes quadros, existem tratamentos que combatem ao mesmo tempo essas duas classes de sintomas, com perfil de tolerabilidade, aspecto importante para uma medicação que geralmente necessita ser utilizada por períodos longos.

Principais causas do afastamento do trabalho

Ao avaliar o número de afastamentos do trabalho, o Ministério da Previdência Social constatou que os transtornos mentais e comportamentais representaram mais de um terço dos casos entre 2000 e 2005 (percentual de 33,5%), ao lado dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). As áreas profissionais mais afetadas pelos transtornos do humor são mercado financeiro, refino de petróleo, transporte ferroviário urbano e bancos comerciais.

Depressão, A Verdade Dolorosa

Encomendada pela Federação Mundial para Saúde Mental, a pesquisa Depressão, A Verdade Dolorosa avaliou 377 adultos diagnosticados com depressão e 756 médicos (clínicos gerais e psiquiatras) do Brasil, Canadá, México, Alemanha e França.

De acordo com o estudo, 64% das pessoas deprimidas relataram ausência no trabalho (uma média de 19 dias perdidos por ano) e 80% disseram ter a produtividade reduzida em cerca de 26%.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que até 2020 a depressão passará da 4ª para a 2ª colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo. No mundo, estima-se que 121 milhões de pessoas sofram com a depressão - 17 milhões delas somente no Brasil e, segundo dados da OMS, 75% dessas pessoas nunca receberam um tratamento adequado.

Informações sobre a depressão

A causa da doença ainda é desconhecida, mas uma das teorias mais aceitas é que a depressão é conseqüência de uma disfunção no sistema nervoso central, que diminui e desequilibra as concentrações de dois neurotransmissores (a serotonina e a noradrenalina). Estes neurotransmissores são responsáveis pelo aparecimento dos sintomas físicos e emocionais da depressão.

Apesar do difícil diagnóstico e da gravidade da doença, existem tratamentos eficazes atualmente. Os mais comuns envolvem psicoterapia e medicamentos.

Os pacientes com depressão devem também ser encorajados a modificar seus hábitos diários: realizar atividades físicas regulares, manter um período satisfatório de sono diário, ter uma boa alimentação e evitar o uso de substâncias como anorexígenos, álcool e tabaco.
Enviada por Sindicacau, às 10:10 19/05/2010, de Ilhéus, BA


Israel nega entrada a Noam Chomsky
Eles se esqueceram que um dia foram violentamente reprimidos
O linguista e filósofo americano Noam Chomsky, que viveu e trabalhou em um kibbutz de Israel na década de 1950, teve neste domingo (16) a entrada no país barrada por funcionários da imigração na fronteira com a Jordânia. Segundo a AFP, ele atravessava a Ponte Allenby, sobre o Rio Jordão, quando foi impedido de passar por policiais israelenses.

Segundo o próprio Chomsky, em entrevista à televisão al-Jazeera, o motivo seria o convite a dar uma palestra na universidade palestina Birzeit e no Instituto para Estudos Palestinos, em Ramallah, na Cisjordânia. Depois de ter sido interrogado durante mais de três horas, Chomsky teve o seu passaporte carimbado com a frase "entrada recusada".

“O oficial me perguntou por que eu estaria lecionando apenas em Bir Zeit e não em uma universidade israelense”, disse Chomsky. “Eu disse a ele que já havia lecionado outras vezes em Israel e o oficial leu o seguinte enunciado: Israel não gosta do que você diz”. "Eu perguntei se eles conseguiriam encontrar algum governo do mundo que gostasse das coisas que eu falo", ironizou.

“O jovem me perguntou se eu já havia tido minha entrada negada em algum país. E eu disse que uma vez, na Checoslováquia, depois da invasão soviética em 1968”, disse. “Acho difícil de pensar em algum caso similar no qual a entrada de uma pessoa é negada apenas porque ela não vai dar aulas em Tel Aviv. Talvez apenas em um regime stalinista”.

Mustafa al-Barghouti, líder palestino que convidou Chomsky, grifou estar indignado e disse que o episódio configura "uma ação fascista, uma supressão da liberdade de expressão". Durante a segunda-feira, o Ministério do Interior israelense, que controla as fronteiras do país, informou que Chomsky continuava na fronteira e que talvez conseguisse a permissão para entrar na Cisjordânia.

(Com AFP e al-Jazeera)
Enviada por Almir Américo, às 16:12 18/05/2010, de São Paulo, SP


China é favorável a acordo nuclear entre Irã, Turquia e Brasil
O governo da China anunciou ser favorável ao acordo para a troca de combustível nuclear assinado na segunda-feira por Irã, Brasil e Turquia.

"Apoiamos o acordo, consideramos importante", declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Ma Zhaoxu.

"Esperamos que isto ajude a promover uma solução pacífica à questão nuclear iraniana", acrescentou.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:27 18/05/2010, de Curitiba, PR


Lula: Acabou a hegemonia do pensamento único
Um outro mundo, mais do que possível, é necessário

do blog do Planalto

Durante discurso por ocasião da abertura da XIV Cúpula do G-15, em Teerã (Irã), nesta segunda-feira (17/5), o presidente Lula enfatizou que “um outro mundo, mais do que possível, é necessário”.

Segundo o presidente, a G-15 – criado há mais de 20 anos – consistiu numa resposta “às transformações inauguradas com o fim do mundo bipolar”. Ele lembrou o fato do encontro estar acontecendo no Irã: “Aqui estão reunidos líderes de um grupo de nações unidas na sua diversidade, que escolheram o Irã – ponto de encontro de muitas civilizações – para dar continuidade a este importante diálogo”.

“Atravessamos juntos os anos difíceis de hegemonia do pensamento único. Éramos uma das poucas vozes dissonantes do projeto conservador defendido pelos seguidores do consenso de Washington. Nunca evitamos a defesa de um mundo mais democrático onde todas as vozes pudessem ser ouvidas. A crise em que está hoje mergulhada a economia mundial, sobretudo nos países desenvolvidos, mostra que nossos diagnósticos de anos atrás eram basicamente corretos.”

Lula disse que num passado recente, “começamos a ouvir vozes que afirmavam que outro mundo era possível”. E emendou: “Hoje temos claro que um outro mundo é necessário”.

Com isso, segundo ele, o G-7 deixou de ser o “centro de gravidade da nova governança econômica global”. “Hoje, o G-15 tem entre seus membros algumas das economias mais dinâmicas do mundo. Somos agora os principais motores do crescimento da economia internacional”, assegurou.

De acordo com o presidente, o grupo dos emergentes tem que ficar unido e atuar em conjunto.

“Sempre que enfrentamos as crises divididos fomos derrotados. Sempre que estivemos unidos trilhamos o caminho da vitória. Foi assim na OMC [Organização Mundial do Comércio] com G-20 comercial e será assim no G-20 financeiro”.

Para o presidente, erradicar a fome e acabar com o subdesenvolvimento ainda são os principais desafios da humanidade no século 21. Por isso, conforme destacou, há necessidade de aprofundar a cooperação Sul-Sul e, em especial, na África. No continente africano, o Brasil tem ajudado na promoção da agricultura, fato que coloca o país numa posição de vanguarda.

“Podemos ajudar sem ingerência nos assuntos internos de outras nações. Cooperação, diálogo e solidariedade devem ser os pilares do G-15. No momento em que o mundo busca alternativas para um modelo esgotado podemos oferecer uma perspectiva renovadora”, disse.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:05 17/05/2010, de Curitiba, PR


Declaração conjunta entre Brasil, Turquia e Irã
Do Financial Times:

Declaração Conjunta entre Irã, Turquia e Brasil

Tendo-se reunido em Teerã, República Islâmica do Irã, os signatários acordaram a seguinte declaração:

1. Reafirmamos nosso compromisso com o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e, de acordo com os artigos relacionados do TNP, lembramos o direito de todos os Estados, incluindo a República Islâmica do Irã, de desenvolver pesquisa, produção e uso de energia nuclear (bem como o ciclo do combustível nuclear, incluindo as atividades de enriquecimento) para fins pacíficos, sem discriminação.

2. Expressamos nossa forte convicção de que temos agora a oportunidade de começar um processo de perspectiva futura que irá criar uma atmosfera positiva, construtiva, de não-confrontação, que conduzirá a uma era de interação e cooperação.

3. Acreditamos que a troca de combustível nuclear é o instrumento para o início da cooperação em diferentes áreas, especialmente no que diz respeito à cooperação nuclear para fins pacíficos, incluindo a construção de usinas de energia nuclear e reatores de pesquisa.

4. Com base neste ponto, o intercâmbio de combustível nuclear é o ponto de partida para o início da cooperação e um avanço positivo e construtivo entre nações. Tal movimento deve levar à interação e cooperação positivas no campo das atividades nucleares pacíficas, evitando todos os tipos de confronto através de medidas restritivas, ações e declarações retóricas que possam colocar em risco os direitos e obrigações do Irã decorrentes do TNP.

5. Com base no exposto acima, a fim de facilitar a cooperação nuclear acima mencionada, a República Islâmica do Irã concorda em depositar 1. 200 kg de LEU na Turquia. Enquanto permanecer na Turquia esse LEU continuará sendo propriedade do Irã. O Irã e a AIEA poderão colocar observadores para monitorar a custódia do LEU na Turquia.

6. O Irã irá notificar a AIEA por escrito, através dos canais oficiais, de sua concordância com o exposto acima no prazo de sete dias a contar da data da presente declaração. Após a resposta positiva do Grupo de Viena (EUA, Rússia, França e AIEA) mais detalhes do intercâmbio serão elaborados através de um acordo escrito e providências apropriadas entre o Irã e o Grupo de Viena, que se compromete especificamente a entregar 120 kg de combustível necessário para o Reator de Pesquisa de Teerã (TRR).

7. Quando o Grupo de Viena declarar seu compromisso com esta provisão, então ambas as partes se comprometerão em implementar o acordo mencionado no item 6. A República Islâmica do Irã expressa sua disponibilidade para depositar seu LEU (1.200 kg) no prazo de um mês. Com base no mesmo acordo, o Grupo de Viena deverá entregar 120 kg de combustível necessário para o TRR dentro de um ano.

8. No caso das disposições da presente Declaração não serem respeitados, a Turquia, por solicitação do Irã, devolverá rápida e incondicionalmente o LEU para o Irã.

9. Congratulamo-nos com a decisão da República Islâmica do Irã de continuar, como no passado, as conversações com os países dos 5 +1, na Turquia, sobre as preocupações baseadas nos compromissos coletivos, de acordo com os pontos em comum de suas propostas.

10. A Turquia e o Brasil agradecem o compromisso do Irã com o TNP e seu papel construtivo na busca da realização dos direitos nucleares de seus países membros. A República Islâmica do Irã agradece igualmente os esforços construtivos da Turquia e do Brasil na criação do ambiente propício para a concretização dos direitos nucleares do Irã.

http://www.ft.com/cms/s/0/d48886e2-6192-11df-aa80-00144feab49a.html
Enviada por Sergio Bertoni, às 16:32 17/05/2010, de Curitiba, PR


Mais de 305.000 postos de trabalho criados em abril de 2010
A economia brasileira criou 305.068 postos de trabalho com carteira assinada em abril, número recorde para o mês, informou o Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira.

No acumulado do ano, o número de vagas criadas é de 962.327. O número é resultado dos quatro recordes seguidos registrados desde o início do ano.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:59 17/05/2010, de Curitiba, PR


Juventude e sindicato: uma questão de democracia
Por Patrick L. Baptista

A preocupação da inserção do jovem nos sindicatos tem gerado vários debates, entre eles o do envelhecimento do movimento sindical brasileiro, seja na idade de seus dirigentes, seja na prática sindical.

Entendemos que não basta apenas “atrair” o jovem para o movimento sindical, mas é preciso oxigenar o movimento sindical com novas ideias e práticas sindicais que caminhem em direção de um campo fértil para a criatividade e rebeldia das mobilizações que buscam transformar e democratizar profundamente a sociedade brasileira.

Essas e outras questões correlatas têm sido tema de debates no sindicalismo em todo o mundo. No final de abril um evento organizado pela Confederação Sindical das Américas (CSA), por exemplo, reuniu 14 federações de diversos setores do serviço público brasileiro incluindo saúde, municipais, segurança pública e limpeza, em São Paulo. O evento foi financiado pelo sindicato de serviços públicos da Finlândia (JHL) que acompanhou todos os trabalhos e que trouxe exemplos importantes para comparações com o Brasil.

Os sindicatos da Finlândia sofrem um grande desafio no momento, pois o país passa por recessão, como quase toda a Europa, e estão enfrentado velhos e novos desafios. Velhos como o crescimento do desemprego e ataques a direitos trabalhistas. Novos porque a taxa de sindicalização, que chegou a ser no país de 80%, hoje está em 70% (no Sismuc hoje é de aproximadamente 35,2%). Já os sindicalistas estão envelhecendo e é entre os jovens o menor índice de sindicalização. Consequentemente há poucos jovens nas direções dos sindicatos. Eles precisam enfrentar a terceirização dos serviços públicos, reformas no Estado, flexibilização das leis trabalhistas. Uma proposta interessante dos finlandeses é o desconto da sindicalização no imposto de renda e negociação coletiva a partir das federações sindicais. Esse modelo pode servir de base para pensarmos campanhas de sindicalização no Brasil.

O sindicalismo europeu sofre com a distância entre a juventude e as entidades. A juventude atual possui novas preocupações e um novo modelo de organização. Pautas como ambientalistas encabeçam as prioridades. A rede mundial de computadores (internet) passa a ser o panfleto dos anos 60, difundindo mobilizações e opiniões por blogs, páginas de relacionamento, mensagem de texto em celular, etc. Outra grande tendência é do jovem preferir organizações que privilegiem tomadas de decisões horizontais, em outras palavras, que sejam a vontade de uma maioria e não da decisão do “presidente”. Por isso a importância do jovem no movimento sindical: trazer novas sugestões, questionar as velhas e dar nova dinâmica ao movimento sindical.

É fundamental que os jovens possam construir e ter acesso a alternativas de comunicação sindical. Uma campanha de filiação específica para a juventude, acompanhada de sensibilização das direções para a efetivação do jovem como dirigente sindical, também são ações imprescindíveis para melhorar este quadro.

