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19/11/2017
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Notícias(Junho/2011)

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Marrrocos: mais de 200 mil manifestantes tomam as ruas de Tanger
O movimento 20 de fevereiro e as forças democráticas do Marrocos conseguiram construir nos últimos meses uma história nova de Tanger, no norte do Marrocos.

Tanger, que durante décadas havia se transformado em uma cidade marginalizada e um espaço da máfia makhzani, contrabandistas e traficantes de drogas, esa vivendo uma nova época.

Depois de contínuas e massivas manifestações de contestação desde o dia 20 de fevereiro, no dia 26 de junho mais de 200.000 manifestantes (jovens, crianças, mulheres, homens) tomaram as ruas de Tanger partidno da Praça do Câmbio e dos bairros populares (jirari, birchairi, bendiban, casabarata, souani, lala chafia mabrouk) chegando à central Praça das Nações, convocando o boicote à constituição de makhzan.

Veja o vídeo:

Enviada por Boubker, às 00:32 29/06/2011, de Tanger, Marrocos


Trabalhadores na Mercedes de Juiz de Fora conquistam PLR
Companheiros, segue o relato da luta pela PLR na unidade da Mercedes em Juiz de Fora.

Os trabalhadores na Mercedes-Benz conquistaram um reajuste de 16,05% no valor da PLR. A proposta, aprovada em assembleia realizada na portaria da fábrica no início da tarde de hoje, estabelece o valor de R$ 4.700. No ano passado, a PLR foi de R$ 4.050.

O acordo de PLR fechado pelo sindicato vai injetar cerca de R$ 1,4 milhões na economia local.

“Superamos essa pauta. Mas a luta prossegue: queremos geração de empregos, redução da jornada e salários melhores. Queremos o mesmo tratamento praticado em outras unidades da Mercedes no país”, conclui Henrique Almeida, vice-presidente do Stim.

Histórico

Dia 3

A falta de contraproposta para a PLR leva os metalúrgicos a atrasarem a entrada na unidade em meia hora. Os terceirizados aderem ao protesto. Cerca de 650 trabalhadores mostram disposição para parar as obras de adaptação para a produção de caminhões.

Dia 8

A empresa propõe uma PLR que mal chega a metade do valor pago em 2010. Os trabalhadores param durante oito horas.

Dia 21

Durante a negociação, o sindicato pressiona e a empresa chega a oferecer R$ 4.000. A proposta não contempla a reivindicação dos trabalhadores, que param as atividades durante todo o dia. Os companheiros Henrique Almeida, Guilherme Staico e Gabriel Arcanjo acampam na portaria da empresa, bloqueando, durante a noite, a saida de produtos.

Dia 22

Os trabalhadores permanecem parados. João César da Silva, presidente do sindicato, e Jesmar Lodgero, diretor do sindicato, representam os trabalhadores na negociação. A proposta de R$ 4.700 é colocada na mesa. Em votação, a PLR 2011 é aprovada. As horas paradas foram negociadas e abonadas. O acordo de retorno de férias é renovado por mais 24 meses.
Enviada por Henrique Almeida, às 21:40 22/06/2011, de Juiz de Fora, MG


Trabalhadores espanhóis na ABB protestam nús!
Enviada por TIE-Brasil, às 10:21 21/06/2011, de Curitiba, PR


Campanha Banda Larga é um Direito Seu! organiza “tuitaço” e inaugura ações nas redes sociais.
Campanha Banda Larga é um Direito Seu! organiza “tuitaço” e inaugura ações nas redes sociais.

Evento acontece amanhã, dia 21 de junho, e potencializa ação da Campanha na internet

Participem!!!

Depois de alertar a sociedade para os riscos do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) estar perdendo o rumo, a Campanha Banda Larga é um Direito Seu! propõe um tuitaço com o objetivo de mobilizar todo o Brasil por uma internet barata e de qualidade para todos. A ação, que também denuncia o favorecimento das empresas de telecomunicações no PNBL, coincide com a inauguração dos perfis da Campanha no Facebook e no Twitter.

Para avisar o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que a sociedade não aceita o pacote de bondades para as teles e que quer a discussão pública das propostas das empresas para o PNBL, dia 21 de junho (3ªf.), concentrando às 16h-17h, tuitaremos:

- @MiniComBrasil e @Paulo_Bernardo, #MinhaInternetCaiu.
- @Paulo_Bernardo: #MinhaInternetCaiu Discussão pública das propostas de PNBL já!
- @MiniComBrasil Para tudo! #MinhaInternetCaiu… caiu nas mãos das teles!
- @Paulo_Bernardo: #MinhaInternetCaiu as teles não merecem o pacote de bondades do governo federal e parem tudo!
- @MiniComBrasil: Plano Nacional de Banda Larga nas mãos das teles ninguém merece #MinhaInternetCaiu

Confirme, participe e ajude a divulgar o perfil da Campanha nas redes sociais!

- Evento Tuitaço no Facebook:
https://www.facebook.com/home.php#!/event.php?eid=207125912664941
- Campanha no Facebook: Campanha Banda Larga
- Campanha no Twitter: http://twitter.com/#!/CampBandaLarga
- Site da Campanha: www.campanhabandalarga.org.br
- Mais informações: campanhabandalarga@gmail.com
Enviada por Fernanda Favoratto Martins, às 20:45 20/06/2011, de Curitiba, PR


Visita Coletiva a Escola Nacional Florestan Fernandes. Conheça!
Car@s Amig@s,

A Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes está organizando a próxima visita coletiva à Escola, no dia 25 de junho 2011, sábado.

Para quem ainda não conhece esse projeto, a visita vai colocá-lo diante de uma nova realidade concreta, construída, de forma voluntária e coletiva, pelos próprios alunos, que aponta para um futuro no qual a dignidade do ser humano não será mais privilégio de poucos.

