TIE-Brasil
17/11/2017
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Notícias(Junho/2009)

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Participe dos Encontros de Trabalhadores de Call Centers em Julho
TIE-Brasil e seus parceiros realizarão em Curitiba, PR, no período de 16 a 18 de julho de 2009, dois encontros de Trabalhadores em Call Centers

O Encontro Nacional dos Trabalhadores na Contax e Atento, é organziado em parceria com os Sindicatos e Federações de Trabalhadores em Telecomunicações do Brasil.

Já o Encontro Latino Americano de Trabalhadores em Call Centers é organizado em parceria com o Fórum de Trabalhadores em Telecomunicações e Centros Laborais que participam do Projeto Latino-Americano.

Os temas em debate serão os seguintes:

a) Regulamentação ou reconhecimento legal da profissão de Teleatendente na América Latina

b) Remuneração, tempo logado, fraseologia (scripts) utilizada no teleatendimento;

c) Impactos na saúde do Trabalhador e a intensa rotatividade de mão-de-obra;

d) Como mapear o processo produtivo, identificar problemas e fazer a organização de base nos locais de Trabalho;

e) Como fortalecer nossos vínculos sindicais e de solidariedade em um setor onde há tantas precarização do Trabalho e da Vida.

Os sindicatos e Trabalhadores interessados em participar do evento devem entrar em contato com a companheira Cidinha através do e-mail

domingues@tie-brasil.org

para obter mais informações sobre esta atividade e fazer suas inscrições.

Os Encontros acontecerão no Hotel Trevi, localizado a Rua Ébano Pereira, 139, Centro, Curitiba, Paraná, Brasil.
Enviada por TIE-Brasil, às 12:28 27/06/2009, de Curitiba, PR


Lula classifica como "censura" projeto de lei sobre crimes na internet
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (26) durante o 10º Fisl (Fórum Internacional do Software Livre), que acontece em Porto Alegre, que a chamada "Lei Azeredo", que tipifica crimes cometidos na internet, tem o objetivo de "fazer censura" na rede.

A matéria gera críticas de diferentes setores da sociedade civil, por ter o potencial de promover a criminalização em massa de usuários de internet.

"A lei que está aí não visa proibir abuso de internet. Ela quer fazer censura", afirmou Lula.

Enviada por Sergio Bertoni, às 23:33 26/06/2009, de Curitiba, PR


Agora, Jobim diz que não haverá concessão nem privatização!
Por Silvio de Sousa *

O ministro da Defesa, Nélson Jobim, em audiência com os presidentes da CUT, Artur Henrique, da Fentac, Celso Klafke, e do SINA, Francisco Lemos, informou que - apesar de não negar a existência de estudos encomendados pela sua pasta - "não haverá concessão nem privatização de aeroportos no Brasil".

O projeto do ministro era almoçar com os sindicalistas do Setor Aéreo; mas foi obrigado, por sua agenda, a antecipar o clima de cordialidade que dominou o encontro para às 10h da manhã da quarta-feira (25/06) passada.

E disse mais: a conversa com o Presidente Lula ainda não chegou nos finalmente!

* da Assessoria de Imprensa do SINA
Enviada por SINA, às 18:56 26/06/2009, de Guarulhos, SP


México: 200 Trabalhadores foram intoxicados em Matamoros
O vazamento de um líquido perigoso dentro das fábricas da maquiladora Shumex, localizadas no bairro Tecnológico, em Matamoros, México, provocou a intoxicação de 200 Trabalhadores.

Na hora do acidente Trabalhavam cerca de 450 pessoas nas fábricas 1 e 3 e cerca de metade deles desmaiaram ou apresentaram fortes dores de cabeça.

Quatro carros com 16 bombeiros e uma ambulância com paramédicos fizeram a evacuação do local e o atendimento dos intoxicados.

Parte do socorro da vítimas foi feita pelos moradores do bairro, vizinhos da fábrica, já que era insuficiente a quantidade de ambulâncias e viaturas do Corpo de Bombeiros.

O sistema de resgate de Matamoros falhou antes e durante a operação. Primeiro por deixar as pessoas Trabalharem em uma maquiladora que lhes oferecia riscos seríssimos. Segundo porque as viaturas chegaram tarde. Além disso o serviço de segurança da empresa não deixou o pessoal sair da fábrica aos primieros indícios de contaminação, o que agravou a situação e aumentou o número de contaminados sem que o poder público tomasse alguma medida drástica contra a empresa.

Após o ocorrido a Direção de Defesa Civil ordenou a suspensão de atividades laborais na mauiladora Shumex até segunda ordem e informou que fará uma profunda investigação.

Não se sabe qual foi o produto químico que intoxicou os Trabalhadores.
Enviada por Alonzo Ugarte, às 08:49 26/06/2009, de Nuevo Laredo, México


Seminário debateu criação da UNILA - Universidade da Integração Latino-Americana
A Universidade Federal do Paraná e a usina Itaipu Binacional realizaram na tarde de quarta-feira (24/6) um seminário sobre a criação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila)

Aberto ao público em geral, o evento aconteceu no Auditório Azul do Setor de Ciências da Saúde da UFPR, localizado na avenida Lothário Meissner, 3.400, bairro Jardim Botânico, em Curitiba.

Antes do seminário os palestrantes concederam entrevista coletiva à imprensa.

Participaram da mesa-redonda o presidente da comissão de implantação da Unila, Helgio Trindade; o reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho; o presidente de Itaipu, Jorge Samek; e os deputados federais Dr. Rosinha e Ângelo Vanhoni, ambos do PT do Paraná.

No encontro, foram debatidos temas como as concepções político-pedagógicas da Unila, os desafios da integração latino-americana e o papel da UFPR na implantação da nova universidade.

O público-alvo do evento foram dirigentes, professores e estudantes da UFPR e de outras instituições de ensino superior, professores e funcionários de escolas públicas e privadas, estudantes do ensino médio e lideranças dos movimentos sociais.

O projeto de lei da Unila, que terá sede em Foz do Iguaçu, tramita hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A matéria já foi aprovada por três comissões: Trabalho, Educação e Finanças. Após a análise da CCJ, será remetida ao Senado.

Conforme o texto do projeto, de número 2878/2008, a Unila terá dez mil estudantes de graduação, mestrado e doutorado, além de 250 professores e 206 servidores técnico-administrativos. A lista de cursos irá priorizar, entre outras áreas, a exploração de recursos naturais e biodiversidades transfronteiriças, estudos sociais e linguísticos regionais, relações internacionais e integração regional.

Enquanto o projeto não é aprovado pelo Congresso Nacional, a UFPR, na condição de tutora da Unila, atua nas questões orçamentárias e de contratação de pessoal da nova universidade.

Com informações da UFPR
Enviada por Sismuc, às 18:00 25/06/2009, de Curitiba, PR


Ato contra a corrupção em Curitiba é na segunda 29/06
A Frente Popular contra a corrupção em Curitiba, formada por sindicatos e movimentos sociais da cidade prepara para amanhã (26) um ato público para cobrar a apuração das denúncias de irregularidade cometidas pelo então candidato Beto Richa.

A atividade é impulsionada pelas informações divulgadas na imprensa, desencadeadas com a apresentação de um vídeo onde ex-candidatos do PRTB aparecem recebendo dinheiro para apoiarem a candidatura de Richa.

Data: 29/06 (segunda-feira)
Horário: 17 horas
Local: Boca Maldita

Mais informações no site do SISMUC. Clique e confira.
Enviada por Sismuc, às 17:55 25/06/2009, de Curitiba, PR


Trabalhadores na Minuano ampliam paralisação nas indústrias avícolas
Depois da Perdigão, ontem foi a vez da Minuano, também em Lajeado, parar. A empresa, que presta serviços à Sadia e tem 2,1 mil funcionários, paralisou o segundo turno. O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação, Cairo Reinhardt, informou que hoje deve ser deflagrada greve em planta de Caxias do Sul.

Um incidente marcou o ato de ontem. Enquanto o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentos de Lajeado queria fazer assembléia em frente ao abatedouro, a Minuano queria que os ônibus com funcionários fosse para o pátio. Os manifestantes não abriram mão de ficar do lado de fora.

As reivindicações na Minuano são as mesmas da Perdigão: reajuste de 7,8% e piso inicial. Os sindicalistas não receberam contra-proposta além da já rejeitada, de reajuste de 4,9% em maio e 1% em setembro.

A greve não tem prazo para acabar. Ontem, a Perdigão encaminhou documento em que oferta reajuste de 5,83% (4,9% em Maio e 1% em Setembro) e divulgou comunicado alegando que a negociação vem sendo postergada por dirigentes sindicais.

O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação, Cairo Reinhardt, explica que a paralisação é conseqüência do não-avanço nas negociações salariais com as empresas.

“Agora cem por cento dos trabalhadores da Minuano estão parados. Todos estão conscientes de que o salário que estão ganhando não é justo. Na ultima negociação, nós deixamos a proposta de 7,5 % de reajuste salarial e 12,5% de reajuste no piso. Estamos aqui aguardando a proposta da empresa para encaminharmos aos trabalhadores”, comentou Cairo.

Desde o ano de 2006, a Minuano Alimentos presta serviços para a Sadia e Perdigão. Desta forma, salienta Cairo, estas paralisações que ocorrem podem ser o reflexo ou os primeiros resultados da nova mega empresa, a Brasil Foods alimentos (BRF). “Está aí a intransigência da proposta da Perdigão em uma negociação. Agora não é só a Perdigão, mas a BRF alimentos com a Sadia junto. E esta empresa que também está parada agora, a Minuano, presta serviço para eles. Então, o primeiro cartão de visitas dessa nova empresa é essa intransigência na mesa de negociação”, conta.

Cairo afirma que sem acordos, as paralisações nas fábricas transcorrem
Enviada por FTIA-RS, às 15:32 25/06/2009, de Porto Alegre, RS


Basta! Está na hora do Brasil retomar o que entregou à Telefonica
No final da década de 1990, sob a influência de Margareth Thatcher, Ronald Reagan, e Wall Street, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu privatizar tudo que pudesse, e na sua lista o item mais importante eram as Telecomunicações. Por dar a máxima importância ao assunto, colocou seu melhor amigo e principal colaborador, Sergio Motta, no Ministério das Comunicações, com a principal missão de privatizar a Telebrás. A idéia corrente na época era de que o Estado não tinha condições de investir nem de ser um bom administrador de empresas. Este conceito se mostrou falso na última década.

Antes de prosseguirmos, é importante , muito importante, destruir um mito. O de que a antiga Telebrás e suas subsidiárias eram incompetentes, ineficientes, lentas, burocráticas, e incapazes de prestar os serviços de telecomunicações necessários exigidos por uma sociedade moderna. Mostrarei porque isto não é verdade.

A Telebrás tinha sede em Brasília, e atuava através de subsidiárias, uma em cada Estado brasileiro. Estas operadoras, todas, sem exceção, tinham lucros consideráveis todos os anos . Os balanços anuais da Telebrás e de suas subsidiárias estão nos arquivos dos jornais, da Anatel, do Ministério das Comunicações, e confirmam isso. Com estes lucros, a Telebrás e suas empresas poderiam facilmente investir, implantar novos sistemas e instalar milhões de telefones para os brasileiros. Os recursos, na época, eram da ordem de Bilhões de dólares, nada inferiores aos valores que as operadoras privadas “investem” atualmente (voltarei a este tema mais adiante).

Durante os governos militares, entre 1964 e 1974, nestes vinte anos a Telebrás teve grande autonomia de ação, pois os generais e militares que governavam o Brasil viam as Telecomunicações como um Setor Estratégico para o Desenvolvimento e a Defesa. Quando entrei na Telesp, subsidiária da Telebrás em São Paulo, em 1973, não havia necessidade de “concurso público”, a empresa admitia seus funcionários através de um Departamento de Recursos Humanos, como qualquer outra organização, com base em testes, entrevistas, comparação entre candidatos, etc. Nosso orçamento era administrado pela própria Telesp, e pela holding, a Telebrás, e inteiramente gasto e aplicado dentro do sistema de Telecomunicações.

Quando entrei para a Telesp, o Brasil todo tinha 3 sistemas de Micro Ondas – um ligando o Rio a São Paulo, outro ligando São Paulo a Campinas e um terceiro ligando o Rio a Brasília.

Os militares criaram um fundo para que o sistema de telecomunicações pudesse se expandir, e se manter financeiramente robusto. Era uma taxa, cobrada em todas as contas telefônicas, chamada FNT, ou Fundo Nacional de Telecomunicações. Por lei, este dinheiro, que era de Bilhões de dólares, deveria TODO ser aplicado na expansão, ampliação, manutenção e operação das Telecomunicações do Brasil.

Estes recursos foram aplicados de forma ética e profissional por um grupo de jovens profissionais vindos da universidade na década de 60, e orientados por engenheiros militares – homens sem quaisquer orientação ideológica mesmo naquela época da Guerra Fria – engenheiros, acima de tudo, gente com pós graduação na França, nos Estados Unidos, etc. Entre os anos de 1968 e 1978 o Brasil passou de apenas 3 ligações de micro ondas, para uma rede de torres com alturas de até 100 metros , cobrindo desde Manaus até Porto Alegre, de Corumbá a Natal. Dezenas de milhares de quilômetros de microondas, interligando o país. Implantou-se a Discagem Direta a Distancia, que hoje é considerada corriqueira, mas antes da Telebrás para se falar com outra cidade tinha de ser através da telefonista.

A Embratel, encarregada dos troncos de longa distância, mandou seus engenheiros se especializar no Japão, Estados Unidos, França, Itália. Assim, os recursos do Fundo Nacional de Telecomunicações foram usados da forma prevista em lei, e eficientemente.

Ocorre que nos últimos governos militares, ou seja, dos Generais Ernesto Geisel, João Figueiredo, e posteriormente já sob a presidência de José Sarney, que somam 16 anos (note bem, 16 anos) a Telebrás viveu sob uma série de limitações e restrições. Foi a época da Hiperinflação, em que em apenas um dia a moeda brasileira perdia mais de 1 ou 2% de seu valor. Em um anos a inflação era de mais de 1.000%.

O ministro todo-poderoso na época dos militares era o hoje deputado Antonio Delfim Netto. O Brasil havia contraído pesadas dívidas com bancos estrangeiros, e havia uma enorme pressão do Governo Americano, do FMI, do Banco Mundial, para que esta dívida fosse paga dentro do prazo. E não conseguíamos. Todos os anos renegociávamos a dívida. Deixávamos de pagar, atrasávamos os pagamentos. Delfim, então criou um “Fundão”. Ilegal, mas na época nada que os militares e seus amigos resolvessem era ilegal.

Delfim determinou que os recursos de todos os Fundos setoriais, como era o caso do Fundo de Telecomunicações, fossem diretamente depositados no Fundão, e que não fossem mais aplicados nos setores respectivos. Então, a partir da década de 1980, a Telebrás foi forçada a renunciar aos enormes recursos do FNT, e colocá-los no Fundão. Mas a coisa fica ainda pior. Delfim criou um organismo chamado Secretaria de Controle das Estatais (SEST). A função desta Secretaria era administrar as estatais. Literalmente.

Então, também a partir dos anos 80, a Telebrás todos os anos elaborava seu orçamento de investimentos e de gastos em operação para o ano seguinte, e seu Presidente era forçado a ir negociar estes números com a SEST. Nesta última, quem mandava eram os jovens economistas discípulos de Delfim Netto, preocupados apenas em pagar a famosa Divida Externa, e sem nenhuma sensibilidade para um conceito mais amplo e estratégico de desenvolvimento da infra-estrutura do país, em estradas , transportes, ferrovias (sucatearam toda a rede ferroviária do Brasil) e telecomunicações.

Então, a SEST analisava os planos da Telebrás apenas do ponto econômico, e ainda assim com a estreita visão de verificar o quanto a Telebrás poderia contribuir para a redução da Divida Externa – não comprando equipamentos importados, não gastando em pessoal, etc. O nível de controle central e de opressão da Telebrás pela SEST chegava ao ponto de que qualquer reajuste de salários tinha de ser aprovado pela SEST, qualquer aumento no número de funcionários da Telebrás tinha de também ter sua aprovação, os gastos com operação, com pessoal, com equipamentos, os investimentos em novos sistemas, tudo tinha de ser aprovado pela SEST.

Pense um pouco no martírio que é para uma empresa de alta tecnologia, que tem de atuar em um mercado ágil e em contínua mudança, ter de solicitar à SEST aprovação para aumentar o numero de funcionários de 50. 356 para 51. 896, por exemplo – não estou exagerando, estes fatos ocorreram. Nós executivos da Telebrás estávamos constantemente frustrados pela camisa de força da SEST, e impedidos de reagir contra ela – até porque o Presidente da Telebrás era um General (muito íntegro, respeitado por todos, mas nenhum General descumpre uma ordem superior).

E ainda fica pior. Uma vez aprovado pela SEST quanto a Telebrás podia investir, era necessária a aprovação do Congresso Nacional. Me permitam insistir – a Telebrás, em determinado ano, lucrava 4 Bilhões de dólares. Propunha à SEST investir em novos sistema s 2 Bilhões de dólares, por exemplo, a fim de atender à demanda telefônica, que não era atendida. A SEST fazia seus cálculos cabalísticos e informava à Telebrás que só poderia investir um bilhão de dólares. O restante iria para ao pagamento da dívida externa. A Telebrás obediente mente investia apenas o autorizado, e a demanda ficava não-atendida, as pessoas frustradas, revoltadas, porque devido a esta limitação artificial de recursos e ao fato de não dispor mais do dinheiro do FNT, os prazos para receber uma linha telefônica nova eram de 2, 3 anos. Repetindo: A Telebrás tinha dinheiro e não a deixavam gastar. O sistema telefônico estagnava, e a culpa era atribuída erroneamente à nossa empresa de Telecomunicações.

O orçamento de investimentos já drasticamente reduzido pela SEST era então submetido ao Congresso, que fazia novos cortes. E enquanto o Congresso não aprovasse, a Telebrás não podia investir sequer o que a SEST havia autorizado.

Essas eram as condições de governança da Telebrás. Apesar de seu porte, de ser lucrativa, de ter um mercado ávido, de possuir recursos financeiros e humanos, era impedida de trabalhar como uma empresa, e forçada a funcionar como uma repartição publica.

Os governos civis mantiveram o Fundão, mantiveram o controle da SEST, e a Telebrás continuou engessada, para frustração do público e dos profissionais que nela atuavam, e que queriam atender as necessidades em Telecom do Brasil.

Criou-se então, propositalmente ou não, a imagem de que “O Estado Não Sabe Administrar”. Pelo visto acima, não era uma questão de ser ou não administrada pelo Estado e sim de ter liberdade de funcionar como uma Empresa. Na mesma época, a Petrobras era dispensada destes controles, ou se os havia, ela os ignorava, e continuou se expandindo, no Brasil e no exterior. Prosseguiu nas pesquisas de extração no mar, assinou parcerias com outros países, etc. Já a Telebrás foi ficando cada vez mais desmoralizada, por se submeter aos cortes e à perda de seu Fundo de Expansão.