Temos nos apropriado desse debate. Queremos construir uma nova maneira de fazer sindicato, ou seja, de garantir e ampliar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. A renovação tem sido feita pelo Sismuc, tanto das pessoas como das ideias. A resposta tem sido cada vez mais em nossas mobilizações e na participação de jovens. Mas sabemos que ainda falta muito para podermos alcançar nossos objetivos. Renovamos nosso site, mas ainda usamos pouco a internet. Temos um jornal de qualidade, espaços de decisões coletivas, mas ainda usamos o termo “presidente”. De qualquer forma nosso sindicato possui a indignação e a rebeldia de uma juventude que não aceita a exploração do ser humano e a destruição do nosso planeta. Lutamos por uma Curitiba melhor, um Paraná justo, um Brasil decente, porque acreditamos que outro mundo é possível.
Enviada por Sismuc, às 14:56 17/05/2010, de Curitiba, PR


Para o desespero demotucano:
Imprensa internacional repercute favoralmente acordo nuclear
O acordo nuclear Brasil-Irã-Turquia

Por Stephen Kinzer, The Guardian, UK

Os acontecimentos e notícias empolgantes que chegam de Teerã, de acordo afinal firmado, que pode ter evitado crise global em torno do programa nuclear iraniano é desenvolvimento altamente positivo para todos, exceto para os que, em Washington e Telavive, estavam à procura de qualquer pretexto para isolar ou atacar o Irã. Também marca o nascimento de uma nova força altamente promissora no cenário mundial: a parceria Brasil-Turquia.

Semana passada, o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan e o presidente Luis Inácio Lula da Silva do Brasil adotaram, em conjunto, a abordagem clássica do "um gentil, outro durão", para aproximarem-se dos líderes iranianos. Lula anunciou que iria a Teerã, o que deu aos iranianos esperança de algum acordo. Mas era indispensável também a presença da Turquia (onde o urânio será tratado), e Erdogan fez-se de difícil. Na 3ª-feira, Ahmet Davutoglu, o muito experiente ministro das Relações Estrangeiras da Turquia, anunciou que Erdogan não iria ao Irã, a menos que os iranianos manifestassem algum interesse em firmar algum acordo. "Não é hora para encontros trilaterais sem objetivo preciso", disse. "Queremos resultados. Sem perspectiva de resultados, não iremos ao Irã".

Na 6ª-feira, Erdogan endureceu ainda mais. Disse que a planejada viagem a Teerã estava cancelada, porque o Irã "não se manifestara sobre a questão".

Poucas horas depois, a secretária Hillary Clinton telefonou ao Chanceler turco e empenhou-se em desencorajar a iniciativa dos diplomatas brasileiros e turcos. Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse que a sra. Clinton "alertou" o ministro turco para não confiar nos iranianos, cujo único interesse seria "fazer qualquer coisa para impedir as sanções pelo Conselho de Segurança, sem dar qualquer passo para suspender seu programa nuclear militar".

Depois do telefonema, um pouco precipitadamente, de fato, a secretária Hillary previu publicamente que o esforço dos presidentes Lula e Erdogan fracassaria.

O que se sabe hoje é que a secretária Clinton pode não estar trabalhando corretamente pela pauta política da Casa Branca. Enquanto ela falava em Washington, funcionários turcos anunciavam aos jornalistas em Ankara, off-the-record, que haviam recebido encorajamento do próprio presidente Obama, para insistir no trabalho de mediação e continuar pressionando em busca de algum acordo. Pode ser, é claro, "divisão" planejada das forças nos EUA, para cobrir todas as posições, o que implica que EUA, sim, anteviram a possibilidade de serem derrotados no front diplomático: Clinton faria a parte mais difícil e preservaria a posição do presidente como "mediador" e interessado mais em acordos que em confrontos. Seja como for, já sugere alguma fragilidade na posição da secretária de Estado, ou seu isolamento, no círculo mais alto dos estrategistas de Obama para as questões mundiais cruciais.

Alguns, em Washington, tentarão ver no acordo apenas um modo para salvar as aparências e livrar o Irã de confronto direto com EUA e União Europeia. Seja como for, outros verão de outro modo. Ali Akbar Salehi, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, vê perspectiva mais positiva. Semana passada, já havia anunciado que o Irã buscava um acordo, contando com a mediação política do Brasil e da Turquia "para dar aos EUA e outros países ocidentais um modo de escaparem da situação de impasse que criaram, com tantas ameaças."

Em todos os casos, o que se viu foi que negociadores competentes em negociações bem encaminhadas por dois líderes mundiais, destruíram a versão, difundida por Washington, de que o Irã não faria acordos e teria de ser "atacado", por sanções; antes, claro, de que os EUA considerassem "todas as opções", inclusive o ataque militar, para impedir o progresso do programa nuclear do país.

Fato é que Turquia e Brasil, embora em pontos opostos do planeta, têm muita coisa em comum. São dois países territorialmente grandes que passaram longos anos sob ditadura, mas conseguiram alterar essa história e andar pacificamente na direção da plena democracia. Os dois países têm hoje, na presidência, políticos dinâmicos e experientes, que comandaram importante processo de recuperação econômica nos seus respectivos países. Os dois países, além do mais, já emergiram como potências regionais, mas aspiram ao nível de potências como Rússia, Índia ou mesmo a China. Nem Turquia nem Brasil podem sobreviver sozinhos entre esses gigantes. Mas, juntos, formam uma parceria que tem inúmeras possibilidades de sucesso.

Brasil e Turquia são os países que mais abriram novas embaixadas pelo mundo, nos dois últimos anos. Uma vez por ano, os principais diplomatas turcos voltam a Ancara para ampla reunião de trabalho. Na reunião de 2010, ocorrida em janeiro, o ministro das Relações Exteriores do Brasil Celso Amorim foi um dos principais conferencistas convidados.

Turquia e Brasil foram, por muitos anos, apoiadores "automáticos" de Washington, mas agora começam a assumir o timão e determinar a própria rota. Preocupados com o que vêem como violento unilateralismo norte-americano, que desestabiliza imensas regiões em todo o mundo, os dois países têm evitado todos os confrontos internacionais, ao mesmo tempo em que trabalham incansavelmente para promover acordos que visem à pacificação. Por muito feliz coincidência, os dois países são hoje membros não-permanentes do Conselho de Segurança. A posição deu-lhes os meios para intervir na questão iraniana; que os negociadores e presidentes de Turquia e Irã usaram com talento e competência excepcionais.

Durante a Guerra Fria, o Movimento dos Não-alinhados tentou converter-se numa "terceira força" na política mundial, mas fracassou, porque reunia países grandes demais, separados demais e diferentes demais. Turquia e Brasil emergem agora como a força global capaz e competente para diálogos e acordos que o Movimento dos Não-alinhados jamais antes conseguira ser..

Traduzido por Caia Fittipaldi

O artigo original, em inglês, pode ser lido em:

http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2010/may/17/iran-nuclear-brazil-turkey-deal
Enviada por Castor Filho, às 14:08 17/05/2010, de São paulo, SP


Iniciadas negociações com Barry Callebaut e Delfi Cacau
O Sindicacau estará reunido com os representantes da Barry Callebaut para o inicio das negociações que esta agendada para hoje dia 17 de maio e dia 19 de maio de 2010, ambas respectivamente às 14 horas no auditório da Unimed na avenida Soares Lopes no Centro de Ilhéus.

A negociação com a Delfi Cacau Brasil está agendada para o dia 21 de maio de 2010 as 09 horas no Hotel Palace na avenida Cinquetenário em Itabuna.

Com uma escala de Trabalho ilegal a Delfi teve várias reuniões com o Sindicacau tentando resolver o problema quando a entidade não teve outra alternativa devido ao descaso da empresa, levou o caso para o Ministerio Publico do Trabalho que solicitou que a empresa regularizasse sua escala o que ja ocorreu, mais só que gerou um passivo trabalhista onde os trabalhadores querem receber as horas extras devedoras.

Em audiencia realizada no ultimo dia 26 de abril de 2010 na Terceira Vara do Trabalho em Itabuna a Delfi Cacau solicitou um prazo e uma nova audiencia ja esta agendada para o dia 20 de maio de 2010 as 08:30hs no mesmo local .
Enviada por Sindicacau, às 13:56 17/05/2010, de Ilhéus, BA


Trabalhadores terceirizados são discriminados na Delfi Cacau
Clique aqui para ampliar a imagem
Os trabalhadores tercerizados que prestam serviço na DELFI CACAU BRASIL LTDA,localizada na Rodovia BR 415 KM 36,Predio 1- Centro Industrial de Itabuna, alám de sofrerem varias humilhações dentro da empresa: salários atrasados, férias vencidas, assédio moral, etc, ainda estão passando por mais uma humilhação:
apesar da empresa ter um refeitório para os trabalhadores efetivos, os terceirizados são obrigados a fazer suas refeições embaixo das árvores próximas à empresa (veja foto ao lado).

O Sindicacau há muito tempo vem alertando e discutindo com a Delfi sobre esta situação deprimente em que vivem estes Trabalhadores.

O sindicato tomará as medidas cabíveis para que este problema seja resolvido.
Enviada por Sindicacau, às 13:49 17/05/2010, de Ilhéus, BA


Eles não desistem: Ministro primo de Collor dá senha para o Golpe
A candidatura de Dilma, assim como qualquer outra que insinue a continuidade da pequena melhora na vida dos brasileiros será perseguida além dos limites legais

Por Paulo Henrique Amorim

Saiu na colona (*) “Painel”:

“A Senha – Mais do que qualquer outra expressão ‘abuso dos meios de comunicação’ usada pelo Ministro Marco Aurélio Mello no julgamento que multou o PT … a pena prevista é clara: cassação do registro da candidatura.”

Navalha

O Ministro Mello é um perigo.

Ele tem no currículo indícios de que, se puder, instala Honduras no Brasil.

Ou seja, o Supremo derruba o presidente – dentro da “lei”.

Na campanha presidencial de 2006, o presidente Lula travou muitas batalhas.

Contra o PiG (**), especialmente contra a Globo, contra o Alckmin e, também, contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Min. Mello.

Por várias vezes, o Min. Mello ameaçou cassar a candidatura e, depois, sustar a posse do presidente Lula.

Quando Lula ganhou o segundo turno, o Min. Mello, esse que deu a “senha”, segundo a Folha (***), anunciou o resultado.

Não disse que o Lula ganhou.

(Na verdade, deu uma surra, 61% a 39%, como tinha dado no Serra.)

Mas, sim, que, diante do número de votos a apurar, o Alckmin não podia mais ganhar.

Freud explica.

Ora, direis ouvir estrelas …

Quem ousará cassar o presidente Lula, depois, por exemplo, dessa vitória estrondosa no Irã?

Quem ousaria cassar o Lula ?

Ele mesmo, o Min. Mello.

Ainda mais agora que Ele, o ex-presidente Supremo do Supremo, recolheu-se à ministerial insignificância para se dedicar a processar jornalistas.

O Min. Mello também gosta do proscênio.

E os tucanos, pelo jeito, não tem o que temer.

Podem fazer como o serrista Jutahy Magalhães, para quem “o crime compensa”

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG
(**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(***)Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:54 17/05/2010, de Curitiba, PR


Dilma na frente também na pesquisa Sensus/CNT
Pesquisa de intenções de voto do Instituto Sensus encomendada pela patronal CNT - Confederação Nacional dos Transportes divulgada nesta segunda-feira mostra Dilma Rousseff (PT) a frente de José Serra (PSDB)

A petista recebeu 35,7% das intenções de voto, enquanto o tucano ficou com 33,2%.

Dilma aparece na frente de Serra também na pesquisa espontânea (na qual não é apresentada a lista de candidatos aos eleitores):

A petista recebeu 19,8% das intenções de votos na espontânea, contra 14,4% do tucano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não é candidato, aparece em terceiro lugar na espontânea, com 9,7%.

Se somados os votos dos petistas na pesquisa espontânea teríamos 29,5% do eleitorado apoiando a continuidade do governo Lula.

A pesquisa mostra que um segundo turno entre Dilma e Serra daria Dilma com 42% contra 40% do tucano. Se a disputa fosse com a Marina, a lavada seria de 52% para Dilma a 21% para Marina.

Veja aqui as várias tabelas da pesquisa.

Esta pesquisa CNT/Sensus também indica a tendênia de crescimento de Dilma e o fechamento da "boca do jacaré" para Serra.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 10 e 14 de maio, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:26 17/05/2010, de Curitiba, PR


Irã liberta francesa e diz que foi um presente para o Brasil
Agências internacionais informam que o Irã libertou Clotilde Reiss, professora francesa presa há 10 meses condenada por espionagem depois dos protestos realizados no ano passado contra o governo.

Durante um dos encontros presidenciais, Lula disse ao presidente iraniano que estava contente por ter visto na televisão imagens de Clotilde Reiss na França.

"Foi um presente para o Brasil", teria respondido Ahmadinejad a Lula.

Por meio de um comunicado, o governo francês agradeceu os esforços de Brasil, Síria e Senegal feitos junto ao Irã pela libertação da jovem.

Mais um vitória da diplomacia soberana, independente e entre iguais.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:05 16/05/2010, de Curitiba, PR


Lula consegue acordo com Irã sobre combustíveis nucleares
Publicado em 16 de maio de 2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a diplomacia brasileira conseguiram, após muitas negociações, chegar a um acordo com o governo iraniano sobre os combustíveis nucleares.

O Brasil com apoio da Turquia consegue mostrar ao mundo, principalmente ao mundo em desenvolvimento, que é possível fazer política internacional e diplomacia de uma forma diferente, independente, soberana e entre iguais.

Para os que não ainda não botam fé nas capacidades brasileiras, informamos que o ministro de Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, confirmou para a agência Reuters que foi alcançado um acordo entre Irã, Turquia e Brasil sobre a troca de combustíveis nucleares. A rede de TV árabe Al Jazeera também confirma o acordo (Clique aqui para conferir o artigo em inglês), enquanto a maioria do PiG brasileiro se cala de vergonha, ódio e inveja.

O acordo pode por fim à disputa entre Irã e velho Ocidente sobre o programa nuclear do país árabe.

O acordo é uma vitória de uma política de relações internacionais soberana e independente das grandes potencias.

É a vitória de uma diplomacia que aposta na negociação e no diálogo.

É também uma derrota daqueles que sempre apostam em soluções bélicas, armadas, para qualquer tipo de problema.

Lembremos que dona Clinton apostou na derrota de Lula e por ela torceu, com a devida repercursão do PiG e apoio dos demotucanos e entreguistas nacionais, bajuladores do EUA. Já o presidente russo, Dmitry Medvedev, em tom irônico disse que Lula teria apenas 30% de chances de conseguir o acordo.

Agora é nossa vez de torcer pelo cumprimento do acordo.

Também é hora de torcer para que o mundo em desenvolvimento entenda que pode resolver seus problemas sem precisar de tutores do norte a nos mostrar como devemos viver aqui no SUL.

Parabéns ao governo brasileiro, ao Itamaraty e em particular a Lula, que insistiu na negociação e colocou seu prestígio pessoal em jogo em nome de uma solução pacífica e negociada entre iguais.

É uma vitória de todos Trabalhadores e Trabalhadores brasileiros que se organizaram e lutaram para fazer de Lula o líder que é hoje.

Sem as massas Lula não teria chegado onde chegou e não estaria fazendo o que está fazendo.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:49 16/05/2010, de Curitiba, PR


Dilma tem crescimento contínuo na pesquisa espontânea
Pesquisa registra ascensão contínua de candidata governista

As pesquisas de intenção de votos geralmente são divididas em espontâneas e estimuladas.