Além disso, você vai compreender que a Escola não é um projeto acabado, é um projeto em construção e sua visita tem também a intencionalidade de convidá-l@ a participar dessa construção. Sem você, sem todos nós, esse projeto não é possível.

O custo da visita é de R$ 30,00, valor repassado para a ENFF para contemplar custos com café da manhã e almoço.

Haverá uma van/onibus para a viagem São Paulo-ENFF-São Paulo, por isso pedimos que envie a informação se irá com meios proprios ou com o transporte que vamos contratar, o ponto de encontro será na Estação de Metrô Armenia (esquina da Av. do Estado com Rua Pedro Vicente, ao lado do ponto de taxi) , com saída as 7:30 horas e custo de R$20,00 por pessoa.

Para que tod@s tenham um bom proveito desse passeio, que será monitorado por companheir@s da ENFF, o grupo será de no máximo 90 pessoas. Assim, solicitamos que você confirme sua presença, enviando nome completo, RG e comprovante do depósito das despesas de alimentação e/ou ônibus (Associação dos Amigos da ENFF, CNPJ 11.453.647/0001-95, Banco do Brasil – Ag. 3687-0 – Conta 285076-1) para o endereço eletrônico visitaenff@amigosenff.org.br, até o dia 20 de junho.

Programação na ENFF:

8:30 às 9 horas: Chegada, recepção e café

9 às 9h30 horas: Exibição do vídeo "ENFF – Uma Escola em Construção", Apresentação do projeto da ENFF e da Associação dos Amigos da ENFF

9h30 às 10 horas: Debate

10 às 11 horas: Exposição "A revolução Cubana e atualidade do Socialismo", com Fernando Martinez

11 às 12 horas: Debate

12 às 13 horas: Almoço

13 às 14 horas: Visita monitorada às instalações da ENFF.

14 às 15 horas: Momento de solidariedade, depoimentos e mística de encerramento

Contamos com a presença de tod@s!!!

José Arbex Junior – Associação dos Amigos da ENFF

Geraldo Gasparin – Escola Nacional Florestan Fernandes
Enviada por Nelba Nycz, às 20:28 20/06/2011, de Curitiba, PR


I Encontro Internacional de Blogueiros em Foz de Iguaçu em setembro
O Segundo Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas acaba de aprovar a realização do I Encontro Internacional dos Blogueiros na cidade de Foz de Iguaçu.

O Encontro será em setembro de 2011 e será aberto aos blogueiros e ativistas digitais de todo o mundo.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:50 19/06/2011, de Brasília, DF


Acompanhe ao vivo o Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas

Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:52 18/06/2011, de Brasília, DF


Volvo investe no Brasil e produzirá ônibus híbrido em Curitiba
Recentemente publicamos neste sítio artigo discutindo o uso de motores flex e elétricos em veículos híbridos a serem produzidos no Brasil. No artigo discutíamos as vantagens sociais, econômicas, tecnológicas e ambientais de tal iniciativa.

A Volvo acaba de anunciar investimentos na planta de Curitiba exatamente para dar início a produção de ônibus híbridos, batizados de HibriBus, que usaram motores elétricos alimentados por motores movidos a biodiesel. Não usará a tecnologia flex como propomos em nosso artigo, mas será um passo a frente em relação aos atuais poluentes e barulhentos motores movidos à combustível fóssil.

Sessenta ônibus já estarão em circulação em 2012.

A linha de ônibus receberá um investimento de R$ 16 milhões e gerará apenas 30 empregos.

A Volvo também está investindo na renovação de seu departamento de pintura e na expansão de suas operações Logísticas.

Motores de 11 litros serão nacionalizados, assim como a produção de caixas de câmbio eletrônicas que equiparão os veículos produzidos em Curitiba.

Com estes investimentos em sua mais importante fábrica de caminhões no mundo a Volvo desmente na prática as previsões dos urubólogos do PiG - Partido da imprensa Golpista - que vivem a dizer que o Brasil estaria sofrendo um processo de desindustrialização com fortes sintomas da chamada "Doença Holandesa", que atacou a economia do páis europeu quando o mesmo descobriu fartas reservas de gás natural no mar do Norte.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:49 14/06/2011, de Curitiba, PR


Protestos continuam na Mercedes de Juiz de Fora
No ultimo dia 08/06/2011 os Trabalhadores na Mercedes Benz, Trabalhadores nas empreiteiras de adaptação da fabrica para produzir caminhões, Trabalhadores de Terceirizados e alunos do SENAI permaneceram reunidos, de 6h às 14h, em assembléia na portaria da Mercedes Benz de Juiz de Fora.

Os trabalhadores na Mercedes Benz protestam contra a demora na negociação da PLR 2011. A montadora, depois de dois meses de discussão, ainda não fez uma contraproposta. Os terceirizados também reivindicam a PLR e colocaram durante a manhã, assim como os alunos do SENAI, suas demandas específicas.

Há cinco dias, os companheiros atrasaram a entrada na fábrica e sinalizou que, se não houver avanço, podem parar as atividades e as obras de adaptação da unidade para a produção de caminhões.

No inicio da tarde do mesmo dia a empresa procurou a direção do sindicato e propôs nova rodada de negociação prometendo colocar uma proposta econômica na mesa até o momento segue o impasse na mesa, afirmação da bancada dos trabalhadores é que se não avançar pra o acordo iram intensificar o movimento a parti dia 14/06.
Enviada por Stim Juiz de Fora, às 11:05 11/06/2011, de Juiz de Fora, MG


Acaba a greve mais longa na história da VW no mundo!!!
Companheiros e Companheiras confira abaixo a proposta que foi aprovada na tarde desta sexta feira e pois fim na longa greve

Depois de quase 40 dias em greve, os metalúrgicos da Volkswagen, em São José dos Pinhais (PR), conquistaram hoje (10) à tarde um "pacotão" que garante, nos próximos 12 meses, o recebimento de R$ 21.680,00 e mais 15% a 20% de aumento salarial. O acordo inclui negociação da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) deste ano e do ano que vem, reajuste salarial de data-base, abono salarial, nova tabela salarial e antecipação do 13º salário de 2012. Desse modo, os trabalhadores encerraram a greve, que domingo completa 39 dias e que causou prejuízo de mais de R$ 1,1 bilhão à montadora. Os 3,1 mil metalúrgicos retornam ao trabalho na próxima segunda-feira (13). A proposta aceita pelos trabalhadores hoje, em assembleia, em porta de fábrica, foi negociada entre Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e Volks, após varias rodadas de conversação.