Era a década de 80, e a moda eram as privatizações na Inglaterra feitas por Margareth Thatcher, era a implantação do “ Modelo Competitivo” nos Estados Unidos. Ambas as idéias se mostraram inadequadas, e ambiciosas demais. Margareth Thatcher vendeu as ferrovias, as estradas, as telecomunicações, tudo. Ainda durante seu governo houve pelo menos 4 grandes acidentes ferroviários conseqüência de má administração nas ferrovias privatizadas. Já nos Estados Unidos, a filosofia ultra-capitalista do FCC, a Anatel americana, era de que se fossem vendidas licenças para que outras empresas concorressem com as telefônicas do Grupo ATT, também chamado Grupo Bell, a concorrência seria benéfica para o consumidor. Venderam então licenças para operar sistemas de telefonia fixa, celulares, de longa distancia. A concorrência nunca decolou.

Após mais de vinte anos, as novas operadoras não haviam conseguido mais do que 10% do mercado. Simplesmente porque a ideia é inviável. Imagine-se que o governo deseje implantar “ concorrência” no sistema de fornecimento de energia elétrica. Venda uma licença para operar a distribuição de eletricidade. A empresa ganhadora da licença teria de fincar milhões de postes, lançar milhões de quilômetros de fios, para poder chegar na sua casa. Evidentemente seria impossível investir tudo isso e ainda ser lucrativa. O mesmo ocorre em telecomunicações, com raras exceções. É impossível a real competição, porque já existe uma operadora com uma rede imensa de cabos e fios, de sistemas, e quem quiser concorrer vai ter de investir bilhões de dólares, com retorno duvidoso. Por isso a competição não funcionou nos Estados Unidos, nem na Europa, e nem no Brasil.

Aqui, então, surfando na ideologia mundialmente aceita na época de que o Estado ‘e mau administrador e de que “ a competição é sempre benéfica para o consumidor” , o governo de Fernando Henrique Cardoso decidiu fazer o que a Inglaterra havia feito – vender a operadora estatal de Telecom e abrir licenças para competidores. Com a venda dos ativos estatais, o governo recebia dinheiro para terminar de pagar a Divida Externa, e com a venda de licenças para outros concorrem no mercado de Telecom, também recebia polpudos recursos para aplicar onde quisesse. E teoricamente quem comprasse a Telebrás iria usar de seu próprio dinheiro para investir e melhorar as telecomunicações no Brasil.

Vendeu-se então a Telebrás, dividida em quatro partes – a Embratel, que tinha todo o sistema de longa distancia e de transmissão de dados, e a telefonia fixa local agrupou-se em três empresas: uma em São Paulo, a Telesp, outra cobrindo o Sul e o Oeste, e uma terceira cobrindo o Nordeste desde o Espírito Santo até o Amapá.

No caso de São Paulo, venceu o leilão a Telefonica de España. Grandes esperanças, grandes comemorações. Mas logo uma nova realidade desabou sobre a Telesp. Chegaram os espanhóis, inicialmente colocaram um espanhol “grudado” a cada gerente brasileiro. Em seguida demitiram os brasileiros. Hoje não existe na atual Telefonica, ex-Telesp, ninguém com mais de 10 anos de casa. Toda a memória profissional da empresa foi perdida.

Implantaram desde o inicio a famosa “Mesa de Compras”, uma instituição de caráter financeiro extremamente prejudicial à própria Telefonica, mas o sistema vinha sendo usado em Espana, porque não no Brasil? Consiste do seguinte: a empresa faz uma concorrência, como é normal. Convida-se cerca de 5 a dez participantes. Uma analise de preços é feita, bem como uma analise técnica. Escolhe-se o vencedor, com o menor preço e a melhor proposta técnica. Normalmente o processo de compra terminaria aí, com a assinatura do contrato e implantação do sistema. Mas na Telefonica é diferente.

O processo vai para a mesa de compras, onde os executivos são remunerados em função dos descontos que conseguem. Chamam a empresa vencedora, e comunicam (sim, não negociam, comunicam) que se o vencedor não der um desconto de, por exemplo, 20%, nada feito, o contrato não será assinado. A empresa escolhida preparou a sua proposta com base em dados de custos, de mercado, prevendo certo nível de compras, certo numero de homens-hora de profissionais, etc. É obrigada a aceitar a redução imposta pela Telefonica, assina o contrato, o espanhol da mesa de compras fica mais rico com um enorme bônus, e o usuário brasileiro é o único prejudicado. A fim de conseguir implantar o sistema pelo novo preço, agora drasticamente reduzido, o fornecedor tem de fazer cortes.

Reduz a qualidade do material, a qualidade da Mao de obra, reduz a confiabilidade dos sistemas, enfim, adapta sua proposta ao que vai receber. E assim a Telefonica foi ao longo destes últimos dez anos expandindo as telecomunicações no Estado de São Paulo, da forma mais barata possível, e com baixíssima qualidade e confiabilidade.

Mas pelo menos os espanhóis investiram, trouxeram dinheiro da Espanha, verdade? Infelizmente não. A Telefonica de Espana não enviou de Madri um único peso ou um único Euro para investir no Brasil. Todo o investimento feito aqui pela Telefonica foi feito usando receitas obtidas aqui mesmo. Ou seja, quem pagou os investimentos – mal feitos – da Telefonica foi o consumidor brasileiro. E os bancos brasileiros, principalmente o BNDES. Veja bem, vendemos a Telesp aos espanhóis, estes usaram nosso dinheiro para investir, obter lucros enormes que mandam para a Espanha. Além disso criaram um enorme desemprego no setor – a privatização da Telebrás colocou na rua em dois anos nada menos do que 200.000 pessoas. Sim, duzentos mil profissionais foram dispensados. Para dar lugar aos espanhóis ou para fazer economias quer no futuro iriam cobrar um pesado preço sob a forma de péssimo serviço, e falhas no sistema.

A Telefonica terceirizou tudo que foi possível, começando pelo atendimento. Vendeu o setor de atendimento à empresa espanhola Atento, de propriedade da Telefonica Espana. Note – de propriedade da Telefonica España. Ou seja, a Telefonica Brasil compra os serviços da Atento, paga pelos serviços, a Atento lucra com eles, e remete seus lucros diretamente para Madri. Terceirizou manutenção de prédios, operação dos sistemas, manutenção, tudo. Os projetos são feitos pelos fornecedores, a engenharia idem. Não existe na Telefonica hoje um grupo de profissionais de telecom. Ela é nada mais do que a marca. O resto é de terceiros. E mais uma vez feito de forma impositiva e leonina, pois os fornecedores que implantaram os sistemas são chamados e informados de que terão de tirar os defeitos, operar, manter, etc. O fornecedor faz seus cálculos, usando o numero adequado de homens, de veículos, equipamentos de teste, etc. Apresenta uma proposta, e a Mesa de Compras exige –mais uma vez – enormes descontos. O fornecedor tem de ceder, mas de novo reduz o numero de pessoas, de veículos, de equipamentos, reduz a qualidade a Mao de obra, faz cortes drásticos para poder cumprir o contrato e ainda ter lucro.

Neste ponto cabe uma pergunta – como pode a Telefonica imaginar que um determinado serviço que ela anteriormente fazia com mão de obra própria, ser feito por uma outra empresa, que ira obrigatoriamente colocar uma margem de lucro, e ainda assim ficar mais barato do que se a operadora o fizesse? Não há lógica.

Não se terceiriza jamais o contato com o cliente. É por isso que as empresas aéreas não terceirizam pilotos e aeromoças. Seria inimaginável. E no entanto fomos levados aceitar como “normal” que um atendimento para uma reclamação de defeito em uma rede de altíssima tecnologia seja feito por uma mocinha que não tem nenhum vinculo com a Telefonica, nenhum interesse em realmente resolver seu problemas, que não tem a mínima ideia do que é o sistema, que foi treinada como um autômato para burocraticamente anotar a reclamação e passar adianta. Cujo tempo de atendimento é rigidamente controlado e não pode superar 90 segundos. Que mesmo para ir ao toalete tem horários determinados. Tudo para que Madri tenha mais lucros.

No último trimestre o faturamento da Telefonica na Espanha caiu 4,2%, enquanto na America Latina cresceu 4,8%. Traduzindo: os cortes de pessoal no Brasil, as economias e cortes de custos que provocam panes e “apagões”, ajudam a aumentar o lucro da Telefonica no mundo. Quem sustenta a empresa somos nós, latino-americanos, e não os espanhóis. Sabe porque? Porque na Espanha ela não poderia tratar o cliente da forma que o faz aqui. O governo espanhol imediatamente trocaria toda a diretoria da empresa.

Mas então, cabe a pergunta: Se a Telefonica veio para o Brasil para atender o Estado de São Paulo, não investiu recursos próprios, é campeã de reclamações no PROCON, tem um histórico de falhas, defeitos, panes, inédito em todo o mundo, o que ela está trazendo de positivo para o Brasil? Não traz dinheiro, não traz know-how, piorou os serviços.

Pare um instante, leitor, e honestamente responda: no dia de hoje, quem é melhor administrada: a Telefonica em São Paulo ou a Petrobras?

Quiséramos nós que as telecomunicações em São Paulo tivessem o mesmo nível que a extração, refino e distribuição de combustíveis.

Logo, não é verdade que “O Estado não sabe administrar”. Mesmo com alguma interferência política que sabemos existir, a Petrobras é eficiente, respeitada aqui e lá fora, e não sofre de “apagões” de combustível.

Apenas para reforçar o argumento, e o Banco do Brasil? É estatal, e luta no mercado bancário em condições de igualdade, da lucros enormes e ninguém acusa a diretoria do BB de ser inepta devido ao fato da empresa ser estatal.

Então, esta ideia de que empresa estatal é por definição lenta, obsoleta, com gente preguiçosa e ineficiente, é uma inverdade. Temos de olhar a realidade, sem idéias preconcebidas, e reconhecer que o mundo mudou, Marx está morto mas o capitalismos selvagem também, e que temos de ser criativos e repensar alguns conceitos. E algumas decisões do passado.

Nessa linha, olhando o que a Telefonica de Espana fez no Brasil nos últimos dez anos, me parece que fica claro que não fez nada melhor o nada a mais do que a própria Telebrás teria feito se tivesse a liberdade de que sempre gozou a Petrobras. Se tivéssemos mantido a Telebrás e a liberado para investir seu próprio dinheiro, hoje teríamos uma empresa poderosa, eficiente, uma, brasileira, e certamente atuando com competência no exterior, como é o caso da Petrobras.

Chegou a hora. Vamos aproveitar o momento de transformações por que passa o mundo, o novo status que o Brasil ganha, e o péssimo nível dos serviços da Telefonica, para comprá-la de volta, colocá-la em mãos brasileiras, com gente que tome decisões com base no cliente brasileiro e não com base em aumentar os lucros que manda para Madri. O Brasil todo irá aprovar.

Poucos sabem, mas a Telebrás ainda existe, não foi extinta, permanece como que “em estado de hibernação”. Tem sede em Brasília, com meia dúzia de funcionários que cuidam principalmente de comunicações governamentais.

O contrato de concessão assinado pelo Governo Brasileiro com a Telefonica, no Capitulo XXVIII trata da Extinção da Concessão. Podemos a qualquer momento informar aos espanhóis que nossa paciência se esgotou, que temos gente igual ou melhor do que eles, e que queremos as telecomunicações de São Paulo de volta. Compramos a empresa de volta. Definimos uma forma suave de pagamento. Colocamos gente nossa, do Brasil, comprometida com nossa sociedade, para administrar a empresa. E garanto que os “apagões” nunca mais se repetirão.

Se você acha que este artigo tem lógica, divulgue a idéia. Hoje pode parecer um projeto de difícil implantação, enfrentar a gigante espanhola. Mas Gandhi também tinha um projeto enorme, a liberdade de seu país, e começou com “um partido de um homem só”. Também Martin Luther King.

Se nós quisermos, nós conseguimos.
Enviada por Juan ]Sanchez, às 12:23 25/06/2009, de Porto Alegre, RS


Crise: Desemprego tem leve queda em maio
A taxa de desemprego ficou em 8,8% da população economicamente ativa em maio, levemente abaixo dos 8,9% verificados em abril, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O contingente de trabalhadores com carteira assinada manteve-se em 9,4 milhões, número 2,1% maior que em maio do ano passado.

O rendimento médio em maio de 2009 (com crise) foi de R$ 1.311,70 e é 3% superior ao verificado no mesmo mês de 2008 (sem crise).
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:06 25/06/2009, de Curitiba, PR


Trabalhadores na WEG rejeitam redução de jornada com redução de salários
Uma das maiores produtores de motores elétricos do mundo, a WEG de Jaraguá do Sul, propôs ao sindicato reduzir a jornada de trabalho com redução de salários

Os trabalhadores da WEG deram uma resposta a altura:

Vejam o resultado da votação de redução de jornada com redução de salario

Total de votantes 6782

1º - opção: Favor a redução - 2763 40,54%
2º - opção: Contra a redução - 3952 58,27%
Nulos : 46 0,68%
Brancos: 21 0,31%

Os Trabalhadores rejeitaram a proposta porque sabem que, entre outras coisas, tem muita gente fazendo horas extras na WEG...
Enviada por Paulo César dos Santos, às 14:58 24/06/2009, de Jaraguá do Sul, SC


Argentin@s perdem emprego e país caminha para crise
A economia da Argentina cresceu 2% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao quarto trimestre, o avanço foi praticamente nulo: 0,1%. É o pior desempenho em 7 anos.

Desde 2003, a economia argentina recuperava-se ao ritmo de pelo menos 6,8% ao ano. Acredita-se que a economia do país vizinho terá uma contração de 4% em 2009, levando-a a mesma situação da grande crise enfrentada no início desta década.

O governo argentino é acusado de manipular os dados de inflação no país. Uma inflação menor (o chamado deflator, usado no cálculo do PIB) pode gerar um PIB maior. Segundo estimativas, o PIB real poderia ser até 2 pontos percentuais menor do que o declarado pelo governo.

Central Sindical denuncia perda de empregos não computados

Segundo o secretário geral da CTA - Central dos Trabalhadores Argentinos, Hugo Yasky, cerca de 100 mil Trabalhadores foram demitidos e não aparecem nas estatísticas de desemprego, pois não tinham contratos formais de Trabalho.

O sindicalista alerta que no segundo semestre o quadro poderá se agravar caso não seja adotadas políticas ativas em defesa do emprego e reivindica junto ao governo sinais claros neste sentido.

"Já não se geram empregos. Há postos de trabalhos mantidos por subsídios do Estado...isto deve ser resolvido", reivindicou Yasky.

O sindicalista defende ainda uma blindagem social, a criação de um seguro desemprego universal e a criação de fontes de Trabalho alternativas, "porque a crise irá se agravar, alertou.

Crise política é forte

O casal Kirchner enfrenta também uma das maiores crises políticas do país desde a derrocada do menemismo no início da década. Tanto é que, numa manobra política, anteciparam as eleições parlamentares com o objetivo de renovar sua base de apoio no Congresso e evitar uma derrota no futuro.

Até o momento, e há 10 dias do pleito antecipado, os argentinos parecem inclinados a impor uma derrota ao casal Kirchner, reduzindo a bancada kirchnerista no Congresso e dando seus votos a partidos e deputados mais à direita do que os atuais.

Neste quesito, a Argentina mostra uma semelhança com a Europa: como resposta à crise, votam exatamente naqueles que a criaram e só fazem aprofundar a situação de miséria dos povos: a direita e os empresários...

Mas, por outro lado, qual seria a alternativa de esquerda?

Nenhuma, pois além de pequena, a esquerda argentina é extremamente fragmentada e vive constantemente brigando entre si, perdendo mais tempos nas disputas por aparelhos que na organização de base. Além disso, dentro de uma mesma linha de pensamento esquerdista existem dezenas de pequenos grupos isolados que se reivindicam os verdadeiros herdeiros de determinados líderes revolucionários, numa absurda luta interna e fratricida.

Enquanto e esquerda briga entre si, a dirteita deita e rola.

Esta é a triste realidade de los hermanos.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:12 19/06/2009, de Curitiba, PR


Centrais Sindicais realizam ato em defesa do petróleo em SP
O pré-sal tem que ser social
Clique aqui para ampliar
Do Sindipetro Unificado de São Paulo

No dia 19/6, São Paulo se incorpora ao calendário de mobilizações que ocorrem em todo o país em defesa da soberania nacional e por um novo marco regulatório para o setor energético. Como já ocorreu no Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília e diversas outras localidades, os movimentos sindical e sociais organizam uma grande manifestação em frente ao prédio administrativo da Petrobrás, na avenida Paulista. No dia 8, na Assembleia Legislativa de São Paulo, centenas de pessoas atenderam ao chamado da bancada de deputados do PT para um ato em defesa da Petrobrás.

A CUT, Força Sindical, CGTB e UGT, além de diversas lideranças populares, vereadores, deputados estaduais e federal repudiaram a tentativa de utilização eleitoral da CPI da Petrobrás, com vistas a 2010, e o objetivo tucano de privatizar as riquezas do pré-sal.

Ainda não se sabe ao certo a quantidade de petróleo existente sob a camada de sal do litoral brasileiro que vai do Paraná ao Espírito Santo. Os mais cautelosos falam em torno de 70 milhões de barris (todas as reservas atuais do país somam 15 milhões de barris); os mais otimistas estimam que possa haver até 200 milhões de barris, o que transformaria o Brasil na segunda potência energética do planeta. Estamos falando em trilhões de dólares de recursos, que podem ser investidos para mudar a face da pobreza, da educação deficiente, da saúde precária, da falta de saneamento e de habitação do Brasil.

É está enorme riqueza que o PSDB/DEM tenta controlar para vender a preço de banana para empresas multinacionais, como já fez no passado com nossos recursos minerais. Não é coincidência surgir uma CPI da Petrobrás às vésperas do governo anunciar um novo marco regulatório para o setor energético e os movimentos sociais estarem nas ruas recolhendo assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular para acabar com os leilões, mudar a lei do petróleo e estabelecer, de fato, o monopólio estatal com controle social.

É nesta luta que os trabalhadores petroleiros, químicos, bancários, metalúrgicos e toda a sociedade devem se envolver. Ao atacarem a empresa símbolo da autosuficiência brasileira, tucanos e demos querem impor seu projeto privatista, que já foi derrotado por duas vezes nas urnas.

Não queremos voltar aos tempos de apagão! Não queremos vender petróleo bruto por 3 dólares o barril e importar o mesmo petróleo por mais de 50 dólares! Não queremos comprometer a soberania nacional para gerar lucro para as multinacionais!

Lutamos por:

- Um novo marco regulatório para o setor energético!
- Por uma Petrobrás 100% estatal!
- Por um fundo soberano sob controle social!

Dia 19 vamos lotar a avenida Paulista, em mais uma grande manifestação para mostrar para a mídia conservadora, para os tucanos/demos, para os tubarões internacionais que o petróleo deve estar sob controle do povo brasileiro!

ATO PELA SOBERANIA NACIONAL E EM DEFESA DO PETRÓLEO
Av. Paulista, 901 (em frente ao prédio da Gazeta)
Concentração às 10h e ato às 12h
Enviada por MST, às 08:20 19/06/2009, de São Paulo, SP


Peru: Vitória do movimento indígena sobre Alan García
Após mobilizações, presidente encaminha ao Congresso pedido de anulação das leis; primeiro-ministro Yehude Simon renuncia

Após dois meses de greve e mobilizações e um confronto entre indígenas e policiais que deixou, no dia 5, pelo menos 50 mortos, o governo do presidente peruano Alan García teve de engolir a derrota. Dez dias depois do massacre, o primeiro-ministro do país, Yehude Simon, reuniu-se com lideranças indígenas e assinou um documento em que se compromete a anular os nove decretos rechaçados pelos indígenas da Amazônia peruana. Eles afirmam que as leis legalizam a exploração de suas terras pelas transnacionais, preparando a região para o Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos.