Nas espontâneas o pesquisador pergunta simplesmente Em quem o senhor ou a Senhora votaria para presidente em 2010 e o eleitor pesquisado diz o nome que lhe vem a cabeça, ou seja, daquele que mais se lembra ou em que realmente irá votar.

Já nas estimuladas o entrevistador apresenta listas com os nomes de vários candidatos e partidos em combinações diversas e o eleitor faz a sua escolha entre as múltiplas opções apresentadas.

Pois bem, Dilma vem registrando aumentos consideráveis e constantes em ambas modalidades de pesquisa e agora lidera tanto na espontânea quanto na induzida.

Pesquisa espontânea do Vox Populi

Pesquisa estimulada, por região

A "boca do jacaré" se abre para uma e se fecha para outros


Do blog Os Amigos do Presidente Lula

Enviada por Sérgio Bertoni, às 16:12 16/05/2010, de Curitiba, PR


Pesquisa local mostra Dilma em primeiro no Distirto Federal
Para jogar mais um balde de água fria nos tucanos, tem uma pesquisa de Brasília que também registrou a virada de Dilma

Estes resultados vão levar muita confusão pra campanha do Serra. Tem muita aliança mal-amarrada, que agora vão afrouxar. Boa parte do PMDB paulista vai deixar o Quércia falando sozinho. Está começando a valer a aposta do Lula no plebiscito.

O Instituto Brasileiro de Gestão Social e Pesquisa (IBGS), entidade vinculada ao jornal Alô Brasília, faz todos os meses uma pesquisa eleitoral no Distrito Federal, com uma quantidade mínima de dois mil questionários.

O último levantamento, que será divulgado na segunda-feira (17) confirma tendência verificada em pesquisas anteriores e mostra que Dilma Rousseff ultrapassou José Serra na preferência do eleitorado do Distrito Federal.

O jornal antecipou apenas os números da pesquisa estimulada:

Dilma: 29,09%
Serra: 25,63%
Marina: 12,69%
Plínio: 0,5%
Não sabe: 32,10%

Os números completos dessa pesquisa serão publicados segunda-feira no site do Alô Brasília e na versão impressa do jornal.
Enviada por Cido Araújo e Almir Américo, às 13:51 16/05/2010, de São Paulo, SP


Vox Populi mostra Dilma na frente
Clique aqui para ampliar o gráfico
A pesquisa de intenções de voto do Instituto Vox Populi encomendada pela Rede Bandeirantes de TV mostra a candidata petista Dilma Roussef com 38% das intenções de voto contra 35% de Serra.

No segundo turno Dilma teria 40% contra 38% de Serra, que despencou 8% já que em janeiro de 2010 tinha 46% das intenções de voto no segundo turno. Dilma subiu 5% entre janeiro (35%) e maio (40%) de 2010.

Quando questionados quem era o candidato de Lula, 74% disseram que Dilma é a candidata apoiada por Lula, 4% disseram que José Serra é quem tem o apoio presidencial e 1% citou a Marina Silva.

A pesquisa mostra ainda que a avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 76% em maio. Na rodada anterior da amostragem, feita em janeiro, o número era de 74%. Somente 2% dos entrevistados avaliaram o governo como ruim e 3% como péssimo.

Analisando os dados acima, no jargão dos estatísticos se diz que a boca do jacaré se fechou para Serra e se abre para Dilma, a medida que a curva de ascensão da candidata petista tende a subir e a do demotucano tende a baixar.

Por que esta certeza?

Porque a estatística tem regras que indicam tendências globais, mesmo que imperceptíveis ou ideologicamente inaceitáveis no presente. Você pode manipular os dados de uma ou de outra pesquisa, mas dificilmente conseguirá mudar tendências se algo realmente extraoridnário não acontecer, como já mostrava em outubro de 2009 o jornalista e analista político Maurício Dias em artigo intitulado A Curva que assusta na coluna Rosa-dos-Ventos da CartaCapital.

Segundo porque a medida que vai ficando mais claro para o eleitorado quem é a real candidata apoiada por Lula, Dilma tende a receber o apoio daqueles indecisos ou confusos e, principalmente, dos 34% do eleitorado que defende que o próximo presidente deve continuar com todas as políticas do governo Lula.

Também nada desprezível é a porcentagem de 47% de entrevistados que opinam que o próximo presidente deve mudar algumas políticas e continuar com a maioria.

Apenas 5% opinaram que é necessário mudar todas as iniciativas do governo. Coincidentemente apenas 5% avaliam mal o governo Lula.

Assim, a estatística vai mostrando que as chances de a fatura se liquidada no primeiro turno são muito grandes.

Até o diretor do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, aquele mesmo que no ano passado havia a anunciado a vitória de Serra no primeiro turno de 2010, já se desmente:

"[a revista] Veja truncou a minha declaração, além de ter suprimido todos os elogios que fiz ao presidente Lula", afirmou Montenegro em uma palestra para uma platéia antipetista da zona sul carioca.

E prosseguiu "É possível que a eleição seja resolvida no primeiro turno. Qualquer um dos dois pode ganhar", sem a mesma convicção demonstrada em 2009.

Além disso, Montenegro afirmou que "Lula deixará o governo como o melhor presidente que o Brasil já teve. Superou VArgasa e Juscelino. A popularidade dele sustenta a afirmação"

Para desgosto dos preconceituosos e elitistas de distintas colorações políticas, sociais e econômicas deste país, parece que Montenegro resolveu parar de brigar com a realidade, deixando para Serra o papel de lutar contra os fatos e a verdade.

A pesquisa do Vox Populi foi realizada no período de 8 a 13 de maio, portanto, antes da programa político do PT exibido em rede nacional na noite de 13 de maio. O Vox populi realizou duas mil entrevistas, pessoais e domiciliares, de 8 a 13 de maio, em 117 municípios de todas as regiões do País.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:28 16/05/2010, de Curitiba, PR


Até o PiG denuncia: Serra usa estrutura do estado de SP em sua campanha
Deu na Folha Online:

"Quarenta dias depois de deixar oficialmente o governo de São Paulo, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tem usado estrutura do Estado em sua pré-campanha... o ex-governador, que transmitiu o cargo para o vice Alberto Goldman em 6 de abril, conta com policiais militares na sua segurança. Em São Paulo, ele e seu staff têm ido a eventos em carros oficiais. Além disso, os gastos com combustível e celular usados pela equipe de segurança também ficam a cargo do governo.

E o PT não vai falar nada?

E a sociedade civil não vai se mobilizar?

E os paulistas? Concordam com esta forma de gasto indevido do dinheiro de seus impostos?

Ou será que isso não é uma forma de corrupção e mal uso do dinheiro do povo paulista?
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:45 16/05/2010, de Curitiba, PR


Cargill e Sindicacau facham acordo de PLR
Em assembléia realizado na ultima sexta-feira(14), os trabalhadores da Cargil Cacau decidiram em aceitar o Programa de Participação de Resultados (PPR) proposto pela empresa para o ano fiscal 2009/2010, que prevê uma premiação mínima de 1,63 salários base.

O PPR da Cargil, foi fruto de uma longa negociação entre o Sindicacau e a empresa, foram discutidos metas, indicadores e forma de pagamento. Agora é aguardar o fechamento do ano fiscal para obter o resultado final.
Enviada por Sindicacau, às 12:25 16/05/2010, de Ilhéus, BA


Bolsa Família não causa dependência
O Bolsa Família, programa de transferência de renda que atende a 12,5 milhões de brasileiros, tem efeito insignificante na procura por emprego e pouca influência no número de horas trabalhadas, aponta um estudo publicado pelo CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), um órgão do PNUD em parceria com o governo federal.

A pesquisa, pioneira ao analisar diferentes perfis de beneficiários "homens e mulheres, trabalhadores formais e informais, ocupações agrícolas e não agrícolas", detectou que, em alguns casos, o impacto do programa é "estatisticamente relevante", mas não a ponto de se dizer que ele causa "dependência".

"Não se pode dizer que o Programa Bolsa Família é responsável por gerar dependência em virtude da transferência de renda", afirma o texto, intitulado Uma análise da heterogeneidade do efeito do Programa Bolsa Família na oferta de trabalho de homens e mulheres e feito pela pesquisadora Clarissa Gondim Teixeira, ligada ao CIP-CI.

O levantamento se baseia em dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, feita pelo IBGE) de 2006, quando oscritérios de inclusão do Bolsa Família e os valores pagos eram um pouco diferentes dos atuais. O programa atendia lares com renda per capita de até R$ 100 por mês (hoje, o limite é R$ 140) e pagava até R$ 95 (o teto atual é de R$ 200). Para avaliar o impacto do projeto, Clarissa comparou os indicadores dos beneficiários com o da população economicamente ativa de 16 a 64 anos que ganhava, na ocasião, até R$ 200 mensais.

O levantamento derruba a tese de que o Bolsa Família estimule as pessoas a pararem de trabalhar. O impacto na participação no mercado "não é significativo nem para homens nem para mulheres". A probabilidade de quem recebe os recursos governamentais estar ocupado é maior "1,7% a mais para homens, 2,5% para mulheres" do que entre pessoas da mesma faixa de renda que não participam do programa. Uma das explicações para isso é que o benefício está atrelado à necessidade de as crianças frequentarem a escola. Sem terem de ficar em casa para cuidar dos filhos, as mulheres disporiam de mais tempo para se dedicar a uma atividade remunerada.

Entre a população que trabalha, a influência é mais heterogênea. Na média, os cadastrados no Bolsa Família trabalham um pouco menos "0,56 hora por semana (homens) e 1,18 (mulher)" do que as pessoas que estão em faixa de renda semelhante, mas não são ligadas ao programa. Em porcentagem, isso significa que os homens beneficiados trabalham 1,3% a menos que os não beneficiados, e as mulheres cadastradas trabalham 4,1% a menos que as não cadastradas.

"Nota-se que o Programa Bolsa Família não causa um grande 'desencorajamento' ao trabalho, apesar de os efeitos médios calculados serem estatisticamente significativos", avalia o artigo.

A análise detalhada de diferentes grupos aponta que os empregados com carteira (sejam eles homens ou mulheres) praticamente não são afetados. "O emprego formal possivelmente é menos elástico, em razão dos direitos dos trabalhadores, estabilidade salarial, benefícios, seguro desemprego, etc.", pondera a pesquisadora.

O efeito é maior na população feminina que desempenha atividades informais não atreladas à agricultura. Nesse caso, as beneficiárias trabalham em média 2,1 horas a menos por semana (7,3%). Entre os homens, o efeito é mais intenso para os empregados da área agrícola os trabalhadores cadastrados despendem 1,1 hora por semana a menos em atividades remuneradas. Nos demais grupos, os indicadores têm variação pouco expressiva. O levantamento também constata que o impacto é maior nas faixas em que o programa significou uma injeção mais intensa de recursos.

"O impacto do Programa Bolsa Família no número de horas trabalhadas por semana, ainda que seja estatisticamente significativo, não é de grande magnitude", conclui o estudo. A pesquisa é o desdobramento da dissertação de mestrado de Clarissa, que demorou dois anos para ser finalizada. Mesmo tendo sido publicado, a pesquisadora ainda está cruzando dados com outras pesquisas, principalmente para apurar mais detalhes sobre o mercado informal. "Há sempre espaço para ir mais a fundo neste tema", comenta.

Com informações do Pnud.

Fonte:http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=8308
Enviada por Jansen MC, às 12:22 16/05/2010, de São Paulo, SP


A caminho da eleição
Há uma diferença que assume, neste ano, maior proeminência: a existente entre os que conhecem os candidatos e os que (ainda) não sabem quem são

Por Marcos Coimbra, em Carta Capital

Os eleitores podem ser divididos e agrupados de várias maneiras. Podemos falar de distinções demográficas, de gênero ou idade, por exemplo. Ou de diferenças socioeconômicas, como as que existem entre as pessoas em função de renda, escolaridade ou situação ocupacional.

A diversidade regional é importante. Na última eleição, houve uma nítida geografia no voto, com o Sul indo para um lado e o Norte/Nordeste para outro. Nesta, algo parecido acontece, ao menos por hora, com José Serra à frente onde Geraldo Alckmin havia ido bem e Dilma Rousseff se distanciando nos lugares onde Lula venceu.

As variações entre cidades pequenas e grandes, especialmente as metrópoles e as capitais, fazem parte de nosso folclore político. No interior, votava-se mais à direita, enquanto o voto urbano tendia a ir mais para candidatos de esquerda e para as oposições. Em seus primeiros anos, isso acontecia claramente com o PT. Hoje, mudou.

Todas essas diferenciações jogam seu papel nestas eleições. Olhando as pesquisas, vê-se que existem diferenças entre o que pensam fazer homens e mulheres, nordestinos e sulistas.

Mas há uma diferença que assume, neste ano, uma proeminência maior que no passado: a que existe entre os que conhecem os candidatos e os que (ainda) não sabem quem são. Essa é uma dimensão sempre fundamental na interpretação das pesquisas pré-eleitorais, mas nunca foi tão importante quanto agora.

A razão para isso é simples e tem a ver com três fatores. Primeiro, que temos um presidente que termina seu mandato com uma aprovação popular que nunca houve em nossa história. Segundo, que esse presidente indica uma candidata e assegura que ela encarnará a continuidade de seu governo. Terceiro, que ela é pouco conhecida, pois só existe, por enquanto, uma candidatura (até pouco tempo atrás, duas) que os eleitores conhecem bem.

Ao contrário das outras diferenciações, a do nível de conhecimento dos candidatos tende a desaparecer ao longo da campanha. À medida que ela avança, a desinformação cai, se aproximando de zero, enquanto se amplia a informação. No dia da eleição, teremos, desejavelmente, o universo de eleitores em condições semelhantes de escolha: todos podem optar entre todos os candidatos, pois têm deles um conhecimento parecido.

Enquanto estivermos distantes dessa situação de homogeneidade, as pesquisas de intenção de voto devem ser lidas com cuidado. Não que sejam menos válidas, mas por misturarem pessoas diferentes em um aspecto essencial da eleição.

É possível, no entanto, contornar esse problema. Basta considerar, em separado, as respostas dos que conhecem e dos que não conhecem os candidatos, de quem sabe e quem não sabe que Dilma é a candidata indicada por Lula. É o mesmo que se faz para comparar o que pensam jovens e velhos, ricos e pobres, moradores de áreas rurais e urbanas e todas as outras diferenciações.

Na última pesquisa publicada do Vox Populi, feita há um mês, a intenção estimulada de voto (considerados apenas três candidatos) do conjunto dos entrevistados foi de 38% para Serra, 33% para Dilma e 7% para Marina. Nesse resultado médio estão, naturalmente, tanto as repostas das pessoas que acertaram a identificação de Dilma como candidata do presidente quanto das que erraram ou não souberam fazê-lo.