Confira aqui o acordo conquistado pelos metalúrgicos da Volkswagen:

- PLR 2011:

Valor: R$11.500,00 para 100% das metas ou equiparação com o pago em São Paulo, caso o valor de lá tenha fechamento maior. O pagamento será feito em janeiro de 2012. A 1º parcela terá valor de R$ 5,2 mil e será paga até o final de junho desse ano.

- PLR 2012

A 1ª parcela será igual a 52% do total pago na PLR 2011. A segunda parcela será discutida no segundo semestre de 2012.

- Data-base 2011

Aumento de 10,3% (100% do INPC + 2,5% de aumento real) com limite ao teto R$ 7.630 mais a correção da data base + Abono salarial de R$ 4,2 mil, sendo R$ 2,1 mil pagos em setembro deste ano e R$ 2,1 pagos em dezembro também de 2011

- Tabela Salarial - Plano de cargos e salários:

Janeiro de 2012: aumento salarial de 5% para os salários do Grau I e de 2,5% para os outros graus. O último step (faixa salarial) será reajustado em agosto de 2011: 4% no Grau I e 2% nos outros graus. Em janeiro de 2013, serão mais 5% de aumento para o Grau I e 2,5% para os outros graus

- Adiantamento do 13º:

Adiantamento da 1ª parcela do 13º salário de 2012 em fevereiro próximo.

- Dias de greve:

São duas opções. Na 1º o trabalhador pode escolher entre pagar a greve descontando dois dias por mês de salário (junho deste ano até junho de 2012). Na 2º ele pode escolher manter o desconto de salário que a empresa já fez do mês maio e que vai fazer dos dias parados em junho. Dessa forma os dias já estarão pagos.

-Dias adicionais:

- 6 dias em 2011 e 10 dias em 2012

- A empresa se comprometeu a não demitir nenhum trabalhador por causa da greve

Greve de 39 dias é a maior da história da Volks no mundo

A greve dos metalúrgicos começou no dia 05 de maio após a empresa divulgar que só ofereceria de PLR aos trabalhadores do Paraná 80% do que fosse pago em São Paulo. Até domingo, completa 39 dias: a mais longa da história da Volkswagen no mundo. Desde o começo, a empresa se manteve inflexível em sua posição. O presidente da Volks no Brasil, Thomas Schamll, chegou a declarar em reportagem no jornal O Estado de S.Paulo que preferia a greve à negociar, postura que foi duramente criticada pelo governo, deputados e lideranças sindicais nacionais. Durante a greve, a montadora apresentou apenas duas propostas de negociação: uma reprovada em 31 de maio e a outra, aprovada hoje.

Efeitos da greve

Com 39 dias de greve a montadora deixou de produzir 22.990 veículos das marcas Fox, Crossfox e Golf. Segundo informações da própria Volks, o prejuízo foi superior a R$ 1,1 bilhão. Com o prolongamento da greve o impacto nas concessionárias do país foram imediatos: diversas tiveram seu faturamento afetado pela falta de reposição dos carros produzidos pela montadora. No grupo Corujão, o prejuízo chegou a 12%. Além disso, os consumidores que já pagaram vão ter que esperar para receber o automovel até que a produção se normalize.

Além disso mais de 20 mil trabalhadores entre terceirizados, fornecedores e distribuidores foram indiretamente afetados pela mobilização, inclusive, com várias empresas dando férias coletivas a seus funcionários.

Solidariedade nacional e mundial

O apoio aos metalúrgicos da Volkswagen de São José dos Pinhais veio de várias partes do país e do mundo. Mensagens solidarias enviadas pelos trabalhadores das unidades do México e de Portugal foram lidas em assembléia. Dirigentes sindicais de vários países que estão participando da Conferência anual da Organização Internacional dos Trabalhadores – OIT, que está acontecendo em Genebra, na Suíça, também fortaleceram o apoio a luta no Paraná.

Em assembléia na porta de fábrica no ultimo dia 6 de junho o presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva, ressaltou a mobilização dos metalúrgicos da unidade paranaense. “Essa luta é um exemplo para o Brasil inteiro. São 33 dias enfrentando um patrão reacionário. É um exemplo, se a Volks está ganhando muito é importante que reparta um pouco com o trabalhador.” Também vieram sindicalistas de cinco estados brasileiros, em solidariedade aos metalúrgicos da Volks.
Enviada por Chalita, às 11:00 11/06/2011, de São Bernardo do Campo, SP


Entenda porque os Trabalhadores na VW em SJP estão em greve
Por Valdir Freire Dias, Chalita (*)

A greve dos Trabalhadores na VW iniciou-se no dia 05 de maio de 2011.

Aqui o histórico do movimento:

Dia 18 de fevereiro:
Reunião entre Empresa e Sindicato onde a pauta apresentada pela Empresa era flexibilidade: banco de horas e dias adicionais de produção. A reivindicação dos Trabalhadores era: pagamento da 1ª parcela do 13º salário e discussão da tabela salarial.

É assinado um protocolo de entendimentos, onde a Empresa se compromete pagar a parcela do 13º no Carnaval e após as férias coletivas que aconteceu no mês de março, haveria a retomada das discussões sobre flexibilidade. No protocolo não constou nada sobre a tabela salarial, pois os representantes da Empresa disseram que precisariam discutir este assunto junto a Diretoria e por isso solicitaram que não fosse incluído no protocolo. Mas ficou o compromisso verbal de discutir o assunto sem compromisso de fechar acordo.