No dia seguinte, Simon encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de anulação e anunciou sua renúncia para as próximas semanas. "Eu vou sair de qualquer forma na hora que tudo tiver acalmado, que deve ser nas próximas semanas", declarou à imprensa.

Daysi Zapata, a nova presidente da Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep), que substituiu Alberto Pizango – procurado pela Justiça e asilado político na Nicarágua – qualificou de “tardia” a decisão e reiterou a desconfiança em relação ao governo, afirmando que somente após se oficializar a anulação das leis é que a entidade irá se pronunciar sobre a abertura do diálogo com o governo. “Os povos já estão cansados de promessas, queremos ver realidades”, afirmou. A dirigente ainda relembrou as vidas perdidas no massacre: “Tantas vidas tinham que ser perdidas para que o governo se desse conta de que as leis eram ruins?”

Protestos

Os decretos foram editados em junho de 2008, ocasião em que os movimentos sociais fizeram uma série de protestos. Porém, eles os interromperam após a promessa de abertura de diálogo com o governo García. Ignorados e frustrados, eles retomaram a mobilização no dia 8 de abril.

O movimento cresceu ainda mais após o confronto do dia 5. Os indígenas mantiveram as ações e ganharam mais apoio, tanto de entidades indígenas, como urbanas, além da sociedade. Em Lima, uma passeata reuniu 30 mil pessoas no dia 11. Foram realizados novos bloqueios de rodovias e até a tomada de um aeroporto, na cidade andina de Andahuaylas, além de novas greves em cidades amazônicas. Uma greve geral foi chamada para os dias 7 a 9 de julho e pedidos da renúncia presidencial começaram a ser ouvidos. Ao desgaste atual, somou-se o já existente em relação ao governo da Alianza Popular Revolucionaria Americana, o partido de García. Pesquisa feita em maio apontou níveis de popularidade de 30% apenas.

Suspensão

Cinco dias antes da reunião com o primeiro-ministro, o Congresso havia votado a suspensão temporária dos decretos por 90 dias, o que foi visto por alguns como uma tentativa de manobra. Durante cinco horas, governistas e oposição, esta última encabeçada pelo Partido Nacionalista (PN), trocaram acusações. Os primeiros acusaram os nacionalistas de “manipular os indígenas”, de “promover a violência” e “desestabilizar a democracia”; a oposição afirmou que o atual governo ignora os direitos dos povos originários em favorecimento das transnacionais, exigiu a formação de uma comissão investigadora independente para determinar as responsabilidades pelos acontecimentos do dia 5, além de pedir a anulação dos decretos.

A suspensão foi aprovada por 57 votos a 47, mas os congressistas do PN seguiram protestando, pois queriam a anulação completa do pacote de leis, com o argumento de que uma comissão do Congresso as havia considerado inconstitucionais.

Neoliberais em xeque

Ainda que vista como um início de recuo, os movimentos não se contentaram com a suspensão. Para o pesquisador e escritor peruano Róger Rumrrill, “a suspensão das leis, ao invés da anulação, é uma manobra do governo para desmobilizar os indígenas e continuar tentando impor os decretos. Mas os indígenas não vão cair nessa armadilha. Essas leis são parte essencial do projeto neoliberal e autoritário desse governo. Os indígenas apareceram para questionar esse projeto e por isso são reprimidos e satanizados pelo governo”.

Com a continuidade dos protestos e a promessa de outros, a saída de García foi recuar, mesmo tendo dito, um dia antes, que não anularia as leis e que, se necessário, aumentaria a repressão. “Com a anulação dessas leis, a tensão social seguramente diminuirá, mas o conflito não se soluciona. Essa anulação é somente o ponto de partida para o início de um diálogo que deve ocorrer não apenas entre governo e movimentos indígenas, mas com todas forças sociais. Esta crise revelou os limites do modelo econômico neoliberal e do sistema político, que já não dá mais, e devemos fazer um debate nacional sobre isso”, disse o sociólogo Eduardo Toche, pesquisador do Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento. (Com informações do Página 12 – www.pagina12.com.ar)
Enviada por Brasil de Fato, às 19:07 18/06/2009, de São paulo, SP


Genoino recomenda arquivamento da proposta de 3º mandato
A PEC (proposta de emenda constitucional) que abriria espaço para um terceiro mandato consecutivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu a primeira derrota nesta quinta-feira na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

O relator do texto, deputado José Genoino (PT-SP), seguindo as instruções de Lula e do Palácio do Planalto, protocolou seu parecer defendendo o arquivamento da matéria. Genoino afirma que a PEC é inconstitucional.

Aloprados de todas as matizes podem sossegar o facho. Lula não terá um terceiro mandato consecutivo, pois um projeto de país ou uma proposta política que se preze não precisa de um paizão, não depende só de um único político como fiador e garantia das mudanças.

Se um projeto tem consistência ele continua pela vontade popular e não pelos desejos de um mandatário maior ou de seus cupinchas.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:48 18/06/2009, de Curitiba, PR


Cai mais um entulho da ditadura militar
Por 8 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na sessão deste 17 de junho que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão

Votaram contra a exigência do diploma o relator Gilmar Mendes e os ministros Carmem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello. Marco Aurélio defendeu a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. Os ministros Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não estavam presentes na sessão.

Para Gilmar Mendes, danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados com um diploma. Mendes acrescentou que as notícias inverídicas são grave desvio da conduta e problemas éticos que não encontram solução na formação em curso superior do profissional.

Mendes lembrou que o decreto-lei 972/69, que regulamenta a profissão, foi instituído no regime militar e tinha clara finalidade de afastar do jornalismo intelectuais contrários ao regime.

Finalmente cai mais um entulho da ditadura militar. Assim, aos trancos e barrancos, escrevendo certo por linhas tortas, vamos construindo a democracia brasileira...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:36 17/06/2009, de Curitiba, PR


Neta de Brizola assina abaixo-assinado pela CPI contra Yeda
A neta do ex-governador gaúcho Leonel Brizola, vereadora Juliana Brizola (PDT), assinou nesta quarta-feira o abaixo-assinado em favor da CPI que investiga denúncias de corrupção contra o governo de Yeda Crusius (PSDB). Seu partido, fundado pelo avô, está dividido na Assembléia Legislativa: três assinaram o pedido de CPI e outros três se recusaram a fazer o mesmo.

A Juventude Socialista do PDT debateu durante o congresso estadual em 2008 a postura do partido frente ao governo Yeda Crusius, a proposta de aumento de impostos e ainda os escândalos no DETRAN e na Universidade Federal de Santa Maria.

Os jovens do PDT se posicionam contra o governo Yeda, seguindo a mesma linha adotada pela direção partidária.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:29 17/06/2009, de Curitiba, PR


Telecomunicações: Panes e Precarização do Trabalho - tudo a ver!
O resultado da precarização do Trabalho já está virando rotina: Pane em circuito da Telefônica afetou Oi no interior de SP

A Telefônica confirmou uma falha num circuito de transmissão de dados que atende a Oi no interior de São Paulo.

Segundo a Telefônica, um dos circuitos que atende a operadora Oi na região de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto entrou em pane no domingo (14), deixando usuários de telefonia celular da Oi sem comunicação. O problema foi superado às 14 horas da segunda-feira (15), diz a Telefônica.

Uma segunda falha da Oi, esta na capital do Estado, não teve relação com a Telefônica. Na cidade de São Paulo, muitos usuários ficaram sem conseguir usar seu celular Oi ao longo da segunda (15). A operadora disse que um tráfego excepcional em sua rede causou congestionamento em sua infraestrutura.

As falhas das duas teles devem ser investigadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). No caso da Telefônica, correm ainda investigações sobre uma pane em sua rede de telefonia fixa e outras duas sobre o serviço de banda larga Speedy.

Se entender que as teles não cumpriram com regras mínimas de qualidade para proteger o consumidor, a agência poderá multar as operadoras.

Esta medida, quem sabe, só resolverá um probleminha de caixa da ANATEL, mas certamente não resolverá os problemas dos usuários.

A solução só virá quando as operadoras de concessões públicas forem obrigadas, por força de lei ou da organização social dos Trabalhadores e consumidores prejudicados, a profissionalizar o serviço que prestam e acabem com a terceirização e precarização às quais os Trabalhadores em telecomunicações foram submetidos desde a privataria demo-tucana nos anos 1990. Manutenção de redes é atividade fim no setor de telecomunicações e não pode ser terceirizada. Só isso.

Esta é uma luta que os Sindicatos de Trabalhadores e Organizações Civis e Sociais de Defesa dos Interesses dos Consumidores podem e devem atuar conjuntamente para impedir os abusos cometidos pelas grandes empresas do setor de telecomunicações, assim como se defender da inércia de orgãos oficias como a ANATEL.
Enviada por Juan Sanchez, às 20:45 17/06/2009, de Brasília, DF


Para que criar fantasmas?
A Secom adota hoje o princípio da mídia técnica: a participação na publicidade é proporcional à circulação ou à audiência

Por Franklin Martins

NA ÚLTIMA semana, alguns colunistas e políticos da oposição abriram baterias contra a regionalização da publicidade do governo federal. Não gostaram de saber que os anúncios da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), até 2003 concentrados em apenas 499 veículos e 182 municípios, em 2008 alcançaram 5.297 órgãos de comunicação em 1.149 municípios -um aumento da ordem de 961%.

Por incrível que pareça, conseguiram enxergar nesse saudável processo de desconcentração um ardiloso mecanismo de corrupção dos jornais e rádios do interior. Essa seria a explicação para as altas taxas de avaliação positiva do presidente Lula, registrada pelos institutos de opinião.

O raciocínio não tem pé nem cabeça. Vamos aos fatos.

As verbas publicitárias de todos os órgãos ligados ao governo federal permaneceram no mesmo patamar do governo anterior, em torno de R$ 1 bilhão ao ano. Desse total, 70% são investidos por empresas estatais, que não fazem publicidade do governo, mas de seus produtos e serviços, para competir com companhias privadas.

Além disso, os ministérios e autarquias, que respondem por 20% da verba publicitária federal, não podem fazer propaganda institucional, só campanhas de utilidade pública (vacinação, educação de trânsito, direitos humanos etc.). Apenas a Secom está autorizada a fazer publicidade institucional. Para esse fim, seu orçamento é igual ao do governo anterior (cerca de R$ 105 milhões).

Não houve aumento de verbas. O que mudou foi a política. Em vez de concentrar anúncios num punhado de jornais, rádios e televisões, a publicidade do governo federal alcança agora o maior número possível de veículos. Pelo mesmo custo, está falando melhor e mais diretamente com mais brasileiros. Acompanhando a diversificação que está ocorrendo nos meios de comunicação.

A circulação dos jornais tradicionais do eixo Rio-São Paulo-Brasília, por exemplo, está estagnada há mais de cinco anos, próxima dos 900 mil exemplares. No mesmo período, conforme o Instituto Verificador de Circulação, os jornais das outras capitais cresceram 41%, chegando a 1.630.883 exemplares em abril. As vendas dos jornais do interior subiram mais ainda: 61,7% (552.380). No caso dos jornais populares, a alta foi espetacular, de 121,4% (1.189.090 exemplares).

Por que deveríamos fechar os olhos para essas transformações? A Secom adota hoje o princípio da mídia técnica: a participação dos órgãos de comunicação na publicidade é proporcional à sua circulação ou audiência. Houve época em que eram comuns distorções, às vezes bastante acentuadas, a favor dos grupos mais fortes. Isso acabou.

Esses critérios técnicos, amplamente discutidos com o TCU e entidades do setor, têm favorecido a democratização, a transparência e a eficiência nos investimentos de publicidade do governo federal. Não há privilégios nem perseguições. Tampouco zonas de sombra. Muito menos compra de consciências.

É importante ressaltar ainda que a comunicação do governo não se dá principalmente pela publicidade. Esta apenas presta conta das ações mais importantes e consolida algumas ideias-força. O governo comunica-se com a sociedade basicamente por meio da imprensa, respondendo a perguntas, críticas e inquietações.

Para ter uma ideia, em 2008 o presidente Lula deu 182 entrevistas à imprensa, respondendo, em média, a 4,8 perguntas por dia, incluindo fins de semana e feriados. É pouco provável que exista um chefe de governo no mundo que tenha conversado tanto com a imprensa quanto o nosso. Atendendo a todo tipo de imprensa, pois não existe no Brasil só a imprensa do eixo Rio-São Paulo-Brasília. São várias, com percepções e interesses diferentes. Cada uma fazendo o jornalismo que lhe parece mais apropriado e se dirigindo ao público que conseguiu conquistar. Exemplo: quando Lula lançou em São Paulo o atendimento em 30 minutos aos pedidos de aposentadoria no INSS, os grandes jornais não destacaram o fato. Mas o tema foi manchete de quase todos os jornais populares e diários das demais capitais. O que para uns foi nota de pé de página, para outros foi a notícia do dia.

Por tudo isso, temos que ficar atentos às mudanças na forma como os brasileiros se informam. O crescimento da internet é um fenômeno que abre extraordinárias possibilidades e lança imensos desafios. Não podemos fechar os olhos para a realidade: os jovens, cada vez mais, buscam informações nos portais, nos blogs e nas redes sociais da internet.

Por último, não se sustenta o raciocínio de que as altas taxas de aprovação do governo Lula teriam a ver com um arrastão de compra de jornais e rádios no interior. Basta recorrer ao último Datafolha, que atribui 67% de ótimo e bom para o governo federal nas regiões metropolitanas e 71% no interior. A diferença está situada dentro da margem de erro da pesquisa. Os números são praticamente os mesmos. O resto é preconceito.

O mais provável é que as altas taxas de aprovação do governo tenham uma explicação bem mais simples: a maioria da população está satisfeita com seu trabalho. É legítimo que aqueles que não concordam com tal percepção recorram à luta política para mudá-la. O debate faz parte da democracia. E faz bem a ela. Mas é necessário criar fantasmas?

FRANKLIN MARTINS, 60, jornalista, é ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Enviada por Vera Armstrong, às 16:37 17/06/2009, de Curitiba, PR


Queda de Airbus mostra que potências estrangeiras temem ação brasileira no Atlântico Sul
A queda do avião Airbus-330 da Air France no meio do Atlântico Sul e as consequentes buscas por vítimas e destroços estão deixando as potências estrangeiras ligadas a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) preocupadas com o desembaraço das forças armadas brasileiras em um ponto tão distante da sua costa.

As buscas se desenvolvem a 900 km de Fernando de Noronha, mais para a África do que para o Brasil, o que requer uma logística impecável, além de meios eficazes de navegação, transporte e reconhecimento.

Até então - dizem especialistas estrangeiros em geopolítica - não se sabia que a marinha e a aeronáutica brasileira fossem capazes de estender seus meios de ação para tão longe da sua costa. Sem dúvida o que mais chamou atenção da OTAN foram os modernos aviões R-99 EMB 145 da Embraer, dotados de sofisticados radares e sensores de detecção. Foi através desse sistema que foram achados as primeiras vítimas e destroços do acidente.

Todo esse alvoroço não é exatamente pelo avião desaparecido, mas sim pelo início da exploração das reservas do pré-sal, sendo que algumas delas estão na fronteira das águas jurisdicionais brasileiras.

Ao demonstrar que possui equipamentos e logística para detectar e achar destroços de aviões no meio do Atlântico Sul, quase nas costas africanas, o Brasil manda um recado para os donos do Atlântico Norte: as reservas do pré-sal parecem distantes do Brasil, mas o nosso braço é longo e podemos defende-las!

Resta saber se conseguiremos defender o pré-sal dos inimigos "internos", isto é, das forças anti-patriotas e anti-nacionais capitaneadas pelo PSDB-DEM que querem por que querem destruir a Petrobras com mais uma CPI do "fim do mundo"!
Enviada por Juan Sanchez, às 16:26 17/06/2009, de Brasília, DF


Ironia: na reunião dos Bric, país que se intitula comunista defende o dólar
Ironicamente, o único país que se autodenomina comunista no grupo dos Bric - Brasil, Rússia, Índia e China - foi o que bloqueou as iniciativas de contestar a hegemonia da moeda americana durante o encontro de ontem em Ecaterimburgo, na Rússia.

Explicação

A China tem boa parte de seus US$ 2 trilhões de reservas internacionais investida em dólar ou em outros papéis norte-americanos. Por isso mesmo freou as discussões envolvendo "swap (troca) de moeda" ou outros mecanismos de financiamento entre os Bric.

Caso houvesse uma troca de moeda e o dólar deixasse de ser protagonista, a moeda gringa se desvalorizaria e levaria consigo para o fundo do poço as reservas internacionais da China. "O único comunista do grupo é o também o mais egoísta", comentou um observador presente em Ekaterimburgo.

É assim, os antigos radicais maoístas sustentam financeiramente os radicais do fundamentalismo neoliberal.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:52 17/06/2009, de Curitiba, PR


Rússia: temperatura esquenta na VW-Kaluga
Temperatura na Volkswagen em ponto de bala...

No dia 15 de junho cerca de 50 Trabalhadores da linha de montagem (SKD-1) da companhia «Volkswagen Group Rus» LTDA recusaram-se a cumprir suas funções por motivo de perigo à sua vida e saúde, recorrendo ao direito de defesa previsto no artigo 379 do CT-FR (Código do Trabalho da Federação Russa).

Com a chegada do verão no hemisfério norte a temperatura na seção muitas vezes excede a +30C e isso é superior aos limites admissíveis nas normas e exigências para defesa e segurança do trabalho.

Trabalho em condições de calor excessivo põe os trabalhadores em perigo a medida em que tais condições podem causar choque térmico e sérios riscos a saúde. Por esta razão os trabalhadores da seção sob a orientação do MPRA - Sindicato Inter-regional da Indústria Automobilística da Rússia reivindicaram normalizar as condições de trabalho e, avisando o empregador de sua recusa em trabalhar, paralisaram a montagem de automóveis até a liquidação da irregularidade.

Esta ação organizada causou espanto na gerência da seção, mais especificamente porque a recusa em trabalhar é baseada na legislação em vigor e foi bem argumentada e organizada. Por isso não deixa brechas para que a empresa tome medidas disciplinares contra os Trabalhadores. Mesmo assim, alguns gerentes se permitiram ameaçar os Trabalhadores. Até mesmo Kaléria Shmareva, presidente da organização de base do MPRA na «Volkswagen Group Rus» LTDA, sofreu ameaças. Na presença dos companheiros da seção, o gerente da segurança lhe disse: «Vejamos se você consegue voltar para casa». Em outras oportunidades, este mesmo gerente, já tinha ameaçado Kaléria, ora de não deixá-la entrar na fábrica, ora de demití-la.

A recusa em trabalhar que originou a paralização da linha de montagem levou à redução do volume da produção de 20, conforme o plano, para 8-9 automóveis por turno.

Depois das negociações entre os diretores da empresa e do sindicato, os Trabalhadores consquistaram intervalos para descanso de 5 minutos a cada hora sempre que a temperutura na seção exceder o limite admissível de +28 C.