Quando, porém, se analisam separadamente as intenções de voto dos dois segmentos, vê-se um quadro diferente. A tabela mostra que, se levarmos em conta as intenções de voto dos eleitores que sabem que Dilma é a candidata de Lula (que são 70% do total), ela está 11 pontos porcentuais na frente de Serra. O ex-governador lidera no agregado apenas por ter uma imensa vantagem, de 43 pontos, entre os eleitores que não sabem quem ela é (e que são 30% do universo).

Um dia, esses que não sabem vão desaparecer e todos (ou quase todos) vão saber. Para Dilma, a boa notícia é que os que não a conhecem são ainda mais propensos a votar nela que os que já o fazem. Para Serra, só haverá boas notícias se tudo que está em curso mudar.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:34 14/05/2010, de Curitiba, PR


Aos amigos tudo, aos inimigos a lei:
tucano Serra só responde às perguntas do PiG
O candidato demotucano José Serra mostrou seus dentes antidemocráticos e sua fúria contra a Liberdade de Imprensa

Ao ser perguntado sobre as privatizações o demotucano destemperou-se e soltou a agressão verbal:

“Onde você ouviu isso? Claro que sim. De que jornal você é?”.

Ao ouvir a resposta de que o jornalista trabalhava na Radiobras (da estatal Empresa Brasil de Comunicação) o demotucano retrucou:

“Então informe isso aos seus patrões”(*).

Serra deixou bem claro todo seu desprezo em relação à Liberdade de Imprensa, assim como aos jornalistas, a quem considera meros vassalos de patrões. Pois é exatamente assim que o PiG e os demotucanos tratam os profissionais que lhes prestam serviços. É assim que eles veem a função dos jornalistas: Leva e trás recados dos patrões.

Mas tem gente que ainda continua achando que é tudo igual. Este discursinho, aliás, só interessa a direita que se quer passar de virgem e pura para poder voltar a violar o povo como sempre fez.

(*) Em sua ignorância ou má-fe política, o candidato demotucano se refere ao governo federal como patrão do jornalista da Radiobras, quando os verdadeiros donos da Empresa Brasil de Comunicação (a quem pertence a Radiobras) são todos os brasileiros.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:59 14/05/2010, de Curitiba, PR


Local de Fórum Sindical do Maghreb é interditado por autoridades argelinas
O local onde deveria acontecer o Fórum Sindical, parte dos processos do Fórum Social do Maghreb(*), foi interditado por decisão das autoridades argelinas.

Grandes delegações de sindicalistas marroquinos, mauritanos, tunisianos, africanos e europeus participariam do Fórum Sindical.

O Fórum Sindical poderá ser realizado na sede de algum partido político...

O ocorrido nos dá a dimensão das dificuldades concretas para a realização de atividades dos Fóruns Sociais do Maghreb e do Maghreb-Machrek(**) fora do Marrocos.

Precisamos estar atentos.

(*) Maghreb = Países árabes ocidentais do norte da África
(**) Machrek = Países árabes orientais, também conhecido como Oriente Médio.

Entidades que participam e apoiam o Fórum Sindical do Maghreb:
CDT, UGTM, ODT e FDT (Marrocos)
UGTT (Tunísia)
UGTM e CGTM (Mauritinia)
SNAPAP, CLA (Argélia)
e Sindicatos Independentes
Enviada por Kamal Lahbib, às 17:40 14/05/2010, de Rabat, Marrocos


Programa do PT: Um vídeo que vai dar muito o que falar
Enviada por Sérgio Bertoni, às 00:29 14/05/2010, de Curitiba, PR


Polônia compra aviões Embraer para a presidência da república
Depois do acidente com o avião de fabricação russa Tupolev, que matou dezenas de membros do alto escalão do governo polonês, aa autoridades da polônia resolveram adquirir 2 aviões EMB-175 produzidos pela brasileira Embraer.

As aeronaves EMB-175 LR que servirão ao presidente polonês ficarão tem sua autonomia de vôo aumentada em relação aos EMB-175 e ficarão sob propriedade da companhia de aviação polonesa LOT.

Confira aqui o artigo da Ria Novosti.
Enviada por Almir Américo, às 19:53 13/05/2010, de São Paulo, SP


Juros: da vergonha a palidez...
Clique aqui para Ampliar
De Bernardo Joffily, no Vermelho:

“A Selic (taxa básica de juros) do BC foi criada no governo Fernando Henrique, que teve Serra do princípio ao fim como ministro, primeiro do Planejamento, depois da Saúde. A Selic de Lula, ou mais exatamente de Henrique Meirelles, presidente do Banco, por certo foi mais alta do que devia (que o digam os sindicatos de trabalhadores, e também os capitalistas do chamado setor produtivo, unânimes em criticá-la). Mas empalidece diante das taxas delirantes de FHC.”

É como diz Lula: “Serra agora sabe tudo que não sabia durante o governo”

Serra não sabia que as taxas deles eram bem mais altas. Seguramente também não sabe que o Brasil quebrou 3 vezes durante o governo FHC e que, sob o comando de Lula, resistiu bravamente à pior crise financeira internacional dos últimos 80 anos.

Serra não sabe nada! Nem onde está seu diploma de economista.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:00 13/05/2010, de Curitiba, PR


SP: Deputados, trabalhadores e sociedade discutem na Alesp os efeitos da venda do patrimônio público
Passados quase 14 anos da madrugada de 26 de junho de 1996, quando a maioria da base do governo tucano aprovou a lei que autorizou a venda das empresas energéticas da população paulista, o Sinergia CUT (Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo), a Ftiuesp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de SP) e o deputado Rui Falcão (PT) promovem uma audiência para debater a situação atual do setor energético paulista nesta quinta-feira, dia 13.

A pauta do debate é justamente a participação do capital privado - a maioria internacional - na reestruturação do setor energético paulista e as consequências para os trabalhadores e para a sociedade. A iniciativa da audiência aconteceu depois que o deputado petista teve acesso a vários documentos elaborados pelo Sindicato, que comprovam irregularidades em todas as empresas energéticas.

Nessa primeira audiência estarão em discussão a situação atual das privatizadas CTEEP, CPFL Energia, Eletropaulo, Elektro, Bandeirante, Tietê, Duke e Comgás, além das estatais CESP/Emae, hoje sucateadas e na mira da privatização. Os documentos reunidos pelo Sindicato comprovam desde a precarização das condições de trabalho, o aumento do número de acidentes graves e fatais, a prática ilegal do trabalhador isolado e de assédio moral constante, até a falta de manutenção preventiva e o sucateamento do sistema elétrico que vem provocando apagões frequentes.

“Não foi por falta de aviso. O cenário atual é só a triste realidade anunciada pelo Sindicato e por especialistas do setor desde que o projeto tucano entrou em discussão em meados dos anos 90”, afirma Jesus Francisco Garcia, presidente do Sinergia CUT.

Para o deputado Rui Falcão, tudo isso é resultado da privataria em SP. “Os serviços privatizados pioraram e os preços das tarifas representam um peso no orçamento doméstico e um aumento nos custos de produção. Hoje, SP está à mercê de monopólios privados”.

Vários convidados

Além de sindicalistas, parlamentares, trabalhadores e representantes de entidades do movimento social, estão convidados para a audiência os presidentes das quatro empresas e das agências reguladoras - Abrade, Abrage, Abrat, Arsesp. Devem participar também representantes do Ministério Público e do Ministério do Trabalho e Emprego, BNDES, BVQI, FGTS, INSS, Procon e Proteste. A audiência acontece no Auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa a partir das 14h do dia 13 de maio.
Enviada por Luiz Rodrigues, às 14:57 13/05/2010, de Taubaté, SP


Um belo exemplo para aqueles que cansaram de lutar...
O "velhinho" que enfrenta a polícia para impedir a prisão de um amigo tem 88 anos.

Chama-se Manolis Glezos.

Estava na manifestação contra as "políticas de austeridade" do governo grego.

Não é um desconhecido.

Membro da resistência, em 1941, com 19 anos, subiu à Acrópole e retirou a bandeira das forças nazis ocupantes.

Continua a resistir.

Há os que lutam toda a vida.
Estes são os imprescindíveis

Enviada por Jansen MC, às 14:30 13/05/2010, de São Paulo, SP


O sistema nos tira tudo
Por Elaine Tavares

Acompanhei estupefata a cobertura dos jornais de televisão sobre o dia primeiro de maio. Raríssimos jornalistas usaram a expressão “dia do trabalhador”. Para todo mundo, o histórico primeiro de maio, data que celebra a luta dos trabalhadores, decidida na Internacional Socialista em 20 de junho de 1889, em Paris, virou “Dia do Trabalho”.

Você aí que está lendo esse texto pode perguntar. Mas e daí? O que muda? E eu digo, muda tudo! O dia do trabalhador é uma invenção dos trabalhadores, coisa criada em meio às lembranças recentes dos conflitos em Chicago, em 1886, quando milhares de trabalhadores saíram às ruas lutando por 8 horas de jornada. Foi por desejo dos trabalhadores que esta data passou a ser um dia de referência de lutas, de combates, de batalhas por vida digna e contra o capitalismo predador, que destrói o homem e a natureza.

Pois o sistema capitalista, de um jeito ladino, foi realizando a transformação. De dia do trabalhador passou a ser dia do trabalho. E o que é o trabalho? O que suscita? Nada de lutas, nada de combates contra o capital, nada de conflitos de classe. Nada. É só um ato criador. O dia do trabalhador transformado em dia do trabalho esteriliza a gênese desta idéia que era de luta contra a opressão dos patrões. Dia do Trabalho é uma composição de classe, onde patrão e trabalhador se irmanam, afinal, os dois “trabalham”.

Mas, na verdade, na relação capital x trabalho, é o trabalhador o explorado, o que garante mais-valia ao patrão, o que garante o lucro, no mais das vezes exacerbado. E esta relação não é pacífica, é conflituosa, agônica.

Por isso causa profunda revolta ver os jornalistas, que deveriam ser os que informam com clareza os fatos, reproduzindo estas mentiras, estas armadilhas forjadas pelo sistema que oprime e destrói. Esse povo deveria estudar mais.

Reivindico a volta do dia do trabalhador, dia de luta, de combate. Dia de lembrar os tantos homens e mulheres que tombaram na batalha por uma vida plena. Dia de celebrar a capacidade de luta de todos aqueles que ainda estão amarrados a roda da mó do capital. Dia primeiro de maio é dia do trabalhador, esse ser que, prisioneiro de um sistema em que para que um viva o outro tenha de morrer, resiste e insiste na transformação. Ainda há trabalhadores em luta por aqui, sim senhor!
Enviada por Luiz Rodrigues, às 12:27 12/05/2010, de Taubaté, SP


Viva a Sabesp: rompimento de adutora em SP deixa 100 mil em água e atrapalha trânsito
É preciso denunciar!
É preciso divulgar estas barbaridades que vem acontecendo em São Paulo!

A empresa de saneamento básico do estado de São Paulo - Sabesp, também conhecida como Serviço de alagamento básico do estado de São Paulo, passou os últimos anos gastando dinheiro em propaganda para promover o Serra e os tucanos no plano nacional. Em lugar de cuidar do Saneamento Básico e do Abastecimento de Água a empresa estatal foi transformada pela "competência" demotucana em super agencia de propaganda Serra Presidente.

Dá nisso. Alagamentos, enchentes, rompimento de adutoras, água contaminada no litoral, etc.

Veja aqui fotos da adutora que rompeu no M'Boi-Mirim na manhã desta quarta, 12 de maio de 2010.

Há reponsáveis por isso sim. E estes não são os trabalhadores ou as equipes de manutenção, como a imprensa e a patronal sempre gostam de acusar.

Os responsáveis por estes crimes contra a sociedade paulista e brasileira são os políticos que defendem o estado mínimo, os planejadores que usam sua inteligência para usar indevidamente o dinheiro das empresas estatais em propaganda, a imprensa que acoberta e apóia aos partidos de direita demotucanos. Enfim, todos que defendem o estado mínimo para o povo para poder meter a mão nas riquezas nacionais.

Por acaso são políticos assim que governam e sempre governaram Sampa.

quando será que nosso compatriotas paulistas vão abrir os olhos?

Como diz o velho ditado:
O pior cego é aquele que não quer ver"

Aos preconceituosos, rascistas, individualistas, classe média e coisa do gênero, vale lembrar: São Paulo não é governado nem pelo PT, nem pelo Lula. SP é governado pelos demotucanos há 20 anos.

E desgraça é que eles não se elegeram sozinhos. Alguém votou neles!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:10 12/05/2010, de Curitiba, PR


Exportar chocolate é a meta dos produtores baianos de cacau
Este é o ano para o produtor transformar o cacau em chocolate. Neste sentido, a Associação dos Produtores de Cacau (APC), em parceria com a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia (Seagri) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), pretende inaugurar, ainda neste semestre, uma unidade produtora de chocolate no Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), no eixo Ilhéus-Itabuna, para iniciar o processo de industrialização do cacau.

O empreendimento foi anunciado pelo presidente da APC, Henrique Almeida, quando do II Seminário Sustentabilidade Econômica e Ambiental da Cacauicultura, realizado dia 04/03, na cidade de Gandu. Almeida falou sobre novos mercados de cacau e chocolate, em especial o asiático, com foco no mercado chinês. Outra fábrica de chocolate está prevista para ser instalada no município de Gandu, cujo projeto tramita entre a Seagri e o BNDES, e será operacionalizado pela cooperativa agrícola loca.

Fonte: Jornal da UESC Nº 126
Enviada por Sindicacau, às 10:45 12/05/2010, de Ilhéus, BA


Erramos: São Paulo já enfrenta apagões
Nesta manhã noticiamos nesta página que São Paulo estava às vesperas de novos apagões.

Erramos. Na manhã de 11 de maio São Paulo já sofria as consequências dos apagões.

Segundo relata Paulo Henrique Amorim em seu Conversa Afiada:

Hoje às sete da manhã o Conversa Afiada foi vítima de um apagão de internet, em Higienópolis.

A partir das 11H da manhã, o centro de São Paulo foi vítima de um implacável apagão de energia elétrica.

A redação do Conversa Afiada fica no centro da Chuíça(*) e mergulhou na treva.

Teve que sair a correr para os bairros para não ficar fora do ar.

Confira aqui o artigo completo publicado pelo Conversa Afiada.

Já aqui você confere o artigo Sem luz no centro de SP torcedores perdem convocação de Dunga do portal G1, das "isentíssimas" Organizações Globo. Nem o PiG conseguiu esconder o problema...

Deixamos nossas desculpas aos leitores pela informação equivocada que divulgamos nesta manhã.

Ainda bem que temos a internet que nos permite corrigir tais erros em tempo real.

A imprensa patronal poderia ter a mesma humildade e desmentir tudo o que publicou de errado nos últimos 8 anos, pelo menos...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:42 11/05/2010, de Curitiba, PR


Será que valerá a pena compensar os jogos?
O sétimo anão, Dunga, convocou sua tchurma. Será que passa a primeira fase?

Eis a seleção de Dunga. Pesada, lerda, cumpridora de tarefas. Sem arte, sem ginga, sem alegria, sem futebol moleque.