Após as férias coletivas, não foi realizada a reunião para o debater os assuntos pendentes. Ou seja, os assuntos não foram priorizados pelas partes.

Dia 11 de abril:
O Sindicato realiza assembléia na porta da fábrica da Renault para aprovar encaminhamento de discussão de PLR/2011.

Dia 12 de abril:
O Sindicato realiza assembléia na porta da fábrica da Volks para aprovar encaminhamento de discussão de PLR/2011.

Dia 13 de abril:
O Sindicato realiza assembléia na porta da fábrica da Volvo para aprovar encaminhamento de discussão de PLR/2011.

Dia 25 de abril:
O Sindicato realiza nova assembléia na porta da fábrica onde foi aprovada a reivindicação de 12 mil Reais de PLR/2011.

A Volvo apresenta proposta de 5,5 mil Reais de 1ª parcela de PLR/2011.

Dia 26 de abril:
O Sindicato realiza assembléia na porta da fábrica da Volvo e trabalhadores rejeitam a proposta de 5,5 mil Reais de 1ª parcela de PLR/2011 e reivindicam 8 mil reais de 1ª parcela de PLR/2011. Na mesma assembléia aprovam aviso de greve com vencimento no dia 02 de maio.

Dia 28 de abril:
Primeira reunião entre Sindicato e Empresa para discutir o assunto. A Empresa solicitou o prazo até o dia 04 de maio para apresentar proposta. O Sindicato concordou e informou que realizaria uma assembléia no dia seguinte, dia 26 de abril para informar os trabalhadores sobre o andamento e apresentar o aviso de greve para o dia 05 de maio, em caso de não haver acordo sobre o valor. É marcada nova reunião para o dia 04 de maio.

Dia 29 de abril:
O Sindicato realiza assembléia na fábrica da Volks e é decidido fazer um protesto de 2 horas por turno, em virtude da demora na apresentação de proposta. Decidiram também que no dia 27 de abril, sábado, não haveria trabalho para o 1º turno e no domingo a noite não haveria trabalho para o 3º turno. Reunião entre Sindicato e Empresa Volvo, a empresa insiste na proposta de 5,5 mil Reais de 1ª parcela de PLR/2011.

Dia 29 de abril:
O Sindicato realiza assembléia na porta da fábrica da Volvo e trabalhadores rejeitam a proposta de 5,5 mil Reais de 1ª parcela de PLR/2011 e reafirma a reivindicação 8 mil reais de 1ª parcela de PLR/2011.

Dia 1º de maio:
A Empresa Renault apresenta a proposta de 12 mil Reais de PLR/2011, sendo 6 mil em maio e 6 mil em janeiro do próximo ano.

Dia 02 de maio:
As 14h, a proposta da Renault é aprovada em assembléia dos trabalhadores. No mesmo horário, na Volks é aprovado em assembléia, o aviso de greve (carta de 48 horas), com vencimento no dia 04 de maio no mesmo horário.

O Sindicato realiza assembléia na porta da fábrica da Volvo e trabalhadores rejeitam a proposta de 5,5 mil reais e aprovam a greve por prazo indeterminado.

Em assembléias realizadas pelos respectivos sindicatos, é aprovada a proposta 5,2 mil reais de 1ª parcela de PLR/2011 nas fábricas da Volks no ABC, Taubaté e São Carlos.

Dia 04 de maio:
Audiência de Conciliação no TRT entre Volvo e Sindicato. Fecham acordo de 15 mil reais de PLR/2011, com a 1ª parcela de 7 mil a ser paga no mês de maio e a 2ª parcela em janeiro do próximo ano.

Reunião entre Sindicato e Volks, e a Empresa apresenta a proposta de 4,6 mil reais de 1ª parcela de PLR/2011.

Dia 05 de maio:
O Sindicato realiza assembléia na porta da fábrica da Volks e trabalhadores rejeitam a proposta de 4,6 mil reais de 1ª parcela de PPR/2011 aprovam a greve por prazo indeterminado.

Os trabalhadores administrativos também rejeitam a proposta e aderem a greve.

O Sindicato realiza assembléia na fábrica da Volvo e trabalhadores aprovam a proposta apresentada no TRT de 15 mil reais de PLR/2011.

Dia 06 de maio:
Os trabalhadores administrativos desistem da greve e retornam ao trabalho.

Dia 09 de maio:
O Presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, concede entrevista ao Jornal Estado de São Paulo com o seguinte título: ‘É melhor parar a fábrica do que pagar o que pedem’.

Audiência de Conciliação no TRT entre Empresa Volks e Sindicato. Empresa insiste na proposta de 4,6 mil reais de 1ª parcela. O valor final seria discutido posteriormente. O Sindicato propõe que a greve seja julgada em forma de arbitragem pelo TRT.

12 de maio:
Reunião entre Sindicato e Volks. A proposta discutida para ser apresentada em assembléia é: 5,2 mil reais de 1ª parcela de PLR/2011 e compromisso dos trabalhadores em contratar 10 dias adicionais de produção, sendo 7 sábados e 3 feriados. Quanto aos dias de greve, parte já seria descontada no adiantamento quinzenal e o restante descontado no final do mês.

13 de maio:
O Sindicato realiza assembléia na porta da fábrica da Volks e trabalhadores rejeitam a proposta e aprovam a continuidade da greve por prazo indeterminado.

Audiência de conciliação no Ministério Publico do Trabalho, indicado pelo TRT para fazer a arbitragem da greve. Nesta audiência a Volks não aceita proposta de conciliação e quer que a greve seja julgada de forma arbitrária.

Dia 15 de maio:
A Empresa faz o desconto parcial dos dias de greve. Os trabalhadores ficam mais revoltados com a situação.

Dia 26 de maio:
Sindicato anuncia aos trabalhadores a disponibilidade do fundo de greve a título de empréstimos, uma vez que a empresa informou que efetuará o desconto dos dias parados.