Pré-história do conflito

O descontentamento dos trabalhadores na fábrica que levou à recusa em trabalhar por causa das condições perigosas de trabalho não surgiu de repente e não está somente ligado às condições de trabalho insatisfatórias em alguns setores.

Os trabalhadores na fábrica não estão satisfeitos, antes de mais nada, com a queda brusca do nível salarial. Uma auditoria realizada recentemente na fábrica de Kaluga revelou que a unidade não está de acordo os padrões europeus adotados pela VW. Todos os operários da fábrica de Volkswagen em Kaluga não recebem «prêmios» que aumentariam em até 30% os salários de acordo com o contrato de trabalho. Estes prêmios são pagos a critério do empregador.

Em Kaluga, os Trabalhadores (que já se acosturam a receber só parabéns pela qualidade do produto por parte da diretoria) ficaram perplexos com o resultado da auditoria. Principalmente porque a própria diretoria da empresa reconhece que a qualidade do produto local não é inferior à do produto ocidental. Prova disso é a fila de 2 meses para comprar Skodas e Volkswagens montados em Kaluga.

Enfim, ao receber na mão alguns miseráveis mil rublos por um mês de trabalho, até os mais pacienciosos trabalhadores perderam a motivação para realizar um bom trabalho e começaram a trabalhar pelo princípio «trabalhamos conforme pagam». Alguns companheiros mais esquentadinhos começaram a defender a realização de uma greve.

Criada em 2008 a organização sindical de base do MPRA dos Trabalhadores na «Volkswagen Group Rus» LTDA (com cerca de 250 operários filiados) esclareceu aos companheiros mais desesperados que a greve «selvagem» realizada sem observação dos procedimentos do CT daria possibilidade ao empregador de demitir os descontentes e o problema não seria resolvido. Por outro lado, avaliou que não é justo tirar prêmios dos operários, reduzindo ainda mais o nível muito baixo do salário.

Os procedimentos para soluções de conflitos laborais e realização de greves legais na Rússia são bastante complicados e demorados. Porém, os trabalhadores reunidos no sindicato estão decididos a apresentar suas reivindicações ao empregador e lutar até conseguir sua análise e cumprimento.
Enviada por Gezilda Martins, às 11:06 17/06/2009, de Moscou, Rússia


Fittel realiza 12° CONTTEL e elege nova Diretoria Executiva Nacional
Um Congresso formativo e de muito debate, realizado sob inspiração da frase “Onde há uma vontade há um caminho”, aconteceu nos dias 10 a 12 de junho do corrente ano.

Entusiasmados com a nova Fittel, os Delegados ao 12° CONTTEL debateram temas como a Terceirização, Organização Sindical, a Organização da Fittel, Saúde dos trabalhadores, Igualdade de oportunidades, Tecnologia e mercado de trabalho e a reforma estatutária.

Antecedendo ao Congresso foi realizado o Seminário de Terceirização, onde dois painéis foram apresentados pelo DIEESE e Secretaria de Organização da CUT, respectivamente apresentados por Clóvis Scherer e Cláudia Rejane de Lima.

Na tarde do dia 9 de junho os Assessores Jurídicos dos Sindicatos se reuniram para dialogar sobre o que está ocorrendo pelos estados e aprofundar conhecimento sobre o julgamento da Ação Civil Pública contra as terceirizações nos estados de Goiás e Rio Grande do Norte. A Fittel propôs a retomada do Coletivo jurídico e a próxima reunião já está pré-agendada para a segunda quinzena de agosto.

Veja abaixo como ficou composta a nova Diretoria Executiva Nacional da Fittel:
Brígido Roland Ramos (DF) - Presidente; João de Moura Neto (PI) - Secretário Geral; Fernando Cançado (MG) – Secretário de Administração e Finanças; Flávio Leonardo Rodrigues (RS) – Secretário de Relações do Trabalho; Edison Pedro de Lima (SP) – Secretário de Políticas de Telecomunicações; Audinete Araújo (RN) – Secretária de Formação; Luzenira Linhares (PB) – Secretária sobre Assuntos da Mulher.

Os demais dirigentes nacionais são Antonio Pires da Alencar (MA); Francisco Carlos Moreno (PR); José Goudim (DF); Juan Sanchez (RS); Fátima Castro (PI); Marly Araújo ( e Tiago Santana. O Conselho Fiscal será formado por Áurea Costa; Francisco Antônio Brum e Suely Batista. A suplência do Conselho Fiscal será formada por João Anselmo; Orlando Helber e Aguinaldo Dantas.

À diretoria que cumprirá mandato do dia 17 de junho de 2009 até 16 de junho de 2012 desejamos bom trabalho e boa sorte na missão que lhes foi confiada. João de Moura Neto Secretário Geral
Enviada por FITTEL, às 09:45 17/06/2009, de Brasília, DF


Trabalhadores na LG Electronics de Taubaté aprovam 1ª parcela da PLR
Pagamento neste mês injeta R$ 4,8 milhões na economia de Taubaté e região

Os trabalhadores na LG Electronics de Taubaté aprovaram a 1ª parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 2009 em assembléia realizada na manhã desta quarta-feira, dia 17.

A proposta aprovada pelos trabalhadores garante a injeção de R$ 4,8 milhões na economia de Taubaté e região ainda neste mês de junho.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo, a proposta aprovada é uma importante conquista para os trabalhadores na LG.

“A categoria metalúrgica de Taubaté está mostrando que mesmo com a crise é possível garantir a geração de renda para os trabalhadores e para a economia de nosso município e região”, afirmou o presidente Isaac.

O presidente destacou ainda a unidade e mobilização dos trabalhadores em torno da conquista da 1ª parcela da PLR na LG.

“Vamos precisar desta unidade dos trabalhadores na Campanha Salarial deste ano que vai exigir muita disposição de luta da categoria metalúrgica para atingirmos nossos objetivos”, disse ainda Isaac.

Na LG Electronics de Taubaté trabalham 2.400 trabalhadores que produzem telefones celulares, monitores e notebooks.
Enviada por SindMeTau, às 09:42 17/06/2009, de Taubaté, SP


Veículos: vendas crescem 5.3% em maio graças aos incentivos fiscais do governo federal
Segundo a Fenabrave (a representante nacional da concessionárias) as vendas de veículos novos no mercado brasileiro cresceram 5,35% em maio, em relação a abril de 2009

No mês de maio, foram comercializadas e emplacadas 388.510 unidades -- carros de passeio, comerciais leves, motos, ônibus, caminhões e implementos rodoviários -- contra 368.780 em abril.

Os bons números do setor nos últimos 30 dias, no entanto, mostram que o mercado ainda está dependente de incentivos dados pelo governo federal, como a prorrogação até junho do desconto na alíquota do IPI (para carros com motor de até 2,0 l) e a manutenção da cobrança reduzida da Cofins (para motos de baixa cilindrada).

Os dados confirmam ainda que os consumidores brasileiros continuam apostando no Brasil e, se minimamente incentivados, mantém o mercado interno funcionando e salvando o país da crise.

Os ricos apostam na desgraça. Os pobres só querem um pouco de felicidade, que muitos acreditam conquistar via consumo. Com isso mantém a economia do país viva e continuarão a fazê-lo, caso os governos e os patrões não atrapalhem.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:06 17/06/2009, de Curitiba, PR


Ato contra os massacres no Perú
A Casa da América Latina e demais entidades abaixo promovem Ato de Repúdio ao Presidente do Peru Alan García, pelo massacre aos campesinos indígenas que está ocorrendo na região amazônica daquele país.

Há pelo menos dois meses vêem os campesinos sofrendo forte repressão por parte do Governo Peruano e de forças conservadoras encasteladas no poder, que querem impor as chamadas regiões de "desenvolvimento sustentado" criadas e aprovadas pelo governo de Alan Garcia sob exigência dos Estados Unidos como parte do Tratado de Livre Comércio assinado entre os dois países.

Essa situação tem obrigado diversas lideranças indígenas a se refugiarem em países vizinhos.

Contamos com a Solidariedade e apoio de todos ao Ato.

Dia: 17/06/09( quarta-feira)
Horário: 11hs.
Local: Em frente ao Consulado do Peru
Av. Rui Barbosa,n.314 - próximo a maternidade Fernando Figueira)

Apoios:
CASA DA AMÉRICA LATINA
IPDH
João Luiz Pinaud-RAMA-RJ
MST
CECAC
FIST
PCB
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro
Pastor Mozart Noronha- Pastor Luterano
Modesto da Silveira- Dirigente nas Causas dos Direitos Humanos
MT
CENTRO CULTURAL JOSE MARTÍ
COMITÊ DE SOLIDARIEDADE AO POVO DA PALESTINA
Coletivo de Mulheres Ama Montenegro
UJC
Enviada por Casa da América Latina, às 08:08 17/06/2009, de Rio de Janeiro, RJ


Adeus, General Motors
Por Michael Moore

Escrevo na manhã que marca o fim da toda-poderosa General Motors. Quando chegar a noite, o Presidente dos Estados Unidos terá oficializado o ato: a General Motors, como conhecemos, terá chegado ao fim.

Estou sentado aqui na cidade natal da GM, em Flint, Michigan, rodeado por amigos e familiares cheios de ansiedade a respeito do futuro da GM e da cidade. 40% das casas e estabelecimentos comerciais estão abandonados por aqui. Imagine o que seria se você vivesse em uma cidade onde uma a cada duas casas estão vazias. Como você se sentiria?

É com triste ironia que a empresa que inventou a “obsolescência programada” – a decisão de construir carros que se destroem em poucos anos, assim o consumidor tem que comprar outro – tenha se tornado ela mesma obsoleta. Ela se recusou a construir os carros que o público queria, com baixo consumo de combustível, confortáveis e seguros. Ah, e que não caíssem aos pedaços depois de dois anos. A GM lutou aguerridamente contra todas as formas de regulação ambiental e de segurança. Seus executivos arrogantemente ignoraram os “inferiores” carros japoneses e alemães, carros que poderiam se tornar um padrão para os compradores de automóveis. A GM ainda lutou contra o trabalho sindicalizado, demitindo milhares de empregados apenas para “melhorar” sua produtividade a curto prazo.

No começo da década de 80, quando a GM estava obtendo lucros recordes, milhares de postos de trabalho foram movidos para o México e outros países, destruindo as vidas de dezenas de milhares de trabalhadores americanos. A estupidez dessa política foi que, ao eliminar a renda de tantas famílias americanas, eles eliminaram também uma parte dos compradores de carros. A História irá registrar esse momento da mesma maneira que registrou a Linha Maginot francesa, ou o envenenamento do sistema de abastecimento de água dos antigos romanos, que colocaram chumbo em seus aquedutos.

Pois estamos aqui no leito de morte da General Motors. O corpo ainda não está frio e eu (ouso dizer) estou adorando. Não se trata do prazer da vingança contra uma corporação que destruiu a minha cidade natal, trazendo miséria, desestruturação familiar, debilitação física e mental, alcoolismo e dependência por drogas para as pessoas que cresceram junto comigo. Também não sinto prazer sabendo que mais de 21 mil trabalhadores da GM serão informados que eles também perderam o emprego.

Mas você, eu e o resto dos EUA somos donos de uma montadora de carros! Eu sei, eu sei – quem no planeta Terra quer ser dono de uma empresa de carros? Quem entre nós quer ver 50 bilhões de dólares de impostos jogados no ralo para tentar salvar a GM? Vamos ser claros a respeito disso: a única forma de salvar a GM é matar a GM. Salvar a preciosa infra-estrutura industrial, no entanto, é outra conversa e deve ser prioridade máxima.

Se permitirmos o fechamento das fábricas, perceberemos que elas poderiam ter sido responsáveis pela construção dos sistemas de energia alternativos que hoje tanto precisamos. E quando nos dermos conta que a melhor forma de nos transportarmos é sobre bondes, trens-bala e ônibus limpos, como faremos para reconstruir essa infra-estrutura se deixamos morrer toda a nossa capacidade industrial e a mão-de-obra especializada?

Já que a GM será “reorganizada” pelo governo federal e pela corte de falências, aqui vai uma sugestão ao Presidente Obama, para o bem dos trabalhadores, da GM, das comunidades e da nação. 20 anos atrás eu fiz o filme “Roger & Eu”, onde tentava alertar as pessoas sobre o futuro da GM. Se as estruturas de poder e os comentaristas políticos tivessem ouvido, talvez boa parte do que está acontecendo agora pudesse ter sido evitada. Baseado nesse histórico, solicito que a seguinte ideia seja considerada:

1. Assim como o Presidente Roosevelt fez depois do ataque a Pearl Harbor, o Presidente (Obama) deve dizer à nação que estamos em guerra e que devemos imediatamente converter nossas fábricas de carros em indústrias de transporte coletivo e veículos que usem energia alternativa. Em 1942, depois de alguns meses, a GM interrompeu sua produção de automóveis e adaptou suas linhas de montagem para construir aviões, tanques e metralhadoras. Esta conversão não levou muito tempo. Todos apoiaram. E os nazistas foram derrotados.

Estamos agora em um tipo diferente de guerra – uma guerra que nós travamos contra o ecossistema, conduzida pelos nossos líderes corporativos. Essa guerra tem duas frentes. Uma está em Detroit. Os produtos das fábricas da GM, Ford e Chrysler constituem hoje uma das maiores armas de destruição em massa, responsável pelas mudanças climáticas e pelo derretimento da calota polar.

As coisas que chamamos de “carros” podem ser divertidas de dirigir, mas se assemelham a adagas espetadas no coração da Mãe Natureza. Continuar a construir essas “coisas” irá levar à ruína a nossa espécie e boa parte do planeta.

A outra frente desta guerra está sendo bancada pela indústria do petróleo contra você e eu. Eles estão comprometidos a extrair todo o petróleo localizado debaixo da terra. Eles sabem que estão “chupando até o caroço”. E como os madeireiros que ficaram milionários no começo do século 20, eles não estão nem aí para as futuras gerações.

Os barões do petróleo não estão contando ao público o que sabem ser verdade: que temos apenas mais algumas décadas de petróleo no planeta. À medida que esse dia se aproxima, é bom estar preparado para o surgimento de pessoas dispostas a matar e serem mortas por um litro de gasolina.

Agora que o Presidente Obama tem o controle da GM, deve imediatamente converter suas fábricas para novos e necessários usos.

2. Não coloque mais US$30 bilhões nos cofres da GM para que ela continue a fabricar carros. Em vez disso, use este dinheiro para manter a força de trabalho empregada, assim eles poderão começar a construir os meios de transporte do século XXI.

3. Anuncie que teremos trens-bala cruzando o país em cinco anos. O Japão está celebrando o 45o aniversário do seu primeiro trem bala este ano. Agora eles já têm dezenas. A velocidade média: 265km/h. Média de atrasos nos trens: 30 segundos. Eles já têm esses trens há quase 5 décadas e nós não temos sequer um! O fato de já existir tecnologia capaz de nos transportar de Nova Iorque até Los Angeles em 17 horas de trem e que esta tecnologia não tenha sido usada é algo criminoso. Vamos contratar os desempregados para construir linhas de trem por todo o país. De Chicago até Detroit em menos de 2 horas. De Miami a Washington em menos de 7 horas. Denver a Dallas em 5h30. Isso pode ser feito agora.

4. Comece um programa para instalar linhas de bondes (veículos leves sobre trilhos) em todas as nossas cidades de tamanho médio. Construa esses trens nas fábricas da GM. E contrate mão-de-obra local para instalar e manter esse sistema funcionando.

5. Para as pessoas nas áreas rurais não servidas pelas linhas de bonde, faça com que as fábricas da GM construam ônibus energeticamente eficientes e limpos.

6. Por enquanto, algumas destas fábricas podem produzir carros híbridos ou elétricos (e suas baterias). Levará algum tempo para que as pessoas se acostumem às novas formas de se transportar, então se ainda teremos automóveis, que eles sejam melhores do que os atuais. Podemos começar a construir tudo isso nos próximos meses (não acredite em quem lhe disser que a adaptação das fábricas levará alguns anos – isso não é verdade)

7. Transforme algumas das fábricas abandonadas da GM em espaços para moinhos de vento, painéis solares e outras formas de energia alternativa. Precisamos de milhares de painéis solares imediatamente. E temos mão-de-obra capacitada a construí-los.

8. Dê incentivos fiscais àqueles que usem carros híbridos, ônibus ou trens. Também incentive os que convertem suas casas para usar energia alternativa.

9. Para ajudar a financiar este projeto, coloque US$ 2,00 de imposto em cada galão de gasolina. Isso irá fazer com que mais e mais pessoas convertam seus carros para modelos mais econômicos ou passem a usar as novas linhas de bondes que os antigos fabricantes de automóveis irão construir.

Bom, esse é um começo. Mas por favor, não salve a General Motors, já que uma versão reduzida da companhia não fará nada a não ser construir mais Chevys ou Cadillacs. Isso não é uma solução de longo prazo.

Cem anos atrás, os fundadores da General Motors convenceram o mundo a desistir dos cavalos e carroças por uma nova forma de locomoção. Agora é hora de dizermos adeus ao motor a combustão. Parece que ele nos serviu bem durante algum tempo. Nós aproveitamos restaurantes drive-thru. Nós fizemos sexo no banco da frente – e no de trás também. Nós assistimos filmes em cinemas drive-in, fomos à corridas de Nascar ao redor do país e vimos o Oceano Pacífico pela primeira vez através da janela de um carro na Highway 1. E agora isso chegou ao fim. É um novo dia e um novo século. O Presidente – e os sindicatos dos trabalhadores da indústria automobilística – devem aproveitar esse momento para fazer uma bela limonada com este limão amargo e triste.

Ontem, a última sobrevivente do Titanic morreu. Ela escapou da morte certa naquela noite e viveu por mais 97 anos. Nós podemos sobreviver ao nosso Titanic em todas as “Flint – Michigans” deste país. 60% da General Motors é nossa. E eu acho que nós podemos fazer um trabalho melhor.
Enviada por Ubirajara Freitas / João Cayres, às 20:22 16/06/2009, de Belo Horizonte, MG / Santo André, SP


10 perguntas para os sindicalistas
Leia, responda e divulgue este questionário.
E se as respostas forem diferentes daquela auto-imagem que você construiu como sindicalista, pense se não está na hora de mudar de atitudes e retomar princípios.
Este questionário é uma boa terapia. Não Tema. E o mais importante: É grátis!!!!
Ah! Preste muita atenção: nenhuma corrente político-sindical, nem central sindical está acima do bem e do mal, muito menos faz tudo certinho, OK?

Por Augusto Gésar Petta

Recentemente, li um texto escrito pelo professor Helder Molina, mestre em Educação e educador sindical, intitulado Concepções e Práticas Sindicais. Baseado nessa leitura resolvi levantar algumas perguntas para que os sindicalistas reflitam sobre a atuação que desenvolvem no movimento sindical. Evidentemente, não tenho, com essas perguntas, a pretensão de, ao respondê-las, obter uma avaliação completa da atividade sindical.

Mas, tenho a convicção de que podem contribuir para uma reflexão sobre as práticas que têm sido desenvolvidas pelos sindicalistas, no cotidiano de uma entidade sindical. Essa reflexão é fundamental porque permite uma avaliação de questões que interferem significativamente no cumprimento do papel que as entidades sindicais devem exercer.