É o Brasil lançando mais uma moda. A do Futebol BuRRocrático.

É pior que a seleção do Sebastião Lazaroni ou que a de Claudio Coutinho.

Como palmeirense me resta torcer para que o meninos da vila joguem por aqui o que nosso selecionado nacional não jogará na África.

Que o Santos F.C. pape por aqui a Copa do Brasil, o Brasileirão e tudo mais que disputar. Pois, caso o futebol buRRocrático consiga alguma coisa na África, estamos perdidos.

Neste momento, diria o profeta:

Só o Santos Salva!

GOLEIROS
Júlio César (Inter/ITA)
Doni (Roma/ITA)
Gomes (Tottenham/ING)

LATERAIS
Maicon (Inter/ITA)
Daniel Alves (Barcelona/ESP)
Michel Bastos (Lyon/FRA)
Gilberto (Cruzeiro)

ZAGUEIROS
Lúcio (Inter/ITA)
Juan (Roma/ITA)
Luisão (Benfica/POR)
Thiago Silva (Milan/ITA)

VOLANTES
Felipe Melo (Juventus/ITA)
Gilberto Silva (Panathinaikos/GRE)
Josué (Wolfsburg/ALE)
Kleberson (Flamengo)

MEIAS
Kaká (Real/ESP)
Ramires (Benfica/POR)
Elano (Galatasaray/TUR)
Júlio Baptista (Roma/ITA)

ATACANTES
Luís Fabiano (Sevilla/ESP)
Robinho (Santos)
Nilmar (Villarreal/ESP)
Grafite (Wolfsburg/ALE)
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:59 11/05/2010, de Curitiba, PR


13 de maio: escravistas continuam atuantes
No dia 13 de maio de 2010 completam-se 122 anos da assinatura da Lei Áurea, que tornou ilegal a escravidão no Brasil. As elites escravocratas tornaram essa data oficial, comemorada como o dia da “libertação” dos escravos como resultado da vontade e da caridade cristã de uma princesa condoída com os sofrimentos deste povo.

Esta atitude e a queima de documentos referentes à escravidão por parte de um dos mais ilustres representantes das elites, Rui Barbosa, tinham por objetivo esconder mais de três séculos de luta dos negros contra o pavoroso regime que os oprimia.

Conscientes da farsa e da manipulação da história para impor ao país a ideia de uma “democracia racial” que nunca existiu, o movimento negro, na década de 1970, a partir da sugestão do poeta Oliveira Silveira, elegeu o 20 de novembro como sua principal data, em alusão à morte do grande general Zumbi de Palmares. Concomitantemente, em nome de todos os negros brasileiros, o 13 de maio foi renomeado como “Dia Nacional de Denúncia contra a Discriminação Racial”.

Resultado da incansável luta dos descendentes de milhões de africanos seqüestrados e escravizados, ocorreram conquistas significativas no combate à discriminação e a marginalização à que fomos vítimas daquela data até os dias de hoje. Homens e mulheres negras ocupam inúmeros empregos com boa remuneração, em que pese todos os empecilhos colocados pelo racismo estrutural da nossa sociedade. Estamos nas universidades, no Poder Judiciário, no Legislativo e no Executivo e dirigimos importantes organizações sociais, como a CUT. A mídia e a publicidade recentemente descobriram que somos importantes consumidores e parte dela já começa a dar visibilidade para negros em posições sociais antes reservadas a personagens brancas.

Os avanços, sob o governo Lula, foram além. Importantes atos simbólicos como a nomeação de ministros e ministras negros e o pedido de desculpas, em território africano, pelos crimes de lesa-humanidade que o Estado e as elites brasileiras praticaram contra os africanos se somaram a iniciativas concretas que impactaram a vida de milhões de famílias negras.

A criação da SEPPIR – Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o estabelecimento de uma série de políticas afirmativas, o reconhecimento e titulação das comunidades remanescentes de quilombos, a promulgação da Lei 10.639 – passando a incluir a história da África e dos negros no Brasil nos currículos escolares são alguns exemplos. Além, é óbvio das políticas generalistas como Bolsa Família, PROUNE, Luz para Todos, recuperação do salário mínimo, o investimento da agricultura familiar e a criação de mais de 12 milhões de empregos formais. Todas elas beneficiando a parte mais pobre da população, portanto da maioria dos negros e negras brasileiros.

Esse conjunto de conquistas, entretanto, é absolutamente insuficiente e está a anos luz de compensar os três séculos de trabalho escravo e mais de cem anos de discriminação e exclusão social. Muito ainda precisa ser conquistado para que possamos afirmar que negros e brancos têm oportunidades e são tratados de maneira igualitária em nosso país.

Entretanto, mesmo estas limitadas ações encontram-se ameaçadas. A direita, herdeira direta daqueles que amealharam fortuna com o trabalho escravo, explicita neste momento a sua índole racista e desenvolve uma raivosa e preconceituosa campanha contra esses passos iniciais e as perspectivas de novos direitos.

Duas ações que vêm no sentido de reparar as injustiças seculares são nesse momento bombardeadas por poderosos conglomerados midiáticos, por setores da academia e pelos partidos de direita, capitaneados pelo Partido Democratas: a política de cotas nas universidades e o Estatuto da Igualdade Racial, de autoria do senador petista Paulo Paim.

O DEM tanto entrou com uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Supremo Tribunal Federal, como têm criado todos os embaraços possíveis e imagináveis para evitar a tramitação e aprovação do Estatuto no Congresso Nacional. Para isso se vale dos mais absurdos argumentos, como creditar aos negros a responsabilidade pela sua própria escravidão e afirmar que os estupros das mulheres e crianças negras por parte dos seus senhores eram “relações consensuais”.

Esse comportamento hipócrita das elites por si só reforça a antiga tese de que no Brasil a questão de raça e classe devem caminhar juntas, pois a totalidade da elite exploradora - tanto no escravismo como no capitalismo - é branca e a significativa maioria da classe trabalhadora é composta por negros e mestiços.

Nada mais natural, portanto, que a CUT nesse 13 de maio venha se somar a luta contra a discriminação racial e, ombreando-se com o movimento negro, com as centrais sindicais e movimentos sociais, alerte para o perigo de retrocesso e encampe todas as lutas contra o racismo, sem o que jamais teremos a verdadeira emancipação do nosso povo.

Pela aprovação da versão original do Estatuto da Igualdade Racial!

Pela aprovação da constitucionalidade e justiça da política de cotas!

Por uma sociedade sem racismo!

Fonte: CUT
Enviada por Sindicacau, às 09:14 11/05/2010, de Ilhúes, BA


Como acabar com a pobreza, segundo a elite
Acabar com a pobreza é a coisa mais fácil do mundo, segundo a elite brasileira

Não precisa investir em escolas, saúde, nem muito menos gastar com aumentos de salários ou com programas sociais.

Primeiro: você pega a imprensa patronal e a controla com verbas do tesouro público devidamente assaltadas pelos administradores de plantão e transferidas espuriamente para os chamados "meios de comunicação de massas". Se alguém reclamar, você diz que está defendendo a Liberdade de Imprensa contra o iminente risco de censura petista-bolshevique. Chama alguém do tipo do Arnaldo Jabor para vomitar isso no rádio e na TV.

Segundo: coloque os jornalistas, aqueles mesmos que chamam o patrão de colega, para convencer o país de que pobre é criminoso, só pelo fato de ser pobre. Ora, se ele não tem posses nem dinheiro é claro e evidente que quererá tirá-lo dos bem nascidos. Depois é só ficar batendo nesta tecla da criminalização da pobreza nos telejonrais, nas transmissões de eventos esportivos, nas novelas, naquele programa de humor brega e antiquado. Enfim, em todos os espaços possíveis e imagináveis.

Terceiro: pega um bando de pessoas mal pagas e mal intencionadas, dá umas armas para elas e diz que elas tem o dever de defender a pátria, fazendo com que entendam que pátria se refere apenas aos cidadãos endinheirados desse nosso Brasil varonil.

Quarto: monta esquadrões da morte que farão a limpeza social e solta os bichos a matar moradores de rua, de favelas, negros, nordestinos, Trabalhadores e pobres de toda a espécie.

Pronto! elimina-se a pobreza de forma bastante eficiente e rápida.

Sarcasmo de nossa parte?

Não!

Constatação de fatos.

É o que vem ocorrendo sistematicamente em São Paulo, o estado mais rico da nação e pretensamente o mais moderno economica e politicamente.

Só nas últimas 48 horas a imprensa noticiou que 5 pessoas, todas moradores de rua, foram mortas a tiros no começo da madrugada de terça-feira na região do Jaçanã, zona norte de São Paulo. Um ferido está internado em um hospital da região. A 500 metros do local, um homem foi encontrado morto a tiros. A chacina aconteceu na altura do km 86 da Fernão Dias, em baixo da alça de acesso ao viaduto da Vila Galvão.

Na madrugada de segunda-feira seis pessoas foram mortas em uma chacina no Jardim Industrial, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo).

Mas as desculpa já está armada. Eram bandidos. Provavelmente a polícia os acusará de tráfico de drogas ou de roubo. E todo mundo engolirá, pois haviam sido previamente preparados para aceitar pacificamente a criminalização da pobreza.

Enquanto isso, a elite se deleita com as falcatruas e acordões de cúpula que lhe permitem saquear os tesouros públicos e as riquezas nacionais impunemente...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:56 11/05/2010, de Curitiba, PR


Chuíça (*): PMs de Serra espancam motoboy até a morte na frente da mãe
Do blog Conversa Afiada

(A publicação deste post é uma singela homenagem à Supremo Corte do Brasil, que absolveu os torturadores do regime militar.)

Saiu no Agora (único jornal de SP que presta, na primeira página):

“Alexandre dos Santos, 25 anos, foi agredido em frente à sua casa, em Cidade Ademar (Zona Sul) . Segundo os policiais, que estão presos, ele foi abordado porque, na contramão, tentou fugir na sua moto sem placa.”

Segundo a mãe de Alexandre, “foram 30 minutos de pontapés e socos”.

“Entregador de pizza e pai de uma menina de três anos, Santos morreu por asfixia e traumatismo craniano.”

A corporação diz que houve “uso excessivo de força”.

“Nos primeiros três meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2009, o número de pessoas mortas em confronto com policiais militares cresceu 40%.”

Foram 146 mortes em 2010.

Navalha

E o José Serra ainda tem a coragem de dizer que vai criar um Ministério da Segurança.

E por que ele não criou uma Secretaria de Segurança em São Paulo, para proteger os pobres (e negros, como Alexandre) da Polícia de SP ?

Quem ele pensa que engana ?

Paulo Henrique Amorim

(*) Chuíça é o que o PiG (**) de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:34 11/05/2010, de Curitiba, PR


Sindicatos sob influência do PSDB se recusam a apoiar Serra
Saiu no vermelho.org.br:

Apesar de estarem alinhados à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo paulista, diversos sindicatos sob influência tucana em São Paulo se recusam a aderir à campanha presidencial de José Serra. A maioria das lideranças dessas entidades é abertamente favorável à candidatura de Dilma Rousseff (PT).

Leia aqui o artigo todo.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:29 11/05/2010, de Curitiba, PR


São Paulo às vésperas de um novo apagão!
Viva a "competência" demotucana!

"Viva" o estado por ela controlado há 20 anos!

A demora na construção de uma subestação de energia elétrica coloca sob risco crescente de apagão 21 bairros de São Paulo, entre eles Moema (zona sul) e Morumbi (zona oeste).

Notem! Que entre os bairros estão os da burguesia que tanto bajula os demotucanos e por eles é bajulada. Os bairros chiques correm o risco de apagão e os caras votam neles. Por um questão de classe, diriam alguns. Mas como entender os por ques que levam parte do povão da periferia a votar neles?

Cortes temporários de luz são frequentes e atingem até o ninho dos demotucanos, o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista!!!

Paulistano que sou, juro não conseguir entender a cabeça desta gente que nasce e/ou vive em Sampa. A cidade está um caos, nada funciona direito, poluição, degradação humana e ambiental, criminalidade, falta de empregos, congestinonamentos... E?

E, os caras continuam votando nos mesmos de sempre. Não se organizam, não se mobilizam, não defendem a sua própria cidade...

Agora falemos francamente. Que vocês odeiem Sampa, é um problema de vocês. Mas porque muitos de vocês desejam esta desgraça para o Brasil?
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:18 11/05/2010, de Curitiba, PR


Pobres salvam Brasil
“Quem tem fome não pensa. A dor de estômago é maior do que muita gente imagina. E pessoa que têm fome não viram guerreiro, viram pedinte. A fome não faz guerreiro, faz o ser humano subserviente, humilhado e sem força para brigar contra seus algozes"

Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil

“A classes D e E do Norte e do Nordeste consumiram mais que as classes A e B do Sul e Sudeste, ou seja, os pobres foram à luta para comprar. (…) O que nós fizemos foi garantir um pouquinho para muita gente. E os pobres, que antes ficavam à margem, viraram gente de classe média e compraram coisas que só parte da classe media podia comprar”, destacou o presidente após receber o prêmio da ONU “Campeão do Mundo na Batalha Contra a Fome”.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:06 10/05/2010, de Curitiba, PR


Lula disse: Vocês são os caras!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:52 10/05/2010, de Curitiba, PR


TV Cultura: facão a vista
João Sayad diz que não garante emprego de funcionários da TV Cultura

João Sayad, candidato único na eleição para a presidência da TV Cultura e indicado pelo ex-governador do tucanato paulista José Serra, não deu garantias aos funcionários de que não haverá demissões em sua gestão.

Paulo Markun, demitido da presidência da emissora pelo tucanos, foi criticado por Sayad por não ter reduzido o quadro de funcionários, como queria o governo demotucano do Estado de São Paulo.

E ainda tem gente que diz que PT e PSDB são iguais...

Quando será que a nossa gente vai acordar?

Quando será que veremos as coisas como elas são e não como imaginamos que deveriam ser????
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:45 10/05/2010, de Curitiba, PR


Trabalhadora humilhada será indenizada
A Vivo S.A. foi condenada, juntamente com a Plano Marketing Promocional S/C Ltda., a pagar R$ 15 mil de indenização a uma trabalhadora terceirizada humilhada por um gerente da empresa de telefonia por não alcançar as metas estipuladas. Ao recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho, as duas empresas pretendiam a redução do valor da condenação, tendo a Plano alegado, inclusive, que o dano moral não chegou a provocar na trabalhadora prejuízos psicológicos definitivos. Os argumentos não convenceram a Segunda Turma do TST, que rejeitou os recursos quanto ao tema.

A reclamação foi ajuizada por uma promotora de vendas da cidade de Ponta Grossa (PR). Contratada pela Plano, em agosto de 2002, para prestar serviços à Global Telecom S.A. – hoje denominada Vivo S.A. - e dispensada em setembro de 2004, ela propôs a ação pedindo, entre outras coisas, indenização por danos morais. A trabalhadora conta que o gerente da Vivo chamava-a, diante de seus colegas, de “incompetente e burra”, além de afirmar que as metas atingidas por ela eram as mesmas que “qualquer idiota atingiria”, e que não era necessário ter muito discernimento para fazer “o péssimo serviço” que a promotora fazia.