Dias 27, 30 e 31 de maio.
Sindicato e Empresa Volks se reúnem para debater sobre a greve. Discute-se a possibilidade de acordo por 2 anos, de PLR, data base, flexibilidade e tabela salarial.

No final da reunião do dia 31,chega-se a seguinte proposta: 5,2 mil de 1ª parcela de PLR/2011 a ser pago no dia 03 de junho. O valor final será discutido e equiparado junto com as outras plantas do país. 17 dias adicionais de produção, sendo 7 dias neste ano e 10 dias no ano de 2012. Reposição dos valores descontados dos dias de greve e os referidos dias seriam descontados, no máximo dois por mês, de maio de 2011 a fevereiro de 2012. O pagamento da 1ª parcela do 13º de 2012 na sexta feira de carnaval de 2012.

Dia 31 de maio:
O Sindicato realiza assembléia na porta da fábrica da Volks e trabalhadores rejeitam a proposta acima e aprovam a continuidade da greve por prazo indeterminado.

Dia 01 de junho:
O Sindicato realiza assembléia na porta da fábrica da Volks com os trabalhadores administrativos, expondo a situação, inclusive a proposta rejeitada pelos trabalhadores da produção. O encaminhamento da assembléia foi para que os trabalhadores administrativos também participe da greve, o que não foi aceito por aproximadamente 60% dos trabalhadores, que decidiram continuar trabalhando. Em respeito a maioria, o Sindicato sugeriu que todos os trabalhadores administrativos acatassem a decisão da maioria e continue trabalhando.

Análise:
A recusa dos trabalhadores está muito ligada ao fato das diferenças salariais entre as plantas da Volks no Brasil.

A Volks usa como referência o que lhe é mais conveniente. Quando se trata de salários, a referência é o Paraná, pois os salários são inferiores aos pagos em São Paulo.

Quando a PLR da região é mais elevada, principalmente a 1ª parcela, a Volks quer que a referência seja as plantas, onde a PLR está condicionada a flexibilidade.

O desconto dos dias de greve provocou uma pressão inversa ao que a empresa esperava, da mesma forma que a entrevista do Presidente.

Ao nosso ver, a saída para a situação seria a discussão de uma política de médio prazo para a equiparação dos salários, benefícios, flexibilidades e condições de trabalho entre as diversas plantas do país. Afinal, há tempos reivindicamos estas equiparações.

Quanto a greve ser julgada pelo TRT, ainda não tem data definida para o julgamento. O processo está sob análise do MPT para emitir parecer. Pode ser que entre na pauta do TRT na próxima segunda-feira. Se isso não acontecer, fica para a outra semana.

Para que se tenha uma ideia do que está acontecendo, nas plantas de Taubaté, Anchieta e São Carlos o acordo de PLR está fechado nos seguintes termos: 1º parcela de R$ 5.200,00 e o valor total a ser fechado nos próximos meses.

É posssível acompanhar detalhes da greve no site do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba que é www.simec.com.br . A todo momento eles atualizam as informações.

(*) Chalita é membro do CSE dos Trabalhadores na VW Anchieta e Vice-presidente do Comitê Mundial dos Trabalhadores na VW
Enviada por Chalita, às 08:14 07/06/2011, de São Bernardo do Campo, SP


Greve na VW do Paraná já é a mais longa da história paranaense
Trabalhadores esperam que empresa tenha bom senso para por fim ao impasse da PLR. Diversas lideranças sindicais prestaram solidariedade à luta dos metalúrgicos hoje à tarde. Nova assembleia acontece amanhã, às 14h

O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba terão uma nova reunião com a Volkswagen amanhã (07) cedo para tentar encontrar uma solução para o fim do impasse sobre a Participação dos Lucros e Resultados 2011. Os 3.100 trabalhadores da fábrica, que fica em São José dos Pinhais (PR), esperam bom senso por parte da empresa na negociação. O resultado da reunião será repassado aos chão de fábrica em nova assembleia também amanhã, às 14h.

Intermediação da Presidência da República

Agora à tarde, lideranças sindicais nacionais prestaram solidariedade à luta dos trabalhadores. Estiveram presentes o presidente da Força Nacional e deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres; o presidente da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo, Cláudio Magrão; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (SP), Isaac do Carmo; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul (SP), Aparecido Inácio da Silva (Cidão); o presidente do Sindicato de São Carlos (SP), Erick Pereira da Silva; o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Luiz Carlos Prates (Mancha) e o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari (BA), Julio Bonfim.

Segundo Paulinho, caso não haja uma solução para o impasse amanhã, o deputado pretende pedir a intermediação da presidência da República. “Fizemos questão de vir aqui para prestar solidariedade aos trabalhadores do Paraná. Tenho falado com o ministro do trabalho e com o Gilberto Carvalho (Secretário da Presidência da Republica). Se as negociações não evoluírem, estarei pedindo a presidência que chame a direção da empresa junto com o Sindicato para encontrar uma alternativa.”, disse Paulinho.

“ Sabemos da importância desse movimento para a classe metalúrgica brasileira. Um bom acordo aqui significará avanços não só para o Paraná, mas também para trabalhadores de outras regiões onde há montadoras. Por isso é o momento dos trrabalhadores se unirem nessa luta. Esperamos bom senso da Volks amanhã na reunião. Além do valor da PLR, precisamos discutir a questão dos dias adicionais e dos dias parados para que possamos buscar uma formula que não seja nociva nem aos trabalhadores nem a empresa.”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Sérgio Butka.

Produção parada

Com 33 dias de greve, já deixaram de ser produzidas 18.630 veiculos. O prejuízo da empresa chega a R$ 745,2 milhões.

Confira galeria de fotos aqui.