Eis as perguntas:

1. Os novos diretores e as novas diretoras recebem informações adequadas sobre os processos internos de funcionamento da entidade sindical, da cultura interna, do funcionamento burocrático, do papel que devem desempenhar, da história do sindicato, da federação, da confederação e da central sindical? Ou passam a participar das diretorias sem essas importantes informações?

2. Os diretores e as diretoras da entidade sindical participam de um processo de formação política e sindical - que inclui cursos, palestras, seminários, debates, estudos individuais e ou em grupos - sobre temas de interesse do movimento sindical, tais como História do Movimento Sindical, Concepções Sindicais, Transformações do Mundo do Trabalho e Análise da Conjuntura?

3. Nas reuniões de diretoria, há um tempo determinado para debate sobre temas da conjuntura política, econômica e social, sobre a avaliação da correlação de forças? Ou a reunião é destinada, principalmente, para debater sobre a administração da máquina sindical, apresentando-se rapidamente alguns relatos sobre fatos que ocorrem na Conjuntura?

4. Os diretores e as diretoras leem jornais e revistas , refletindo, comparando, analisando além das aparências? Ou geralmente não leem e, quando leem, simplesmente aceitam passivamente a visão parcial e deturpada da grande imprensa? Leem livros, constantemente, sobre temas de interesse sindical e político?

5. Os diretores e as diretoras trabalham no sentido de democratizar as relações sindicais, ou se comportam como "mini-monarcas" no "pequeno pedaço" que dominam , desenvolvendo práticas mandonistas e burocratizantes?

6. Os diretores e as diretoras visitam as empresas constantemente para estabelecer contatos com os trabalhadores, procurando ouvi-los e, ao mesmo tempo, estimulando-os à sindicalização, à participação nas atividades sindicais e à organização por local de trabalho? As demandas apresentadas pela base são objeto de debate no sentido da entidade apresentar propostas objetivas e viáveis que possibilitem o envolvimento dos trabalhadores e trabalhadoras nas lutas desenvolvidas pela categoria? Ou a base é tratada como massa de manobra, equivocada, ignorante e que, portanto não tem condições para opinar com qualidade?

7. A diretoria da entidade tem possibilitado que os trabalhadores e as trabalhadoras se expressem o mais democraticamente possível, encaminhando as decisões tomadas pela maioria? Ou a diretoria, em geral, comporta-se, olhando de cima para baixo, dando ordens para que a categoria as cumpram?

8. As ações da entidade são planejadas estrategicamente, têm governabilidade, são planejadas a curto, médio e longo prazo, têm objetivos e metas definidas, estão baseadas no que é tático, provisório e passageiro e, simultaneamente, no que é estratégico, princípio e permanente? Ou as ações são sempre de apagar os incêndios, de "correr atrás dos prejuízos", sem que haja planejamento adequado?

9. Os(as) diretores(as) da entidade fazem uma avaliação constante do trabalho que desenvolvem? Refletem sobre a prática, avaliando o crescimento que estão tendo, se estão produzindo adequadamente no sentido da construção de uma sociedade justa e democrática? Tratam os funcionários da entidade com todo o respeito que os trabalhadores e as trabalhadoras merecem? Conseguem trazer novos militantes para a atividade sindical? Têm,na prática, atitudes que visam a renovação dos quadros sindicais? Ou, ao contrário, já estão acomodados naquela função repetitiva, sem motivação para ações mais consequentes, despolitizando as lutas, ficando aprisionados ao corporativismo imediatista , tendo medo que trabalhadores e trabalhadoras da base possam vir a ocupar seus lugares?

10. Ao montar a chapa para concorrer à próxima eleição da entidade, prevalece um clima de camaradagem, procurando sempre colocar nos cargos companheiros e companheiras que tenham melhores condições para exercê-los, com melhor capacidade , preparação ideológica, dedicação, representação na categoria? Ou prevalece um clima de hostilidade, de disputa desenfreada pelos cargos, de ataques pessoais muitas vezes injustos, desperdiçando enormes energias políticas e esgarçando os tecidos de relacionamento das lideranças?

Estas perguntas não devem ser respondidas, de maneira simplista do sim ou não. Elas exigem uma reflexão mais aprofundada. São questões que precisam ser enfrentadas pelos sindicalistas, sobretudo por aqueles que pretendem que as entidades sejam instrumentos importantes na luta econômica por melhores condições de salário e de trabalho, na luta política pela transformação profunda da sociedade e na luta ideológica contra os valores das classes dominantes.

Os problemas relacionados à estruturação interna das entidades não devem consumir toda a energia e tempo dos sindicalistas, impedindo-os de participar das lutas mais gerais dos trabalhadores. Quando esses problemas forem verdadeiramente enfrentados, as entidades terão melhores condições para exercerem seu papel de contribuir na articulação de um movimento sindical forte e democrático, tão necessário nesse momento conjuntural que o país atravessa.

Augusto César Petta - Professor e diretor-técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES)
Enviada por Juan Sanchez, às 19:59 16/06/2009, de Brasília, DF


Rússia: Trabalhadores na VW Kaluga param atividades
Texto traduzido do boletim online do MPRA - Sindicato Inter-regional dos Trabalhadores na Indústria Auto da Rússia:

Ontem, 15 de junho de 2009, os trabalhadores na Volkswagen-Kaluga pararam o trabalho devido às más condições de trabalho.

A temperatura nas seções ultrapassa os 34 graus, e ontem a paciência dos trabalhadores se esgotou.

Utilizando-se das leis do Código Trabalhista e do direito de auto-defesa dos trabalhadores, eles interromperam o trabalho, anunciando o fato à direção de empresa. Imediatamente iniciaram-se ameaças de violência física em direção à presidente do Sindicato Kaleria Shmarev pelo chefe da segurança.

O MPRA se dirigirá à Procuradoria de Kaluga com o pedido de abertura de processo penal contra o chefe de segurança.

Será que a Volkswagen pode estabelecer contatos em Kaluga com bandidos e contratá-los para o trabalho?

Neste episódio, ficou claro que nem os advogados, nem os gerentes de pessoal da Volkswagen não conhecem normas e requisitos da legislação russa.
Enviada por Gezilda Martins, às 11:00 16/06/2009, de Moscou, Rússia


El gobierno del PRI de Mario Marín reprime al Magisterio Democratico Poblano
Detienen a 16 compañeros del magisterio y adherentes a la otra campaña en Puebla

Videos:
Agreden policías a maestros 1(e-consulta)

Agreden policías a maestros 2

Pagina del Magisterio Poblano:
http://codemagisterialpoblano.blogspot.com

Marcha 11 de junio, 11 am Procuraduría (Blvd. 5 de mayo y 31 pte)

El miércoles 10 de junio alrededor de las 4 de la tarde integrantes de la policía metropolitana, judicial y provocadores reprimieron a organizaciones sociales y magisterio poblano.

Después de terminar una marcha multitudinaria en el zócalo de la ciudad de Puebla donde se congregaron miles de poblanos que integraron en el Frente Estatal de Organizaciones Sociales, Campesinas y Sindicales, integrantes del magisterio poblano se manifestaron frente al Congreso de la Unión, cuando un cuerpo de granaderos se avalanzaron contra los compañeros maestros lanzando gases lacrimógenos, golpeando y deteniendo a varios de ellos.

Posteriormente la policía metropolitana se postró sobre la 5 pte. y 16 de septiembre enfrente de los maestros con actitud amenazante por alrededor de media hora. El magisterio de Puebla, Huauchinango, Acatzingo, entre otras delegaciones del magisterio y organizaciones sociales y se movieron a la 9 pte. entre 3 y 5 sur en La Casa del Magisterio.

Después de reagruparse habían decidido salir del centro de la ciudad en marcha para no caer en provocaciones. Fue entonces cuando el cuerpo de granaderos llegó marchando, haciendo sonar sus toletes y gritando “duro, duro” como grito de guerra. Se postraron alrededor de 500 policías sobre la 9 poniente y 3 sur y de entre sus filas salió un grupo de 20 provocadores vestidos de civil acompañados de una persona con máscara de luchador. Este grupo de golpeadores buscó a quien agarrar y comenzó a golpear a un compañero jalándolo del lado de los granaderos, los maestros trataron de salvarlo y fue cuando los granaderos aventaron bombas de gas lacrimógeno, balas de goma y comenzaron a perseguir a todo el que se encontraba en el lugar.

Algunos se escondieron en una iglesia y la policía aventó gas lacrimógeno adentro del edificio, provocando el llanto de ñiños y mujeres que se escondieron ahí, además de un helicóptero de la policía que sobrevolaba la iglesia.

El resto de los compañeros salieron corriendo sobre la 9 poniente y los policías los persiguieron durante varias calles aventando gas lacrimógeno directo a los cuerpos de las personas.

Mientras los policías se encontraban junto a la iglesia en la 9 pte. y 3 sur, 4 carros de judiciales vestidos de civil y una Van, que identifican como Ministerio Público, se postraron sobre la 16 de sept. y 9 pte. deteniendo y golpeando a los maestros, al tratar de impedir los transeúntes que se llevaran a los compañeros los judiciales les gritaban “a esas viejas chismosas hay que matarlas”

Posteriormente la policía alrededor de las 6 de la tarde se movilizó a las instalaciones sindicales de la sección 23 y 51 de Puebla, desalojando a los maestros y deteniendo a compañeros de las sección 51.

Se sabe que hay 16 detenidos en la Procuraduría de Justicia de Puebla: Mariano Rolón Castelan, Manuel Martínez Espindola, Tamara San Miguel (23:10hrs. Liberada), Itzel Sanches Martínez (23:10hrs. Liberada), Evaristo Mateo Hernández, Lourdes Valderrabano, Verónica Ramírez Jarquin, Lorena Ramírez Jarquin, Marcelino Vázquez Ildefonso, Floriberto Vergara Cañongo, Mario Ruben Lara Caamaño, María de Jesus Herrera López, Elfego Márquez Luna, Rosa Isela Hernández Justino Jacinto Rosas, Gregorio Martínez Hernández. Dos maestros aun desaparecidos (2:30 hrs, 11 junio):Lucio Mendieta Noriega y Nasario Flores Juárez.

Hay compañeros maestros malheridos en el hospital por golpes y heridas de petardo.

Denunciamos que esta acción del gobierno fue completamente planeada ya que se persiguió a los maestros por casi todo el centro de Puebla hasta detener y malherir compañer@s.

A las 8.30 de la noche compañeros fueron al ISSTEP para saber el estado de salud de uno de los compañeros herido por una basuca en la espalda baja, y personal de la dependencia les arrebató la cámara, amenazándolos con demandarlos ya que dicen que preguntar y filmar en una institución pública era “delito federal”, sacando fotocopias de las credenciales de los compañeros y obligándolos a borrar el video. El compañero hospitalizado esta herido en el riñón izquierdo por una bala de goma y el pronóstico es delicado con el diagnóstico del “riñón comprometido” y orinando sangre.

Esta nueva fase de represión del gober precioso se suma a la detención, golpes y balazos que orquestó el gobierno estatal el pasado 25 de abril contra el pueblo indígena de San Andrés Azumiatla que defiende sus tierras contra el gran capital, proyectos carreteros, inmobiliarios y turísticos. Aún estando en prisión 15 indígenas nahuas.

Solicitamos la solidaridad de todas las personas y organizaciones en el país y el mundo contra este gobierno criminal que balea y reprime a maestros, campesinos, indígenas y jóvenes.
Enviada por Roman Perez, às 15:24 11/06/2009, de Puebla, México


Aleksei Etmanov pede apoio à luta dos sindicatos russos
O presidente do Sindicato Inter-regional dos Trabalhadores na Industria Auto da Rússia – MPRA – Aleksei Etmanov em seu discurso no 32º Congresso da Federação Internacional dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica criticou severamente a situação vivida pelos trabalhadores assalariados e seus sindicatos na Federação Russa. Ele pediu que a FITIM e suas organizações membros apóiem a queixa da VKT – Confederação dos Trabalhadores de Toda Rússia – que será entregue em breve a OIT.

A queixa descreve os casos mais escandalosos de violação dos direitos de criação de organizações sindicais e de negociação, bem como os casos de pressão sobre os ativistas sindicais por parte dos patrões e orgãos estatais.

Etmanov se dirigiu às demais organizações russas (que fazem parte dos chamados sindicatos tradicionais) membros da FITIM e pediu para que eles se abstivessem das atividades pouco compatíveis com os princípios de solidariedade sindical.

Segue o discurso completo do A. Etmanov:

Companheiros e companheiras,

Eu represento uma organização pequena, porém combativa. Ela foi criada há poucos anos. Há apenas um ano nos filiamos à FITIM. Aproveitando a oportunidade, gostaria de agradecer a direção da FITIM que está saindo por ter resolvido o nosso caso de forma muito eficaz, por ter entendido o quanto nós estamos precisando do apoio do sindicato global. Nós conseguimos o apoio e nos tornamos membros da Família. Nossa luta conta com o apoio de uma das mais respeitadas federações sindicais internacionais. Obrigado a todos. Obrigado a você, Marcello [Malentacchi].

Nós recebemos o reconhecimento internacional no momento mais dramático de nosso desenvolvimento, isso foi muito importante.

Durante os dois primeiros anos de nossa existência, nós adquirimos experiência na luta pelo reconhecimento dos sindicatos nas fábricas, pelo direito de organização de greves e no enfrentamento às parcelas corruptas do aparato estatal. Três anos atrás nós começamos do zero. Hoje representamos os trabalhadores na maioria das fábricas das empresas transnacionais instaladas na Rússia: Ford, GM, Renault, Hyundai, Volkswagen, AutoVAZ. Há cada vez mais novas organizações de base filiando-se ao nosso sindicato.

Democracia, solidariedade, capacidade de ajudar os trabalhadores das fábricas vizinhas, de outras regiões da Rússia a se organizarem, constituem a base da nossa atividade.

Hoje a luta pelos direitos básicos dos sindicatos na Rússia é de suma importância. A violação do direito de auto-organização dos trabalhadores é uma prática comum por parte dos patrões e burocratas corruptos do nosso Estado.

Com medo que os trabalhadores se organizem em novos sindicatos democráticos e poderosos os patrões e o Estado se utilizam de muitos métodos para destruir e reprimir a democracia nascente nas fábricas, na base.

As empresas transnacionais que por muito tempo e com grande êxito dialogam com as organizações dos trabalhadores na Europa e nos EUA, quando chegam ao mercado em desenvolvimento do nosso país, logo esquecem os princípios, declarações e obrigações que seguem nos países desenvolvidos. No nosso país o direito de auto-organização foi pisoteado, as greves são praticamente proibidas por lei, o direito de negociações coletivas é realizado formalmente. As direções das transnacionais instaladas na Rússia perceberam rapidamente as regras do jogo e estão prontas para se inserir no sistema de corrupção total usando-a para intensificar a exploração.

Aos primeiros indícios de surgimento do sindicato democrático na fábrica as companhias começam reprimir fortemente aos ativistas e líderes dos trabalhadores, com objetivo de barrar a realização do direito de organização dos trabalhadores. Tais medidas se aplicavam e se aplicam contra o nosso sindicato e outras organizações criadas pelos trabalhadores. Entre elas estão: a violência física contra os ativistas e os líderes do nosso sindicato, as tentativas de detenção por acusações forjadas, a corrupção dos burocratas por representantes do mundo de negócios, a compra ou "privatização" dos sindicatos com objetivo de discriminar os líderes e ativistas sindicais.

Nós temos documentos que comprovam estes fatos. Alguns sindicatos russos filiados à FITIM e que estão presentes aqui hoje, infelizmente, fazem parte deste processo.

Nós deparamos com este comportamento pouco ético, ou seja, criação dos sindicatos controlados pelo estado e por patrões, sindicatos pelegos, que foram registrados pelo Sindicato ACM (AvtoCelkhozMach, Indústria de Máquinas Agrícolas e Automotrizes) e da Indústria de Máquinas Pesadas da Rússia. Estes sindicatos foram fundados pelas próprias direções da empresas com apoio dos sindicalistas corruptos. Os diretores das empresas são filiados a estes sindicatos!!! Estas organizações foram fundadas no momento em que a gente estava numa campanha pesada pelo reconhecimento dos nossos sindicatos nestas fábricas. No momento da crise houve casos onde elas aprovaram demissões em massa, tal qual na GM-AvtoVAZ (joint venture entre GM e Lada), exatamente quando lutávamos pelo emprego de cada Trabalhador. Vexames como este tem manchado todos nós. Os líderes destes sindicatos e suas delegações estão nesta sala.

Eu não quero uma escalada do confronto entre a gente, mas temos o direito de exigir que todos os membros da FITIM sigam os princípios de solidariedade. O jogo deve ser justo. Nós iremos insistir neste ponto!

Além do uso de métodos repressivos aos sindicatos democráticos, fundados pelos trabalhadores, o poder e os patrões tentam controlar as demais organizações dos trabalhadores. As tentativas foram feitas em relação a todos os sindicatos que existem hoje na Rússia e qye são filiados à Confederação Internacional dos Sindicatos. Todas estas tentativas falharam porque não foi possível dividir os líderes nacionais e os ativistas de base, fazê-los negar os princípios básicos. O mesmo deve acontecer em cada ramo e a nível global.

A situação na Rússia hoje, como eu já tinha falado, é caracterizada pela violação dos direitos básicos, tais como, direito de organização e de negociação. As repressões, inclusive físicas, contra os ativistas sindicais colocam a Rússia de hoje no mesmo patamar daqueles países que têm padrões trabalhistas bem baixos, onde o trabalho sem garantias e arbitrariedade na produção são a norma. Estamos no mesmo nível da Birmânia e da Belarus. Todas as violações às normas básicas em relação às nossas organizações estão documentadas.

A Central Sindical a qual nós somos filiados a nível nacional, a VKT – Confederação dos Trabalhadores de Toda Rússia, está preparando uma queixa à OIT. Nós estamos discutindo com os nossos parceiros na Europa e nas Américas a possibilidade de apoio a esta iniciativa. Estamos pedindo apoio a todas às Federações Globais às quais os sindicatos por ramo da nossa Central são filiados. Estamos pedindo a FITIM também. Os casos escandalosos de violação dos direitos básicos de trabalho por parte das companhias transnacionais e russas, a passividade dos orgãos do poder público devem ser conhecidos e receber a reação do movimento sindical internacional.

Não estamos nos queixando, estamos prontos para as lutas que vêm pela frente. Nestas lutas, cujo objetivo final é melhoria considerável da situação dos trabalhadores assalariados na Rússia, nós vamos utilizar todos os métodos legais e recursos disponíveis.

A solidariedade internacional dos trabalhadores, bem como a solidariedade sindical é componente necessário para o nosso desenvolvimento. Por isso nós estamos hoje junto com vocês na Federação Internacional dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica. Nós nos desenvolveremos e vamos desenvolver a nossa União Global para nos tornar uma organização democrática e combativa, motor da solidariedade sindical nas fábricas do ramos onde Trabalhamos.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:52 11/06/2009, de Curitiba, PR


ABI defende blog da Petrobras
O pré-sal tem que ser social
Clique aqui para ampliar
A Petrobras criou no início de junho de 2009 um blog chamado Fatos & Dados, onde apresenta o posicionamento da empresa sobre os fatos recentes e publica na íntegra todas as entrevistas dadas e/ou informações repassadas aos jornalistas que cobrem a empresa.