A 1ª Vara do Trabalho de Ponta Grossa julgou improcedente o pedido de danos morais por entender, com base em depoimento de uma testemunha, que, embora houvesse a prática de desabonar a conduta funcional dos empregados, a autora da ação não teria sofrido essa espécie de ataque porque sempre atingiu as metas. A trabalhadora recorreu da sentença e obteve a indenização no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), que constatou que a testemunha da autora confirmou que ela foi vítima da humilhação. O TRT/PR observou que “a testemunha não disse que a autora sempre atingia as metas, mas que com frequência o fazia”.

Para o relator do recurso no TST, ministro Renato de Lacerda Paiva, a concessão da indenização e o valor estipulado pelo TRT da 9ª Região deveriam ser mantidos. Sobre a condenação à indenização, o ministro considerou que a decisão regional está em consonância com o que dispõe a Constituição e o Código Civil, ao destacar que o TRT verificou a ocorrência de uma das formas possíveis de assédio moral, “a prática abusiva, por parte da empregadora, que utilizava método desvirtuado de ‘incentivo’ à produtividade”.

Quanto ao valor, o relator entendeu que a importância foi fixada por “critério razoável”, atendendo a elementos indispensáveis. Entre os aspectos observados pelo Regional, o relator cita a intensidade da ofensa, a gravidade da repercussão da ofensa no meio social da trabalhadora e os efeitos na sua vida prática. A Segunda Turma seguiu o voto do relator e não conheceu dos recursos das duas empresas em relação à condenação a pagamento de indenização por danos morais e ao valor estipulado.

A Vivo foi condenada subsidiariamente, ou seja, deverá efetuar o pagamento caso a Plano Marketing Promocional S/C Ltda. não o faça - devido à terceirização, porque, como tomadora de serviços, foi considerada responsável pelo pagamento no caso de inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte da empregadora. (RR 2063/2004-024-09-00.3)
Enviada por Vera Armstrong, às 12:49 10/05/2010, de Curitiba, PR


Você sabe o que é assédio material?
Por Mário Lacerda*

Assim como o assédio sexual e o assédio moral, a mulher e o homem podem sofrer, no local de trabalho, outro tipo de humilhação. O assédio material ou apropriação indébita

. Em alguns casos, quando o trabalhador rural vai pedir emprego a um fazendeiro, este contrata a mão-de-obra, oferecendo ao novo empregado uma toiça de banha de porco, um saco de arroz, um saco de feijão, um uniforme, uma enxada, uma pá, um chapéu, um par de botas, uma choupana para moradia e uma garrafa de pinga.

Satisfeito com aqueles "presentes" o trabalhador vê o raiar do dia como um novo horizonte de esperanças e de futuro melhor!

Ao fim do primeiro mês de trabalho, o empregado dirige-se ao empregador com a intenção de receber o seu salário.

- Salário? Mas, eu, graciosamente, não lhe dei uma toiça de banha de porco, um saco de arroz, um saco de feijão, um uniforme, uma enxada, uma pá um chapéu, um par de botas, uma choupana para moradia e uma garrafa de pinga? Você é quem me deve, afinal aqui não tem nada de graça!

Assim, o trabalhador volta para a choupana e avisa à mulher e aos filhos que não tem dinheiro para vencer o mês, pois o patrão fez as contas e avisou que não deve pagamento.

Moral da história: o trabalhador já inicia a sua labuta devendo uma conta que não contratou.

Guardada as devidas proporções, pode-se concluir que um fenômeno parecido ocorre com os trabalhadores sujeitados aos ditames do Banco de Horas. Nesse sentido, cabe analisar o sistema adotado em algumas instituições de ensino.

Senão vejamos.

Quando o auxiliar de ensino vai procurar trabalho perante um empresário da educação, este contrata a mão-de-obra, oferecendo ao novo empregado um uniforme, um salário que não remunera adequadamente e um contrato, no qual o trabalhador assina concordando que, conforme reza o calendário escolar, todo feriado emendado será compensado em outro dia a ser escolhido em oportunidade conveniente.

Satisfeito com aquele novo emprego, o auxiliar de ensino vê o raiar do dia como um novo horizonte de esperanças e de futuro melhor!

Ao fim do primeiro mês de trabalho, o empregado dirige-se ao empregador com a intenção de receber o seu salário e as horas-extras trabalhadas.

- Horas-extras? Mas eu, graciosamente, não lhe dei uns dias de folga emendando o feriadão? Lembra não? Você assinou papel, mestre Jonas. Eu fechei a escola, dispensei todo mundo do trabalho, não houve qualquer atividade naqueles dias, até os alunos tiveram recesso, ninguém veio trabalhar, e o senhor ficou em casa. Fazendo o quê? Descansando às minhas custas! E mais, os próximos feriados emendados, já sabe, têm de pagar! Você é quem me deve, afinal aqui não tem nada de graça!

Assim, o auxiliar de ensino volta para a sua casa e avisa à mulher e aos filhos que aquelas horas-extras trabalhadas, com a intenção de engordar o pagamento do mês, não serão pagas, pois o patrão fez as contas e avisou que não deve pagamento e que o auxiliar ainda fará mais horas-extras para compensar o feriadão.

O ano letivo passa, o auxiliar trabalha sábado o dia todo, trabalha domingo, trabalha além da sua carga horária, trabalha até o dia raiar, e, mesmo assim, termina o ano devendo, porque, sem entender bem, concordou com a lógica do tal Banco de Horas.

O mais estranho é que nem todos os auxiliares de ensino estão submetidos ao Banco de Horas, pois uns poucos funcionários em algumas instituições de ensino têm tratamento diferenciado do restante do quadro de empregados.

A situação lembra os versos do poeta Castro Alves, quando este em sua lírica - Navios Negreiros - clamou:

"Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!"

Haverá um Deus para os desgraçados - vítimas do Banco de Horas - e um Deus para abastados, que se apropriam e assediam o dinheiro destinado ao pagamento das horas-extras?

Quanto da riqueza negada ao pagamento de muitas horas-extras estará alimentando o lucro de poucos privilegiados?

Será necessário comparar a situação dos auxiliares de ensino, presos aos ferros do Banco de Horas, à situação dos escravos de outrora? Vivemos uma nova senzala que nega o pagamento do resultado do trabalho?

O Banco de Horas seria uma forma de assediar materialmente o salário do empregado, subtraindo-lhe o pagamento das horas-extras trabalhadas e seria uma forma de assediar moralmente a auto-estima do trabalhador?

Estaremos diante de um novo tipo de assédio, no qual um grupo de privilegiados apropria-se indevidamente da única riqueza que o trabalhador possui. Qual seja a força do trabalho?

Existe alguma moral para essa história?

Devemos rir de tudo isso ou devemos nos indignar?

(*) Advogado, é diretor do Saep/DF
Enviada por Luis Rodrigues, às 12:35 10/05/2010, de Taubaté, SP


Almirante negro vai ao mar e marca o renascimento da indústria naval brasileira

Leia também o excelente artigo de Beto Almeida sobre o Almirante Negro e o ressurgimento da indústria naval brasileira.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:03 10/05/2010, de Curitiba, PR


FSM 2011 será realizado em Dakar em fevereiro do próximo ano
Pela primeira vez desde 2001 o Fórum Social Mundial de 2011 não acontecerá nos mesmos dias do Fórum Economico Mundial,realizado em Davos na Suíça.

O FSM de 2011 será realizado em Dakar, Senegal, no período de 06 a 13 de fevereiro de 2011.

A decisão foi tomada na última reunião do Conselho Internacional do FSM, realizada na Cidade do México entre os dia 05 e 07 de maio de 2010.

Segundo os organizadores do Fórum Social Africano, a proposta de Dakar tem o apoio de inúmeros movimentos sociais da África, como organizações feministas e centrais sindicais. Para os membros do CI, será de grande importância a realização do FSM na África já que a população daquele continente sofre de forma intensa os impactos da crise. Além disso, o Fórum no Senegal deverá pautar temáticas especiais, próprias da região.

A idéia é ampliar os avanços conquistados em Belém, incluindo o foco nas questões ambientais e a mobilização e participação de povos indígenas. O trabalho de mobilização e metodologia será desenvolvido coletivamente, com a cooperação de diferentes grupos ao redor do mundo. Um seminário preparatório será realizado ainda este ano em Dakar para iniciar as discussões sobre várias questões – incluindo o formato e financiamento do evento – e para formular o projeto geral do FSM 2011.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:28 10/05/2010, de Curitiba, PR


Mesmo em regime de Trabalho de 12x36, intervalo intrajornada deve ser mantido
Norma coletiva que prevê jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso não retira do empregado o direito ao intervalo mínimo intrajornada

Nesse sentido, a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar recurso de um vigilante goiano, decidiu que, não tendo sido usufruído o intervalo mínimo, é devido ao trabalhador o pagamento de uma hora do período correspondente, com acréscimo de 50%.

Em decorrência de convenções coletivas de trabalho entre os sindicatos dos vigilantes e das empresas de segurança privada nos Estados de Goiás e Tocantins, o empregado da SERVI – Segurança e Vigilância de Instalações Ltda. teve que cumprir jornada de 12x36 durante todo o período do contrato, trabalhando sem intervalo intrajornada das 19h às 7h, de 30/07/2002 a 05/11/2003, e, daí em diante, das 7h às 19h.

Em primeira instância, o pedido do trabalhador de pagamento da remuneração pela não concessão do intervalo intrajornada foi indeferido. Também sem êxito foi seu recurso ao Tribunal Regional do Trabalho de Goiás, que manteve a sentença. Em sua fundamentação, o TRT esclareceu que as cláusulas referentes à matéria nas convenções coletivas de trabalho de 2001/2003, 2003/2005 e 2005/2007 não fizeram nenhuma ressalva quanto ao intervalo intrajornada.

Segundo o TRT, no entanto, isso não impede a aplicação da compensação da jornada prevista nas convenções coletivas, pois o serviço de vigilância “pressupõe labor contínuo e ininterrupto, sendo incompatível com o sistema de revezamento 12x36 a concessão de intervalo intrajornada”. E conclui que é justamente por essa atividade não admitir solução de continuidade que a norma coletiva não faz nenhuma ressalva quanto ao intervalo intrajornada, prevendo descanso de 36 horas somente após 12 horas de trabalho sem interrupção.

Apesar de se referir à Orientação Jurisprudencial 342, em que o TST consolida posicionamento diverso, o TRT manteve o entendimento de que a adoção do sistema de revezamento 12x36, para a categoria profissional do vigilante, não propicia a concessão de intervalo intrajornada. O Regional ressalta, ainda, que as orientações jurisprudenciais, apesar de refletirem o posicionamento dominante no TST, “não têm eficácia vinculante, podendo ser afastada sua aplicação diante das peculiaridades que caracterizam o caso concreto”.

Apontando exatamente contrariedade à OJ 342, além da OJ 307, e violação ao parágrafo 4º do artigo 71 da CLT, o vigilante recorreu ao TST. Segundo o ministro Fernando Eizo Ono, relator do recurso de revista na Quarta Turma, “a jornada de 12X36, embora ajustada mediante negociação coletiva, não retira do empregado o direito ao intervalo intrajornada mínimo previsto no artigo 71 da CLT, cuja não concessão assegura-lhe o direito a perceber o respectivo período laborado, nos termos do parágrafo 4º daquele dispositivo legal”.

A Quarta Turma, então, citando precedentes da Seção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e o entendimento consolidado na OJ 307, reformou a decisão do Regional e reconheceu o direito do trabalhador, deferindo-lhe o pagamento de uma hora, acrescida do adicional de 50%, nos termos da OJ 307 da SDI-1. (RR - 141700-19.2006.5.18.0004)
Enviada por SindiCacau, às 10:35 10/05/2010, de Ilhéus, SP


Trabalhadores na Ford de Taubaté aprovam PLR 2010
Primeiras parcelas na Ford e Volks injetam R$ 31 milhões em Taubaté no mês de maio

Os trabalhadores na Ford de Taubaté aprovaram em assembléia realizada nesta terça-feira, dia 4, a proposta da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) para o ano de 2010 no valor final de R$ 9.000,00.

O pagamento da 1ª parcela da PLR da Ford no valor de R$ 4.200,00 acontece neste mês de maio. As primeiras parcelas da PLR na Ford e na Volkswagen garantem neste mês de maio a injeção de R$ 31 milhões na economia de Taubaté e Região, segundo avaliação da Subseção do Dieese do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.

O pagamento da 2ª parcela da PLR da Ford acontece no mês de dezembro, e na Volks, a negociação do valor final da PLR será retomada no segundo semestre. O valor da primeira parcela na Volkswagen foi de R$ 4.300,00.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Isaac do Carmo, as propostas aprovadas na Volks e na Ford seguem a política da entidade para geração de renda para o trabalhador e o aquecimento da economia do município.

"Temos a certeza que este montante de R$ 31 milhões injetados na economia neste mês de maio garantem um grande incentivo para setores que também são fundamentais para a cidade como o comércio e os serviços", disse Isaac.

Tendência - As propostas aprovadas na Volkswagen e na Ford seguem a tendência apontada em estudo do Dieese, segundo o qual houve um aumento de 48% no valor total das PLRs negociadas na base metalúrgica de Taubaté entre 2007 e 2009.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté
Enviada por SindMeTau, às 10:15 10/05/2010, de Taubaté, SP


Eleições e ilusões
Do twitter Outra Mídia

Para alguns dos que querem mudanças, o gesto de Lula, quando escolheu Dilma para sucedê-lo, soou como bravata. É como se ele a tivesse indicado pelo que ela não tem

Por Marcos Coimbra – Especial para o EM

Enquanto a grande maioria da população dá sucessivas mostras de estar satisfeita com o governo, continua a existir uma parcela da opinião pública que não. Dentro dela, há quem tenha alguma simpatia por Lula e até enxergue virtudes em seu trabalho, admire sua trajetória ou ria de suas tiradas. Mas não gosta do governo e, quase sempre, tem ojeriza ao PT. São aqueles que aceitam o presidente, mas não querem que sua turma permaneça.

A existência desse tipo de sentimento fica clara nas comparações entre a avaliação do governo e o desejo de continuidade. Nas pesquisas, a proporção dos que o aprovam enfaticamente, dizendo que é “ótimo” ou “bom”, anda na casa dos 75%, e há outros 20% que o consideram “regular”. Somados, beiram os 95%, o que deixa apenas 5% da população para repartir as opiniões de que é “ruim” ou “péssimo”.

Quando, porém, se pergunta a respeito de quanto do que Lula faz gostariam que fosse mantido, mais de 20% dos entrevistados responde que preferiria que houvesse mudanças na maior parte ou na totalidade das políticas. É verdade que a opção por mudanças completas é pequena e corresponde quase exatamente à da avaliação negativa. Ainda assim, deve-se registrar que há mais pessoas que o aprovam (agregando avaliações positivas e regulares) que querendo a continuidade de tudo (desejo de 35% delas) ou da maioria das coisas (40%) que faz.