Fonte: Simec
Enviada por Seergio Bertoni, às 20:28 06/06/2011, de Curitiba, PR


Trabalhadores na Mercedes de Juiz de Fora se preparam para greve
Clique na imagem para ampliá-la
Na manhã de hoje, 03/06, todos os trabalhadores na Mercedes Benz, inclusive os terceirizados, atrasaram em meia hora a entrada na unidade de Juiz de Fora.

O ato expressou a indignação dos trabalhadores com a lentidão do processo de negociação da PLR 2011. A discussão já dura 60 dias e a empresa se recusa a colocar uma proposta na mesa.

A extensão do benefício para os terceirizados é também reivindicação.

Se não houver avanço nas negociações, os trabalhadores estão dispostos a parar as atividades e as obras de adaptação da montadora para a fabricação de caminhões.
Enviada por STIM-JF, às 13:36 03/06/2011, de Juiz de Fora, MG


CPT-Amazonas exige ação governamental urgente
“O Governo não tem condições de proteger os ameaçados…”
(Da ministra dos Direitos Humanos)

Da forma como recebemos a notícia, a declaração da Ministra dos Direitos Humanos só faz aumentar a instabilidade e a insegurança das lideranças e trabalhadores ameaçados no campo.

A questão não é se o governo tem ou não condição de proteger, a questão é: O GOVERNO TEM A OBRIGAÇÃO de defender e proteger seus cidadãos e cidadãs URGENTEMENTE sob pena de ser responsabilizado. Não queremos é que mais pessoas sejam assassinadas por defender direitos. Tememos pela vida dos trabalhadores e lideranças e a vida ameaçada não pode esperar.

A vida não pode esperar. Estamos falando de uma estrutura agrária concentradora, excludente, injusta e que é preciso ter coragem e vontade política para pensar no processo de mudança.

Algumas ações, e não seria tão dispendioso se o governo fosse mais ágil, por exemplo, no reconhecimento dos territórios tradicionais, decretando as Reservas Extrativistas que Comunidades esperam ha anos por um Decreto Presidencial; se o Estado mantivesse a mínima presença, como é o caso do sul de Lábrea, combatendo a grilagem, o desmatamento e ali estabelecesse, políticas públicas capazes de assegurar condições de vida às comunidades; se o poder judiciário também fosse tão ágil nas sentenças, como por exemplo, nas açoes de usucapião, a favor dos trabalhadores da mesma forma que o é nas reintegrações de posse; se o Legislativo se comprometesse com a verdadeira política de defesa da floresta e do território preservando a vida das comunidades, e não anistiando (Código Florestal) aqueles que sempre devastaram ameaçando e vitimando os que defendem e protegem a natureza já tão ameaçada pela ação devastadora de quem transforma tudo em mercadoria, lucro. E assim poderíamos acrescer a lista do necessário e possível.

Hoje, ouvimos a notícia da reunião em Brasília com Ministérios e a precocupação dos Estados que sediarão a Copa 2014, pensando a agilização das obras tão atrasadas. O Governador do Estado do Amazonas, Omar Aziz, esteve presente e nem sequer mencionou a situação dos conflitos agrários no Estado e dos trabalhadores e lideranças ameaçadas, que tem sido pauta de discussão nacional. Afinal, o Sr. Adelino Ramos foi assassinado em Rondônia, mas a origem do crime, está acima de tudo nos desmandos e abandono do Estado no sul de Lábrea, e portanto, do Amazonas. Esta atitude do Governador, faz-nos reconhecer que, assim como os anteriores têm sido omissos e inoperantes para combater os conflitos. Trata-se de um Estado que ignora essa realidade e portanto não faz o mínimo para ao menos discutir e combater.

A violência no campo apresenta-se como paisagem e bem longinqua.

Que Estado é este em que vivemos?

O interior totalmente abandonado e não é por nada que o IBGE tem apresentado a diminuição da população rural.

Seria bom perguntar por que o interior do Estado, a vida das pessoas ameaçadas, não tem a mesma relevância quanto à discussão dos Tablets e Copa 2014?

A questão agrária exige ações emergentes e permanentes. O Estado Brasileiro, o Estado do Amazonas precisa dar uma reposta urgente.

Auriédia Marques da Costa
Comissão Pastoral da Terra – Regional Amazonas
Enviada por Auriédia Marques da Costa, às 23:08 02/06/2011, de Manaus, AM


Para CPT-Amazonas o Estado é omisso e inoperante!
DIANTE DO ASSASSINATO DE ADELINO RAMOS, CUJA NOTÍCIA RECEBEMOS COM INDIGNAÇÃO E, DIANTE DOS INÚMEROS CONFLITOS QUE A CPT TEM ACOMPANHADO E DENUNCIADO, VIMOS RESPONSABILIZAR O ESTADO BRASILEIRO, O ESTADO DO AMAZONAS PELA OMISSÃO DIANTE DO CLAMOR DOS TRABALHADORES DO CAMPO

Estamos diante de um Estado omisso e inoperante.

Um lugar entregue ao abandono e descaso. Naquela região instalou-se o caos. Ameaças, assassinatos, impunidade, grilagem, madeireiros tomam contam da região ditando normas e impondo a força, a lei , tornando reféns os moradores. O Sr. Adelino Ramos esteve, em 22 de julho, 2010 participando da audiência, em Manaus, junto ao Ouvidor Agrário Nacional Dr. Gercino Filho e Comissão de Combate à Violência e Conflitos no Campo. Com outras lideranças denunciou as ameaças que vinha sofrendo constantemente, inclusive citando nomes dos ameaçadores. Apesar disso nenhuma providência efetiva foi tomada…

Temos hoje, outras lideranças desta área que estão sofrendo ameaças e que tiveram que deixar sua casa para não serem mais uma vítima.

Tememos por suas vidas.

Nesta semana estivemos na Secretaria de Segurança do Estado do Amazonas, na Polícia Federal, INCRA; pedindo proteção e segurança às lideranças e seus moradores, até o momento, nada foi feito.