O blog gerou a ira dos ventríloquos jornalistas nacionais que criticaram a Petrobras por ferir a liberdade de expressão, o direito autoral, enfim, a mesma choradeira que acontece sempre quando seus patrões os mandam dizer que no Brasil só os donos dos meios de comunicação é que devem ser livres, pois é assim que eles entendem a liberdade de imprensa.

A Associação Brasileira de Imprensa, contudo, apoia a decisão da Petrobras e condena os jornalões que, em seu ímpeto lacerdista, udenista e, portanto, golpista, atacam tudo que não for iniciativa do DEM e do PSDB ao quais defendem, protegem e amam.

Leia a carta enviada pelo presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Maurício Azêdo, aos responsáveis pelo blog da Petrobras:

“A ABI considera legítima a decisão da Petrobras de criar um blog para divulgação das informações que presta à imprensa e especialmente aos veículos impressos, uma vez que as questões relativas ao seu funcionamento e aos seus atos de gestão interessam ao conjunto da sociedade, que não pode ficar exposta ao risco de filtragem das informações típica e inseparável do processo de edição jornalística. A empresa tem o direito de se acautelar, através das informações que difunde no blog, contra as distorções em que os meios de comunicação têm incorrido, como a própria ABI registrou em matéria publicada da edição de 31 de maio de um dos jornais que agora se insurgem contra o blog da empresa.

A criação do blog constituiu-se em instrumento de autodefesa da empresa, que se encontra sob uma barragem de fogo crítico disparado por vários veículos impressos. Não se poderá alegar que é assegurado à empresa o direito de resposta, uma vez que quando este for exercido a informação nociva já terá produzido afeitos adversos. Ademais, é conhecido principalmente dos jornalistas o tratamento que a imprensa concede tradicionalmente ao direito de resposta, se e quando o reconhece e o acata: a informação imprecisa ou inidônea é divulgada com um destaque e uma dimensão que não se confere à resposta postulada e concedida.

O presente confronto entre a empresa e alguns veículos de comunicação tem inegável cunho político, com favorecimento de segmentos partidários que se opõem ao Governo Lula. A Petrobras encontra-se, infelizmente, na linha de tiro do canhoneio contra ela assestado. Atacá-la com a virulência que se anota agora não faz bem ao País."

Rio de Janeiro, 9 de junho de 2009

Maurício Azêdo, Presidente
Enviada por Vera Armstrong, às 12:26 11/06/2009, de Curitiba, PR


Trabalhadores na VW e seu Comitê Nacional promovem campanha de Solidariedade ao Nordeste
Clique aqui para ver o cartaz da campanha no ABC
Os Trabalhadores nas 5 fábricas da VW no Brasil e seu Comitê Nacional promovem na semana de 15 a 20 de junho de 2009 uma grande campanha de Solidariedade aos companheiros e companheiras do Nordeste prejudicados pelas fortes chuvas e enchentes delas decorrentes.

Em cada uma das 5 unidades da VW no Brasil haverá postos de arrecadação onde os Trabalhadores poderão doar leite longavida , que se não resolve o problema dos atingidos, certamente ajudará a aliviar o sofrimento de milhares de companheiros e companheiras do Nordeste.
Enviada por Valdir Freire Dias, às 17:09 10/06/2009, de São Bernado do Campo, SP


Coletivo da Juventude da FEM-CUT propõe melhorias para os jovens trabalhadores
O Coletivo da Juventude da FEM-CUTSP debateu, na tarde de terça-feira, dia 9, na sede da CUT, um conjunto de propostas que poderão fazer parte das reivindicações da Campanha Salarial 2009. Participaram os membros do Coletivo representados pelos sindicatos metalúrgicos filiados à FEM e os trabalhos foram coordenados pelo assessor jurídico da Federação, Raimundo Oliveira.

Entre as propostas destacam-se “o incentivo à qualificação profissional”, que propõe à empresa que custeie parte do estudo de seus funcionários; “garantias ao empregado estudante”, que concedam, por exemplo, “abono de faltas ao empregado que prestar exames vestibulares, para tanto, o estudante terá que comunicar a empresa com no mínimo de 48 horas”.

Segundo o coordenador da Juventude da FEM-CUTSP, pasta ligada à Secretaria de Políticas Sociais, estas propostas ainda serão amadurecidas na próxima reunião do Coletivo, prevista para a próxima semana, mas são temas importantes para os jovens. “Estamos estudando mais contribuições para a Campanha Salarial e o nosso objetivo é ampliar as conquistas para os jovens metalúrgicos (as) que trabalham no nosso ramo”, frisou.

Plenária Estatutária

As contribuições da Juventude da FEM, incluindo as que foram apresentadas nas Plenárias Regionais, serão analisadas pela assessoria jurídica e depois serão submetidas à votação na Plenária Estatutária da FEM-CUT, que acontecerá, no dia 27 de junho, às 10h, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Neste ano, a Federação negociará a renovação, ampliação e melhoria de todas as cláusulas econômicas e sociais das Convenções Coletivas de Trabalho firmadas com as bancadas patronais das Montadoras, Grupo 2 (máquinas e eletrônicos), Grupo 3 (Autopeças, Forjaria e Parafusos), Grupo 8 (trefilação, artefatos de ferro, materiais ferroviários entre outros), Grupo 10 (funilaria, mecânica, material bélico entre outros), Fundição e Aeroespacial.

A Federação tem 13 sindicatos filiados que representam 280 mil metalúrgicos em todo o Estado de São Paulo, que têm datas-base de setembro (Montadoras, Aeroespacial, Fundição e Grupos 2, 3 e 8) à novembro (Grupo 10).

Fonte: FEM-CUT/SP
Enviada por Amanda Pacífico, às 15:15 10/06/2009, de Taubaté, SP


Ironia: 10 anos depois de passar a sacolinha, Brasil empresta dinheiro ao FMI
O presidente Lula disse hoje em uma entrevista à agência de informações Reuters que o Brasil fará um empréstimo de US$ 10 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em 1999, depois da crise russa, o Brasil do então presidente (sic) FHC e seu super-ministro Pedro Malan, batia de porta-em-porta no FMI, mendigando um empréstimo para tirar o país do fundo do poço, em uma das três vezes que eles quebraram o Brasil.

Em 2009, em plena crise financeira mundial (provocada por nada mais nada menos que os EUA) e governado por um ex-metalúrgico, o Brasil se dá ao luxo de emprestar dinheiro ao combalido Fundo Monetário Internacional, o mesmo FMI que ditou as regras a risca cumpridas pelo governo neoliberal do falso socialdemocrata FHC.

Tudo isso é no mínimo irônico. Prova cabal da incompetência e falta de seriedade dos mandatários do tucanato, entreguista e conservador.
Enviada por Sergio Bertoni, às 13:21 10/06/2009, de Curitiba, PR


Fiat compra Chrysler mas não leva!
A Chrysler e a Fiat concluíram nesta quarta-feira aliança global estratégica em que a montadora italiana terá 20% da nova fabricante de veículos norte-americana. O Tesouro norte-americano e o governo do Canadá terão participação de 8% e 2%, respectivamente na nova empresa

O contrato foi anunciado depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu ontem a venda da Chrysler a um grupo liderado pela montadora italiana Fiat, uma vitória para a montadora em concordata e para o governo do presidente Barack Obama.

O presidente da Fiat, Sergio Marchionne, será o presidente-executivo da nova companhia que começa a operar imediatamente e promete ser mais forte e mais competitiva. Vai sobrar para os Trabalhadores...

O acordo prevê que a Fiat não poderá ter uma participação majoritária na Chrysler até que todos os recursos de contribuintes usados para salvar a empresa do colapso sejam pagos.

Tritec

É no mínimo tragi-comica a situação da fábrica de motores instalada em Campo Largo no Paraná. Inicialmente Tritec era uma joint-venture que pertencia a Chrysler e a BMW. Com a fusão da Chrysler com a Damiler, rival da BMW, a empresa de Campo Largo passou a ser propriedade da DaimlerChrysler e foi deixada de lado até ser finalmente vendida em 2008 para a Fiat Power Train, a divisão de conjuntos de força (motor e câmbio) da Fiat. Desde então chama-se FPT e passa por uma série de reformas. Recentemente iniciou a montagem pré-série da nova linha de motores Fiat que equipará os modelos 2010 em diante da marca italiana.

E não é que, com o fechamento do acordo com a Fiat, a Chrysler mais uma vez volta a fazer parte da vida da FTP (ex-Tritec)???

Os únicos que se deram mal nesta história foram os Trabalhadores paranaenses contrados pela então Tritec e que aos poucos foram perdendo os empregos...
Enviada por Sergio Bertoni, às 13:03 10/06/2009, de Curitiba, PR


Jornada do MST garante conquistas para trabalhadores rurais
Uma comissão do MST participou, nesta terça-feira (09/06), de audiência do presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Rolf Hackbart, e recebeu o compromisso de que serão atendidas todas as demandas de cursos que já foram e serão apresentadas neste ano, por meio de destaque orçamentário.

Na segunda-feira, estudantes de escolas do campo – filhos de pequenos agricultores e assentados da reforma agrária do MST – fizeram uma jornada nacional de lutas com protestos em 16 estados, em defesa da educação pública e contra o corte de 62% no orçamento do Programa Nacional de Educação em Áreas da Reforma Agrária (Pronera). As superintendências do Incra seguem ocupadas em Alagoas, Bahia e São Paulo.

“Conseguimos uma importante vitória com a nossa jornada de luta, que garantiu conquistas concretas para os trabalhadores rurais que querem estudar”, avalia Edgar Kolling, que coordena o setor de educação do MST. “Tanto os cursos que estão em andamento quanto os novos cursos foram garantidos pelo Incra. Com isso, conseguimos a preservação do Pronera, que é resultado da demanda e mobilização histórica dos movimentos pela efetivação do direito a uma educação de qualidade nas áreas rurais“, afirma.

Na audiência, o Incra colocou que a retomada das parcerias para novos cursos, por meio de convênios, está parada por conta de acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU), que proibiu a realização de convênios para o estabelecimento de cursos e instituiu que este processo seja feito via licitação. “O TCU quer inviabilizar o Pronera, o acesso dos pobres do campo a uma educação diferenciada. Avaliamos que esta foi uma decisão eminentemente política, porque não se pode tratar educação como mercadoria, como algo comercializável”, comenta Kolling.

O Incra se comprometeu ainda a estudar novas formas de viabilização de parcerias e as apresentará à Comissão Nacional do Pronera, que se reunirá em julho, para tomar a decisão final sobre o assunto.

Protestos pelo país

Em Alagoas, cerca de 2.000 trabalhadores rurais de diferentes regiões continuam a ocupação da superintendência Regional do Incra, na praça Sinimbu, Centro de Maceió.

Na Bahia, cerca de 200 estudantes de movimentos sociais do campo permanecem na superintendência regional do Incra, em Salvador.

Em São Paulo, cerca de 400 Sem Terra ocuparam o prédio da superintendência regional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), na capital do estado, e devem sair ainda hoje.

No Ceará, 800 trabalhadores rurais saíram da superintendência regional do Incra, em Fortaleza, e fizeram um protesto na frente do palácio do governo do Estado, onde estão acampados em defesa da Reforma Agrária.

Depois das ocupações, a maioria dos prédios do Incra foram desocupados ainda na segunda-feira, como em Teodoro Sampaio (SP), Marabá (PA), Recife e Petrolina (PE), Goiás (GO), Teresina (PI), Chapecó (SC), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Curitiba (PR) e Mossoró (RN).

Também aconteceram protestos em Porto Velho (RO), Porto Alegre (RS), Cuiabá (MT). No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, foram realizadas audiências com as superintendências estaduais do Incra.
Enviada por MST, às 11:28 10/06/2009, de São Paulo, SP


Justiça liberta camponeses presos em Belém
Após manter quatro integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) presos por 44 dias, a Justiça paraense concedeu na segunda-feira (08) habeas corpus aos trabalhadores, que participavam de um protesto no canteiro de obras da hidrelétrica de Tucuruí

por Michelle Amaral da Silva

A Justiça do Pará concedeu habeas corpus, nesta segunda-feira (08), a quatro integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) que estavam presos em Belém (PA) desde o dia 26 de abril.

Os trabalhadores foram detidos dois dias após uma ocupação nos arredores das eclusas da usina hidrelétrica de Tucuruí.

Acampados, pescadores e atingidos pela barragem reivindicavam o avanço das negociações com a Eletronorte, empresa responsável pela obra, e faziam um protesto contra a violência no campo.

Inicialmente, 18 camponeses foram presos e levados à capital paraense (entre eles duas mulheres e um homem com mais de 70 anos). No dia 15 de maio, 14 deles foram libertados, mas quatro continuavam presos, sob a alegação de que seriam lideranças do MAB.

Para pressionar pela libertação dos agricultores, cerca de 200 atingidos permaneceram acampados próximos às eclusas, em vigília. Um ato em solidariedade aos povos amazônicos em Brasília, organizado pelo Movimento Amazônia para Sempre e pelas comissões de Mudanças Climáticas, Meio Ambiente e Direitos Humanos do Senado no mês passado, também pedia a liberdade dos trabalhadores detidos.

Durante a atividade no Senado, lideranças dos atingidos relatavam que os camponeses presos apresentavam sintomas de depressão por causa das péssimas condições de alimentação e de tratamento que recebiam no presídio.

A libertação dos agricultores, para o MAB, foi "fruto de uma grande ação de solidariedade que pressionou as autoridades responsáveis na certeza que a luta destes trabalhadores é justa e legítima", afirmou o movimento em nota.

O reconhecimento dos direitos dos atingidos pela barragem de Tucuruí é uma luta antiga dos camponeses da região. Vinte e cinco anos após a construção da obra, muitas famílias não receberam qualquer indenização e moram em favelas próximas às obras, sem energia elétrica e outros direitos básicos de infraestrutura.
Enviada por Brasil de Fato, às 11:26 10/06/2009, de São Paulo, SP


Aprovação do presidente Lula é de 80%, diz pesquisa CNI/Ibope
Nível é 2% acima do registrado em março. Governo é ótimo ou bom para 68% dos entrevistados

A aprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de 80% de acordo com a pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta terça-feira (9).

Para 68% dos entrevistados o governo Lula é ótimo e bom. São 76% os brasileiros que confiam no presidente, segundo a pesquisa.

O nível de aprovação ao presidente se recupera depois de cair para 78% em março e retorna aos mesmos 80% registrados em setembro de 2008, antes do estouro da crise financeira internacional.

Em dezembro do ano passado, Lula alcançou a sua maior aprovação na série da pesquisa Ibope, com aprovação de 84%.
Enviada por CNM-CUT, às 11:21 10/06/2009, de São Paulo, SP


Movimentos sociais e parlamentares unidos em defesa da Petrobras
O pré-sal tem que ser social
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Trabalhadores participam de ato na Assembleia Legislativa de São Paulo

Centenas de militantes dos movimentos sindical e social somaram-se a deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores, no último dia (8), realizando um vibrante ato público na Assembleia Legislativa de São Paulo em defesa do pré-Sal, da Petrobrás e contra as privatizações.

Iniciativa das bancadas do PT na Assembleia, na Câmara dos Deputados e na Câmara Municipal de São Paulo, a manifestação lotou o auditório Franco Montoro e serviu de pré-aquecimento à grande mobilização convocada para o próximo dia 19, em frente ao prédio sede da Petrobrás na avenida Paulista.

"Nacionalismo e patriotismo são duas palavras que os tucanos tentaram apagar do dicionário, mas que hoje o Brasil traz à baila na campanha em defesa da Petrobrás e da nossa soberania, que estão sendo atacadas pelos entreguistas", declarou o líder petroleiro Antonio Carlos Spis, que representou a CUT Nacional no evento. Spis lembrou que não é de hoje que PSDB e DEM (ex-PFL) atuam para inviabilizar a empresa, com o objetivo de privatizá-la. "Os que hoje investem na CPI são os mesmos que no governo Fernando Henrique aprovaram uma lei criminosa em 1997 contra o monopólio estatal e a Petrobrás. O que está por trás desta ação da direita e da mídia é impedir a mudança do marco regulatório, que precisa ser feita para garantir que as imensas riquezas do pré-Sal, verdadeiros lingotes de ouro, sejam destinadas ao desenvolvimento do país, em políticas sociais que beneficiem o povo brasileiro", acrescentou.

Um elemento que deve servir de reflexão, alertou, é que esta gigantesca reserva energética colocará o Brasil no mesmo patamar energético da Arábia Saudita. "Não se sabe se são 70 bilhões de barris de petróleo, 200 bilhões de barris, se é um único lençol que vai do Espírito Santo até Santa Catarina, ou se são vários lençóis separados. O fato é que se for um lençol só, de qualquer plataforma dessas que continuam sendo leiloadas, as multinacionais poderão tirar tudo. Por isso precisamos proliferar ações como essa, pois o petróleo é nosso, não dos estrangeiros!", enfatizou Spis, sob aplausos.

O presidente da CUT-SP, Adi dos Santos Lima, fez um paralelo entre a ação devastadora levada a cabo pelos tucanos no Estado de São Paulo e a voracidade com que tentam emplacar a CPI da Petrobrás contra os interesses nacionais. "Assim como em São Paulo o PSDB tem uma lista de 18 empresas estatais como alvo para serem privatizadas, querem colocar a Petrobrás na fila da entrega. Mas cresce a mobilização contra esta política, pois o fato é que todo o mundo está vendo o que ela significa: quanto menor o Estado, mais ausente ele estará da vida das pessoas, principalmente da população que mais necessita", acrescentou Adi.

O líder do PT na Assembleia, deputado Rui Falcão, denunciou o real objetivo da CPI contra a Petrobrás, lembrando que os que a pediram, anos atrás, "investiram militarmente, furiosamente contra os petroleiros, pois queriam privatizá-la". "No momento em que a empresa dá um grande salto com o pré-Sal, quando se impõe a necessidade de um novo marco regulatório, os parlamentares do PSDB e do DEM usam a CPI como ameaça", condenou Rui Falcão, destacando a importância econômica da empresa, que é um dos motivos de o Brasil não ter sido muito afetado pela atual crise mundial.

O dirigente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Aparecido Pires de Morais afirmou que, cada vez mais, "o tucano é uma ave de rapina que não merece o respeito do povo brasileiro". "Com o pré-Sal, o Brasil estará entre os maiores produtores de petróleo do mundo, o que significa saúde digna e decente, educação de qualidade, mais desenvolvimento, salário e emprego. Os que atacam a Petrobrás fazem o jogo sujo das multinacionais", frisou.

Representando a Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), disse que assim como o governo estadunidense abandonou o discurso anterior da "globalização" e interviu para tomar o controle da GM e proteger o aço do país da concorrência estrangeira, "chegou a hora de, dentro de uma visão nacional, aqui no Brasil, defendermos os nossos interesses e a nossa soberania".

Em nome da União Geral dos Trabalhadores, Avelino Garcia Filho, ressaltou a importância da unidade demonstrada pelas centrais sindicais no ato para a vitória contra os entreguistas: "estamos integralmente nesta campanha de luta em defesa da Petrobrás e do patrimônio dos brasileiros".