Para alguns dos que querem mudanças, o gesto de Lula, quando escolheu Dilma para sucedê-lo, soou como bravata. É como se ele a tivesse indicado pelo que ela não tem (experiência eleitoral, carisma, jogo de cintura) somente para afrontá-los. “Inventar” uma candidata como ela seria um arroubo de poder, tornado possível pela escassez de lideranças dentro de seu partido. Querer que ela ganhasse seria, no entanto, ir longe demais, atribuir-se uma missão de altíssimo risco, apenas pelo gosto do desafio e a perspectiva de, obtendo sucesso, infligir uma derrota humilhante ao que resta de oposição.

Cada um desses eleitores olha para Dilma e não a vê como simples candidata, em quem se pode ou não votar em função de escolhas racionais. Para eles, ela é uma espécie de provocação ambulante, a encarnação de tudo de que não gostam em Lula, no PT e no governo.

Enquanto ela permaneceu lá atrás nas pesquisas, o mal era menor. Ao contrário, muitas dessas pessoas ficavam felizes a cada confirmação de que o sonho onipotente de Lula estava ameaçado. Quando, no entanto, ela começou a subir, o quadro se complicou. Não é que o impossível passou a ser provável?

Uma parte relevante da mídia brasileira compartilha esses sentimentos. Na verdade, em algumas redações, estão muitas das pessoas mais extremadas nessa mistura de desaprovação ao lulismo e indignação frente à hipótese de Dilma vencer.

Nenhum problema nisso. Afinal, editorialistas, colunistas e repórteres são também filhos de Deus, e possuem as mesmas prerrogativas das pessoas comuns. Têm todo direito de não gostar do que não gostam.

O que é discutível é permitir que suas preferências interfiram em seu trabalho a ponto de comprometê-lo. Por exemplo, deixando-se levar por elas na hora de informar a opinião pública sobre o que está acontecendo na eleição.

Um tom de indisfarçável torcida marcou o noticiário de abril.

Quem leu o que vários órgãos da chamada grande imprensa publicaram só ficou sabendo dos “erros de Dilma” e os “acertos de Serra”, os primeiros provocando o “desespero” de Lula e abalos na coligação governista, os segundos gerando empatia na sociedade e novas alianças políticas. Foi informado de que o saldo disso seriam “novas pesquisas”, que mostrariam o avanço de Serra.

Pode ser que venham, mas ainda não chegaram. O que todas as conhecidas apontam é para um cenário de estabilidade: quando se comparam os resultados do final de março, antes da desincompatibilização, com os do final de abril, nada mudou. No Datafolha, a distância entre Serra e Dilma aumentou um ponto, no Ibope, dois. Ou seja, ficou igual. É o mesmo que indicam outros levantamentos, ainda não publicados. A marola do noticiário não parece ter alcançado, pelo menos por enquanto, a imensa maioria do eleitorado. E será que vai tocá-la nos próximos meses?

Torcer é bom e faz parte da política. Querer que seu candidato vença e os outros percam é um sentimento natural. Mas torcer não rima com informar.

Marcos Coimbra é cientista político e sociólogo
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:07 10/05/2010, de Curitiba, PR


Empresários repudiam posição de Serra sobre Mercosul
Da Carta Maior

Reunidos na Espanha, micros, pequenos e médios empresários europeus e latinoamericanos aprovaram uma moção de repúdio às declarações do candidato tucano que qualificou o bloco sulamericano como uma "farsa" e defendeu sua "flexibilização". Em nota, eles defendem o Mercosul como o "mais importante acordo econômico e cultural da América Latina" e advertem para os riscos decorrentes do enfraquecimento do processo de integração no atual quadro de crise internacional.

A Cúpula Eurolatinoamericana de Microempresas e economia social, realizada de 3 a 6 de maio em Cáceres, Espanha, aprovou uma moção de repúdio às declarações do candidato tucano à presidência do Brasil, José Serra, caracterizando o Mercosul como uma “farsa” e defendendo a sua “flexibilização”. A nota aprovada pelos empresários reunidos na Espanha defende o Mercosul como o “mais importante acordo econômico e cultural da América Latina”. Além disso, adverte para os riscos de, no atual quadro de crise internacional e com um enfraquecimento da integração, as grandes corporações ampliarem seu poder em detrimento das empresas latinoamericanas.

O encontro de Cáceres aprovou também a criação da Eurolatim – Associação Eurolatinoamericana de Micros, Pequenas e Médias Empresas que terá como objetivo buscar uma maior integração social e econômico entre os povos da Europa e da América Latina. A íntegra da nota aprovada na reunião de cúpula é a seguinte:

Nota de Repúdio

Os empresários latinoamericanos reunidos em Cárceres, Espanha entre os dias 03 e 06 de Maio para a “CUMBRE EUROLATINOAMERICANA DE MICROEMPRESAS Y ECONOMIA SOCIAL” que resultou na Fundação da EUROLATIM 98% – Associação Eurolatinoamericana de Micros, Pequenas e Médias Empresas que tem como objetivo principal buscar uma integração social e econômica entre os povos alicerçadas nos princípios da sustentabilidade, repudiam fortemente as manifestações do candidato a presidência da República do Brasil, Sr. José Serra, que propõe substituir o Mercosul e as demais alianças regionais por tratados de livre comércio.

Considerandos:

• O Mercosul é o mais importante acordo econômico e cultural da America Latina.

• No atual momento de crise o Brasil sair do Mercosul é abrir espaço para que as grandes corporações internacionais ampliem seus interesses em detrimentos das empresas LatinoAmericana.

Esperamos que o candidato venha a público e esclareça sua posição que só interessa àqueles que sempre produziram pobreza e desigualdades em nosso continente.

Assinam esta nota:

ALAMPYME – Associalção Latino Americana de MIPYMEs

ALAMPYME – Capítulo México

AMPYME – Asemblea de Pequenã e Mediana Empresas de Argentina

ANMYPE – Asociación Nacional De Micro Y Pequeñas Empresas de Uruguay

CAMARA DE LA PEQUEÑA INDUSTRIA DEL GUAYAS de Equador

CONFAGAN — Cofederación Nacional de Agricultores y Ganaderos de Venezuela

CONUPIA – Confederación Nacional Unida de La Pequeña y Micro Empresas do Chile

FEBOPI – Federación Boliviana de La Pequeña Industria

FEPAMI – Federación Paraguaya de Micro Empresários

UPTA — Unión de Profesionales Trabajadores Autónomos de Espanha

Fundación para La Internacionalización do Soft Livre de Espanha
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:46 10/05/2010, de Curitiba, PR


Traição ou disputa?
Por Emir Sader

Os termos do debate do começo do governo Lula podem ser revistos agora, sob a ótica do que ocorreu desde então. A conjuntura daquele início levou à discussão sobre a natureza e o destino do governo. A carta aos brasileiros, a nomeação de Meirelles, os orientações predominantes de Palocci no governo, a reforma da previdência, colocaram a questão: o governo Lula tinha mordido a maçã e traído ou era um governo contraditório, em disputa?

Não foram poucos os que aderiram à primeira versão. Lula teria se somado à já longa lista de lideres de origem popular que “traíam” as causas pelas quais tinham lutado – junto com gente como Menem, Carlos Andrés Perez, Mitterrand, Felipe Gonzalez, para não ir muito longe no tempo – e se jogava nos braços das classes dominantes e do imperialismo. Militantes, parlamentares, intelectuais, romperam com o PT e com o governo, considerando-o “perdido” e lançando-se à formação de um outro partido.

Chegaram, nessa linha de raciocínio, depois da candidatura de Heloísa Helena à presidência - que tratava o governo Lula como “uma gangue”, nos generosos espaços abertos a ela na imprensa de direita -, a considerar que o Brasil dirigido por Lula ou por Alckmin seria o mesmo, decidindo pelo voto nulo ou pela abstenção no segundo turno de 2006. (Basta imaginar o Brasil, na crise recente, dirigido por Alckmin ou como foi dirigido por Lula, para nos darmos conta do erro cometido por quem se manteve equidistante dos dois.)

Erraram de forma brutal. O governo Lula melhorou, inquestionavelmente, revelando que tinham razão os que ficaram no PT, lutando pela mudança de linha, que finalmente ocorreu, de forma significativa a partir de 2005, com a substituição de Palocci por Guido Mantega e a passagem da coordenação do governo para Dilma. A política externa se consolidou com as alianças com os países latinoamericanos e os do Sul do mundo. As políticas sociais se estenderam, mudando o perfil social do Brasil. O Estado passou a assumir seu papel de indutor do crescimento econômico e de garantia dos direitos sociais. O desenvolvimento – abolido pelos governos neoliberais – foi recolocado como objetivo central do país, um desenvolvimento intrinsecamente articulado com distribuição de renda e de fortalecimento do mercado interno de consumo popular.

O governo Lula melhorou significativamente e uma das conseqüências disso foi o desaparecimento político dos setores que tentaram construir alternativas mais à esquerda do PT e dos partidos do bloco de sustentação do governo. Há duas fases claras no governo Lula (veja-se a excelente análise de Nelson Barbosa no livro “O Brasil, entre o passado e o futuro”, orgs. Emir Sader e Marco Aurélio Garcia, Editoras Boitempo e Perseu Abramo), a segunda foi nitidamente melhor, consolidou o apoio popular ao governo e projeta a candidatura de Dilma como uma candidatura forte, que conta, entre outros, com o apoio de todos os lideres progressistas da América Latina, de Evo Morales a Hugo Chavez, de Pepe Mujica a Fernando Lugo, de Rafael Correa a Cristina Kirchner, de Raul a Fidel Castro, entre muitos outros.

Os setores que se alinharam na ultra esquerda deveriam fazer um balanço autocrítico, que permitisse corrigir rumos no futuro e evitar a repetição, em um eventual segundo turno, do mesmo erro cometido em 2006. O governo estava em disputa. A visão moralista de que o Lula havia “traído” e não teria volta no caminho da “capitulação”, foi um grande equívoco, pelo qual pagaram um preço caro, que os fez fracassar como projeto de construção de uma alternativa política e pode levar a que não consigam sequer reeleger os poucos parlamentares que possuem.

Há, no campo político, uma direita e uma esquerda, objetivamente, mais além do desejo de cada um. Situar-se nesse campo, mais à esquerda do PT é uma posição que tem sua coerência, mas ela depende de uma definição pela candidatura da esquerda no segundo turno, evitando a visão fácil e equivocada, de que o PT e o PSDB, Dilma e Serra, são iguais. Quando um setor da esquerda erra na localização de onde está a direita, corre todos os riscos de fazer o jogo dela.
Enviada por Carta Maior, às 23:01 09/05/2010, de São Paulo, SP


Modo demotucano de governar, uma ilustração pedagógica
(I)

Serra diz que vai manter, até ampliar o Bolsa Família.

Em São Paulo recursos destinados ao congênere tucano, "Renda Cidadã", tiveram um corte de apreciáveis 38% de 2008 para 2009. No ano eleitoral de 2006, o programa atendia a 160 mil famílias; caiu para 137,3 mil em 2009; poderá crescer de novo agora; o efeito sanfona reflete o ‘senso de oportunidade', digamos assim, do candidato do conservadorismo brasileiro (com informações FSP, 09-05)

(II)

Serra diz que vai resolver a questão da violência com energia, além de prometer um novo Ministério da Segurança Pública -- 'separado da Justiça' .

Em São Paulo, a polícia tucana matou 40% a mais neste 1º trimestre; o total de furtos caiu, mas a maior violência, o homicídio, cresceu 7% no Estado e assustadores 23% na capital.

(III)

Serra alardeia a excelência de sua gestão na Saúde [ seu maior feito foi ter se apropriado da criação dos genéricos, obra do ministro Jamil Hadad que assinou o decreto no governo Itamara Franco).

Sob seu governo, SP registra este ano um nível recorde de mortes por denge: 64 vítimas fatais desde janeiro, o maior número desde 1990 (informações Folha, 10-05). Motivo? Falta de prevenção. Em 2008, a gestão Serra deixou de atender 2,2 milhões de pessoas em ações preventivas; o treinamento de profissionais também ficou aquém do planejado: 6.000 quando a meta eram 9.000. A 'gestão eficiente' rebate: a culpa é da chuva e do calor...

Em tempo: ações de prevenção visam justamente evitar o agravamento do quadro no verão tropical.

Serra diz qualquer coisa; e se desdiz em cada uma delas;

Carta Maior
Enviada por Carta Maior, às 22:57 09/05/2010, de São Paulo, SP


Mano Brown fala sobre catástrofe
Enviada por Sérgio Bertoni, às 22:30 09/05/2010, de Curitiba, PR


Solidaridad con los trabajadores y el pueblo de Grecia
No pagaremos la crisis y las deudas del capital

La clase obrera y el pueblo de Grecia son el blanco de un ataque conjunto de los bancos, la UE y el FMI, que tratan de imponer un retroceso social de gran amplitud para hacerles pagar las deudas de los capitalistas.

Disminución drástica de los salarios y de las jubilaciones, aumento de los impuestos, liquidación del sistema de protección social, incrementar las privatizaciones…se trata de una austeridad demencial que la burguesía internacional quiere imponer al pueblo griego. El gobierno social-liberal se ha plegado totalmente.

Los trabajadores, los jóvenes, los campesinos, rechazan pagar la crisis del sistema, no hay un día sin huelgas y manifestaciones. Junto con el pueblo griego, afirmamos « ¡Son los bancos, los capitalistas quienes tienen que pagar sus deudas y su crisis, no los pueblos!»

La Unión Europea impone políticas neoliberales que aumentan la crisis financiera y económica y que destruye los mecanismos de protección social. Los gobiernos, el Banco Central Europeo, han otorgado miles de millones de dinero público para socorrer a los bancos, los mismos que hoy obtienen inmensos beneficios de las deudas de los estados.. Los porcentajes de los préstamos que «conceden» al gobierno griego, sobrepasa el 10%, mientras que ellos mismos se financian con porcentajes mucho más bajos.

Los dirigentes de los demás países de la UE, concretamente Alemania, Francia, exigen al gobierno griego incrementar más aún las medidas antipopulares. Esa es la «solidaridad europea»: solidaridad entre capitalistas, entre monopolios, para derribar las barreras a la superexplotación de los trabajadores de todos los países, solidaridad entre los gobiernos liberales y socioliberales para privatizar, para organizar el dumping social a la baja.

Su solidaridad no va jamás a los pueblos, a las víctimas de su política y de las potencias imperialistas que dominan la UE y aprovechan la crisis y las dificultades de sus competidores para reforzarse. Conquistar y acaparar los mercados. Otros países están en el punto de mira de los bancos y los especuladores: España, Portugal…

Afirmamos nuestra solidaridad con la clase obrera, los trabajadores de la ciudad y del campo, con la juventud, etc. de Grecia. Apoyamos sus luchas para no pagar la crisis y las deudas del capital. Denunciamos las infames presiones de los gobiernos de la UE que les exigen más y más «sacrificios» Denunciamos a la UE y el FMI que quieren someter a ese país al dominio de los grandes bancos, de los monopolios y de las grandes potencias imperialistas..