Com indignação recebemos esta notícia e perguntamos quantas lideranças ainda precisam ser vitimadas para que o Estado Brasileiro, o Estado do Amazonas assumam este território, protegendo as Comunidades Tradicionais, estabelecendo ali ações e medidas permanentes para garantir ali a presença do Estado coibindo as ações criminosas de quem dita a lei.

Que o assassinato do Dinho não seja mais um a ficar impune como os demais e que seja um grito por justiça. Os Povos da Amazônia gritam por Paz, Justiça e Segurança.

Auriédia Marques da Costa
Comissão Pastoral da Terra – Regional Amazonas
Enviada por Auriédia Marques da Costa, às 23:03 02/06/2011, de Manaus, AM


Contra a Privatização Aeroportuários vão a Luta. Junte-se a eles!
Está agendada uma reunião da direção do SINA junto com o presidente da CUT Nacional, Artur Henrique, para quinta-feira da próxima semana, 09/06, às 16h30, com o ministro chefe da Secretaria da Aviação Civil/SAC, Wagner Bittencourt, nas dependências da SAC, em Brasília.

A pauta única a ser encaminhada pela representação dos trabalhadores/as, infelizmente, será cobrar uma explicação da SAC sobre a anunciada concessão dos aeroportos que traz um aspecto extremamente descomprometido e isolado da classe trabalhadora.

Tivemos conhecimento hoje (01/06) de que o ministro fez um pronunciamento acompanhado do presidente da Infraero, Gustavo do Vale, na tentativa de acalmar, convencer e se justificar diante dos aeroportuários.

O vídeo mais parece uma película capitalista, abordando rentabilidade, competividade e lucratividade, sem nenhum viés com o social e totalmente na contramão da proposta de nós, trabalhadores/as. Diga-se de passagem que estamos lançando um manifesto que encabeçará uma grande campanha em torno do conceito do Aeroporto Popular, que garante mais justiça social para o povo brasileiro.

O transporte aéreo no Brasil hoje vem se consolidando como meio de transporte popular e de massas, integrando esse País continental de uma forma mais justa, principalmente com as classes C e D.

E, diante da proposta anunciada pela SAC, está claro que o risco do retrocesso social volta a este País, como já ocorreu no passado com o desmantelamento do Setor Ferroviário e que hoje faz muita falta para a integração social, o que faz a luta dos trabalhadores aeroportuários não ser de forma alguma corporativista ou fisiologista e, sim, uma luta de fortalecimento da cidadania, sendo exercida dentro de nossos aeroportos.

Está muito claro o objetivo e comprometimento do setor privado com o conceito neoliberal do aeroshopping (chocolates finos, free shopping, joalherias e refrigerante a R$ 5,00) e também com eventos passageiros elitistas, no caso da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, com um público estrangeiro que, teoricamente, despejará cifras astronômicas nos bolsos desses preciosos parceiros privados anunciados pelo ministro.

O movimento sindical tem consciência de que o mundo mudou e que o Brasil desponta dentro desse contexto como um país empreendedor e, evidentemente, o pensamento sindical evoluiu e se adaptou a essa nova realidade, mas o que não podemos e não devemos é nos render e adotar políticas neoliberais, aceitando a selvageria do capitalismo.

Estamos no futuro, sim, mas trouxemos do passado valores de justiça que serão essenciais ao equilíbrio da sociedade brasileira. A miopia, fragilidade e imperfeição desse mirabolante projeto fica muito clara quando o ministro utiliza como exemplo bem sucedido – na opinião dele – o Setor Elétrico, que foi alvo de críticas recentes do presidente da CUT, Artur Henrique, quando foi convocado urgentemente para reestabecer o andamento das obras no Complexo do Rio Madeira (usinas de Jirau e Santo Antônio).

Essas obras foram iniciadas com o respaldo da tecnocracia atrelada ao conceito de gestão empresarial das empreiteiras de forma desrespeitosa e nefasta diante dos princípios e direitos trabalhistas ignorados pelas construtoras que estão atuando e a falha se deu exatamente em não ter a participação da representação da categoria na elaboração e, consequentemente, na implementação dessa tão necessária infraestrutura que o Brasil precisa.

E isso sem contar que o modelo aplicado pelo Setor Elétrico na cobrança do serviço prestado à população está atrelado a índices que foram cuidadosamente escolhidos pelo governo tucano (FHC), onde foram firmados os contratos e que se no governo do presidente Lula a população brasileira não tivesse evoluído sócio-economicamente parte da população estaria hoje iluminada pela velha lamparina, sem ter condições de pagar a conta de luz.

Também foi dito à nossa categoria que um conceito empresarial moderno é ter parcerias, o que nós respeitamos, mas nem um outro parceiro poderá ser mais importante para um dirigente empresarial do que a classe trabalhadora que, no final das contas, é que faz e traz o sucesso para qualquer modelo ou projeto que tenha o nosso comprometimento desde a sua elaboração.

Estamos publicando no Leia+ o nosso manifesto que, em breve, estará sendo conhecido pela população do nosso Brasil e, evidentemente, por todas as instituições de representação dos interesses da nossa sociedade. Vamos juntos compartilhar e divulgar esse manifesto que será o maior compromisso de nós, trabalhadores aeroportuários/as, para com o nosso País.

Fonte: http://www.sina.org.br/turbulencia
Enviada por Cido Araújo, às 14:44 02/06/2011, de São Paulo, SP


Empregos, transportes, meio-ambiente e alternativas viáveis
A questão ambiental está em pauta e nota-se que, se a mesma tornou-se o foco de atenção dos governos, dos organismos multilaterais de desenvolvimento, dos movimentos sociais, das empresas, das escolas, da mídia e de uma parcela cada vez maior da população, nem sempre o Movimento Sindical Urbano lhe dá a devida atenção, ainda que exista um relativo consenso de que é necessário mudar o atual modelo de desenvolvimento (baseado no uso predatório de recursos naturais, em tecnologias que consomem muita energia, em fontes de energia poluentes, na valorização do consumo, etc), por um outro modelo que assegure o desenvolvimento sustentável e garanta a existência do Planeta e dos Seres Humanos e suas gerações futuras.