Entre outras lideranças, estiveram presentes os deputados estaduais Vicente Cândido, José Candido, Beth Sahão, Adriano Diogo, Carlinhos Almeida, Roberto Felício (todos do PT) e Pedro Bigardi (PCdoB), os deputados federais Carlos Zarattini e José Genoíno (PT), Nataniel Braia (Partido Pátria Livre), além de vereadores da capital e de diversas cidades do interior. Também marcaram presença inúmeras lideranças comunitárias.

Fonte: CUT
Enviada por CNM-CUT, às 11:16 10/06/2009, de São Paulo, SP


Weg: negociações estão paradas e empresa pressiona sindicato
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica de Jaraguá do Sul decidiu na semana passada suspender as negociações que mantinha com a Weg sobre a proposta por ela apresentada para reduzir salários e jornada de trabalho de sete mil funcionários do setor de motores.

Por enquanto, os trabalhadores recebem salário integral

Em nota a CUT afirmou que "A Weg de Jaraguá do Sul volta a pressionar os trabalhadores para manter suas margens de lucros às custas do empobrecimento dos que define colaboradores".

Dos 23 diretores do sindicato, 17 são Trabalhadores na Weg e conhecem muito bem a realidade no chão de fábrica.

Vilmar Garcia, presidente do Sindicato disse que "Não há motivos para redução de jornada e salário. Tem gente trabalhando aos sábados e domingos"

A própria Weg, que havia cancelado em maio um acordo fechado em abril afirmou então que o ritmo de produção de motores para lavadoras de roupas se recuperou após a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e está acima do observado em 2008. “No atual cenário, precisamos aproveitar todas as oportunidades de negócios, atendendo os clientes com rapidez”, declarou o diretor-presidente da WEG, Harry Schmelzer Junior.

Agora a WEG volta a carga e não aceita nenhuma das contrapropostas apresentadas pelo sindicato, mostrando claramente que é ela quem não quer negociar, mas sim enfiar goela abaixo a decisão de sua cúpula. "A empresa só tem uma visão. A proposta que ela colocou", afirmou Vilmar.

Mais uma vez os patrões dão uma de espertos e tentam usar a crise para aumentar a flexibilização e precarização do trabalho e reduzir custos de produção.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:05 10/06/2009, de Curitiba, PR


Crise: Especialistas erram de novo!
Especialistas? Quem são?

Certamente são pessoas muito bem pagas que só sabem fazer uma coisa: Errar! Pelo menos tem sido assim nos campos da economia mundial e nacional.

Os tais "especialistas" - sempre citados quando um jornalista quer emitir opinião, mas não tem coragem de fazê-lo abertamente - são mestres no desastre e na divulgação dos interesses de determinados grupos. Esta junção jornalista com "especialista" só serve para disseminar pânico ou puxar o saco de partidos e governos neo-liberais de acordo com o momento vivido.

Enquanto algumas pessoas de bom senso e visão estratégica de futuro afirmavam que o neo-liberalismo levaria o mundo a falência, os "especialistas" afirmavam que não! Faziam apologia ao sistema e festejavam a "competência" capitalista. Davam notas de riscos a países e interviam fortemente nos mercados que mais lhe interessavam.

Quando o castelo de carta neo-liberal ruiu, levando consigo empresas e instituições bem cotadas nas "avaliações de risco", eles pregaram a desgraça total, o fim do mundo. Aqui no Brasil festejaram a crise, torcendo pela morte do terrível exemplo para a classe Trabalhadora. Imaginem só e os trabalhadores se dão conta de que podem governar o país indefinidamente? Certamente colocarão outros e outros de sua classe depois de Lula. Enfim, previram ideologicamente o fim do Brasil e se deram mal.

Os dados do IBGE -Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que o consumo da famílias brasileiras aumentou 0,7% no primeiro trimestre de 2009. Na comparação com os três primeiros meses de 2008, o consumo das famílias teve alta de 1,3%, fazendo com que a economia brasileira não sofresse tanto com a crise gerada nos EUA, antro da especulação capitalista neo-liberal.>/P> Os dados comprovam o que sempre afirmamos aqui: o consumo popular e o mercado interno estão mantendo a economia brasileira viva. A Classe Trabalhadora acredita em seu potencial, consome e faz com que a crise seja uma marolinha comparada com o que está acontecendo pelo mundo afora.

Os dados mostram também que os "especialistas" erram ao focar-se somente nos interesses dos grupos econômicos aos quais estão vendidos. Os grupos econômicos, por sua vez, erraram por terem desacelerado brutalmente sua atividade econômica e parado de comprar. O comércio entre empresas, de matérias-primas e insumos, o consumo empresarial teve uma forte queda, mas o consumo familiar não.

Se a economia dependesse somente dos ricos, já estaríamos todos afundados na crise. E se ela fosse uma ciência exata, também.

Os "especialistas" e os jornalistas erram porque se esquecem que a economia é uma ciência humana e como toda ciência humana está sujeita às mais distintas variações, às mais distintas reações subjetivas dos sujeitos de todas as relações socio-econômicas, os seres Humanos, que por sorte não são máquinas nem facilmente programáveis como desejariam os ditadores e autoritários de todas as espécies...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:49 10/06/2009, de Curitiba, PR


Peru: Central Sindical convoca manifestação em defesa dos povos amazônicos e contra o governo
A Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru - CGTP - convocou para a próxima quinta-feira, 11.06, uma "Jornada Nacional de Luta", em resposta à violência na Amazônia provocada pelo governo de Alan García

A dura troca de acusações entre o governo de Alan García e lideranças indígenas e a convocatória da marcha sindical em Lima compuseram o quadro de tensão no Peru, dias após confronto entre policiais e manifestantes que deixou ao menos 50 mortos no norte do país.

O movimento indígena reivindica a revogação de leis pró-investimento na Amazônia peruana e por isso foi covardemente atacado pelas tropas policiais que defendem a elite branca e a destruição do meio-ambiente.

Ativistas indígenas dizem que, segundo o estabelecido no decreto 1090, mais 45 milhões de hectares estarão disponíveis para atividade econômica (60% da floresta peruana), porque reduz a área de proteção florestal no país e esboça um amplo plano de regulação do investimento na Amazônia. A norma também contraria a legislação internacional adotada pelo Peru. As comunidades indígenas não foram consultadas.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ligada à OEA (Organização dos Estados Americanos), condenou "energicamente" a violência que se desatou durante ação de desbloqueio de uma estrada próxima à cidade de Bagua, a 1.400 km de Lima. A CIDH instou o Estado peruano a "esclarecer judicialmente os episódios" e alertou quanto ao uso desproporcional das forças de segurança.

Nicarágua concede asilo político a líder indígena peruano

O governo da Nicarágua concedeu nesta terça-feira, 09.06.09, asilo político ao líder indígena peruano Alberto Pizango, que se viu obrigado a deixar seu país depois que o governo de Alan Garcia ordenou sua prisão, acusando-o de ter organizado os protestos indigenas em defesa de suas terras e seus direitos ancestrais.

Guatemaltecos solidários a luta dos povos indígenas peruanos

A Coordenação Nacional das Organizações Camponesas - CNOC - de Guatemala repudiou as ações repressivas do governo Alan Garcia contra os indígenas amazônicos.

"Rechaçamos os atos do governo peruano e as graves violações ao direitos humanos contra a comunidade indígena do referido país", afirma o comunicado da CNOC.

Também "condena e repudia a forma de agir do governo Alan Garcia por iniciar a repressão violenta contra os irmãos civis da Amazônia".
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:29 09/06/2009, de Curitiba, PR


Está no ar o novo site da Comissão Nacional Pró Conferência
Está no ar o novo site da Comissão Nacional Pró Conferência (CNPC), no endereço www.proconferencia.org.br. O portal já está recebendo cadastros e atualizações sobre a organização da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), programada para acontecer entre 1º e 3 de dezembro.

O objetivo do novo site é fornecer informações diárias sobre as mobilizações da sociedade e propiciar um espaço de diálogo e troca de informações entre os interessados em participar do processo. Também serão disponibilizados todos os documentos oficiais da I Confecom, como decretos, portarias, regimento interno e resoluções da Comissão Organizadora.

Para potencializar a articulação do movimento social em todo o Brasil, cada Comissão Estadual terá um login e senha e poderá atualizar suas agendas diretamente no site. Também há espaço reservado para informações sobre as entidades e os contatos de cada estado. Notícias, áudios, vídeos, fotos e publicações sobre a Conferência também poderão ser enviadas para nacional@proconferencia.org.br, ganhando visibilidade no site. Todo material contribuirá para esclarecer, divulgar e intensificar o preparo para o debate da I Confecom.

Organização - O site está dividido nos seguintes blocos de acesso: Conferência, Quem somos, Comissões Estaduais, Notícias, Agenda, Você Debate e Multimídia, Movimento. Na parte de Conferência estarão disponíveis os principais documentos publicados pelo Executivo Federal e pela Comissão Organizadora. Na seção Comissões Estaduais serão atualizados os contatos dos representantes locais para conhecimentos das demais pessoas. Notícias e Agenda trará informações e dados sobre eventos nacionais e estaduais elaborados para debates e discussões. Discussões estas que poderão ser estendidas em conversas no espaço Você Debate. A parte Multimídia apoiará o processo de troca de informações disponibilizando materiais em vídeo, áudio e fotografias sobre temas e eventos pertinentes à Conferência.

Uma novidade do site é a seção Mobilize, em que cada internauta poderá convidar outras pessoas a se envolver no processo por meio do site. Lá, será disponibilizado um banner que blogueiros ou mantenedores de sites poderão utilizar, como forma de declarar seu apoio e contribuir para a mobilização.

Conheça e acesse: www.proconferencia.org.br
Enviada por Amanda Pacífico, às 17:17 09/06/2009, de Taubaté, SP


Yeda tem a pior avaliação entre os governadores, 70% defendem impeachment
51% dos gaúchos considera a administração ruim ou péssima; servidores públicos realizam vigília para pressionar por CPI

Por Michelle Amaral da Silva

A gestão da governadora Yeda Crusius (PSDB) no Rio Grande do Sul foi considerada ruim ou péssima por 51% por cento da população de acordo com uma pesquisa do Datafolha divulgada quarta-feira (dia 3). Em março, na última avaliação do Instituto, esse índice era de 49%.

Segundo a pesquisa, 57% por cento dos gaúchos disseram acreditar em corrupção no governo estadual e 70% defendem o impeachment de Yeda. Já o percentural de pessoas favoráveis à abertura de uma CPI para apurar se a governadora está envolvida nos casos de corrupção é ainda maior, 88%.

Yeda obtém, assim, o índice de reprovação mais alto já registrado por um governador desde que o Datafolha iniciou seus trabalhos. Até então, o recordista era o ex-governador de Santa Catarina, Paulo Afonso (PMDB), com 48% de ruim e péssimo, em dezembro de 1998.

Vigília

Nesta semana, servidores públicos gaúchos realizam uma vigília na Praça da Matriz em Porto Alegre para pressionar a Assembleia Legislativa pela instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção, que investigaria as denúncias de irregularidades do governo Yeda.

Os trabalhadores colocaram, em frente ao prédio da Assembleia, cartazes dos 16 deputados que já assinaram o requerimento da CPI e realizaram visitas aos deputados que ainda declaram estar em dúvida a respeito da necessidade de investigações. Ainda faltam três assinaturas. A aposta dos servidores é na bancada do PDT, que ainda tem três deputados que não assinaram o requerimento.

A vigília também foi marcada pela truculência dos seguranças da Assembleia Legislativa, que tentaram impedir o protesto. De acordo com os trabalhadores, os seguranças arrancaram e rasgaram os cartazes e as faixas pendurados nas grades da esplanada, que fica do lado externo do prédio.
Enviada por Brasil de Fato, às 15:02 09/06/2009, de São Paulo, SP


Contrato de gestão revela que há margem para acabar com arrocho salarial dos servidores
A apresentação do contrato de gestão de Beto Richa na semana passada expôs uma série de contradições com as quais a administração terá que lidar. A que mais chama a atenção dos diretores do Sismuc é a economia feita pela prefeitura durante este ano. Segundo informações do secretário de finanças Luiz Eduardo Sebastiane, divulgadas em matéria da página da prefeitura, a economia prevista pelo plano não foi de 15, mas de 18%, algo próximo de R$ 158 milhões.

A informação surpreendeu os diretores do sindicato, porque significa que os argumentos utilizados pela administração de que não seria possível recuperar as perdas salariais de 14,6%, por conta da crise econômica ou dos limites financeiros da prefeitura não são válidos. “Para os servidores, o que fica é a certeza de que existe margem para garantir melhores condições de trabalho para os servidores”, diz a presidente do Sismuc Irene Rodrigues. Nesse caso, a decisão em não garantir um salário melhor para os funcionários seria uma opção da atual administração e não uma condição.

Os dados também apontam um lastro entre a folha de pagamento e os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo o secretário Sebastiane, os gastos com pessoal correspondem a 39% do orçamento municipal, neste ano, enquanto que o limite prudencial da LRF é de 51,3%. Ou seja, nem mesmo o argumento de respeito à lei seria um impeditivo para que a recuperação salarial ou o auxílio-alimentação fosse concedido a todos os servidores.

Essas informações reacendem o debate em torno das questões econômicas reivindicadas pelos servidores durante a campanha desenvolvida neste ano. Conforme compromisso assumido em mesa de negociação, pela administração, em julho os dois lados voltam a se reunir para discutir questões pendentes, entre elas as perdas salariais da categoria. O saldo positivo nas finanças da prefeitura demonstram que a crise não só não atingiu as contas do município, como os efeitos foram exatamente o contrário daquilo que havia sido previsto pela administração.

Fonte: Imprensa Sismuc
Enviada por SISMUC, às 14:42 09/06/2009, de Curitiba, PR


MST faz protestos em 15 estados em defesa da educação nas áreas de reforma agrária
Estudantes de escolas do campo – filhos de pequenos agricultores e assentados da reforma agrária do MST – fazem jornada nacional de lutas com manifestações em todo o país em defesa da educação pública e contra o corte de 62% no orçamento do Programa Nacional de Educação em Áreas da Reforma Agrária (Pronera), nesta segunda-feira (08/06).

Foram realizados protestos em 15 estados, com a ocupação de 13 superintendências do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), responsável pela execução do Pronera, que tem a missão de promover o acesso à educação formal em todos os níveis aos trabalhadores das áreas de Reforma Agrária, desenvolvendo ações de alfabetização; ensino fundamental e médio; cursos profissionalizantes de Nível Médio, Superior e Especialização (leia abaixo o manifesto da jornada).

"A continuidade das ocupações e dos protestos dependem do resultado das negociações com o Incra", afirma o integrante da direção nacional do MST, Edgar Kolling, que coordena o setor de educação. Na manhã desta terça-feira, às 10h, uma comissão se reúne com o presidente do Incra, Rolf Hackbart, para apresentar a pauta. "Esperamos que o Incra se posicione em favor da educação do campo, para que se assegure a milhares de jovens e adultos de áreas rurais o acesso à educação formal", completa.

A audiência ocorrerá na sede do Incra (Setor Bancário Norte, Edifício Palácio do Desenvolvimento), em Brasília. Será discutida a recomposição do orçamento do Pronera, a regularização do pagamento dos coordenadores e professores que trabalham nos cursos nas universidades e a retomada das parcerias para novos cursos, através de convênios ou destaque orçamentário.

"O corte no orçamento do Pronera é um grande retrocesso e caminha na contramão das necessidades dos trabalhadores rurais. Precisamos fortalecer o programa, que atende justamente aos camponeses, que foram historicamente excluídos do acesso a educação no nosso país", avalia Edgar.

Protestos pelo país

Em Alagoas, cerca de 2.000 trabalhadores rurais de diferentes regiões ocuparam a superintendência Regional do Incra, na praça Sinimbu, Centro de Maceió. Em São Paulo, cerca de 400 Sem Terra ocuparam o prédio da superintendência regional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), na capital do estado. Cerca de 150 pessoas ocuparam a sede do Incra em Teodoro Sampaio.

Em Goiânia, 400 trabalhadores rurais ocuparam a superintendência regional do Incra em Goiana.

No Ceará, 400 trabalhadores rurais ocuparam a superintendência regional do Incra em Fortaleza.

No Piauí, 350 trabalhadores rurais ocuparam a superintendência do Incra, em Teresina.

Em Santa Catarina, 250 estudantes das escolas de ensino médio e fundamental dos assentamentos da Reforma Agrária fizeram uma caminhada da praça central da cidade de Chapecó até o Incra, que foi ocupado. Os estudantes solicitam uma audiência para apresentar os pontos de reivindicação.

Na Bahia, cerca de 200 estudantes de movimentos sociais do campo ocuparam a superintendência regional do Incra, em Salvador. A ocupação está prevista para durar três dias.

Em Minas Gerais, 200 educandos ocuparam a superintendência regional do Incra, em Belo Horizonte.

Em João Pessoa, 200 educandos fazem manifestação na superintendência regional do Incra, na Paraíba.

Em Marabá, 150 trabalhadores rurais ocuparam a sede do Incra, no Pará.

Em Pernambuco, estudantes e formados em cursos do Pronera ocuparam as sedes do Incra em Recife e Petrolina.

No Paraná, cerca de 500 trabalhadores rurais fazem uma mobilização em frente à superintendência Regional do Incra em Curitiba.

Em Porto Velho, 300 pessoas estão acampadas no pátio na parte de fora do Incra de Rondônia. No Rio Grande do Sul, filhos de pequenos agricultores e assentados da reforma agrária fizeram protesto em frente à superintendência do Incra, em Porto Alegre.

No Mato Grosso, estudantes do Pronera fazem vigília em frente ao Incra em Cuiabá.

No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, foram realizadas audiências com as superintendências estaduais do Incra, quando o Movimento apresentou a pauta de reivindicação da jornada em relação ao Pronera e à educação do campo.

Sobre o Pronera

O Pronera é uma conquista dos movimentos sociais do campo que lutam pela Reforma Agrária no Brasil, resultado da demanda desses movimentos pela efetivação do direito constitucional a uma educação de qualidade, que atenda as suas necessidades sócio-culturais.

De 1998 a 2002, o Pronera foi responsável pela escolarização e formação de 122.915 trabalhadores (as) rurais assentados (as). De 2003 a 2008, promoveu acesso à escolarização e formação para cerca de 400 mil jovens e adultos assentados.

Por meio de metodologias específicas, que consideram o contexto sócio-ambiental e as diversidades culturais do campo, bem como o envolvimento das comunidades onde estes trabalhadores rurais residem, o Pronera buscar fortalecer o mundo rural como território de vida em todas as suas dimensões: econômicas, sociais, ambientais, políticas culturais e éticas.

Segundo estudo da organização Ação Educativa ("Programa Nacional de Educação em Reforma Agrária em Perspectiva - dados básicos para uma avaliação"), em pleno século XXI as populações do campo permanecem marginalizadas do processo de escolarização, com acesso restrito mesmo à educação básica.

Quando existe, a escola do campo é, na maioria das vezes, uma escola isolada, de difícil acesso, composta por uma única sala de aula, sem supervisão pedagógica, e que segue um currículo que privilegia uma visão urbana da realidade. "A má qualidade da educação produzida nessas condições reforça o imaginário social perverso de que a população do campo não precisa conhecer as letras ou possuir uma formação geral básica para exercer seu trabalho na terra", diz o estudo.

Abaixo, leia o manifesto da jornada.