Defendemos el derecho del pueblo griego, de todos los pueblos, a salir de la UE que es un instrumento de dominio y superexplotación de los trabajadores y de los pueblos.

Llamamos a los trabajadores y a los pueblos a manifestar su solidaridad con el combate de la clase obrera y el pueblo griegos, y luchar en todas partes contra esta política de la UE al servicio exclusivo de los monopolios.

Mayo de 2010
Enviada por Roman Perez, às 22:21 09/05/2010, de Puebla, México


Almirante negro volta ao mar
João Cândido, petróleo, racismo e emprego

Por Beto Almeida (*)

A Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria.

Nesta sexta-feira a Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. Como um simbolismo adicional, um total de 120 operários dekasseguis foram trazidos do Japão, com suas famílias, para juntarem-se aos operários nordestinos que construíram o navio. Os primeiros não precisam mais morar longe da pátria; os outros, saem do canavial para a indústria e não precisam mais pegar o pau-de-arara, nem entoar com amargura a Triste Partida, de Patativa do Assaré, como um certo pernambucano teve que fazer na década de 50. Até que virou presidente.

Mulheres trabalhando como chefes de equipe de soldagem no Estaleiro Atlântico Sul, no município de Ipojuca, em Pernambuco, pronunciavam frases orgulhosas lembrando que não sabiam nem que esta também poderia ser uma tarefa feminina. O ex-pescador de caranguejo contava em depoimento agreste que antes do estaleiro não sabia direito como ganhar o sustento da família a cada dia que acordava. O ex-canavieiro, agora operário, destaca que não depende mais temporalidade insegura da colheita da cana e quando acorda já tem para onde ir, quando antes vivia a insegurança. Estes alguns dos vários depoimentos colhidos na inauguração do navio petroleiro João Cândido ao ser lançado ao mar pernambucano. Deixa em terra um rastro de transformação.

Inicialmente, na vida destas pessoas antes lançadas ao deus-dará de uma economia nordestina reprimida, desindustrializada. A transformação atinge os municípios mais próximos, pois no local onde foi construído o estaleiro, uma antiga moradora, Mônica Roberta de França, negra de 24 anos, que foi escolhida para ser a madrinha do navio, dizia que ali era um imenso areal, não tinha nada. Agora tem uma indústria e uma escola técnica para os jovens da região. E que só agora ela tem seu primeiro emprego na vida com carteira assinada.

Desculpas à Nação

Para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o lançamento do João Cândido ao mar tem o mesmo alcance histórico do gesto de Getúlio Vargas quando deu forte impulso à nacionalização da indústria naval brasileira, na década de 30, por meio da empresa de navegação estatal. “Aqueles que destruíram a indústria naval tem que assumir sua responsabilidade e pedir desculpas à Nação”, disse Campos na solenidade que teve a participação de 5 mil pessoas aproximadamente, sobretudo dos operários.

O Navio João Cândido abre uma nova rota para a economia brasileira. Incialmente, porque a Petrobrás já não será obrigada a desembolsar cerca de 2,5 bilhões de reais por ano com o afretamento de navios estrangeiros. Há, portanto, um revigoramento do papel do estado na medida em que a reconstrução da indústria naval brasileira é resultado direto de encomendas da nossa empresa estatal petroleira. O que também permite avaliar a gravidade e o caráter antinacional das decisões que levaram um país com a enorme costa que possui, tendo montado uma economia naval de peso internacional respeitável, retroceder em um setor tão estratégico.

E isso quando nossa economia petroleira, há anos, já dava sinais de expansão, mesmo quando estavam no poder os que promoveram o espantoso sucateamento, a desnacionalização e a abertura da navegação em favor dos países que querem impedir nosso desenvolvimento. Este tema, certamente, não poderá faltar nos debates da campanha presidencial deste ano.

Almirante negro

A escolha do nome João Cândido também foi destacada na solenidade por meio do novo ministro da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Eloy Moreira. Vale registrar que há pouco mais de um ano Lula participou de homenagem ao Almirante Negro inaugurando sua estátua na Praça XV, no Rio, que estava há anos guardada, supostamente porque não teria havido grande empenho da Marinha na realização desta solenidade. Pois bem, agora João Cândido não está apenas nas “pedras pisadas do cais”, com diz a maravilhosa canção de Bosco e Blanc. Está na estátua e está cruzando mares levando para o mundo afora o nome de um de nossos heróis.

Navegar é possível

O novo petroleiro estatal, portanto, é uma prova real de que sim “navegar é possível”, como dizia uma faixa no ato. Navegar na rota inversa daquela que promoveu o desmantelamento da nossa indústria naval. Navegar na rota da revitalização e qualificação do papel protagonista do estado. Recuperar um curso que havia sido fundado lá durante a Era Vargas onde se combinava industrialização e nacionalização com geração de empregos e direitos trabalhistas. Se no período neoliberal foi proclamada a idéia de destruir a “Era Vargas”, agora, está não apenas proclamada, mas já colocada em marcha, a necessidade de reconstruir a partir dos escombros da ruína das privatizações - entulho neoliberal - tendo no dorso no navio-gigante o nome heróico do líder da Revolta da Chibata. Sem revanchismo, o episódio permite lembrar outra canção: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”

(*) Presidente da TV Cidade Livre de Brasília

www.cartamaior.com.br
Enviada por Vera Armstrong, às 18:36 09/05/2010, de Curitiba, PR


Sua sinceridade nos comove. Obrigado FHC!
Confira aqui o artigo publicado na coluna de opinião de "O Estado de São Paulo" em 02 de maio de 2010.

É um artigo sincero de comovente defesa do governo de FHC.

O autor?

Um falecido(*) sociólogo que atendia por... Fernando Henrique Cardoso.

Por primeira vez FHC assume que o Plano Real é obra do Governo Itamar Franco. E ataca nominalmente à Maria da Conceição Tavares, Paul Singer e Aloizio Mercadante, todos economistas petistas.

Nossa!!! Quanto humildade!!!

Fernando Henrique Cardoso sinceramente defende FHC.

Como bem pergunta Paulo Henrique Amorim:

- Por que os candidatos dele não fazem o mesmo???

Fale mais FHC. Escreva mais. Defenda mais seu governo e faça com que teus meninos, Alckmin, Serra, Guerra, Dias, Richa e outros do gênero façam o mesmo.

A gente agradece sua sinceridade.

Reconhecemos teus esforços...

(*) Para o bem da ciência e da sociologia é melhor considerar que o sociólogo FHC foi assassinado pelo político FHC no dia em que disse "esqueçam o que escrevi"
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:28 03/05/2010, de Curitiba, PR


Dinheiro público é usado em evento evangélico pró-Serra em SC.
E o PT não vai falar nada?
Nem o PiG consegue esconder.

Saiu no blog do Josias da Folha Online:

O governo de Santa Catarina e a prefeitura de Camboriú, ambos geridos por tucanos, injetaram R$ 540 mil no encontro anual da Assembléia de Deus.

O nome oficial do evento é 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários. No sábado (1º), converteu-se em “palanque” de José Serra.

Orçado em cerca de R$ 800 mil, o ato missionário teve dois terços de seu custo bancado pelas arcas do Estado e do município.

Leia mais clicando aqui.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 07:58 03/05/2010, de Curitiba, PR


Primeiro de Maio: Lula e os Trabalhadores juntos!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:25 02/05/2010, de Curitiba, PR


1° de Maio. O dia de celebrar uma história de lutas
Por Brizola Neto, do tijolaço.com

Pensei no que escreveria aqui sobre o Primeiro de Maio. A primeira coisa que me passou na cabeça, mordido como a gente anda com a mídia, foi tratar desta exploração abjeta que se fez contra aos patrocínios que as empresas estatais deram a uma festa de trabalhadores, no seu dia. Afinal, a Petrobras patrocina corrida de Fórmula 1, de aviões acrobáticos, patrocina equipe brasileira no rali Paris-Dacar e ninguém diz nada, porque ela tem mesmo é que fazer suas promoções. Mas trabalhador, não pode, pode jogo de futebol… Mas aí, falei pra mim mesmo, deixa isso para lá, porque tá todo mundo vacinado contra isso. Estes mesmos jornais estão recebendo hoje propaganda de uma estatal, a Caixa.

E quando publicam matérias falsas contra a Petrobras, ficam muito felizes quando ela tem de publicar matéria paga, caríssima.

Pensei também em falar sobre o tal “uso” do ato em favor de Dilma. Mas Serra foi convidado, não foi porque não quis, ou porque tem medo de um palanque justamente no estado que governou e onde as pesquisas lhe dão quase 60% dos votos. Era até uma chance para ele se apresentar como neolulista e ver como o povo ia aplaudir, não é?

Aí falei para mim mesmo: sabe do que mais? Não é nada disso.

O Brasil tem um presidente que foi operário, um trabalhador banido com sua família do Nordeste do Brasil. Hoje é dia dos trabalhadores falarem pela boca de um deles, o que chegou à Presidência.

Tanto tempo, tantas lutas, tanto ódio dos poderosos. E, também, tantas confusões entre nós, que defendemos o mundo do trabalho como a grande alavanca de impulso deste país.

Nada disso importa. Na hora decisiva, o instinto e o amor ao povo brasileiro nos reúne.

Enviada por Almir Américo, às 19:06 02/05/2010, de São Paulo, SP


Em 1978 ele já falava o que disse 32 anos depois e a elite não conseguiu calá-lo
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:32 01/05/2010, de Curitiba, PR


Para onde vão os votos do Ciro Gomes?
Votos de Ciro Gomes tendem a favorecer Dilma, diz especialista

A retirada da pré-candidatura do Deputado Ciro Gomes à Presidência da República consolida uma pergunta que já rondava o debate sobre a sucessão presidencial: para onde escoarão os votos do eleitor de Ciro? Para Serra ou para Dilma?

Por Maurício Dias, na CartaCapital, via Vermelho

Na terça-feira 27, o PSB defenestrou Ciro Gomes. A Executiva do partido decidiu, por 11 votos contra 2, que os socialistas não teriam candidatura própria à Presidência da República. Mas, além desse fator, sem a presença de Ciro Gomes na competição, cresce a possibilidade de a eleição de outubro ser definida no primeiro turno. Um resultado possível em eleição polarizada, entre petistas e tucanos, e ainda com forte viés plebiscitário como será a de outubro.

Nesse ambiente inteiramente polarizado,a oposição e a imprensa que a vocaliza reagiram à decisão do PSB de retirar o nome de Ciro do páreo e, principalmente, contra a decisão de consolidar o apoio à candidata governista.

O que será dos votos de Ciro? O cientista político Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus, responde à pergunta assim: “os votos de Ciro Gomes vão mais para Dilma Rousseff do que para José Serra. Em dados gerais, pelos nossos cruzamentos, 50% vão para a candidata do PT e 30% para o candidato do PSDB.”

Para ele, os 20% restantes seriam redistribuídos igualmente entre Marina Silva, do PV, e os indecisos.

“Se considerarmos as proporções para Dilma e para Serra, temos 65% dos votos indo para ela e 35% para ele”, diz Guedes.

A lógica do raciocínio de Ricardo Guedes baseia-se no princípio do que ele considera “pacto do tipo social-democrata europeu”, que teria se formado no Brasil. Ou seja, “a esquerda passa a ser institucionalizada, e a direita cede para programas sociais”.

Os votos de Ciro Gomes favoreceriam, assim, Dilma Rousseff por estar na posição de centro-esquerda do especto político.

Guedes lembra que o eleitor de Marina Silva, o terceiro nome da disputa com potencial de voto pequeno, mas possivelmente decisivo, pode vir a fazer voto útil em Dilma, na reta final das eleições. Isso ocorreu com a ex-senadora Heloísa Helena, do PSOL, nas eleições presidenciais de 2006. Ela chegou a ter 15% das intenções de voto (um número muito próximo ao porcentual máximo atingido por Ciro nas pesquisas de 2009) e terminou com 5%.

Guedes afirma que o voto dela “fluiu para Lula”.

O nome de Plínio de Arruda Sampaio, recentemente definido como pré-candidato do PSOL, ainda não foi incluído nas pesquisas.

Ricardo Guedes engrossa o coro daqueles que acham possível (como já falou João Francisco Meira, do Vox Populi), a eleição ser decidida pela via rápida, em apenas um turno. A favor da candidata do PT.

As condições econômicas e sociais favorecem a candidatura de Dilma Rousseff, que expressa o voto na continuidade, estando a oposição com dificuldades de formular um projeto alternativo para o País. Com a tendência de maior conhecimento de Dilma, as intenções de voto permanecerão equilibradas até o início do período eleitoral, com os programas eleitorais nos meios de comunicação e os debates”.

Ao contrário do que se esperava, a questão ambiental não tomou conta dos debates. Isso projeta dificuldades para Marina manter um porcentual de votos acima de um dígito. A pesquisa Ibope, mais recente, indicou que 10% dos eleitores votariam nela se a eleição fosse hoje.

Os debates, segundo Guedes, serão fundamentais para a alteração, ou não, dessas tendências. Ele acredita que, como ocorreu com a candidatura de Heloísa Helena nas eleições passadas, parte do eleitorado de Marina Silva pode vir a fazer o voto útil.

Fonte:: Carta Capital / Coluna Rosa dos Ventos – Maurício Dias
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:13 01/05/2010, de Curitiba, PR


Rússia comprova a incompetência neoliberal
Números para reflexão

Elena Mizulina, presidente do Comitê da Duma Estatal (parlamento russo) para Assuntos da Família, Mulheres e Crianças revelou que a Rússia, actualmente, tem mais crianças órfãs do que durante a Segunda Guerra Mundial.

Se, nos anos 40 do século XX, esse número era de 678 mil, hoje atinge os 697 mil.

Segundo ela, dois terços dessas crianças abandonadas são “órfãos sociais”, ou sejam, órfãos com pais vivos.

Nos últimos dois anos, 30 mil crianças foram devolvidas a orfanatos.

Notas desta Redação:
Diante da crise mundial do capitalismo neoliberal o governo russo comandado por Putin propôs resolver a crise com mais capitalismo e mais neoliberalismo.
Enquanto o mundo todo caminha para mais intervenção estatal, Putin e seus comparsas defendem mais privatização e menos investimentos sociais.
Além disso forçam a barra para continuar metidos em guerras e invasões que só levam o povo russo à desgraça e pobreza.
Os dados levantados lá na Rússia provam claramente que o capitalismo e seu neoliberalismo são incompetentes e só geram exclusão e miséria.
A Rússia segue exatamente o caminho inverso do Brasil!!!
Enviada por Almir Américo, às 12:03 01/05/2010, de São Paulo, SP


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