Trata-se de uma mudança de paradigma, de pensarmos não apenas o desenvolvimento econômico, a acumulação de riquezas, mas a própria sociedade, os valores que a moldam, os hábitos de consumo, o comportamento e as relações sociais. Trata-se também de uma mudança cultural, condição para que tenha êxito um movimento de dimensões planetárias.

Mas ficar só na crítica ou na análise do problema, não resolve a questão. Precisamos de uma ação mais enérgica nos espaços fabris, cobrando das empresas responsabilidade ambiental e social e participando efetivamente na gestão das iniciativas voltadas para a preservação do meio ambiente e do tecido social que nos cercam. Isso que dizer que, para defender efetivamente um mundo melhor e sustentável, que respeite a natureza e os seres humanos, devemos intervir junto as empresas relacionadas à chamada Indústria de Transportes (que vai da produção de veículos até a exploração dos distintos meios de transporte) para que esta invista em meios de transportes menos poluentes e mais eficientes do ponto de vista energético, aproveitando o potencial profissional e as tecnologias existentes no país, tais como as que permitem o uso de biocombustíveis e dos motores Flex na frota circulante no país.

Além disso, devemos por em pauta de discussão a necessidade da indústria automobilística, reciclar veículos antigos e investir no desenvolvimento local de veículos e motores, recicláveis, mais enômicos e eficientes do ponto de vista energético, que usem combustíveis alternativos e renováveis com maior eficiência, gerando ganhos tanto para a população como para a natureza e criando um diferencial comparativo para a indústria instalada na região.

Recentemente foi lançado no mercado nacional um veículo com motor híbrido. Fabricado no México. Este veículo de luxo usa um motor a gasolina que funciona em parceria com um motor elétrico, garantindo-lhe autonomia, baixos índices de emissão de poluentes e economia de combustível derivado de petróleo.

A responsbilidade social e ambiental nos leva a perguntar:

- Por que essa mesma empresa que lançou o veículo híbrido no mercado brasileiro e pioneira no desenvolvimento de motores à álcool (nos anos 1970) e bicombustíveis (nos anos 2000), fabricante de um dos melhores e mais eficientes motores movidos a biocombustíveis do mundo, não aproveita sua capacidade instalada no Brasil para fabricar carros híbridos no país usando os elogiados motores Flex em parceria com os elétricos?

Falamos em susbstituir o motor a gasolina usado nos veículos híbridos atuais por motores movidos a etanol ou bicombustíveis, aproveitando-se de forma racional e econômica de toda a tecnologia já desenvolvida, tanto na área de biocombustíveis, como na de motores híbridos. Isso geraria economia em escala, pois aproveitaria os investimentos feitos anteriormente e todo conhecimento acumulado em décadas de desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil e no exterior, ajudando a diminuir investimentos iniciais e o custo final dos veículos.

Os céticos podem dizer que mesmo assim essa tecnologia tornaria os já caros veículos nacionais em produtos ainda mais caros. Em nossa opinião os veículos híbridos são caros porque as empresas nunca apostaram na produção dos mesmos em larga escala, concentrando todo o desenvolvimento em setores médios e de luxo, atendendo a um público mais restrito e menor em número de consumidores. O dia que passarem a produzir veículos populares dotados desta tecnologia híbrida Flex/Elétrico, centenas de milhares de automóveis, caminhões e ônibus circularão por nossas ruas e a produção em escala fará com que o preço unitário de cada veículo baixe consideravelmente e tornando-os economicamente viável.

Afinal, quem não gostaria de ter um veículo duplamente econômico, com maior autonomia e ainda com opção de escolher o tipo de combustível e ajudar o meio ambiente?

Tanto indivíduos como empresas adorariam ter em suas garagens e frotas, veículos que lhes garantissem maior economia e produtividade, além de proporcionar ganhos ambientais imensuráveis e permitir que façam parte da modernidade e do movimento de responsabilidade socio-ambiental.

Um amplo acordo entre empresas, sindicatos e governos poderia ser negociado facilitando a produção inicial de tais veículos, garantindo o investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias locais, a estabilidade e a geração de empregos e renda de qualidade, preços menores ao consumidor final e melhores condições ambientais para todos nós.

Os governos poderiam fazer sua parte abrindo linhas especiais de financiamento à pesquisa ou criando uma tributação especial para os veículos Flex/Elétricos e seus consumidores, ajustável às dimensões do mercado interno a cada momento histórico concreto. As empresas fariam a sua reduzindo suas margens de lucro e garantindo os empregos dos Trabalhadores, que por sua vez fariam sua parte produzindo com qualidade e ajudando a fazer a renovação da frota de veículos de transporte individual e coletivo.

A mesma tecnologia Flex/Elétrico poderia se estendida ao transporte público gerando veículos mais eficientes energetica e ambientalmente falando, silenciosos e confortáveis para os usuários e moradores das cidades.

Entendemos ser a tecnologia híbrida Flex/Elétrico, uma teconologia transitória que permitiria ao Brasil economizar recursos enormes com combustíveis líquidos e/ou gasosos e investí-los na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias de transporte ainda mais eficientes e ecologicamente corretas.

Pensando no país, no futuro dos empregos, na sociedade e no Planeta como um todo, faz-se este chamado a empresas, governos e a sociedade civil para debater e investir no desenvolvimento de motores nacionais híbridos Flex-Elétricos, no curto prazo, e, no médio e longo prazo, desenvolver novas tecnologias de transporte mais eficientes do ponto de vista ambiental, econômico e social.

O planeta Terra e a sociedade cobram de nós essa responsabilidade socio-ambiental. Se cada um de nós fizer sua parte, em breve teremos um planeta melhor para viver.

O desafio está lançado.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:14 02/06/2011, de Curitiba, PR


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