MANIFESTO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO DO CAMPO

Nós, trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra de todo o país, estamos mobilizados para defender a educação do campo e o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), uma conquista histórica dos movimentos sociais que lutam pela Reforma Agrária no Brasil.

O PRONERA é um programa do governo federal que promove o acesso à educação formal aos trabalhadores e às trabalhadoras das áreas de Reforma Agrária, desenvolvendo ações de Educação de Jovens e Adultos (EJA), Cursos Profissionalizantes de Nível Médio, Superior e Especialização, por meio de metodologias específicas que consideram a realidade do campo e o envolvimento das comunidades onde vivem estes trabalhadores rurais. De 2003 a 2008, cerca de 400 mil jovens e adultos assentados já foram escolarizados através do programa, e atualmente 17.478 mil estão em processo de educação formal, pública e de qualidade.

Agora, o governo tenta retirar dos camponeses e camponesas esse direito conquistado, e já proibiu o pagamento de bolsas aos professores das universidades que desenvolvem os cursos e a realização de novos convênios, além de ter cortado 62% do orçamento previsto para o programa.

Diante desse grave quadro, exigimos do governo federal:

- A recomposição do Orçamento do PRONERA;
- A regularização do pagamento dos coordenadores e professores que trabalham nos cursos nas universidades;
- A retomada das parcerias para novos cursos, através de convênios ou destaque orçamentário. .
Enviada por MST, às 14:35 09/06/2009, de São Paulo, SP


Adiada decisão sobre retirada unilateral do Brasil da Convenção 158 da OIT
O julgamento sobre denúncia da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que protege o trabalhador contra a demissão arbitrária, teve sua conclusão adiada mais uma vez. A ministra Ellen Gracie pediu vista da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1625 ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

As entidades contestam o Decreto federal 2.100/96 do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, no qual informa a retirada do Brasil do acordo internacional relativo ao término da relação de trabalho por iniciativa do empregador.

Alegam as entidades que um ato unilateral do presidente da República relativo a tratado internacional fere o artigo 49, I, da Constituição Federal, que trata das competências do Congresso Nacional.

Voto Vista

O julgamento de hoje começou com a apresentação do voto vista do ministro Joaquim Barbosa que abriu uma nova vertente no julgamento do caso. O ministro se pronunciou no sentido de julgar totalmente procedente a ação da Cut e da Contag para declarar inconstitucional o decreto presidencial que excluiu a aplicabilidade no Brasil da Convenção 158 da OIT.

Na avaliação de Joaquim Barbosa, da mesma forma que um acordo internacional para vigorar no Brasil precisa ser assinado pelo presidente da República e submetido à ratificação do Congresso Nacional, a extinção desse tratado deve passar pelo mesmo processo. Caso contrário, disse o ministro, há violação [formal] do texto constitucional, uma vez que o processo legislativo não foi respeitado.

Joaquim Barbosa, afirmou que na Constituição brasileira não há norma sobre ‘denúncia de tratado’, mas observou que um acordo internacional tem força de lei e que no Brasil nenhum ato com força de lei vigora sem a anuência do Parlamento. O ministro citou como exemplo as medidas provisórias que são editadas pelo poder Executivo, mas dependem de apreciação do Legislativo.

Parcial procedência

O relator da matéria, ministro Maurício Corrêa (aposentado) e o ministro Carlos Ayres Britto, inicialmente votaram pela procedência parcial da ação movida pela Contag e Cut. O julgamento começou em outubro de 2003 e nele os ministros defenderam que, assim como o Congresso Nacional ratifica os tratados internacionais, também tem o poder de decidir sobre a extinção deste tratado, por meio de decreto legislativo.

Assim, ambos os ministros haviam decidido que o decreto presidencial em questão deve ter interpretação conforme o artigo 49, inciso I da Constituição Federal, de forma a condicionar a denúncia da Convenção 158 da OIT ao referendo do Congresso Nacional.

Improcedência

Já em julgamento realizado em março de 2006, o ministro Nelson Jobim (aposentado) votou pela total improcedência da ação e a manutenção do decreto presidencial que denunciou a convenção 158 da OIT. Na avaliação de Jobim, a denúncia de tratado internacional é feita unilateralmente pelo presidente da República que é o órgão que representa o país na ação e independe da apreciação do Congresso Nacional.

Denúncia

Quando um tratado internacional é firmado, como no caso da Convenção 158 da OIT, os países signatários têm um prazo para ratificar o acordo e também para contestá-lo. Ao apresentar uma denúncia, o país denunciante informa e torna público que a partir de uma determinada data aquele tratado deixará de vigorar internamente, ou seja, que houve rompimento do tratado.

No decreto contestado, o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, informa que a partir de 20 de novembro de 1997 a Convenção 158 da OIT deixaria de ser cumprida no Brasil. A convenção foi adotada em Genebra (Suíça) em junho de 1982 e é relativa ao término da relação de trabalho por iniciativa do empregador – chamada de demissão arbitrária.

Fonte: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=109132
Enviada por Ubirajara Freitas, às 14:28 09/06/2009, de Belo Horizonte, MG


Curitiba: o cartel dos postos de combustíveis age outra vez
Só para variar, o cartel dos postos de Curitiba entrou em ação e os preços dos combustíveis em Curitiba aumentaram.

É uma maravilha ver como funciona a "livre" concorrência nesta cidadezinha que se pensa de primeiro mundo. O movimento começou na semana passada, quando alguns postos com bandeira BR aumentaram o preço do álcool de R$ 1,10-1,20 para R$ 1,50 e da Gasolina de R$ 2,30 para R$ 2,60.

A senha para o aumento foi divulgada na Rádio CBN de Curitiba. Na matéria afirmava-se que os preços subiriam devido ao dissídio coletivo dos frentistas. Na maior cara de pau, colocaram a culpa nos frentistas, que mal conseguiram recuperar as perdas inflacionárias.

Continuando com a desfaçatez, o já famoso "não estou nem aí para a opinião pública", bastou o Governo Federal e a Petrobrás anunciarem a redução nos preços dos combustíveis para que praticamente todos os postos de combustíveis da cidade aumentassem o preço na bomba, uniformizando por cima os valores pagos pelo consumidor. É difícil encontrar um posto de combustível que esteja vendendo o litro de álcool abaixo de R$ 1,50 e o da gasolina abaixo de R$ 2,50.

É comum o cartel atuar às vésperas de feriado e estabelecer um preço único, como se ainda vivêssemos na época do controle central de preços, quando o governo ditava o valor a ser cobrado na bomba. Isso acabou, mas o cartel dos postos faz de tudo para que não haja concorrência. Liberais e capitalistas, eles na prática negam seus princípios. E a conservadora e pacata sociedade curitibana continua abastecendo seus veículos e enchendo os bolsos de inescrupulosos comerciantes.

A coisa é descarada e a fazem porque sabem que nem o governo municipal, nem o estadual, nem o federal nada fazem. Os donos de postos sabem que podem agir assim porque ninguém os punirá. Atuam como organizações criminosas que contam sempre com a impunidade, a morosidade da justiça, a passividade da população e falta de fiscalização dos orgãos competentes.

Onde está o Ministério Público, seja ele estadual ou federal? Onde está a polícia? O Procon? A ANP? Onde está o estado de direito? Onde estão as instituições que deveriam investigar o caso, defender os interesses dos consumidores e punir aqueles que formam cartéis, de acordo com a nossa Constituição?

Não estão e por isso os caras deitam e rolam. Fazem o que querem porque alguém tem medo, muito medo mesmo, de mexer com os carinhas.

E se uns carinhas se sobrepõem às leis e às instituições estabelecidas, podemos dizer que não há um estado de direito, nem democracia em Curitiba. Mas... seria só nesta cidade?

Se liga Brasil, Democracia se faz com povo!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:31 09/06/2009, de Curitiba, PR


Foro Social en las Maquiladoras
Las políticas neoliberales y acuerdos comerciales han llevado a la industria al colapso total y por consiguiente a la pérdida de millones de empleos a nivel mundial. Durante los quince años del TLCAN, las exportaciones de México hacia los Estados Unidos se incrementaron tanto en los productos como en las personas.

La pequeña y mediana industria fue desmantelada y desplazadas por las multinacionales las cuales importan la mayoría de su materia prima de sus propios proveedores, en lugar de consumir materia prima mexicana.

Este modelo económico no ha sido capaz de generar empleos para retener la fuerza laboral en el país, sino todo lo contrario.

Casi medio millón de personas al año están emigrando a los Estados Unidos, buscando mejores oportunidades.

Los miembros de CJM comprometidos en construir un mundo mejor

Durante años CJM ha estado exhibiendo los impactos sociales del libre comercio en los derechos humanos y laborales, educando, concientizando y fortaleciendo alianzas, y desafiando al sistema neoliberal cuyo fracaso es evidente. La crisis económica nos ofrece coyunturas obligándonos a crear nuevos modelos para resurgir del cataclismo.

La Coalición pro Justicia en las Maquiladoras (CJM), está celebrando su 20º aniversario con el Foro Social de la Maquila. Esta reunión es una oportunidad para aprovechar esta coyuntura histórica y crear espacios para la producción colectiva del conocimiento. Los miembros de la Coalición sostienen que “No es suficiente ser un visionario para lograr el cambio social, sino que se requiere construir una sabiduría colectiva". Este es el momento oportuno para que todos los sectores sociales puedan reunirse para celebrar los logros, recapacitar las lecciones y para analizar las coyunturas que este momento crítico nos ofrece; para aprender uno de otro y analizar con una visión y sabiduría colectiva para identificar los retos que nos esperan. La única manera de que podemos lograrlo es uniendo las visiones.

Nuevo Laredo, ha jugado un rol importante por su posición estratégica, en el TLCAN y en la Alianza del Corredor Estratégico del Este de Norte America (NAESCA). Nuevo Laredo está conectado con los puertos y aduanas de Lázaro Cárdenas y Manzanillo a través de este corredor que cruza con los Estados Unidos, llegando hasta Canadá. Este corredor es una pieza clave de la Alianza para la Seguridad, y Prosperidad de America del Norte (ASPAN) la cual es conocida como “TLCAN plus” y fue firmado en Waco, Texas, en el 2005 por los gobiernos de Estados Unidos, México y Canadá.

Nuevo Laredo es también conocido como “La puerta de la Patria,” porque es el principal puerto de entrada y de aduanas para la importación y exportación de productos, drogas, armas y lavado de dinero, no solo de México sino de todo Latino América, y esta economía paralela representa una importante fuente de ingresos. La inseguridad ha afectado el turismo que es una de las principales fuente de ingresos en el área metropolitana. Sin embargo, en los últimos dos años la seguridad ha mejorado visiblemente con el Alcalde en turno, Ingeniero Garza Barrios quien ha tomado las medidas necesarias para garantizar la paz y seguridad de los ciudadanos. Otro factor importante que ha influido den el comercio es que la competencia desigual ha provocado que la pequeña y mediana empresa se traslade a los Estados Unidos. Como resultado del gran número de trabajadores que han sido desempleados en el sector maquilador por la crisis económica global; la economía informal y la emigración a los Estados Unidos se ha incrementado. La fuerza laboral está controlada por el sindicato de la CTM, cuya preocupación es el prevalecer como institución más que la representación de los trabajadores afiliados. Sin embargo, en el contexto social, Nuevo Laredo también ha sido escenario de varios movimientos sociales, laborales y comunitarios.

Nuevo Laredo: En 1994, miles de mujeres trabajadoras de la Corporación Sony fueron reprimidas violentamente. Ellas se organizaron para elegir su representante sindical y fueron golpeadas con mucha violencia, sin embargo a pesar de todo Mexico continuaron con su causa valientemente. El caso de las trabajadoras de Sony fue la primera queja internacional de derechos laborales que fue aceptada por la Oficina Administrativa Nacional (NAO) bajo los acuerdos paralelos por cooperación laboral del TLCAN. Su caso sentó un precedente en las relaciones por cooperación laboral a nivel internacional, La Sra. Ninfa Deándar y el Periódico El Mañana publicaron la lucha de las trabajadoras.

En 1997, Se escribe un capítulo importante en la historia de CJM, cuando la primera Directiva de CJM, con el cincuenta por ciento de organizaciones Mexicanas toma protesta en Nuevo Laredo, México.

En 1997 la Sra. Ninfa Deándar, editora de El Mañana, es arrestada por denunciar en su periódico la corrupción y violaciones del Gobernador Cavazos Lerma y el Presidente Salinas de Gortari. Ninfa ha sido gran opositora de las políticas neoliberales. CJM empezó una campaña internacional por la libertad de expresión, y la Sra. Ninfa es liberada con abrumador apoyo de la solidaridad internacional.

En 1998, las y los trabajadores de Fábricas de Calidad ganaron su caso. CJM apoyo a los trabajadores y esta fue la primera ocasión que los trabajadores superaron la corrupción de la junta de conciliación y arbitraje, demandando el embargo precautorio de la compañía. Esto fijo un precedente en cuanto a la rendición de cuentas de las transnacionales y sus proveedores. El abogado del periódico El Mañana representó a los trabajadores en la Junta de Conciliación y Arbitraje.

En 1998, CJM inicia en Nuevo Laredo el Proyecto del Programa de Empoderamiento, con la primera generación de Promotores de Salud y Seguridad entrenados por investigadores de UCLA, UAW, y por el Dr. Francisco Mercado. Se fijan los argumentos para la primera queja internacional contra México por fracasar en garantizar la salud y seguridad en el lugar de trabajo. La Facultad de leyes de la Universidad de St. Mary’s de San Antonio, Texas asesoró esta queja que fue presentada dos años después. El programa de Defensores Laborales de CJM empieza el mismo año en Nuevo Laredo, con la asesoría de la Lic. Estela Ríos de la ANAD.

En 1998 CJM vinculó los movimientos laborales y de inmigración trabajando conjuntamente con el Padre Leonardo López de la Casa del Inmigrante en Nuevo Laredo.

En el 2003 CJM y El Mañana organizaron el primer Foro Internacional sobre el Acuerdo de Libre Comercio en las Américas (FTAA). Esta fue la primera vez que representantes de inversiones privadas, aduanas y sociedad civil se reunieron y discutieron los impactos sociales del libre comercio.

En el 2004 Roberto Mora, editor del Periódico El Mañana, fue torturado y asesinado. Su crimen fue un velado mensaje para amordazar a los medios de comunicación. La investigación ha estado llena de errores e incoherencias y hasta el momento el caso nunca fue resuelto. El crimen aun está bajo investigación.

En el 2005 CJM organizó el Primer Foro Laboral Internacional. El Sindicato de Telefonistas de Nuevo Laredo y la Casa de Inmigrantes El Nazareno se unieron al evento de CJM, uniendo fuerzas por los derechos de los trabajadores e inmigrantes.

En el 2006 los pobladores de la colonia Blanca Navidad fueron desalojados violentamente de sus tierras. El presidente municipal mandó las Caterpillar para derrumbar sus casas; muchas casas fueron incendiadas dejando a mujeres y niños a la intemperie. La CJM y el periódico El Mañana exhibieron las atrocidades del gobierno local y apoyo a la comunidad en su lucha por la tierra.

En el 2006, días después del desalojo de la Blanca Navidad, el periódico fue bombardeado con granadas y armas de alto calibre, un reportero fue seriamente herido. Los responsables del bombardeo nunca fueron encontrados.

En el 2006 el Sub-Comandante Marcos del EZLN y la caravana de la Otra Campaña se reunieron con los pobladores de la Blanca Navidad en Nuevo Laredo y vincularon las luchas en el norte y sur.

En el 2006, la comunidad Blanca Navidad se unió a la protesta nacional contra la represión del pueblo de Oaxaca y Arenco, bloqueando el Puente Internacional de Libre Comercio.

En el 2006 las comunidades autónomas indígenas de Chiapas mandaron 1000 cajas de despensas a los pobladores de la comunidad Blanca Navidad, en un gesto de apoyo reforzando la alianza norte-sur.

En el 2007 las Comandantes Eucaria y Miriam del EZLN y el Comandante Zebedeo intercambiaron por dos semanas con los pobladores de la Blanca Navidad y ante la apatía de los gobiernos locales por sus necesidades, construyeron el Centro de Salud – “El Otro Caracol” –

En el 2008 una delegación de doce residentes de la comunidad Blanca Navidad y trabajadores de la maquila visitaron los caracoles en las comunidades autónomas de Chiapas por tres semanas aprendiendo alternativas sostenibles.

En el 2008 los residentes de la Blanca Navidad fueron invitados como oradores especiales en el Festival de La Digna Rabia organizado por el EZLN en México y en Chiapas.

En el 2009, doce años después la CJM celebra su 20 Aniversario en Nuevo Laredo!
Enviada por CJM, às 16:39 05/06/2009, de NUevo Laredo, México


Trabalhadores na Ford realizaram 5º Encontro Nacional em Curitiba, PR
Aconteceu nos dias 29 e 30 de maio, em Curitiba, o 5º Encontro Nacional dos Trabalhadores na Ford, organizado pelos Sindicatos de Metalúrgicos do ABC, de Camaçari e de Taubaté e por TIE-Brasil

Os Trabalhadores na Ford de Camaçari, São Bernardo do Campo e Taubaté debateram temas referentes às lutas e demandas da categoria nas plantas da empresa no Brasil.

Num acalorado, porém fraternal debate os companheiros analisaram a atual conjuntura, a crise internacional e seus efeitos, além de debater políticas que permitam o avanço da luta sindical dos Trabalhadores na Ford.

Os presentes discutiram formas para unificar suas lutas e reivindicações junto a direção da empresa aqui no Brasil e intercambiaram informações sobre o andamento das negociações de PLR, que acontecem tanto na unidade de Camaçari, quanto, nas unidades localizadas no Estado de São Paulo.

A inclusão dos companheiros da Troller (montadora brasileira de jipes recentemente comprada pela transnacional americana) nos debates dos Trabalhadores na Ford também foi avaliada.

Boa parte dos debates foi dedicada ao debate da situação dos companheiros que trabalham para empresas contratadas pela Ford (as famosas terceiras) e o que é preciso fazer para garantir a representação sindical e os mesmos direitos conquistados pelos Trabalhadores contratados diretamente pela Ford.

Os participantes do encontro foram informados sobre o Encontro Internacional dos Trabalhadores na Ford, realizado em Detroit. EUA, entre 22 e 25 de abril de 2009, onde se debateu a criação do Comitê Internacional dos Trabalhadores na Ford e sua importância para a unidade da luta dos trabalhadores ao redor do mundo.

Os Trabalhadores na Ford no Brasil estão representados no CIT - Comitê Internacional dos Trabalhadores - e participarão ativamente nos debates constituintes do CIT, discutindo e apresentando propostas conjuntas que ajudem na consolidação do mesmo.

Foi criada ainda a Comissão Pró-CNT (Comitê Nacional dos Trabalhadores) na Ford, composta por 2 companheiros de cada uma das cinco unidades da Ford no Brasil. Essa comissão Pró-CNT desenvolverá atividades preparatórias que permitam a realização de um novo encontro em 2010, quando será fundado oficialmente o Comitê Nacional dos Trabalhadores na Ford, criando assim mais um canal de representação dos Trabalhadores e de interlocução com a empresa, que somados aos já existentes fortalecerá ainda mais as lutas dos Trabalhadores na Ford.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:15 03/06/2009, de Curitiba, PR


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